Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
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quarta-feira, 24 de julho de 2019
We Are The Builders: Nefertiti
Não podíamos deixar de terminar o ano letivo sem um último projeto público das TIC em 3D/FabArts: participar na construção do busto de Nefertiti gigante, que irá ser construído pelos We The Builders no meet Fab 15, que irá decorrer no Cairo.
Tivemos sorte. A parcela que nos calhou é identificável. As impressoras do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro imprimiram uma parte do olho daquela que é considerada a mais bela mulher do mundo egípcio antigo. Um pouco do AEVP (28 gramas, para ser rigoroso) vai ficar pelas terras do Egito.
Para além de divertido, é um projeto muito apropriado, uma espécie de devolver de uma preciosidade egípcia ao Egito. O busto de Nefertiti, uma das obras icónicas da antiguidade, reside em Berlim e dificilmente será devolvido ao país de origem. Foi digitalizado por ativistas do património digital, precisamente como forma de sublinhar o cooptar das antiguidades pelas instituições museológicas ocidentais. Não vamos lá estar... (I wish!), mas a nossa contribuição irá a caminho junto da representação do LabAberto.
sexta-feira, 1 de março de 2019
Workshop 3D Mobile - Centro Qualifica
No dia 28 de janeiro o Lab Aberto recebeu alunos do Centro Qualifica. O desafio? Descobrir o 3D, arduino, raspberry pi e programação de drones.
Contribuímos com o que sabemos melhor: demonstrações de modelação e impressão 3D. O desafio lançado foi o de experimentar modelar uma peça em Onshape, usando dispositivos móveis, para em seguida imprimir. Para saber mais, visitem o site do Lab Aberto.
terça-feira, 17 de julho de 2018
O sítio onde me sinto bem
A escola para mim é o sítio onde me sinto bem, onde eu aprendo, observou a Sr.ª Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, rematando que a resposta ao como as escolas podem aproveitar a cultura dos fablabs se encontra na partilha de experiências potenciada pelos fablabs. O XII Fablab Bootcamp terminou com esta intervenção, antecedida das palavras de apoio da representante da Embaixada dos Estados Unidos e da Exm.ª Vice-Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras. Estamos sem palavras, emocionados. O XII Fablab Bootcamp, que foi um momento de partilha, aprendizagem, e ponto de encontro makers com professores, correu acima de todas as nossas expetativas. No final, vimos os sorrisos dos participantes, e ouvimos as suas palavras de encorajamento.
Nos dias 13 e 14 de julho vesti a camisola do Lab Aberto e colaborámos no XII Fablab Bootcamp, que foi organizado pela nossa equipa. Foi um projeto ambicioso, que não esperávamos vir a ser tão bem sucedido. Há meses atrás, quando acelerávamos a preparação do evento, tudo parecia difícil, quase inatingível. Conseguiríamos ter forma de trazer cá os convidados estrangeiros, que vieram partilhar experiências avançadas de fablabs na educação? Seríamos bem sucedidos na criação de uma ação de formação para professores sobre esta temática, entre a reflexão sobre cultura maker e sessões de introdução a tecnologias? Conseguiríamos convencer os makers a estar presentes num evento que, sendo tradicionalmente virado para eles, também se abria ao público da educação? O sorriso no rosto de todos, participantes, organizadores, voluntários, parceiros, na sessão de encerramento, mostrou-nos que sim.
Fiquei responsável por dinamizar um workshop de introdução à impressão 3D para professores, em conjunto com Paulo Cabrita, nosso colega na equipa multi-disciplinar do Lab Aberto. Fomos ambiciosos, e arriscámos uma sessão sobre tecnologias móveis, 3D e impressão 3D na educação. Graças à facilidade de uso do 3DC.io, conseguimos em poucos minutos que os participantes criassem modelos 3D, que depois foram utilizados para demonstrar os restantes passos do processo de impressão: questões sobre STL, validação, impressão.
A sessão também incluiu demonstrações de Sketchup Free, Tinkercad e Onshape. Pessoalmente, como formador, pensei que exagerei no conteúdo, que na ânsia de dar aos participantes um panorama geral do mundo da impressão 3D, os sobrecarreguei de informação. Estes, quando falaram comigo após a sessão, manifestaram a visão oposta. E quando partilham nas redes sociais o que já estão a fazer com 3D no telemóvel, e ideias para desenvolver com os seus alunos, percebemos que de facto, deixámos a nossa marca, que entusiasmámos os participantes e os desafiámos a criar.
