Mostrar mensagens com a etiqueta maker. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta maker. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de agosto de 2019

TIC em 3D @ Maker Faire Rome 2019



Mais um dos nossos eventos EU Codeweek 2019: representar Portugal com o nosso projeto educativo na Maker Faire Rome 2019. Como leading teachers, a nossa aposta vai para o exemplo e divulgação pública do que se faz com 3D, robótica e programação. Um enorme gosto, e será também um incrível momento de aprendizagem! Evento aqui: TIC em 3D@Maker Faire Rome 2019.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Instantes


 O nosso clube de robótica é um pouco atípico. Apesar de focalizado no 3D, o verdadeiro objetivo é ser um espaço que congregue alunos interessados em 3D, programação e robótica.



É curioso ver que as dinâmicas mais interessantes se passam não durante as horas dedicadas ao clube, mas nos intervalos letivos e horas sem atividade, com os elementos do clube a usar o espaço maker do Centro de Recursos como ponto de encontro social, e a explorar programação e modelação 3D de forma totalmente livre. Com isso atraem outros colegas, que vão eles próprios experimentar e aprender. Programar pixel art no Sense Hat do nosso Raspberry Pi é a atividade mais popular.



Mas, claro, 3D é o nosso foco principal, e nos últimos tempos todo o trabalho de impressão de modelos está nas mãos dos alunos. São eles que carregam, descarregam e usam a impressora 3D, e estão muito cuidadosos e responsáveis nisso.


Este é o ambiente normal nos intervalos das aulas, A maior parte dos alunos que estão a experimentar as valências do espaço maker não pertencem ao clube de robótica.



O primeiro semestre de TIC terminou, e estamos a dar vazão aos projetos dos alunos. A prioridade foi para a turma que trabalhou o Egipto, em parceria com História. O gabinete de trabalho TIC/PTE está constantemente a ser invadido pelos alunos, em busca do seu projeto...


Também estávamos curiosos com este modelo, integrado num projeto eTwinning.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Circuitos em Segundos



Mais duas adições para os espaços maker da escola: um kit LittleBits e um kit solar. Suspeito que os alunos do LCD irão apreciar...


O LittleBits é o que mais possibilidades desperta, e mal abri a caixa tive de experimentar.


Não mentem, é mesmo fácil criar circuitos electrónicos com este kit. A caixa promete circuits in seconds e depressa se fizeram umas experiências. Será que.... controlando o LittleBits com sensor de luz e imprimindo a base de um carro, poderemos construir um veículo? Venham daí ideias!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

FAB: The Coming Revolution on Your Desktop


Neil Gershenfeld (2005). FAB: The Coming Revolution on Your Desktop–from Personal Computers to Personal Fabrication. Nova Iorque: Basic Books.

Mentor dos laboratórios de fabricação (fablabs), em essência da democratização do acesso à tecnologia e estimular do saber fazer junto das comunidades, figura de base do que hoje chamamos de cultura maker, Neil Gershenfeld estruturou em 2005 um conjunto de ideias-base e experiências práticas que, na altura, estavam restritas a contextos específicos, mas que hoje alastraram num movimento dinâmico à escala global.

Grande parte deste livro é o que se espera. Gershenfeld detalha algumas das tecnologias de base dos Fab Labs (microcontroladores, linguagens de programação acessíveis, ferramentas de maquinação e manufactura aditiva), mostrando exemplos de múltiplas aplicações localizadas que contrariam o paradigma de design industrial vigente. São exemplos que vão de escolas indianas a projectos universitários, e têm em comum a procura de soluções locais para problemas que se fazem sentir em comunidades reduzidas. Esse é um dos elementos estruturais da cultura maker, do DIY, que lhe confere poder social transformativo.

Mais pertinentes, do ponto de vista de um educador, são duas outras ideias contidas neste livro. Gershenfeld traça uma relação muito directa entre o tipo de trabalho propiciado pelos Fab Labs e novas formas de aprender, centradas não na memorização de conhecimentos padronizados mas na aprendizagem dinâmica, significativa, onde conhecimento teórico e prático se unifica no trabalho de projecto. Este aspecto do fazer (propiciado pelo saber) prático, com implicações na expressão e criatividade e no desenvolvimento de competências técnicas e aprendizagens CTEM é uma das grandes mais-valias trazidas pelas metodologias de trabalho potenciadas pelos Fab Labs/makerspaces. Este argumento baseia-se muito no trabalho de Seymour Papert, colega de Gershenfeld no MIT, e talvez o maior proponente do conceito de aprendizagem construtivista, que parte das teorias de desenvolvimento cognitivo de Piaget, influenciadas pelo potencial das tecnologias digitais aplicadas a uma aprendizagem estruturada em projectos práticos.

