Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
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quarta-feira, 29 de novembro de 2017
INCoDe.2030
No próximo dia 6 de dezembro estaremos presentes, por solicitação da DGE, no espaço de exposição e mostra de projetos da 1ª Conferência do Fórum Permanente para as Competências Digitais. Este evento decorrerá no Convento de S. Francisco, Coimbra. Os nossos projetos de impressão 3D irão juntar-se a clubes de robótica como o do Agrupamento de Escolas D. Dinis, clube de robótica do AE S. Gonçalo, Drones e IoT da ES Eduardo Gageiro, ou O Robot Ajuda, entre outros. Projetos que nascendo no terreno, em ritmo independente, com apoio da direções das escolas, associações profissionais e da ERTE-DGE, que tem feito um esforço de apoio aos projetos com poucos recursos, caracterizam o que se faz, cá, nos domínios da dotação dos alunos de competências digitais contemporâneas e a pensar nos desafios da modernidade. É um convite que nos honra. O programa do evento pode ser consultado aqui: 1ª Conferência do Fórum Permanente para as Competências Digitais.
E, se as impressoras não nos atraiçoarem, esperamos levar uma pequenina surpresa com o Robot Anprino.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Caminhos
O rescaldo da nossa presença no Qualifica 2016, Exponor. De 14 a 17 de abril rumámos ao Porto, integrados no espaço Ambientes Educativos Inovadores da Direcção Geral de Educação. Encarregues da área dedicada à impressão 3D, fomos desafiados a mostrar e demonstrar como se pode integrar esta tecnologia na escola, quer na sala de aula de TIC, quer em projectos interdisciplinares. A estrutura do evento, bem como a experiência, equipamentos e contexto, foi similar à da presença na Futurália 2016.
Desta vez, optei por mostrar resultados tangíveis do trabalho desenvolvido pelos alunos. As moléculas do Ciência na Escola foram o grande destaque, bem como alguns objectos mais interessantes e bem conseguidos.
Esta beebot acompanha-nos desde a Futurália na zona dedicada à aprendizagem de programação em contextos de pré-alfabetização. Recriá-la em 3D foi um desafio que veio desse evento, e que foi impresso agora.
O espaço 3D, ao contrário das restantes zonas da Sala, não tinha ajudantes para demonstrar as utilizações. O que não quer dizer que tivesse de ser eu a fazer tudo...
Porque é que a Bee está aberta? Considero que não chega olhar para a impressora em funcionamento. Quem nos visitava saía a perceber como se modela em 3D, quais os usos dentro da escola, e via um pouco das entranhas de uma impressora em funcionamento. Demonstrar, mostrar, desmistificar, ajudar a compreender. Outros preferem apenas mostrar. Mas eu sou professor, tenho de explicar e transmitir conhecimento.
A curiosidade desperta-se com a simples presença desta máquina, mas para que esta se sustente há que ir mais longe, explicar, motivar, e mostrar que está ao alcance.
Claro que durante o evento foi crescendo o acervo de impressões 3D dos desafios ERTE-DGE. Muitos piscas, em 2.5 e 3D, e símbolos eTwinning.
A apresentação não é tudo, mas captar o olhar com formas interessantes e cores vivas ajuda. Apesar de estar ligado às TIC, as preocupações artísticas com forma, cor, volumetria e estética são fundamentais para o trabalho das TIC em 3D. Esta tecnologia está, em termos pedagógicos, num ponto de cruzamento entre as TIC e as Expressões. O domínio técnico das ferramentas não implica, por si só, bons resultados. A contribuição de uma visão estética potencia o que se pode fazer com estes meios.
Com algum humor à mistura. Alas, poor Yorick, I knew him well...
Num dos dias tive de estar semi-ausente, como participante noutro evento portuense. Como a impressora é um robot que trabalha muito bem sozinha, deixei-a de manhã a imprimir um projecto de 7 horas. Ficou pronto em cinco...
No último dia testei um projecto para o próximo desafio das TIC em 3D. Quatro horas de impressão, e deu para perceber o que há a melhorar ou a afinar.
Aproximem-se. Não morde, mas pode queimar... e daí levantar a tampa e mostrar por dentro o que é a impressão 3D. Para se perceber o potencial disto tem de se ir mais longe do que o simples deslumbre.
