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sábado, 21 de julho de 2018

Selo de Qualidade eTwinning


Confesso que fui surpreendido esta manhã, ao receber o email com a atribuição do selo de qualidade ao projeto eTwnning Invent Your Future. Dado que do meu lado aquilo não seguiu o caminho convencional, alternando com duas turmas, e optando por um tipo de trabalho muito diferente do dos parceiros, preenchi o formulário sem expetativas. Mas hey, awesome! Especialmente porque quem nos avaliou percebeu onde queremos chegar:

"Em relação ao trabalho que desenvolveu, foram destacados os seguintes aspetos:
O projeto apresenta objetivos comuns e um plano partilhado, está terminado ou encontra-se nas suas etapas finais, houve um contributo significativo do professor que candidata o projeto, é evidente a colaboração entre os parceiros e é fácil ter acesso aos resultados do projeto.

A criatividade é uma das competências a desenvolver no aluno à luz do novo perfil, assim sendo a criação de chingodus pode ser uma tarefa interessantíssima nesse âmbito. Os participantes portugueses levaram o conceito mais além com a modelação 3D de alguns dos seus chingodus.I Muito interessante, também conhecer os inventores de cada país para perceber que a criatividade está ao alcance de todos e que os grandes homens e mulheres podem aparecer em cada um dos jovens que hoje se preparam para o futuro.A troca de correspondência tradicional parece ter sido uma opção que terá agradado aos alunos. Parabéns".

Compensou dar tanto trabalho à impressora 3D de TIC.

É de notar que o projeto Fab@rts também esteve envolvido no Invent Your Future, com sessões de pesquisa orientada nas fases de trabalho relevantes. Enquanto o Twinspace não ficar público, podem espreitar o que se fez na página pública do projeto: Invent Your Future.


terça-feira, 17 de julho de 2018

O sítio onde me sinto bem



A escola para mim é o sítio onde me sinto bem, onde eu aprendo, observou a Sr.ª Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, rematando que a resposta ao como as escolas podem aproveitar a cultura dos fablabs se encontra na partilha de experiências potenciada pelos fablabs. O XII Fablab Bootcamp terminou com esta intervenção, antecedida das palavras de apoio da representante da Embaixada dos Estados Unidos e da Exm.ª Vice-Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras. Estamos sem palavras, emocionados. O XII Fablab Bootcamp, que foi um momento de partilha, aprendizagem, e ponto de encontro makers com professores, correu acima de todas as nossas expetativas. No final, vimos os sorrisos dos participantes, e ouvimos as suas palavras de encorajamento.


Nos dias 13 e 14 de julho vesti a camisola do Lab Aberto e colaborámos no XII Fablab Bootcamp, que foi organizado pela nossa equipa. Foi um projeto ambicioso, que não esperávamos vir a ser tão bem sucedido. Há meses atrás, quando acelerávamos a preparação do evento, tudo parecia difícil, quase inatingível. Conseguiríamos ter forma de trazer cá os convidados estrangeiros, que vieram partilhar experiências avançadas de fablabs na educação? Seríamos bem sucedidos na criação de uma ação de formação para professores sobre esta temática, entre a reflexão sobre cultura maker e sessões de introdução a tecnologias? Conseguiríamos convencer os makers a estar presentes num evento que, sendo tradicionalmente virado para eles, também se abria ao público da educação? O sorriso no rosto de todos, participantes, organizadores, voluntários, parceiros, na sessão de encerramento, mostrou-nos que sim.


Fiquei responsável por dinamizar um workshop de introdução à impressão 3D para professores, em conjunto com Paulo Cabrita, nosso colega na equipa multi-disciplinar do Lab Aberto. Fomos ambiciosos, e arriscámos uma sessão sobre tecnologias móveis, 3D e impressão 3D na educação. Graças à facilidade de uso do 3DC.io, conseguimos em poucos minutos que os participantes criassem modelos 3D, que depois foram utilizados para demonstrar os restantes passos do processo de impressão: questões sobre STL, validação, impressão.


