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terça-feira, 17 de julho de 2018

TIC em 3D @ Sci-Fi Lx 2018


Quantas pessoas são precisas para um bom workshop? Se calhar, basta uma. Foi isso o que aconteceu este ano no festival Sci-Fi Lx 2018, que decorreu no pavilhão central do Instituto Superior Técnico nos dias 14 e 15 de julho. O público era pouco, mas muito interessado, e melhor do que uma cansativa sessão expositiva foi poder ter uma boa e tranquila conversa, que se prolongou para lá do tempo previsto para o workshop. Até deu para a participante poder criar o seu primeiro modelo 3D e imprimi-lo. Entretanto, quem passava ia entrando, espreitando e colocando perguntas. Confesso que estava mesmo a precisar de um momento tranquilo para finalizar o ano letivo das TIC em 3D.


Claro que levei o meu Anprino Arthur, para ver se o metia à solta pelos corredores do Técnico.


Não é frustrante ter tido poucos participantes no workshop, reparei que este ano foi comum aos restantes previstos. Uma participante sei que faltou por não ter acordado a horas. Descobri isso ao passar pela banca da Leo Couture e conhecer uma cosplayer, que queria estar na minha sessão de introdução à impressão 3D, mas não chegou a tempo. Queria saber como usar o 3D para criar props para cosplay (ok, eu explico: props são adereços para fatos; cosplay é a criação manual de fatos elaborados por fãs que encarnam as suas personagens favoritas). Bem, percebendo que o que ela necessitava era descobrir como modelar em 3D, nada que duas cadeiras, um tablet e o 3DC.io não resolvessem. E seguiu mais um mini-workshop.

É mesmo este o objetivo do Sci-Fi Lx. Ser um ponto de encontro de fãs, onde nos podemos juntar, trocar ideias, partilhar projetos e discutir o nosso grande gosto pelas diversas vertentes da Ficção Científica e Fantástico.

domingo, 8 de julho de 2018

Sci-Fi Lx 2018: Workshop Impressão 3D


É já uma tradição TIC em 3D, finalizar o ano letivo com a presença no festival Sci-Fi Lx. Este ano, o workshop de Impressão 3D está marcado para dia 15, às 14:00. Ponto de encontro obrigatório dos fãs de ficção científica, fantástico, banda desenhada e cultura japonesa, o Sci-Fi Lx decorre no pavilhão central do Instituto Superior Técnico nos dias 14 e 15 de julho, e tem um extenso programa de workshops, palestras e exposições.

Podem inscrever-se aqui: Workshop Impressão 3D. A inscrição tem um custo simbólico, que reverte totalmente a favor da organização do Sci-Fi Lx e equivale a uma rifa.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

TIC em 3D @ Sci-Fi Lx 2017


Regressámos este ano ao festival Sci-Fi Lx, evento que partindo da ficção científica reúne muitas vertentes do fandom nacional. Neste evento, cruzamo-nos com cosplayers, artesãos inspirados pelo fantástico, fãs de Star Wars, gamers, boardgamers, fãs de steampunk, autores de BD e literatura, ou simplesmente fãs. É um evento que fervilha de energia criativa, boas ideias e fãs dedicados.


Este ano optámos por não ter um espaço dedicado às TIC em 3D. O problema de se ter um espaço dedicado é ficarmos presos, não podemos aproveitar os restantes momentos do evento. Este ano, queríamos participar no Sci-Fi Lx de forma mais profunda. No entanto, com tínhamos a impressora no sábado para o workshop de impressão 3D, não vimos razão para que ela ficasse a um canto, desligada. Felizmente, o espaço Imaginauta tinha um espacinho para  projectos orfãos (projectos sem banca), e convidaram-nos. Isso explica a nossa impressora ao lado das edições da Imaginauta, entre os livros da Editorial Divergência e a revista H-alt. Assim conseguimos aproveitar os eventos de dia 15 e manter a impressora a imprimir, despertando a atenção dos visitantes. Apesar de já participarmos neste tipo de eventos há cerca de dois anos e meio, surpreende a quantidade de pessoas que nos diz ah, é a primeira vez que vejo uma impressora 3D.


É giro ver que os mascotes Imaginauta que imprimimos no ano em que não foi possível fazer o Fórum Fantástico continuam presentes em todos os eventos em que os encontramos.


Aprendemos a lição do workshop que demos o ano passado no Sci-Fi Lx. Se bem que este ano, as condições do WiFi eram melhores. De qualquer forma, pensamos que não se justifica num evento deste género esperar que os participantes tragam consigo computadores. Por isso, optámos por um modelo de sessão mais tipo palestra, com alguns momentos mais práticos, mas essencialmente uma sessão de demonstração e talk.

