sexta-feira, 31 de julho de 2015

Projectos Finais - 7.º A (Sketchup)


Um dos trabalhos mais interessantes criados pelos alunos desta turma. O estádio é massivo, e a forma foi bem recriada pelos alunos.



É, sem dúvida, um trabalho que merece ser visto em 3D.



Outro dos trabalhos criados por alunos desta turma. Uma casa de luxo, como dizia o aluno.




Cá está ela, em 3D.


Uma casinha simples, mas com piscina apetecível.



Outra casa simples, com a obrigatória piscina.


Se o telhado poderia estar mais bem conseguido, adoro os vitrais desta pequena igreja.


Um trabalho simples mas ambicioso, que recria o Big Ben.



Cá está o Big Ben em 3D.


Também não ficou nada mal este Arco do Triunfo.





Mais umas casas simples, que se não são dos projectos mais criativos não deixam de reflectir um grande esforço dos alunos.

(Nota: por razões que se prendem com o respeito da privacidade dos alunos não divulgo o nome dos criadores destes trabalhos.)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Trabalhos Finais de TIC - Edição de Vídeo (8.º ano)


Para além de incentivar ao trabalho criativo com ferramentas digitais, a edição de vídeo é o tipo de projecto que se adequa mais facilmente a metas curriculares. Envolve pesquisa, tratamento de informação, trabalho com ferramentas digitais e ainda pode incidir em temas curriculares, com esta focalização na segurança digital.

Como já é habitual, os alunos de oitavo ano, turmas B e D, esmeraram-se nos seus projectos de vídeo. Ficam aqui disponíveis, organizados em playlist.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Balanços


Registo do balanço anual das coisas que vou fazendo pela escola. Creio que dificilmente terei um ano tão repleto de boas notícias como este, mas os desafios continuam, cada vez mais estimulantes. Antes de ir de férias, ainda falta deixar aqui o registo dos trabalhos elaborados pelos alunos de segundo semestre, 7.º e 8.º anos, que ainda não tive tempo de deixar por aqui. Agruras de uma tarefa chamada secretariado de exames, que me tem consumido muitos neurónios nos últimos tempos.

O Coordenador do Plano Tecnológico na Educação referiu que este foi um ano muito gratificante. Procedeu-se à manutenção dos sistemas digitais do agrupamento, e apoio ao utilizadores, ressalvando que o material informático começa a apresentar algum desgaste por enquanto torneável. Reforçou-se a necessária componente pedagógica e o trabalho de divulgação externa junto de eventos académicos e associações profissionais ligadas ao ensino e não só, bem como ao público em geral com presença na 1.ª Lisbon Mini Maker Faire. Participou-se em diversas iniciativas, e o trabalho desenvolvido no Agrupamento foi distinguido com a atribuição do prémio Inclusão e Literacia Digital, que permitiu abrir novas vertentes de trabalho inovador e aplicável à comunidade. Estas distinções não são em nome individual, distinguindo todo um trabalho que só é possível com o bom ambiente de escola, equipa de trabalho dos docentes e esforço dos alunos. Para o próximo ano iniciar-se-á novo desafio, participando no projecto piloto de introdução de programação com alunos de 1.º ciclo, levando esta nova competência a algumas turmas do 4.º ano de escolaridade e aproveitando para reforçar os laços técnicos entre a escola sede e os estabelecimentos de primeiro ciclo do Agrupamento. No que respeita ao Plano Nacional de Cinema referiu que este foi o ano de arranque, com os docentes envolvidos a frequentar formação específica mas já a dinamizar atividades específicas. Para o próximo ano letivo estão em preparação atividades que irão possibilitar a plena integração neste projeto cuja dimensão cultural se assume como mais valia para os alunos do Agrupamento.

