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sábado, 11 de novembro de 2017

Instantes


Segunda, os alunos do clube de robótica afinam as suas competências de design 3D. Só mexem na impressora quando estiverem bons na modelação.


Terça, programamos. 


E fazemos experiências para a equipe de Ensino Especial.


Enquanto os mais novos programam no Tynker, os mais avançados arriscam os primeiros passos na programação do Robot Anprino.



Quarta, continuamos a montar e afinar o Robot Anprino.


Que está quase pronto a andar.


Quinta, enquanto esperam pela hora do clube, os alunos divertem-se a jogar Microrobots.


Para em seguida afinarem raciocínio lógico e resolução de problemas com uma partida de Settlers of Catan. Pelo menos um já percebeu onde pode chegar com isto.


Nas aulas de TIC, um dos dias foi dedicado às atividades do Dia do Cinema, vendo e discutindo alguns excertos de filmes muito antigos.


Também em TIC, uma turma está a participar nos testes beta da futura plataforma educacional do 3DC.io. Esta app funciona melhor em tablet do que PC, mas o conceito de plataforma está bem conseguido.

sábado, 4 de novembro de 2017

Instantes






Primeira leva (a dos porta-chaves que não precisavam de correções) terminada. Mais de cem impressos em 3D e a ser entregues aos alunos.





Um teste de fluxo de trabalho. Redesenho da mascote das TIC em 3D no 3DC.io, exclusivamente no tablet, com trabalho posterior no OBJ utilizando o 3D Builder, e impressão 3D, claro.


Estes alunos do LCD ainda vão na segunda sessão de modelação 3D e já estão a dar cartas.


Estávamos a configurar o arduino no computador de trabalho do espaço maker na biblioteca para programar Anprinos, mas já que se estava com a mão na massa... um dos alunos começou a experimentar código arduino para meter o led a piscar em SOS.


Entretanto, os colegas mais novos experimentavam uma Hour of Code.


O que é que um jogo de tabuleiro está a fazer num clube de robótica? Há método na nossa loucura. Estamos a perceber que este tipo de jogos são uma excelente forma de estimular o pensamento computacional, ao mesmo tempo que criam laços sociais entre os participantes. O nosso plano a médio prazo é perceber a mecânica deste tipo de jogos, e desafiar os alunos do LCD a criar o seu jogo. Uma atividade que envolverá 3D, design, pensamento computacional e talvez programação.

sábado, 27 de maio de 2017

Workshops Arduino e Impressão 3D - Funchal



Dia 3, com a APEVT-Madeira, estão previstos dois workshops para docentes de EVT, EV e ET. Um será sobre introdução à modelação e impressão 3D, o outro sobre arduino e programação. A iniciativa é desenvolvida numa parceria com a ANPRI, aproveitando a deslocação à Madeira de formadores para II Encontro de Professores de Informática da RAM.

Esta parceria, e a possibilidade de partilhar conhecimentos com docentes da APEVT sobre impressão 3D, é-nos muito gratificante. Colaboramos com a APEVT nas suas estruturas internas, e estiveram previstas duas ações de formação sobre modelação e impressão 3D no plano de formação da associação, que não se realizaram por falta de inscrições. Como ex-docentes de EVT que somos, é-nos muito gratificante partilhar as nossas experiências com o potencial criativo das tecnologias digitais com docentes da área que nos formou, e na qual iniciámos o trabalho que se viria a torna as TIC em 3D.

domingo, 16 de outubro de 2016

LCD_AEVP


Iniciamos no próximo dia 21. Finalmente. Se as TIC em 3D têm desenvolvido as suas actividades em contextos estritamente de sala de aula, já sentíamos há algum tempo a necessidade de um espaço e de um tempo que permitisse aos alunos mais interessados desenvolver as suas capacidades e conhecimentos para além dos níveis introdutórios possíveis na aula. Sendo mais específico, o desafio partiu de alunos que aproveitam tempos livres para estar connosco, a querer aprender mais. Estava mais do que na hora de responder a esta necessidade.

A fasquia parece alta, mas o objectivo é simples. Queremos colocar estes alunos a brincar com tecnologia, naquele sentido que Papert lhe deu. Sabemos que alguns alunos irão preferir drones e robots, outros pediram expressamente para trabalhar com impressão 3D. Arduino é o desafio para o professor, que ao longo deste anos de atividades nas TIC já descobriu que a melhor maneira de aprender algo é perder o medo, levando-o para os alunos mesmo que não se domine a tecnologia. Funcionou com a linguagem Scratch...

