O projecto Fab@rts foi aprovado para desenvolvimento como Ideia de Mérito, após concurso, pela Rede de Bibliotecas Escolares.
O projeto “Fab@rts” centra-se nas valências que a impressão 3D propicia em contexto pedagógico: tangibilidade de conceitos complexos ou abstratos e desenvolvimento de competências, conhecimentos e metodologias de trabalho com aplicabilidade direta nas áreas CTEM no domínio da modelação 3D e perceção espacial. Pretende-se criar um "Maker Space" focalizado na impressão 3D, no âmbito do trabalho disciplinar a desenvolver em articulação com a Biblioteca Escolar, com o apoio da coordenação do Plano Tecnológico de Educação. No decorrer do projeto simplificar-se-á o processo de modelação 3D, possibilitando aos alunos a capacidade de construir objetos, recorrendo a tecnologias de ponta acessíveis, com aplicações concebidas para tablets.
Iremos misturar conhecimentos interdisciplinares, modelação 3D, formação para docentes e muitas actividades que procurarão perceber como integrar a impressão 3D na sala de aula, utilizando a biblioteca escolar como espaço de desenvolvimento de ideias e impressão de objectos. Mais um desafio para as TIC em 3D!
Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
A apresentar mensagens correspondentes à consulta fab@rts ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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quinta-feira, 10 de março de 2016
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Workshop Fab@rts - AEVP
Quarta feira foi dia de partilhar as valências do projeto Fab@rts e da impressão 3D com docentes do nosso agrupamento. No espaço do Centro de Recursos José Fanha dinamizámos, em parceria com a coordenadora das bibliotecas escolares, uma sessão de demonstração sobre impressão 3D, modelação 3D, cultura maker, e repensar as bibliotecas para os desafios contemporâneos. Esta sessão serviu para introduzir os novos docentes aos nossos projetos, partilhando saberes, despertando ideias e preparando novos desafios. Este workshop foi também a nossa forma de participar na European Maker Week.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Recomeçar.
Recomeçar. Em aceleração com dois workshops de impressão 3D, para públicos distintos.
Domingo, dia 10, estivemos presentes na Spring It Con 2017. Este evento reuniu no espaço do Instituto Superior Técnico fãs de mangá, cosplay, tabletop games e cultura geek em geral. Quem nos conhece sabe o quanto estes ambientes nos inspiram, e um convite da organização era irrecusável.
O desafio era mostrar a impressão 3D como ferramenta para cosplay. Foi uma sessão concorrida, que ultrapassou o número de participantes inscritos (cerca de dezasseis). Não nos centrámos muito na questão de partida, acabámos por fazer uma sessão mais generalista. Deste evento partiram mais alguns desafios, que a seu tempo revelaremos.
Nem houve tempo para retirar a impressora do beepack. Dia 12 rumámos a Vila Franca de Xira, para participar nas V Jornadas Pedagógicas de Vila Franca de Xira. Novamente, sala cheia para uma manhã de partilha dentro da estrutura de trabalho do projeto Fab@rts.
Os objetivos passavam por mostrar o potencial pedagógico desta tecnologia, com especial incidência na modelação, e as suas vertentes de interligação com as Bibliotecas Escolares, foco principal do projeto Fab@rts. Esta sessão foi conjunta com a coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha, com o qual desenvolvemos este projeto.
Se um workshop de impressão 3D já é por si exigente e intensivo, este foi-o ainda mais e senti que os objetivos não foram atingidos, embora os formandos não o tivessem notado. Os comentários pós-sessão incluíram muitos temos que nos meter nisto da impressão 3D. Entre o lado técnico, a modelação 3D, os impactos da manufatura aditiva, potencial pedagógico, papel das bibliotecas escolares e novas literacias (como os espaços maker), as habituais três horas de sessão tornam-se demasiado curtas e o workshop transforma-se uma longa palestra. Tenho de encontrar uma melhor estratégia para este tipo de sessões.