A sessão também incluiu demonstrações de Sketchup Free, Tinkercad e Onshape. Pessoalmente, como formador, pensei que exagerei no conteúdo, que na ânsia de dar aos participantes um panorama geral do mundo da impressão 3D, os sobrecarreguei de informação. Estes, quando falaram comigo após a sessão, manifestaram a visão oposta. E quando partilham nas redes sociais o que já estão a fazer com 3D no telemóvel, e ideias para desenvolver com os seus alunos, percebemos que de facto, deixámos a nossa marca, que entusiasmámos os participantes e os desafiámos a criar.


Entre os muitos workshops disponíveis neste Bootcamp, a ANPRI dinamizou um sobre o Robot Anprino. É, para mim, um orgulho muito especial ter este projeto a participar nas iniciativas do Lab Aberto.


De todos os restantes workshops de um grande evento, destaco este: o Como Construir uma Escola a Partir de um FabLab. Contou com Liz Whitewolf, coordenadora do fabab da universidade de Carnegie Mellon, Miquel Carreras, do Liceu Politecnic de Barcelona, Francisco Mendes, da Beeverycreative e Sunset Hackathon, Tauan Bernardo, do OPO Lab, professores, coordenadores de fablabs, elementos da ERTE-DGE e... a coordenadora das bibliotecas da nossa escola, que saiu de lá cheia de ideias para levarmos o projeto Fab@rts ainda mais longe. Deste workshop saiu  um conjunto de ideias sobre o potencial da cultura maker na educação que, esperamos, se torne um ponto de partida para as escolas e entidades da tutela aproveitarem as valências dos fablabs. Há, à partida, um ponto comum: a estrutura e metodologias dos espaços Maker enquadram-se nos domínios do conceito Future Classroom.

O primeiro passo está dado. O encontro terminou com professores motivados, com vontade de levar esta cultura, e as tecnologias que experimentaram, para a sala de aula. É hoje um lugar comum dizer que as escolas têm de preparar os alunos para profissões que não só não existem hoje, como sequer as podemos antever. A cultura maker, o espírito de inovação, projeto e partilha que caracteriza os Fablabs são uma das respostas possíveis à questão de como preparar as crianças e jovens para esse futuro de desenvolvimento rápido que antevemos, mas não conseguimos definir.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Agenda TIC em 3D


O mês de julho promete ser intenso, neste nosso projeto. Deixamos aqui a lista de eventos em que estaremos presentes, dinamizando workshops. Ressalvamos que, apesar dos compromissos assumidos, as probabilidades de conseguirmos estar presentes nos eventos que decorrem durante a semana são menores a cada dia que passa. Efeitos colaterais da greve às avaliações.

Dia 29, entre as 21:00 e as 23:00, vamos estar presentes na Feira de S. Pedro, Torres Vedras, a ajudar o fablab LabAberto.


Dia 6 de julho, workshop Fab@rts, partilhando as dinâmicas de impressão 3D e bibliotecas escolares no encontro Da Arte de Ler - Rede de Bibliotecas do Concelho de Alcobaça.





Nos dias 9 e 10 de julho, os desafios passam pela cidade de Guimarães, com participação no V Encontro Internacional Casa das Ciências, com dinamização de dois workshops e participação em painel de discussão sobre a ilusão da imagem.




De 12 a 15 de julho 2018, organizado pelo Lab Aberto no espaço do LAB CENTER, em Torres Vedras, vai decorrer o XII BOOTCAMP FAB LAB, evento que reúne a comunidade de fablabs nacional. Colaboramos na organização e estamos responsáveis pelo workshop de introdução à impressão 3D. Este ano, para além das partilhas de experiências da comunidade de utilizadores, o BootCamp contará com uma forte vertente pedagógica. Com o tema "Como Criar uma Escola a partir de um FabLab", desafiamos professores de todos os níveis de ensino a participar numa ação de formação creditada com workshops de introdução a impressão 3D, robótica, programação e outras tecnologias, bem como partilhar experiências com Liz Whitewoolf, diretora do FabLab do Carnegie Science Center, Pittsburgh, e Miquel Carreras, coordenador do FAB LAB do Liceu Politecnic de Barcelona. Este evento é organizado pelo Associação LAB ABERTO FAB LAB, com apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras, Embaixada dos Estados Unidos da América, ISCTE-IUL, Instituto Politécnico de Leiria e Centro de Formação de Escolas de Torres Vedras e Lourinhã, ANPRI, Associação Nacional de FAB LABs, bem como escolas, fablabs e empresas.