Para já arrancaremos com cerca de dez alunos, que esperamos que se tornem um núcleo de crescimento, bem como de apoio e monitorização ao projecto Fab@rts (que, por causa do uso do espaço do Centro de Recursos como sala de aula temporária até ao final das obras na escola, está a meio gás).

Não lhe queremos chamar clube. Preferimos a metáfora do atelier, porque tentamos intervir na fronteira entre tecnologia e criatividade. Talvez se consiga estabelecer as bases de um makerspace criativo e educativo. Este laboratório de criatividade digital é uma nova e estimulante aventura deste projeto.

domingo, 19 de junho de 2016

Robots Anprino: Nenhum aluno pode ser deixado para trás.

Hello World?

Estava eu afadigado a montar a primeira versão do robot Anprino, quando um dos elementos da ESE de Setúbal entra na sala da escola básica Vasco da Gama onde o Luís Dourado finalizava uma formação, enquanto decorria o evento de encerramento do Projecto de Introdução à Programação no 1CEB. Segurando a caixa de um mbot, olha para o caos de porcas, parafusos e peças, comentando onde é que vocês compraram isso? 

Não comprámos. Concebemos, projectámos, construímos. Este projecto, apresentando ontem no evento, visa resolver problemáticas de acesso à robótica educativa. Não faltam no mercado robots educativos de diferente níveis de complexidade, mas o problema que se coloca às escolas é de financiamento. O potencial da robótica educativa é enorme, mas adquirir mais do que um punhado de equipamento requer investimentos muito fortes. Os projectos bem sucedidos que, por cá, têm mostrado o que de melhor se pode fazer colocando estas tecnologias nas mãos das crianças, são trabalhos de anos a conseguir mais equipamentos. São, também, excepções num imenso panorama de escolas que gostaria de experimentar estes caminhos, mas não têm condições financeiras para o fazer.

Anprino 1 na mesa da sessão de partilha de boas práticas da sessão de encerramento do primeiro ano do projecto Introdução à Programação no 1CEB.

O desafio partiu da Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática. Envolve muito mais do que um simples robot. No evento de ontem foram reveladas todas as peças de um puzzle interessante, que sob o lema nenhum aluno pode ser deixado para trás, aposta na disseminação da robótica educativa a baixo custo.

Três vertentes de actuação para estimular a robótica aplicada à educação básica.
 Envolve linhas-guia propostas às entidades no Ministério da Educação responsáveis pela iniciativa Introdução à Programação no 1CEB, cenários práticos de aprendizagem interdisciplinar com robótica, e o kit Robot Anprino. É esta visão integradora que faz a diferença deste nos projectos de robótica educativa comercial ou open source disponíveis. Não é só o equipamento, nem a tecnologia, é também a visão e as metodologia específicas de abordagem e trabalho.

Anprino 1. Agora, precisa de roupagens...

O kit Robot Anprino baseia-se em arduino para a electrónica e programação, e modelação e impressão 3D para as peças. Em estudo, a integração com linguagens de programação por blocos, para simplificar e integrar em actividades de introdução à programação. A modelação 3D contempla a modularidade, para que os elementos sejam intercambiáveis e permitam múltiplas combinações. Neste primeiro Anprino, a escolha recaiu sobre um robot bípede, mas outras combinações depressa se seguirão.

Os kits incluirão instruções de montagem, ficheiros STL para impressão 3D das peças, e metodologias de trabalho. Escolas que disponham de impressoras 3D (são cada vez mais) só precisam de adquirir placas arduino e outros componentes necessários aos robots anprino (motores com caixa de velocidade, servos, sensores). Materiais que são de aquisição fácil e de baixo custo, especialmente se comparados com os kits de robótica mais convencionais da Lego. Tudo se interliga com porcas e parafusos. Mas há mais. O convite à comunidade não se fica pela utilização, e o desafio está aberto a todos os que queiram contribuir. Remixagens, variantes, novos cenários. Uma vez que a modelação 3D está a ser feita em Tinkercad, até a base física dos Anprinos pode ser reinventada.

Equipe Anprino: Luís Dourado, Artur Coelho, e na foto falta a Fernanda Ledesma, presidente da ANPRI.

