Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
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quinta-feira, 30 de junho de 2016
Recordações
Os meninos da Escola Básica João Dias Agudo, Póvoa da Galega, que participaram na iniciativa Introdução à programação no 1CEB insistiram em fazer-me chegar esta boa surpresa! Adorei! E agora, vou ter de escolher para imprimir em 3D...
domingo, 19 de junho de 2016
Instantes
Hoje, em ordem cronológica inversa. Um teste aos cenários de aprendizagem de robótica produzidos pelos formandos das acções da ANPRI, no evento de encerramento do projecto de introdução à programação no 1CEB, ontem. You shall not pass!
O Anprino 0.1 pronto a ser revelado na sessão de encerramento da iniciativa programação no 1CEB. Robótica low cost para as escolas, com linhas guia, cenários de aplicação e... um robot modular baseado em arduino e impressão 3D.
E... move-se! O robot Anprino começa a dar os primeiros passos.
A preparar a Lisbon Maker Faire, imprimindo alguns dos melhores trabalhos de modelação 3D dos nossos alunos para exposição.
sábado, 4 de junho de 2016
Programação 1CEB 2016-2017
Estamos num daqueles pontinhos no mapa. A iniciativa Introdução à Programação no 1CEB vai, com assinalável sucesso, para o seu segundo ano de implementação. As TIC em 3D não deixam de estar presentes, mantendo o compromisso assumido no primeiro ano de dinamizar estas actividades com turmas de 4º. ano das quatro escolas de primeiro ciclo do Agrupamento.
Mais do que um regresso, é uma oportunidade de reforçar e melhorar esta experiência. Apesar do gosto demonstrado por alunos, professores e encarregados de educação, o balanço que fazemos deste primeiro ano não é positivo. Apesar de se ter partido para o terreno com um projeto definido, houve muitas falhas na implementação. Quem participou pode não se ter apercebido, mas quem o dinamizou percebeu, e anotou, erros e problemáticas.
A gestão de tempo é o elemento essencial. A estratégia de sessões quinzenais rentabilizava bem o tempo, mas impedia o desenvolvimento de projectos consistentes a longo prazo. A metodologia utilizada não foi das melhores. Não fomos consistentes no fornecer de uma curva de aprendizagem que permitisse à globalidade dos alunos experimentar e consolidar conhecimento. Com pouco tempo disponível, falhou também a integração com os projectos das turmas. Finalmente, têm que se assinalar condicionantes técnicas com o hardware disponível nas escolas. Estas são pertinentes, mas não decisivas. Com melhor metodologia, os problemas técnicos são ultrapassáveis.
Aprendemos com os erros, anotámos as falhas. Para este segundo ano, reforçamos a visão inicial: permitir aos alunos envolvidos o contacto com estas tecnologias, estimular o desenvolvimento de pensamento computacional, propiciar condições para concepção de trabalho projectual significativo. Alteramos a metodologia para uma sequência mais formal de exploração introdutória de elementos de ferramentas específicas que dote os alunos de conhecimento que poderão expandir em fase de projecto. Queremos envolver mais professores, mas não os titulares de turma. Sabemos que a carga de trabalho sobre os docentes de primeiro ciclo é muito elevada, e não os queremos sobrecarregar com mais uma actividade. O nosso desafio vai partir para os professores bibliotecários, permitindo reforçar o número de alunos envolvido. Neste segundo ano, vamos libertar o nosso arsenal de tecnologias de apoio à aprendizagem (Scratch, jogos de programação sem computador, drones Code2Fly) com o que esperamos ser uma metodologia adequada.
É importante falhar. As experiências negativas da primeira edição permitiu-nos reflectir e aprender para melhorar. O foco continua o mesmo: ampliar os horizontes dos nossos alunos.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
TIC Intergeracional
Na passada sexta-feira as portas da escola abriram-se para um momento especial. Os alunos da turma D do sétimo ano foram os anfitriões dos utentes do lar da Santa Casa da Misericórdia da Venda do Pinheiro. Tinham-nos pedido um momento em que os utentes estivessem algum tempo a jogar no computador com os meninos. Como somos as TIC em 3D, achámos que poderíamos ir mais longe. E fomos.
Com pouco tempo disponível, preparámos um evento que permitisse aos visitantes experimentar um pouco do que fazemos no âmbito das TIC no agrupamento, com três espaços. Um dedicado à aprendizagem de programação e estímulo ao pensamento computacional sem utilizar computadores, com os nossos kits Cody & Roby; outro dedicado aos drones e programação em Tynker; e, como não podia deixar de ser, um espaço dedicado à impressão 3D.