Outra grande ideia que sustenta os argumentos de Gershenfeld é o potencial desta abordagem no derrubar das barreiras entre conhecimentos artísticos, técnicos e intelectuais. Quebrar a separação pouco natural entre a técnica e o conhecimento, herdeiros do que Gershenfeld aponta como uma tradição vinda do renascimento que valoriza o intelectualismo e relega a aplicabilidade prática para um remoto segundo plano. Uma ideia explorada em dois níveis, na quebra de barreiras epistemológicas e no reconhecimento do potencial expressivo, artístico e criativo das capacidades consideradas como meramente técnicas (programação, concepção tecnológica, design).

Apesar de escrito em 2005, FAB ainda se sente como revolucionário. Onze anos depois, a cultura maker está em crescimento, mas ainda é vista como algo à margem da normalidade técnica e cultural. A impressão 3D, algo incipiente à data de edição deste livro, afirmou-se como tecnologia de fabricação e prototipagem. As necessidades de preparação das crianças para um futuro exigente, aliadas à progressiva disponibilidade de tecnologias de baixo custo (impressão 3D, arduino, entre outras), têm levado os professores e educadores a apostar neste tipo de abordagens, traduzindo-se numa grande diversidade de experiências no domínio da robótica, introdução à programação, sensores/controladores e impressão 3D. As artes adoptaram as linguagens estéticas específicas às tecnologias como forma de expressão plástica. A mudança prometida por este conceito já não é uma especulação.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A Pencil



Neil Gershenfeld a sublinhar a importância do desenho com forma primária para esquematizar ideias, perceber objectos, iniciar processos de materialização de ideias que podem ser concluídos com as maquinações mais avançadas:
The most affordable, and in many ways versatile, engineering design tool costs around ten cents: a pencil. This often underrated instrument has a number of desirable features. Its user interface is easy to understand, the response to commands is immediate, it's portable, and it creates high-resolution images.
Neil Gershenfeld (2005). FAB: The Coming Revolution on Your Desktop–from Personal Computers to Personal Fabrication. Nova Iorque: Basic Books.

domingo, 7 de agosto de 2016

Zero to Maker: Learn (Just Enough) to Make (Just About) Anything


David Lang (2013). Zero to Maker: Learn (Just Enough) to Make (Just About) Anything. São Francisco: Maker Media.

Os livros da Maker Media não são um primor de profundidade e este não escapa à regra. Livros cheios de entusiasmo, que apostam no cativar de um público que se está a iniciar nas aventuras maker e anseia por saber um pouco mais, com guias introdutórios capazes de mostrar algumas das ferramentas desta nova vertente de trabalho e aprendizagem. É esse o seu mérito, e também demérito. A aposta na simplicidade implica que não sejam livros apropriados a quem queira aprofundar conhecimentos. Se descolarmos a epiderme de isto é tudo fantástico e fabuloso com e olhem que é tão simples usar estas ferramentas, pouco miolo resta. Se querem mesmo aprender a usar as ferramentas, não é com estes guias que se safam. E se querem saber mais sobre as implicações deste movimento, do que nos pode oferecer a nível pessoal, profissional, e, no que toca aos meus interesses, educacional, o que estes livros nos dão são curtos vislumbres de possibilidade. Não deixam de ter o mérito de permitir iniciação rápida.

