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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Falhas no FormIt em Android 6.0


É sempre bom iniciar um novo ano letivo, cheio de desafios em 3D, descobrindo que deixámos de poder contar com uma das nossas principais ferramentas. A versão Android do Autodesk FormIt, uma das pouquíssimas apps de modelação 3D para tablets, tem um bug que a impede de funcionar devidamente. Após atualizar tablets para a versão 6.0 do sistema operativo, a app FormIt deixou de visualizar no seu interface linhas de grelha e arestas. Ao abrir projetos já elaborados, apenas vemos as formas em cor sólida, e tentar criar um novo projeto crasha o programa.

Coloquei esta questão nos fóruns da Autodesk, e para grande surpresa minha obtive resposta da empresa, que me informou que não tinham planos para atualizar a app Android. Não é uma boa notícia. O mundo da modelação 3D em Android é reduzidíssimo e perder mais uma app restringe o que se pode fazer. Os nossos alunos aderiram bem ao 3DC.io, mas a modelação por primitivos tem limites. O FormIt permitiria ir mais longe... se não tivesse deparado com este problema. Por enquanto, ficamos restritos ao 3DC.io para avançar o foco do projeto Fab@rts, que recorre aos tablets para estimular a modelação 3D.

Apesar destes percalços, ainda acreditamos que o futuro do 3D passa pelo mobile. A quantidade de apps de modelação disponível em iOS, as possibilidades da realidade virtual aumentada nas frameworks da Google mostram isso.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Sem Clicar no Rato


Um pequeno teste às capacidades dos tablets enquanto instrumentos de trabalho em 3D. Aproveitei o desbloqueio de tempo nestes dias antes da pausa estival para, finalmente, dar seguimento a um projeto que tem estado esquecido por falta de tempo. Não vou entrar em spoilers, se for em frente depois explico. Até porque o objetivo deste post é mostrar como utilizar 3D para concept design sem me sentar numa secretária ou me aproximar, sequer, de um rato. Numa tarde soalheira de domingo, o sofá é mais convidativo do que a secretária.

O desafio aqui foi usar apenas o tablet. Alguns elementos foram modelados no 3DC.io, são simples de criar utilizando primitivos, a base maior com os seus elementos foi modelada com as ferramentas de subdivisão do FormIt. Os problemas começam na integração de modelos entre as duas apps. Algo que no computador é tão corriqueiro que nem pensamos no processo, num tablet obriga a uma ginástica complexa. Nenhuma das apps exporta OBJ ou STL localmente, dependem de serviços web. A FormIt restringe-nos à A360 Drive, a 3DC.io é mais abrangente e reconhece as opções de partilha usuais em Android. Como fazer, então? Optei pelo FormIt para assemblagem dos elementos. O processo de transferência entre o 3DC.io e esta é algo bizantino, mas funcionou. Tive de exportar em OBJ do 3DC.io para uma pasta na minha Dropbox. Em seguida, da app Dropbox, descarregar o ficheiro para o tablet. Utilizando o browser do tablet, fazer upload do ficheiro para a A360. Para terminar, dentro do FormIt, importar o OBJ a partir da A360.

Bizantino, não é? Mostra que os tablets têm os seus interfaces pensados essencialmente para consumo de media. O saltitar entre apps é normal quando se está a ler, jogar, ver vídeos ou a navegar nas apps sociais. O transferir informação entre aplicações, algo fundamental à produtividade digital, está restrito a texto, não há processos de utilizar informação entre apps que vá para além do importar imagens das galerias. Ou seja, todo um tipo de metodologia e interface ainda a ter de ser desenvolvido.

Outras condicionantes neste processo advém das necessidades computacionais da modelação 3D. Quanto mais complexo é o modelo, mais exige do processador e ram do dispositivo. Trabalho com um tablet Lenovo de gama média, com processador razoável e 2GB de ram, algo que ainda não é muito usual encontrar nos tablets android (1GB de ram é o normal). O 3DC.io tem um modo baixa resolução que torna a experiência de trabalho mais fluída, o FormIt não, apesar de permitir modos de visualização menos intensivos. Quando a complexidade do modelo aumenta, o FormIt tem tendência a travar. Para tornar a experiência mais irritante, junte-se a isso uma das peculiaridades desta app, a forma como foi concebida a operação de mover elementos. Supostamente é fácil, na prática é torturante. Boa parte do tempo passado nesta experiência foi a tentar posicionar com rigor os elementos no Formit.

