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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Projetos Finais de TIC - 7.º F: OSOS


Projeto: O Lixo na Escola




Perante a inauguração do Parque Desportivo, Ecológico e Intermodal da Venda do Pinheiro, situado ao lado da escola da Venda do Pinheiro, os alunos depressa se começaram a deparar com problemas de má utilização. Especificamente, queixaram-se do lixo espalhado por um parque ainda novo: beatas em zonas desportivas, dejetos caninos, outras situações. O objetivo deste projeto foi o de desafiar os alunos a encontrar soluções para consciencializar os utentes do parque a melhorar os seus comportamentos.

Keywords: 3D, vídeo, multimédia, Impressão 3D
Learning Objectives: Utilizar ferramentas de edição de vídeo e modelação 3D.

Feel:

Chuva de ideias: Quais os problemas que afetam a nossa comunidade? Os alunos foram desafiados a olhar para a sua comunidade local, identificando problemas. Estes foram registados em post-its, afixados para exploração.





O passo seguinte foi selecionar qual seria o grande tema da turma, através de uma votação. A decisão recaiu sobre os maus comportamentos no parque desportivo e ecológico. Finalizada esta fase, os alunos foram desafiados a criar soluções para consciencializar os utentes deste espaço, podendo escolher uma de três abordagens tecnológicas: criação de vídeos; criação de imagens; prototipagem de mobiliário urbano com modelação e impressão 3D.

Imagine

Da problemática apontada, partiu-se para as soluções. Cada grupo decidiu que tipo de solução seria mais adequada para consciencializar os utentes dos cuidados a ter com o parque. Alguns propuseram redesenhar o mobiliário urbano, tornando-o mais apelativo. Outros, por criar produtos multimédia para despertar a atenção dos utentes.





Este trabalho foi desenvolvido em parceria com a área curricular de cidadania e desenvolvimento.

Create

Na fase de criação, os grupos trabalharam com modelação 3D ou edição de vídeo nos projetos que propuseram.

Partilhamos aqui alguns dos trabalhos.








Share

Na fase de partilha, foram impressos em 3D os melhores projetos concebidos pelos alunos, e publicados os vídeos de consciencialização.

Projetos impressos em 3D:






Projetos em Vídeo:


Este ano, arriscámos participar no projeto OSOS, Open Schools for Open Societies. Como não poderia deixar de ser, adaptando as estruturas de um projeto virado para a intervenção social e cidadania dos alunos às nossas investigações sobre 3D e multimédia na sala de aula. É de ressalvar que este trabalho foi feito em condições complexas: TIC quinzenal, com cinquenta minutos e um número total de aulas que não passou de 15; e com uma das turmas que revelava mais problemas disciplinares (o que, em si, é uma excelente razão para avançar com projetos na área da Cidadania). O projeto finalizado está disponível no Portal OSOS.

Foi estreia neste projeto, e ficou o bichinho. Sabemos que não trabalhamos no sentido estrito da framework OSOS, mas estas iniciativas assentam como uma luva no nosso objetivo primordial: usar tecnologias digitais como ferramentas de expressão criativa, inseridas em projetos significativos. Ficou o bichinho, e para o ano voltaremos a levar pelo menos uma turma para este tema. Desta vez, com robótica ou programação de objetos tangíveis, pode ser?

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Projectos Finais de TIC (2S - 8A)



Projectos finais de TIC dos alunos da turma A do oitavo ano. Dos de vídeo, destaca-se o que inicia a lista de reprodução. Os alunos que o criaram escreveram um script malicioso para capturar no ecrã o que pode acontecer quando não se tem cuidado com o que se faz online...









Alguns dos jogos em Scratch são simples, mas outros distinguem-se pelo esforço em criar experiências complexas.

Projectos Finais de TIC (2S - 8º. C)




Projectos finais dos alunos da turma C do oitavo ano. Trabalhos de edição de vídeo e introdução à programação com Scratch.



Dos trabalhos, destaco o primeiro da lista de reprodução, que representa um esforço espantoso de edição.