Espaço Programar Sem Computador
A impressora, pronta a imprimir.
O que é que vai sair daqui...? Mal os drones levantam voo, os olhos de todos arregalam-se!
Tínhamos algumas reticências quanto à turma seleccionada para este evento. Das de sétimo ano, é a que se tem mostrado mais agitada e complicada de trabalhar. Para complicar, se estão habituados ao 3D, introdução à programação é assunto que só irão abordar no oitavo ano. Os kits Cody & Roby e os drones estão adstritos às actividades de introdução à Programação no 1CEB. A parte técnica da impressão 3D também não tem sido abordada na prática. Como fazer? Uns dias antes da sessão, recorremos a uma aula de Inglês para mostrar aos alunos o que era pretendido de cada grupo. Mostrou-se o Cody & Roby e a programação de voo em Tynker aos grupos designados. Os da impressão 3D vieram ao espaço onde a impressora costuma estar a trabalhar, para aprender como funciona esta tecnologia. Confesso que não se esperava mais do que um evento em que os grupos interagissem com os idosos, mostrando os jogos, drones e impressora.
Contra o que esperávamos, os alunos levaram muito a peito esta tarefa. Especialmente quando perceberam que este pequeno evento fazia parte da European Maker Week. Temos de estar à altura, ouvi, estamos a representar o nosso país. E estiveram. Muito além do esperado e do solicitado.
O que surpreendeu na atitude dos alunos, para além do empenho e simpatia que colocaram no momento de partilha, foi o cuidado que tiveram em explicar o porquê das tecnologias que estavam a demonstrar. Imagine como é que um computador funciona, ouvi quando me aproximei dos grupos do Cody & Roby. Os alunos do grupo dos drones que ficaram desiludidos quando optámos por fazer voos livres no Freeflight, e não puderam mostrar os programas que tinham desenvolvido no Tynker. E, especialmente apaixonante para o âmbito das TIC em 3D, o momento em que uma das alunas explica exactamente o que é que é isso da impressão 3D.
Para facilitar o trabalho dos alunos tínhamos preparado pequenos guiões com tópicos introdutórios às diferentes vertentes das tecnologias. A aluna que explicou à assistência o que é a impressão 3D levou a sua interpretação muito mais longe do que as ideias de base que lhes demos. Num discurso apaixonado, falou do que fazia nas aulas, das entranhas da tecnologia, e pelas suas palavras sublinhou o que é realmente importante nesta tecnologia, o engenho humano: "sabem o que é que é o mais importante na tecnologia? (....) não são as máquinas que interessam, é o que queremos fazer com as nossas ideias".
Não precisei de falar. Nem podia, por razões de saúde que me obrigaram a encurtar a minha presença (e a da impressora 3D) no evento. Tinha preparado um objecto alusivo ao evento, mas só consegui imprimir dois exemplos.
Estes alunos revelaram-se, mostraram-se capazes de ir mais além. A actividade continuou em convívio. E ficou a proposta de repetir este momento. Com um pouco mais de tempo de preparação, esperamos. O desafio colocado em contra-tempo nas mãos da Prof.ª Conceição Moleiro, directora de turma dos alunos escolhidos, e às TIC foi respondido acima de todas as expectativas por este grupo de alunos que se revelou de forma excepcional. Esperamos que se tenha proporcionado aos utentes do lar da SCMVP um momento de convívio e partilha, com os nossos alunos a mostrar formas diferentes de aprender com tecnologia. Poderíamos ter feito mais, e melhor, mas o curto tempo de preparação não nos permitiu ir mais longe.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Olha, ali em cima!
Os drones invadiram a aula de Inglês! E apanharam os alunos a jogar ao Cody & Roby. Hoje foi dia de preparar os alunos anfitriões do evento TIC Intergeracional. Aprenderam que se pode perceber o que é a programação sem usar computadores, puseram drones a voar em voo programado no Tynker, e descobriram o que está por dentro de uma impressora 3D. O próximo passo é partilharem com os utentes do lar da Santa Casa da Misericórdia da Venda do Pinheiro. É já na próxima sexta-feira!
sábado, 21 de maio de 2016
Instantes
Os nossos alunos afadigam-se nos seus projectos finais. É este o culminar da lógica que sustenta a nossa abordagem às TIC: aprender sobre, aprender ferramentas, aplicar em projecto. Estamos, por questões de tempo, limitados ao 3D, Scratch e edição vídeo.
É bom ver que a faísca dos jogos pegou.
