Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Projectos Finais - 7.º E (Sketchup)
Outro dos melhores projectos a surgir neste primeiro semestre. A modelação reflecte só o exterior. O interior não foi trabalhado. Um excepcional projecto das alunas Mariana Póvoa e Diana Veríssimo, disponível em 3D no Sketchab.
Outro projecto recompensador é este protótipo de cidade. Tudo modelado com muito cuidado, desde as casas modernistas ao edifício central cujo telhado obriga a técnicas de modelação mais avançadas do que a traçagem e extrusão simples. Um trabalho excelente do aluno Rodrigo Cruz, também disponível em 3D.
As alunas Ana Torcato e Sabrins Martins optaram por um registo mais lúdico. É uma casa, com interiores detalhados, rodeada de bolos de delicioso aspecto.
Outro projecto interessante foi o criado pelo aluno Alexandre Sheehan.
Esta vivenda modernista, completa com a obrigatória piscina, saiu do esforço colectivo dos alunos Fernando Ribeiro e João Féteiro.
Outro projecto simples mas visualmente interessante que só falha por organização espacial foi esta quinta criada pelo aluno Daniel Rodrigues.
As alunas Maria Lourenço e Joana Féteiro afadigaram-se a modelar estas vivendas. Completas com piscina, que é um tema recorrente nos trabalhos de modelação arquitectónica livre dos alunos. Um dia irei tentar perceber o porquê disto.
Os alunos João Silva e Tiago Almeida inspiraram-se num dos primeiros modelos de computador portátil para o seu projecto final, que por falta de tempo não levou os acertos finais.
Talvez por esta turma ter a aula de TIC antes da hora de almoço se explique o pendor nalguns trabalhos por delícias culinárias. A pizza, bolo e cocktails saíram do esforço dos alunos David Ter-Kachaturian, João Sousa e Ion Jalba.
Queríamos fazer um centro comercial, stor, disseram as alunas Ana Laura e Margarida Simões. Todo o centro seria difícil, ficou só uma loja. E sim, o manequim foi criado por elas. Como? Não é segredo nenhum. Criaram o manequim no Avatar Studio e converteram de VRML para 3DS. O Sketchup fez o resto.
Entre o simples e o féerico, as alunas Leandra Plácido e Marisa Grades criaram este hotel colorido.
Um toque de cinema em casa é a proposta do aluno João Nunes.
Um parque aquático das alunas Catarina Oliveira e Mafalda Cordeiro.
Um detalhe do hotel criado pelas alunas Filipa Soares e Margarida Simplício.
Os alunos Tomás Bravo e Pedro Cruz deslumbraram-se com os componentes do Sketchup.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Bee The First!
Não é todos os dias que podemos dizer que o futuro chegou à nossa escola. Hoje foi um desses dias. Na sequência do prémio Inclusão e Literacia Digital conseguimos finalmente verba para um investimento já há algum tempo pensado. O projecto original estava desenhado para impressoas RepRap, mas o valor financeiro do prémio permitiu voar mais alto e arriscar a aquisição de uma BeeTheFirst. Se perdemos o lado do it yourself ganhamos tempo, uma vez que o processo de arranque de trabalho com a bee será certamente mais rápido do que com uma Prusa que requer montagem, calibração, soldadura e configuração da placa arduino.
A impressão 3D é uma resposta à espera de perguntas. Partilham-se cada vez mais novas e intrigantes utilizações desta tecnologia, Ideias, experiências e especulações não faltam. No nosso caso, será que é uma tecnologia com potencial pedagógico no ensino básico? E que tipo de projectos poderão ser desenvolvidos que sejam mais do que o imprimir objectos pré-feitos, possibilitando envolver os alunos nos processos de criação, concepção e materialização? São ideias que vamos começar a explorar em breve. O primeiro passo está dado. A seguir teremos o obrigatório hello world. Depois disso, é explorar as possibilidades que se colocarem.