A preferência nestes projectos foi para jogos, e sublinho o esforço que os alunos colocaram em criar projectos complexos.

Projectos Finais de TIC (S2 - 8º D)



Partilhamos aqui os projectos finais dos alunos de TIC, 8º. ano. Esta turma escolheu o vídeo como ferramenta de trabalho.


 Boa parte dos projectos ficam-se pela linearidade, mas destaco o excelente trabalho de edição desenvolvido por duas alunas, que pegaram na sua ideia original sobre o medo e conseguiram incorporar no tema dado à turma, segurança digital.


Um grupo de alunos pediu para fazer o seu projecto em 3D, apesar de ter desenvolvido bom trabalho na introdução à programação e edição de vídeo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Projectos Finais de TIC (8.º E - Vídeo)



Os alunos de oitavo ano são desafiados a trabalhar o tema da segurança digital para aplicar aprendizagens de programação em Scratch e edição de vídeo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Work in progress


A preparar um workshop de impressão 3D para a ES Gago Coutinho, em Vila Franca de Xira. Nestes, é sempre divertido levar impresso e imprimir lá algum objecto evocativo da instituição. Geralmente, o logotipo resulta. Este está na primeira versão, feita a partir do oficial, mas já vi que resulta mal em impressão 3D. A escala das letras mais pequenas está nos limites da impressora, o que garante um acabamento menos bom, e a junção do vento com o avião está demasiado fina. É quebra garantida com alguma manipulação. A impressão 3D tem esta vantagem. Prototipar no real para perceber se aquilo que no digital parece estar óptimo realmente funciona. Oh, well, back to the drawing board (ou, em bom rigor, para o Inkscape e o Tinkercad). Dia 20 de janeiro lá estaremos, a falar e demonstrar a impressão 3D para alunos e professores de Vila Franca de Xira.

Entretanto, nas aulas de TIC, as turmas de primeiro semestre estão a trabalhar a bom ritmo nos seus projectos finais. Parte deles, especialmente os desenvolvidos no Tinkercad, parecem-me imprimíveis, e há alguns que estão a ser concebidos com o fim expresso de serem impressos em 3D. Vai demorar um pouco, mas no final do ano contamos ter um tabuleiro de xadrez com as peças desenhadas e impressas por alguns dos nossos alunos.

Entretanto, na vertente interdisciplinar, aceleramos os procedimentos para a actividade que nos colocou na segunda fase do concurso de ideias do Ciência na Escola. Criar modelos moleculares em 3D para imprimir vai ser um desafio divertido, simples na parte da modelação e impressão 3D, vantajoso por pegar em aprendizagens de Ciências, estruturando-as e aproveitando-as noutros contextos. Já percebemos como recriar modelos moleculares respeitando as características do plástico PLA, utilizando ímanes em vez de encaixes. Só resta ao humanóide por detrás das TIC em 3D decifrar os códigos de cor e tamanho dos modelos, para em seguida desafiar os alunos para o trabalho de modelação. O trabalho será dos alunos, claro, mas temos de ter uma imagem mental bem definida do que se pretende para ser bem sucedido.

Entretanto, vai iniciar-se na próxima semana uma segunda edição da acção de formação sobre edição de vídeo para professores abrangidos pelo centro de formação de escolas mafrense. Mais um desafio, agora mais simples porque permite aproveitar o trabalho desenvolvido na primeira edição. Junte-se a isso a programação no 1º. ciclo, uma experiência muito gratificante, e a programação de drones, que estamos em pulgas para iniciar, e podemos dizer que logo nos primeiros dias do segundo período já se sente aquele bom sentimento de não ter mãos a medir.