O tema deste ano do festival era a sustentabilidade, e o desafio estava em adaptar o modelo de workshop para abordar esta temática. Foi uma boa oportunidade para falar do lado mais industrial da impressão 3D, mostrando como em diferentes áreas e indústrias esta tecnologia contribui para um futuro mais sustentável. Da aviação à educação, passando pelas ciências biomédicas e espaciais, partilhámos um pouco do que sabemos sobre a forma como a manufatura aditiva permite processos de fabricação mais sustentáveis. E, já que estamos num evento dedicado à especulação e imaginário da FC, porque não pensar em impressão 3D como elementos de sondas Von Neumann, naves espaciais auto-replicantes capazes de utilizar as matérias nativas aos planetas para construir habitats para colonos, ou construir cópias de si próprias para se disseminarem pelo sistema solar, e mais além?


A sessão passou pela descoberta da impressora, com os participantes a imprimir um objecto, uma apresentação sobre esta tecnologia e demonstrações de modelação 3D com Tinkercad, 3DC.io, Formit, Sketchup Make, processamento de STL com netfabb e meshlab.


Tal como no ano passado, ficámos encarregues do design e impressão dos prémios Sci-Fi Lx. Ficámos contentes quando o Tomás Agostinho, um dos organizadores, nos disse que adorava este troféu e queria manter a sua forma icónica. Precisava era de ter mais volume. Adaptámos o do ano anterior nesse sentido, e ficaram fantásticos.


Outra experiência que fizemos no evento foi imprimir miniaturas para jogos de tabuleiro. A ideia surgiu em conversa com o Carlos Silva do Imaginauta, que adquiriu a impressão de um kit que descobriu no Thingiverse. Quisemos ver se a Beeinschool conseguia melhores resultados do que as da outra impressão, e de facto... nota-se que sim, especialmente dada a reduzida dimensão das figuras. Sem querer, realizámos um trabalho de preparação para os desafios do Fórum Fantástico, em Setembro...

Impressão 3D e Sustentabilidade: Notas (Sci-Fi Lx 2017)


Notas da apresentação de apoio ao workshop sobre Impressão 3D e sustentabilidade, a 15 de julho no festival Sci-Fi Lx 2017. A partilhar porque o tema do festival levou à exploração de outras vertentes desta tecnologia, que normalmente ficam de fora nas sessões dedicadas à modelação e impressão 3D.




Slide 1: Apresentação. Sessão inicia com exploração da impressora 3D, explicando os seus componentes, forma de funcionamento, conceitos. Participantes executam operações de carregamento de filamento, preparação de impressão e impressão 3D de um objecto, para ficar a conhecer o como imprimir e conceitos de resolução, densidade, raft, suporte, necessidade de estimativa e gcode.

Slide 2: Sou um professor que desde há algum tempo deixou de acreditar na importância da transmissão do conhecimento. Não me entendam mal. Claro que transmitir conhecimentos é essencial, é esse o fundamento da educação, conhecimentos são os tijolos que permitem a cada um de nós construir o seu saber. Mas creio que hoje temos de ir mais além, a mera aquisição de conhecimento não é suficiente, se é que alguma vez o foi. Soa a frase batida observar que os nossos alunos enfrentarão desafios hoje desconhecidos e terão empregos que ainda não existem. Algo que provavelmente se aplicou também à nossa geração e às que a antecederam, mas uma problemática para a qual só recentemente a educação despertou. Sem querer explorar muito esta ideia, que sai do âmbito desta sessão, digamos que é essencial permitir aos alunos desenvolver as suas capacidades individuais e, de forma equalitária, dar-lhes acesso a ferramentas avançadas contemporâneas. E dar-lhes condições para fazer algo. O descobrir que se é capaz de fazer, mais do que ver, mexer com uma tecnologia que só se pensava ver na televisão ou em eventos especiais, é o que explica o olhar na foto. O olhar "eu fiz isto", a conjugação de conhecimento com criatividade e ação, possibilitada pela tecnologia. O só conhecer não é suficiente.

Slide 3: Se modelar em 3D é fundamental para tirar verdadeiramente partido destas tecnologias, nem todos temos que o saber fazer para poder usar impressão 3D. Existem repositórios online, repletos de modelos que vão do útil ao bizarro, disponibilizados pela comunidade. São mais valias que podemos aproveitar, nos diferentes domínios. O problema, creio, está em ver este processo como um fim em si mesmo, em que imprimimos apenas o que descarregamos. Fascina, enquanto dura o factor novidade, mas depressa se esgota. O meu foco principal não é a impressão mas a modelação, é aí que o potencial desta tecnologia é despertado. No entanto, porque não aproveitar a abundância de recursos 3D disponíveis? Por exemplo, há uma diferença enorme entre mostrar, numa aula dedicada à escultura, imagens de obras de arte escultórica, e levar os alunos a tocar uma reprodução escultórica. Ressalvando que não é o original, é uma reprodução à escala num material termoplástico. Somos humanos, necessitamos do toque para sentir melhor o mundo que nos rodeia.

Slide 4: É recorrente ver nos media reportagens sobre este lado mais vistoso da impressão 3D. Casas impressas em 3D, comida… são aplicações que vemos nos media, que fascinam e despertam a atenção. Mas não são aquelas que traduzem o verdadeiro impacto desta tecnologia. São gimmicks, gadgets, e fundamentalmente não trazem nada de novo à discussão sobre o potencial da impressão 3D.