Neste arranque de ano, o esforço recaiu sobre a impressora Beeinschool. Depois de um mês parada, voltou à carga em força, com estas sessões de formação, impressão de peças para os robots Anprino, e testes de preparação dos workshops do Fórum Fantástico. A fiabilidade do equipamento dá-nos a confiança de saber que estes desafios correm bem.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Reforço ao Fab@rts
A boa notícia do dia: a Rede de Bibliotecas Escolares reforçou o apoio ao projeto Fab@rts: O 3D nas Mãos da Educação. Vamos poder expandir o nosso makerspace embrionário na biblioteca escolar, reforçando alguns materiais, investindo em mobiliário e em novos materiais.
domingo, 21 de maio de 2017
Workshop Fab@rts: Venda do Pinheiro
Esta quarta feira foi dia de partilhar conhecimentos sobre 3D com os professores da nossa casa. Dentro do projeto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação, eu e a professora Jacqueline Duarte, bibliotecária do Agrupamento, dinamizámos uma sessão de introdução à impressão 3D.
Três impressoras a funcionar? As bees já são bem conhecidas pelos nossos colegas (afinal, a BEETHEFIRST está permanentemente a trabalhar no nosso Centro de Recursos). Trouxemos uma Blocks Zero da ANPRI, para mostrar outras variantes desta tecnologia.
Nesta sessão, abordámos os pormenores técnicos das impressoras, repositórios de modelos 3D, validação e correção de STL, modelação com aplicações móveis, potencialidades despertas pelos makerspaces na educação e novas literacias digitais.
Ao contrário de outras tecnologias, a impressão 3D ainda tem os seus componentes diretamente acessíveis. Fazemos sempre questão de abrir a impressora e mostrar o seu interior, explicando para que servem cada componente.
Uma mistura de professores de línguas, matemática e ciências, arte e ensino especial a dar o primeiro (e talvez único) passo na modelação 3D. O objetivo aqui não era incentivá-los a modelar em 3D (sabemos que para isso é preciso gostar de desenhar e ser criativo nestas áreas), mas levá-los a compreender o desafio mental que representa o criar formas complexas em 3D, a partir do agrupar e corte de formas primitivas, bem como o incentivo a competências ativas de visualização espacial, necessárias para se conseguir desenhar no espaço tridimensional.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Code Move PT
Não resistimos a deixar uma estrela impressa em 3D na árvore de natal do código no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. Estivemos presentes junto de instituições e clubes de programação e robótica no evento de encerramento da primeira iniciativa do Movimento Código Portugal, que durante a semana de 5 a 11 de dezembro colocou alunos de mais de mil escolas a programar.
Estivemos presentes como LCD_AEVP, o nosso clube de robótica, nascido das atividades das TIC em 3D e do projeto Fab@rts. Contámos com a presença de alguns dos alunos do clube, e da coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha.
O destaque no nosso espaço estava na impressão 3D, mostrando os que os nossos alunos têm feito em contexto de aula TIC, projectos interdisciplinares ou livremente, como actividade do clube. Optámos por levar a impressora do projecto Fab@rts, para divulgar as actividades do nosso sonhado e em construção makerspace na biblioteca da escola.
Também trouxemos um kit CodyRoby, para mostrar atividades de introdução à programação, a acompanhar as primeiras experiências com um kit LittleBits.
Montámos um pequeno circuito que acendia luzes sempre que o sensor ficava obscurecido.
De entre os muitos projectos patentes neste evento, um que nos é especialmente querido: o robot Anprino. Há poucos meses atrás era uma ideia na mente da Fernanda Ledesma da ANPRI e do Luís Dourado da AE Augusto Cabrita, ainda em malha poligonal na minha conta do Tinkercad. Hoje, é um enxame, e com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, irá crescer ainda mais. É uma excelente sensação e um orgulho, estar a participar neste projecto.