Será o tablet uma alternativa viável para este tipo de trabalho? Ainda não. Foi necessária muita persistência e alguma paciência para ter conseguido este resultado. É possível utilizá-lo, mas os processos de transferência de ficheiros entre apps não são fluídos. As aplicações têm peculiaridades de interface que requerem habituação. As capacidades dos dispositivos esgotam-se com as necessidades computacionais da modelação 3D. É complicado modelar com medidas rigorosas. No 3DC.io não há elementos visuais que nos dêem a noção das medidas, o FormIt permite maior rigor neste aspeto, mas faltam referências visuais que facilitem a perceção do tamanho da peça. Para este tipo de projetos, usar o tablet como ferramenta principal de trabalho é prematuro. Pessoalmente, creio que a tendência é no sentido da evolução dos interfaces e capacidades destes dispositivos para melhorar a sua usabilidade e fluidez como ferramentas de trabalho, mas o caminho a fazer até se ter num tablet a usabilidade de um computador ainda é longo.

No entanto, posso chegar ao final desta experiência e dizer que nenhum rato foi molestado para a fazer.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Formação Introdução à Impressão 3D - Venda do Pinheiro


Alguma vez tem de ser a primeira. No âmbito do plano de formação do Centro de Formação de Escolas Rómulo de Carvalho, dinamizámos a primeira ação de formação inteiramente dedicada à impressão 3D. Já o tínhamos tentado fazer com a APEVT e a ANPRI, mas por razões várias, não foi possível a sua abertura. Calhou então desenvolvermos a primeira ação de formação creditada para professores sobre esta tecnologia naquele que é o mais apropriado dos locais: a escola onde trabalhamos, e onde desenvolvemos o nosso know how e experiência com os alunos.

Esta formação foi desenvolvida no âmbito das atividades do projeto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação, prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares.


Dentro do âmbito do CFAERC, confessamos não ter esperado por muitos formandos. Sabemos que o 3D é uma tecnologia muito específica, mesmo sem equacionar a impressora, e conhecemos a dimensão reduzida do concelho. Ficamos surpreendidos pelo número de inscritos ter excedido o limite de formandos que tínhamos colocado, o que nos levou a aumentar a capacidade da formação. Houve algumas desistências de última hora, e no final os dois dias de formação contaram com catorze formandos. Alguns do nosso Agrupamento, a querer conhecer melhor esta tecnologia e a pensar em projetos específicos, outros de outras escolas do concelho, e alguns vindos de fora. O público-alvo pensado para esta ação foi abrangente, não quisemos restringir apenas a docentes ligados às TIC ou às artes. O desafio é perceber como levar esta tecnologia a todos os docentes.

Concebemos esta formação como um misto de conhecimentos técnicos sobre impressão 3D, exploração de pesquisa de conteúdos 3D, modelação utilizando computador e tablet, e processos de trabalho. Sabemos que cada um destes temas, se aprofundado, daria para múltiplas ações de formação. Optámos por condensar, despertando o interesse dos formandos, dando-lhes uma iniciação e materiais de referência que lhes permitam seguir processos de auto-aprendizagem.


 Dentro dos limites apertados de tempo, tentámos dar espaço à descoberta individual e experiências de 3D. A sessão final foi livre, deixando ao critério de cada um que técnica ou aplicação explorar. Poderíamos ter aproveitado para aprofundar algumas questões ou aplicações, mas conhecemos bem a importância de explorar livremente, de acordo com interesses pessoais.



Estruturamos a formação em três eixos: conhecimento técnico sobre impressão 3D, entre o processamento de modelos (correção e validação, remeshing) e o uso e manutenção da impressora; ligação entre o 3D, diferentes áreas disciplinares e biblioteca escolar; aprender a modelar em 3D com diversas aplicações. Foi interessante ver ao longo das sessões a autonomia dos formandos a imprimir ou preparar impressões.


No domínio da modelação, colocámos a ênfase no Tinkercad, pelo seu poder e simplicidade, dando seguimento no tipo de modelação com o 3DC.io. Passámos do PC ao tablet porque sabemos as dificuldades de implementar projetos que requeiram um número elevado de computadores, e hoje os dispositivos móveis são quase omnipresentes entre os alunos. Mostrando que se pode ir mais longe, demonstrámos o Sketchup Make em PC e o Autodesk FormIt em tablets. Aqui, o interessante foi ver formandos da área da Matemática a querer aprender mais sobre Sketchup, porque perceberam que esta aplicação lhes poderia potenciar experiências de aprendizagem na sua área disciplinar.


