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terça-feira, 1 de maio de 2018

APEVT - Cessação de Colaboração

Quando comecei a colaborar com a APEVT, fi-lo para partilhar o meu conhecimento e experiências numa área quase esmagada e varrida pela combinação entre a ideologia do ministro Crato e o economicismo da Troika. Apesar de fora da área, quis colaborar para ajudar à sua revitalização, e especificamente no domínio da formação. Dei por mim envolvido noutras vertentes, entre gestão web e corpos da associação. Percebi que tinha um enorme ponto de dissenção com o presidente da associação, no que toca ao domínio das TIC. Uma dissenção que se tem mantido em discussões. No entanto, a publicação nas redes sociais de uma posição assumida em nome da associação relativa às matrizes curriculares que entrarão em vigor revela uma posição radical e alicerçada em preconceitos. Uma opinião que me recuso a defender ou sequer a reconhecer fazer parte de um grupo que assume. Cessei de imediato toda a colaboração com a APEVT.

Sempre quis colaborar para ajudar a revitalizar a área, não para engrandecimento pessoal ou vontade de participar em intrigas educativas e políticas. Tentei manter a minha isenção e posição pessoal, olhando a médio prazo. Mas face a esta posição pública, deixei de ter condições para poder representar e defender a associação. Se estiverem interessados, leiam a posição sobre matrizes curriculares que motiva a minha cessação de colaboração e as notas que sustentam a minha demissão.

Lamento deixar um grupo de pessoas fantástico, com as quais estava a conseguir desenvolver projetos interessantes.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Workshop Impressão 3D - Encontro Nacional APEVT


Este foi um momento que nos aqueceu especialmente o coração. Já batalhamos há algum tempo para poder trazer as tecnologias 3D para a nossa área de origem, Educação Visual e Tecnológica. No âmbito do encontro nacional da Associação de Professores de EVT, que decorreu no passado dia 14 de abril no Porto, fomos desafiados a dinamizar uma sessão sobre impressão 3D nas áreas artísticas.


Foi uma sessão curta, de cerca de uma hora, mantida em tom informal. Demonstrámos o funcionamento de uma impressora 3D, antes de avançar para o que em educação, quer seja nas TIC ou nas Artes, é o mais importante: o como conceber, desenhar e criar com esta tecnologia. Os participantes ficaram a conhecer como modelar em 3D com Tinkercad e Sketchup Make/Free. Sabemos que o público alvo, ao contrário dos docentes de TIC, não dispõe nas suas salas de aula de acesso a computadores em número suficiente para usar estas aplicações de forma alargada, por isso sublinhámos mais a crescente diversidade de apps de modelação 3D para dispositivos móveis, com uma abordagem ao Onshape e demonstração de como modelar no 3DC.io.


A sessão, e o evento, contou com a presença de elementos da BEEVERYCREATIVE, empresa de Aveiro que concebe e fabrica as impressoras 3D que utilizamos. O apoio da equipe foi fundamental para este momento, quer por nos ter cedido temporariamente uma impressora, quer pelo dia que passaram a mostrar esta tecnologia aos participantes neste encontro. À BEEVERYCREATIVE, agradecemos profundamente todo o apoio que nos deu, permitindo dinamizar este momento significativo. Esperemos que as sementes plantadas germinem!

terça-feira, 17 de abril de 2018

Desafios


O humanóide das TIC em 3D está algures nesta foto.

Renovou-se o compromisso com a Associação de Professores de EVT. Apesar de estar dedicado a TIC, área que me enriquece diariamente (e gosto de pensar que contribuo para o seu enriquecimento), sinto o dever de contribuir para a revitalização de uma área artística que não tem tido uma vida fácil no sistema de ensino. Não estou nisto para mudar o mundo, ou por necessidade de engrandecimento pessoal. O sentido de dever de que falo é o de partilhar a minha experiência nas TIC com a minha área de origem, mostrando o potencial das tecnologias digitais como ferramenta criativa. O pendor maior vai para o 3D, claro. Nem outra coisa seria de esperar do humanóide por detrás das TIC em 3D. Mas também se arranjam pontes para outras tecnologias e metodologias.

Não estou à espera de tarefa fácil. Divulgar algo de novo junto de um grupo de docentes desmoralizado e sem o acesso às ferramentas elementares da tecnologia digital a que estou habituado em TIC tem o seu quê de provação de sísifo. No entanto, com paciência e resiliência, talvez se chegue a algum lado. Se numa sessão de formação se conseguir convencer pelo menos um colega professor, já é mais um do que seria se estes momentos não acontecessem.