Vamos fazer o trabalho de casa? Em fevereiro iremos ao RobôOeste, organizado pelo Clube de Robótica da Escola de S. Gonçalo, aprender a soldar, montar e programar um destes mecanismos. Os alunos do LCD_AEVP que estiveram presentes passaram pelo espaço, numa antevisão do que iremos fazer.
Aproveitámos o tempo do evento para imprimir trabalhos em curso. Agora, os projectos de casas ecológicas criados no âmbito do intercâmbio eTwinning Rainbow Village.
Uma das alunas do LCD_AEVP explica como se modela em 3D aos visitantes.
Os trabalhos dos alunos impressos em 3D em destaque. Thingmaker Design, Sketchup Make e Tinkercad foram as aplicações cujo potencial mostrámos.
Nestes eventos, não queremos que os nossos alunos fiquem no nosso espaço. Incentivamos a que visitem o evento, aprendendo e ganhando novas ideias. Quando dei por mim, estavam todos contentes a programar led pixels em Raspberry Pi...
Suspeito que tenho de investir num RasPi...
Fizemos algumas demonstrações de voo programado de drones, mas o local do nosso espaço, o varandim do átrio central do Pavilhão do Conhecimento, não nos pareceu oferecer condições de voo sem risco de quem estivesse no andar de baixo nos devolvesse peças de drone despenhado.
Entre impressões finais e de teste, o nosso projecto eTwinning segue com força.
Terminámos assim um dia de partilha e aprendizagem, tornado muito especial por estarmos acompanhados por alguns dos alunos que tornam o nosso incipiente clube de robótica um espaço tão divertido e prometedor. Um agradecimento especial aos seus pais e encarregados de educação, por ajudarem na logística de transportes e estarem também presentes connosco!
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domingo, 20 de novembro de 2016
BAD Jobs
Estivemos presentes no BAD Jobs, mercado profissional de bibliotecas, arquivos e museus. O evento, com o tema Formação e Profissão: Que Futuro?, reuniu no espaço do mercado 31 de janeiro em Lisboa bibliotecários, arquivistas e documentaristas. Contou ainda com a presença de diversos projectos ligados às bibliotecas, promoção do livro e da leitura, arquivismo digital, promoção de literacias e bibliotecas escolares.
Estivemos presentes no âmbito do Fab@rts, projecto conjunto das TIC em 3D e Centro de Recursos Poeta José Fanha, possibilitado pelos prémios de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares, que dinamiza um makerspace no espaço da biblioteca escolar, para já centrado na impressão 3D e uso de tablets mas a começar a crescer para a robótica e programação. Uma aposta das equipes PTE e Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, promovendo uma ideia de biblioteca aberta às literacias do século XXI, tornando acessíveis e próximas aos nossos alunos tecnologias avançadas, quer na óptica da divulgação quer na do estímulo à sua utilização.
A bancada do Fab@rts, completa com a impressora 3D do Centro de Recursos, amostras de objectos criados em TIC e também nos concursos promovidos no âmbito da Codeweek, livros alusivos ao tema, tablets com as principais apps com que trabalhamos (FormIt e Thingmaker Design). No Magalhães, uma apresentação do projecto.
Entre os diversos projectos divulgados durante o evento, interessou-nos especialmente o Newton Gostava de Ler!, de uma biblioteca escolar da zona de Sintra. A literacia científica é um dos seus eixos, e uma das vertentes que nos mostraram, o Difrat'arte, deu-nos ideias. Com óculos de 3D estereoscópico de chroma depth, pudemos ver desenhos e pinturas que se no papel eram em 2D, com os óculos ganhavam profundidade. Como? Graças à ciência da óptica. Os alunos do ensino básico, monitores que nos explicaram o como e o porquê deste efeito foram espantosos. Como referiu uma das monitoras, já no secundário, "desculpe algumas imprecisões, mas quem lhe explicou ainda não deu estas matérias na escola". Não notámos a diferença!