Se todos estes desafios são interessantes, o que nos desperta mais a curiosidade é o dos marcadores de livros impressos em 3D. No início do próximo semestre regressaremos a esta ideia, agora com a aprendizagem do que correu bem ou mal da primeira vez. O objectivo é que todos os alunos de sétimo ano do segundo semestre possam desenhar, imprimir e levar consigo um objecto impresso em 3D. Depois de percebermos como gerir o tempo e que tipo de criação incentivar, é possível que se consiga.

sábado, 7 de novembro de 2015

La Lune


O objectivo da aula foi introduzir os primeiros conceitos de edição de vídeo multi-pistas com Vegas. Depois de explicar aos alunos alguns dos métodos iniciais de trabalho - importação, gestão de linhas de tempo, corte, posicionamento, perguntei-lhes se quando tinham aprendido a escrever o tinham feito apenas com o lápis. Claro que não, stor! Então quer dizer que quando escrevem com caneta usam os mesmos métodos do que com lápis? Sim, claro, e daí perceberam que não interessa a aprender uma aplicação específica, mas sim perceber que as metodologias de trabalho são standard transversal. A seguir tiveram como desafio editar um pequeno clipe. Habitualmente utilizo trailers de filmes para que os alunos percebem como o ritmo é ditado pela duração das cenas, mas estava cansado, durante uma semana pesada de reuniões e actividades, e dei-lhes acesso à pasta de rede com os filmes projectados durante o dia do cinema. A sala de TIC ficou reduzida ao silêncio quebrado por risos enquanto os alunos reviam Méliès ou as silly symphonies de Walt Disney. Fico sempre surpreendido por ver crianças de uma geração hiper-saturada de produtos mediatizados a encantar-se com obras de ritmo mais lento e imagem menos nítida e dependente de efeitos especiais do que o que estão habituados a consumir na multiplicidade de ecrãs e estímulos que os rodeia. Curiosamente, um confidenciou-me que segmentos do filme O Homem da Câmara de Filmar de Dziga Vertov eram muito rápidos...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Trabalhos Finais de TIC - Edição de Vídeo (8.º ano)


Para além de incentivar ao trabalho criativo com ferramentas digitais, a edição de vídeo é o tipo de projecto que se adequa mais facilmente a metas curriculares. Envolve pesquisa, tratamento de informação, trabalho com ferramentas digitais e ainda pode incidir em temas curriculares, com esta focalização na segurança digital.

Como já é habitual, os alunos de oitavo ano, turmas B e D, esmeraram-se nos seus projectos de vídeo. Ficam aqui disponíveis, organizados em playlist.

domingo, 8 de março de 2015

Finalizar


Terminou esta semana a acção de formação que o CFAERC me pediu para dinamizar. Quinze horas para aprender um pouco sobre edição de imagem, captura de audio e edição vídeo. Teve um início doloroso, uma vez que a maior parte dos formandos não tinha conhecimentos prévios na área e a estrutura era exigente. Quão doloroso? Digamos que na primeira sessão houve ataques de pânico. Ao longo de cinco sessões puderam aprender a editar curvas de cor e criar imagens transparentes no Gimp, editar vídeo multipistas com efeitos em Vegas, e gravar som com Audacity. Alguns ainda aprenderam a tirar partido da cloud, porque usei intensivamente o Dropbox para me facilitar a vida no arquivo de recursos e ficheiros. Foi gratificante chegar ao final e ver que até os menos afoitos conseguiram criar projectos em vídeo. Era esse um dos objectivos, que esta acção não se destinasse a quem já conhece estas técnicas e programas, mas sim àqueles que pensam que nunca seriam capazes de fazer coisas destas. Havia um pouco de tudo, desde professores de artes a eucadores de infância e uma psicóloga escolar. Já está. Missão cumprida, com boas apreciações dos formandos, e agora é hora de olhar para as formalidades da formação.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Shots


Stor, estamos a tratar do beat. Trabalhar com alunos de cursos CEF não é fácil e, no caso da área das TIC, com o seu quê de ingrato. Alunos a prepararem-se para possíveis futuros como empregados de café ou manicura não estão particularmente receptivos à modelação 3D ou introdução à programação. Depois de no ano passado terem trabalhado o elementar do processamento de texto, folhas de cálculo e apresentações, este ano investi em edição vídeo, desafiando-os a criar anúncios publicitários. Têm estado nisso desde setembro. Pois, leram bem. Estaria a mentir se dissesse que tenho todos estes alunos constantemente motivados e a esforçar-se. Apesar disso, a coisa vai indo e há projectos que prometem muito. Como o deste grupo, que organizou uma mini-festa na sala de aula para criar um spot publicitário a uma bebida não-alcoólica e está agora a trabalhar numa canção em ritmo de rap. Só gostaria que fossem mais constantes no ritmo de trabalho.


