Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
É fácil ter ideias.
Hoje, com algum tempo para me dedicar a isto, optei por dois desafios. Primeiro, aumentar a escala das impressões. Até agora tenho feito uns modelos tímidos e pequenos. Pegando naqueles que sei que irão resultar, atrevi-me a ampliar escalas. Este rústico do modelo de foguetão é o somatório de um processo de modelação em Sketchup mais rigoroso que tenho de dominar para ensinar aos alunos, Durante o dia ocorreu-me como fazê-lo: partindo da bidimensionalidade dos traçados geométricos circunscritos em circunferências, ou talvez desafiando os professores que na escola usam geogebra a gravar alguns exercícios como imagem para trabalho posterior no Sketchup.
Ideias. Tê-las é fácil.
Não desesperei quando dei com esta impressão a falhar. Foi uma lição. Em peças com curvas complexas não é má ideia deixar o beesoft, o software de slicing e impressão da bee, fazer estruturas de apoio.
O objectivo deste copo era testar o Netfabb, programa de reparação e validação de meshes stl. A mesh em si era de raíz um ficheiro stl, gerado pelo SubDivFormer no meu tablet. A correcção automática do Netfabb validou o modelo.
Sim, testei-o com o líquido. Não, a taça não tinha consistência interna para manter o líquido no receptáculo. Sim, claro que não fiz esse teste ao pé da impressora.
No ano passado andámos a brincar com captura do real usando o 123DCatch. Fui buscar meshes geradas pelo serviço web da Autodesk para testar um outro fluxo de trabalho: limpeza e remeshing com o Meshlab, validação e correcção automática de erros com o Netfabb, que ainda permite cortar a peça ao longo dos eixos XYZ fechando o objecto. A ironia desta impressão é que é o resultado da digitalização em 3D de um objecto físico, a mascote do Centro de Recursos Poeta José Fanha. Do real para o digital, e de volta ao material.
Experiências que adensam o conhecimento sobre a impressora 3D, mas não resolvem directamente o meu problema principal. O objectivo deste projecto é permitir que os alunos imprimam os objectos que conceberem. Para isso preciso de uma aplicação que gere ficheiros STL a partir dos objectos por eles criados. A conversão simples não chega. Programas como o DogaL3, super fácil para criar objectos 3D, geram meshes cuja geometria interior já percebi que não permite impressão correcta. No Sketchup tem de se ser muito rigoroso para que as superfícies gerem objectos sólidos. algo que requer experiência que está mais além do que eles conseguem obter em três ou quatro aulas. Essencialmente, preciso de algo que pegue num modelo exportado em VRML ou Collada, elimine as geometrias conflituosas no interior e gere um modelo apenas com a geometria exterior.
Estarei a pedir demais?
O que sei é que estou a ir além dos limites do que fui aprendendo sobre 3D nestes anos de autodidacta. E a esforçar os neurónios à procura de estratégias sobre como colocar os alunos a modelar em 3D para impressão de forma eficiente. Suspeito que nestes primeiros tempos a resposta esteja na extrusão de linhas de desenhos 2D. Hey, é um começo.
Eu sei, parece um desastre horrível de impressão. Na verdade correu como esperava, dada a escala diminuta de um objecto muito complexo. Foi a última do dia, feita a partir de um dos mais icónicos trabalhos dos alunos que já passaram pelas TIC em 3D. A experiência aqui era a de exportar um objecto concebido por utilizadores com pouca experiência de modelação (mas, neste caso, muita garra e criatividade e recorrer ao Netfabb para minorar ao máximo os erros de impressão. Não me pareceu ter corrido mal, mesmo com o Netfabb a avisar que a mesh esta incorrecta. Escala diminuta, recordem. E o principal da forma está lá. Tenho de arriscar uma impressão maior, depois de rever novamente o modelo Sktechup e afinar a mesh com as poderosas opções do Meshlab.
É irónico. O que eu achava que seria muito difícil neste processo, a impressão 3D em si, está a revelar-se o mais simples. Sem dúvida graças ao trabalho colocado pelos criadores da bee na simplificação do processo. E o que seria simples, a criação de modelos 3D para imprimir usando programas e processos já afinados ao longo dos anos em que a modelação 3D se introduziu na sala de aula, está a rever-se o mais complicado. Enfim, há muito que aprender sobre isto. Para se ensinar é preciso aprender.