A curiosidade sobre a impressão 3D foi tema de conversa na nossa banca, com visitantes e participantes a descobrirem algo mais sobre esta tecnologia e o que se pode fazer com ela na escola. Em muitos casos, foi um primeiro contacto com a impressão 3D. Muitos dos visitantes ficaram incrédulos ao descobrir que este é um projecto educativo numa escola pública. Não são uma empresa é uma pergunta que ouvimos várias vezes.
Mais interessante foi a sede de aprender dos alunos monitores de outros projectos de escolas que vieram ter connosco a querer saber mais sobe a impressão 3D. Ao mostrarmos como se fazia, explicando como funciona a impressora, e como se modela em 3D, uma das alunas comentou, incisiva, "se eu tivesse aprendido isto quando tive TIC, não tinha saído de lá a achar que aquilo era inútil. Nós só aprendemos word, powerpoint e excel..." Ficou muito contente quando lhe falámos das escolas que apostam na robótica e programação para estimular a aprendizagem da tecnologia digital.
Foi um dia de sábado passado a aprender e partilhar, junto de um público muito específico e num local algo peculiar. Diga-se que nestas aventuras da impressão 3D já temos andado por locais inesperados. Centros comerciais, palcos de auditórios, e agora junta-se à lista um mercado lisboeta, com o andar de baixo num bulício de venda de hortaliças, legumes e peixe. As nossas impressoras andam por sítios curiosos...
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Formações de 3D e Impressão 3D - Mafra
Já está disponível o plano de formação do Centro de Formação da Associação de Escolas Rómulo de Carvalho (Mafra) para o ano letivo de 2016/2017. Este ano, estão incluídas diversas ações e workshops que partilham o trabalho desenvolvido no âmbito das TIC em 3D e Fab@rts. É uma boa oportunidade para professores da zona do concelho de Mafra descobrirem o mundo do 3D, e o seu potencial na educação.
Ações de Curta Duração:
18 de janeiro: Utilização de tablets em contexto educativo
22 de fevereiro: Impressão 3D
3 de maio: Modelação e impressão 3D
Ações de Formação:
janeiro: Introdução à Modelação 3D: projetos pedagógicos com Sketchup Make (25h)
julho: Fab@rts: aprender a modelar em 3D (25h)
Para saber mais sobre estas ações, visite a página do CFAERC. As inscrições são efetuadas online, no formulário de inscrições.
sábado, 17 de setembro de 2016
Descolagem iminente
Com as obras que decorrem na escola, neste arranque de ano letivo a prioridade tem estado na montagem e reposição da infraestrutura digital. Rever sistemas, montar e ligar computadores nas salas, repor sistemas dos serviços administrativos imprescindíveis para que os alunos possam usufruir dos espaços escolares, reparar ligações de rede, enfim, um sem número de pequenas e grandes atividades que têm de ser feitas para que a escola acolha os alunos, enquanto decorrem as obras de melhoramento e expansão de salas. Desafiante, cansativo, e em contra-relógio. As actividades das TIC em 3D e do Fab@rts paralisaram, os blogs ficaram em pausa, as impressoras 3D estão paradas, suspendemos demonstrações e workshops, com enorme pena.
Se a aprendizagem é a razão de ser da escola, há todo um conjunto de sistemas invisíveis que têm de funcionar para que esta funcione nas melhores condições. Quando nos envolvemos com as infraestruturas digitais da escola, percebemos o quanto estas são essenciais para que professores e alunos desempenhem os seus papeis. Indo um pouco mais longe, não basta sonhar, postular e montar salas do futuro ou experiências inovadoras. É preciso ter atenção às infraestruturas, as bases que possibilitam voar mais alto.
Ficou quase para o fim, pelo plano de obras. Nestes últimos dias, entre outros afazeres, estamos a reactivar a Sala TIC num novo espaço. Temos de nos habituar a dizer Sala 15... está quase totalmente funcional, e como bónus, temos os tablets do projeto Fab@rts quase todos preparados para modelar em 3D... e apoiar quaisquer outras actividades que os professores se lembrem para lhes dar uso.