No caso específico deste livro, o autor decidiu elaborar uma crónica da sua aprendizagem como maker. Lê-se como uma espécie de conto de fadas para fazedores, com uma comunidade aberta, elevada tolerância ao desconhecimento e falta de saber técnico, e um mar de rosas no acesso a equipamentos e projectos. Não que a comunidade maker seja fechada ou avessa à partillha, mas as curvas de aprendizagem técnica não são tão suaves quanto este livro faz parecer, nem o acesso a equipamentos tão facilitado. Diria que a afirmação mais perspicaz do livro está logo nas primeiras páginas, quando num curto parágrafo fala do seu mergulho neste mundo e da forma como passou de consumidor a criador. Um percurso espelhado por muitos. O resto do livro são introduções liminares ao conceito, comunidades, tecnologias de trabalho, modelos de negócio, legislação de direitos de autor e, pormenor que me interessou, iniciativas educacionais.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Workshop Fab@rts


 É simples, é um princípio. Decorreu ontem na sala de informática da EB1 da Venda do Pinheiro o primeiro workshop no domínio do projecto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação. Participaram cerca de dezasseis professores de diferentes áreas disciplinares, que tiveram aqui o seu primeiro contacto com a modelação e impressão 3D. O grande objectivo desta sessão foi despertar a atenção dos docentes para o potencial desta tecnologia, desafiando-os a ter ideias sobre como a poderão utilizar nos seus contextos específicos.

Apesar do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro dispor de duas impressoras 3D, uma adstrita às TIC/Projecto TIC em 3D, e outra ao Fab@rts/Centro de Recursos, falta ainda fazer o trabalho de divulgação junto dos nossos docentes. Parte deles já conhece e está habituado às actividades com impressão 3D, mas falta dar o necessário passo seguinte. Explorar o potencial desta tecnologia implica colocá-la nas mãos dos docentes, despertando-lhes a atenção, e desafiá-los a encontrar a sua faísca, o seu ponto de entrada que permita dinamizar actividades pedagógicas com esta tecnologia. Uma coisa é falar em abstracto do que é possível, outra é concretizar. Por cá, temos alguma experiência, mas demasiado restrita ao âmbito das TIC e das artes. Há que divulgar e desafiar outras áreas disciplinares.


O workshop foi leccionado em conjunto pelos professores coordenadores/dinamizadores das Bibliotecas Escolares do Agrupamento e Projecto TIC em3D.

A primeira boa surpresa foi a adesão dos participantes. Não esperava tantos, alguns muito insuspeitos. Tivemos cerca de dezasseis participantes, do primeiro ao terceiro ciclo, e vontade expressa por muitos outros que se tranquilizaram ao saber que este é o primeiro de uma série de iniciativas. Participantes que, sem experiência prévia de modelação 3D, se afadigaram a experimentar o Tinkercad, esforçaram-se por criar um objecto, e tiveram o prazer de o ver ser impresso durante o evento.

Minto, claro. Tenho ainda uns sete ou oito objectos para imprimir. Uma hora de impressão num workshop de três não dá vazão às encomendas.


Outro ponto interessante foi o permitir validar o conceito de abordagem nestes momentos. Isto é uma área nova, e trabalhamos sem referentes. Como é que se aborda? Quais são as metodologias mais adequadas? Penso que o carácter tangível da impressão 3D é mal servido se nos centrarmos unicamente nas perspectivas teóricas e possibilidades, com contemplação do funcionamento da máquina. É um princípio, mas temos que investigar e perceber como melhor transmitir o potencial desta tecnologia, focalizado nos contextos educativos. Outro elemento estruturante recai sobre a percepção que se a capacidade de descarregar modelos 3D para imprimir é importante (especialmente no contexto de disciplinas tradicionalmente mais teóricas), o verdadeiro potencial desta tecnologia só se revela quando aprendemos a modelar em 3D e seguramos nas nossas mãos os objectos que criámos.

O esquema que temos seguido até agora envolve um primeiro contacto com a impressora e seu modo de funcionamento, seguido de exploração teórica, finalizando com uma experiência prática de modelação 3D em Tinkercad. Este novo esquema, que queríamos experimentar no workshop previsto para Ílhavo (que não se realizou por doença minha), permite aos participantes aprender em 3D e terminar o workshop ou com o objecto na mão, ou pelo menos com a promessa da sua entrega.

A estrutura segue este esquema:
- Introdução à modelação 3D em Tinkercad, com um desafio específico de modelação simples. O porta-chaves personalizado, simples e individual, funcionou muito bem (cerca de uma hora).
- Exploração do lado técnico da impressão 3D: funcionamento e manutenção da impressora; preparação de impressão; técnicas de impressão 3D (cerca de trinta minutos, iniciando a impressão dos modelos produzidos na primeira parte).
- Abordagem às possibilidades e potencialidades da impressão 3D, definindo a tecnologia, experiências em contexto educacional, e condicionantes técnicas (tempo restante).
- Divulgação de repositórios digitais de conteúdo 3D (tempo restante).