Slide 5: Recordem isto da próxima vez que voarem: é muito provável que o avião em que viajam já faça uso extensivo desta tecnologia. A indústria aeroespacial tem investido nesta tecnologia como forma de melhorar a eficiência energética das aeronaves. As técnicas de impressão 3D permitem manufaturar peças optimizadas para resistência e leveza, algo que não é possível com técnicas de maquinação industrial.

Slide 6: Já imaginaram construir o vosso próprio carro? Já é possível, hoje, com a Local Motors. Este é um exemplo da forma como a coligação entre impressão 3D (manufatura aditiva) e o poder das redes de comunicação permite ir além do paradigma tradicional da indústria de manufactura. Em vez de linhas de montagem distantes a fabricar indefinidamente produtos em série, oficinas e fablabs locais que fabricam produtos únicos, adaptados às necessidades e vontades dos seus utilizadores. Podemos adquirir ou manufacturar o que necessitamos, adaptado aos nossos gostos pessoais, à nossa medida.

Slide 7: Um exemplo, made in portugal: não sei se conhecem esta pequena empresa, creio ser responsável por um ou dois por cento do PIB de um país... a fábrica Autoeuropa reduziu os seus custos de produção através da impressão 3D de peças, componentes de apoio à fabricação e suportes de ferramentas. Elementos de desgaste rápido com custos elevados nos fornecedores tradicionais mas de baixo custo quando impressos em 3D, bem como sem riscos de paragem de produção por esgotamento de elementos que teriam de ser trazidos para a fábrica. Quando uma destas peças se desgasta, basta imprimir outra.

Slide 8: A impressão 3D já encontra hoje aplicações na medicina e ciências biomédicas. Recorrendo a dados de scanning 3D, raios X ou tacs, cirurgiões fazem modelos detalhados dos orgãos dos seus pacientes para preparar intervenções cirúrgicas. Existe investigação na impressão de tecidos vivos, permitindo, como no exemplo mostrado, criar válvulas cardíacas ou outros tecidos a partir das próprias células do paciente, através de processos de bioprinting, reduzindo as necessidades de doação e rejeição de orgãos. Pode-se fazer próteses sob medida, a custos inferiores aos das próteses tradicionais.

Slide 9: Estaria a mentir se viesse para aqui apresentar soluções “pronto a fazer” neste domínio. É um facto que a impressão 3D despertou o interesse dos professores, e promete um enorme potencial educacional. Mas como tirar partido desta tecnologia? O ser uma área recente implica que não hajam ainda muitos estudos formais ou experiências documentadas. Mas as impressoras nas escolas multiplicam-se e com elas as experiências e ideias de projecto partilhadas. Aproximar e desmistificar a tecnologia aos alunos é um primeiro passo, mas o potencial é mais vasto. Parece assentar em dimensões artísticas, utilizando a modelação e impressão como forma de expressão; demonstração, com os modelos impressos a tornar tangíveis e acessíveis conceitos abstratos; e, onde o potencial parece ser mais interessante, em projectos do tipo PBL, que integrem diferentes áreas do conhecimento em projectos práticos. Conceber para imprimir despoleta novas competências nos alunos, e é uma excelente oportunidade de colocar o A de Artes nas CTEM.

Slide 10: A NASA já testou com sucesso impressão 3D em órbita, permitindo aos astronautas imprimir ferramentas e utensílios que necessitem, diminuindo custos das missões. Não é necessário tanto material lançado ao espaço, optimizando os lançamentos. A ESA está também a desenvolver trabalho neste sentido, num projeto que conta entre os seus parceiros com a empresa portuguesa que criou a impressora 3D que já tiveram a oportunidade de descobrir nesta sessão.

Slide 11: A acessibilidade da impressão 3D, hoje, deve-se em muito ao projeto RepRap, que pegou nas patentes expiradas desta tecnologia e desenvolveu-as, tornando-as acessíveis. O seu princípio elementar era o de criar impressoras que imprimissem outras impressoras, num processo de auto-replicação. Poderemos extrapolar este conceito para o espaço? Imaginem um futuro de exploração espacial onde robots com inteligência artificial sejam enviados a outros planetas, fabricando a partir dos recursos locais infraestruturas para posterior colonização humana.

Slide 12: Na verdade, “Impressão 3D” não é o termo mais correto. O termo manufatura aditiva designa as tecnologias de fabricação em que o material utilizado na peça corresponde ao material gasto. Com técnicas de fabricação tradicional, um bloco de matéria é maquinado e desbastado até se obter a forma do produto. Os restos e sobras poderão ser reciclados, ou são desperdício. Isso não acontece na manufatura aditiva, em que os processos de impressão (FFF/FDM), solidificação (laser sintering) ou cura (sls, polímeros e resinas) gastam apenas o material necessário à peça. Não sendo maquinadas a partir de blocos maciços, as peças podem ser ocas, poupando material e mantendo a sua resistência optimizada. Estes fatures traduzem-se em ganhos ambientais: menor desperdício na manufatura, menos material gasto nos processos de fabricação, menor consumo de energia, produção local (não é necessario produzir numa fábrica distante), personalização, adequação das quantidades produzidas às reais necessidades.

