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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Maker Faire Lisboa


A boa novidade é que a Maker Faire regressou, graças ao esforço do Fablab Benfica. A má, é que não pudemos estar presentes por colidir com as datas do Fórum Fantástico 2019. Mesmo assim, ainda deu para lá dar um saltinho, para visitar o evento (e dar uma mãozinha naqueles projetos com que colaboro). O Robot Anprino foi um desses casos.


Algo que adorei. Quando o André Rocha lançou o desafio aos makers de imprimir a mascote da Maker para dar a todos os miúdos que visitassem a Faire, explorei a ideia de fazer uma versão simplificada, tipo badge, para permitir imprimir em grande volume. A ideia pegou, e foi giro ver este meu trabalhinho (literalmente, dez minutos entre vetorizar a mascote Maker no inkscape e acertar espessuras e tamanhos no Tinkercad) nas mãos das crianças.


Claro que se colocou um Anprino a rabiscar (tinha-o programado no Barreiro alguns dias antes para funcionar com o sensor de ultrassons, mas faltavam as baias delimitadoras e tive de reprogramar on the fly, lá).



Podia falar mais sobre a Maker Faire Lisboa 2019, mas já o fiz. No Bit2Geek, destaco o evento no artigo Maker Faire Lisbon: Alguns Projetos A Conhecer. E espero que, para o ano, consiga estar lá presente, com o clube de robótica.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Maker Faire Rome 2019


Digamos que foi uma ideia de sanidade algo duvidosa. E porque não candidatar as TIC em 3D/Fab@rts à Maker Faire Rome? Diga-se que conseguir estar presente naquele que é o maior evento maker europeu, e dos maiores a nível mundial, é um velho sonho. Conseguir-se-ia? Uma escola de portuguesa de periferia conseguiria representar Portugal neste encontro de empresas, fablabs, centros de investigação, makers e universidades? Para grande surpresa nossa, sim. E por isso, infelizmente sem alunos, arrumámos as malas e de 17 a 20 de outubro rumámos à cidade eterna.


Não tínhamos, assumidamente, o espaço mais vistoso do evento, para gerir o espaço disponível em malas. Mas conseguimos levar robots, programas e modelos 3D criados pelos nossos alunos, alguns dos quais feitos de propósito para este evento por insistência dos elementos do clube de robótica. Mais do que a vitória de estar presente na Maker Faire, é esta coesão e sentimento dos nossos alunos, de se sentirem representados lá fora, o que aquece realmente o coração.



Projetos micro:bit, programação de jogos, programação de robots, impressão 3D, foi o que mostrámos aos visitantes.



E, claro, o nosso robot anprino a pintar, correndo o código desenvolvido no ano passado pelos nossos alunos do clube de robótica.


Numa feira tão intensa e cheia de projetos como a Maker Faire Rome, o nosso espaço não era daqueles que despertava mais atenções. Nem faria sentido que tal fosse. O nosso orgulho é o de ter levado um pouco daquilo que os nossos meninos e meninas fazem, a este evento de partilha. Mas não éramos invisíveis, e despertámos a curiosidade de bastantes visitantes, que ficaram a saber que, por Portugal, programação, robótica e 3D são ferramentas nas mãos das crianças.


Tínhamos poucos objetos, mas a presença complementava-se por cartazes que mostraram algumas das nossas áreas de atuação.


Este foi o momento mais tocante da nossa estada na Maker. O momento em que um menino autista fica de atenção desperta, e começa a brincar com o robot anprino. O pai senta-se no chão, protegendo-o com ternura. O anprino sobreviveu. Uma criança ficou com uma memória feliz. E nós, também.


É de observar que é um orgulho ver os miúdos romanos a descobrir os programas feitos pelos nossos alunos. Mesmo que sejam jogos algo surrealistas.


Não estivemos na Maker apenas para mostrar. Fomos para aprender e descobrir. Exploraremos o muito que por lá vimos noutros posts, mas não resistimos a mostrar estes dois: um kit iniciação do projeto Mission Control Lab, uma start-up de tecnologia educativa americano-holandesa, e os Varikabi, robots totalmente analógicos (só eletrónica, sem programação, como nos explicou um dos seus criadores). Suspeito que em breve o Varikabi que trouxemos de lá vai estar a mexer-se na biblioteca da escola....