Diria que enquanto houver estrada para andar... continuar-se-á. Espero ter estado à altura do desafio colocado pela Direção Geral de Educação, representando o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. O apoio da BEEVERYCREATIVE foi fulcral, quando uma avaria na impressora cedida à DGE para o evento foi resolvida na hora, logo na quinta de manhã. A simpatia e disponibilidade do pessoal da Bee é fantástica, e a beethefirst+ um mimo, apesar de considerar que no nível a que trabalho a Bee original é mais adequada. Não prevejo, nas actividades que tenho previstas, imprimir em ABS, nylon ou laywood.
Este desafio foi, como sempre, motivador e recompensador. Aliás, pedirem-me para passar quatro dias de volta de impressoras 3D... awesome, certo?
sábado, 16 de abril de 2016
Instantes
Temos oxigénio na mesa de impressão.
E temos moléculas na palma da mão.
Estamos ao serviço da Direção Geral de Educação, a imprimir em 3D na Qualifica.
Uma abelinha modelada em 3D no Tinkercad a partir de uma Beebot, impressa numa Beethefirst+... isso é um pouco recursivo.
Não chega ver, apenas. Há que ver por dentro, perceber como funciona, demistificar. Não é magia, é ciência e tecnologia.
"Estou a filmar o meu nome a ser impresso... "
A galeria desafios DGE vai crescendo.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Qualifica 2016
De 14 a 17 de abril estamos na Exponor, na Qualifica, ao serviço da Direção Geral de Educação. Quatro dias a demonstrar o que é possível fazer com Impressão 3D e educação, com projectos concretos, integrados nos currículos, e vindos do terreno.
domingo, 20 de março de 2016
Instantes
Esta semana, as TIC em 3D estiveram no espaço Sala de Aula do Futuro, organizado pela Equipa de Recursos Tecnológicos Educativos da Direcção Geral de Educação na Futurália, evento na Feira Internacional de Lisboa dedicado à educação e formação. Estivemos presentes a convite da DGE, que nos forneceu uma Beethefirst+ e um portátil Tsunami ao abrigo de protocolos com a BEEVERYCREATIVE e JP SáCouto Inspiring Knowledge. Quatro dias muito intensos a imprimir, partilhar conhecimento, ensinar, educar e mostrar como é que podemos aproveitar a impressão 3D (associada à modelação) em sala de aula, com projectos concretos que mostram possibilidades de integração curricular. Concretos, e já a decorrer na nossa escola, com muito e gratificante esforço.
Pormenores técnicos: Adorei a beethefirst+. Apesar de não a ter testado nas funções que a distinguem das bees clássicas (pause print, imprimir desligado da corrente, filamento não PLA), fiquei muito bem surpreendido com a limpeza do plug & play, estabilidade, e funcionamento global. Tinha alguma reticência em ligá-la ao meu computador, como uso habitualmente a beethefirst, mas não tive quaisquer problemas. Ligou, calibrei-a, imprimiu sem problemas. Nos restantes dias utilizei o portátil Tsunami, que com uns exíguos 4GB de RAM (eu sei, esta memória é standard na maioria dos portáteis no mercado, mas quando trabalhamos com 3D faz jeito ter mais memória), sabia que iria dar-se bem com o beesoft, e imprimi sem quaisquer problemas. Pormenores que não gostei: o Beepack (caixa que permite guardar e proteger a impressora e os materiais) torna-se exíguo para o transformador da Beethefirst+ e restante cablagem; o autocolante que identifica o filamento nos rolos está colocado no lado que vai ficar encostado à impressora, o que complica um bocadinho o processo de carregamento no Beesoft quando tem que se indicar o código do filamento para aplicar o perfil de impressão correcto, se não se tiver a caixa à mão. São pequenos pormenores. Das bee já se espera qualidade, e esta está à altura das expectativas.
O lado plug & play (que no caso das bee não é plug & pray) é um aspecto importante desta tecnologia. Sabemos do fascínio, e capacidades, das Prusa e restantes kits DIY/open source, mas também sabemos a importância de resultados imediatos e fiabilidade na sala de aula. Quando se tem projectos com alunos do ensino básico que se focam no design e concepção, o tempo para resolver problemas de hardware ou configurações é nulo. As bee distinguem-se positivamente por isso. Não que não seja importante o aspecto de tinkering tão querido pelos makers, e é essa a razão porque ao falar desta tecnologia, abro as partes acessíveis da bee para poder mostrar o que lá está dentro. Mas para quem se quer concentrar nos aspectos estéticos, de design e pedagógicos, ajuda imenso ter uma tecnologia que nos liberta das configurações mais complexas.