Slide 13: Tecnologias de impressão 3D.

Slide 14: O que é a impressão 3D? Sem querer entrar em muitos detalhes, é a manufactura de um objecto criado digitalmente em camadas de materiais sucessivamente depositadas por um robot controlado por computador. Há muitas variantes desta tecnologia, desde a solidificação de polímeros com lasers, denominada estereolitografia, patenteada por Chuck Hull em 1986, ao depósito de filamento termoplástico derretido. Destas, a que tem encontrado maior aceitação junto da comunidade (por uma combinação de simplicidade com o caducar de patentes) é a impressão por depósito de filamento, comummente referida por FDM (fused deposition modeling, termo sob copyright pela Stratasys) ou FFF (Fused Filament Fabrication)/PJP (Plastic Jet Printing). A entrada de algumas patentes em domínio público, o custo progressivamente inferior de hardware, o crescimento do movimento maker e projectos como o RepRap (replicating rapid prototyper) tornaram a impressão 3D cada vez mais acessível e possível de utilizar por todos os interessados.

Slide 15: No campo das impressoras 3D, a oferta é crescente. O mercado oferece uma cada vez maior variedade de marcas e fabricantes, quer em kit quer montadas, mas essencialmente dividem-se em quatro tipos: as Prusa, geralmente em kit para montar; as Delta, em kit; as semi-abertas, caso da beethefirst, ou as fechadas, caso da makerbot e similares. Variam na orientação dos eixos, tipo de extrusor, calibração da mesa, modo de deslocação da cabeça de impressão e estabilidade no controlo de temperatura. Requerem software específico: um slicer-controlador, que fatia os modelos nas camadas e gera o código G (controle das posições de deslocação do extrusor e temperatura do nozzle). A maior parte deste software (Cura, Replicator G, Beesoft) são open source, apesar de poderem estar associados a impressoras específicas.

Slide 16: O que é que eu preciso de ter para inciar projectos de impressão em 3D? Principalmente, ideias e objectivos definidos. O interesse e fascínio nesta tecnologia é muito elevado, e corre-se o risco de investir num equipamento que se esgota após algum tempo. Convém pesquisar, investigar, analisar, e perceber qual a forma que nos é mais adequada para tirar partido desta tecnologia. Cada um de nós terá a sua resposta a esta questão, dependendo dos seus contextos e objectivos. Não reflectir sobre este aspecto traz o risco de investir num equipamento cujo interesse se esgota assim que a curiosidade fica satisfeita. Ter à partida objectivos de abordagem bem definidos ajuda a tirar melhor partido desta tecnologia e a justificar um investimento financeiro que é ainda bastante elevado.

Slide 17: Dispor de modelos 3D é essencial para imprimir em 3D. Neste slide mostramos dois muito especiais: o Carocha de Ivan Sutherland, o primeiro objecto real a ser digitalizado através de um meticuloso processo manual de traçagem e medição das coordenadas de pontos, executado pelos alunos de Sutherland sobre o carro da sua mulher em 1967;  e a Chaleira de Utah, criada em 1975 por Martin Newell para testar métodos matemáticos de representação de superfícies. Newell seguiu a sugestão da esposa e replicou a chaleira do seu serviço de chá para aplicar manualmente a metodologia. Sutherland é uma daquelas personalidades da história das TIC da qual pouco falamos. Devemos-lhe boa parte do uso do computador como ferramenta artística. O seu trabalho de investigação iniciou-se com um dos primeiros sistemas de desenho no computador, o sistema Sketchpad. Para além de investigar métodos de modelação 3D, também desenvolveu o Damocles, um dos primeiros sistemas de realidade virtual imersiva. O bule de Utah e o carocha de Sutherland têm significado para além dos primórdios da computação gráfica. São ícones culturais, referenciados de forma subtil em filmes de animação 3D por animadores que homenageiam estes marcos percursores das correntes técnicas avançadas de modelação 3D.

Slide 18: Há duas formas de ter modelos 3D para imprimir. A mais simples é pesquisar em repositórios online como o Thingiverse, Shapeways, Sketchfab, ou Sculpteo, entre outros, parte deles associados a serviços de impressão. Para quem conhece os formatos de ficheiros 3D, os repositórios de modelos 3D para rendering, animação, arquitectura e game design também são uma boa fonte de objectos imprimíveis, embora possam requerer bastante trabalho de correcção e conversão para o formato STL. É na modelação 3D que o potencial da impressão mais se liberta. As ferramentas de modelação 3D colocam nas nossas mãos o poder de conceber objectos. Introduzem aos alunos metodologias de trabalho, levam a um esforço mental de representação abstracta.