O azul do mar convida ao mergulho e ao descanso, mas ainda não chegou o momento. A foto é memória visual do bom espírito do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, que para encerrar com chave de ouro este ano lectivo decidiu fazê-lo à beira do mar da Ericeira.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Lisbon Maker Faire 2015


As TIC em 3D vão estar presentes na Lisbon Maker Faire 2015. Segunda edição da Faire, já não mini, A presença na primeira edição deu-nos muitas novas ideias de desenvolvimento, algumas das quais concretizámos com a entrada na impressão 3D. Que coisas novas iremos descobrir nos espaços de partilha da Maker Faire deste ano? Lá estaremos, para mostrar o que se faz dentro da escola pública, e para aprender, trazendo novas ideias que seguramente irão permitir manter a inovação neste projecto. Em breve, disponibilizaremos mais novidades.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Impressão 3D: Experiência Introdutória



Notas da apresentação no XV Encontro das TIC na Educação, organizado pelo Centro de Competências Entre Mar e Serra nos dias 9 e 10 de julho de 2015, em Leiria.



Slide um: Vou-vos desiludir. Este hello world não foi o primeiro objecto que imprimimos na sala de aula. Na verdade foi o segundo... Para experimentar imprimimos pela primeira vez um objecto de teste, mas não queríamos deixar de homenagear a clássica tradição do mundo digital de dizer “olá mundo” quando se trabalha pela primeira vez em algo de novo. Ao mergulhar no mundo da impressão 3D, a sensação que temos é a de algo de fundamentalmente novo, cheio de possibilidades que começam agora a ser afloradas. Qualquer que seja o primeiro passo, a sensação de “olá mundo” é fortíssima.



Slide dois: Experimentar - Gostaria de começar por mostrar este gráfico. É um Gartner Hype Cycle. Vale o que vale. Produzido anualmente pelos analistas da Gartner, seguindo os seus critérios internos. Mas esta noção de curva para medir o interesse em novas tecnologias é intrigante. Descreve muito bem, pensamos, as atitudes que temos perante uma nova tecnologia. É algo que nos é intuitivo.  Quando uma nova tecnologia nos desperta a atenção entra no que apelidam de período de grandes expectativas. Todos sentimos isso. E depois pensamos afinal, para que é que isto nos serve? É aí que as expectativas caem, e entram em acção aqueles que estão mais interessados no desenvolvimento das aplicações possíveis. Que, lentamente, vão penetrando mercados e consciências. É o chamado plateau of productivity. É o momento em que as tecnologias promissoras e futuristas começam, realmente, a modelar o futuro.



Creio que todos conhecemos um exemplo muito recente deste tipo de atitudes. Lembram-se de quando os tablets chegaram ao mercado? Cheios de promessa, para logo depois serem desconsiderados como meras ferramentas de consumo de media… e agora tornaram-se prevalentes, e avaliamos com muita seriedade a sua utilização em contextos pedagógicos. Sublinha também que fora de domínios específicos (indústrias de ponta, design) a impressão 3D é uma resposta à espera de perguntas. Ela está cá existe. O que é que podemos fazer com ela? E, no nosso caso específico, poderemos tirar partido dela para incentivar aprendizagens nos nossos alunos?



Uma nova tecnologia abre-nos enormes campos de possibilidade. Resta arrisca, testar, experimentar, para perceber como a colocar ao nosso serviço.



Slide três: Impressão 3D - O que é a impressão 3D? Sem querer entrar em muitos detalhes, é a manufactura de um objecto criado digitalmente em camadas de materiais sucessivamente depositadas por um robot controlado por computador. Há muitas variantes desta tecnologia, desde a solidificação de polímeros com lasers ao depósito de filamento termoplástico derretido. Destas, a que tem encontrado maior aceitação junto da comunidade (por uma combinação de simplicidade com o caducar de patentes) é a impressão por depósito de filamento, comummente referida por FDM (fused deposition modeling, termo sob copyright pela Stratasys) ou FFF (Fused Filament Fabrication)/PJP (Plastic Jet Printing).



Grosso modo, a impressão 3D FFF é feita por uma cabeça de impressão que aquece o material termoplástico a temperaturas específicas, forçando a sua saída através de um extrusor que o deposita sobre uma superfície (mesa de impressão). Motores passo a passo controlam a posição da cabeça e mesa nos eixos XYZ, permitindo que o extrusor deposite camadas sucessivas de filamento que vão construindo um objecto.



A tecnologia de impressão 3D, ou manufatura aditiva, é apontada como mudança paradigmática (Winnan, 2013) com uma gama crescente de aplicações industriais, científicas, económicas e lúdicas (Lipson & Kurman, 2012). Que mais-valias esta tecnologia poderá trazer aos processos de aprendizagem? Intuímos que poderá ter potencial e queremos perceber como dela tirar partido para a aprendizagem. Iniciámos um caminho de procura de estratégias concretas de adaptação à sala de aula, em contextos interdisciplinares e integração com as metas curriculares de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).