O Anprino 1, acabadinho de ser montado, nas mãos de dois dos seus criadores: Luís Dourado, formador da ANPRI e professor na Escola Secundária Augusto Cabrita no Barreiro, responsável pela concepção geral e programação do robot, e eu, humanóide por detrás das TIC em 3D, professor no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, responsável pela modelação e impressão 3D. O aspecto final deste primeiro Anprino não abona muito em relação às minhas capacidades de design criativo, mas lá chegaremos. Agora o foco esteve nas entranhas, na modularidade de peças que encaixam todas com ajuda de muitas porcas e parafusos. Podia-se pensar em modelos mais integrados, mas o grande objectivo deste projecto é o ser modular, permitindo múltiplas combinações.

Anprino, a começar a mexer...

Nesta primeira versão, descobrimos que fomos excessivamente ambiciosos. Há uma razão para que a maior parte dos projectos de robótica sejam com veículos, simplifica o equilíbrio da máquina. Um robot bípede... digamos que é complicado aguentar-se em pé. Mas funciona, embora precise de muitos afinamentos. Afinal, isto é um work in progress, desafiante, que mistura design com programação, electrónica e educação.

O desafio mais próximo, agora, é preparar uma segunda versão, mais convencional, para apresentar na Lisbon Maker Faire. O grande desafio será pegar naqueles olhares sorridentes, encantados, dos professores de informática e responsáveis por projectos que viram ontem o Anprino no evento de encerramento, e desafiá-los a imprimir em 3D, montar e programar os seus Anprinos. Para que os seus alunos não sejam deixados para trás.

Instantes


Hoje, em ordem cronológica inversa.  Um teste aos cenários de aprendizagem de robótica produzidos pelos formandos das acções da ANPRI, no evento de encerramento do projecto de introdução à programação no 1CEB, ontem. You shall not pass!


O Anprino 0.1 pronto a ser revelado na sessão de encerramento da iniciativa programação no 1CEB. Robótica low cost para as escolas, com linhas guia, cenários de aplicação e... um robot modular baseado em arduino e impressão 3D.



A mascote das TIC em 3D contempla o seu primeiro exercício de arduino (com Scratch for Arduino). Soube a pouco. Mas como o nosso primeiro kit arduino será entregue na próxima segunda feira, em breve teremos mais...


E... move-se! O robot Anprino começa a dar os primeiros passos.


A preparar a Lisbon Maker Faire, imprimindo alguns dos melhores trabalhos de modelação 3D dos nossos alunos para exposição.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Worskhops de Impressão 3D e Arduino - Ílhavo


Dia 28 de maio, sábado, na sala multi-usos da Câmara Municipal de Ílhavo, vão decorrer duas acções de formação de curta duração direccionadas para as TIC na educação.  A de Impressão 3D é assegurada pelas TIC em 3D, com apoio da BEEVERYCREATIVE, que cede impressoras e o espaço para o evento. Se forem professores da zona centro, quiserem passar uma manhã a descobrir o que é que é isto da impressão 3D, e aprender a modelar em 3D no Tinkercad, aproveitem!

Logo a seguir, segue-se uma sessão de arduino. Ambas são creditadas, ao abrigo da legislação sobre acções de curta duração. Para mais informações e inscrições, consultem a página da ANPRI: Formações de Curta Duração em Ílhavo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Dia Aberto IST


Aproveitar o Dia Aberto do Instituto Superior Técnico para dar aquela aula que nos contextos habituais só se pode dar recorrendo a vídeos e imagens: mostrar aos alunos robots, drones e outras aplicações de engenhar e tecnologia. Incentivar as CTEM (Ciênca, Tecnologia, Engenharia, Matemática) através da interacção com objectos concretos. Desafiar à descoberta daquele mundo tecnológico que a muitos dos alunos apenas chega de vislumbre pelo ecrã de televisão.

No Dia Aberto do IST foi possivel a duas turmas do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro terem uma aula de TIC diferente, interagindo com estudantes do ensino superior que lhes mostraram algumas das potencialidades criativas da tecnologia. Algo que se constrói com criatividade e conhecimento, conforme se podia perceber pelos projectos ao dispor dos nossos alunos.

Só foi possível levar duas turmas. A actividade foi divulgada com muito pouco tempo disponível para organizar uma deslocação mais alargada. Foram selecciondas duas turmas, com alunos que curiosamente tenho vindo a acompanhar desde o quinto ano em EVT e TIC, e que têm revelado uma grande apetência por áreas complexas. De uma das turmas já nem sou professor, estão agora no nono ano, mas esta é a aula que eu lhes queria ter dado nos anos anteriores. Mas sublinhe-se, foram duas turmas agora. O IST é muito aberto a visitas de estudo aos seus espaços e laboratórios, o que significa que talvez seja possível repetir uma experiência destas com outras turmas. Mas desta vez com um pouco mais de tempo de preparação. Este post tem algumas fotos, mas a galeria (alojada na conta institucional do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro) tem muitas mais: Dia Aberto IST.