Projectos Finais de TIC - Minecraft
Para finalizar os projectos do primeiro semestre de TIC, um trabalho de modelação 3D utilizando o Minecraft. Um jogo que apesar de manter interesse notei ao longo deste ano que já não é tão popular entre os alunos. Mas os que gostam, gostam e este aluno propôs realizar o seu projecto neste ambiente de jogo.
O aluno João Gurita modelou um computador utilizando o Minecraft. Pessoalmente, adoro o pormenor da webcam.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Isso faz-se com uma fotografia?
So... what do you want to print today? É um crédito para a facilidade de uso da beethefirst o permitir a alguém sem experiência de impressão 3D que vá além de ler muita coisa e ver muita coisa conseguir em pouco tempo ter resultados aceitáveis. O desafio hoje era ver se já tinha afinado a técnica correcta para gerar modelos imprimíveis no Sketchup e imprimir uma versão de testes do logotipo da escola. Tenho de insistir no Sketchup porque é a ferramenta de modelação 3D mais popular entre os meus alunos, e também das mais fáceis de utilizar.
É normal a porta do meu gabinete estar aberta. Quando estou a trabalhar na salinha que alberga o parque de servidores, router e activos de rede centrais da escola raramente me fecho e é habitual alunos entrarem com questões ou curiosos acerca do equipamento. Mas nestes dias a curiosidade anda mais aguçada do que o habitual.
Despertar a curiosidade é um dos primeiros passos deste projecto junto dos alunos. As perguntas são mais do que muitas. Em que tamanho é que isso imprime (cerca de 20x20 cm, creio), qual é o material que usa (filamento de plástico PLA feito a partir de milho), quanto é que custa (bastante, mas é um investimento no futuro), como é que isso imprime (e lá vem uma explicação sobre a matemática das coordenadas cartesianas), o que é que isso imprime (basta mostrar as primeiras experiências, com ênfase nas falhadas, para perceberem) ou é preciso uma fotografia, não é? Se for algum ex-aluno a fazer-me esta pergunta pergunto-me eu se lhe dei a nota correcta na avaliação. E a seguir recordo-lhes a modelação 3D que já aprenderam.
O segundo passo será eles próprios imprimirem. Conto conseguir isso ao longo deste segundo semestre. Até lá tenho de experimentar eu, afinando a técnica, aprendendo a lidar com a máquina, percebendo do que sei o que posso adaptar ou o que tenho que rever. Sketchup já percebi que me trará alguns problemas por causa da geometria interior dos objectos. O comando outer shell tem os seus preciosismos. Resta saber se conseguirei tirar partido dos objectos criados no Doga, e perceber se tenho algum formato que me poupe trabalho e pegue em modelos com geometria interior e os transforme em objectos sólidos. Deve haver qualquer coisa por aí.
Outra vertente é ir arriscando dimensões maiores e formas mais arrojadas. Passo a passo aprende-se e analisar os processos de trabalho ajuda a compreender como funcionam as estruturas impressas, quais os limites e possibilidades induzidos pelo slicing.
Todo este processo é uma chatice, como devem compreender. Ironia, claro...
Para já, ainda imperfeito e em baixa resolução, o logotipo do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. E amanhã? Uma tarde cheia de reuniões não augura tempo de impressão, mas talvez dê para pegar no Sketchup e experimentar umas coisas que tenho na cabeça.
Algumas coisas que se vão processando no background cerebral: haverá alguma ferramenta que transforme em sólido qualquer mesh? Como suavizar em pós-processamento a textura dos objectos impressos? Haverá cola e tintas que agarrem no PLA impresso para colorir e construir estruturas complexas sem encaixe?
sábado, 31 de janeiro de 2015
Projectos Finais - Animação e Imagem em Bryce
Criar imagens e pequenos filmes em Bryce é um tipo de projecto que está na génese directa das TIC em 3D. Apela aos alunos que se inspiram mais na animação e anime. E é dos trabalhos mais difíceis de gerir em termos de tempo. Enquanto os alunos que escolhem outros projectos têm de se preocupar apenas com o trabalho directo, os que escolhem animação têm de se preocupar com modelar os recursos que vão necessitar noutros programas, importar, texturizar, pensar em termos de cenários e iluminação, compor as cenas e trabalhar os percursos de animação. Como o algoritmo de rendering do Bryce é pouco eficiente, é impossível gerar os vídeos durante a aula.
Do aluno Rafael Lopes, do 7.º E, chega-nos esta divertida batalha de robots, composta por quatro cenas cujo tempo de rendering durou entre as duas e as cinco horas. Mais alguns minutos.