Hoje sou um professor particularmente feliz.
Projectos Finais - 7.º D (Sketchup Make)
De longe o melhor projecto criado neste semestre. O objectivo do aluno Rodrigo Nunes era o de modelar um computador. Ficou-se pela torre, motherboard e fonte de alimentação. Este é daqueles modelos que merece ser visto em 3D no Sketchfab.
Outro excelente trabalho de modelação 3D do aluno Rafael Coutinho. Também merece uma visita ao Sketchfab para visualizar em 3D.
Os alunos Gonçalo Costa e Rodrigo Negrão esforçaram-se por dar realismo a este modelo de uma coluna. Também está em 3D no Sketchfab.
Do aluno Carlos Amaro saiu esta recriação de uma pirâmide egípcia, completa com mastabas. Suspeita-se de alguma influência da disciplina de História. Um modelo simples mas divertido, também em 3D no Sketchfab.
O aluno Tiago Alegria deu-nos este toque whoviano, com a modelação do perfil de uma Tardis. Há alunos que sabem mesmo como agradar aos professores. As mensagens que fui deixando no quadro de giz surtiram efeito.
Um trabalho que merecia mais umas horas para ficar concluído, mas que não deixa de estar muito bom. Projecto dos alunos Beatriz Araújo, Matheus Quintas e Catarina André.
O aluno André Graça não é estranho a estas andaças, tendo já no ano passado surpreendido pela forma como consegue trabalhar o 3D. Este ano brinda-nos com esta aparelhagem, e, como ele gosta de dizer, notem o pormenor da pendrive. No Sketchfab podem fazer zoom.
O aluno João Lucindo disse-me que adora fazer casas no Sketchup. Pudera, respondi, foi mesmo para isso que o programa foi criado. Mostrou, mais uma vez, o que é capaz de fazer neste trabalho conjunto com o aluno Daniel Mendes.
As alunas Natacha Silva e Gabriela Henriques inspiraram-se no antigo Egipto para recriar este sarcófago. Não foi tarefa fácil atingir os pormenores da máscara fúnebre e acabou por não haver tempo para hieroglifos ou mais realismo na figura. E depois? Excelente trabalho para duas aprendizes dedicadas. Também em 3D no Sketchfab.
O aluno Romão Gomes também se inspirou no Egipto para o seu projecto de modelação 3D.
Num registo mais livre, o aluno André Serra dedicou-se a criar esta cidade.
Cidade que o aluno Alexandre Leal levou um pouco mais longe. Nem sempre os grupos de trabalho sobrevivem à pressão de levar a cabo um projecto.
Um projecto cheio de cor das alunas Daniela Lapa e Maria Ribeiro.
Os alunos Duarte Faria e João Cruvinel criaram este estádio.
A casa das alunas Liliana Lopes e Catarina André tem pormenores escondidos por detrás das paredes.
Para terminar, o projecto dos alunos Bernardo Pataco e André Costa. Demasiado simples em comparação com os restantes, talvez, mas note-se que o objectivo de experimentarem uma tecnologia pouco usual para o seu nível etário foi cumprido.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Edição de Video - 8.º A e 8.º C
O tema dado foi a segurança digital, abrangendo quer os dados pessoais, internet ou utilização segura de meios digitais. A partir daí cada aluno ou grupo escolheu o tópico que mais lhes despertou a atenção, organizando um vídeo que não poderia exceder noventa segundos. Pesquisaram, estruturaram informação, organizaram recursos ao longo de linhas de tempo, gravaram sons, aplicaram efeitos especiais e técnicas de edição. Alguns dos alunos não conseguiram dar o salto das sequências lineares para outro tipo de organização visual. Outros surpreendem pelo cuidado e criatividade que colocam nas suas criações em vídeo. Esta lista de reprodução organiza o trabalho dos alunos de oitavo ano que escolheram vídeo como tecnologia para projecto final.