Outra área onde espero algumas agruras é a expansão de TIC como área disciplinar do 5º ao 9º ano. Algo que pode ser sentido como uma intrusão, ou no limite um retirar de tempo já de si reduzido, até mesmo ameaça, pelos docentes das áreas artísticas. No entanto, nesta minha aprendizagem como docente de TIC, percebo e aplaudo a extensão desta área disciplinar. Não chega anunciar intenções de preparar os alunos para os desafios do século XXI. É preciso agir, e os docentes de TIC têm demonstrado ao longo dos anos que compreendem os reais desafios que aguardam no futuro dos nossos alunos de hoje, tendo sabido adaptar o conhecimento sobre tecnologia digital em perspetivas inovadoras. Por muito interessante que sinta o meu trabalho no domínio do 3D, fico sempre humilde quando vejo os enormes avanços que os professores de TIC têm feito nos domínios da programação, robótica, automação e internet das coisas. É um dinamismo incrível, alastrando a todo o país, sempre com uma postura ativa, que contraria o formalismo tão habitual na educação em Portugal. E, o que é mais importante, mudando o foco da aprendizagem de ferramentas para conceção de projetos, usando metodologias muito similares àquelas que aprendi enquanto docente de EVT.


Um dia, hei de ter tempo para comparar a metodologia de projeto de EVT com o pensamento computacional de TIC. Sempre que ouço especialistas a falar dos processos iterativos de tentativa e erro, lembro-me logo de como se pinta um quadro. Pista: nenhuma obra prima se faz à primeira pincelada sobre o primeiro rascunho.

É um esforço que não se resolve com a confortável visão das TIC como transversais. Podem sê-lo, de facto, como ferramentas de processamento de informação ao serviço de outras áreas disciplinares, mas só isto não chega, se a visão dos desafios para o século XXI for mais abrangente do que formar futuros consumidores. O resultado disto seria uma sucessão de textos, apresentações, padlets e outras formas de processamento de informação com recursos multimédia simples. Coisas que enchem o olho, sustentam aquisição de conhecimentos em áreas diversas (e por isso têm validade e potencial pedagógico), mas não permitem o passo lógico necessário, dotar os alunos de competências técnicas que lhes permitam apropriar-se do potencial das tecnologias digitais. Para isto, faz falta um espaço e tempo de especialização, onde se podem aprofundar conceitos e saberes específicos, enriquecidos com abordagens transversais. Sabemos, por exemplo, da ligação entre programação e matemática, mas não faria sentido exigir aos docentes de matemática que ensinassem linguagens de programação na sua disciplina. Ou aos de línguas que se responsabilizassem pelas técnicas de processamento de texto, os de história por apresentações multimédia. Podia continuar a dar exemplos, mas creio que já sublinhei o ponto de vista. São precisos docentes especializados, com competências técnicas sólidas e capacidade para ver além das fronteiras da sua área. E, claro, um tempo específico, não se consegue desenvolver trabalho sustentado sem tempo. Os muitos docentes de TIC que tenho tido o privilégio de conhecer nestas aventuras têm mostrado, vezes sem conta, estas capacidades e vontade de agir.  Ver a área reconhecida e estendida ao longo dos ciclos não é uma recompensa, é uma necessidade.

Seguindo argumentos mais utilitaristas, pode-se apontar a importância crescente da economia digital, os impactos presentes e futuros da automação, robótica, machine learning e inteligência artificial na sociedade. Observar que estamos a preparar os alunos de hoje para desafios que ainda não conseguimos imaginar é uma bela frase feita que disfarça mal o potencial disruptivo desta combinação de tecnologia nas carreiras e empregabilidade como até agora a entendemos. Quer se seja optimista ou opte pelos modelos pessimistas que prevêem uma hecatombe de desemprego numa economia automatizada, há um ponto comum nestas ideias: a necessidade de repensar o papel do humano na sociedade. Quer se imagine um futuro rosáceo de lazer apoiado na prosperidade tecnológico, quer se anteveja pobreza esmagadora numa sociedade robotizada (e todas as nuances entre estes extremos). Apostar nas TIC, não como meras ferramentas na ótica do utilizador, mas como forma de pensar e agir, de potenciar capacidades humana com as valências aumentativas da tecnologia, é fundamental para dotar os alunos de hoje de competências que lhes permitam viver vidas recompensadoras no seu futuro.