Entre os muitos workshops disponíveis neste Bootcamp, a ANPRI dinamizou um sobre o Robot Anprino. É, para mim, um orgulho muito especial ter este projeto a participar nas iniciativas do Lab Aberto.
De todos os restantes workshops de um grande evento, destaco este: o Como Construir uma Escola a Partir de um FabLab. Contou com Liz Whitewolf, coordenadora do fabab da universidade de Carnegie Mellon, Miquel Carreras, do Liceu Politecnic de Barcelona, Francisco Mendes, da Beeverycreative e Sunset Hackathon, Tauan Bernardo, do OPO Lab, professores, coordenadores de fablabs, elementos da ERTE-DGE e... a coordenadora das bibliotecas da nossa escola, que saiu de lá cheia de ideias para levarmos o projeto Fab@rts ainda mais longe. Deste workshop saiu um conjunto de ideias sobre o potencial da cultura maker na educação que, esperamos, se torne um ponto de partida para as escolas e entidades da tutela aproveitarem as valências dos fablabs. Há, à partida, um ponto comum: a estrutura e metodologias dos espaços Maker enquadram-se nos domínios do conceito Future Classroom.
O primeiro passo está dado. O encontro terminou com professores motivados, com vontade de levar esta cultura, e as tecnologias que experimentaram, para a sala de aula. É hoje um lugar comum dizer que as escolas têm de preparar os alunos para profissões que não só não existem hoje, como sequer as podemos antever. A cultura maker, o espírito de inovação, projeto e partilha que caracteriza os Fablabs são uma das respostas possíveis à questão de como preparar as crianças e jovens para esse futuro de desenvolvimento rápido que antevemos, mas não conseguimos definir.
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Workshop Fablab Bootcamp LabAberto: Imprimir e modelar em 3D com telemóvel ou tablet
Formadores
Artur Coelho (Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro)Paulo Cabrita (LabAberto)
Inscrições:
Fablab bootcamp LabAbertoImprimir e modelar em 3D com telemóvel ou tablet
Do fascínio pelas máquinas que imprimem objetos aos desafios da manufatura aditiva. A impressão 3D é uma tecnologia que já está a revolucionar o mundo que nos rodeia, possibilitando novas aplicações técnicas, económicas, científicas e pedagógicas. Neste workshop, iremos fazer uma introdução a estas tecnologias, mostrando como criar um objeto desde a conceção até à impressão, e abordando o potencial da impressão 3D como ferramenta ao serviço das aprendizagens dos alunos.
A modelação 3D é um processo complexo, dependente de aplicações com interfaces difíceis de aprender. O 3D é um excelente amplificador das actividades e aprendizagens que podemos oferecer aos nossos alunos. A complexidade das aplicações e técnicas de modelação 3D, grande parte das quais não são adequadas para uso generalizado nas faixas etárias dos alunos do ensino básico, aliada à perceção destas ferramentas como difíceis por parte dos docentes, podem ser fatores que impedem a exploração da modelação 3D em contextos pedagógicos.
Nesta sessão, iremos experimentar modelar em 3D com 3DC.io, descobrir OnShape, analisar a tecnologia de impressão 3D e as suas implicações no domínio da educação.
Requisitos da sessão
- tablet Android- ligação à internet.
Estrutura
- Aprender a modelar em 3D com 3DC.io;- Descobrir OnShape;
- Enviar ao formador modelo 3D criado em 3DC.io
- Preparação de modelos para impressão 3D: correção e deteção de erros;
- Impressão 3D: hardware, materiais, técnicas, conceitos.
Conteúdos
Modelação 3D em dispositivos móveis:- ferramentas do 3DC.io (mover/rodar/escalar)
- interface do 3DC.io
- criar formas 3D (primitivos, extrusão de superfícies, texto)
- operações booleanas de corte e união
- exportação de modelos
- interface do Onshape
Impressão 3D:
- O que é Impressão 3D: hardware e manufatura aditiva;
- Aplicações de Modelação 3D para PC e android);
- Como imprimir em 3D: validação e correção de modelos;
- Impressão 3D e Educação: potencial e projetos específicos.