Não é ainda o espaço que queremos. É o possível, face aos constrangimentos de uma escola que mesmo com novas salas, continua com uma elevada carga de alunos. As nossas salas (de toda a escola) têm de ser usadas por todas as disciplinas. Não é possível ter um espaço próprio, dedicado apenas às TIC, uma oficina/atelier que nos permitisse explorar os trabalhos curriculares, a impressão 3D, e zonas experimentais de Arduino e Robótica.
Parece um sonho, face às condicionantes que temos, mas é um dos projetos de longo prazo que estamos a desenvolver. Queremos estimular a criação de um espaço na escola, não restrito ou adstrito apenas às TIC, que funcione como atelier e laboratório digital. Espaço que permita a professores de outras disciplinas desenvolver o seu trabalho, facilitando-lhes o acesso a tecnologias digitais que possam potenciar o seu trabalho, contendo também zonas dedicadas à cultura maker, impressão 3D e robótica/electrónica. Este projeto, ainda vago e a precisar de muita reflexão, mistura os conceitos de makerspace e Sala de Aula do Futuro numa perspectiva de uso das TIC não como suporte de aprendizagem mas como ferramenta criativa, permitindo explorar linguagens estéticas que lhe são inerentes e são, na nossa opinião, pouco ou nada explorados em contexto escolar, quer pelas áreas tecnológicas quer pelas artísticas.
É ambicioso, sabemos, querer explorar este cruzamento entre técnica e criatividade. Passo a passo, com muita leitura e reflexão, fazendo evoluir gradualmente as experiências de trabalho com alunos e professores, esperamos conseguir.
Para já, reactivamos a sala TIC. As TIC em 3D estão quase prontas a descolar para mais um ano desafiante.
sábado, 3 de setembro de 2016
O 3D nas mãos da Educação
Ontem, por Mafra, no encontro sobre Diferenciação Pedagógica organizado pelo CFAERC na Escola Secundária José Saramago. Do programa do encontro fazia parte um workshop sobre o projecto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação,
Aproveitámos o evento para demonstrar a tecnologia de impressão 3D, com um espaço no átrio da Escola Secundária expondo alguns dos objectos modelados no âmbito das actividades das TIC em 3D, explicando aos interessados o que é esta tecnologia de manufactura aditiva, o que se pode fazer com ela na sala de aula, e permitindo o contacto com as impressoras 3D.
Já tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto... foi uma frase muito repetida por todos os que nos visitaram. A presença num evento destinado à comunidade educativa do concelho onde estamos inseridos permitiu divulgar estes projectos junto dos colegas que nos estão mais próximos.
Terminámos a participação neste evento com um workshop sobre o 3D na Educação. Desenvolvido em conjunto com Centro de Recursos Poeta José Fanha, mostra a lógica e os primeiros passos do projecto Fab@rts, falando sobre Fablabs, makerspaces e a intuição do potencial educativo da criatividade aplicada a meios digitais, que não se esgotam na impressão 3D, envolvendo electrónica, programação, e artes aplicadas em projectos que envolvem aprendizagens, criatividade e gestão de informação. Mas para já, iniciamos com impressão 3D na biblioteca da escola.
O workshop em si foi mais curto do que o desejável, o que não nos permitiu uma abordagem prática. Seguimos o esquema habitual de trabalho, abrindo a tampa superior da impressora para mostrar os seus mecanismos e explicar os eixo cartesianos, discutindo tipos de ficheiros, operações de controle e slicing, e técnicas elementares de impressão. Passámos a uma apresentação sobre educação e impressão 3D, mostrando exemplos de projectos, enquadramento teóricos, e questões técnicas sobre a tecnologia. Terminamos demonstrando como modelar em 3D com o Tinkercad, abordando durante o processo de modelação de uma peça questões ligadas à matemática, geometria e forma (visual e tridimensional) que estão inerentes ao trabalho de modelação 3D, bem como ao desenvolvimento de competências de visualização tridimensional. Ficou de fora o desafio aos participantes para experimentar a modelação 3D.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Workshop Fab@rts
É simples, é um princípio. Decorreu ontem na sala de informática da EB1 da Venda do Pinheiro o primeiro workshop no domínio do projecto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação. Participaram cerca de dezasseis professores de diferentes áreas disciplinares, que tiveram aqui o seu primeiro contacto com a modelação e impressão 3D. O grande objectivo desta sessão foi despertar a atenção dos docentes para o potencial desta tecnologia, desafiando-os a ter ideias sobre como a poderão utilizar nos seus contextos específicos.