Para terminar, um pouco de vandalismo. Adoraríamos ter trazido o banner que identificava a presença do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro na Maker Faire Rome, mas não cabia nas malas. Ficámos com este excerto, que já está no espaço Maker da biblioteca, recordação tangível de quatro dias extraordinários em Roma. Quatro, disseram, como, se a Faire teve três? Partimos um dia antes, para montar o espaço atempadamente, e mal se chega à gigante Fiera di Roma, com seis dos seus enormes pavilhões ocupados por projetos, começa a descoberta e aprendizagem.


Até que ponto é importante esta Faire? É visitada por dezenas de milhar de visitantes (não é um exagero). Em toda a cidade de Roma, encontra-se divulgação do evento. Em qualquer viagem de metro, era impossível não escapar à Maker.


Neste final de aventura, cansados, mas orgulhosos por esta vitória, o trazer aquele projeto que já se desenvolve desde os velhos tempos de EVT à Maker Faire Rome. Para quem se está a habituar ao informalismo da nossa cultura maker, isto é todo um outro nível, onde empresas, fablabs (curiosamente, poucos), universidades pequenos negócios e escolas coexistem. Neste aspeto, confirmámos este ano que nós não estamos nada atrás, e fazemos nas escolas o que fazemos com meios e recursos vastamente inferiores ao que por aqui se faz. Mas é bom recordar que isto não se consegue sozinho, se conseguimos estar aqui, é graças a muita gente que nos rodeia e inspira. Aos alunos que nos aturam. Aos colegas que nos suportam, especialmente nos dias de stress. À diretora e equipe de direção de uma escola que está no coração, porque não só apoia, dentro do que é possível, como ainda pergunta e porque não. Tal como a inspiração da presidente e elementos da ANPRI, uma associação que tem revolucionado a computação na educação portuguesa, e é conhecida pelos seus olha, e que tal se... Aos professores, clubes e projetos que temos conhecido nestes anos, que mostram o que se pode fazer (e, que provavelmente, estariam muito mais apropriadamente na Maker Faire do que nós). No man is an island, standing on the shoulders of giants, etc.. Frases lugar-comum, mas que são verdades elementares. Obrigado a todos. Sem vós, não teria valido a pena levar Portugal e o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro ao maior evento Maker europeu.

Gostaríamos de regressar. Mas com alunos, para que eles descubram o fervilhar incrível de ciência, tecnologia e criatividade do ambiente deste evento.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Maker Spotlight


Cenas que me acontecem. Fui contatado pela organização da Maker Faire Rome para fazer uma pequena apresentação sobre mim e os meus projetos. Algo que devem ter feito com mais algumas centenas de makers, mas não deixa de se sentir uma ponta de orgulho em aparecer destacado na Make:.

Mais mais importante que o destaque, é reconhecer que se estou aqui (ou, mais específico, se estarei lá, em Roma, na maior Maker Faire europeia), devo-o a todos os que me rodeiam. O que faço é standing on the shoulders of giants. Não o conseguiria sem a minha companheira, que atura um workaholic andarilho. Sem os meus alunos, afinal, tudo o que faço é por pensar como é que consigo tornar as aulas menos secantes? Sem os meus colegas da escola, entre a direção que me apoia, os serviços administrativos que me acarinham, e os professores que ou me desencaminham, ou são desencaminhados por mim. Sem a Fernanda Ledesma e restante equipa da ANPRI, que me têm lançado tantos desafios divertidos e recompensadores. E, claro, o Luís Dourado, ele sim, que é o teimoso gerador do Anprino. O António Gonçalves e equipa do Lab Aberto, com quem tenho aprendido tanto sobre o mundo dos fablabs.

Tenho também dívidas intelectuais, nesta minha pretensão (esperemos que não seja pretensiosismo) de tentar abordar artes com tecnologias digitais. O cenário de aprendizagem Anprino Pintor deve muito ao trabalho dos algorists, com os quais descobri que a ideia de colocar máquinas a fazer desenhos não mecanizados data praticamente dos primeiros anos da computação, e ao trabalho marcante de Leonel Moura com os seus robots pintores (porque se vamos trabalhar artes com as crianças, porque não abordar a obra de um artista contemporâneo português? É uma pet peeve minha dos tempos em que dava EVT, tinha os meus colegas a discutir que nas aulas se deveriam abordar artistas como Matisse ou Picasso em projetos gráficos com os alunos, e eu perguntava, tipo, não se arranja algo mais recente, contemporâneo, que estes nomes são importantes mas já têm quase cem anos e entretanto muita coisa aconteceu no mundo artístico, o que geralmente causava olhares furiosos dos meus colegas), uma das inspirações para pegar no Anprino e colocá-lo a fazer algo diferente de seguir linhas ou desviar-se de obstáculos.