Local
Torres Vedras LabCenter - Fablab Bootcamp Lab Aberto.
terça-feira, 3 de julho de 2018
Lab Aberto na Feira de S. Pedro
Na sexta-feira, 28 de junho, foi dia de ajudar o Lab Aberto a divulgar as suas atividades, bem como o fablab bootcamp, no espaço Torres Inov-e na Feira de S. Pedro. Ao longo dos próximos dias, a equipa do Lab Aberto irá continuar a dinamizar atividades neste espaço. O principal objetivo foi o de divulgar quer o Lab Aberto quer o que se faz com impressão 3D a todos os visitantes da Feira.
A Blocks do Lab Aberto... e as peças impressas pelas Beethefirst e Beeinschool da nossa escola. Fomos surpreendidos por uma intensa chuva, e optámos por deixar as nossas impressoras em segurança.
terça-feira, 19 de junho de 2018
XII FabLab BootCamp em Torres Vedras
Irá decorrer de 12 a 15 de julho 2018, no espaço do LAB CENTER, em Torres Vedras, o XII BOOTCAMP FAB LAB, evento que reúne a comunidade de fablabs nacional. O Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, em Mafra, é um dos parceiros na vertente educação do XII FabLab Bootcamp.
Este ano, para além das partilhas de experiências da comunidade de utilizadores, o BootCamp contará com uma forte vertente pedagógica. Com o tema "Como Criar uma Escola a partir de um FabLab", desafiamos professores de todos os níveis de ensino a participar numa ação de formação com workshops de introdução a impressão 3D, robótica, programação e outras tecnologias, bem como partilhar experiências com Liz Whitewoolf, diretora do FabLab do Carnegie Science Center, Pittsburg, EUA, e Miquel Carreras, coordenador do FAB LAB do Liceu Politecnic de Barcelona.
Este evento é organizado pelo Associação LAB ABERTO FAB LAB, com apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras, Embaixada dos Estados Unidos da América, ISCTE-IUL, Instituto Politécnico de Leiria e Centro de Formação de Escolas de Torres Vedras e Lourinhã, Associação Nacional de FAB LABs, bem como associações de professores, escolas, fablabs e empresas.
O programa está disponível em http://lababerto.pt/ e no site https://bootcamp2018.wordpress.com/.
domingo, 12 de março de 2017
Instantes
Descarregar modelos do Thingiverse e imprimir não é muito a nossa cena, mas por vezes é útil, para analisar e perceber como se faz. Um toque de reverse engeneering. E quem não tem máquina de corte laser, caça com impressora 3D.
No LCD, voltámos a reforçar a programação de drones, que tem estado um pouco esquecida.
A modelar, corrigir e validar, e depois imprimir? Mais umas sessões destas e já tenho malta capaz de dar workshops!
Chegaram, finalmente, as baterias extra e novas hélices. Os nossos drones voltam a esta full speed ahead. Achámos que mereciam umas protecções impressas em 3D.
De visita ao espaço Doìng no Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva, uma ideia: e que tal expandir o nosso acervo de Little Bits com esta solução low cost?
É sempre bom entrar na biblioteca da escola e ver alunos que não são nossos a modelar em 3D nos tablets.
Um novo desafio, lançado pela Coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha: monitores Fab@rts. Todos os dias, estarão alunos do LCD na biblioteca para partilhar livremente com todos os interessados o que sabem sobre impressão 3D e robótica.
Ou drones. Porque drones a voar em bibliotecas, e porque não?
Esta semana, falaram-nos de um modelo de aprendizagem que vai do saber ao fazer, passando pelo saber como fazer e explicar como fazer. De fora da pirâmide deste modelo está este passo, o saber... e ensinar a fazer. Uma das alunas do LCD_AEVP, no papel de monitora #fabarts no Centro de Recursos Poeta José Fanha, a ensinar uma aluna do quinto ano a fazer o seu primeiro modelo 3D para imprimir. Se nestas alturas a tentação de ensinar é pegar no rato e mostrar como se faz, a nossa aluna fez o oposto. Pacientemente, guiou as colegas mais novas no processo de modelação, e imprimiu em 3D os resultados . E no final, ainda deixou recado ao professor : faltava imprimir um. Antes de entrar em acção, ainda me informou que tinha aplicado o que aprendeu de programação no #RobôOeste num projecto para uma disciplina. Awesome students are awesome! Suspeito que em breve, terei de preparar um workshop em que serão estas alunas a ensinar #3dprinting ... Talvez aos professores?