Projectos em Scratch
Outra das vertentes das TIC em 3D é a introdução à programação. Feita no semestre de oitavo ano, permite a todos os alunos experimentar o Scratch. É uma das tecnologias à escolha para desenvolver projectos finais. Apesar de todos acharem interessante o trabalho com Scratch (e, talvez para o ano, Kodu), só os mais persistentes optam pela complexidade de criar algo verdadeiramente interactivo. Note-se que uma das opções desta abordagem é possibilitar aos alunos interagir com um leque alargado de tecnologias digitais, posta a uso de acordo com as suas aptidões e interesses. Estes pequenos jogos são sempre os projectos finais mais interessantes de acompanhar, pela complexidade de raciocínio que está por detrás de algo que é aparentemente simples.
Comecemos com o jogo Arkanoid criado pelo aluno Mário Ferreira. Este trabalho foi uma completa surpresa. Ao longo das aulas reparei que estava a trabalhar afincadamente em algo, mas só no final é que percebi exactamente em quê. Sem ajuda de ninguém atirou-se ao desafio, pesquisou, procurou soluções para os problemas e criou este jogo simples.
Este PacMan tem história. Criado pelo aluno Artur Veloso, surgiu porque, como me disse, o meu pai adora o PacMan e eu queria fazer-lhe uma surpresa. Como resistir a uma proposta destas? Estes projectos têm como condição o seguirem um tema ligado às TIC, no âmbito da segurança digital. Mas neste caso abriu-se uma excepção.
Um jogo frenético, onde somos o anti-vírus. Trabalho criado pelos alunos Inês Rodrigues, Tiago Noronha e Eduardo Tavares. Dica: há que conjugar o alvo com a barra de espaços...
Um projecto inacabado, do aluno Edgar Duarte. Sublinha um dos problemas quando se trabalha com um ritmo muito rápido. Basta não haver uma aula, ou perder uma aula por questões de doença ou pessoais, para impedir que um projecto não seja levado o mais longe possível. Se o trabalho de projecto com prazos a respeitar é competência a desenvolver, creio que nos próximos semestres também há que repensar a temporização dos projectos finais para dar flexibilidade nestes casos.
Para terminar, um jogo de labirinto da aluna Rebeca Vito.
Comecemos com o jogo Arkanoid criado pelo aluno Mário Ferreira. Este trabalho foi uma completa surpresa. Ao longo das aulas reparei que estava a trabalhar afincadamente em algo, mas só no final é que percebi exactamente em quê. Sem ajuda de ninguém atirou-se ao desafio, pesquisou, procurou soluções para os problemas e criou este jogo simples.
Este PacMan tem história. Criado pelo aluno Artur Veloso, surgiu porque, como me disse, o meu pai adora o PacMan e eu queria fazer-lhe uma surpresa. Como resistir a uma proposta destas? Estes projectos têm como condição o seguirem um tema ligado às TIC, no âmbito da segurança digital. Mas neste caso abriu-se uma excepção.
Um jogo frenético, onde somos o anti-vírus. Trabalho criado pelos alunos Inês Rodrigues, Tiago Noronha e Eduardo Tavares. Dica: há que conjugar o alvo com a barra de espaços...
Um projecto inacabado, do aluno Edgar Duarte. Sublinha um dos problemas quando se trabalha com um ritmo muito rápido. Basta não haver uma aula, ou perder uma aula por questões de doença ou pessoais, para impedir que um projecto não seja levado o mais longe possível. Se o trabalho de projecto com prazos a respeitar é competência a desenvolver, creio que nos próximos semestres também há que repensar a temporização dos projectos finais para dar flexibilidade nestes casos.
Para terminar, um jogo de labirinto da aluna Rebeca Vito.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Podemos aproveitar?