Esta posição pode parecer paradoxal num envolvimento com áreas artísticas, tradicionalmente vistas como aversas à tecnologia digital. Mas não quero ver as artes, com o seu humanismo inerente, foco na expressão criativa, pensamento individual e multiliteracias, afastada dos processos tecnológicos que estão a moldar a sociedade contemporânea. As artes têm muito a dizer, um papel a desempenhar dentro da preponderância das áreas CTEM. Um foco exclusivo na tecnologia é estéril e desumanizante.

Quando penso em tudo o que tenho aprendido em TIC, nas amizades que fiz, no incrível desafio da impressão 3D, na vitalidade da robótica e programação, no sucesso do projeto Robot Anprino, sei que me seria quase impossível regressar à tradicional EVT. Se o fizesse, seria certamente mais enriquecido. Partilhar esta dinâmica é um dever que sinto, ajudando a valorizar a minha área de origem. Mas sem ilusões de supremacia. Quando comecei a experimentar com tecnologias de expressão digital na sala de aula, há alguns longínquos anos, sempre assumi que seriam mais um meio de expressão, em paralelo com os tradicionais. Apesar do meu foco ter mudado, a postura não se alterou. Espero conseguir contribuir, neste novo desafio, com as minhas capacidades e as experiências adquiridas em modo standing on the shoulders of giants, com tantas pessoas fascinantes e dinâmicas que conheci nestes últimos anos.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Ação de Formação: Impressão 3D


Com a APEVT, estamos a dinamizar a ação de formação Impressão 3D: Ferramentas e Metodologias, focada no 3D enquanto meio de expressão plástica. Para mais informações e inscrições, visitem a página da APEVT.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Encontro APEVT Educação Artística e Tecnológica, uma nova possibilidade de aprender.


No dia 14 de abril, o espaço da Escola Secundária Garcia de Orta no Porto recebe o Encontro Nacional da APEVT. Sob o tema Educação Artística e Tecnológica, uma nova possibilidade de aprender, reúne oradores e painéis sobre as diferentes vertentes das Artes na Educação. As TIC em 3D estão responsáveis pelo painel Área artística e tecnológica: Aplicações práticas de tecnologias digitais em contexto, problemáticas de implementação, de partilha de experiência de uso de tecnologias digitais como ferramenta de expressão criativa. Programa completo e inscrições aqui: APEVT: Encontro Nacional.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Workshops APEVT - PAFC


No âmbito do projeto de autonomia e flexibilização curricular, a APEVT coloca à disposição dos docentes interessados um conjunto de workshops gratuitos, a desenvolver nas escolas. Estas sessões cobrem temáticas que vão da reflexão sobre projetos interdisciplinares a sessões práticas sobre técnicas de trabalho artístico na educação. Neste âmbito, o know-how das TIC em 3D sustenta o workshop 3D: Ferramentas e Metodologias, que visa introduzir docentes das áreas artísticas à modelação e impressão 3D com ferramentas simples, possíveis de utilizar nos contextos de sala de aula e projetos no ensino básico.

sábado, 10 de junho de 2017

Encontro Nacional APEVT


Não poderemos estar presentes, por conflito de agenda. Estas datas calham em serviço de exames e workshop de impressão 3D no encontro de professores Casa das Ciências. Mas não deixamos de colaborar na divulgação e apoio. Atualizar as áreas artísticas é um dos desafios para o currículo do século XXI, como se nota pelo cartaz. É sintomático que a iconografia associada a EVT seja apenas a de meios tradicionais de expressão. Como se a influência das tecnologias digitais nos passasse completamente ao lado... temos, por isso, que investigar, debater e partilhar experiências. Para mais informações, programa do encontro e inscrições, visitem a página da APEVT.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Impressão 3D na Educação @Funchal


Os desafios às TIC em 3D/Fab@rts levaram-nos esta semana à Região Autónoma da Madeira, para participar no II Encontro de Professores de Informática da RAM, representando o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, e partilhar as nossas experiências no domínio da modelação e impressão 3D com professores de informática, educação visual e tecnológica e educação tecnológica.