Slide 19: Irei agora mostrar como modelar em 3D utilizando aplicções simples. Primeiro, Tinkercad, aplicação que faz uso de uma das mais antigas técnicas de modelação 3D, a modelação por primitivos. A partir de formas simples, combinadas com operações booleanas de corte e agrupamento, podemos criar objectos complexos. Em seguida, aquela que é para mim a próxima grande fronteira do 3D, as aplicações móveis. Se não têm o poder de um desktop ou computador portátil, têm portabilidade e acessibilidade. No mundo da educação, ao falar de formas de potenciar a sala de aula com tecnologias digitais, estas esbarram muitas vezes com a realidade. Apenas a sala TIC dispõe de equipamentos suficientes para grupos de alunos. Na maioria das sala de aula, apenas dispomos de um computador. Porque não, então, aproveitar o dispositivo que todos, professores e alunos, temos mais à mão? Telemóveis ou tablets, dispositivos muito pensados para o consumo de conteúdos, mas com aplicações disponíveis que nos permitem criar. Na demonstração, mostrar como modelar em 3D usando o 3DC.io, outra forma de modelar por primitivos, e modelação por subdivisão de superfícies com o FormIt, mostrando também a sua integração com versões web e desktop, que permitem complementar o que se faz no tablet.

Pausa na apresentação, para mostrar processos de modelação nestas aplicações e em Sketchup Make; seguidamente, processamento e validação de STL no netfabb; conceito de "malha poligonal" e pavimentação de superfícies; remeshing no Meshlab. Vincar bem o fluxo de trabalho na impressão 3D: aquisição do modelo, por modelação ou descarga de repositório -> preparação do modelo com validação e correção de erros -> impressão.

Slide 20: Para além das abordadas, que outras aplicações usar para modelar para impressão 3D? O campo das aplicações de modelação 3D é muito vasto. Em todas é possível criar modelos para impressão 3D, embora pelas suas características intrísecas algumas se ajustem mais facilmente que outras. Normalmente, software de CAD permitem maior rigor na modelação para impressão 3D, enquanto as aplicações de modelação de superfícies, modelação por subdivisão ou mudbox, por estarem pensadas para rendering ou objectos de jogo, tornam mais difícil o respeito por algumas condicionantes que a fisicalidade da impressão traz ao processo de modelação. Outra forma de modelar é capturar o real através da digitalização 3D, quer com equipamentos dedicados quer com aplicações de fotogrametria. Onde modelar? Tanto na workstation poderosa como no tablet.

Slide 21: Por outro lado, podemos recorrer aos modelos 3D disponíveis em repositórios online. Destaco a variedade de elementos mecânicos em CAD do Grabcad, a facilidade de visualização 3D do Sketchfab, a diversidade do Sketchup Warehouse (embora boa parte dos modelos 3D não sejam possíveis de imprimir), a diversidade do Thingiverse e projectos como o Scan The World, albergados no My Mini Factory.

Slide 22: A passagem de um modelo 3D para objecto impresso tem algumas condicionantes. As mais importantes são as de geometria: um modelo 3D tem de ser estanque, oco no espaço interior, com todas as normais orientadas na mesma direcção, sem intersecções de formas ou arestas. São aspectos a ter em atenção no processo de modelação. Há aplicações e serviços web que validam a mesh para impressão e corrigem problemas, caso do Meshmixer, Netfabb (que está por detrás do 3D Builder integrado no Windows 10) ou o serviço web MakePrintable. São aplicações poderosas, que corrigem erros de faces ou arestas ou replicam a casca exterior dos modelos, mas não resolvem todos os problemas. Outros utilitários, caso do Meshlab, permite converter entre diferentes formatos de ficheiro gerado por aplicações de modelação 3D para STL (ou outro tipo de formato comum) ou executar operações de simplificação, entre muitas outras.

Slide 23: A importância de gerir o fluxo de trabalho. Adquirir o modelo 3D, por modelação ou descarga online. Preparação do modelo, corrigindo se necessário (validação, deteção de arestas interiores, buracos na malha poligonal, orientação de normais, contagem de polígonos elevada). E, finalmente, importar para o slicer para gerar o gcode para impressão.

Slide 24: Outras condicionantes da impressão 3D prendem-se com as características dos métodos mais correntes de impressão. Ângulos de paredes exteriores inferiores a 45º geram problemas de impressão quando o nozzle não tem onde apoiar as camadas de filamento. Vãos muito grandes entre superfícies verticais podem levar ao colapso ou má solidificação das camadas. São condicionantes que se resolvem com a geração de suportes e bases, automatizada nalgumas aplicações de slicing e controle de impressora.