O conceito funcionou, ficando validado. Na próxima sexta-feira, no workshop que será desenvolvido no XVI Encontro das TIC na Educação, vamos testar novamente e afinar a metodologia.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Flip the switch


Uma passagem que espelha muito bem a minha própria aprendizagem nos últimos anos:
"For me personally, the real treasure was never gold, but something far more precious. This maiden voyage of our little robot was a tremendous experience, but my journey started long before that day in the cave. My challenges were more fundamental than any technical design. I had gone from non-existent engineering or design experience to making substantial contributions to underwater robotics. A project that had seemed intimidating and impossible to me only a year earlier shaped me into a completely new person. I had flipped the switch from being a passive consumer of life to an engaged, creative participant in it. I had gone from Zero to Maker."
É este o espírito que se sente quando mergulhamos no mundo da fabricação digital. Uma sensação exponencial, em que cada aprendizagem traz a vontade de ir descobrir coisas novas. E, de repente, damos por nós com projectos inesperados a decorrer.

David Lang (2016). From Zero To Maker. Sebastopol: Maker Media.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

EU Maker Week


Entrar na escola e... algo diferente para divulgar. Chegaram-nos os materiais de divulgação da European Maker Week. Infelizmente, devido ao adiamento da Festa das Escolas, não  nos vai ser possível fazer o que tínhamos originalmente planeado: demonstrações TIC em 3D sobre robótica com Lego, drones e Impressão 3D, e ciência activa com investigadores do ITQB.


Mas não baixamos os  braços. O espaço na agenda foi preenchido com um workshop sobre impressão 3D, em colaboração com a ANPRI e a BEEVERYCREATIVE, em Ílhavo. E... acho que não ficamos por aqui.


Dia 27 de maio, fomos desafiados para um evento inter-geracional. Os senhores do lar da Santa Casa queriam uma sessão nos computadores, com os alunos a ensinarem a jogar, disseram-nos. Sentados? Frente ao computador? Aprender a jogar? Lamentamos, não fazemos disso. Somos as TIC em 3D. Podemos fazer melhor! Estamos a preparar, em conjunto com uma turma de sétimo ano, uma surpresa para os jovens dos 50 aos 90 anos que nos visitarão, com programação sem computadores, drones e impressão 3D. Já nos disseram que os mais velhos são os mais curiosos e entusiasmados. Ainda bem. Cá os aguardamos, para celebrar de forma diferente a cultura maker, a criatividade digital e a vontade de aprender.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Avançar Metódico


Terminado, e enviado no correio (a parte tangível, entenda-se). A nossa participação no Ciência na Escola - Fundação Ilídio Pinho termina aqui. Foi um projecto simples, que deu algum trabalho mas não nos sobrecarregou. Cumpriu os nossos objectivos: rentabilizar a impressora 3D, financiar custos de filamento através do prémio de participação, e contribuir para perceber, com dados advindos da prática lectiva, se pode utilizar esta tecnologia na escola. Os alunos ganharam experiências de aprendizagem diferentes, entre o ter de estudar a fundo os modelos das moléculas e o descobrir os laboratórios do ITQB. A escola ganhou um valioso parceiro com esta instituição. Até os professores aprenderam. Falo por mim. Não sabia que havia ângulos rigorosos nas representações das substâncias... ou que acetona (daquela a sério, não a das unhas) faz maravilhas para alisar PLA.

Esperemos que a molécula de HNO3 sobreviva aos CTT.


Fica aqui o nosso vídeo de apresentação ao júri do concurso de ideias. Sabemos que não vamos ganhar o concurso final, mas isso não é o mais importante. Passo a passo, estamos no AE Venda do Pinheiro a construir conhecimento e experiência de integração de impressão 3D na educação, com experiências práticas, envolvendo directamente os alunos, tendo como perspectiva que o real potencial desta tecnologia está na capacitação trazida pela aprendizagem da modelação 3D. A ajuda financeira deste tipo de iniciativa permite-nos manter este percurso sem recorrer ao orçamento da escola. Mais do que a sensação de ganhar concursos, este avançar metódico com uma tecnologia de ponta é o nosso grande objectivo. Se bem que os montantes financeiros dos primeiros prémios e menções honrosas permitissem alguns investimentos de peso.