Finalmente... está a tornar-se tradição, finalizar o ano letivo de atividades TIC em 3D com participação no Festival Sci-Fi Lx. Este ano não estaremos nos dois dias, sobrepõe-se ao Boot Camp, mas dia 15 lá estaremos, a levar todos os interessados a descobrir a modelação e impressão 3D.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Instantes








Novos desafios para o clube de robótica: criar uma base em Marte, com modelação e impressão 3D;  e preparar a dinamização do espaço Fab@rts na Feira da Ciência que irá decorrer em Mafra, no dia 20 de abril.



TIC está a recomeçar, com as novas turmas do segundo semestre. Nestes dias estamos a imprimir os projetos dos alunos do primeiro semestre, com foco nos satélites do projeto Da Janela da Minha Escola.



Sexta foi dia de partilhar conhecimentos com os utentes do espaço Viv@cidade Escolhas, no Cacém. Um workshop de introdução à modelação e impressão 3D para um público muito especial.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Projeto Paleo



Diga-se que este foi um dos mais divertidos projetos que desenvolvemos nos últimos tempos. Como todos os bons projetos, arrancou por acaso, com uma menção à vertente fablab do Centro de Recursos. A ideia original era a de complementar uma exposição de artefatos líticos com atividades de pesquisa em repositórios 3D e impressão de alguns dos elementos pesquisados. Mas percebemos que se podia ir mais longe.

Impressão 3D de biface


E porque não, pensámos, digitalizar alguns destes artefactos? Não dispomos de scanners 3D, mas sabemos utilizar aplicações de fotogrametria. Não temos tido muitas oportunidades para usar esta tecnologia de digitalização, e este projeto pareceu-nos uma excelente forma de o fazer. 

Projeto Paleo

 Na sua forma final, este projeto incluiu:
- digitalização 3D de artefatos líticos, com partilha online e ficheiros disponíveis para impressão 3D;
- impressão 3D de reproduções dos artefatos líticos;
- pesquisa no Centro de Recursos, em repositórios de conteúdo de 3D, de modelos relativos à pré-história;
- exposição no átrio da escola, reunindo artefatos originais, cópias impressas em 3D, impressões 3D de modelos pesquisados pelos alunos, bibliografia e monografias.

Finalizado o projeto e a atividade, a escola fica a dispor, no Centro de Recursos, de um acervo de reproduções rigorosas de artefatos líticos da zona de Elvas, Póvoa de Santo Andrião e Tróia, que podem ser utilizados pelos docentes de História nas suas aulas.

Malha poligonal texturizada, processada no ReMake
 Para quem quiser fazer uso dos materiais criados neste projeto, podem descarregar diretamente no Sketchfab, organizados na coleção Projeto Paleo. A página de cada artefato tem informação sobre o local de recolha, época histórica, material do artefato e dimensões reais para impressão 3D, em milímetros. No Sketchfab podem ser descarregados os modelos em OBJ, com mapa de texturas. Para impressão 3D, podem encontrar aqui os ficheiros STL: ficheiro zip contendo todos os artefatos líticos, ou podem aceder a esta pasta do Google Drive para descarregar ficheiros STL individuais: Projeto Paleo. Os ficheiros STL foram validados pelo netfabb e imprimem sem erros.

Tecnologias Utilizadas


Fotogrametria é uma técnica de digitalização 3D que se baseia na trigonometria. É possível extrair informação espacial a partir de medições feitas sobre uma imagem - o princípio matemático que permite gerar informação rigorosa a partir de reconhecimento e levantamentos aéreos. O que os algoritmos de fotogrametria fazem é concatenar essa informação espacial a partir de sequências de fotografias, identificando pontos em comum e com isso gerar a malha poligonal de um modelo 3D. Normalmente, tira-se um mínimo de vinte fotos ao redor do objeto a capturar. Os melhores resultados requerem muito cuidado na toma de fotos, com máquinas fotográficas e software calibrado.