Apesar do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro dispor de duas impressoras 3D, uma adstrita às TIC/Projecto TIC em 3D, e outra ao Fab@rts/Centro de Recursos, falta ainda fazer o trabalho de divulgação junto dos nossos docentes. Parte deles já conhece e está habituado às actividades com impressão 3D, mas falta dar o necessário passo seguinte. Explorar o potencial desta tecnologia implica colocá-la nas mãos dos docentes, despertando-lhes a atenção, e desafiá-los a encontrar a sua faísca, o seu ponto de entrada que permita dinamizar actividades pedagógicas com esta tecnologia. Uma coisa é falar em abstracto do que é possível, outra é concretizar. Por cá, temos alguma experiência, mas demasiado restrita ao âmbito das TIC e das artes. Há que divulgar e desafiar outras áreas disciplinares.
O workshop foi leccionado em conjunto pelos professores coordenadores/dinamizadores das Bibliotecas Escolares do Agrupamento e Projecto TIC em3D.
A primeira boa surpresa foi a adesão dos participantes. Não esperava tantos, alguns muito insuspeitos. Tivemos cerca de dezasseis participantes, do primeiro ao terceiro ciclo, e vontade expressa por muitos outros que se tranquilizaram ao saber que este é o primeiro de uma série de iniciativas. Participantes que, sem experiência prévia de modelação 3D, se afadigaram a experimentar o Tinkercad, esforçaram-se por criar um objecto, e tiveram o prazer de o ver ser impresso durante o evento.
Minto, claro. Tenho ainda uns sete ou oito objectos para imprimir. Uma hora de impressão num workshop de três não dá vazão às encomendas.
Outro ponto interessante foi o permitir validar o conceito de abordagem nestes momentos. Isto é uma área nova, e trabalhamos sem referentes. Como é que se aborda? Quais são as metodologias mais adequadas? Penso que o carácter tangível da impressão 3D é mal servido se nos centrarmos unicamente nas perspectivas teóricas e possibilidades, com contemplação do funcionamento da máquina. É um princípio, mas temos que investigar e perceber como melhor transmitir o potencial desta tecnologia, focalizado nos contextos educativos. Outro elemento estruturante recai sobre a percepção que se a capacidade de descarregar modelos 3D para imprimir é importante (especialmente no contexto de disciplinas tradicionalmente mais teóricas), o verdadeiro potencial desta tecnologia só se revela quando aprendemos a modelar em 3D e seguramos nas nossas mãos os objectos que criámos.
O esquema que temos seguido até agora envolve um primeiro contacto com a impressora e seu modo de funcionamento, seguido de exploração teórica, finalizando com uma experiência prática de modelação 3D em Tinkercad. Este novo esquema, que queríamos experimentar no workshop previsto para Ílhavo (que não se realizou por doença minha), permite aos participantes aprender em 3D e terminar o workshop ou com o objecto na mão, ou pelo menos com a promessa da sua entrega.
A estrutura segue este esquema:
- Introdução à modelação 3D em Tinkercad, com um desafio específico de modelação simples. O porta-chaves personalizado, simples e individual, funcionou muito bem (cerca de uma hora).
- Exploração do lado técnico da impressão 3D: funcionamento e manutenção da impressora; preparação de impressão; técnicas de impressão 3D (cerca de trinta minutos, iniciando a impressão dos modelos produzidos na primeira parte).