O encontro de Professores de Informática decorreu na EB/S Dr. Ângelo Augusto da Silva, Funchal. Apesar de estarmos lá presentes em demonstração, na zona de mostra de projetos, com uma impressora BEETHEFIRST gentilmente cedida pela BEEVERYCREATIVE para este evento, perdemos boa parte do encontro, que decorreu na manhã de dia 2. O motivo foi bom: fomos convidados pelo Dr. Rui Branco, coordenador do Gabinete de Modernização das Tecnologias Educativas da Secretaria Regional de Educação/DRE Madeira, a visitar o seu espaço.


Ficámos a conhecer este espaço dedicado à impressão 3D, robótica e programação, onde são concebidos recursos  pedagógicos digitais e testados materiais posteriormente disseminados pelas escolas da região. O modelo de trabalho é centralizado. No que toca à impressão 3D, que estão a iniciar com equipamentos Flashforge e XYZ, o seu projeto envolve colocar impressoras nas escolas centrais de cada concelho da região, onde os docentes das restantes escolas poderão imprimir os projetos dos seus alunos. Vimos alguns resultados de projetos de introdução desta tecnologia em contexto pedagógico, essencialmente lithopanes, meshmixes e modelação simples em Tinkercad. Pareceram-nos incipientes mas muito prometedores, testes em projeto que, de forma iterativa, darão progressiva experiência aos elementos do Gabinete para levarem longe a sua vertente de atuação.

Nós por aqui temos preferência por abordagens menos centralizadas, numa vertente grass roots, partilhando o nosso conhecimento para que os professores se sintam com vontade de arriscar e levar esta tecnologia para a sua prática pedagógica. No entanto, abordagens centralizadas também são uma forma pertinente de actuação, até porque permitem garantir acesso a um número mais elevado de equipamentos. Os projetos mais independentes têm sempre de lutar para adquirir equipamentos. Falámos um pouco com o responsável pelo projeto de Impressão 3D deste organismo, e ficámos bem impressionados com o dinamismo e capacidade técnica, bem como pela sua abordagem de projetos pontuais, adequados a necessidades expressas pelos grupos de professores e alunos com que tem trabalhado.


Mesmo assim, ainda tivemos oportunidade de ouvir as comunicações de Fernanda Ledesma, presidente da ANPRI, que falou das mudanças em curso na área disciplinar de TIC, reestruturando o seu currículo, e da necessidade de actualizar a oferta formativa específica para docentes que os capacite a preparar os seus alunos para responder às necessidades técnicas do mercado. Em seguida, Emanuel Garcês falou das vertentes do Projeto Cap3r, de introdução de robótica e impressão 3D nas escolas da RAM. As condições para inovação sustentada, ultrapassando paradigmas clássicos e respondendo a um futuro cujos desafios já sentimos hoje, estão a ser criadas quer a nível nacional quer regional. A um nível mais pessoal, ficamos sempre felizes sempre que mencionam o potencial do projeto de robótica educativa Anprino, a introdução de modelação 3D como parte do currículo da disciplina de TIC, e vemos o crescimento de projetos de impressão 3D na escola.


Em exposição na sala do encontro estavam cerca de vinte e sete projetos de inovação educacional das escolas da RAM. Havia um pouco de tudo, com projetos de backoffice e gestão documental (podem parecer menos importantes do que os pedagógicos, mas tudo o que facilite o trabalho documental do professor liberta-lhe tempo para a parte pedagógica), gestão de informação, segurança na Internet, Internet of Things e Impressão 3D. Na foto, um dos que considerámos mais interessantes: aproveitando a estrutura de jogo de um boardgame, um jogo de tabuleiro sobre as lendas e história da Região Autónoma da Madeira, com design de cartas, tabuleiro de jogo e peças impressas em 3D. Um de muitos projetos interessantes de inovação pedagógica com recurso às tecnologias que pudemos descobrir nesta mostra.


Solicitaram-nos que fizéssemos parte do júri de avaliação dos projetos divulgados. Não foi uma tarefa fácil, dada a sua diversidade de vertentes e abordagens. Esperamos não ter enviesado muito a votação, os três projetos que foram distinguidos envolviam de alguma forma a impressão 3D: o jogo de tabuleiro sobre a região da Madeira, lithopanes a transferir para 3D quadros famosos, permitindo a crianças invisuais ficar a conhecer as obras pictóricas, e um projeto que sublinha o fluxo de trabalho da modelação à impressão. Cada projeto premiado recebeu um Robot Anprino, e esperamos que nos tenha calhado fazer a entrega de um Anprino Arthur... mas não abrimos a caixa para verificar.