Esta é uma área recente, com pouca literatura sobre experiências educacionais. Registam-se abordagens que incidem nas artes e CTEM (Thornburg, Thornburg, Armstrong, 2014) com projectos simples, requerendo poucos conhecimentos de modelação e integrando saberes de diferentes áreas para conceção e impressão em 3D de objetos para jogos matemáticos, módulos de pavimentações, elementos de sólidos ou engrenagens funcionais (Eisenberg, 2013).



Slide quatro: Modelar/Capturar/Imprimir - Nas primeiras experiências em sala de aula nalisámos e implementámos três opções de utilização rápida pelos alunos: 3D scanning, modelação por primitivos, e modelação rigorosa em Sketchup Make. O 3D scanning permite digitalizar objectos físicos a partir de fotografias e aplicações de fotogrametria. Modelação por primitivos é um dos mais antigos processos de modelação em 3D, através da justaposição de formas geométricas para modelar objetos complexos. Utilizar o Sketchup Make para modelação 3D é uma das mais populares opções entre os nossos alunos, requerendo rigor e atenção à integridade do modelo durante a modelação.



Slide cinco: Preparar uma impressão 3D - Preparar modelos para imprimir não é um processo automático e requer alguns procedimentos que variam de acordo com o tipo de modelo. Antes de imprimir é necessário converter para STL (formato de ficheiro para impressão 3D), fazer redução da mesh (diminuir a contagem de polígonos), solidificar (eliminar geometria interior e intersecções), e validar o ficheiro. Usamos uma combinação de ferramentas que inclui o Meshlab (converter e redução da mesh), Meshmixer (solidificar) e netfabb (operações de correcção automatizadas, validação, corte nos eixos). Só depois se importa para o software de slicing e impressão (beesoft, no nosso caso). São operações efectuadas por tentativa e erro, que ainda não conseguimos implementar na sala de aula.



Slide seis: Despertar a curiosidade - Começa por aqui, colocando uma ferramenta avançada nas mãos dos alunos, despertando-lhes a criatividade. No nosso contexto específico, interessava-nos um produto simples de usar, acelerando a utilização com alunos em sala de aula. A utilização decorre em duas vertentes: como recurso de apoio a projectos interdisciplinares, e na disciplina de TIC na sequência da aprendizagem de modelação 3D elementar na abordagem das metas curriculares (Coelho, 2014).



É ainda prematuro tirar conclusões concretas sobre o potencial da impressão 3D, estando abertos caminhos de exploração. A abordagem lúdica suaviza o esforço na aquisição de competências de visualização tridimensional, estando os nossos alunos já a materializar o trabalho desenvolvido virtualmente, trazendo-o do ecrã do computador para o domínio do real.



Slide sete: Mobilizar Conhecimentos - Outra forma de explorar o potencial da impressão 3D é através de projectos interdisciplinares, em que os alunos mobilizam conhecimento e aprendizagem de diversas áreas na concepção e produção de objectos específicos. É, em nossa opinião, uma das mais ricas formas de exploração das TIC em geral e impressão 3D em particular nos contextos pedagógicos.



É o caso deste, que denominámos de Matéria Digital, em parceria entre as áreas curriculares de TIC e Educação Visual. Tínhamos como objectivos construir bonecos articulados e recriar de utensílios de cozinha, com alunos dos 2.º e 3.º ciclos. Podem ver nas imagens quer os resultados quer momentos do processo de trabalho. Em Educação Visual foram exploradas metodologias de trabalho projectual e conteúdos relativos, enquanto TIC abriu espaço à modelação 3D com Sketchup. A impressão efectiva dos objectos teve de ser efectuada fora dos momentos desta actividade, uma vez que o tempo de impressão de um objeto é demorado e não se adequa à duração média de uma sessão de trabalho de 90 minutos.



No cruzamento de saberes de áreas científicas, artísticas e tecnológicas no desenvolvimento de projetos, este tipo de projectos incentiva a utilização criativa de meios digitais avançados. Seguimos aqui o caminho da experiência de introdução da impressão 3D, mas este tipo de metodologia apresenta resultados muito ricos com outras vertentes tecnológicas.