Novo desafio: formação de professores em Sketchup Make, com a ANPRI, na Escola Secundária D. Dinis. Excelentes anfitriões, diga-se.
Um grupo heterogéneo de docentes de Informática, TIC, Artes Visuais e Primeiro Ciclo, que está a fugir a programado e já estão a entrar no campo da impressão 3D.
Uma visita ao LAB Aberto. Perdemos o workshop de Impressão 3D para Moldes em Silicone, mas vimos os resultados. Wow!
Esta semana, duas reuniões inesperadas em Torres Vedras. Na segunda, no LAB Aberto, um momento fantástico de aprendizagem, a ouvir Miquel Carreras. Um professor que, em Barcelona, estruturou a escola onde trabalha com um fablab abrangente. Um fablab na escola de zona problemática, para dar resposta aos alunos que, perante um projecto complexo, são excelentes, mas nas aulas curriculares um desastre. E também aos outros, que se aguentam nas curriculares, e precisam de algo mais que os estimule a desenvolver aprendizagens autónomas. Fabuloso projeto, que parte daqui: https://tltl.stanford.edu/
domingo, 29 de janeiro de 2017
Workshop Lab Aberto
Sábado, 28, foi dia do segundo workshop de impressão 3D no Lab Aberto. Sem formandos inscritos, a equipe de impressores 3D da associação dedicou-se a efectuar manutenção e afinar as impressoras 3D.
O novo espaço do Lab Aberto, no Fórum das Associações Culturais de Torres Vedras.
Esta HelloBEEPrusa levou novas barras de aço. António Gonçalves, professor de Física e João Simões, engenheiro da Força Aérea juntaram-se para serrar e limar perfis de aço. Alguém falou em espírito maker e partilha de saberes?
A mim calhou a limpeza do extrusor da BEETHEFIRST do Lab. Os alunos que trabalham com o António Gonçalves, o coordenador do espaço e mentor do projecto, têm tendência a forçar a entrada do filamento pelo tubo PTFE quando os rolamentos não o apanham. Resultado: entupimentos constantes, e um babar de plástico derretido na zona da resistência.
Confesso que me sinto surpreendido por ter conseguido desmontar parcialmente este extrusor, sem que tenham sobrado peças. Retirar o nozzle, retirar a ventoinha e armadura de protecção, limpar o invólucro da resistência com uma espátula, para retirar o plástico acumulado. Algo que tem de ser feito com a peça à temperatura de impressão.
Só me queimei uma vez. Novamente, estou a surpreender-me.
E cá está, limpo (na medida do possivel), apertado, pronto a ser colocado. Há uma folga entre a resistência e o canal frio, por onde saem resto de plástico, mas não tive tempo de resolver isso neste sábado. Como suspeito que os alunos do António lhe voltem a entupir o extrusor, fica para a próxima.
E, a terminar, uma estreia. Eu a mexer com uma Prusa Hephaestus da Bq. Claramente estou mal habituado à usabilidade de todo o ecossistema da BEEVERYCREATIVE. Às voltas com o Cura, estreei-me naqueles passos que o Beesoft facilita, como escolher a temperatura de extrusão, ou ficar a pensar quais as dimensões para a parede interior e exterior, ou a velocidade de entrada do filamento. Passos que nas BEE estão resolvidas com os perfis de filamento. Também notei enormes diferenças no uso dos equipamentos. Com a Prusa, enviar o ficheiro e deixar a imprimir não foi boa ideia... um pouco por problemas de aderência numa zona especialmente fria do espaço Lab Aberto. Testei ainda exportar gcode do Beesoft e tentar imprimir na Prusa, o que não se revelou boa ideia. A Prusa descoordenou-se e foi preciso recalibrar, operação que estava a cargo do Paulo Cabrita.