Captura 3D, em pré-processamento
Há algumas soluções mais simples: o Scann3D para Android, que gera resultados razoáveis mas na versão gratuita sem o nível de detalhe que queríamos para este projeto; o Regard3D, programa gratuito que dá bons resultados na extração de point clouds e geração de malha poligonal a partir de fotografias, mas não está optimizado e não permite limpar triângulos em excesso (um processamento de dados de imagem para extracção de pontos pode demorar horas); acabámos por utilizar o poderoso ReMake da Autodesk, programa que requer 8Gb de RAM no mínimo para correr, e é gratuito com uma licença de educação. O processamento das fotos é feito nos servidores da Autodesk (há uma versão totalmente offline, mas necessita de 16 Gb de RAM para correr), e o algoritmo é poderoso e tolerante com a qualidade das imagens. Mesmo na versão gratuita, comparativamente ao Scann3D permite melhores capturas, e ao contrário do Regard3D, fá-lo de forma rápida e com ferramentas de edição para posterior limpeza de malha poligonal.

Artefatos para digitalizar, reproduções impressas em 3D, medição das dimensões globais dos artefatos nos eixos XYZ.
Depois de um teste inicial para validar o conceito, digitalizámos alguns dos objetos da coleção de Vítor Miranda, o professor de História que propôs este projeto. São artefatos líticos que recolheu em diversos locais arqueológicos do paleolítico e neolítico, que estudou no domínio de artigos e monografias, algumas das quais estão expostas na exposição que reúne as várias vertentes deste projeto. Não digitalizámos todos os objetos que nos trouxe. A fotogrametria não é apropriada para objetos muito pequenos, optámos por digitalizar os mais representativos. Como o método de captura foi algo rudimentar (um plinto de projetor, massa bostik ou suportes simples para manter as peças fixas, fotos com um telemóvel), tivemos uma taxa de sucesso nas capturas de cerca de 80%. Houve pelo menos três capturas cuja malha poligonal não correspondia aos nossos critérios mínimos de captura da forma.

Porquê em 3D?


Não é difícil ir a um repositório e encontrar modelos de artefatos líticos. Porque é que nos decidimos a fazer um projeto destes? A questão da autenticidade e proximidade parece-nos pertinente. Há uma diferença sentimental forte, de elo de ligação, entre trabalhar com modelos e exemplos vindos de outras realidades, ou tocar em objetos de realidades que nos são próximas. Saber que o artefacto milenar em que seguramos foi recolhido no nosso país, corresponde ao labor dos nossos longínquos antepassados, tem qualquer coisa de especial.

Pesquisa orientada de recursos em repositórios de modelos 3D.

Normalmente abordamos o património de outros países, porque temos poucos exemplos recolhidos e partilhados do nosso próprio património. Foi por isso que nos atirámos a este projeto, e disponibilizamos os modelos para visualização online e download para impressão 3D. Qualquer interessado pode fazer uso dos modelos que criámos nestes projetos, em qualquer contexto. Se tiverem uma enorme vontade de imprimir bifaces e machados pré-históricos, estes modelos estão ao vosso dispor. Se quiserem mostrar na sala de aula, permitindo que os alunos toquem nestes objetos, sintam a sua volumetria e textura, utilizem livremente o resultado deste trabalho. Não garantimos a total fiabilidade das capturas 3D, mas o seu processamento tentou ao máximo manter fidelidade ao modelo original.

Este projeto é mais uma contribuição para a partilha de conhecimento, de elementos que facilitem aprendizagens. Foi criado no âmbito das atividades do departamento de Ciências Sociais e Humanas do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, proposto pelo Prof. Vítor Miranda. As fases de pesquisa foram coordenadas pela Prof.ª Jacqueline Duarte, coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha, no âmbito do projeto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação. A captura e processamento 3D dos artefatos líticos foi feita pelo Prof. Artur Coelho, coordenador PTE e dinamizador dos projetos TIC em 3D/Fab@rts. A impressão dos modelos foi feita em impressoras BEEVERYCREATIVE no espaço maker do Centro de Recursos Poeta José Fanha e zona de trabalho PTE do Agrupamento.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Conferência InCoDe.2030


No dia 6 de dezembro, a convite da Direção Geral de Educação, o projeto TIC em 3D/Fab@rts esteve presente na área expositiva da 1ª Conferência do Fórum para as Competências Digitais. Reunindo responsáveis governamentais, investigadores, professores, empresas e outros empenhados na promoção das competências para o século XXI, esta conferência decorrida no Convento de S. Francisco em Coimbra refletiu sobre os principais eixos do programa InCoDe.2030.


