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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Newsletter CFAERC VI



O projeto TIC em 3D/Fab@rts está em destaque na edição mais recente da newsletter do Centro de Formação Associação de Escolas Rómulo de Carvalho (Mafra).





Nesta edição, são abordadas as valências do projeto ao nível das bibliotecas escolares, e ramificações do domínio da partilha de conhecimento e formação de professores.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Conferência InCoDe.2030


No dia 6 de dezembro, a convite da Direção Geral de Educação, o projeto TIC em 3D/Fab@rts esteve presente na área expositiva da 1ª Conferência do Fórum para as Competências Digitais. Reunindo responsáveis governamentais, investigadores, professores, empresas e outros empenhados na promoção das competências para o século XXI, esta conferência decorrida no Convento de S. Francisco em Coimbra refletiu sobre os principais eixos do programa InCoDe.2030.


Em paralelo, decorria num dos espaços do claustro do Convento de S. Francisco uma mostra de projetos que reunia empresas, instituições de ensino e projetos educativos. Foi com muita honra que aceitámos o convite da DGE, juntando-nos aos Agrupamentos de Escolas de Sátão, Nelas, Moinhos de Arroja, Ílhavo, Vieira de Leiria, Porto de Mós, Coimbra Oeste, Albergaria-a-Velha, Escola Secundária Avelar Brotero, Escola do Departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria, e Colégio Sagrado Coração de Maria, que mostraram projetos de inclusão digital no domínio do eTwinning, Apps for Good e Selo de Segurança Digital. Estiveram também presentes os clubes de robótica dos Agrupamento de Escolas S. Gonçalo de Torres Vedras, D. Dinis de Lisboa e Eduardo Gageiro de Alverca. Em comum, são projetos que se distinguem pelo dinamismo, estando na linha da frente da inovação educacional quer no domínio de projetos institucionais, quer na expansão da robótica educativa. Representámos o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro com os projetos 3D possibilitados pela distinção em 2014 com o Prémio Inclusão e Literacia Digital, e em 2015 com o Prémio de Mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Foram esses pontos de charneira que nos permitiram iniciar a aventura na impressão 3D e criação de espaços maker na Biblioteca Escolar. É bom sentir que fazemos parte do conjunto de projetos que está na linha da frente da inovação tecnológica educacional em Portugal.


No nosso espaço, optámos por fazer uma amostra dos projetos criados pelos nossos alunos, quer na disciplina de TIC, onde aprendem modelação 3D integrada no currículo, quer nos inúmeros projetos interdisciplinares que tiram partido do 3D (modelação e impressão) na educação. Com destaque para o e-book/objetos tangíveis criados no âmbito das comemorações do tri-centenário do convento de Mafra.

Claro que levámos uma das nossas impressoras, e aproveitámos o dia para imprimir os primeiros resultados à escala real de um projeto de fotogrametria em parceria com um docente de História do nosso Agrupamento, envolvendo a captura digital de artefatos líticos.


Devido à longa viagem e horários longos de um evento que, para nós, iniciou às oito da manhã em Coimbra, não levámos alunos connosco. Mostrando que o envolvimento neste projeto ultrapassa em muito a disciplina de TIC, envolvendo o clube de robótica, Bibliotecas Escolares e docentes de outras disciplinas, o Agrupamento esteve representado por mim e pela coordenadora das Bibliotecas Escolares, Prof.ª Jacqueline Duarte, parceira ativa no projeto Fab@rts (3D na Educação e Espaço Maker no Centro de Recursos).


O evento contou a presenta do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, cuja alma de cientista se animou especialmente quando descobriu um dos nossos projetos, a criação de modelos moleculares com impressão 3D, efetuada pelos nossos alunos no âmbito de uma parceria entre Ciências Físico-Químicas e TIC. A molécula de água ficou para o ministro, como recordação. Mas mais importante do que o encontro, é frisar a importância desta tecnologia como mais uma ao serviço das aprendizagens dos alunos, através da tangibilização de conceitos abstratos, criação de recursos educativos, e, essencialmente, despertando os alunos para o potencial económico da manufatura aditiva ensinando-os a expandir as suas capacidades criativas através da aprendizagem de modelação 3D. Como observou Maria José Vitorino em conversa connosco, o que interessa é a capacidade de conceber mentalmente,  visualizar, para aplicar, algo que tanto pode ser feito recorrendo a estas tecnologias como a métodos mais tradicionais. Mas com isto potenciamos as tecnologias contemporâneas, mostrando o seu potencial e abrindo os alunos a campos de trabalho que vão além do uso da tecnologia digital como apoio à aprendizagem e aquisição/tratamento de informação.