O grande objetivo foi despertar curiosidade, desmistificar a tecnologia e incentivar a criação com ferramentas de modelação. 


Aqui, a prof.ª Jacqueline Duarte, coordenadora das Bibliotecas Escolares, a abordar as questões de direitos de autor, makerspaces, fablabs, e o seu potencial no domínio das bibliotecas.


O lado mais techie ficou para o professor Artur Coelho (TIC/PTE), encarregue da modelação e impressão 3D. Uma das grandes mais valias das tecnologias digitais é a forma como potenciam a colaboração entre pessoas de diferentes backgrounds. É por isto que optámos por desenvolver estas sessões no espaço do Centro de Recursos Poeta José Fanha. Quebra a estrutura espacial habitual das formações com ferramentas TIC, e sublinha que se um professor consegue desenvolver projetos interessantes, estes tornam-se muito mais interessantes quando se adiciona o saber de outros.

domingo, 30 de abril de 2017

Workshop Introdução à Impressão 3D - Coimbra


Ontem, o desafio às TIC em 3D/Projeto Fab@arts levou-nos ao Festival Nacional de Robótica para partilhar conhecimentos sobre modelação e impressão 3D. O convite partiu da organização do festival, e para nós foi uma boa oportunidade de ficar a conhecer este evento, que reuniu clubes de robótica, universidades e entusiastas em competições de robótica.


Chegados a Coimbra, o primeiro desafio: utilizar a impressora 3D do Centro de Recursos Poeta José Fanha para demonstrar esta tecnologia no espaço da ANPRI, a pedido da presidente da associação. Porque, disse-nos, há aqui muitos visitantes que nunca viram a impressão 3D. Será que os robots Anprino, projeto do qual somos parceiros, reconheceram uma das impressoras que imprimiu as suas peças?


Aproveitámos para uma visita aos espaços do Festival, para ficar a conhecer os projectos desenvolvidos. Aqui, futebol robótico de alta competição.


Testes para provas de robots autónomos.



O FNR'17 também tinha espaços para empresas e instituições ligados à robótica industrial e educativa.


Robots jogadores de futebol para iniciados.


Momento de grande tensão junto à baliza. Será que o adversário irá meter golo?


A impressora 3D Beethefirst do Centro de Recursos. Optámos por esta e não pela Beeinschool para sublinhar a vertente Fab@rts, de impressão 3D acessível na biblioteca da escola, com alunos monitores recrutados no clube de robótica da escola. Mas não temam, que a Beeinschool não ficará esquecida. Para a semana, será a impressora que estará no espaço do Laboratório de Criatividade Digital no E-Tech Portugal, em Setúbal.


À tarde, três horas de partilha sobre modelação e impressão 3D. O workshop tinha 20 participantes inscritos, mas compareceram cerca de doze. Esta fluidez faz parte da dinâmica destes eventos, que não são formais, e têm muita oferta de atividades.


Ao longo da sessão de formação, a impressora 3D esteve a imprimir uma pequena lembrança para os participantes. E ainda conseguimos imprimir um porta-chaves criado por um formando muito especial, um menino de nove anos que seguiu atentamente toda a sessão (notem que somos muito técnicos na nossa abordagem a esta tecnologia).


Formandos atentos e inquiridores na primeira fase da sessão, onde falamos das impressoras em si, do slicing e preparamos uma impressão.


Com a impressora aberta, para mostrar aos participantes o que são os componentes destas máquinas.

Em seguida, fez-se uma introdução ao Tinkercad, utilizando a modelação de um porta-chaves como forma de introduzir o fluxo de trabalho nesta aplicação; explorámos a validação de malha poligonal e correção de erros com o Netfabb e Meshlab; demonstrou-se o uso de Sketchup Make e modelação 3D em tablets com o 3DC.io e o FormIt (o Vysor, a app que espelha android em windows, é a nossa nova melhor amiga). Ainda houve tempo para uma rápida apresentação sobre esta tecnologia, as suas valências, uso pedagógico, potencial dos makerspaces nas bibliotecas escolares (os alunos monitores são surpreendentes), e condicionantes, com o nosso tradicional aviso a todos os curiosos e fascinados pela impressão 3D: não se deslumbrem, pesquisem, analisem e procurem a melhor razão para se atirarem ao fabuloso mundo da impressão 3D, para tirarem o melhor partido possível desta tecnologia.