Em paralelo, decorria num dos espaços do claustro do Convento de S. Francisco uma mostra de projetos que reunia empresas, instituições de ensino e projetos educativos. Foi com muita honra que aceitámos o convite da DGE, juntando-nos aos Agrupamentos de Escolas de Sátão, Nelas, Moinhos de Arroja, Ílhavo, Vieira de Leiria, Porto de Mós, Coimbra Oeste, Albergaria-a-Velha, Escola Secundária Avelar Brotero, Escola do Departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria, e Colégio Sagrado Coração de Maria, que mostraram projetos de inclusão digital no domínio do eTwinning, Apps for Good e Selo de Segurança Digital. Estiveram também presentes os clubes de robótica dos Agrupamento de Escolas S. Gonçalo de Torres Vedras, D. Dinis de Lisboa e Eduardo Gageiro de Alverca. Em comum, são projetos que se distinguem pelo dinamismo, estando na linha da frente da inovação educacional quer no domínio de projetos institucionais, quer na expansão da robótica educativa. Representámos o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro com os projetos 3D possibilitados pela distinção em 2014 com o Prémio Inclusão e Literacia Digital, e em 2015 com o Prémio de Mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Foram esses pontos de charneira que nos permitiram iniciar a aventura na impressão 3D e criação de espaços maker na Biblioteca Escolar. É bom sentir que fazemos parte do conjunto de projetos que está na linha da frente da inovação tecnológica educacional em Portugal.


No nosso espaço, optámos por fazer uma amostra dos projetos criados pelos nossos alunos, quer na disciplina de TIC, onde aprendem modelação 3D integrada no currículo, quer nos inúmeros projetos interdisciplinares que tiram partido do 3D (modelação e impressão) na educação. Com destaque para o e-book/objetos tangíveis criados no âmbito das comemorações do tri-centenário do convento de Mafra.

Claro que levámos uma das nossas impressoras, e aproveitámos o dia para imprimir os primeiros resultados à escala real de um projeto de fotogrametria em parceria com um docente de História do nosso Agrupamento, envolvendo a captura digital de artefatos líticos.


Devido à longa viagem e horários longos de um evento que, para nós, iniciou às oito da manhã em Coimbra, não levámos alunos connosco. Mostrando que o envolvimento neste projeto ultrapassa em muito a disciplina de TIC, envolvendo o clube de robótica, Bibliotecas Escolares e docentes de outras disciplinas, o Agrupamento esteve representado por mim e pela coordenadora das Bibliotecas Escolares, Prof.ª Jacqueline Duarte, parceira ativa no projeto Fab@rts (3D na Educação e Espaço Maker no Centro de Recursos).


O evento contou a presenta do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, cuja alma de cientista se animou especialmente quando descobriu um dos nossos projetos, a criação de modelos moleculares com impressão 3D, efetuada pelos nossos alunos no âmbito de uma parceria entre Ciências Físico-Químicas e TIC. A molécula de água ficou para o ministro, como recordação. Mas mais importante do que o encontro, é frisar a importância desta tecnologia como mais uma ao serviço das aprendizagens dos alunos, através da tangibilização de conceitos abstratos, criação de recursos educativos, e, essencialmente, despertando os alunos para o potencial económico da manufatura aditiva ensinando-os a expandir as suas capacidades criativas através da aprendizagem de modelação 3D. Como observou Maria José Vitorino em conversa connosco, o que interessa é a capacidade de conceber mentalmente,  visualizar, para aplicar, algo que tanto pode ser feito recorrendo a estas tecnologias como a métodos mais tradicionais. Mas com isto potenciamos as tecnologias contemporâneas, mostrando o seu potencial e abrindo os alunos a campos de trabalho que vão além do uso da tecnologia digital como apoio à aprendizagem e aquisição/tratamento de informação.


