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segunda-feira, 16 de abril de 2018

European Maker Week: Literatura com Volume


Dia 10 de maio, no âmbito do festival literário Livros a Oeste, vamos dinamizar dois workshops sobre impressão 3D para alunos das escolas da Lourinhã. Cruzando inspiração literária com tecnologia, inscrevemos estas sessões como parte do evento europeu European Maker Week, que agrega iniciativas maker em toda a Europa. Os detalhes do nosso evento podem ser consultados aqui: EMW - Literature With Volume.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

FAB: The Coming Revolution on Your Desktop


Neil Gershenfeld (2005). FAB: The Coming Revolution on Your Desktop–from Personal Computers to Personal Fabrication. Nova Iorque: Basic Books.

Mentor dos laboratórios de fabricação (fablabs), em essência da democratização do acesso à tecnologia e estimular do saber fazer junto das comunidades, figura de base do que hoje chamamos de cultura maker, Neil Gershenfeld estruturou em 2005 um conjunto de ideias-base e experiências práticas que, na altura, estavam restritas a contextos específicos, mas que hoje alastraram num movimento dinâmico à escala global.

Grande parte deste livro é o que se espera. Gershenfeld detalha algumas das tecnologias de base dos Fab Labs (microcontroladores, linguagens de programação acessíveis, ferramentas de maquinação e manufactura aditiva), mostrando exemplos de múltiplas aplicações localizadas que contrariam o paradigma de design industrial vigente. São exemplos que vão de escolas indianas a projectos universitários, e têm em comum a procura de soluções locais para problemas que se fazem sentir em comunidades reduzidas. Esse é um dos elementos estruturais da cultura maker, do DIY, que lhe confere poder social transformativo.

Mais pertinentes, do ponto de vista de um educador, são duas outras ideias contidas neste livro. Gershenfeld traça uma relação muito directa entre o tipo de trabalho propiciado pelos Fab Labs e novas formas de aprender, centradas não na memorização de conhecimentos padronizados mas na aprendizagem dinâmica, significativa, onde conhecimento teórico e prático se unifica no trabalho de projecto. Este aspecto do fazer (propiciado pelo saber) prático, com implicações na expressão e criatividade e no desenvolvimento de competências técnicas e aprendizagens CTEM é uma das grandes mais-valias trazidas pelas metodologias de trabalho potenciadas pelos Fab Labs/makerspaces. Este argumento baseia-se muito no trabalho de Seymour Papert, colega de Gershenfeld no MIT, e talvez o maior proponente do conceito de aprendizagem construtivista, que parte das teorias de desenvolvimento cognitivo de Piaget, influenciadas pelo potencial das tecnologias digitais aplicadas a uma aprendizagem estruturada em projectos práticos.

Outra grande ideia que sustenta os argumentos de Gershenfeld é o potencial desta abordagem no derrubar das barreiras entre conhecimentos artísticos, técnicos e intelectuais. Quebrar a separação pouco natural entre a técnica e o conhecimento, herdeiros do que Gershenfeld aponta como uma tradição vinda do renascimento que valoriza o intelectualismo e relega a aplicabilidade prática para um remoto segundo plano. Uma ideia explorada em dois níveis, na quebra de barreiras epistemológicas e no reconhecimento do potencial expressivo, artístico e criativo das capacidades consideradas como meramente técnicas (programação, concepção tecnológica, design).

Apesar de escrito em 2005, FAB ainda se sente como revolucionário. Onze anos depois, a cultura maker está em crescimento, mas ainda é vista como algo à margem da normalidade técnica e cultural. A impressão 3D, algo incipiente à data de edição deste livro, afirmou-se como tecnologia de fabricação e prototipagem. As necessidades de preparação das crianças para um futuro exigente, aliadas à progressiva disponibilidade de tecnologias de baixo custo (impressão 3D, arduino, entre outras), têm levado os professores e educadores a apostar neste tipo de abordagens, traduzindo-se numa grande diversidade de experiências no domínio da robótica, introdução à programação, sensores/controladores e impressão 3D. As artes adoptaram as linguagens estéticas específicas às tecnologias como forma de expressão plástica. A mudança prometida por este conceito já não é uma especulação.

domingo, 7 de agosto de 2016

Zero to Maker: Learn (Just Enough) to Make (Just About) Anything


David Lang (2013). Zero to Maker: Learn (Just Enough) to Make (Just About) Anything. São Francisco: Maker Media.

Os livros da Maker Media não são um primor de profundidade e este não escapa à regra. Livros cheios de entusiasmo, que apostam no cativar de um público que se está a iniciar nas aventuras maker e anseia por saber um pouco mais, com guias introdutórios capazes de mostrar algumas das ferramentas desta nova vertente de trabalho e aprendizagem. É esse o seu mérito, e também demérito. A aposta na simplicidade implica que não sejam livros apropriados a quem queira aprofundar conhecimentos. Se descolarmos a epiderme de isto é tudo fantástico e fabuloso com e olhem que é tão simples usar estas ferramentas, pouco miolo resta. Se querem mesmo aprender a usar as ferramentas, não é com estes guias que se safam. E se querem saber mais sobre as implicações deste movimento, do que nos pode oferecer a nível pessoal, profissional, e, no que toca aos meus interesses, educacional, o que estes livros nos dão são curtos vislumbres de possibilidade. Não deixam de ter o mérito de permitir iniciação rápida.