- Abordagem às possibilidades e potencialidades da impressão 3D, definindo a tecnologia, experiências em contexto educacional, e condicionantes técnicas (tempo restante).
- Divulgação de repositórios digitais de conteúdo 3D (tempo restante).
O conceito funcionou, ficando validado. Na próxima sexta-feira, no workshop que será desenvolvido no XVI Encontro das TIC na Educação, vamos testar novamente e afinar a metodologia.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Fab@rts are go! (II)
Entre reuniões, trabalho nos robots Anprino, organização da escola para obras, secretariado de exames e outros afazeres isto ia passando despercebido. O outro grande elemento do projecto Fab@rts: O 3D nas Mãos da Educação já está na escola. Tablets, cujo uso não se esgotará neste projecto (até porque apps de modelação 3D em Android ainda têm muito que andar antes de chegar à usabilidade e potência das webapps mais simples), e será mais um recurso para actividades pedagógicas nas várias disciplinas do currículo. Para já, devidamente acondicionados no cofre da escola, mas em setembro estarão prontos para ir para as mãos de alunos e professores.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Fab@rts are go!
Temos imenso prazer em dizer que esta não é a nossa segunda impressora 3D. Destina-se ao Centro de Recursos Poeta José Fanha, onde vamos arriscar a criação de um makerspace dedicado à impressão 3D com apoio da Rede de Bibliotecas Escolares e ajuda da Beeverycreative. É um projecto estimulante, que conta com as TIC em 3D como parceiro, e está quase a arrancar. Só nos faltam os tablets... que estão quase a chegar!
Mas... we are go for Fab@rts!
sábado, 21 de julho de 2018
Selo de Qualidade eTwinning
Confesso que fui surpreendido esta manhã, ao receber o email com a atribuição do selo de qualidade ao projeto eTwnning Invent Your Future. Dado que do meu lado aquilo não seguiu o caminho convencional, alternando com duas turmas, e optando por um tipo de trabalho muito diferente do dos parceiros, preenchi o formulário sem expetativas. Mas hey, awesome! Especialmente porque quem nos avaliou percebeu onde queremos chegar:
"Em relação ao trabalho que desenvolveu, foram destacados os seguintes aspetos:
O projeto apresenta objetivos comuns e um plano partilhado, está terminado ou encontra-se nas suas etapas finais, houve um contributo significativo do professor que candidata o projeto, é evidente a colaboração entre os parceiros e é fácil ter acesso aos resultados do projeto.
A criatividade é uma das competências a desenvolver no aluno à luz do novo perfil, assim sendo a criação de chingodus pode ser uma tarefa interessantíssima nesse âmbito. Os participantes portugueses levaram o conceito mais além com a modelação 3D de alguns dos seus chingodus.I Muito interessante, também conhecer os inventores de cada país para perceber que a criatividade está ao alcance de todos e que os grandes homens e mulheres podem aparecer em cada um dos jovens que hoje se preparam para o futuro.A troca de correspondência tradicional parece ter sido uma opção que terá agradado aos alunos. Parabéns".
Compensou dar tanto trabalho à impressora 3D de TIC.
É de notar que o projeto Fab@rts também esteve envolvido no Invent Your Future, com sessões de pesquisa orientada nas fases de trabalho relevantes. Enquanto o Twinspace não ficar público, podem espreitar o que se fez na página pública do projeto: Invent Your Future.
terça-feira, 17 de julho de 2018
O sítio onde me sinto bem
A escola para mim é o sítio onde me sinto bem, onde eu aprendo, observou a Sr.ª Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, rematando que a resposta ao como as escolas podem aproveitar a cultura dos fablabs se encontra na partilha de experiências potenciada pelos fablabs. O XII Fablab Bootcamp terminou com esta intervenção, antecedida das palavras de apoio da representante da Embaixada dos Estados Unidos e da Exm.ª Vice-Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras. Estamos sem palavras, emocionados. O XII Fablab Bootcamp, que foi um momento de partilha, aprendizagem, e ponto de encontro makers com professores, correu acima de todas as nossas expetativas. No final, vimos os sorrisos dos participantes, e ouvimos as suas palavras de encorajamento.