Slide oito: Ideias de Exploração - O interesse pela integração de impressão 3D na educação básica é crescente, especialmente no domínio das CTEM. Não resisto a destacar, a título de exemplo, o trabalho possibilitado por esta app para iOS. Infelizmente, para aqueles que trabalham com tablets do ecossistema android, as escolhas são mais limitadas. Pessoalmente não encontro uma app android capaz destas valências do morphia. Mostra como o 3D printing liberta a imaginação e dá às crianças uma nova forma de explorar aprendizagem e criatividade. Destaco estes porque para além de programarem a app também se dedicam a experimentar, colocando a impressão de 3d nas mãos de crianças, focalizada com conceitos das CTEM. E são um de entre dos muitos que cada vez exploram mais activamente estes campos.



Ideias rápidas? Existem, e começa a haver literatura sobre o tema. Focalizando entre TIC e CTEM, as actividades de concepção e impressão em 3D de objectos para jogos de lógica, módulos para pavimentações, elementos para construção de sólidos ou engrenagens funcionais. Já nos domínios artísticos pode passar pela modelação e captura 3D, reinventando objectos artísticos como forma de apropriação de linguagens artísticas e desenvolvimento de percepção espacial.



Slide nove: Aprender Fazendo - Referências bibliográficas



(2014). Beethefirst Quick Start Guide. Aveiro: Beeverycreative. Obtido a 03 de março de 2015 de https://www.beeverycreative.com/wp-content/uploads/2014/08/BEEmanual-EN-PT-DE-2014-05-19.pdf.

Coelho, A. (2014). Tecnologias 3D nas TIC: Projeto 3D Alpha. in Miranda, G., et al, Aprendizagem Online Atas Digitais do III Congresso Internacional das TIC na Educação (pp. 255-259). Lisboa: Instituto da Educação da Universidade de Lisboa.

David Thornburg, Norma Thornburg, Sara Armstrong (2014). The Invent To Learn Guide to 3D Printing in the Classroom: Recipes for Success. CMK Press.

Eisenberg, M. (2013). 3D printing for children: What to build next? in Read, J., Markopoulos, P., International Journal of Child-Computer Interaction, vol. 1, n.º 1 (pp 7-13). Obtido a 03 de março de 2015 de http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2212868912000050.

Frauenfelder, M. (2013). Make: Ultimate Guide to 3D Printing 2014. São Fran-cisco: Maker Media.

Lipson, H., Kurman, M. (2012). Fabricated: The New World of 3D Printing. Indianapolis: John Wiley & Sons.

Meier, C., Pérez, J., Cantero, J., Díaz, D. (2015). El Patrimonio escultórico en el aula. Actividades con tecnologías de Modelado e Impresión 3D y Gamificación. La Laguna: Universidad La Laguna.

Thornburg, D., Thornburg, N., Armstrong, S. (2014). The Invent To Learn Guide to 3D Printing in the Classroom: Recipes for Success. CMK Press.

Winnan, c. (2013). 3D Printing: The Next Technology Gold Rush. Amazon Digital.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

TIC em 3D @ Ciência na Escola 2015


Estivemos ontem presentes na mostra de projectos da iniciativa Ciência na Escola - Fundação Ilídio Pinho, à qual concorremos com o Matéria Digital. A mostra decorreu nas instalações do Nercab, em Castelo Branco, e o nosso cantinho incluía a impressora 3D a trabalhar, apresentações sobre os nossos projectos e os talheres e bonecos desenhados, modelados em 3D e impressos pelos nossos alunos.


Com o director do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, que partilhou conosco este dia divertido. E que se está a tornar num apaixonado do 3D printing, cheio de ideias para novos e mais ambiciosos projectos.


Como já é habitual, a impressão 3D atrai os olhares e a curiosidade de miúdos e graúdos. Somos humanos, gostamos de imaginar e criar,  mas também de tocar e materializar. É esse o desafio, promessa e dádiva desta tecnologia.


Terminamos esta participação no Ciência na Escola com uma nota positiva. Implementamos, sem grande formalismo mas com muita seriedade, um projecto pedagógico de utilização de impressão 3D nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, integrando saberes de diversas áreas do conhecimento em sequências estruturadas de aprendizagem. Estabelecemos bases de trabalho e linhas guia para projectos que tirem partido desta nova tecnologia ao serviço da aprendizagem.