No final, para grande surpresa nossa, os participantes aplaudiram. Suspeitamos que tenham ficado contentes e intrigados com esta sessão de formação.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Workshop Introdução à Impressão 3D - Arte Estúdio Imaginário.


Apesar de estruturalmente semelhantes, nunca há dois workshops iguais. Cada público, cada contexto, pede a sua abordagem. Para quem está habituado a trabalhar com professores, sessões abertas a outros públicos são mais desafiantes.


Situado no Quintal, aldeia perto de Mafra, o Arte Estúdio Imaginário é um daqueles espaços que nos fascina. Misto de bar, sala de estar e atelier, funciona como atelier de trabalho de Joana Imaginário e Francisco Lança, tendo um interessante e dinâmico programa de animação cultural local focado nas artes. Mais do que um atelier, é um espaço colaborativo, criado com ajuda de muito elementos. Foi uma enorme honra para nós, o convite para levar a impressão 3D a este espaço.


A zona de trabalho, ante do arranque do workshop. Computadores, tablets, e uma impressora desligada. Ligar e preparar a impressora são elementos fundamentais da sessão.


Mesas de trabalho, matraquilhos, cavaletes, impressoras 3D. Yep, é este o espírito de atelier que pessoalmente creio que tem muito em comum com a cultura maker


Iniciar a sessão com a impressora, e nestas coisas, há sempre um paciente membro da audiência que é desafiado a trabalhar com a impressora 3D. Com a BEETHEFIRST aberta para se perceber como é que funciona a tecnologia.




Depois de uma breve exploração dos conceitos de impressão 3D, passámos à prática com uma introdução ao Tinkercad e Sketchup Make, à validação e correcção com Meshlab e Netfabb, e ainda houve tempo para mostrar o que se pode fazer num tablet com o Thingmaker Design e o FormIt. O foco esteve sempre na impressão 3D como ferramenta ao serviço da criatividade, desmistificando o fascínio com a tecnologia e apostando na modelação como elemento fundamental para que se tire o melhor partido desta ferramenta. Mas sem fundamentalismos. Os repositórios online também são uma rica fonte de elementos 3D, úteis em diversos contextos. Não temos de estar constantemente a inventar a roda.


No final da sessão, com algumas das dezanove pessoas presentes na formação (sem contar com as crianças que andavam por ali a correr, e os visitantes do espaço de galeria que iam entrando e deitando um olhinho ao que se andava a fazer). À direita, o dinâmico Francisco Lança, um dos dinamizadores deste espaço fantástico perto de Mafra. Esperamos que tenham gostado da sessão.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Instantes


Em TIC, a trabalhar nos projectos finais. Este Stonehenge é particularmente interessante porque requer um tipo de trabalho de modelação 3D mais apurado do que a extrusão de superfícies.






Mas mesmo apenas recorrendo à extrusão, os nossos alunos esmeram-se.






Drones a voar na biblioteca da escola? E porque não? As bibliotecas de hoje são espaços abertos às novas literacias. A imagem de espaço de silêncio e recolhimento, reforçada pelo olhar assassino da bibliotecária austera caso algum utente ouse restolhar as páginas do livro, não é de todo a de uma biblioteca de hoje. Não é por acaso que desenvolvemos as atividades do LCD no espaço da biblioteca. Ela é, de facto, a nossa sala de aula do futuro.



O desafio este ano tem sido envolver mais os alunos no lado técnico da impressão 3D.






Mais dois projectos da vila Rainbow Village a ganharem tangibilidade. Com tempos de impressão entre duas a quatro horas, o ritmo de acabamento é lento. Uma turma está quase terminada.


No LCD, exploramos um pouco mais da modelação 3D...


... ainda de forma pouco estruturada, constroem-se circuitos com os Little Bits...


.... preparam-se personagem e guião para um filme em stop motion (com personagens impressas em 3D, claro)...


... e o Lego RCX é uma excelente maneira de despertar a criatividade mecânica dos alunos.


Nada como um bom voo para terminar a sessão semanal do LCD, e descobrimos que temos um piloto nato de drones no clube. Com a lição aprendida da semana passada, voámos dentro do espaço do Centro de Recursos.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Workshop Introdução à Impressão 3D - Batalha


A salinha arrumada, tudo pronto a começar. Hoje, casa cheia com quinze formandos, pelo Agrupamento de Escolas da Batalha, num workshop que partiu de um desafio do professor Marco Neves para partilhar com ele a nossa experiência de uso das impressoras 3D BEEVERYCREATIVE, bem como modelação, validação de mesh e potencial pedagógico desta tecnologia. É um pouco ingrato meter tanta coisa numa sessão de três horas, mas consegue-se.