Apanhado pelo Paulo O Robot Ajuda Torcato a retirar os suportes da primeira impressão dos quatro dias. Momento zen?
O escritório: espaço da impressão 3D na sala de aula do futuro. Era o menos interactivo dos espaços, porque ao contrário da robótica com lego, quadros interactivos, tablets para pesquisa e vídeo, é difícil ter procedimentos rápidos de modelação e impressão 3D. Mesmo que se conseguisse fazer uma actividade rápida de modelação 3D (e o Tinkercad permite isso), o tempo de impressão é imperdoável. Mas não se pretende, como noutros stands, o endeusamento da máquina de impressão para que os visitantes se fascinem com a impressão. Na prática, mostrámos aos visitantes o processo pedagógico de modelação 3D aplicada às TIC ou a projectos interdisciplinares que tem na impressão 3D uma ferramenta de concretização. Ferramenta espectacular, mas ferramenta, e não fim em si mesmo.
É impossível não ter uma pontinha de orgulho nesta imagem. Espero ter representado bem o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Este trabalho, e os sucessos que tem trazido, só é possível graças aos alunos, restantes professores e apoio das estruturas de gestão. Posso ser eu a estar nos locais, mas o trabalho representa o resultado dos esforços de uma comunidade educativa, da qual faço parte. O mesmo se aplica a outros sucessos nossos, ao nível das bibliotecas escolares, etwinning e outras iniciativas.
Os projectos de 3D, junto ao nosso kit CodyRoby, também estavam presentes noutro espaço da futurália, o stand da ANPRI.
Um instante de tecnologias a falar português: a Beethefirst, desenhada, concebida e manufacturada em Portugal, controlada por um portátil da empresa portuguesa JP SáCouto.
Imprint education? Na primeira impressão do Tsunami, como não tinha nada configurado no computador, imprimi a abelinha da Bee como teste.
Por óbvias razões profissionais, o momento mais alto destes quatro dias, quando o Ministro da Educação visitou o espaço Escola do Futuro. Tive a oportunidade de explicar o conceito das TIC em 3D, focalizada não no deslumbramento com as maravilhas da tecnologia mas com o seu aproveitamento como ferramenta ao serviço das aprendizagens, com integração curricular, estimulando interdisciplinaridade e áreas STEM com toque artístico. Neste momento, mostro o primeiro resultado do projecto Moléculas na Palma da Mão a um ministro que é cientista, e já passou pelo ITQB, com o qual colaboramos nesta actividade.
Momento que superou a conversa que tive com uma simpática senhora, que me colocou muitas questões sobre currículo e esta tecnologia, que só depois vim a descobrir que se tratava da secretária de estado do Ensino Superior. Mas, apesar da importância institucional, que está em paralelo com o momento em que um grupo de professores estrangeiros em Erasmus, de visita ao nosso espaço, me diz que aquela foi a primeira vez que tomaram contacto com a impressão 3D. Com tecnologia portuguesa e inserida num projecto pedagógico, tive de sublinhar.
Não disponho ainda de fotos das interacções com os visitantes. Eventualmente, os fotógrafos ao serviço da DGE irão partilhar os seus registos. Encontrei esta nas redes sociais, que ajuda a mostrar o processo de demonstração. Não é apenas contemplar a impressora, mas descobrir como se modela em 3D, demonstrando técnicas simples em Tinkercad e Sketchup (o follow me é excelente, surpreende todos), falando da preparação do objecto a imprimir, até mostrar o processo de impressão em si, abrindo a máquina para se perceber o que lá está dentro.
Ou seja, prego valentes secas aos visitantes.
Adorei o comentário que estava nas conversas desta foto: é um professor que faz maravilhas com uma impressora 3D. Oh, wow!
Encerrámos com a impressão de um Piscas, a mascote do projecto Seguranet, à escala original, temporizado para estar quase pronto aquando da visita do ministro.
Foram quatro dias intensos, cansativos mas recompensadores. Não posso deixar de agradecer ao Dr. Vítor Figueiredo pelo desafio, à equipa da ERTE-DGE pela simpatia (com um abraço especial à Vânia Ramos, porque me desafia a fazer coisas bonitas), à BEEVERYCREATIVE pelo apoio. E à comunidade educativa à qual pertenço, porque sem eles estes projectos não seriam possíveis. Espero ter estado à altura.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Piscas 3D
As TIC em 3D/AE Venda do Pinheiro, vão estar no espaço da Direcção Geral da Educação na Futurália e no Qualifica, a demonstrar as valências da impressão 3D. Deram-nos como desafio imprimir em 3D o Piscas, mascote da Seguranet. É um desafio mais difícil do que parece.