Uma animação simples pelo sistema solar é o resultado do trabalho dos alunos Cosmin Trandafir, David Brás e Ricardo Gonçalves do 7.º B.
Esta cena sombria que conjuga Bryce e Sketchup é o trabalho das alunas Erica Jorge e Daniela Fernandes do 7.º D.
Inacabado por falta de tempo (diria que os elementos do grupo se distraíram a criar naves e robots) fica o projecto dos alunos Dinis Tavares e Gonçalo Silva do 7.º E.
Uma animação simples pelo sistema solar é o resultado do trabalho dos alunos Cosmin Trandafir, David Brás e Ricardo Gonçalves do 7.º B.
Esta cena sombria que conjuga Bryce e Sketchup é o trabalho das alunas Erica Jorge e Daniela Fernandes do 7.º D.
Inacabado por falta de tempo (diria que os elementos do grupo se distraíram a criar naves e robots) fica o projecto dos alunos Dinis Tavares e Gonçalo Silva do 7.º E.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Hello World
Uma das razões que levou à aquisição da beethefirst era o pensar que o tempo de introdução na sala de aula seria mais rápido do que com outro tipo de impressora. Mas não esperava que fosse tão rápido. Desempacotei a impressora ontem, comecei a trabalhar com ela hoje. Logo pela manhã aproveitou-se a aula com os alunos de CEF para perceber como é que se trabalha com a beethefirst. Entre os vídeos do site da Bee e umas olhadelas ao guia de iniciação rápido não foi nada difícil instalar a bobine e a mesa de impressão, calibrar a impressora e fazer a primeira impressão. Acho que nunca vi os alunos desta turma tão interessados.
Aquele momento em que um aluno refila comigo porque achava que eu tinha calibrado mal a impressora. E tinha razão. Mas a primeira impressão não saiu nada mal. Escolhemos, para ser mais imediato, imprimir a abelhinha da bee. Em baixa resolução, para poupar filamento, e porque quando estamos a aprender não vale a pena querer logo que tudo fique perfeito.
O passo seguinte foi tentar imprimir algo nosso. E porque não o logotipo da escola? Seria mais do que apropriado para primeiro objecto concebido e impresso no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Não correu muito bem. A culpa foi da forma como o Sketchup gere a geometria dos objectos. Cada letra é um grupo, que sobrepostos formam um objecto. Sejamos justos, as linhas-guia de modelação para a beethefirst especificam que os modelos não podem ser compostos por meshes sobrepostas. E o Sketchup é exímio a gerar meshes sobrepostas. Pensei que a conversão de collada para stl no meshlab me preenchesse os buracos invisíveis, mas... não. Precisava de usar a ferramenta outer shell do Sketchup, que está desabilitada na versão gratuita. Talvez esteja na hora de me candidatar a uma licença gratuita para educação do Sketchup Pro?
Para piorar a coisa o filamento enrolou-se durante o processo de impressão falhado e dei por mim com um nó de filamento à volta do extrusor. Algo assustador para primeira experiência com uma impressora 3D, mas que se resolveu com limpezas à cabeça (a aplicação beesoft ajuda a fazer isso muito bem) e nova calibração. Desta vez mais cuidada.
Terceira experiência, após algumas tentativas abortadas. Modelei num instante o clássico Hello World. É de rigueur nestes momentos. Felizmente a ferramenta 3D Text do Sketchup gera um grupo sólido. Foi só exportar em collada, passar pelo Meshlab para converter para stl, importar para o beesoft, configurar a impressão e... cruzar os dedos.
Dezoito minutos depois, Olá Mundo. Novamente, impressão em baixa resolução, daí o filamento ser tão visível.
A sala de aula, ao final do dia. Dia em que se iniciou para algumas turmas um novo semestre de TIC de forma dificilmente esquecível. Em que os olhares se iluminaram, a curiosidade se aguçou. O brilhozinho nos olhos dos alunos quando passavam entre si a primeira peça impressa é algo que aquece o coração. Em que os ex-alunos, agora no nono ano, vieram ter comigo para reclamar porque é que não havia disto quanto foram meus alunos. Dia em que percebi que se o design e construção da beethefirst facilita muito o processo de impressão 3D, tenho muito que aprender no que toca a modelar e a configurar impressões. Dia de mais um passo nos percursos da inovação pedagógica.
Projectos Finais - 7.º E (Sketchup)
Outro dos melhores projectos a surgir neste primeiro semestre. A modelação reflecte só o exterior. O interior não foi trabalhado. Um excepcional projecto das alunas Mariana Póvoa e Diana Veríssimo, disponível em 3D no Sketchab.