Slide 25: Nisto da impressão 3D, as leis de Murphy aplicam-se bem. Não é o que pode correr mal; é o que vai correr mal. Podemos minorar estas questões com processamento e cuidados de manutenção da impressora, mas nunca estaremos isentos de problemas. Coisas que correm mal: entupimentos do nozzle/carreto; em dias de calor, a temperatura ambiente amolece o filamento antes do carreto e provoca problemas de impressão; ao usar uma bobine, o filamento pode-se enrolar e travar a impressão; se o filamento estiver muito seco (ficar ao ar, apanhar sol) não derrete o suficiente para fluir; warping acontece quando a aderência da peça à mesa da impressão se degrada por: correntes de ar, perda de aderência do adesivo protector da placa de impressão; peças com elevada contagem de polígonos podem provocar problemas de memória no computador. Acabamentos: Há formas de alterar o aspecto dos objectos impressos. Para suavizar as estrias, podemos utilizar polimento com dremel ou banhos de acetona. Para acabamentos rápidos, guache acrílico adere bem à superfície. Tintas de spray são indicadas para patines.

Slide 26: agradecimentos, questões, conversa com os participantes.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Workshop Impressão 3D - Sci-Fi Lx



Dia 15, pelas 17 horas, na sala workshops 1 do festival Sci-Fi Lx, dinamizamos uma sessão sobre impressão 3D. Como o tema do festival é a sustentabilidade, colocando a força especulativa da FC no imaginar de um futuro mais sustentável,vamos poder abordar utilizações desta tecnologia além do estrito âmbito pedagógico que nos é habitual. Para além de, claro, ensinar um pouco do que sabemos aos participantes. Já o festival em si será sempre inspirador e gerador de novas ideias.

As possibilidades de design e manufatura trazidas pelas tecnologias de impressão 3D permitem novas abordagens estéticas e técnicas. No que toca à sustentabilidade, imprimir em 3D gasta apenas o material que se coloca na peça, e permite fabricação personalizadas, adequada às necessidades dos indivíduos, distinguindo-se de outras técnicas de maquinação e manufatura. Neste workshop, poderá descobrir o que é a impressão 3D, aprender como se criam objetos para impressão utilizando aplicações simples, e descobrir aplicações de hoje na indústria, cultura e educação.

O festival Sci-Fi Lx decorre nos dias 15 e 16 de julho, no Pavilhão Central do Instituto Superior Técnico.

domingo, 2 de julho de 2017

Agenda Julho-Setembro

 
As atividades letivas terminaram, mas a pausa estival ainda vem longe. Nestes dias estamos de volta da infraestrutura da escola, na manutenção de final de ano e preparação do próximo, dando algum descanso às impressoras. Entretanto, vamos também preparando os próximos desafios TIC em 3D/Fab@rts, essencialmente de formação e divulgação, a preencher os meses de julho e setembro. Agosto, reservamos para outras aventuras.

- Nos dias 3 e 5 de julho, vamos dinamizar a ação de formação AF-19 Fab@arts: Aprender a Modelar e Imprimir em 3D. Enquadrada no plano de formação do Centro de Formação de Escolas Rómulo de Carvalho, vai ser desenvolvida na biblioteca da nossa escola, EB23 da Venda do Pinheiro. Apesar de ser de frequência prioritária para docentes do agrupamento e da área do CFAERC, temos formandos a vir de outras zonas da região de Lisboa. Inicialmente propusemos a ação para 15 formandos, e já tivemos de abrir mais as inscrições. Tanto quanto sabemos, esta é a primeira acção de formação de professores creditada sobre impressão 3D em Portugal.

- Dia 11 de julho, participaremos nos workshops dedicados às TIC no IV Encontro Internacional Casa das Ciências, que vai decorrer de 10 a 12 de julho na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A nosso cargo, o workshop dedicado à impressão 3D.

- De 15 a 16 de julho o Instituto Superior Técnico acolhe o festival Sci-Fi Lx, dedicado à ficção científica, fantástico, cinema, BD, jogos (computador, tabletop, RPG, LARP), cosplay e performance. Este ano optámos por desenvolver apenas um workshop de impressão 3D, e não ter um espaço próprio durante os dois dias do evento. Queremos aproveitar as outras atividades desdes dois dias intensos. Apoiamos também a organização e estamos a imprimir os troféus Sci-Fi Lx 2017. O tema do festival, este ano, é a sustentabilidade, o que nos leva a explorar outras dimensões da impressão 3D para lá das habituais no domínio da educação.

- Nos dias 9 e 10 de setembro regressamos ao espaço do Instituto Superior Técnico, que acolhe a Spring It Con 2017. O desafio é desenvolver uma sessão de introdução à impressão 3D para cosplayers perceberem que têm no 3D mais uma ferramenta para desenvolver os seus props.

- Dia 12 de setembro, vamos estar nas Jornadas Pedagógicas de Vila Franca de Xira a desenvolver uma ação de formação de curta duração sobre impressão 3D e Bibliotecas Escolares.

- O Fórum Fantástico 2017 fez-nos duas ofertas que não podemos recusar. No âmbito da programação do evento, vamos desenvolver workshops de Impressão 3D para crianças e jogadores de tabletop games (que costumam criar os seus próprios modelos, personagens, cenários e adereços). Como não podia deixar de ser, o Fórum decorre no espaço de sempre, a Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras, de 29 de setembro a 1 de outubro.