Para impressão 3D, porque sei que o resultado final não erros de mesh nem vai gerar problemas de impressão, tenho privilegiado o uso do Tinkercad. O problema é que a modelação por primitivos não se ajusta bem ao tipo de formas mais orgânicas desta mascote. Parte das formas do Piscas são possíveis de modelar com combinações booleanas de sólidos, outras, nem por isso (ou talvez o sejam, em processos mais complexos e demorados).
Como resolver? O Sketchup Make dá uma ajuda. Utilizando perfis e revoluções com a ferramenta follow me, modelei os elementos mais complicados de criar no Tinkercad, e alguns dos fáceis, só porque era rápido e estava com a mão na massa. Então, porque não usar o Sketchup para modelar todo o Piscas? Sei, de acordo com a minha experiência quer pessoal quer nas aulas de TIC, que se o Sketchup é fácil e poderoso tem alguns inconvenientes no que toca à impressão 3D. Tem que se fazer uma modelação cuidada, mantendo os grupos sólidos (ou seja, como malhas poligonais estanques). Basta uma aresta mais rebelde, ou uma superfície que se intersecta de maneiras inesperadas, para complicar o processo. Aliás, parte das peças que compõem o Piscas não são sólidas.
O truque final está no Tinkercad. O serviço permite importar ficheiros SVG e STL externos. Exportei cada elemento modelado no Sketchup através da extensão SketchUP STL (que faz exactamente isso, apenas exporta, não valida nem corrige problemas), e o Tinkercad fez magia, limpando quaisquer geometrias interiores e traduzindo o objecto numa casca exterior oca. Já tinha feito experiências com trabalhos de alunos, com bons resultados. Depois de unificar todos os elementos numa peça única, o STL do Tinkercad não revelou problemas analisado pelo netfabb, e só vai demorar cerca de seis horas a imprimir numa Beethefirst + (a impressora cedida para estes eventos da DGE).
É uma experiência que mostra que quanto mais soubermos de diferentes programas de 3D, melhor damos resposta a desafios aparentemente difíceis. Fez-se uma coisa gira, e estruturou-se uma técnica de trabalho que será útil nas actividades com alunos.
Já ando a namorar Blender há muito tempo, mas as agruras daquele interface têm-se revelado um obstáculo demasiado difícil. Aproveitei o STL do Piscas para fazer umas experiências de visualização, para tentar suavizar a mesh (é óbvio que não consegui) e fazer um render. Não era suposto ter ficado em cor de rosa. Isso significa que tenho ainda muito que aprender na gestão de luz e materiais. Será que é desta que começo a dominar esta ferramenta de alto nível (e totalmente open source), o que me obrigaria a aprender modelação poligonal, algo que me falta desenvolver no domínio do 3D. Poderia (e queria) fazer um daqueles cursos livres de introdução ao Blender da Universidade Nova de Lisboa, mas nunca me oriento com o calendário...
sexta-feira, 4 de março de 2016
Futurália 2016
O próximo desafio das TIC em 3D é estar presente na Futurália, no espaço Escola do Futuro da Direcção Geral de Educação. Fomos convidados para dinamizar a área dedicada à impressão 3D em contexto educacional, partilhando com os visitantes a nossa experiência de trabalho com esta tecnologia em sala de aula e projectos interdisciplinares. Serão quatro dias desafiantes, e esperamos estar à altura do desafio.
Quando nos convidam a passar quatro dias a imprimir em 3D, só podemos responder que sim! Especialmente porque o espaço tem o apoio, entre outras entidades, da Beeverycreative, o que significa que vamos poder trabalhar com algumas das suas novidades: impressoras beeinschool com o beeconect.
De 16 a 19 de março, na FIL, vamos estar dentro deste espaço, que se prevê dinâmico e cheio de projectos interessantes. Para mais informações e programa completo, visitem a página da Direcção Geral de Educação.