Sublinhando a parceria com as Bibliotecas Escolares, espaços dinâmicos que compreenderam a importância da inovação e novas literacias digitais, a nossa coordenadora com uma das suas mentoras, Drª. Teresa Calçada.


Como recipientes do prémio Inclusão e Literacia Digital, pediram-nos umas breves palavras sobre o seu impacto no nosso projeto. Creio que aqui o Robot Anprino é o melhor exemplo que como o apoio desta iniciativa potenciou, de formas inimagináveis, o que se iniciou nos idos de 2007 com a introdução de modelação 3D na sala de aula em EVT. O prémio permitiu-nos a aquisição da nossa primeira impressora 3D, expandindo com isso o nosso know-how no domínio da modelação 3D em contexto pedagógicos, e também no domínio técnico. Possibilitou a miríade de projetos que desenvolvemos com os alunos, a aposta crescente na formação formal e informal a professores, experiências de makerspaces nas bibliotecas, e também este projeto de robótica educativa de baixo custo, que só se tornou possível com o desafio e visão de Fernanda Ledesma, presidente da ANPRI, pelo trabalho em eletrónica e programação de Luís Dourado, do Agrupamento de Escolas Augusto Cabrita no Barreiro, e pelo design e impressão 3D por nós desenvolvido no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Um projeto que tem chegado a dezenas de escolas, que está já a ser potenciado por alunos de cursos profissionais, apoiado pela Fundação Gulbenkian. E tudo começou com um telefonema dos responsáveis da Rede TIC e Sociedade a informar-nos que pertencíamos ao grupo de projetos distinguidos com o primeiro Prémio Inclusão e Literacia Digital.

No que toca ao potencial do programa InCoDe.2030 no domínio do nosso projeto, que nos pediram para refletir, olhamos muito mais à frente com uma reflexão a quente sobre impactos presentes e futuros próximos da robótica, algoritmia, inteligência artificial e robótica, e como a escola tem de preparar os alunos para saber usar estas tecnologias para aumentar as suas capacidades,não se tornando humanos obsoletos numa sociedade desigual. Projetos como o InCoDe.2030 são essenciais para que escolas, professores e sociedade em geral levem em frente o desafio da capacitação no domínio das competências digitais, que hoje vão muito mais além do mero domínio de ferramentas.


Poderia destacar muitos outros projetos patentes na exposição, entre as parcerias e crescimento do evento eTech Portugal às diversas instituições presentes, mas o esforço colocado pelo CINEL no domínio da aprendizagem de robótica e automação é notável. Na foto, um protótipo de robot empilhador que responde a códigos de cores para agilizar a distribuição em armazém.


Com um toque de ironia, passámos o dia a imprimir... armamento. Especificamente bifaces pré-históricos, digitalizados em 3D com fotogrametria a partir de instrumentos líticos recolhidos na zona oeste. Um toque de história milenar, num dia que mostrou a importância dos projetos nascidos no terreno, com esforço dos professores e apoio local e institucional, para uma promoção real das competências digitais nos alunos e, por extensão, sociedade em geral.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Workshop Fab@rts - AEVP


Quarta feira foi dia de partilhar as valências do projeto Fab@rts e da impressão 3D com docentes do nosso agrupamento. No espaço do Centro de Recursos José Fanha dinamizámos, em parceria com a coordenadora das bibliotecas escolares, uma sessão de demonstração sobre impressão 3D, modelação 3D, cultura maker, e repensar as bibliotecas para os desafios contemporâneos. Esta sessão serviu para introduzir os novos docentes aos nossos projetos, partilhando saberes, despertando ideias e preparando novos desafios. Este workshop foi também a nossa forma de participar na European Maker Week.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

European Maker Week 2017


Voltamos a associar-nos à European Maker Week, que irá decorrer entre 23 a 29 de outubro. Este evento europeu, criado pela Maker Faire Rome com o patrocínio da Comissão Europeia, visa estimular a cultura tecnológica, conhecimento científico, criatividade e empreendedorismo tecnológico. A nossa contribuição será uma ação de formação de curta duração para professores, dentro do projeto Fab@rts: O 3D nas Mãos da Educação.