Abrir a revista Visão desta semana, dedicada ao futurismo daquela forma simplista e deslumbrada como só o jornalismo de grande tiragem consegue ser. Irresistível pensar nesta fotografia, até porque a bee estava em trabalho de impressão. Um bocadinho desconfiado quando ao simplificar a vida. É que impressão 3D não é atar e pôr ao fumeiro. Dá mais trabalho do que parece.


Vou olhando, apreensivo, enquanto destes alunos do segundo semestre mostram uma aprendizagem rápida de modelação 3D. Será que conseguiremos imprimir alguns destes projectos? Antes de ser impresso, tem de estar bem pensado e modelado, e pelo que tenho visto há bastantes candidatos.


Stor, nós não queríamos fazer o jogo de labirintos. Queríamos mais tipo... sabe, aquele com bolinhas...? Pong? É capaz. Certo, mas programação é algo que percebo pouco. Mostrei-lhes projectos no MIT Scratch, com a opção do ver por dentro para as alunas verem os blocos de comandos que foram utilizados para programar o jogo. Momentos depois, tinham a versão delas pronta no Scratch instalado localmente nos computadores. Como há variações entre o Scratch 2.0 da versão online e o 1.4 da versão local, só estavam com dificuldade em fazer a base seguir o x do rato para tocar e fazer ressaltar a bola. Enfim, ficamos pelas teclas. Gostei de ver o interesse destas e outros em criar jogos complexos naquela que é a segunda aula dedicada ao Scratch neste segundo semestre do oitavo ano. Próxima aula tenho de os desafiar a criar sistemas de pontuação. Com muita ajuda do professor Google, que nisto da introdução à programação sou peixe muito fora de água, Mas não propiciar esta experiência aos alunos seria criminoso.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Edição de Video - 8.º A e 8.º C



O tema dado foi a segurança digital, abrangendo quer os dados pessoais, internet ou utilização segura de meios digitais. A partir daí cada aluno ou grupo escolheu o tópico que mais lhes despertou a atenção, organizando um vídeo que não poderia exceder noventa segundos. Pesquisaram, estruturaram informação, organizaram recursos ao longo de linhas de tempo, gravaram sons, aplicaram efeitos especiais e técnicas de edição. Alguns dos alunos não conseguiram dar o salto das sequências lineares para outro tipo de organização visual. Outros surpreendem pelo cuidado e criatividade que colocam nas suas criações em vídeo. Esta lista de reprodução organiza o trabalho dos alunos de oitavo ano que escolheram vídeo como tecnologia para projecto final.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Discrição


Há sempre aqueles alunos em que não reparamos. Ou aliás, reparamos, discretamente. Vemos que estão compenetrados no seu trabalho, concentrados no desenvolver das suas ideias, imersos no fluxo criativo. Não damos por eles porque não pedem ajuda ou atenção. Organizam o seu espaço e seguem em frente. É o caso desta aluna. Desde que iniciou o seu projecto final, para aí à três aulas, contam-se pelos dedos de meia mão as vezes que pediu alguma ajuda. A que recordo foi o perguntar se era boa ideia gravar a voz para melhorar o seu projecto. Passa-se perto do seu lugar e ouve-se hiphop suave. Estamos num espaço de trabalho criativo, porque não poder ouvir música enquanto se trabalha? O rato saltita entre a janela do browser aberta no YouTube, a janela de trabalho no Vegas em equilíbrio de pistas que formarão um vídeo final, e o editor de imagem afadigado em criar elementos gráficos com transparência. Pára um pouco e perginta professor, para o vídeo qual é o melhor formato para transparência? PNG, digo-lhe, sabendo que não é preciso mais. Discreta, a fluência que revela mostra ao mesmo tempo criatividade estimulada e sólidas aprendizagens prévias. Um fluxo de trabalho que envolva ao mesmo tempo diversas aplicações não é fácil nestes níveis introdutórios, e isso sente-se no trabalho dos colegas. Vai, mas os pedidos de ajuda são muitos. Tudo bem, estou lá para isso mesmo, mostrar-lhes e recordar o que podem fazer, como podem ir mais longe, a partir das suas ideias. Nesta aluna noto algo mais, por entre a intensa concentração. Está a cantar, baixinho, para si. Alheada do mundo enquanto constrói o seu projecto. Reparamos nestes alunos, claro, mas fingimos que não, para lhes dar espaço e não interferir com o seu fluxo criativo.