Os trabalhos em impressão 3D dos nossos alunos também estarão representados, num outro espaço. A pedido da Associação Nacional de Professores de Informática, que está presente na zona da Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital (Fundação para a Ciência e Tecnologia), teremos uma pequena mostra dos objectos fantásticos que os nossos alunos de TIC têm criado.
Estes desafios deixam-nos orgulhosos do trabalho que temos vindo a desenvolver com as TIC em 3D, o qual só é possível graças ao apoio e entusiasmo dos professores e alunos do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, bem como das entidades que nos apoiam. São desafios que elevam a fasquia do que queremos oferecer, neste domínio de cruzamento entre as artes e as tecnologias.
sábado, 17 de outubro de 2015
And Crafts
Quando um orador convidado a falar sobre o currículo britânico de introdução da programação nos fala em William Morris, paramos para ouvir. O participar em eventos e conferências traz-nos alguma imunidade aos discursos esperados. Há temas e abordagens que são esperadas, ideias que estão em rotação constante. Nalguns casos já sabemos o que vamos ouvir, por pertinente que seja a mensagem. Por isso, quando algo de verdadeiramente inesperado é dito, paramos para ouvir. A referência de Miles Berry, um dos responsáveis do abrangente currículo de ciência computacional inglês, não foi extemporânea. Morris afirmou no século XIX a superioridade da manufactura artística e artesanal no auge da primeira revolução industrial. Fê-lo manifestando a importância de não se perder o saber fazer, a capacidade de criar que hoje está a ser revista em força pela cultura maker. Esta referência revelou o quanto é possível pensar mais longe, fora dos espartilhos técnicos dos currículos. A computação, nos seus vários aspectos, não tem de ser algo árido que exista por si. Pode, deve, ser uma ferramenta técnica que potencie exponencialmente a criatividade dos indivíduos.
Foi essa a lição que retirei do Dia dos Clubes de Robótica e Programação, comemoração oficial portuguesa da Europe Codeweek 2015. Um dia que reuniu no Agrupamento de Escolas D. Dinis núcleos que vieram mostrar o que andam a fazer com robótica e programação, bem como professores interessados nestas temáticas. Estive presente representando o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, com o projecto As TIC em 3D convidado a desenvolver actividades de live 3D printing aproveitando a mascote da iniciativa de introdução à programação no 1.º ciclo (que carinhosamente se tornou um #robotarmy). Dia produtivo, de partilha e aprendizagem. Terei de ser injusto, não consigo recordar todos os clubes cheios de interessantes ideias com que me cruzei. Registo os projectos absolutamente awesome dos nossos vizinhos de S. Gonçalo, Torres Vedras. Todos os prémios e distinções que têm recebido são merecidos. É o tipo de projecto que me faz pensar quando for grande, quero ser como eles. Foi também muito bom cruzar-me com os inspiradores colegas ligados à ANPRI, cujo dinamismo é fortíssimo, e trocar impressores com o dinamizador de um outro projecto que admiro muito, o Arte_Transformer, que interliga tecnologia e educação artística.
In memoriam. O #robotarmy foi totalmente capturado. Estão todos prisioneiros de outros. E era esse o objectivo.
Mais #robotarmy. Desta vez os impressos pelo Robotis, o núcleo de robótica do AE D. Dinis.
Os robots de base arduino da Bot'n'Roll.
Nenhuma exposição com arduino estaria completa sem o obrigatório cubo de leds.
Algo que desconhecia: os little bits para ensinar electrónica, trazidos por um clube da Batalha.
Hello uncanny valley. Projecto da Universidade do Porto.
Ideias e experiências de impressão 3D com prusa da Escola Secundária Marquês de Pombal.
Drones, claro. Um evento destes sem drones não seria a mesma coisa.
A explosão da robótica é evidente, com a maior parte dos projectos a apostar quer nos robots lego quer nos baseados em arduino. As impressoras 3D começam a aparecer, a serviço das necessidades dos criadores de robots. Pelo que percebi, projectos que equacionam a impressão 3D em contextos interdisciplinares no ensino básico fora do âmbito de clubes são ainda raros. Mas é assim que o ímpeto começa, com pequenos passos decisivos.
Em essência, e exausto depois de um longo dia a imprimir e aprender, diria que o que esteve em evidência neste evento foi mais do que pedagogia e resultados de aprendizagem. Foi o arts and crafts de Morris, o tinkering de Paper, o fazer da cultura maker, a criatividade baseada e alimentada pelo conhecimento técnico, o experimentalismo alicerçado na tecnologia.
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