Esta foi a semana em que encerrámos formalmente o projecto Moléculas na Palma da Mão. Materiais via CTT, relatórios online, e um sentimento de trabalho bem feito.
Outras formas de explorar o pensamento computacional. Na sessão de Programação 1CEB, algo de diferente. Desafiámos os alunos a desenhar robots para, na sessão, escolher-mos um. O resto foi um momento de modelação 3D ao vivo, mostrando como é que se criam personagens em 3D. Com muita geometria e resolução de problemas à mistura. Transformar um desenho numa forma tridimensional é um desafio que mete as engrenagens do cérebro a trabalhar a todo o vapor.
Chegou-nos na sexta o kit de materiais da European Maker Week. Se o nosso evento original teve de ser cancelado, as TIC em 3D já se tornaram responsáveis por mais dois eventos. Um em Ílhavo, outro, como não podia deixar de ser, na nossa escola. Os materiais já estão afixados e disponíveis.
Mesmo a terminar a semana, um pedido de última hora. Os nossos alunos vão deslocar-se ao concurso Pangeia, será que podias imprimir alguma coisa para os identificar? Alguma coisa? Sim... Quantos são? Dez.. Menos mal. Talvez um logótipo da escola... ... que posso aplicar em feltro, como crachat. E para quando? Não é este domingo, é no próximo. Argh. Felizmente tenho uma biblioteca de ficheiros STL prontos para estes desafios. Já agora, quão no final da semana? O pedido surgiu no intervalo da tarde, antes da última aula.
O final da semana foi no auditório da Santa Casa da Misericórdia da Venda do Pinheiro, no concerto do projecto Cantar Mais. Um trabalho excepcional do professor Sérgio, com setenta alunos coordenados, afinados e entusiasmados em palco. Parece que nos lançou um desafio para o próximo concerto...
sábado, 14 de maio de 2016
Instantes
O desafio, nesta semana, é o de começar a imprimir os projectos introdutórios de impressão 3D dos alunos. E estão a ficar um mimo. É incrível perceber como as TIC, tradicionalmente vistas como um domínio exclusivamente tecnicistas, também podem ser um instrumento de expressão artística.
Aquele olhar... fui eu que fiz isto! Da mente para o computador, e daí para as mãos.
As actividades de programação no primeiro ciclo estão quase a terminar. E não resisti: que tal um desafio em 3D? Duas turmas vão propor as suas mascotes, e planeio passar uma sessão a mostrar-lhes como transformar um desenho num objecto tridimensional. Não é estritamente programação, mas o processo de concepção tem tudo a ver com elementos do pensamento computacional.
A lição da semana: sempre que levar drones para a sala de aula, certificar-me que as baterias têm a carga completa... ia eu todo cheio de vontade de meter os alunos da EB1 da Venda do Pinheiro a programar directamente no Tynker, mas sem bateria para alimentar os motores, não há voo. Mas fiquei contente com os alunos. Perguntei-lhes se tinha que escrever muitas vezes o mesmo código. Muitos dedinhos no ar, de resposta pronta: não, professor, usa uma repetição!
Na sessão seguinte, já com alguma carga nas baterias, tivemos espaço para uma boa hora a perceber como se pode controlar o voo dos drones com programação. O grupo desta escola é pequeno, e tivemos tempo para que cada um programasse uma acção para o drone executar.
O que é que estes alunos irão conseguir fazer, no futuro?
sábado, 5 de março de 2016
Instantes
Estamos a começar a aprender a trabalhar em 3D... com desenhos? Iniciamos com algumas noções de desenho vectorial, para gerar caminhos para extrusão no Tinkercad. É mais simples do que parece, e cumpre um dos nossos objectivos: que todos os alunos de sétimo ano criem o seu objecto impresso em 3D. Como são muitos, tem de ser simples.
A meter água, parte I: na aula de Ciências Físico-Químicas da turma de oitavo ano participante no Ciência na Escola, pegando nos átomos e ligações atómicas modeladas pelos alunos para criar uma molécula de H2O. Uma demonstração, para que em breve os grupos possam modelar as moléculas pelas quais ficaram responsáveis.
A meter água, parte II: teste de impressão, com a molécula reduzida nas suas dimensões para acelerar o processo. Ainda se conseguiu mostrar o resultado aos alunos antes do final da aula onde criámos o modelo da molécula. Como teste, já deu para perceber que é preciso fazer alguns ajustes, especialmente na estrutura da ligação. Desenganem-se aqueles que estão a pensar que são só esferas e cilindros acoplados. Os modelos de átomos respeitam, com medidas rigorosas, os tamanhos padronizados destes auxiliares pedagógicos, com cortes nos ângulos definidos pelas ligações atómicas. Nesta impressão de teste optámos por imprimir com uma única cor, mas no projecto os modelos serão impressos em filamento de cor correspondente à norma: branco para hidrogénio, vermelho para oxigénio, amarelo para enxofre, e... as restantes cores ainda não memorizámos...