Apesar de ter pena de não ter havido formandos neste workshop, o tempo não foi perdido. Um dia passado a aprender com o resto da equipa, em modo de tinkering, partilhando experiências e conhecimentos, ajuda-me a evoluir nesta aventura da impressão 3D.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
LAB Aberto: Modelação e Impressão 3D
Interessado na modelação e impressão 3D mas não sabe por onde começar? Nesta página do fablab LAB Aberto estamos a elaborar uma lista de aplicações de modelação 3D para PC e tablets, incluindo programas de validação e reparação de erros. Esta página também incluirá tutoriais para facilitar a aprendizagem destas ferramentas. As escolhas reflectem a experiência prática dos elementos do LAB Aberto que trabalham com modelação e impressão 3D, a partilhar nos workshops dinamizados neste fablab. Podem ficar a conhecer este work in progress no LAB Aberto: Modelação e Impressão 3D.
sábado, 11 de junho de 2016
Abrir e Aprender
Confesso que de todos os sítios onde já passei com as TIC em 3D em apresentações, partilhas e demonstrações, num destes nunca esperaria estar. A Feira Tecnológica do Lab Aberto está a decorrer no centro comercial Arena Shopping de Torres Vedras. Hoje, no dia dedicado à fabricação digital, fomos desafiados a dinamizar workshops de modelação 3D com Tinkercad. Na abertura, de manhã, António Gonçalves, coordenador do LAB Aberto, falou-nos dos conceitos de FabLab e como, num momento destes, que reuniu empresas, makers e outros dedicados a pesquisar vertentes criativas da tecnologia, se estava, de facto, a replicar o espírito fablab.
Sem grande planeamento e a reciclar materiais de eventos anteriores. A impressora e os drones ficaram na escola. Entre o final de ano lectivo e o feriado, optei por uma presença reduzida. Mesmo assim, os nossos bonecos impressos em 3D fizeram as delícias de muitos visitantes.
Mais uma vez, entre gigantes. Representantes da 3D Systems, Portlaser e 3D Buddy, a Blocks, a outra empresa portuguesa de desenvolvimento de impressão 3D, e muitos makers. Nestes momentos aprende-se, escuta-se, observa-se.
Confesso que tenho dificuldade em entender as canetas de impressão 3D como algo mais do que um gadget, apesar dos excelentes modelos no espaço da 3D Buddy. Nestas coisas tecnológicas, a única certeza é que não há certezas, e poderei estar enganado nesta minha percepção.
Num nível muito acima do nosso, as entranhas de uma pequena impressora de resina da 3D Systems. É o lado profissional, altamente desenvolvido, da impressão 3D.
O nosso espaço TIC em 3D. Os foguetões são para um desafio que será revelado em breve...
Espero não ter massacrado os participantes com os saltos entre Tinkercad, Sketchup Make e Inkscape. E sim, também aprendi. Tive o privilégio de ter uma aula pessoal de introdução ao OnShape por Michel Memeteau.
A tomar contacto com algo que conheço teoricamente, mas não na prática: impressão 3D em metal por sinterização.
Se a escolha de um centro comercial pode parecer estranha, faz todo o sentido. É onde estão as pessoas, que nas suas deslocações aos espaços comerciais foram surpreendidas pelo potencial da fabricação digital. Creio que é algo que temos de fazer para ajudar a fazer crescer estas iniciativas, e potenciar estas tecnologias. Sair dos espaços tradicionais onde nos movemos - ambientes ligados à educação, no meu caso, e mostrar o que se pode fazer. É sempre inesperado.
Só posso agradecer ao dinâmico coordenador do LAB Aberto o desafio. Espero ter correspondido.
sábado, 21 de maio de 2016
Aproximar
É sempre interessante trocar experiências e ideias com Manuel Moreira, do projecto Arte Transformer. Passei pelo festival Aproxima-te!, que reúne por estes dias no espaço do Museu Nacional de História Natural entidades e projectos ligados à educação patrimonial. Visitei-os, para ficar a conhecer a sua colaboração com o Lab Aberto de Torres Vedras. Dois fablabs que têm em comum o serem dinamizados por professores, no cruzamento entre cultura maker e pedagogia. O mesmo espírito que anima as TIC em 3D e o futuro Fab@rts_AEVP.
O destaque no seu espaço está nesta plotter mecânica, apesar de ser a impressão 3D que desperta a atenção dos visitantes. Mais do que o equipamento, tem um conjunto de modelos de trabalho pensados para crianças com necessidades educativas especiais. É essa a razão daqueles aparentemente inócuos cilindros coloridos. São manípulos pensados para vários graus de motricidade.