Com alguma pena não ficámos no grupo dos projectos distinguidos com prémio ou menção honrosa no nosso escalão de concurso. Os projectos distinguidos eram, também, muito bons e interessantes. Os júris deste concurso não têm uma tarefa fácil. E isso não retira mérito ao esforço e trabalho dos alunos e professores que nos acompanharam neste desafio.

Não é que o que nos motive seja ter prémios ou distinções. Trabalhamos pelo gosto no desafio de inovar, de trazer para a escola pública tecnologias avançadas, de dar mais valias de aprendizagens a conjuntos alagrados de alunos. Uma distinção neste concurso seria apenas uma forma fantástica de terminar um ano de trabalho extraordinário, em que levámos este projecto à Lisbon Mini Maker Faire (uma de três escolas presentes), encontros ArdRobotic, Artenautas e Psicologia da Criança e Adolescente, fomos distinguidos com o prémio Inclusão e Literacia Digital, dinamizámos formação, adquirimos a nossa impressora 3D e ainda iniciámos ramificações nas áreas do cinema e iniciação à programação no 1.º ciclo do ensino básico. E continuamos a ser dos primeiros projectos de 3D printing com alunos do ensino básico, senão mesmo o primeiro, a possibilitar que crianças do 1.º ao 3.º ciclo toquem, experimentem, trabalhem com estas tecnologias criativas, enquanto a divulgamos o mais possível à comunidade local. Porque o conhecimento deve ser partilhado. Temos, diria, muitos motivos de orgulho que são o resultado de esforço e trabalho contínuos. E cá estamos para os próximos desafios.

(Pois, Boa maneira de estruturar o balanço do ano lectivo para a reunião de final de ano do conselho pedagógico do Agrupamento.)

RC Athenas 3D


Aquele momento em que descubro mais um projecto de Impressão 3D na educação. Yay, já não sou caso único! As impressoras 3D estão a chegar às escolas, especialmente nas secundárias e profissionais, mas ainda não vi divulgados projectos pedadógicos de utilização da impressão 3D. Foi uma boa surpresa ontem, na mostra de projectos do Ciência na Escola, deparar com este excelente projecto vindo do Agrupamento de Escolas D. Maria II em Braga, muito justamente distinguido pelo júri. É o tipo de projecto perfeito para este nível de ensino: construir uma RepRap de raiz, adquirindo as peças mais específicas (extrusor, motores passo a passo) e construindo o resto a partir de placas de alumínio, peças recicladas de computadores e impressoras, e uma boa dose de programação (em Arduino, suspeito). Belíssima impressora, e na exposição vi-a a imprimir com uma rapidez invejável. Fieis ao espírito do 3D Printing RepRap, disponibilizam os seus planos e tutoriais para quem quiser replicar esta impressora. É um projecto interessante, a anos-luz à frente do que andamos a fazer aqui nas TIC em 3D. Os níveis de ensino são muito diferentes e mais avançados do que aquele onde trabalhamos. Em comum, creio, está o focalizar a impressão 3D como central em experiências de aprendizagem significativa.

domingo, 7 de junho de 2015

Formação Sketchup: Trabalhos de Formandos


Estou a fazer um clear the decks, antecipando os dias mais pesados da época de provas finais e exames de 2015 e o final do ano lectivo. De caminho finaliza-se a formação de Sketchup Make dada pela ANPRI entre Abril e Maio. Foram dois dias de aprendizagem intensa, e confesso que só nestes dias, depois da data acordada para entrega dos relatórios finais em que os formandos podiam aproveitar para afinar os seus projectos, olhei com atenção para as pastas da formação na Dropbox partilhada. O que vi deixou-me estupefacto.


Foram onze formandos, das áreas das TIC e Educação Visual, com pouca ou nenhuma experiência prévia em modelação 3D. Ao fim de um percurso desafiante de aprendizagem, foram capazes de produzir trabalhos como este. Wow. Recordo, estão a olhar para imagens 2D, mas isto são modelos 3D criados no Sketchup.