Professor, podemos aproveitar para acabar o nosso trabalho? Estava na hora de almoço, muito por acaso na sala de aula a terminar a recolha de trabalhos finais porque, eterno distraído que sou, convenci-me que o final de semestre acontecia uma semana depois da data que eu próprio indiquei em reunião de conselho pedagógico. Pois, quando me distraio, distraio-me à séria. Estes alunos viram a porta da sala aberta, comigo a terminar uma turma em tempo extra gentilmente cedido pela directora de turma. Esperaram que a sala se esvaziasse e fizeram a pergunta. Acabar, não precisam, disse-lhes, já o tinham feito, tinham um excelente trabalho, não lhes exigia mais. Mas, professor, nós queremos melhorar o nosso projecto e só temos aula para efeitos práticos dali a cinquenta minutos. Pronto, deixem-me só ir buscar as minhas tralhas, disse-lhes.
E o resto da hora foi passada numa sala que é a minha mas que não é só minha, numa hora vazia em que estes dois alunos levaram mais longe o seu projecto enquanto eu corrigia provas em papel. Fizeram-no depois do final do seu semestre, sabendo que a avaliação estava assegurada. Fizeram-no porque queriam concluir algo que sentiam poder levar mais longe do que o que ficou no final das actividades. O projecto deles era ambicioso. Queriam recriar um edifício-tipo da baixa pombalina (suspeito que aquela visita de estudo ao Lisboa Story Centre no âmbito da disciplina de História teve alguma coisa a ver com o tema escolhido). Não era algo fácil para crianças que tinham acabado de aprender os rudimentos da modelação 3D, ficaram-se só por uma fachada. Que estaria mais completa se, de facto, tivéssemos tido pelo menos mais a tal aula que eu estava convencido que teríamos.
Acho que não posso pedir mais. Nem exigir tanto. É bom ver estes alunos motivados, dispostos a ir além do exigido não pela nota, ou para agradar ao professor, mas porque descobriram que estavam a fazer algo de novo, algo que gostaram e os motivou. Tens imensa aptidão para isto, disse no final ao aluno que mais se esforçou por modelar os elementos deste projecto. Ele sorriu. Foi uma boa forma de encerrar o semestre.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Oh, joy.
Ah, que alegria. É nestes momentos de avaliação que tenho algumas tentações em seguir o caminho da abordagem Word e PowerPoint às TIC. Teria uma vida mais facilitada. Pequenos momentos quando olho para oitenta ficheiros de 3D, Scratch e vídeo produzidos pelos alunos de três das cinco turmas, e resultados de testes online. Felizmente incentivo o trabalho de grupo e os projectos de aprendizagem já foram avaliados em dezembro, senão teria uns dias dolorosos, agora. E estou a tentar não pensar muito nas provas gerais de escola para corrigir. Em papel, coisa que deixou alunos e restantes professores algo surpreendidos. Ora bolas.
Por outro lado, se seguisse um caminho mais convencional, não teria a oportunidade de estimular a imaginação dos alunos e ser recompensado com projectos fabulosos. Neste semestre tive surpresas excepcionais, que irão ser divulgadas neste espaço ao longo dos próximos dias. Estou, como sempre, orgulhoso do trabalho desenvolvido pelos alunos.
Entretanto, mergulhemos no avaliar da avalanche de trabalhos sistematizada na folha de cálculo. Folha essa que, note-se, é um meio e não um fim. Entretanto, a tarefa é meticulosa e se não são papeis aos montes são muitos bits aglomerados em megabytes. Por isso, traindo o meu gosto inconfesso por operetas dos Gilbert & Sullivan, especialmente da HMS Pinafore, vou mergulhar nos critérios de avaliação assobiando Oh joy, oh rapture unforeseen...
Projectos Finais - 7.º B (Sketchup Make)
O mais ambicioso dos projectos desta turma, e do semestre. O objectivo era o de recriar o mecanismo de Antykhitera, a partir da introdução à história da computação nas primeiras aulas de TIC. Obrigou a um bom esforço de pesquisa e a um ainda maior esforço de modelação 3D, apesar de ser menos complexo do que parece. A modularidade, o saber que elementos criar e repetir ao longo de um projecto, é um dos desafios deste tipo de trabalho. Um projecto espectacular da aluna Margarida Loureiro. Pode ser visto em 3D no Sketchfab.