No caso específico deste livro, o autor decidiu elaborar uma crónica da sua aprendizagem como maker. Lê-se como uma espécie de conto de fadas para fazedores, com uma comunidade aberta, elevada tolerância ao desconhecimento e falta de saber técnico, e um mar de rosas no acesso a equipamentos e projectos. Não que a comunidade maker seja fechada ou avessa à partillha, mas as curvas de aprendizagem técnica não são tão suaves quanto este livro faz parecer, nem o acesso a equipamentos tão facilitado. Diria que a afirmação mais perspicaz do livro está logo nas primeiras páginas, quando num curto parágrafo fala do seu mergulho neste mundo e da forma como passou de consumidor a criador. Um percurso espelhado por muitos. O resto do livro são introduções liminares ao conceito, comunidades, tecnologias de trabalho, modelos de negócio, legislação de direitos de autor e, pormenor que me interessou, iniciativas educacionais.

domingo, 1 de maio de 2016

3D Printing: A Practical Guide for Librarians


Sara Gonzalez, Denise Bennett (2016). 3D Printing: A Practical Guide for Librarians. Blue Ridge: Rowman & Littlefield.

Como implementar um serviço de impressão 3D numa biblioteca? Este livro oferece, de forma estruturada, metodologias que permitem aos bibliotecários aprender a trabalhar com impressão 3D e disponibilizar este tipo de serviços em espaços que, hoje, são muito mais do que zonas de leitura e aceitam a disponibilização equalitária do acesso à informação mediado por tecnologias. Passo a passo, discute como estruturar este tipo de espaços dentro de bibliotecas, cobrindo conceitos elementares da impressão 3D, modelação, formação dos envolvidos, gestão dos fluxos de trabalho, lidar com problemas técnicos e divulgar a tecnologia e as iniciativas. Conciso, contém muitos exemplos práticos retirados de bibliotecas escolares universitárias que já desbravaram terreno e estão a experimentar com esta tecnologia nos seus espaços.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

3D Printing: A Powerful New Curriculum Tool For Your School Library


Lesley Cano (2015). 3D Printing: A Powerful New Curriculum Tool For Your School Library. Libraries Unlimited.

Para que seja bem sucedida, a utilização de impressão 3D na sala de aula necessita de ideias concretas que utilizem a tecnologia em projectos integrados nos currículos. É, talvez, a killer app educacional da impressão 3D. Este livro parte de um quadrante inesperado, o das bibliotecas escolares, mas traz um conjunto de propostas concretas de projectos que tiram partido das diferentes valências da impressão 3D com integração curricular em diferentes áreas. Integra-a na valência de tangibilidade de conceitos abstractos com actividades nas áreas das matemáticas e ciências sociais, como ferramenta de expressão nas artes, ou como abordagem de metodologia projectual que permite explorar diferentes vertentes de aprendizagm. Para além do grande conjunto de propostas de actividades contextualizadas com conteúdos e objectivos (dos programas americanos), traz uma perspectiva diferente, o de conceber a biblioteca escolar como um local de aprendizagens que ultrapassam a promoção da leitura, entendendo-a como centro de recursos com um papel importante na exploração e disseminação dos potenciais pedagógicos das novas tecnologias.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

An Introduction to 3D Printing

 

Victora Zukas, Jonas Zukas (2015). An Introduction to 3D Printing. First Edition Design Publishing.

O que torna interessante esta introdução à impressão 3D é a forma como foge à hipérbole especulativa habitual nestas obras. Seco e itemizado, o livro tem o conteúdo referenciado, estando mais próximo do trabalho académico do que da obra de divulgação que é. Estruturalmente aborda de forma introdutória as várias vertentes da impressão 3D, passando pelas tecnologias, materiais, tipos de modelação 3D, metodologias de trabalho e aplicações. Fá-lo com muitas referências que permitem ao leitor mais interessado aprofundar estas questões. Termina de maneira algo espúria, com um descenessário tutorial de modelação 3D para impressão com o Meshmixer, que só se enquadraria bem no livro se este também se debruçasse sobre outras aplicações de modelação 3D.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Design for 3D Printing


Samuel Bernier, Bertier Luyt, Tatiana Reinhard (2015). Design for 3D Printing: Scanning, Creating, Editing, Remixing, and Making in Three Dimensions. Sebastopol: Maker Media.

Já se sabe que este tipo de livros da Make: não se destacam pela profundidade, sendo guias abrangentes mas algo superficiais. Não deixam de ser bons pontos de iniciação a tecnologias e técnicas de trabalho. Este destaca-se mesmo pela sua abrangência, na forma como aborda técnicas de trabalho que permitem modelar para impressão 3D. Está cheio de boas dicas sobre modelação com apps Autodesk (com especial incidência para o 123D Design), digitalização 3D e preparação de mesh para impressão. Bom guia introdutório, que desperta a imaginação para a aprendizagem de técnicas de trabalho para impressão 3D. Inclui, habitual nos livros sobre o tema, a obrigatória introdução hiperbólica sobre o potencial desta tecnologia e uma análise às melhores impressoras FFF no mercado, onde a beethefirst ombreia com as makerbots, claramente a impressora de eleição no Fablab de origem dos autores deste guia.