Entretanto, assumi o meu primeiro princípio pedagógico/de projeto: do it for the lols. As in, one of the cardinal rules of any project is that it should be fun.

Na Make: está o Maker Spotlight. Vale o que vale. O que vale mesmo é recordar que estas coisas não são possíveis sozinho, das dívidas intelectuais ao apoio dos que me rodeiam. E será que me atrevo a sonhar mais alto? Será que um dia conseguirei levar os meus alunos extraordinários do clube de robótica a Roma?

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Maker Faire Rome 2019


E, para terminar em cheio um excelente ano letivo, cheio de desafios com alunos, projetos, formação e novas aprendizens, isto. O projeto TIC em 3D irá está na Maker Faire Rome 2019, que irá decorrer em outubro. Não é exatamente da forma como gostaríamos mesmo de lá estar. O nosso desejo era levar um núcleo de alunos do clube de robótica a estar presente neste evento. Mas ainda temos que perceber como organizar isso. De qualquer forma, estamos contentes: através deste projeto, iremos representar o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro na maior Maker Faire europeia. Depois do FabLab do AE do Freixo, seremos, tanto quanto sabemos, a segunda escola portuguesa neste evento. Em evidência, levaremos elementos representativos das atividades de TIC e Clube de Robótica do AEVP. E, claro, um robot Anprino pintor.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Faino, para que ningún alumno sexa para atrás


Recordar uma das melhores aventuras em que estivemos envolvidos em 2018: levar o Robot Anprino à Maker Faire Galicia.

Depois da Maker Faire Rome, a visita seguinte do Robot Anprino levou-nos à nossa vizinha Galiza. Mais uma vez, foi uma oportunidade para divulgar o projeto, partilhar ideias com os makers presentes, e vir de lá com novas ideias para implementar. É esse o espírito das Maker Faire, partilhar, para aprender mais.

Mais, na página do Robot Anprino.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Maker Faire Galicia: Projetos Educativos


Estivemos na Maker Faire Galicia, como elementos do projeto Robot Anprino. Este encontro maker reuniu cerca de quarenta projetos na cidade de Santiago de Compostela. Alguns deles estavam diretamente ligados à tecnologia e cultura maker na educação.


Este robot de aspeto DIY chama-se Escornabot. Baseado em arduino, pode ser conduzido via bluetooth ou programado com botões. Não descortinei outras formas de programação. As peças são impressas em 3D, mas o robot só pode ser montado numa configuração única. Não deixa de ser um projeto interessante de robótica educativa open source.


Descobri este robot, bem como o vírus gigante cuja foto abre este post, no espaço do VermisLAB, um atelier maker que co-organizou esta Maker Faire. Os visitantes puderam descobrir os projetos dos seus alunos e participar em workshops para crianças. O mais interessante? O projeto de harpa laser que os alunos podem construir. De resto, é um espaço que trabalha o habitual - Scratch, MakeyMakey, robótica e programação. Digo o habitual, sabendo que na educação, cá e talvez lá, este tipo de projetos são a exceção e não a regra.


Uma escola galega (não fiquei com a referência) trouxe entre as suas atividades esta fantástica ideia para o ensino de ciências: uma tabela periódica gigante, onde cada espaço contém ou os elementos, ou os materiais do dia a dia do qual são componentes.


O Trainnova era o outro espaço Maker integralmente dedicado à educação, com forte pendor para a impressão 3D. Mostraram um dos seus projetos, que mistura robótica, programação, e impressão 3D num cenário de aprendizagem que explora o património cultural da Galiza. O objetivo é criar um percurso, seguido por um robot Ozobot, que mostre o caminho inglês dos peregrinos a Santiago. Ao longo do caminho passa pelos marcos arquitetónicos impressos em 3D. Um cenário de aprendizagem interessante.


Foi neste espaço que descobri este simpático robot: o Robobo, criado por uma spin off da Universidade da Coruña. A carapaça contém um kit de sensores, que é aumentado pelos sensores de um telemóvel. Pode ser programado por bocos, javascript ou ROS. O que me intrigou no projeto foi a forma como integra o telemóvel enquanto elemento do robot: elemento de conexão, ecrã de apresentação de informação, e sensores extra para a máquina. Infelizmente, com preços na ordem dos 300€, pareceu-me economicamente pouco viável. Se fosse 200€ mais barato arriscava e trazia um comigo...


Sai um tapete com cenário de aprendizagem para beebot? Infelizmente, não me explicaram o seu objetivo.