À tarde, hora de partilha.  Workshop de introdução à impressão 3D com um grupo de dezassete professores de informática.


Aproveitámos uma pequena pausa para café para registar a sessão. Estes workshops são intensos, e nunca dá para registar o que lá fazemos.


No dia 3, aquele que para nós foi o mais gratificante desafio deste ano, até agora: dinamizar um workshop de Impressão 3D para professores de EVT. As TIC em 3D nasceram em EVT, somos ex-professores desta área, e membros ativos da APEVT, mas ainda não tínhamos tido oportunidade para partilhar a experiência de impressão 3D neste âmbito. Foi, por isto, um momento muito gratificante, quase um regressar às nossas origens, e um cumprir dos objetivos que nos levaram à APEVT, o de mostrar a compatibilidade entre áreas artísticas e tecnológicas, atualizando conhecimentos, mostrando as ferramentas digitais como mais um meio válido de expressão ao serviço das aprendizagens dos alunos.


O desafio partiu da Fernanda Ledesma, sugerindo que uma vez que estaríamos no Funchal a dinamizar sessões no âmbito da ANPRI, poder-se-ia também organizar sessões em conjunto com a APEVT. João Baptista, presidente da APEVT-Madeira, aceitou o desafio e o resultado foi uma tarde de partilha inter-áreas, com dois workshops. Fernanda Ledesma dinamizou uma sessão de introdução ao Arduino com programação em Scratch for Arduino, e nós ficámos responsáveis pela impressão 3D.


Antes do início da sessão, nas instalações da escola Horácio Bento de Gouveia, Funchal, com os elementos da APEVT-Madeira.


Foi, como sempre, uma sessão intensa. Cobrimos a tecnologia de impressão 3D, uma introdução prática à modelação com o Tinkercad, demonstração de modelação com Sketchup Make, FormIt e 3DC.io, fluxo de trabalho de modelação - validação/correção e impressão, e implicações destas tecnologias na educação. Esperamos ter deixado a faísca do 3D nestes nossos colegas de EVT!

Não podemos deixar de agradecer à ANPRI pelo convite e desafio de partilha, à APEVT pelo acolhimento, e à BEEVERYCREATIVE pela ajuda na impressora. Passo a passo, partilha a partilha, faz-se crescer esta vertente da tecnologia na educação, desafiando cada vez mais professores para a colocar ao serviço das aprendizagens dos seus alunos.

Instantes


Hora de fazer as avaliações dos trabalhos de aula, as etapas de aprendizagem para os projetos finais. E ter boas surpresas, especialmente nas atividades de modelação 3D em dispositivos móveis.


 Boas surpresas que continuam durante o desenvolvimento dos projetos dos alunos.


Alguns seguem o caminho do tema livre, outros preferem pesquisar e recriar em 3D.


Entretanto, vamos ultimando projetos que ficaram pendentes. A aluna, frequentadora assídua da biblioteca, que fez esta boneca no Thingmaker design ficará contente.


Numa semana de balanços de atividade do espaço naker do Centro de Recursos, esta é a imagem que melhor descreve os nossos esforços: uma aluna de quinto ano, que não tem TIC nem faz parte do Clube de Robótica, a trabalhar autónoma no Tinkercad. Aprendeu... com as alunas monitoras 3D do Centro de Recursos.


Esta semana não houve sessão do clube de robótica. Estivemos no Funchal, sexta e sábado, a partilhar a nossa experiência no domínio da modelação e impressão 3D.


No primeiro dia, com demonstrações e workshop no encontro de professores de informática da RAM.


No segundo dia, mais um dos nossos primeiros momentos: o primeiro workshop de Impressão 3D para docentes das áreas artísticas, com a APEVT-Madeira. Gostaríamos de o conseguir também fazer cá, até porque a APEVT é uma das associações com as quais colaboramos, mas o primeiro de todos foi na Madeira.

sábado, 27 de maio de 2017

Workshops Arduino e Impressão 3D - Funchal



Dia 3, com a APEVT-Madeira, estão previstos dois workshops para docentes de EVT, EV e ET. Um será sobre introdução à modelação e impressão 3D, o outro sobre arduino e programação. A iniciativa é desenvolvida numa parceria com a ANPRI, aproveitando a deslocação à Madeira de formadores para II Encontro de Professores de Informática da RAM.