Outro projecto recompensador é este protótipo de cidade. Tudo modelado com muito cuidado, desde as casas modernistas ao edifício central cujo telhado obriga a técnicas de modelação mais avançadas do que a traçagem e extrusão simples. Um trabalho excelente do aluno Rodrigo Cruz, também disponível em 3D.
As alunas Ana Torcato e Sabrins Martins optaram por um registo mais lúdico. É uma casa, com interiores detalhados, rodeada de bolos de delicioso aspecto.
Outro projecto interessante foi o criado pelo aluno Alexandre Sheehan.
Esta vivenda modernista, completa com a obrigatória piscina, saiu do esforço colectivo dos alunos Fernando Ribeiro e João Féteiro.
Outro projecto simples mas visualmente interessante que só falha por organização espacial foi esta quinta criada pelo aluno Daniel Rodrigues.
As alunas Maria Lourenço e Joana Féteiro afadigaram-se a modelar estas vivendas. Completas com piscina, que é um tema recorrente nos trabalhos de modelação arquitectónica livre dos alunos. Um dia irei tentar perceber o porquê disto.
Os alunos João Silva e Tiago Almeida inspiraram-se num dos primeiros modelos de computador portátil para o seu projecto final, que por falta de tempo não levou os acertos finais.
Talvez por esta turma ter a aula de TIC antes da hora de almoço se explique o pendor nalguns trabalhos por delícias culinárias. A pizza, bolo e cocktails saíram do esforço dos alunos David Ter-Kachaturian, João Sousa e Ion Jalba.
Queríamos fazer um centro comercial, stor, disseram as alunas Ana Laura e Margarida Simões. Todo o centro seria difícil, ficou só uma loja. E sim, o manequim foi criado por elas. Como? Não é segredo nenhum. Criaram o manequim no Avatar Studio e converteram de VRML para 3DS. O Sketchup fez o resto.
Entre o simples e o féerico, as alunas Leandra Plácido e Marisa Grades criaram este hotel colorido.
Um toque de cinema em casa é a proposta do aluno João Nunes.
Um parque aquático das alunas Catarina Oliveira e Mafalda Cordeiro.
Um detalhe do hotel criado pelas alunas Filipa Soares e Margarida Simplício.
Os alunos Tomás Bravo e Pedro Cruz deslumbraram-se com os componentes do Sketchup.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Bee The First!
Não é todos os dias que podemos dizer que o futuro chegou à nossa escola. Hoje foi um desses dias. Na sequência do prémio Inclusão e Literacia Digital conseguimos finalmente verba para um investimento já há algum tempo pensado. O projecto original estava desenhado para impressoas RepRap, mas o valor financeiro do prémio permitiu voar mais alto e arriscar a aquisição de uma BeeTheFirst. Se perdemos o lado do it yourself ganhamos tempo, uma vez que o processo de arranque de trabalho com a bee será certamente mais rápido do que com uma Prusa que requer montagem, calibração, soldadura e configuração da placa arduino.
A impressão 3D é uma resposta à espera de perguntas. Partilham-se cada vez mais novas e intrigantes utilizações desta tecnologia, Ideias, experiências e especulações não faltam. No nosso caso, será que é uma tecnologia com potencial pedagógico no ensino básico? E que tipo de projectos poderão ser desenvolvidos que sejam mais do que o imprimir objectos pré-feitos, possibilitando envolver os alunos nos processos de criação, concepção e materialização? São ideias que vamos começar a explorar em breve. O primeiro passo está dado. A seguir teremos o obrigatório hello world. Depois disso, é explorar as possibilidades que se colocarem.
Hoje sou um professor particularmente feliz.
Projectos Finais - 7.º D (Sketchup Make)
De longe o melhor projecto criado neste semestre. O objectivo do aluno Rodrigo Nunes era o de modelar um computador. Ficou-se pela torre, motherboard e fonte de alimentação. Este é daqueles modelos que merece ser visto em 3D no Sketchfab.
Outro excelente trabalho de modelação 3D do aluno Rafael Coutinho. Também merece uma visita ao Sketchfab para visualizar em 3D.
Os alunos Gonçalo Costa e Rodrigo Negrão esforçaram-se por dar realismo a este modelo de uma coluna. Também está em 3D no Sketchfab.
Do aluno Carlos Amaro saiu esta recriação de uma pirâmide egípcia, completa com mastabas. Suspeita-se de alguma influência da disciplina de História. Um modelo simples mas divertido, também em 3D no Sketchfab.