(Olhando para o portfolio do Trainnova, fico com a sensação que eles fazem praticamente as mesmas atividades que faço em sala de aula e clube de robótica, mas têm uma empresa para isso. Eu, ganho o mesmo do que se me limitasse a dar aulas de word e powerpoint.)


E, para terminar, robots da Hebocon. O que é uma Hebocon? Uma competição em que os participantes competem com os robots mais estapafúrdios. As regras são usar materiais reciclados, e ser o mais absurdo possível.


Apesar da maior parte dos projetos na Maker Faire Galicia não serem especificamente de educação, este evento teve um enorme pendor nesse sentido. A maior parte dos workshops era dedicado a crianças, e notou-se uma forte presença de famílias no evento. Ah, claro. Crianças e robots anprino... é sempre uma delícia vê-las interagir com os nossos robots.

domingo, 18 de novembro de 2018

Nessuno studente puo essere lasciato indietro!

Este ano, a Associação Nacional de Professores de Informática esteve presente na Maker Faire Roma. Entre as centenas de projetos de inovação tecnológica, experimentalismo e criatividade digital, ou instituições que mostram o que desenvolvem na crista da onda da inovação, contava-se o projeto Robot Anprino, desenvolvido pela ANPRI.

Robot Anprino: Que Nenhum Aluno Fique para Trás!

O espaço Anprino na Maker Faire Rome

O projeto Robot Anprino, kit de robótica educativa desenvolvido por professores, procura responder à necessidade de acessibilidade das crianças  e jovens que são alunos do ensino básico a instrumentos de aprendizagem na área da robótica e programação. Tem como lema que nenhum aluno seja deixado para trás  e utiliza a combinação do potencial de três tecnologias, impressão 3D, programação por blocos e eletrónica de base arduino, para criar um kit de robótica de baixo custo, que pode ser montado em inúmeras configurações e programado por crianças.

Este projeto não se limita à construção de robots. Também aposta na formação de professores,quer na iniciação à programação e robótica, quer na conceção de atividades práticas, estruturadas e integradoras de diferentes áreas de aprendizagem, que permitam às crianças explorar a programação e robótica. Tem ainda um forte cariz social como kit de baixo custo, com alguns fornecidos a escolas de forma gratuita no âmbito de concursos que distinguem o esforço de professores com os seus alunos na promoção da aprendizagem da robótica e programação. Nas suas mãos, é uma ferramenta de desenvolvimento de competências nas áreas da tecnologia, fundamentais no mundo contemporâneo e futuro próximo. É um projeto aberto que pode ser remisturado  por todos os interessados.

Maker Faire Rome 2018: nessuno studente è rimasto indietro.

As crianças italianas adoraram iteragir com o Anprino.
Foi essa a dinâmica que quisemos partilhar em Roma, neste evento reúne alguns dos criadores de topo na comunidade Maker europeia. A reação do público que nos visitou foi surpreendente. Empreendedores e pessoas ligadas à indústria elogiaram as soluções tecnológicas do Anprino. Professores italianos descobriram o que se faz cá em Portugal nestes domínios, e partilharam metodogias de trabalho. Visitantes e curiosos ficaram surpreendidos com o lado social do projeto, sem fins lucrativos, enfatizando a promoção da igualdade na acessibilidade à tecnologia para crianças.

Mas as verdadeiras estrelas desta nossa aventura romana foram as crianças . Foram muitos os momentos em que o espaço da ANPRI  se tornou um verdadeiro recreio, no melhor dos sentidos. Era constante ter meninas e meninos deliciados , interagindo com os nossos robots.

La Dolce Vita: a Anprino Nana visita a Fonte de Trevi. Mas não foi ao mergulho.
Para a Faire, levámos um exemplar de cada um dos nossos modelos: Luis, um segue-linhas autónomo que surpreendeu todos os visitantes, Nandy, com sensores que evitam obstáculos e andou pelo meio dos visitantes, e Arthur, que por ser controlado por Bluetooth foi constantemente conduzido pelas crianças que nos visitaram. Levamos também outros modelos que mostravam aos visitantes diferentes configurações de montagem e programação do Anprino, e um protótipo do Nana, um pequeno robot pensado para tirar partido da Internet das Coisas.