Mas como gostamos muito desta cultura, talvez consigamos propor mais alguma iniciativa.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Recomeçar.


Recomeçar. Em aceleração com dois workshops de impressão 3D, para públicos distintos.


Domingo, dia 10, estivemos presentes na Spring It Con 2017. Este evento reuniu no espaço do Instituto Superior Técnico fãs de mangá, cosplay, tabletop games e cultura geek em geral. Quem nos conhece sabe o quanto estes ambientes nos inspiram, e um convite da organização era irrecusável.


O desafio era mostrar a impressão 3D como ferramenta para cosplay. Foi uma sessão concorrida, que ultrapassou o número de participantes inscritos (cerca de dezasseis). Não nos centrámos muito na questão de partida, acabámos por fazer uma sessão mais generalista. Deste evento partiram mais alguns desafios, que a seu tempo revelaremos.


Nem houve tempo para retirar a impressora do beepack. Dia 12 rumámos a Vila Franca de Xira, para participar nas V Jornadas Pedagógicas de Vila Franca de Xira. Novamente, sala cheia para uma manhã de partilha dentro da estrutura de trabalho do projeto Fab@rts.


Os objetivos passavam por mostrar o potencial pedagógico desta tecnologia, com especial incidência na modelação, e as suas vertentes de interligação com as Bibliotecas Escolares, foco principal do projeto Fab@rts. Esta sessão foi conjunta com a coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha, com o qual desenvolvemos este projeto.


Se um workshop de impressão 3D já é por si exigente e intensivo, este foi-o ainda mais e senti que os objetivos não foram atingidos, embora os formandos não o tivessem notado. Os comentários pós-sessão incluíram muitos temos que nos meter nisto da impressão 3D. Entre o lado técnico, a modelação 3D, os impactos da manufatura aditiva, potencial pedagógico, papel das bibliotecas escolares e novas literacias (como os espaços maker), as habituais três horas de sessão tornam-se demasiado curtas e o workshop transforma-se uma longa palestra. Tenho de encontrar uma melhor estratégia para este tipo de sessões.

Neste arranque de ano, o esforço recaiu sobre a impressora Beeinschool. Depois de um mês parada, voltou à carga em força, com estas sessões de formação, impressão de peças para os robots Anprino, e testes de preparação dos workshops do Fórum Fantástico. A fiabilidade do equipamento dá-nos a confiança de saber que estes desafios correm bem.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Falhas no FormIt em Android 6.0


É sempre bom iniciar um novo ano letivo, cheio de desafios em 3D, descobrindo que deixámos de poder contar com uma das nossas principais ferramentas. A versão Android do Autodesk FormIt, uma das pouquíssimas apps de modelação 3D para tablets, tem um bug que a impede de funcionar devidamente. Após atualizar tablets para a versão 6.0 do sistema operativo, a app FormIt deixou de visualizar no seu interface linhas de grelha e arestas. Ao abrir projetos já elaborados, apenas vemos as formas em cor sólida, e tentar criar um novo projeto crasha o programa.

Coloquei esta questão nos fóruns da Autodesk, e para grande surpresa minha obtive resposta da empresa, que me informou que não tinham planos para atualizar a app Android. Não é uma boa notícia. O mundo da modelação 3D em Android é reduzidíssimo e perder mais uma app restringe o que se pode fazer. Os nossos alunos aderiram bem ao 3DC.io, mas a modelação por primitivos tem limites. O FormIt permitiria ir mais longe... se não tivesse deparado com este problema. Por enquanto, ficamos restritos ao 3DC.io para avançar o foco do projeto Fab@rts, que recorre aos tablets para estimular a modelação 3D.