O aluno Tiago Alegria deu-nos este toque whoviano, com a modelação do perfil de uma Tardis. Há alunos que sabem mesmo como agradar aos professores. As mensagens que fui deixando no quadro de giz surtiram efeito.
Um trabalho que merecia mais umas horas para ficar concluído, mas que não deixa de estar muito bom. Projecto dos alunos Beatriz Araújo, Matheus Quintas e Catarina André.
O aluno André Graça não é estranho a estas andaças, tendo já no ano passado surpreendido pela forma como consegue trabalhar o 3D. Este ano brinda-nos com esta aparelhagem, e, como ele gosta de dizer, notem o pormenor da pendrive. No Sketchfab podem fazer zoom.
O aluno João Lucindo disse-me que adora fazer casas no Sketchup. Pudera, respondi, foi mesmo para isso que o programa foi criado. Mostrou, mais uma vez, o que é capaz de fazer neste trabalho conjunto com o aluno Daniel Mendes.
As alunas Natacha Silva e Gabriela Henriques inspiraram-se no antigo Egipto para recriar este sarcófago. Não foi tarefa fácil atingir os pormenores da máscara fúnebre e acabou por não haver tempo para hieroglifos ou mais realismo na figura. E depois? Excelente trabalho para duas aprendizes dedicadas. Também em 3D no Sketchfab.
O aluno Romão Gomes também se inspirou no Egipto para o seu projecto de modelação 3D.
Num registo mais livre, o aluno André Serra dedicou-se a criar esta cidade.
Cidade que o aluno Alexandre Leal levou um pouco mais longe. Nem sempre os grupos de trabalho sobrevivem à pressão de levar a cabo um projecto.
Um projecto cheio de cor das alunas Daniela Lapa e Maria Ribeiro.
Os alunos Duarte Faria e João Cruvinel criaram este estádio.
A casa das alunas Liliana Lopes e Catarina André tem pormenores escondidos por detrás das paredes.
Para terminar, o projecto dos alunos Bernardo Pataco e André Costa. Demasiado simples em comparação com os restantes, talvez, mas note-se que o objectivo de experimentarem uma tecnologia pouco usual para o seu nível etário foi cumprido.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Edição de Video - 8.º A e 8.º C
O tema dado foi a segurança digital, abrangendo quer os dados pessoais, internet ou utilização segura de meios digitais. A partir daí cada aluno ou grupo escolheu o tópico que mais lhes despertou a atenção, organizando um vídeo que não poderia exceder noventa segundos. Pesquisaram, estruturaram informação, organizaram recursos ao longo de linhas de tempo, gravaram sons, aplicaram efeitos especiais e técnicas de edição. Alguns dos alunos não conseguiram dar o salto das sequências lineares para outro tipo de organização visual. Outros surpreendem pelo cuidado e criatividade que colocam nas suas criações em vídeo. Esta lista de reprodução organiza o trabalho dos alunos de oitavo ano que escolheram vídeo como tecnologia para projecto final.
Projectos em Scratch
Outra das vertentes das TIC em 3D é a introdução à programação. Feita no semestre de oitavo ano, permite a todos os alunos experimentar o Scratch. É uma das tecnologias à escolha para desenvolver projectos finais. Apesar de todos acharem interessante o trabalho com Scratch (e, talvez para o ano, Kodu), só os mais persistentes optam pela complexidade de criar algo verdadeiramente interactivo. Note-se que uma das opções desta abordagem é possibilitar aos alunos interagir com um leque alargado de tecnologias digitais, posta a uso de acordo com as suas aptidões e interesses. Estes pequenos jogos são sempre os projectos finais mais interessantes de acompanhar, pela complexidade de raciocínio que está por detrás de algo que é aparentemente simples.
Comecemos com o jogo Arkanoid criado pelo aluno Mário Ferreira. Este trabalho foi uma completa surpresa. Ao longo das aulas reparei que estava a trabalhar afincadamente em algo, mas só no final é que percebi exactamente em quê. Sem ajuda de ninguém atirou-se ao desafio, pesquisou, procurou soluções para os problemas e criou este jogo simples.
Este PacMan tem história. Criado pelo aluno Artur Veloso, surgiu porque, como me disse, o meu pai adora o PacMan e eu queria fazer-lhe uma surpresa. Como resistir a uma proposta destas? Estes projectos têm como condição o seguirem um tema ligado às TIC, no âmbito da segurança digital. Mas neste caso abriu-se uma excepção.