domingo, 23 de novembro de 2014

Rimas

Porque nem só de 3D vive este projecto. O seu principal objectivo é mostrar aos alunos que as ferramentas digitais podem ser mais do que meios de consumo ou produção de documentos. Podem ser meios de expressão pessoal adaptáveis a diferentes contextos. Com alunos de CEF o desafio deste ano tem sido a criação de vídeos publicitários. Depois do longo processo de aprendizagem do domínio elementar da edição vídeo, estamos na guionização e pelo que vejo estão a preparar-se ideias muito interessantes. Com música e tudo. Não é fácil motivar alunos problemáticos, mas quando acontece, a sensação é muito boa. O vídeo está aqui, se estiverem interessados.

(É nestes momentos que se sente a inutilidade do G+, que uso para arquivar as imagens. As galerias de fotos integram-se bem com o blogger, mas fazer algo tão óbvio como permitir embeber um vídeo que está na galeria partilhada dentro da mensagem é algo de impossível. O vídeo poderia estar sincronizado com a conta do YouTube, ou ter código para incorporar, ou o simples partilhar poderia ser mais potente. Porque se torna ridículo. Ter conta nos serviços google é ter drive, youtube, blogger, picasa/g+... e depois as coisas mais óbvias estão inexplicavelmente dificultadas. Oh well.)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Janela


Hoje foi uma aula diferente para uma das turmas de oitavo ano. Iniciaram-se na edição vídeo mas parámos para ver filmes. Não um qualquer do que lhes é habitual encontrar nos media que consomem, daqueles que os professores cansados gostam de recorrer nos finais de período para manter alunos entretidos nas últimas aulas. A ideia desta aula era explorar a não-linearidade e estéticas arrojadas no audiovisual, utilizando o filme A Janela - Maryalva Mix do cineasta português Edgar Pêra. Não se queria obrigar alunos a ver uma obra considerada de referência incontornável no cinema nacional (o lado mais experimentalista de Pêra não o torna muito apetecível dos habituais cinzentismos cheios de seriedade tidos como incontornáveis), mas levá-los a pensar sobre o que viam, o porquê das imagens, expô-los a estéticas de vanguarda, mostrar-lhes que é possível fugir da linearidade e da normalidade realista. Na próxima aula iremos explorar algumas téncias no Vegas que permitem fazer efeitos visuais similares aos de um filme que, não era demais sublinhar aos alunos, foi filmado e editado em película.

Acho que deixei os alunos traumatizados. Houve muitas expressões de queixo caído.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Pausa


Vamos fazer uma pausa no ‪Scratch‬ com o oitavo ano e enveredar um pouco pela edição vídeo. Porquê? ‪O storytelling‬ é uma maneira elegante de abordar competências de organização de informação (pesquisa e análise), colaborar e partilhar online, e através gramática das técnica de edição vídeo perceber melhor como são feitos os produtos da cultura mediática.

Uma das preocupações este ano das TIC em 3D é melhorar a forma como estas actividades com um pendor artístico se integram com as metas curriculares. Isso, cremos, pode ser feito em várias vertentes, através da estutura da atividade em si, dos objectivos de uso e das formas de trabalho colaborativo. No caso do vídeo estamos a apostar na pesquisa e organização da informação sobre segurança digital, com apresentação através de storytelling vídeo, e tentar estimular a partilha responsável em redes sociais, bem como comunicação utilizando meios digitais em processos de trabalho colaborativo.