No início este projecto nasceu como uma recriação do convento de Mafra. Perfeito, pensei. Tecnologias 3D e património são uma combinação excelente. Mas recriar arquitectura barroca mostrou-se um desafio muito acima das capacidades de alunas que acabaram de descobrir a modelação 3D. Ficou-se pela forma de uma igreja. O resultado final do esforço das alunas Beatriz Simões, Cátia Lopes e Maria Mateus ficou muito bem e pode ser visto em 3D no Sketchfab.
Outro trabalho ambicioso, que precisava de mais umas sessões de trabalho para ficar bem concluído. O objectivo foi o de recriar um modelo exterior de edifício pombalino. Este foi um dos trabalhos que obrigou a maior pesquisa. Recriar os elementos arquitectónicos foi um desafio, e fica só a faltar as águas furtadas e texturizar para o projecto ficar completo. Um excelente trabalho dos alunos André Simões e Diana Simões.
Um skate criado pelo aluno Fábio Duarte para o trabalho do seu grupo. Esta foi a primeira versão, e ainda tentou criar outra com a superfície curva, mas não correu tão bem. Também está visível em 3D no Sketchfab.
O que fazer quando por acidente se perde o trabalho? Improvisa-se. E muito bem. Este iPhone foi criado numa única aula depois da aluna perceber que tinha perdido o seu projecto anterior. Acontece, não há problema, disse a aluna, e cá vai disto. Mais uma aula e teria ficado perfeito. Trabalho da aluna Beatriz Garcia.
Neste ano inicámos um estímulo directo à abordagem de temas ligados ao currículo das TIC através do 3D. Os alunos Tomás Gonçalves, Rodrigo Brás e João Lopo aceitaram o desafio de recriar os elementos de um computador.
Recriar a torre Eiffel acabou por se revelar uma tarefa mais difícil do que o esperado, com o tempo disponível para os projectos finais. Mesmo assim as alunas Joana Santos, Inês Conceição e Joana Silva fizeram um excelente trabalho. Outro que precisava de mais umas horas para ficar óptimo.
Criar uma rua não é muito difícil se pensarmos de forma modular. Este trabalho do aluno Simão Valentim estava no bom caminho.
Num registo mais livre os alunos Hugo Resina e Tomás Gama criaram a sua visão de um campo de futebol.
Um daqueles trabalhos que é simples mas esconde um enorme desafio. O aluno que o fez tem sérios problemas e necessidades educativas. A princípio pensei que lhe seria impossível responder aos desafios colocados por um tipo de trabalho exigente. No entanto, surpreendeu com a sua capacidade e gosto pelo que fez. Está de parabéns, o aluno Joel Esteves.
Nem todos têm que ser fortemente criativos e ambiciosos. O primeiro objectivo é estimular o trabalho em projecto e se alguns descobrem capacidades insuspeitas, outros ficam-se por projectos mais simples. Mas o importante é que saia da imaginação deles. Trabalho das alunas Ana Sebastião e Margarida Virgílio.
Outro projecto simples, que se destaca pelo cuidado com as texturas, das alunas Tânia Simão e Verónica Francisco.
Mais um projecto simples de modelação livre, dos alunos Nuno Santos e Carlos Antunes.
O aluno Filipe Ratão, criador deste projecto, tem um imenso gosto pelos labirintos coloridos do jogo televisivo WipeOut. Recriou um deles como trabalho final.