Um jogo frenético, onde somos o anti-vírus. Trabalho criado pelos alunos Inês Rodrigues, Tiago Noronha e Eduardo Tavares. Dica: há que conjugar o alvo com a barra de espaços...
Um projecto inacabado, do aluno Edgar Duarte. Sublinha um dos problemas quando se trabalha com um ritmo muito rápido. Basta não haver uma aula, ou perder uma aula por questões de doença ou pessoais, para impedir que um projecto não seja levado o mais longe possível. Se o trabalho de projecto com prazos a respeitar é competência a desenvolver, creio que nos próximos semestres também há que repensar a temporização dos projectos finais para dar flexibilidade nestes casos.
Para terminar, um jogo de labirinto da aluna Rebeca Vito.
Comecemos com o jogo Arkanoid criado pelo aluno Mário Ferreira. Este trabalho foi uma completa surpresa. Ao longo das aulas reparei que estava a trabalhar afincadamente em algo, mas só no final é que percebi exactamente em quê. Sem ajuda de ninguém atirou-se ao desafio, pesquisou, procurou soluções para os problemas e criou este jogo simples.
Este PacMan tem história. Criado pelo aluno Artur Veloso, surgiu porque, como me disse, o meu pai adora o PacMan e eu queria fazer-lhe uma surpresa. Como resistir a uma proposta destas? Estes projectos têm como condição o seguirem um tema ligado às TIC, no âmbito da segurança digital. Mas neste caso abriu-se uma excepção.
Um jogo frenético, onde somos o anti-vírus. Trabalho criado pelos alunos Inês Rodrigues, Tiago Noronha e Eduardo Tavares. Dica: há que conjugar o alvo com a barra de espaços...
Um projecto inacabado, do aluno Edgar Duarte. Sublinha um dos problemas quando se trabalha com um ritmo muito rápido. Basta não haver uma aula, ou perder uma aula por questões de doença ou pessoais, para impedir que um projecto não seja levado o mais longe possível. Se o trabalho de projecto com prazos a respeitar é competência a desenvolver, creio que nos próximos semestres também há que repensar a temporização dos projectos finais para dar flexibilidade nestes casos.
Para terminar, um jogo de labirinto da aluna Rebeca Vito.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Podemos aproveitar?
Professor, podemos aproveitar para acabar o nosso trabalho? Estava na hora de almoço, muito por acaso na sala de aula a terminar a recolha de trabalhos finais porque, eterno distraído que sou, convenci-me que o final de semestre acontecia uma semana depois da data que eu próprio indiquei em reunião de conselho pedagógico. Pois, quando me distraio, distraio-me à séria. Estes alunos viram a porta da sala aberta, comigo a terminar uma turma em tempo extra gentilmente cedido pela directora de turma. Esperaram que a sala se esvaziasse e fizeram a pergunta. Acabar, não precisam, disse-lhes, já o tinham feito, tinham um excelente trabalho, não lhes exigia mais. Mas, professor, nós queremos melhorar o nosso projecto e só temos aula para efeitos práticos dali a cinquenta minutos. Pronto, deixem-me só ir buscar as minhas tralhas, disse-lhes.
E o resto da hora foi passada numa sala que é a minha mas que não é só minha, numa hora vazia em que estes dois alunos levaram mais longe o seu projecto enquanto eu corrigia provas em papel. Fizeram-no depois do final do seu semestre, sabendo que a avaliação estava assegurada. Fizeram-no porque queriam concluir algo que sentiam poder levar mais longe do que o que ficou no final das actividades. O projecto deles era ambicioso. Queriam recriar um edifício-tipo da baixa pombalina (suspeito que aquela visita de estudo ao Lisboa Story Centre no âmbito da disciplina de História teve alguma coisa a ver com o tema escolhido). Não era algo fácil para crianças que tinham acabado de aprender os rudimentos da modelação 3D, ficaram-se só por uma fachada. Que estaria mais completa se, de facto, tivéssemos tido pelo menos mais a tal aula que eu estava convencido que teríamos.
Acho que não posso pedir mais. Nem exigir tanto. É bom ver estes alunos motivados, dispostos a ir além do exigido não pela nota, ou para agradar ao professor, mas porque descobriram que estavam a fazer algo de novo, algo que gostaram e os motivou. Tens imensa aptidão para isto, disse no final ao aluno que mais se esforçou por modelar os elementos deste projecto. Ele sorriu. Foi uma boa forma de encerrar o semestre.
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