Ao longo da sessão, abordámos:
- tecnologia de impressão 3D, explorando o hardware e software;
- uso e manutenção de uma impressora BEEINSCHOOL;
- integração web/pc/tablet do FormIt;
- introdução à modelação 3D com Tinkercad;
- experiência pedagógica vinda do terreno, das práticas desenvolvidas no âmbito das TIC em 3D;
- problemáticas intrínsecas da impressão 3D, ao nível da mesh, modelo ou hardware;
- modelação 3D com Sketchup;
- validação e correcção de mesh com netfabb (manual e automática) ou Meshlab (algoritmos de correcção e redução de polígonos);
- pesquisa de modelos 3D em repositórios (Thingiverse, Sketchfab e Grabcad);
- desenho 2D em Inkscape com extrusão 3D no Tinkercad;
- partilha de recursos e tutoriais.

Ufa! A lista é longa. De fora ficaram as aplicações para tablet, embora tenha falado do seu potencial durante a sessão.


No final da sessão, tudo mais desarrumado e usado. É o espírito.

Tenho razões fortes para desenvolver estas sessões desta forma. Não quero mostrar a impressão 3D como algo muito fácil, que seja só ligar a impressora, sacar uns modelos da net, e já está. O seu verdadeiro potencial é despertado pela modelação, e como professores, creio termos o dever de estimular os alunos para a criação e resolução de problemas. O 3D permite isso, com interdisciplinaridade elevadissima. Ao falar de modelação e impressão, fala-se de matemática, geometria, património, TIC, história de arte... adoro sublinhar que a modelação 3D por primitivos, agregando formas geométrica para criar figuras representativas, é uma expressão contemporânea das estéticas de geometrização na representação do real que vêm não do abstraccionismo, mas do renascimento, com o desenvolvimento das leis da perspectiva. Que a própria noção de perspectiva e representação em espaço tridimensional, tão fundamental em 3D, é herdeira de métodos de representação que nos vêm da antiguidade clássica, das tradições grego-romana e egípcia.

Nestas sessões, tanto se fala de pavimentações em malha poligonal como de Giotto. O pintor, não a marca de tintas escolares.

Uma manhã recompensadora, apesar de gelada (apanhei zero graus a caminho da Batalha), que ainda me permitiu uma rápida revisita ao alto manuelino do mosteiro, tendo como anfitriões na escola da Batalha os fantásticos Marco Neves (mestre da programação em android) e Miguela Fernandes (grande mestre do eTwinning). Espero que tenham gostado tanto como eu!

domingo, 18 de dezembro de 2016

Modelação e Impressão 3D no Plano de Formação da APEVT


Estão previstas duas ações de formação de 25 horas no plano de formação da Associação de Professores de EVT sobre modelação e impressão 3D. Para mais informações, consultem o plano de formação da APEVT e a página Inscrições em Formação APEVT.

A primeira, Impressão 3D: Ferramentas e Metodologias, aborda uma introdução à impressão 3D com ferramentas de modelação 3D no computador (Tinkercad, Sketchup) e tablet (FormIt, Thingmaker Design), validação de peças e detecção/correcção de erros utilizando o Meshlab, Netfabb e 3D Builder, potencial pedagógico desta tecnologias nas áreas artísticas, utilização do Beesoft e das impressoras 3D BEEINSCHOOL. Inicia em Fevereiro, em Lisboa.

Em maio, a formação Modelação 3D na Educação Visual e Educação Tecnológica: Projetos Pedagógicos com Sketchup Make, decorrerá no espaço do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, em Lisboa. Será focalizada na modelação 3D com Sketchup, partilhando metodologias de desenho tridimensional e possibilidades de integração pedagógica.

Aqui nas TIC em 3D, acreditamos que estas ferramentas, e em especial o potencial criador e transformativo da impressão 3D (em bom rigor, manufactura aditiva), pode e deve chegar a grupos alargados de professores. Se os de TIC e Informática são essenciais para as experiências de utilização na escola, dada a afinidade com a tecnologia e o evoluir de um ensino das TIC cada vez mais a olhar para robótica, programação e outras áreas de ponta, docentes de outras áreas também podem tirar partido desta tecnologia, mesmo daquelas vistas como mais teóricas. Interessa-nos em especial, por razões de afinidade, o que os professores das áreas artísticas poderão fazer com estas tecnologias, trazendo preocupações plásticas e estéticas. Este projecto, recordamos, iniciou-se na sala de aula de EVT. O nosso esforço de divulgação (e do projecto Fab@rts em específico) passa por isto, por mostrar que o potencial da impressão 3D não se esgota numa área específica.