Partimos de Roma com o coração cheio. O Anprino, como dizemos, é um projeto de afetos, e o brilho nos olhos das crianças que nos visitaram , o seu sorriso enquanto interagiam com os nossos robots , alegrou-nos a alma . É por isto que trabalhamos , para que os nossos alunos desenvolvam competências que lhes permitam construir um futuro melhor . Adicionalmente, representámos Portugal num evento tecnológico ao nível europeu e com impacto global. Mais do que o nosso projeto, demos a conhecer aos visitantes, participantes e organização da Maker Faire Rome o que por cá se faz nos dominós da inovação em educação . Mais do que a Associação de Professores de Informática, representamos os professores que se dedicam à inovação, e todos os que levam o Anprino para as suas atividades, clubes de robótica ou sala de aulas.

A recordar um momento marcante do Anprino, e de certa forma das TIC em 3D. Originalmente publicado aqui: Nessuno studente puo essere lasciato indietro! 

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Maker Faire Rome


O projeto Robot Anprino foi aceite para participar na maior Maker Faire europeia! De 12 a 14 de outubro, vamos estar na Maker Faire Rome a partilhar, aprender e ter inspiração para mais projetos.

sábado, 25 de junho de 2016

"Imaginava-o mais velho..."


As Maker Faire são sempre momentos intensos de partilha e aprendizagem. A minha Maker Faire, este ano, ficou ganha logo na manhã do primeiro dia. Em visita ao espaço O Robot Ajuda, do sempre inspirador Paulo Torcato, onde fiquei a conhecer os robots-guia de museu, comentei o quanto é importante que os professores de EVT, artes e ET descubram as potencialidades destas tecnologias. Neste projecto, os sensores de cor do robot são utilizados para guiar o utilizador por um museu dedicado aos grandes nomes da arte moderna portuguesa. A informática e robótica trataram da parte da concepção e programação. As artes visuais da história de arte e do recriar em pintura obras icónicas dos maiores pintores portugueses do século XX.

Desafiar os professores de EVT? Isso não vai acontecer, eles não se interessam, diz alguém ao pé de mim. Outro professor, que me contou a sua experiência numa escola da zona da beira interior (Sertã, pareceu-me). Falou-me do FabLab sub-utilizado que tem na sede de concelho, das suas tentativas sem sucesso de desafiar os professores de EVT do agrupamento onde trabalham a descobrir o potencial das tecnologias, a começar pela impressão 3D, que levou para a sua escola, ou das dificuldades (e quase impossibilidade) de montar projectos criativos na área das TIC dentro de ambientes escolares restritivos, com colegas conservadores e pouco tempo disponível. Dificuldades que, honestamente, penso serem sentidas em maior ou menor grau por todos nós, que ousamos experimentar formas diferentes de desafiar os nossos alunos.

E onde é que o colega trabalha, pergunta-me. Venda do Pinheiro. Ah! Está lá um professor de EVT que foi quem me inspirou a fazer impressão 3D. Uso os materiais do blog dele com os meus alunos. É um Artur, conhece? Diria que sim, respondo, mostrando-lhe o meu nome no identificador da Maker Faire Lisbon. É você!? Imaginava-o mais velho.

É bom, sabe muito bem, saber que todo este trabalho tem impacto. Que, tal como outros me inspiram a explorar novas vertentes e melhorar os meus projectos, outros professores usam o trabalho das TIC em 3D como faísca para irem mais longe. Não foi o único momento gratificante desta Faire (a seu tempo, na altura de balanços, reflicto sobre isso), mas foi aquele que mais me aqueceu o coração.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

As TIC em 3D na Maker Faire 2016


Entre os cento e cinquenta e dois projectos, fablabs, empresas e escolas, onde nos encontrar? As TIC em 3D são o projecto #125 e estará localizado mesmo ao pé da rampa de acesso ao primeiro andar do Pavilhão do Conhecimento, numa zona dedicada ao número crescente de projectos de escolas que, na Lisbon Maker Faire, mostram o que se faz com tecnologia e criatividade na sala de aulas ou em clubes.

domingo, 19 de junho de 2016

Instantes


Hoje, em ordem cronológica inversa.  Um teste aos cenários de aprendizagem de robótica produzidos pelos formandos das acções da ANPRI, no evento de encerramento do projecto de introdução à programação no 1CEB, ontem. You shall not pass!


O Anprino 0.1 pronto a ser revelado na sessão de encerramento da iniciativa programação no 1CEB. Robótica low cost para as escolas, com linhas guia, cenários de aplicação e... um robot modular baseado em arduino e impressão 3D.



A mascote das TIC em 3D contempla o seu primeiro exercício de arduino (com Scratch for Arduino). Soube a pouco. Mas como o nosso primeiro kit arduino será entregue na próxima segunda feira, em breve teremos mais...


E... move-se! O robot Anprino começa a dar os primeiros passos.