Nos dias 13 e 14 de julho vesti a camisola do Lab Aberto e colaborámos no XII Fablab Bootcamp, que foi organizado pela nossa equipa. Foi um projeto ambicioso, que não esperávamos vir a ser tão bem sucedido. Há meses atrás, quando acelerávamos a preparação do evento, tudo parecia difícil, quase inatingível. Conseguiríamos ter forma de trazer cá os convidados estrangeiros, que vieram partilhar experiências avançadas de fablabs na educação? Seríamos bem sucedidos na criação de uma ação de formação para professores sobre esta temática, entre a reflexão sobre cultura maker e sessões de introdução a tecnologias? Conseguiríamos convencer os makers a estar presentes num evento que, sendo tradicionalmente virado para eles, também se abria ao público da educação? O sorriso no rosto de todos, participantes, organizadores, voluntários, parceiros, na sessão de encerramento, mostrou-nos que sim.
Fiquei responsável por dinamizar um workshop de introdução à impressão 3D para professores, em conjunto com Paulo Cabrita, nosso colega na equipa multi-disciplinar do Lab Aberto. Fomos ambiciosos, e arriscámos uma sessão sobre tecnologias móveis, 3D e impressão 3D na educação. Graças à facilidade de uso do 3DC.io, conseguimos em poucos minutos que os participantes criassem modelos 3D, que depois foram utilizados para demonstrar os restantes passos do processo de impressão: questões sobre STL, validação, impressão.
A sessão também incluiu demonstrações de Sketchup Free, Tinkercad e Onshape. Pessoalmente, como formador, pensei que exagerei no conteúdo, que na ânsia de dar aos participantes um panorama geral do mundo da impressão 3D, os sobrecarreguei de informação. Estes, quando falaram comigo após a sessão, manifestaram a visão oposta. E quando partilham nas redes sociais o que já estão a fazer com 3D no telemóvel, e ideias para desenvolver com os seus alunos, percebemos que de facto, deixámos a nossa marca, que entusiasmámos os participantes e os desafiámos a criar.
Entre os muitos workshops disponíveis neste Bootcamp, a ANPRI dinamizou um sobre o Robot Anprino. É, para mim, um orgulho muito especial ter este projeto a participar nas iniciativas do Lab Aberto.
De todos os restantes workshops de um grande evento, destaco este: o Como Construir uma Escola a Partir de um FabLab. Contou com Liz Whitewolf, coordenadora do fabab da universidade de Carnegie Mellon, Miquel Carreras, do Liceu Politecnic de Barcelona, Francisco Mendes, da Beeverycreative e Sunset Hackathon, Tauan Bernardo, do OPO Lab, professores, coordenadores de fablabs, elementos da ERTE-DGE e... a coordenadora das bibliotecas da nossa escola, que saiu de lá cheia de ideias para levarmos o projeto Fab@rts ainda mais longe. Deste workshop saiu um conjunto de ideias sobre o potencial da cultura maker na educação que, esperamos, se torne um ponto de partida para as escolas e entidades da tutela aproveitarem as valências dos fablabs. Há, à partida, um ponto comum: a estrutura e metodologias dos espaços Maker enquadram-se nos domínios do conceito Future Classroom.
O primeiro passo está dado. O encontro terminou com professores motivados, com vontade de levar esta cultura, e as tecnologias que experimentaram, para a sala de aula. É hoje um lugar comum dizer que as escolas têm de preparar os alunos para profissões que não só não existem hoje, como sequer as podemos antever. A cultura maker, o espírito de inovação, projeto e partilha que caracteriza os Fablabs são uma das respostas possíveis à questão de como preparar as crianças e jovens para esse futuro de desenvolvimento rápido que antevemos, mas não conseguimos definir.
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