Pensar o cruzamento entre as artes e a tecnologia, assumindo que não são mutuamente exclusivas, que as técnicas tradicionais só têm a ganhar com as ferramentas digitais. Que são, em essência ferramentas. Discutir e conceptualizar formas de educar no cruzamento de disciplinas. Reflectir sobre a importância da comunicação pedagógica, elemento que falta à cultura maker, mais centrada no fascínio tecnicista do que nos processos de aprendizagem. Observar que o que realmente interessa na impressão 3D, o nicho que nos é mais querido, não é a tecnologia em si mas os processos de concepção que desperta. Moreira falou-me da sua experiência em AECs, desafiando alunos de quarto ano a modelar em 3D, imprimindo os resultados, após aprenderem a representação por vistas. Um trabalho notável, que faz todo o sentido. "Eles (os nossos alunos) sabem ler em 3D, mas... não sabem escrever", observou quando comentei que a exposição contínua a representações tridimensionais nos jogos e cultura popular facilitava a adesão a este tipo de trabalho. Certeiro. E quando lhes ensinamos os elementos basilares, através do desenho e de ferramentas digitais, a capacidade criativa expande-se.
O evento incluía entrada nos espaços do Museu Nacional de História Natural, que aproveitei. E se das conversas com quem dinamiza o Arte Transformer saio enriquecido, reflectindo sobre este tipo de projectos, entrei na sala dedicada aos jogos matemáticos e... já sei como desafiar os professores de Matemática para alinharem nos desafios Fab@rts_AEVP em conjunto com o Centro de Recursos Poeta José Fanha.
Nunca se pára de ter ideias. Agora, é arranjar tempo para as implementar.
domingo, 27 de março de 2016
Artigos
Scalfani, V., Sahib, J. (2013). A Model for Managing 3D Printing Services in Academic Libraries. Obtido a 26 de março de 2013, do url http://www.istl.org/13-spring/refereed1.html.
Relato sobre a introdução de um espaço dedicado à impressão 3D como valência numa biblioteca universitária. Destaca-se:
- a necessidade sentida pelos elementos da biblioteca de introduzir esta tecnologia e criar um makerspace dentro do espaço, permitindo aos alunos da instituição desenvolver trabalho com impressão 3D;
- a estrutura de utilização, com tempos e utilizadores definidos, sessões de treino introdutório, assente na visibilidade do espaço, estabelecimento de regras operativas e de segurança, abertura a todos os utilizadores potenciais;
- a estrutura do espaço, dividido entre computadores com software de modelação 3D e zona de impressão;
- o conceito de mentor na introdução desta tecnologia;
- a noção de crescimento sustentado, ou seja, em vez de um grande investimento, um pequeno investimento que crescerá com análise das ramificações e novas vertentes que abre.
- a percepção de que aprender a modelar em 3D é fundamental para tirar o melhor partido da impressão 3D: "Another struggle new 3D users encountered was how to get started with 3D design software. Approximately half of the users trained had prior experience using 3D design software such as Google Sketchup or SolidWorks, while the other half were completely new to 3D design. In the training workshop, users prepare a repository model (e.g., from a free online collection) for 3D printing with Google Sketchup and Axon 2.1. We have not yet incorporated instruction on how to design a 3D model from scratch; we were concerned this was far too complex and time consuming to teach within one workshop. Moving forward, we realize this is a natural progression of offering 3D printing services, and a critical part of the learning process that cannot be ignored."
- O artigo inclui nos anexos o manual dos utilizadores do espaço.
Hoy, M. (2013). 3D Printing: Making Things at the Library. In Medical Reference Services Quarterly, Volume 32, n.º 1, 2013, pp 93-99. Obtido a 26 de março de 2016, do url http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02763869.2013.749139.
Artigo exploratório, que postula algumas ideias relativas à impressão 3D em contexto de bibliotecas médicas.
- define o que é impressão 3D (percebe-se logo que é muito introdutório e destina-se a alertar uma comunidade para esta tecnologia);
- sublinha o papel das bibliotecas na democratização do acesso à informação, e como esse acesso, hoje, implica acesso à tecnologia: "This democratization is at the very core of what libraries have been doing for centuries. Just as people come to the library now to read the newspaper, make photocopies, and check e-mail, in the future they will come to print replacement parts, try out their own designs, and shop for printable objects.";
- imagina contextos plausíveis de utilização de impressão 3D em medicina, especialmente no planeamento de intervenções cirúrgicas;
- discute problemáticas ao nível de custos de impressão e desafios de propriedade intelectual.