Sublinhando a parceria com as Bibliotecas Escolares, espaços dinâmicos que compreenderam a importância da inovação e novas literacias digitais, a nossa coordenadora com uma das suas mentoras, Drª. Teresa Calçada.


Como recipientes do prémio Inclusão e Literacia Digital, pediram-nos umas breves palavras sobre o seu impacto no nosso projeto. Creio que aqui o Robot Anprino é o melhor exemplo que como o apoio desta iniciativa potenciou, de formas inimagináveis, o que se iniciou nos idos de 2007 com a introdução de modelação 3D na sala de aula em EVT. O prémio permitiu-nos a aquisição da nossa primeira impressora 3D, expandindo com isso o nosso know-how no domínio da modelação 3D em contexto pedagógicos, e também no domínio técnico. Possibilitou a miríade de projetos que desenvolvemos com os alunos, a aposta crescente na formação formal e informal a professores, experiências de makerspaces nas bibliotecas, e também este projeto de robótica educativa de baixo custo, que só se tornou possível com o desafio e visão de Fernanda Ledesma, presidente da ANPRI, pelo trabalho em eletrónica e programação de Luís Dourado, do Agrupamento de Escolas Augusto Cabrita no Barreiro, e pelo design e impressão 3D por nós desenvolvido no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Um projeto que tem chegado a dezenas de escolas, que está já a ser potenciado por alunos de cursos profissionais, apoiado pela Fundação Gulbenkian. E tudo começou com um telefonema dos responsáveis da Rede TIC e Sociedade a informar-nos que pertencíamos ao grupo de projetos distinguidos com o primeiro Prémio Inclusão e Literacia Digital.

No que toca ao potencial do programa InCoDe.2030 no domínio do nosso projeto, que nos pediram para refletir, olhamos muito mais à frente com uma reflexão a quente sobre impactos presentes e futuros próximos da robótica, algoritmia, inteligência artificial e robótica, e como a escola tem de preparar os alunos para saber usar estas tecnologias para aumentar as suas capacidades,não se tornando humanos obsoletos numa sociedade desigual. Projetos como o InCoDe.2030 são essenciais para que escolas, professores e sociedade em geral levem em frente o desafio da capacitação no domínio das competências digitais, que hoje vão muito mais além do mero domínio de ferramentas.


Poderia destacar muitos outros projetos patentes na exposição, entre as parcerias e crescimento do evento eTech Portugal às diversas instituições presentes, mas o esforço colocado pelo CINEL no domínio da aprendizagem de robótica e automação é notável. Na foto, um protótipo de robot empilhador que responde a códigos de cores para agilizar a distribuição em armazém.


Com um toque de ironia, passámos o dia a imprimir... armamento. Especificamente bifaces pré-históricos, digitalizados em 3D com fotogrametria a partir de instrumentos líticos recolhidos na zona oeste. Um toque de história milenar, num dia que mostrou a importância dos projetos nascidos no terreno, com esforço dos professores e apoio local e institucional, para uma promoção real das competências digitais nos alunos e, por extensão, sociedade em geral.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Formação Introdução à Impressão 3D - Venda do Pinheiro


Alguma vez tem de ser a primeira. No âmbito do plano de formação do Centro de Formação de Escolas Rómulo de Carvalho, dinamizámos a primeira ação de formação inteiramente dedicada à impressão 3D. Já o tínhamos tentado fazer com a APEVT e a ANPRI, mas por razões várias, não foi possível a sua abertura. Calhou então desenvolvermos a primeira ação de formação creditada para professores sobre esta tecnologia naquele que é o mais apropriado dos locais: a escola onde trabalhamos, e onde desenvolvemos o nosso know how e experiência com os alunos.

Esta formação foi desenvolvida no âmbito das atividades do projeto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação, prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares.