De fora ficaram o encontro pedagógico do Agrupamento de Escolas de Rio Maior e o XVII Encontro das TIC na Educação do Centro de Competências Entre Mar e Serra, cujas solicitações colidiam com serviço nosso no secretariado de exames da escola. O desafio do CCEMS era particularmente intrigante... falar de quando as TIC não são as melhores ferramentas de estímulo às aprendizagens. Ou, no nosso caso, à criação.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Above and Beyond


Nesta aventura das TIC em 3D já andámos por locais inesperados e pouco usuais em contextos educacionais. Normalmente, os professores concentram-se em congressos e acções de formação, mas é muito interessante e sente-se um forte impacto quando se sai dos contextos expectáveis e se vai a sítios que não estão directamente ligados ao mundo da educação. Já demos por nós em centros comerciais, feiras, e agora num festival de Ficção Científica. Algo que faz todo o sentido. Que melhor do que um evento que celebra o imaginário dos futuros plausíveis, possíveis ou fantásticos para demonstrar uma tecnologia que leva o futuro às nossas salas de aula?


Vale a pena, mesmo que para isso arrisquemos um ataque de sabres laser. Aqui pelas TIC em 3D somos mais sonic screwdrivers (whovians get it), mas hey, os jedis são bem vindos!


Durante os dois dias do festival Sci-Fi Lx as TIC em 3D estiveram presentes no espaço do Salão Nobre do Pavilhão Central do Instituto Superior Técnico. Muito bem acompanhados por cosplayers, fãs de lego, tabletop gamers, cinema fantástico, artistas, livrarias, exposições de banda desenhada e adereços cinematográficos, entre muitas outras das riquíssimas vertentes das culturas que celebram o género fantástico. Um evento inspirador, que reuniu fãs e criadores num fim de semana cansativo e recompensador.


Quando nos fizeram o desafio de estar no Sci-Fi Lx, foi isto que nos pediram. E que tal um workshop de impressão 3D? Claro que é possível. Pegámos no modelo que temos utilizado com professores e levá-mo-lo ao Técnico, retirando-lhe a componente pedagógica. Num evento divertido ligado às culturas de género, não se justificava reflectir sobre o lado educacional. Optámos por introduzir a modelação 3D no Tinkercad, mostrar como funciona a impressão 3D, e partilhar o que sabemos sobre modelação, preparação de peças e processos de impressão. Destas componentes, falhou a da modelação, algo muito irritante quando o nosso principal objectivo era o de que os participantes no evento modelassem as suas peças para impressão. Fomos surpreendidos pela instabilidade da ligação wifi disponível no IST, que nos impediu de explorar o Tinkercad. Mesmo assim, as restantes vertentes agradaram aos participantes num workshop que, nas palavras da organização, foi o primeiro a esgotar o limite de inscrições (e teve muitos participantes não inscritos).


O espaço TIC em 3D, com demonstração de impressão 3D e antevisão do projecto de robótica Anprino. O futuro prepara-se nas escolas.


Foi sugestão de última hora, mas quando se tem acesso à impressão 3D consegue-se superar desafios. A organização pensou em troféus impressos em 3D para prémio de concursos, e com um pouco de desenho vectorial em Inkscape, modelação no Tinkercad e algumas horas de impressão finalizadas com toques de tinta em spray, resolveu-se. Entre este, e outros pormenores da colaboração (cedemos equipamento informático para actividades e apoiámos na montagem e desmontagem do evento), granjeou-nos a qualificação de foram above and beyond por parte de um elemento da organização. Gostámos, e reconhecemos a referência a uma série de FC militarista (para quem desconhece, é um sub-género, não uma qualificação depreciativa) cujos episódios televisivos o humanóide docente por detrás das TIC em 3D tentava não perder, nos idos dos anos 90 do século XX.

(A Maker Faire Lisbon mostrou-nos que temos de começar a distinguir humanóides docentes e humanóides discentes nisto das TIC em 3D.)


Aquele que para nós foi o sucesso do workshop: um dos participantes conseguiu, recorrendo à técnica de importação de ficheiros SVG desenhados por ele durante o evento, criar o seu objecto impresso.

Não só de trabalho foi feito este fim de semana. O humanóide das TIC em 3D aproveitou para ficar a par de algumas novidades literárias, visitou extensivamente os diversos espaços de exposição (quer os adereços para cosplay quer as figuras para tabletop gaming revelam potenciais interessantes no domínio da impressão 3D). Divulgámos, partilhámos experiências, mostrámos que isto do futuro na educação consegue-se, com esforço e entusiasmo. A nossa Beethefirst teve de imprimir em condições adversas, com a vaga de calor a impedir trabalhos ambiciosos. Levámos a impressão 3D a um dos seus habitats naturais: a discussão sobre possibilidades dos futuros.