Esta parceria, e a possibilidade de partilhar conhecimentos com docentes da APEVT sobre impressão 3D, é-nos muito gratificante. Colaboramos com a APEVT nas suas estruturas internas, e estiveram previstas duas ações de formação sobre modelação e impressão 3D no plano de formação da associação, que não se realizaram por falta de inscrições. Como ex-docentes de EVT que somos, é-nos muito gratificante partilhar as nossas experiências com o potencial criativo das tecnologias digitais com docentes da área que nos formou, e na qual iniciámos o trabalho que se viria a torna as TIC em 3D.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Win Some, Lose Some


Hoje tomei a decisão de cancelar a acção de formação de impressão 3D que dinamizo para a Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica. Havia poucas inscrições, com problemas de divulgação e uma certa descredibilização da associação junto de um grupo de professores que se sente aniquilado com os acontecimentos do passado recente. Cancelar a acção abriu a agenda para outras similares nas datas previstas. Em breve partilho quais, e onde. Não deixa de ser um sentimento amargo ver-me forçado a cancelar uma iniciativa que visa partilhar o potencial estético e plástico da tecnologia junto dos professores de EVT. É esta a minha formação de base, e foi na sala de aula de EVT que este projecto nasceu e se desenvolveu, antes de passar às TIC, sempre mantendo o espírito de trabalho de projecto e ligação entre técnica e estética que é o grande legado de EVT.

Para além de contribuir com a minha experiência para a modernização desta área, o envolvimento com a APEVT é também uma tentativa de combater o alheamento que sinto das áreas artísticas face ao movimento pujante e interdisciplinar das TIC na Educação. Nos últimos anos, tenho descoberto inúmeros projetos e iniciativas que tiram partido e inovam práticas lectivas recorrendo às tecnologias digitais. A robótica educativa é hoje uma força nas escolas, multiplicam-se projectos e metodologias recorrendo a tablets e apps, com novas dinâmicas de aprendizem, a tendência das salas de aula do futuro é de crescer e multiplicar-se pelas escolas portuguesas. Vejo docentes de línguas, matemática, ciências sociais e humanas entusiasmados, mostrando como potenciaram práticas recorrendo a tecnologias digitais. Assisto (e participo) à explosão de criatividade das TIC com a robótica e programação. Não vejo professores de áreas artísticas envolvidos nestas dinâmicas. Nunca vi uma apresentação académica ou partilha de práticas onde professores de artes visuais, educação visual e tecnológica ou educação musical mostrassem o que fazem com ferramentas digitais. A própria dinâmica da Sala de Aula do Futuro, com as suas divisões em zonas de criação, pesquisa, apresentação e chill out, não parece levar em conta as especificidades das áreas artísticas. Entre tablets, quadros interativos e mesas multitoque, ficou de fora o espaço para estiradores.

Note-se que até já encontrei docentes de Educação Física envolvidos em projectos tecnológicos. A georeferenciação e os jogos com GPS permitem este tipo de práticas, com a vertente de descoberta de património à mistura. No que toca às artes, o único projecto que conheço que se atreve a desbravar o campo expressivo possibilitado pelas tecnologias é o Arte Transformer. As TIC em 3D são a minha contribuição para mostrar que outros caminhos são possíveis.

Há um certo perigo em deixar entregue a expressão criativa com meios digitais entregue aos bem intencionados e dinâmicos docentes de outras áreas, que percebem a forma, mas não o conteúdo específico. Há uma diferença enorme entre, por exemplo, o que apps e plataformas de criação de banda desenhada permitem e o que realmente é a banda desenhada enquanto linguagem expressiva. O mesmo pode ser observado em relação ao vídeo ou design gráfico, as áreas que tenho visto como representativas de uma visão de criatividade ao serviço da aquisição e processamento de informação. De fora fica o riquíssimo mundo da expressão, e pergunto-me porquê. Seremos nós, professores de áreas artísticas, assim tão arreigados a uma certa visão tradicionalista dos media de expressão, aceitando apenas os clássicos como fundamentais para o estímulo à expressão artística? Um conservadorismo que a arte contemporânea já rejeitou? Pessoalmente, sempre que me apontam a excelência de Picasso ou Matisse, pergunto mas e se fossem vivos hoje? pintariam a óleo ou fariam código interactivo de realidade mista?