A preparar a Lisbon Maker Faire, imprimindo alguns dos melhores trabalhos de modelação 3D dos nossos alunos para exposição.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

TIC em 3D @ Lisbon Maker Faire 2016

Este projecto junta-se à longa lista de makers, fablabs, empresas inovadoras, instituições e escolas que estarão presentes na terceira Lisbon Maker Faire, que se realizará no espaço do Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva nos dias 25 e 26 de junho. A Maker Faire tem sido fundamental para o crescimento das TIC em 3D, com impactos directos nas actividades e aprendizagens dos alunos do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Por um lado, pelas ideias que de lá se trazem, em contacto com gigantes da efervescente cultura criativa digital, que abrem vertentes de implementação na escola. Por outro, pelo mostrar o que se faz e o que é possível dentro da escola pública fora dos espaços tradicionais da educação. O contacto, desafiante, com o público em geral tem sido uma das componentes mais enriquecedoras deste evento.

Desde a nossa primeira presença na surpreendente Lisbon Mini Maker Faire (que de mini só teve o nome) que temos participado e aprendido. Recordo que no primeiro ano este era um de dois projectos nascidos nas escolas (apropriadamente, o outro projecto também tinha nascido na sala de aula de Educação Visual e Tecnológica). No segundo ano mais escolas, e a ANPRI, representando ainda mais projectos, estiveram presentes. Este ano, tanto quanto sei, a presença de clubes de robótica e escolas será muito significativa. É bom estar acompanhado. Bem acompanhado.

Recordo também o final da primeira Maker Faire, quando um elemento de uma certa empresa de impressoras 3D, depois de apreciar o trabalho desenvolvido pelos nossos alunos no domínio da modelação 3D, me diz agora só falta imprimires os bonecos dos teus alunos numa BEETHEFIRST! Sorri, neste primeiro contacto com quem vim a saber posteriormente ser o Francisco Mendes, e pensei que era um belo sonho. Que dificilmente iria conseguir concretizar. Mal sabia eu as voltas que as TIC em 3D iriam dar, graças ao financiamento do prémio Inclusão e Literacia Digital. Dois anos depois, o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro já adquiriu a sua segunda impressora 3D, para projectos dentro da biblioteca escolar, onde queremos implementar um makerspace pioneiro. Ideias, projectos, envolvimentos que só se tornaram possíveis com o contacto com a criatividade fervilhante da Maker Faire, cuja cultura tenho o sonho de trazer para as escolas. A minha já está contaminada.


Já estamos a preparar o nosso espaço, que incluirá impressão 3D, objectos impressos, os drones do Code2Fly do projecto Go! do CCEMS, e Lego RCX do incipiente Clube de Programação e Robótica que iremos implementar no próximo ano. A novidade será a presença de alguns dos alunos no espaço das TIC em 3D. Não sendo este um clube formal, tenho seguido a política de não levar alunos para eventos e apresentações. Algo que tem de mudar, para mostrar o que se pode fazer e, especialmente, porque será uma oportunidade e experiência excelente para os alunos. Nada melhor do que começar pela Maker Faire. Os convites foram lançados através dos directores de turma, e a grande surpresa tem sido nas respostas. Já em férias, com o ano lectivo encerrado, e sem que eu possa assegurar transportes (terão que ser os pais dos alunos a trazê-los à Faire) as repostas têm sido na sua maioria sim!. Com pedidos de bilhetes para toda a família, porque já que os alunos lá estão, porque não os pais e os irmãos? Também contamos com a presença da Coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha, nossa parceira no Fab@rts, que se estreia nestas lides, depois de ter sido contaminada pelo bichinho da impressão 3D.


 Em modo sneak preview, algo que será revelado nesta Maker Faire, num desafio da ANPRI. Ainda não digo nada sobre isto, esperemos que cause impacto na educação, e no âmbito específico deste post sublinha o quanto este evento permite aos participantes sonhar, aprender, intervir e desenvolver novas ideias. É esse o real poder das Maker Faire. Não é o mostrar robots, impressoras 3D e outras tecnologias, mas partilhar ideias, aprender, descobrir, perceber que se pode ir mais além.

TIC em 3D? We are GO! for Lisbon Maker Faire!

domingo, 3 de abril de 2016

Call: Answered.