Dentro do âmbito do CFAERC, confessamos não ter esperado por muitos formandos. Sabemos que o 3D é uma tecnologia muito específica, mesmo sem equacionar a impressora, e conhecemos a dimensão reduzida do concelho. Ficamos surpreendidos pelo número de inscritos ter excedido o limite de formandos que tínhamos colocado, o que nos levou a aumentar a capacidade da formação. Houve algumas desistências de última hora, e no final os dois dias de formação contaram com catorze formandos. Alguns do nosso Agrupamento, a querer conhecer melhor esta tecnologia e a pensar em projetos específicos, outros de outras escolas do concelho, e alguns vindos de fora. O público-alvo pensado para esta ação foi abrangente, não quisemos restringir apenas a docentes ligados às TIC ou às artes. O desafio é perceber como levar esta tecnologia a todos os docentes.

Concebemos esta formação como um misto de conhecimentos técnicos sobre impressão 3D, exploração de pesquisa de conteúdos 3D, modelação utilizando computador e tablet, e processos de trabalho. Sabemos que cada um destes temas, se aprofundado, daria para múltiplas ações de formação. Optámos por condensar, despertando o interesse dos formandos, dando-lhes uma iniciação e materiais de referência que lhes permitam seguir processos de auto-aprendizagem.


 Dentro dos limites apertados de tempo, tentámos dar espaço à descoberta individual e experiências de 3D. A sessão final foi livre, deixando ao critério de cada um que técnica ou aplicação explorar. Poderíamos ter aproveitado para aprofundar algumas questões ou aplicações, mas conhecemos bem a importância de explorar livremente, de acordo com interesses pessoais.



Estruturamos a formação em três eixos: conhecimento técnico sobre impressão 3D, entre o processamento de modelos (correção e validação, remeshing) e o uso e manutenção da impressora; ligação entre o 3D, diferentes áreas disciplinares e biblioteca escolar; aprender a modelar em 3D com diversas aplicações. Foi interessante ver ao longo das sessões a autonomia dos formandos a imprimir ou preparar impressões.


No domínio da modelação, colocámos a ênfase no Tinkercad, pelo seu poder e simplicidade, dando seguimento no tipo de modelação com o 3DC.io. Passámos do PC ao tablet porque sabemos as dificuldades de implementar projetos que requeiram um número elevado de computadores, e hoje os dispositivos móveis são quase omnipresentes entre os alunos. Mostrando que se pode ir mais longe, demonstrámos o Sketchup Make em PC e o Autodesk FormIt em tablets. Aqui, o interessante foi ver formandos da área da Matemática a querer aprender mais sobre Sketchup, porque perceberam que esta aplicação lhes poderia potenciar experiências de aprendizagem na sua área disciplinar.


O grande objetivo foi despertar curiosidade, desmistificar a tecnologia e incentivar a criação com ferramentas de modelação. 


Aqui, a prof.ª Jacqueline Duarte, coordenadora das Bibliotecas Escolares, a abordar as questões de direitos de autor, makerspaces, fablabs, e o seu potencial no domínio das bibliotecas.


O lado mais techie ficou para o professor Artur Coelho (TIC/PTE), encarregue da modelação e impressão 3D. Uma das grandes mais valias das tecnologias digitais é a forma como potenciam a colaboração entre pessoas de diferentes backgrounds. É por isto que optámos por desenvolver estas sessões no espaço do Centro de Recursos Poeta José Fanha. Quebra a estrutura espacial habitual das formações com ferramentas TIC, e sublinha que se um professor consegue desenvolver projetos interessantes, estes tornam-se muito mais interessantes quando se adiciona o saber de outros.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Há Festa no Palácio


Está publicado o resultado final do projeto interdisciplinar da turma D do oitavo ano. Há Festa no Palácio é o culminar de um trabalho colaborativo entre a disciplina de História, onde os alunos estudaram os elementos relativos à história do palácio real de Mafra, Bibliotecas Escolares, com sessões de trabalho sobre pesquisa e tratamento de informação e acesso a bibliografia específica sobre o convento. As TIC entraram com a modelação e impressão 3D de elementos representativos do palácio. Este projeto foi desenvolvido no âmbito do Fab@rts: O 3D nas Mãos da Educação.


Este livro digital reúne a pesquisa dos alunos e as imagens dos modelos 3D. Foi apresentado à escola numa cerimónia com presença de todos os alunos, dos professores envolvidos, do diretor da turma e do diretor da escola. Os alunos autografaram o exemplar impresso, que ficará no Centro de Recursos Poeta José Fanha. Os projetos impressos em 3D estão expostos no átrio da escola, e podem ser vistos aqui: Mafra 3D.