Os drones chegaram à Escola Básica de S. Miguel do Milharado. Na sessão de programação, os alunos experimentaram o voo destas maquinetas fantásticas.
Quando as baterias se esgotara,, continuaram os seus projectos de Scratch. Vamos fazer um sistema solar?
Com os alunos de terceiro ano da escola da Póvoa da Galega, com a professora titular da turma a conduzir o drone. A seguir foram os alunos. Estamos a ser muito insistentes com as regras de segurança, apesar destes drones serem muito seguros.
No final do dia, desafiámos os alunos do nosso clube muito informal de robótica a programar voo controlado dos drones com o Tynker.
Entretanto, os alunos participantes no concurso literário História do Gato e da Lua, com o qual colaboramos enquanto parte integrante da equipa do Plano Nacional de Cinema na nossa escola, entregaram os seus textos. Agora resta ler, e apreciar. E escolher os melhores, algo que não será tarefa fácil.
Imprimir em duas cores? Sim, mas uma de cada vez. Permitiu dar mais vida a este modelo, e facilitou o processo de impressão. Para suportar aquele telhado em peça única, teria de ser impresso com imenso material de estrutura. Assim fica mais interessante, e não se perdem os detalhes do interior.
E com esta recriação do Arco do Triunfo parisiense, terminámos a impressão dos trabalhos dos alunos de primeiro semestre. Fica de fora um, que ainda não resolvemos o problema de como imprimir, e é possível que com algum tempo se façam alguns testes com alguns dos modelos criados em Sketchup Make. Para já encerramos os projectos de primeiro semestre, mesmo a tempo das primeiras levas de marcadores de livros impressos em 3D. A nossa impressora não pára, durante os dias na escola.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Instantes
Os drones do projecto Code2Fly são as novas coqueluches do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Há uma constante entre professores, assistentes operacionais e alunos: aquele sorriso.
O verdadeiro desafio será integrar nas actividades em sala de aula. Mas para já, o professor das TIC em 3D entretém-se a distrair os alunos. Estão eles a querer aprender a modelar em 3D ou a programar em Scratch, e há máquinas voadoras a zumbir na sala de aula.
Talvez a impressão da semana, saída da nossa beethefirst. Feita a pedido de um aluno que por estar no nono ano já não participa nas actividades de TIC, mas é visita habitual no espaço onde trabalho. Experimentou o Tinkerplay no seu telemóvel, e finalmente tive tempo para imprimir e montar o resultado.
O objectivo principal do Code2Fly é intervir nas sessões de introdução à programação no 1º. CEB, que desenvolvemos todas as semanas em quatro escolas do Agrupamento. Ainda estou a aprender a lidar com os drones, mas quis trazê-los já para a sala. Nota: o drone não está a ser pilotado pelos professores.
Dos drones à geometria. Programar voos vai envolver perceber bem como se controlam trajectórias. Para já começamos com quadrados, porque os alunos ainda não aprenderam os ângulos internos e externos de outras formas geométricas. Mas vão aprender...
Mais uma impressão longa na beethefirst. O objecto é um velho conhecido, a mascote em 3D da iniciativa Programação no 1º. CEB que desenhada e impressa para o dia dos clubes de programação e robótica. Desta vez decidi imprimir no seu tamanho real, para... ah, ainda não posso dizer.
Para terminar a semana, mais um avanço no projecto de modelação em 3D de modelos moleculares para o Ciência na Escola. Um dos alunos responsáveis pela modelação dos elementos modulares está a concluir a modelação no Tinkercad dos átomos. Com um paquímetro, para saber qual a dimensão do objecto, e transferidor para saber em que ângulo tem de fazer os cortes com operações booleanas. Sabiam que as ligações moleculares se fazem em diferentes ângulos, de acordo com os átomos e a substância? Provavelmente sim. Eu não, e estou a aprender...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Tartarugas, sempre a subir.
It's turtles all the way down! A história, talvez apócrifa, foi atribuída por Stephen Hawking a Bertrand Russell. Este, numa conferência pública sobre a cosmologia do sistema solar, teria sido interrompida por uma simpática velhinha que lhe disse que aquelas equações eram muito bonitas, mas toda a gente sabia que a terra era plana e estava assente nas costas de uma tartaruga. E onde é que a tartaruga se apoia, teria perguntado Russell. Então, mas é claro que em cima de outras. É sempre tartarugas daí para baixo, dizia a voz da sabedoria milenar, talvez a citar a mitologia hindu. Uma pequena história que Terry Pratchett viria a aproveitar como base da cosmogonia de Discworld, a sua marcante série de fantasia cómica.