Apesar destes percalços, ainda acreditamos que o futuro do 3D passa pelo mobile. A quantidade de apps de modelação disponível em iOS, as possibilidades da realidade virtual aumentada nas frameworks da Google mostram isso.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Formação Introdução à Impressão 3D - Venda do Pinheiro


Alguma vez tem de ser a primeira. No âmbito do plano de formação do Centro de Formação de Escolas Rómulo de Carvalho, dinamizámos a primeira ação de formação inteiramente dedicada à impressão 3D. Já o tínhamos tentado fazer com a APEVT e a ANPRI, mas por razões várias, não foi possível a sua abertura. Calhou então desenvolvermos a primeira ação de formação creditada para professores sobre esta tecnologia naquele que é o mais apropriado dos locais: a escola onde trabalhamos, e onde desenvolvemos o nosso know how e experiência com os alunos.

Esta formação foi desenvolvida no âmbito das atividades do projeto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação, prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares.


Dentro do âmbito do CFAERC, confessamos não ter esperado por muitos formandos. Sabemos que o 3D é uma tecnologia muito específica, mesmo sem equacionar a impressora, e conhecemos a dimensão reduzida do concelho. Ficamos surpreendidos pelo número de inscritos ter excedido o limite de formandos que tínhamos colocado, o que nos levou a aumentar a capacidade da formação. Houve algumas desistências de última hora, e no final os dois dias de formação contaram com catorze formandos. Alguns do nosso Agrupamento, a querer conhecer melhor esta tecnologia e a pensar em projetos específicos, outros de outras escolas do concelho, e alguns vindos de fora. O público-alvo pensado para esta ação foi abrangente, não quisemos restringir apenas a docentes ligados às TIC ou às artes. O desafio é perceber como levar esta tecnologia a todos os docentes.

Concebemos esta formação como um misto de conhecimentos técnicos sobre impressão 3D, exploração de pesquisa de conteúdos 3D, modelação utilizando computador e tablet, e processos de trabalho. Sabemos que cada um destes temas, se aprofundado, daria para múltiplas ações de formação. Optámos por condensar, despertando o interesse dos formandos, dando-lhes uma iniciação e materiais de referência que lhes permitam seguir processos de auto-aprendizagem.


 Dentro dos limites apertados de tempo, tentámos dar espaço à descoberta individual e experiências de 3D. A sessão final foi livre, deixando ao critério de cada um que técnica ou aplicação explorar. Poderíamos ter aproveitado para aprofundar algumas questões ou aplicações, mas conhecemos bem a importância de explorar livremente, de acordo com interesses pessoais.



Estruturamos a formação em três eixos: conhecimento técnico sobre impressão 3D, entre o processamento de modelos (correção e validação, remeshing) e o uso e manutenção da impressora; ligação entre o 3D, diferentes áreas disciplinares e biblioteca escolar; aprender a modelar em 3D com diversas aplicações. Foi interessante ver ao longo das sessões a autonomia dos formandos a imprimir ou preparar impressões.


No domínio da modelação, colocámos a ênfase no Tinkercad, pelo seu poder e simplicidade, dando seguimento no tipo de modelação com o 3DC.io. Passámos do PC ao tablet porque sabemos as dificuldades de implementar projetos que requeiram um número elevado de computadores, e hoje os dispositivos móveis são quase omnipresentes entre os alunos. Mostrando que se pode ir mais longe, demonstrámos o Sketchup Make em PC e o Autodesk FormIt em tablets. Aqui, o interessante foi ver formandos da área da Matemática a querer aprender mais sobre Sketchup, porque perceberam que esta aplicação lhes poderia potenciar experiências de aprendizagem na sua área disciplinar.


O grande objetivo foi despertar curiosidade, desmistificar a tecnologia e incentivar a criação com ferramentas de modelação. 


Aqui, a prof.ª Jacqueline Duarte, coordenadora das Bibliotecas Escolares, a abordar as questões de direitos de autor, makerspaces, fablabs, e o seu potencial no domínio das bibliotecas.


O lado mais techie ficou para o professor Artur Coelho (TIC/PTE), encarregue da modelação e impressão 3D. Uma das grandes mais valias das tecnologias digitais é a forma como potenciam a colaboração entre pessoas de diferentes backgrounds. É por isto que optámos por desenvolver estas sessões no espaço do Centro de Recursos Poeta José Fanha. Quebra a estrutura espacial habitual das formações com ferramentas TIC, e sublinha que se um professor consegue desenvolver projetos interessantes, estes tornam-se muito mais interessantes quando se adiciona o saber de outros.