Note-se que os desafios deste projecto ainda não terminaram. Tenho uma lisozima para perceber como imprimir. Uma... quê? Em breve mostro resultados...

Cancelamento da Festa das Escolas

Este ano, o evento Festa das Escolas do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro terá de ser adiado até setembro. A escola vai entrar em obras, e decidiu-se aliviar a carga de final de ano. Infelizmente, com isso fica sem efeito o nosso evento European Maker Week, envolvendo demonstrações de impressão 3D, drones e cientistas do ITQB que cá viriam fazer ciência divertida.

Fica para setembro, sem maker week.

domingo, 1 de maio de 2016

3D Printing: A Practical Guide for Librarians


Sara Gonzalez, Denise Bennett (2016). 3D Printing: A Practical Guide for Librarians. Blue Ridge: Rowman & Littlefield.

Como implementar um serviço de impressão 3D numa biblioteca? Este livro oferece, de forma estruturada, metodologias que permitem aos bibliotecários aprender a trabalhar com impressão 3D e disponibilizar este tipo de serviços em espaços que, hoje, são muito mais do que zonas de leitura e aceitam a disponibilização equalitária do acesso à informação mediado por tecnologias. Passo a passo, discute como estruturar este tipo de espaços dentro de bibliotecas, cobrindo conceitos elementares da impressão 3D, modelação, formação dos envolvidos, gestão dos fluxos de trabalho, lidar com problemas técnicos e divulgar a tecnologia e as iniciativas. Conciso, contém muitos exemplos práticos retirados de bibliotecas escolares universitárias que já desbravaram terreno e estão a experimentar com esta tecnologia nos seus espaços.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Maker Week

 

Achei que havia qualquer coisa de estranho no posicionamento do pin português neste mapa dos eventos da Europa Maker Week, que apareceu num artigo da Make: Magazine dedicado a esta iniciativa. Não está bem em Lisboa...

... está mesmo no evento do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, que será essencialmente um mini-makerspace na Festa das Escolas, com impressão 3D, robots e programação de voo de drones. Calhou bem, as datas alinharam-se.

A página da Europa Maker Week lista os eventos registados até agora.

Confesso que não me sinto contente em ver que em Portugal o único evento Maker Week até agora registado é o das TIC em 3D. Com tanto fablab dinâmico e cheio de ideias por cá, mais ninguém está a aderir? Estranho. E algo enervante, ser uma pequena escola num evento que conta, entre outros, com o FabLab Torino, tutelado por um dos meus ídolos, Chairman Bruce, speaker extraordinário do encerramento do SXSW, figura de proa da ficção científica cyberpunk, futurista convicto de mangas arregaçadas e mãos na massa, cuja conversa anual de início de ano com John Lebkowsky no The Well é sempre imperdível...

sábado, 26 de março de 2016

Ligações


3D Modeling Made Easy as Doodling with Gravity Sketch: Uma nova aplicação de modelação 3D para tablets, que, a acreditar nos tutoriais em vídeo, conseguiu resolver problemas de interface e tornar muito fácil a modelação 3D. Desenhar contornos para gerar superfícies ou a facilidade insana com que gera revoluções são alguns dos aspectos que despertam o interesse. Infelizmente, só está disponível para iOS.

Library Makerspaces: Bringing Access to Knowledge in a Whole New Way: Se ainda acharmos que as bibliotecas são meros depósitos de livros, estas iniciativas parecem estranhas. Mas se se conhecer o papel preponderante que as bibliotecas escolares e municipais têm tido na promoção do acesso ao conhecimento, quer em suportes tradicionais quer em digitais, estas iniciativas de expandir os makerspaces aos espaços tradicionalmente literários fazem todo o sentido. E por cá, será possível haver iniciativas destas? Fiquem atentos a este espaço, vamos tentar mostrar que sim...