Não acreditamos muito na ideia da impressão 3D como ferramenta de massas, com uma impressora em cada casa. Neste momento, é uma tecnologia de nichos que estão a explorar intensamente  valências que se vão multiplicando, num processo iterativo de partilha em que a cultura maker tem sido essencial. No nicho da educação, da tangibilidade ao despertar de competências cognitivas, percepção e visualização espacial, vertentes de exploração criativa e domínio de competências técnicas, intuímos que o seu potencial é enorme. Deixar esta tecnologia fora das escolas é cortar uma via de aprendizagem e desenvolvimento às crianças de hoje, futuros cidadãos interventivos e criadores. A sua massificação talvez venha a ser possível, mas contrapomos que para tirar o maior partido desta tecnologia não chega usá-la, replicando modelos obtidos na internet, é preciso aprender a modelar para despertar o seu potencial como tecnologia criativa. Há toda uma diferença entre o gosto de ver imprimir um modelo 3D criado por terceiros e imprimir algo criado por nós. É essa intensidade que sentimos nas aulas de TIC, projectos interdisciplinares e clube de robótica, aquele momento em que o brilho nos olhos de uma criança que toca no seu objecto lampeja. É isto que queremos partilhar e transmitir.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Natal em 3D


A árvore de natal do Centro de Recursos Poeta José Fanha, este ano, tem um pormenor high tech. Os elementos decorativos foram modelados pelos alunos do LCD_AEVP nos tablets, e impressos na impressora 3D da biblioteca.


Os nossos alunos utilizaram o FormIt e o Sculpt+ para criar as suas decorações.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Instantes



Iniciámos as impressões de teste das casas para o projecto eTwinning Rainbow Village, experimentando também os resultados do filamento translúcido da BEE. Nunca cessa de surpreeder, o ar deliciado dos alunos quando seguram os seus projectos impressos pela primeira vez.



A partir das impressões de teste verificámos problemas e aspectos a melhorar. Os alunos estão a trabalhar em projectos criados em Educação Visual com métodos de representação rigorosa, a partir de isometrias,  e apercebem-nos que os projectos em Sketchup focavam-se em três pontos de vista. Perante os objectos impressos, os alunos perceberam que também tinham de se concentrar nos lados dos seus modelos não visíveis na isometria.



Em Educação Visual, os alunos finalizam as representações isométricas dos seus projectos. Perceber como representar graficamente com rigor utilizando régua e esquadro é tão importante como modelar em 3D com o Sketchup Make.






Esta semana começaram a chegar algumas das aquisições que temos feito para o LCD_AEVP. Primeiro, um kit LittleBits, e a seguir um pequeno kit de veículo solar. Ainda nos falta uma surpresa que vai deixar os nossos pilotos de drone muito contentes....


Pequenos pormenores que contam. Os alunos do LCD estão todos orgulhosos com os seus cartões do clube. Quando se pretende construir um clima de trabalho diferente, criativo e livre, estes pormenores são significativos. Claro, o logotipo e mascote foram criados por alunos do LCD, o que dá ainda mais significado a este símbolo.


Na sessão desta semana do LCD_AEVP, organizámos uma exploração das actividades de programação do Movimento Código Portugal. Com dificuldades, porque com os problemas de conectividade da escola em obras, demorámos algum tempo para que todos os participantes pudessem arrancar. Como metade dos nossos alunos só dispõe de 45 minutos para estar no clube, não conseguimos avançar muito. Outra dificuldade inesperada é que, perante os tablest e enquanto organizávamos o espaço de trabalho, os alunos decidiram ir modelar em 3D no Sculp+...




 Aproveitando a temática Hour of Code, trouxemos jogos de computação unplugged. Houve um jogo muito animado de CodyRoby!


A nossa pequena contribuição para o Código Portugal #1.


Os LittleBits estão a fazer as delícias dos alunos... e do professor. Aprender a criar circuitos simples é divertido, e estamos já a pensar em algo mais complexo!


A nossa sessão especial código iniciou com actividades Código Portugal, passou pelo CodyRoby e LittleBits, e como não poderia deixar de ser, terminou com drones. Assim aterrámos mais uma semana das TIC em 3D.