As Lisbon Maker Faire têm sido um espantoso espaço de aprendizagem e crescimento para as TIC em 3D. É bom recordar que o impulso para a impressão 3D nasceu na primeira, e que este ano temos em curso projectos com instituições cujos primeiros contactos aconteceram na segunda, a primeira Maker Faire de direito próprio. Acabámos de enviar a candidatura para a edição deste ano. Um pouco em cima da hora, mas queríamos ter as actividades do Code2Fly - Programação de Drones preparadas para funcionar de forma a que caso sejamos aceites, os visitantes ao nosso espaço possam aprender a programar fazendo voar drones, em paralelo com a impressão 3D e outros projectos nossos.
Este ano, se a candidatura for aceite, planeio levar alunos, escolhendo um grupo dos mais activos e promissores com que tenho trabalhado. O objectivo não é que estejam lá para me ajudar, mas possibilitar que estejam na Maker Faire, a aprender, contactar com a criatividade tecnológica. A abrir horizontes.

segunda-feira, 14 de março de 2016

TIC em 3D na European Maker Week

Na Festa anual das Escolas do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, costumamos estar presentes para divulgar o trabalho que realizamos. Este ano, damos um outro passo, integrando a nossa participação com a European Maker Week. Por isso, no dia da Festa das Escolas, este ano a 28 de maio, estaremos a demonstrar impressão 3D, programação de drones, os projectos fantásticos dos nossos alunos, e a dinamizar um workshop sobre impressão 3D debaixo deste lema da Maker Week.

domingo, 27 de setembro de 2015

Destaques na Imprensa Local


Ó professor, já viu que aparece no jornal? diz-me, entusiasmada, a simpática Dona Clara que tanto gosta de vir espreitar a impressora a imprimir.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sobreviver à Lisbon Maker Faire


As TIC em 3D participaram na segunda edição da Lisbon Maker Faire, já não mini como na primeira (que só era mini no nome). Foram três dias intensos de muita partilha e aprendizagem. Um evento do qual se sai exausto, mas com a mente a fervilhar de ideias. E por aqui não se é muito de electrónicas e robóticas, ficamos mesmo pela modelação e impressão 3D. Se se fosse, ainda mais ideias explodiriam. A desvantagem destes encontros para quem vai individualmente é que não há tempo para fazer mais do que curtas visitas num espaço cheio de projectos fascinantes. Mas mesmo com pouco tempo para explorar, as ideias começam a crescer.
 
Alguns dos objectos criados pelos nossos alunos. 
 
Novamente surpreendemos quem nos visitava com o trabalho dos alunos. Se a aprendizagem da modelação 3D já é feita há alguns anos, a impressão 3D foi iniciada há poucos meses atrás. E já temos resultados, embora incipientes, com objectos impressos pelos nossos alunos. Estamos a experimentar, percebendo o que funciona melhor e pior, para desenvolver actividades e metodologias de trabalho. Dar os primeiros passos num território novo e desconhecido é uma experiência fascinante. Foi com orgulho que regressámos à Maker Faire, especialmente porque foi a primeira Faire que lançou a faísca para a evolução das TIC em 3D.


Graças a isso talvez sejamos mesmo o primeiro projecto integrador da impressão 3D no segundo e terceiro ciclos do ensino básico. Se há outros, desconhecemos, mas adoraríamos conhecer e partilhar experiências. Nos campos mais especializados do ensino secundário e profissional a utilização desta tecnologia já se começa a generalizar. Mas o nosso público-alvo é mais jovem, e o que pretendemos não é gerar pequenos especialistas na impressão 3D mas introduzir a tecnologia de forma equalitária, despertando a curiosidade e possibilitando aos nossos alunos experimentar trabalhar com algo com que só tomariam contacto distante através dos meios de comunicação. E nesta fase inicial de massificação da impressão 3D, talvez só isso já seja uma vitória. Mas não queremos ficar por ai. Queremos perceber como integrar esta tecnologia com os currículos, para perceber quais as suas valências pedagógicas. O imprimir por imprimir não nos parece gerador de aprendizagens, mas também sabemos que estamos a seguir caminhos ainda pouco trilhados por cá. Noutros países já há experiências mais desenvolvidas, e acompanhamos algumas que nos inspiram. Caso do trabalho fabuloso da Morphi. O Instagram deles é uma fonte de inspiração artística e pedagógica.


 Cá estamos ao cair da noite.

É impossível não nos sentirmos pequeninos na Maker Faire. Tudo à nossa volta é tão fantástico e avançado. As ideias concretizadas de hackers, criadores e estudantes estão muito além do que fazemos no nosso pequeno projecto e demonstram uma criatividade impensável há poucos anos atrás fora de contextos de laboratórios. Esta é um pouco a nossa percepção. Sentimos, por isso, uma honra enorme por também lá estarmos a representar a nossa escola. E sentimos também o quanto temos de caminhar e evoluir.