Artist Taps into His Childhood Imagination By Reimagining Small Toys in Fantastical Scenes: Não sendo estritamente dentro da temática das TIC em 3D, destacamos estas fotos fantásticas que recriam brinquedos em mundos imaginários por causa das declarações do fotógrafo:
"Now that I’m a ‘grownup,’ I’ve realized that I never stopped playing and that the only difference is that now I have a camera on my hands.”
Sublinham, cremos, o mesmo espírito que nos anima neste espaço e nas nossas aulas. O não parar de brincar é fundamental para se perceber o que se pode fazer com a tecnologia, despertando o seu potencial através da criatividade. Mas não se fiem nisto. Vão ler Resnick, Papert e Turkle, para perceber o potencial do que estes autores intitulam de tinkering.

segunda-feira, 14 de março de 2016

TIC em 3D na European Maker Week

Na Festa anual das Escolas do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, costumamos estar presentes para divulgar o trabalho que realizamos. Este ano, damos um outro passo, integrando a nossa participação com a European Maker Week. Por isso, no dia da Festa das Escolas, este ano a 28 de maio, estaremos a demonstrar impressão 3D, programação de drones, os projectos fantásticos dos nossos alunos, e a dinamizar um workshop sobre impressão 3D debaixo deste lema da Maker Week.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Maker Faire



Devo dizer que... em cheio: "O que mais motiva Artur Coelho e os seus colegas é o sorriso de deslumbre nos rostos dos seus alunos quando vêem os seus trabalhos a serem impressos em 3D." Como temos estado de férias, quase passou despercebida a entrada no blog da Lisbon Maker Faire 2015 sobre o nosso projecto. De 18 a 20 de setembro, lá estaremos. Para não variar, o arranque do ano lectivo vai ser um típico hit the ground running. A grande velocidade.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Lisbon Maker Faire 2015


As TIC em 3D vão estar presentes na Lisbon Maker Faire 2015. Segunda edição da Faire, já não mini, A presença na primeira edição deu-nos muitas novas ideias de desenvolvimento, algumas das quais concretizámos com a entrada na impressão 3D. Que coisas novas iremos descobrir nos espaços de partilha da Maker Faire deste ano? Lá estaremos, para mostrar o que se faz dentro da escola pública, e para aprender, trazendo novas ideias que seguramente irão permitir manter a inovação neste projecto. Em breve, disponibilizaremos mais novidades.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Ligações


A BeeVeryCreative lançou um alinhamento de novas impressoras e dispositivos. O beeconect, um Raspberri Pi com ecrã touch, está disponível para controlar as bee sem necessitar de computador (e lê Gcode produzido por outras aplicações de slicing que não o beesoft). Dividem as impressoras em quatro vertentes: a Beethefirst+, com novos extrusores para filamentos de material não PLA, a Bee Me, para makers (que, parece, é suposto ser desmontada e personalizada), a BeeInSchool (YES!), com maior fiabilidade e simplicidade para escolas (porque nós, professores, queremos concentrar-mo-nos nas actividades e não na manutenção da impressora). Todos produtos interessantes, mas o mais interessante é a Bee Prusa com o seu duplo extrusor, que permite aventuras mais interessantes na impressão 3D, como imprimir com duas cores. Ou, para evitar o polimento das peças complexas que ficam com restos de filamento por causa dos suportes, imprimir a peça com um filamento resistente e os suportes com filamento solúvel. É bom ver a Bee crescer


A Associação Nacional de Professores de Informática está a organizar o primeiro Congresso Nacional de Professores de Informática. Mais informações e prazos de submissão estão disponíveis na página do evento: I Congresso Nacional de Professores de Informática.


A Lisbon Maker Faire está de regresso, desta vez sem o Mini. Mantem-se no Ciência Viva, e em breve vão abrir a sua call for makers. Para sublinhar a importância deste tipo de eventos, para além das visitas e contacto com o público, a presença na Lisbon Mini Maker Faire foi um dos elementos fundamentais para as TIC em 3D entrarem definitivamente no campo da impressão 3D.

domingo, 26 de abril de 2015

Festival In


Primeiro, as boas novidades. No stand da BeeVeryCreative na zona Lisboa Makers aproveitei uma conversa com o expositor para descobrir que a nova versão do Beesoft, que permite colocar o processo de impressão em pausa, está quase disponível para o público, que vão lançar a Bee Me, um novo modelo que inclui o BeeConect, um Raspberry Pi com ecrã touch que liberta totalmente a bee de computadores. Um Beeconect parece-me ser uma excelente solução para levar a Bee às escolas.


Também já estão disponíveis novos filamentos, com outra boa novidade: vão passar a haver vários pesos de rolo disponíveis para aquisição. Falou-me em bobines de 1kg, suportadas por um adaptador externo. Por enquanto, apenas filamentos de madeira e metal ainda não são suportados pela Bee, por deixarem restos no extrusor.