Finalizado o evento, encerramos. Hora de desacelerar, dar descanso às impressoras e aos elementos das TIC em 3D. Um grande obrigado à organização do Sci-Fi Lx pelo desafio de fazer parte de um evento awesome!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

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Não um post em si, mais um listar cenas a fazer no meio de uma altura do ano que apesar de ter fama de ser leve e pouco trabalhosa, está a ser cheia de iniciativas, desafios, eventos e reuniões. Aqui por estes lados sente-se mesmo a necessidade de férias. Entre cansaço, responsabilidades e desafios, não tem havido tempo (ou capacidade mental) para posts que mantenham esta crónica das aventuras do 3D no mundo da educação. Estão a aguardar tempo para serem devidamente escritos, ficam aqui em resumo:

- Tive uma experiência fantástica a reparar um problema de entupimento na BEEINSCHOOL, com apoio técnico via Skype. Aprendi imenso, perdi medos, e notem, a ajuda simpática e impecável do pessoal da Bee aliada ao excelente design da impressora possibilitou que alguém como eu, claramente não techie, intervisse na impressora sem avarias nem parafusos a sobrar.

- O fim de semana passado foi algo alucinante, com mergulho no festival Sci-Fi Lx. Dois dias intensos com um workshop de impressão 3D e demonstrações contínuas no espaço do pavilhão principal do Instituto Superior Técnico. Na verdade, mais do que dois dias. Quando se colabora na organização, há que montar antes e desmontar depois. Como foram cedidos pela nossa escola computadores para apoio ao festival, digamos que ganhei músculo a calcorrear escada acima escada abaixo com torres de PCs e monitores debaixo do braço. Valeu a pena, e soube bem ouvir um dos organizadores observar que eu não te conhecia, só me diziam que eras o do 3D, mas a ajuda que deste foi above and beyond. Claro que percebi a referência a uma série clássica de FC militarista que passou na televisão nos anos 90!

- Depois de um fim de semana pesado, atingir o chão a correr... a maratona. A nossa escola iniciou o processo de obras de requalificação, ampliando a capacidade de resposta à comunidade e trazendo alguns desafios específicos para as TIC em 3D (a começar pelo acompanhamento possível e manutenção do funcionamento do sistema informático com as obras a decorrer). Custou ter de encaixotar as impressoras e parar as actividades, mas quando andam obreiros de maça em punho a mandar paredes abaixo, há que proteger o material.

- Por agora estamos imersos no congresso/formação Estimulo à Melhoria das Aprendizagens - (21st Century Classrooms), a decorrer no espaço da Fundação Gulbenkian. Notas rápidas: a sessão com Teresa Vandeirinho a mostrar possibilidades de reorganização espacial de uma sala de aula para a tornar mais propícia a novas formas de aprender e trabalhar (tenho a intuição que uma sala makerspace seria perfeita para nós, mas o sistema de ensino não se resume às TIC e outras disciplinas requerem metodologias próprias); perceber que os ecrãs ActivStudio têm o problema de sempre, aquela desadequação da superfície de toque ao interface do Windows, mas descobrir, grelhando o techie da Promethean que lá estava, que o ecrã tem um sistema operativo Android. Ou seja, se não lhe ligarmos um PC, está ali um tablet gigante; ficar espantado com a dinâmica do Agrupamento de Escolas de Atouguia da Baleia, e kudos pelo desafio awesome dos alunos em modelar o património local no Minecraft para imprimir em 3D (apesar de sentir que têm de aprender algumas coisas sobre modelação e impressão 3D para melhorar este aspecto do seu trabalho, o simples extrair mesh do Mineways e imprimir não assegura os melhores resultados); e, finalmente, ter frequentado um workshop de impressão 3D leccionado pela entusiástica CEO da BEEVERYCREATIVE. Aprendi coisas novas, e ajudou a perceber que estratégias de formação podem ser utilizadas. Esta área é nova, e aqueles que estão a desenvolver este tipo de iniciativas estão, de forma literal, a desbravar novos terrenos de aprendizagem. Não é fácil perceber como construir um workshop ou formação sobre impressão 3D quando não se tem referentes prévios de como agir. Pessoalmente, aprendo imenso a cada workshop TIC em 3D.

- O jogo Pokémon Go! explodiu na cultura popular e estamos a experimentá-lo. Para um projecto como o nosso, que explora várias vertentes do 3D, este jogo é fascinante pelas suas características tecnológicas de realidade aumentada geolocalizada. Ficámos espantados pela precisão dos mapas. Recorda um velho projecto nosso, daqueles que ainda não desistimos de desenvolver: narrativas em realidade aumentada utilizando personagens em 3D modeladas pelos nossos alunos. Quando andávamos a experimentar apps de AR, não conseguimos dar a volta ao Aurasma para introduzir conteúdo 3D. Será que agora já se consegue?

- Por falar em projectos... ainda não colocámos online os trabalhos dos alunos do 2º. semestre. Não está esquecido.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

TIC em 3D @ Sci-Fi Lx 2016

O festival Sci-Fi Lx, ainda sem grandes pormenores nem programa definido, irá decorrer no Instituto Superior Técnico nos dias 16 e 17 de julho de 2016. As TIC em 3D estarão presentes, dinamizando workshops de modelação para impressão 3D e demonstrações de impressão 3D. Em breve serão divulgadas mais informações.