Relato sobre a introdução de um espaço dedicado à impressão 3D como valência numa biblioteca universitária. Destaca-se:
- a necessidade sentida pelos elementos da biblioteca de introduzir esta tecnologia e criar um makerspace dentro do espaço, permitindo aos alunos da instituição desenvolver trabalho com impressão 3D;
- a estrutura de utilização, com tempos e utilizadores definidos, sessões de treino introdutório, assente na visibilidade do espaço, estabelecimento de regras operativas e de segurança, abertura a todos os utilizadores potenciais;
- a estrutura do espaço, dividido entre computadores com software de modelação 3D e zona de impressão;
- o conceito de mentor na introdução desta tecnologia;
- a noção de crescimento sustentado, ou seja, em vez de um grande investimento, um pequeno investimento que crescerá com análise das ramificações e novas vertentes que abre.
- a percepção de que aprender a modelar em 3D é fundamental para tirar o melhor partido da impressão 3D: "Another struggle new 3D users encountered was how to get started with 3D design software. Approximately half of the users trained had prior experience using 3D design software such as Google Sketchup or SolidWorks, while the other half were completely new to 3D design. In the training workshop, users prepare a repository model (e.g., from a free online collection) for 3D printing with Google Sketchup and Axon 2.1. We have not yet incorporated instruction on how to design a 3D model from scratch; we were concerned this was far too complex and time consuming to teach within one workshop. Moving forward, we realize this is a natural progression of offering 3D printing services, and a critical part of the learning process that cannot be ignored."
- O artigo inclui nos anexos o manual dos utilizadores do espaço.
Hoy, M. (2013). 3D Printing: Making Things at the Library. In Medical Reference Services Quarterly, Volume 32, n.º 1, 2013, pp 93-99. Obtido a 26 de março de 2016, do url http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02763869.2013.749139.
Artigo exploratório, que postula algumas ideias relativas à impressão 3D em contexto de bibliotecas médicas.
- define o que é impressão 3D (percebe-se logo que é muito introdutório e destina-se a alertar uma comunidade para esta tecnologia);
- sublinha o papel das bibliotecas na democratização do acesso à informação, e como esse acesso, hoje, implica acesso à tecnologia: "This democratization is at the very core of what libraries have been doing for centuries. Just as people come to the library now to read the newspaper, make photocopies, and check e-mail, in the future they will come to print replacement parts, try out their own designs, and shop for printable objects.";
- imagina contextos plausíveis de utilização de impressão 3D em medicina, especialmente no planeamento de intervenções cirúrgicas;
- discute problemáticas ao nível de custos de impressão e desafios de propriedade intelectual.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Cursos Lab Aberto - Abril
O Lab Aberto, em Torres Vedras, é pequeno mas muito dinâmico, com um excelente programa de workshops calendarizado para o mês de abril.
A 9 e 10 de abril, com Severino Raposo, Curso de Drones (Drone Quad Lab), para se construir o seu próprio drone.
Durante o mês de abril o foco vai ser na fotografia com João Barrinha (walking camera project). Nestes workshops propõe-se uma imersão nas origens da fotografia e aplicar conhecimentos de edição digital e modelação de luz na fotografia de retrato e interiores. Como funciona uma máquina fotográfica? Como capta as imagens? Como se revelam as imagens? Como editas uma imagem com recurso a software digital? Que técnicas de luz para retrato e interiores? O programa completo pode ser consultado no A Origem das Imagens.
Visitem a página do Lab Aberto para mais informações e inscrições.
A 9 e 10 de abril, com Severino Raposo, Curso de Drones (Drone Quad Lab), para se construir o seu próprio drone.
Durante o mês de abril o foco vai ser na fotografia com João Barrinha (walking camera project). Nestes workshops propõe-se uma imersão nas origens da fotografia e aplicar conhecimentos de edição digital e modelação de luz na fotografia de retrato e interiores. Como funciona uma máquina fotográfica? Como capta as imagens? Como se revelam as imagens? Como editas uma imagem com recurso a software digital? Que técnicas de luz para retrato e interiores? O programa completo pode ser consultado no A Origem das Imagens.
Visitem a página do Lab Aberto para mais informações e inscrições.
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