Coisa rara, apanhados do lado de cá da lente. Os óculos não ajudam a disfarçar as olheiras. Foto via Anpri.

Nestes momentos mais reflexivos quase nem acreditamos até onde chegou esta ideia. Desde as aulas de Educação Visual e Tecnológica onde demos os primeiros passos a uma tese de mestrado que, virtude do empurrão dado pelo orientador, Dr. Vítor Cardoso, nos abriu o mundo da realidade virtual e colocou grupos de alunos a fazer mundos virtuais tridimensionais. Ironicamente, obrigou-nos a aprofundar o Sketchup, ferramenta que detestávamos e agora é peça central no nosso arsenal de aplicações e metodologias de aprendizagem inicial do 3D. Não nos quisemos ficar por uma tese de mestrado arquivada a ganhar pó na prateleira e partimos para um desafio que ainda não conseguimos repetir, o criar filmes de animação 3D por alunos do primeiro ciclo. Talvez este ano, aproveitando a oportunidade da introdução à programação no primeiro ciclo, se consiga fazer qualquer coisa com impressão 3D. A ideia está cá. Com o fim da disciplina de Educação Visual e Tecnológica abraçámos o desafio das TIC, onde o 3D se tornou um dos elementos (junto com a programação e a edição avançada de vídeo) de uma abordagem às metas curriculares que procura estimular o uso criativo das tecnologias digitais. E agora o incrível passo da impressão 3D, possibilitado pelo prémio Inclusão e Literacia Digital. Nunca imaginámos chegar até aqui. E não nos parece que cruzemos os braços e nos fiquemos por aqui.

E, claro, não trouxemos a impressora como elemento decorativo...

Terminamos esta já longa reflexão com agradecimentos. Este projecto não é possível individualmente. É-o pela combinação das nossas ideias com um bom ambiente de escola, alunos interessados e colegas de trabalho que nos apoiam. O primeiro agradecimento vai para todos os alunos, de ontem, hoje e amanhã, cujo entusiasmo e sede de aprender é o que nos obriga a querer tentar sempre inovar. A todos os professores que nos apoiam, e em especial para a direcção do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, sempre os primeiros a dizerem-nos vai em frente.

Nesta edição da Maker Faire, temos também de agradecer a ajuda da ANPRI, que nos fez companhia no evento e recebeu uma merecidíssima distinção como Maker of Merit pelo que levou de projectos de robótica educativa e arduino. Sublinha a importância de nós, educadores, arriscarmos a participação em eventos que possibilitam mostrar ao público em geral em contextos fora do mundo da educação o que se faz de verdadeiramente criativo e inovador na escola pública.

Não podemos deixar de registar um agradecimento muito especial à BeeVeryCreative, pela ajuda que nos deu quando tivemos um percalço com a nossa preciosa Beethefirst durante a Faire. Foram muito para além do que esperávamos, com uma simpatia extraordinária. E também porque quando os contactámos na Maker Faire e reconheceram o nosso nome comentaram logo ah, é o professor que faz aqueles projectos tão giros que gostamos de ver. Estas pequenas coisas aquecem-nos o coração. Fantástico! (Aposto que já devem estar um pouco cansados de me ouvirem agradecer...)

Atrever-nos-emos a dizer até à próxima Lisbon Maker Faire? No ano passado achávamos que iria ser uma experiência irrepetível, e no entanto... cá estivemos. Agora é hora de recuperar um pouco as energias, arrancar o ano lectivo já com ideias rápidas e interdisciplinares de modelação para introduzir o imprimir em 3D (vão ser objectos muito planos, mas enfim, o conceito é o de iniciar), preparar alguns desafios próximos que divulgaremos em tempo útil, investigar outras vertentes de modelação 3D (ao trocar impressões com Francisco Mendes da BeeVeryCreative percebemos que há um potencial enorme no Tinkercad, e ficámos viciados) e explorar algumas das ideias e contactos que fizemos na Faire, especialmente os daqueles que, como nós, estão focalizados na intersecção entre artes, pedagogia e tecnologia. Se não tentarmos, pouco conseguiremos, e se tentarmos, certamente que encontraremos vertentes inesperadas.

(Porque é que falamos aqui sempre na terceira pessoa, apesar deste projecto depender muito do esforço de um só? Para sublinhar que isto não seria possível sem os alunos nem um bom ambiente de escola. É esta intersecção que alimenta as TIC em 3D.)