Perdem-se umas (mas não se desiste), ganham-se outras. Horas depois de ter publicado uma nota amarga na página da APEVT anunciando a suspensão da formação de impressão 3D, descobri a partilha nas redes sociais do clube de robótica do AE de Vilela. É o primeiro Anprino que vejo in the wild, montado pelos alunos de um clube de robótica. E tinha logo que ser um modelo Arthur. Ganhei o dia, diria! Aquele projecto de sanidade duvidosa para o qual a Fernanda Ledesma me desafiou, que despertou alguma desconfiança e incredulidade nos meios da robótica educativa, está mesmo a chegar ao terreno, muito graças ao poder da impressão 3D. Tenho de me preparar para o comentário mas os (inserir aqui lego/mBot/bq/ardózia) são muito melhores. Notem que os Lego e similares são desenvolvidos por empresas, não por equipes de professores.

É impossível não sentir orgulho nestas imagens. As TIC em 3D também deram o seu contributo para que isto fosse possível.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Modelação e Impressão 3D no Plano de Formação da APEVT


Estão previstas duas ações de formação de 25 horas no plano de formação da Associação de Professores de EVT sobre modelação e impressão 3D. Para mais informações, consultem o plano de formação da APEVT e a página Inscrições em Formação APEVT.

A primeira, Impressão 3D: Ferramentas e Metodologias, aborda uma introdução à impressão 3D com ferramentas de modelação 3D no computador (Tinkercad, Sketchup) e tablet (FormIt, Thingmaker Design), validação de peças e detecção/correcção de erros utilizando o Meshlab, Netfabb e 3D Builder, potencial pedagógico desta tecnologias nas áreas artísticas, utilização do Beesoft e das impressoras 3D BEEINSCHOOL. Inicia em Fevereiro, em Lisboa.

Em maio, a formação Modelação 3D na Educação Visual e Educação Tecnológica: Projetos Pedagógicos com Sketchup Make, decorrerá no espaço do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, em Lisboa. Será focalizada na modelação 3D com Sketchup, partilhando metodologias de desenho tridimensional e possibilidades de integração pedagógica.

Aqui nas TIC em 3D, acreditamos que estas ferramentas, e em especial o potencial criador e transformativo da impressão 3D (em bom rigor, manufactura aditiva), pode e deve chegar a grupos alargados de professores. Se os de TIC e Informática são essenciais para as experiências de utilização na escola, dada a afinidade com a tecnologia e o evoluir de um ensino das TIC cada vez mais a olhar para robótica, programação e outras áreas de ponta, docentes de outras áreas também podem tirar partido desta tecnologia, mesmo daquelas vistas como mais teóricas. Interessa-nos em especial, por razões de afinidade, o que os professores das áreas artísticas poderão fazer com estas tecnologias, trazendo preocupações plásticas e estéticas. Este projecto, recordamos, iniciou-se na sala de aula de EVT. O nosso esforço de divulgação (e do projecto Fab@rts em específico) passa por isto, por mostrar que o potencial da impressão 3D não se esgota numa área específica.

Não acreditamos muito na ideia da impressão 3D como ferramenta de massas, com uma impressora em cada casa. Neste momento, é uma tecnologia de nichos que estão a explorar intensamente  valências que se vão multiplicando, num processo iterativo de partilha em que a cultura maker tem sido essencial. No nicho da educação, da tangibilidade ao despertar de competências cognitivas, percepção e visualização espacial, vertentes de exploração criativa e domínio de competências técnicas, intuímos que o seu potencial é enorme. Deixar esta tecnologia fora das escolas é cortar uma via de aprendizagem e desenvolvimento às crianças de hoje, futuros cidadãos interventivos e criadores. A sua massificação talvez venha a ser possível, mas contrapomos que para tirar o maior partido desta tecnologia não chega usá-la, replicando modelos obtidos na internet, é preciso aprender a modelar para despertar o seu potencial como tecnologia criativa. Há toda uma diferença entre o gosto de ver imprimir um modelo 3D criado por terceiros e imprimir algo criado por nós. É essa intensidade que sentimos nas aulas de TIC, projectos interdisciplinares e clube de robótica, aquele momento em que o brilho nos olhos de uma criança que toca no seu objecto lampeja. É isto que queremos partilhar e transmitir.