Quanto ao Scratch, não ficará de lado. Estruturamos o semestre numa sequência que se inicia por uma abordagem teórica a conceitos elementares, segue pela aprendizagem prática de bases procedimentais em aplicações e fluxos de trabalho, e terminará incentivando trabalho autónomo de projecto. Cada aluno escolherá o que quer criar, a partir dos temas dados, e poderá fazê-lo em vídeo, animação ou jogo em Scratch.

sábado, 11 de outubro de 2014

Storytelling em Vídeo: acção de formação.


plano de formação do Centro de Formação da Associação de Escolas Rómulo de Carvalho (o de Mafra, encurtando um nome longo) para este ano inclui uma acção sobre edição de vídeo destinada a professores de todas as áreas. O objectivo é experimentar edição de imagem direccionada para vídeo, captura audio e edição não linear de vídeo com recursos avançados. No final da ação de formação os formandos deverão conseguir: editar e corrigir imagens fotográficas; captar e melhorar a qualidade de som; compreender princípios elementares de edição não-linear de vídeo; efetuar montagem de clips de vídeo com edição; criar vídeos recorrendo a filmagens próprias, fotos e áudio capturado/narrado; elaborar uma narrativa em vídeo coerente sobre um tema, integrando os recursos multimédia necessários. Usar-se-ão o Gimp, Sony Vegas e Audacity como ferramentas de trabalho.

As ferramentas digitais possibilitam e potenciam novas formas de expressão com aplicabilidade em contextos pedagógicos. Destas, o vídeo pode ser utilizado como discurso por professores e alunos, recorrendo ao storytelling para apresentação de conteúdos, resultados de aprendizagem ou projetos específicos. Indo beber à gramática visual explorada pela tradição cinematográfica, a democratização dos meios de captura e edição de imagem em movimento coloca nas mãos dos interessados uma elevada gama de possibilidades estéticas e narrativas. A diversidade de aplicações que permitem explorar edição vídeo é grande, mas não é habitual encontrar processos de trabalho integrado que permitam aos utilizadores individuais aceder a fluxos procedimentais de nível semi-profissional. Propomos nesta acção um percurso de aprendizagem que incide na introdução à edição de imagem, edição áudio e edição de vídeo não-linear multipistas.

A formação é gratuita e as inscrições podem ser feitas na página do CFAERC.

O conceito e processo de trabalho da acção baseiam-se no que faço com os alunos de 8.º ano no campo da edição vídeo. Algumas experiências num contexto de formação para professores de história em que participei foram a inspiração para responder ao desafio que o CFAERC me lançou.

domingo, 15 de junho de 2014

Projectos Finais de TIC - 8.º C (Edição de Vídeo)










Os alunos do 8.ºC desenvolveram como projecto multimédia vídeos curtos com sob o tema segurança digital. A regra imposta era a de não ultrapassarem o minuto e meio, algo que despertou protesto no início mas que no final do trabalho se percebeu que era simples e eficaz. Os alunos pesquisaram, trataram informação e encontraram formas de a transmitir utilizando edição de vídeo digital.


Utilizar um programa multipistas com o Vegas permite explorar o potencial da edição vídeo, misturando sons, narração, imagens e vídeos com animações, efeitos especiais e texto. Dispor de múltiplas pistas abre potenciais narrativos e muitos alunos tiraram partido disso com muita criatividade. Um dos objectivos deste trabalho era participar num concurso inserido na semana europeia dos media, dando aos alunos um vislumbre dos processos de trabalho por detrás da omnipresente cultura audiovisual.

Na generalidade os alunos corresponderam aos objectivos, tendo saído daqui trabalhos muito interessantes. Gosto de todos, mas muito em particular do primeiro, conseguido só com voz e imagens, e uma enorme criatividade na manipulação de efeitos visuais e linha de tempo. Outro aspecto interessante deste projecto foi o ter permitido cruzar interesses na área do multimédia com a abordagem de temas das metas curriculares, algo que noutras tecnologias não tem sido fácil de desenvolver.