Perseguidos por drones: é quase mágico. Estarão pendurados no ar por fios? Ao longo da manhã drones controlados por estudantes de engenharia deliciaram os visitantes.


Os Lego Mindstorms são uma excelente, apesar de um pouco cara, forma de trabalhar robótica com crianças e jovens. Em exposição estavam alguns robots Lego da First Lego League, que em Portugal tem dinamizado campeonatos de robótica com robots Lego Mindstorms.


A robótica mais avançada: investigadores do INESC trouxeram este simpático robot, pensado para dar às pessoas que com ele interagam a sensação que este as reconhece. O robot reagia aos sons, virando-se para onde detectava o input sonoro das vozes dos jogadores, aparentando conversar com eles. Com este robot o desafio era jogar contra ele numa superfície multitoque. Três humanos contra um robot. Quem terá ganho? Deixo-vos uma pista: o robot não teve uma tarefa fácil.


O Núcleo de Engenharia propôs aos alunos um desafio estimulante: construir uma catapulta a partir de um conjunto de objectos díspares: esfregões, palitos, elásticos, fita-cola, lápis, pratos de plástico e palhinhas de sumos.


Cada grupo trabalhou com muito afinco em busca da melhor solução. Os alunos de engenharia andavam por entre os participantes, a dar algumas dicas de melhora. Os professores estavam proibidos de ajudar. Não é que este professor fosse capaz de o fazer, mas enfim. Foi interessante ver quase todos os alunos interessados a tentar montar a sua catapulta. Os que não estavam lá estavam a jogar jogos de computador contra robots ou a soldar circuitos.


Uma das catapultas criadas pelos nossos alunos. Diga-se que a ideia foi excelente. Ver robots, drones e outros equipamentos é interessante, mas é muito mais interessante fazer e com esta actividade lúdica (mas muito séria) os alunos puderam exercitar a sua criatividade na procura de soluções para problemas de engenharia. Ah, já vos disse que não havia instruções nem receitas para aplicar? Teve de ser tudo inventado pelos grupos, no momento. E os nossos alunos estavam a sentir-se em desvantagem. Os nossos grupos estavam a competir contra alunos mais velhos do secundário. O que não os impediu de construir catapultas funcionais.

Pode ser difícil conceber o acto de soldar como algo que interesse a adolescentes, mas quando os resultados são quase imediatos o entusiasmo ganha asas. É o caso destas alunas, muito interessadas e soldar uma placa com leds e resistências que, ligada a uma pilha, começava a piscar. Recusaram-se a sair enquanto não tivessem terminado a soldadura.


E cá está ela, gentilmente oferecida pelos estudantes do IST às alunas que a montaram e soldaram. Suspeito que depois de uma experiência destas o investimento em open hardware com Arduino é um passo lógico.

Confesso que comecei o dia a medo. Não sabia bem o que esperar desta iniciativa. Na pior das hipóteses, pensei, é um espaço em aberto com algumas tecnologias em exposição. E quando lá chegámos, era realmente um espaço aberto com tecnologias expostas. Que, sendo tecnologias, não aparentavam ser a coisa mais completa e perfeita para exposição. A princípio incertos, curiosos mas sem saber bem o que encontrar, os alunos depressa encontraram nos desafios a dinâmica necessária para se interessarem. Terminaram a manhã deslumbrados. Foi muito fixe, stor! Temos mesmo que ir embora? Isto é espectacular! Como é que se vem para aqui estudar? Esta tem uma reposta menos fácil.

Num toque pessoal, o melhor comentário que me fizeram foi o das duas alunas que ficaram encantadas pelo soldar de um circuito digital. Está orgulhoso de nós, stor? Estou. Pelo entusiasmo, pela descoberta, pela alegria, por descobrirem algo de novo. E porque soldaram o circuito com muito cuidado para que ele funcionasse. Especialmente, pelo sorriso que tinham estampado no rosto enquanto meticulosamente seguravam no ferro de soldar para fixar os leds e resistências na placa.

Termino com um agradecimento às directoras de turma do 9.º C e 8.º A, professoras Maria José Oliveira e Eulália Dias, à organização do evento no IST, mas em especial aos alunos. São eles que motivam, cujo entusiasmo dá vontade de tentar ir mais além. É difícil conceber uma forma mais agradável de estar numa manhã de aulas.