Para terminar, um daqueles projectos menos bem conseguidos. Era ambicioso. Um grupo de três alunos a tentar recriar uma pista de skates. Os dois melhores investiram no lado arquitectónico mas falharam ao tentar dar um salto tecnológico e trabalhar em C4D. Não os travei. Aprender a arriscar sem medo de falhar é muito importante. E se gosto que os alunos cheguem ao final com projectos bonitos do ponto de vista estético,é muito mais importante o desenvolver do processo de trabalho. Ironicamente, o aluno do grupo com menores capacidades conseguiu um excelente resultado. Apesar das dificuldades, os alunos Fábio Duarte, Tomás Miranda e Daniel Anjos estão de parabéns. Neste projecto não é só o chegar ao destino que é importante. A viagem é-o muito mais.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Discrição
Há sempre aqueles alunos em que não reparamos. Ou aliás, reparamos, discretamente. Vemos que estão compenetrados no seu trabalho, concentrados no desenvolver das suas ideias, imersos no fluxo criativo. Não damos por eles porque não pedem ajuda ou atenção. Organizam o seu espaço e seguem em frente. É o caso desta aluna. Desde que iniciou o seu projecto final, para aí à três aulas, contam-se pelos dedos de meia mão as vezes que pediu alguma ajuda. A que recordo foi o perguntar se era boa ideia gravar a voz para melhorar o seu projecto. Passa-se perto do seu lugar e ouve-se hiphop suave. Estamos num espaço de trabalho criativo, porque não poder ouvir música enquanto se trabalha? O rato saltita entre a janela do browser aberta no YouTube, a janela de trabalho no Vegas em equilíbrio de pistas que formarão um vídeo final, e o editor de imagem afadigado em criar elementos gráficos com transparência. Pára um pouco e perginta professor, para o vídeo qual é o melhor formato para transparência? PNG, digo-lhe, sabendo que não é preciso mais. Discreta, a fluência que revela mostra ao mesmo tempo criatividade estimulada e sólidas aprendizagens prévias. Um fluxo de trabalho que envolva ao mesmo tempo diversas aplicações não é fácil nestes níveis introdutórios, e isso sente-se no trabalho dos colegas. Vai, mas os pedidos de ajuda são muitos. Tudo bem, estou lá para isso mesmo, mostrar-lhes e recordar o que podem fazer, como podem ir mais longe, a partir das suas ideias. Nesta aluna noto algo mais, por entre a intensa concentração. Está a cantar, baixinho, para si. Alheada do mundo enquanto constrói o seu projecto. Reparamos nestes alunos, claro, mas fingimos que não, para lhes dar espaço e não interferir com o seu fluxo criativo.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Sneak Preview
Estamos mesmo na reta final do primeiro semestre de TIC e os alunos afadigam-se a terminar os seus projectos finais. A diversidade temática é elevada, e no sétimo ano a preferência foi para modelação em Sketchup, apesar de haver alguns projectos de animação. A facilidade com que se cria utilizando este modelador costuma ser um factor importante no trabalho dos alunos. Em modo sneak preview destacam-se aqui alguns dos projectos mais prometedores.
Este é o projecto mais ambicioso deste ano: recriar o mecanismo de Antikythera em Sketchup. Tem vindo a ser desenvolvido por uma aluna muito empenhada e meticulosa, mas não pensem que criou todas as engrenagens do mecanismo. Fez o seu estudo, modelou os elementos base, e agora está na fase terminal a assemblar as peças de acordo com o que se pensava ser a estrutura do mecanismo. É um trabalho fantástico, que espelha a capacidade criativa da aluna e um enorme esforço com momentos em que se temia não se conseguir avançar com este projecto. Reflecte também um esforlo de pesquisa dentro da parte introdutória às TIC, no que toca à história da computação.
Deu-me muito trabalho convencer as criadoras deste projecto que uma casa não é só a sua fachada. O telhado é a grande preocupação das alunas e a imagem de referência só lhes mostrava a frente da casa. Então e o resto? Bem, o resto está a ficar espectacular. O edifício não tem interior, mas é um belíssimo trabalho de modelação arquitectónica em tema livre.
Tenho um grupo de se afadiga a criar bolos no Sketchup. Tartes, tortas, bolos, cupcakes, e uma casinha para os albergar. Ainda não dominaram muito bem a técnica de modelação por revolução, mas a todas as aulas abrem o apetite.