As tartarugas são também muito queridas por quem está envolvido nas actividades de introdução à programação com crianças. A iniciativa que despoletou todo esse campo foi a criação por Seymour Papert, no MIT, da linguagem Logo, a primeira linguagem de programação concebida especificamente para crianças. Um conceito que não se esgota na mera aprendizagem de programação, tendo subjacente perspectivas construtivistas sobre formas de aprender em que o uso do computador não é um fim em si mas um caminho para aprendizagens mais profundas.
A mascote do Logo era uma tartaruga, que nas primeiras versões da linguagem era imaginária, não passando de um ponto no ecrã, mas evoluiu até ser representada como ícone do cursor. E foi mais longe, materializada como um robot controlado pela linguagem Logo que dava uma dimensão física à programação. É muito provável que esquecido nalguma arrecadação escura em algumas escolas ainda existam alguns robots destes. Do Logo, ainda em linha de comando, nasceu o Scratch, introdutor do conceito de blocos de programação arrastáveis, que veio a influenciar outras linguagens fora do âmbito da educação. Caso do App Inventor para programar em Android, ou de outras variantes online que simplificam os processos de programação. O sucesso desta linguagem junto de professores e educadores é assinalável e bem conhecido.
Mas o que é que isto tem a ver com drones? O novo projecto das TIC em 3D, inserido nas actividades de introdução à programação no 1º. ciclo, é o Code2Fly, uma das vertentes do Go! 3.0 desenvolvido pelo Centro de Competências Entre Mar e Serra, de Leiria. Diga-se que este centro de competências sempre teve o seu quê de estar para além das visões de futuro. Conheci-os no início do século, ao chegar à escola da Venda do Pinheiro, onde nos apresentaram aos quadros interactivos, uma tecnologia na altura nova e que só passados muitos anos se tornou normal nas salas de aula. Já o projecto Go! é ainda mais percursor. Centra-se na geo-referenciação, uso de GPS, aplicações móveis, percursos ao ar livre com sensores, telemóveis, tablets, e agora drones. Iniciou em 2003, quando os telemóveis ainda não eram smart, e não se suspeitava do quanto se iria tornar banal ter dispositivos sempre ligados, geolocalizados, no dia a dia. São projectos que têm o seu quê de estar à frente da crista da onda da tecnologia na educação.
No Code2Fly o conceito não é o de colocar drones - quadricópteros simples, nas mãos das crianças, mas sim de aliar drones controlados por bluetooth com aplicações de introdução à programação. O objectivo é que utilizando o Tynker, uma das muitas apps que possibilitam programação em blocos, as crianças consigam programar o voo dos drones. Como se voa, é sempre a subir. Seria turtles all the way up!
De certa forma, fazer com drones aquilo que se fez há duas ou três décadas com as tartarugas Logo. Tirando partido dos avanços tecnológicos para fazer mais, mas sempre com o foco no essencial: potenciar a aprendizagem recorrendo à tecnologia. Com a consciência que daqui a uns anos estes drones, desgastados pelo uso, irão ficar tão esquecidos como as tartarugas-robot do Logo.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Instantes
Quase a terminar a impressão dos projectos de alunos no Tinkercad do primeiro semestre. Já faltam poucos, mas todos com tempos de impressão entre as cinco e oito horas. Diria que temos um espaço de trabalho que se está a encher de coisas divertidas.
Chegar a uma das escolas do primeiro ciclo onde desenvolvemos actividades de introdução à programação e ser recebido com estes sorrisos. E os modelos. O desafio colocado era o fazer um projecto Scratch sobre o sistema solar, mas a professora titular aproveitou e levou o trabalho por estes caminhos. A manhã começou com duas dezenas de alunos entusiasmados a mostrar as suas maquetes e apresentações.
A última impressão da semana, um modelo do Atomium belga criado no Tinkercad por alunos do sétimo ano em TIC. Uma forma destas requereu imenso filamento gasto em suportes.
Para terminar a semana, uma visita ao Lab Aberto em Torre Vedras. Fiquei a conhecer o espaço, os projectos, e iniciei a aprendizagem de mais uma ferramenta de modelação 3D. Com o Open SCAD, modela-se em 3D utilizando linhas de código. É difícil, mas muito estimulante.
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