Infelizmente esta turma teve azar. Entre este estranho terceiro período, feriados, provas internas e exames, e outras actividades, o número de aulas reduziu-se e apenas conseguimos desenvolver esta vertente das TIC. Alguns alunos ficaram desiludidos por não terem experimentado o Scratch e dois insistiram em entregar-me projectos em minecraft, feitos nos tempos livres após terminarem o seu projecto de vídeo. Confesso que não me importei de ser obrigado a aceitar. Revela esforço, interesse e essencialmente autonomia quer no uso do computador quer no ser capaz de ser criativo ao conceber o que fazer com a máquina. Esse é um dos objectivos da minha abordagem, não o usar a tecnologia por usar, mas perceber para que é que pode ser utilizada e abrir horizontes criativos. Mas o tempo é essencial. Quando se trabalha em metodologias de projecto a gestão de tempo é uma dor de cabeça e os imponderáveis afundam os planos mais bem pensados.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Sneak Preview


O objectivo era participar na semana Sete Dias com os Media com um conjunto de vídeos curtos sobre segurança digital. Mas uma combinação danosa de feriados e provas impediu-nos de acabar o trabalho a tempo e horas. Diga-se que neste segundo semestre os alunos de oitavo não têm tido muita sorte com o tempo. Este vídeo é uma antevisão dos trabalhos, ainda a ser finalizados com muita criatividade pelos alunos. Nem todos estão aqui, mas já dá para uma pequena amostra da diversidade e do esforço.

Cada vídeo terá no máximo um minuto e meio, limitação de tempo que a princípio acharam ser demasiado curta mas que acabou por se revelar... longa. Quem é que tem paciência para estar cinco minutos a ver um vídeo monótono, perguntei-lhes. Ser curto, incisivo e apostar nos efeitos visuais é o princípio elementar deste trabalho. Como é natural, os resultados variam, entre os muito interessantes e aqueles que estão mais parecidos com uma tradicional apresentação, mas ainda estamos a tempo de corrigir erros e melhorar o que está feito.

Este trabalho tem como bónus o permitir aos alunos pesquisar e reflectir sobre temas contemplados nas metas curriculares de TIC, algo mais difícil de fazer nos projectos de trabalho em 3D. Mas para mim o mais interessante destes projectos são os processos de trabalho adoptados pelos alunos. Se é bom ter resultados esteticamente interessantes, valorizo mais o seu entusiasmo e concentração no processo de criação. Quem entrar na sala de aula nestes momentos surpreende-se com o aparente caos, com grupos ruidosos de alunos a gesticular junto ao computador. Mas se olhar com mais atenção vê o ecrã aberto no Vegas, as diferentes pistas audio e vídeo, que nalguns casos são de assinalável complexidade, os alunos a discutir que clip inserir, que pista de voz, que efeito, como montar, o que fica melhor. Não se dá pela passagem dos noventa minutos da aula.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Toca a mexer


O desafio hoje para os alunos de 8.º ano foi criar vídeos... estando proibidos de utilizar imagens ou clips de vídeo. Como fazer? Utilizando apenas recursos do Vegas como generated media e efeitos especiais. Utilziar e manipular, alterando as variáveis e parâmetros ao longo das linhas de tempo de cada recurso ou experimentando com o pan & crop de cada elemento. Foi uma pequena introdução ao motion graphics com uma ferramenta algo rudimentar para o género, mas a criatividade dos alunos surpreende. Tiveram uma introdução à forma como os elementos gráficos animados são feitos e puderam meter a mão e experimentar criar os seus. Nada mau para primeira experiência, digo eu, com a falta de isenção de professor babado com alunos de turmas tidas como difíceis que durante a aula se concentram intensamente para aprender a criar.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Chroma



Nem só de 3D vive o 3DAlpha. Hoje com os alunos de oitavo ano foi dia de aprender algumas técnicas de edição de vídeo multipistas, com animação de pistas, manipulação de foco e tamanho, e experiências com transparências chroma. São trabalhos incipientes, mas auguram-se coisas giras muito em breve. A criatividade ficou desperta...