Outro trabalho surpreendente. E que não se fica por aqui. O aluno responsável, ao terminar o exterior desta torre de computador toda artilhada, teve de dar o passo seguinte: modelar o interior. É uma forma de aprender quais os principais componentes do computador, recriando-os em 3D. A motherboard está pronta, e o desafio agora é o de recriar a fonte de alimentação. Este é um tipo de trabalho em que estamos a investir mais, aproximando a modelação 3D dos conceitos subjacentes às TIC.
Isto não era suposto ser uma igreja. O projecto original era mais ambicioso. O grupo de alunas queria recriar o Convento de Mafra, mas quando se apercebeu que o grau de dificuldade era grande e o tempo reduzido, optaram por modelação arquitectónica mais livre. Mas nada se desperdiçou. A base continua lá, e se o trabalho está mais livre não deixa de requerer muita pesquisa visual sobre arquitectura tradicional portuguesa.
Estes são alguns dos projectos que se encontram em fase de finalização. Falta muito pouco tempo para o final, e sente-se que faltava mais uma aula ou duas para afinar pormenores e limar arestas. Enfim, em trabalhos criativos os prazos são sempre uma dificuldade.
Se alguns destes projectos enchem o olho pela qualidade estética e surpreendem pela complexidade de trabalhos desenvolvidos por adolescentes sem experiência prévia neste tipo de aventuras, os outros não lhes ficam atrás. Quer estes, que saltam à vista, quer os mais simples e correntes, espelham aprendizagens, esforços e criatividade num processo que vale mais pelo seu carácter introdutório, dando a estes alunos um vislumbre das possibilidades técnicas e criativas da tecnologia. Para aqui chegarem aprenderam um pouco de modelação e animação, tiveram de se habituar a gerir ficheiros em redes internas, resolver problemas colocados pelos projectos que desenvolveram e adquirir destreza no manuseamento do computador (algo que nos parece simples e elementar, mas pode não o ser). O importante é que todos passem por estas experiências, que os consciencializam das possibilidades da tecnologia e lhes dão um vislumbre de técnicas próximas de nível profissional. Neste processo encontram-se sempre alguns talentos insuspeitos, que com estas experiências podem mais cedo começar a descobrir e desenvolver a suas capacidades. É um valor acrescentado, um passo mais à frente no estímulo à aprendizagem com recursos tecnológicos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Waveform
A imagem de hoje não é sobre 3D, Scratch ou vídeo. Para desenvolver um projecto multimédia há que recorrer a várias tecnologias. No caso, a captura em áudio de uma narração para acompanhar um vídeo sobre segurança na internet. Projecto de uma aluna de oitavo ano.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Fazer
Um arranque de segundo período com alguns problemas técnicos a resolver e novos projectos a começar tem impedido um registo mais regular neste espaço. As turmas de TIC estão a afadigar-se nos seus projectos finais e os trabalhos estão naquele momento sensível em que os rascunhos começam a desabrochar em projectos muito interessantes. Cada grupo tem o seu ritmo, mas no global prometem resultados finais fantásticos.
Apesar de gostarmos de bons resultados estéticos, o que verdadeiramente nos interessa é desafiar a criatividade dos alunos através de projectos, estimulando-os a aprender resolvendo problemas. As ferramentas são complexas, e criar um projecto implica diferentes fases de trabalho que podem ser abordadas de forma fluída. São processos e procedimentos que se aprendem fazendo. É por isso que no final de cada semestre são destacadas pelo menos quatro aulas para os alunos terem tempo de levar uma ideia o mais longe que puderem. Pelo que se vê aqui suspeita-se que algumas irão ficar com um aspecto delicioso.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


























