No stand da Leds & Chips o ponto de interesse vai para o seu mega rig de impressão 3D, mas deparei lá com outras duas interessantes novidades. Estão a vender scanners 3D de baixo custo da BQ e desenvolveram workshops de modelação 3D para impressão. Algo que me faz imensa falta. A preparação e conversão de modelos sido mesmo a maior dor de cabeça que tenho na impressão 3D. Já me inscrevi, claro.


Da zona do 3D Spot (tenho de ir conhecer a loja deles) fixei o scanner Artec3D, cujo preço obrigaria a muitos prémios. Fico-me mesmo pelas fotos com o 123D Catch.


Noutros locais do festival encontravam-se peças fabulosas, como esta fantástica rube goldberg machine do espaço Dóing do Ciência Viva.


Adoro o cartaz do Altlab. Tenho mesmo que ver se os consigo trazer ao Fórum Fantástico. Boa parte dos seus projectos (alguns, como os de pilhas de combustível e sistemas de hidrólise para produção de hidrogénio, muito avançados) insere-se naquela ideia de tecnologia como media criativo.


No espírito dos Junk Challenges do Altlab, mas vindo da Universidade de Lisboa


Noutro pavilhão, nas zonas mais comerciais, deparo-me com empresas de prototipagem que trabalham com tecnologia avançada de impressão. E cruzei-me novamente com os modelos do José Alves da Silva que cativaram o público do Fórum Fantástico de 2014 no painel sobre tecnologias criativas.

Percebe-se que um festival ligado às indústrias criativas na FIL olhe para o lado económico. Confesso que prefiro eventos do tipo Maker Faire, mais direccionados para a partilha e aprendizagem. Mas visitar o Festival In foi uma boa oportunidade de descobrir pessoas e ideias. Vim de lá com umas inspirações para dar trabalho aos alunos das TIC em 3D. A maior parte dos expositores estavam directamente ligados ao lado empresarial e técnico (com uma boa dose daqueles foodtrucks hipsters que agora estão na moda), interessantes para aqueles cujo interesse não seja académico. Afinal, a FIL não é um espaço académico. Mas não deixou de ser um bom momento para ver coisas novas e retirar ideias que expandem possibilidades de trabalho criativo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Recortes


Não teria dado por isto se uma das senhoras da secretaria não me dissesse olhe, acho que li qualquer coisa sobre si no jornal. E, realmente, lá estava, o texto alinhado para a página e jornal da escola, e que o Director do Agrupamento enviou aos meios de comunicação locais. Apareceu no jornal mafrense O Carrilhão. É bom, Tem o seu quê de promoção, mas mostra o que se tenta fazer para lá dos limites curriculares e imposições externas no domínio da educação. Tinha prometido a mim próprio não voltar a abordar a MakerFaire por aqui, que isto do recordar os sucessos que já passaram não é coisa saudável. Mas suspeito que ninguém levará a mal o deixar aqui esta pequena alegria. Made my day, como não resisti a dizer com esta mania da anglicidade intrusiva.


(Mas a sentir-me um bocadinho azedo, hoje, com a notícia de mais um corte brutal previsto na educação, de acordo com a proposta do novo orçamento de estado. A pensar, mas ainda não lhes chega? Não chega o esmagar das escolas? As carreiras destruídas? A sobrecarga de alunos por turma? O clima de desilusão que se instalou na minha classe profissional? A pobreza que precariza o futuro de todos, mas principalmente do futuro destes alunos que tanto me surpreendem e motivam? E tantas, mas tantas outras injustiças, que outros sabem enumerar e criticar muito melhor do que eu, que fujo da realidade com estas virtualidades, pensando que o que se vai conseguindo progredir acontece apesar de e não por causa de. Não são os apoios, os governos e ministérios, as instituições que nos dão condições. Por cá vamos conseguindo evoluir apesar das pressões negativas daqueles que supostamente nos representam e deveriam trabalhar para o bem comum. E fazêmo-lo porque... não sei. Pelos com que me vou cruzando que também não desistem não posso falar. Eu sei porque o faço. É o meu espaço. A minha muralha. A minha forma de não ceder. A maneira como mostro à comunidade aquilo que, no fundo, sabem: que vale a pena investir num futuro melhor, e que o podemos fazer com liberdade, consciência e vontade de ir sempre mais além.)

(Não, não lhes chega.)