Esta é uma amostra do total produzido. Nos desafios de introdução a ferramentas e técnicas de modelação nota-se claramente a curva de aprendizagem a evoluir. E os projectos finais deixaram-me espantado. Devo confessar uma leve pontinha de orgulho.

sábado, 6 de junho de 2015

O seu ao seu dono.


A encerrar o ano lectivo, dois projectos de impressão 3D. Estas etiquetas ou porta-chaves personalizadas com os nomes dos alunos são uma lembrança para os meus afilhados de nono ano no baile de gala dos finalistas. Projecto rápido, desde modelar a base em Sketchup Make a aplicar os nomes com a ferramenta 3D Text e tornar objecto com o Outer Shell. Os futuros donos disto ainda não os viram (é surpresa), mas já tive de imprimir para outros alunos que os viram e adoraram. Parece-me um bom projecto rápido para uma turma, ou para demonstrações com crianças. Para o ano desenvolvo mais. Ano lectivo, não civil, entenda-se.


Ontem despedi-me deste terrível escorpião. Modelado no Tinkerplay por um dos alunos de sétimo ano, esperei pela festa das escolas do Agrupamento para o entregar ao seu criador. A impressão tem imperfeições. O modelo foi exportado a 50% da escala real, o que poupa filamento mas nestes stl já percebi que prejudica a qualidade final, com pormenores a ficar abaixo dos limites mínimos de impressão. As ligações ficam frágeis e desgastam-se facilmente. Usar super-cola 3 (ou outra cola de acrilatos similar) resolve, mas fixa as articulações. Horas depois, a professora de Educação Visual deste aluno veio ter comigo a perguntar como é que tinham feito aquele bicho fantástico que lhe tinham mostrado. Passo a passo vai-se percebendo quais as formas para integrar a impressão 3D na sala de aula, com actividades pedagógicas de aprendizagem significativa.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Trabalhos em progresso


Apesar do foco corrente na impressão 3D não esquecemos que os nossos alunos estão a desenvolver aprendizagens e projectos individuais em diferentes tecnologias multimédia. Deixamos aqui alguns dos exemplos de trabalhos desenvolvidos por alunos do segundo semestre de sétimo ano, como este estádio, ainda a ser terminado em projecto final de dois alunos.


Este automóvel radical, criado por um aluno ao aprender a transferir diferentes formatos de ficheiros 3d entre aplicações para melhorar a texturização.


Este projecto final temático, a recriar um computador, de duas alunas.


Outro projecto final em andamento. Por fora parece uma simples casa, mas quando se entra atenta-se nos pormenores.


Esta surpresa divertida fez parte da aprendizagem inicial de conceitos de 3D.


E outro projecto final, que se tem uma chaminé algo desproporcionada, não deixa de ter alguns pormenores difíceis de conseguir bem.

domingo, 31 de maio de 2015

TIC em 3D @ Festa das Escolas - AEVP


A impressão 3D deslumbra miúdos e graúdos. Nos primeiros contactos sorri-se, a curiosidade fica a aguçada, o olhar fixa-se nos movimentos contínuos do extrusor. E depois começam as perguntas. Como é que se faz? Como é que imprime? Que materiais usa? Onde é que se arranjam os modelos? Que programas se utilizam? Dá imenso gosto mostrar, demonstrar, partilhar conhecimento, explicar o processo desde a concepção em aplicações de modelação 3D até à preparação, slicing e materialização do digital. Sublinhando sempre o lado pedagógico do projecto, mostrando que os objectos que tanto intrigaram os visitantes foram concebidos por alunos de 6.º e 7.º ano.


A zona ‪TIC em 3D‬/Coordenação PTE na Festa das Escolas do ‪Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, a nossa casa.‬ O Magalhães MG2 em ‪Linux Mint‬ serve vídeo, mostrando como o hardware envelhecido ganha uma nova vida com o sistema operativo certo (dica: não em Windows, claramente). No projector iam sendo mostrados os projectos de vídeo e 3D das turmas do segundo semestre do ano passado e primeiro deste ano. A nossa Beethefirst‬ passou o dia a encantar, imprimindo talheres modelados no Sketchup para o projecto Ciência na Escola e ‪Hello Kittys capturadas com o 123DCatch (é uma running joke com os meus alunos que já vem dos tempos de EVT)‬, e um porta-chaves criado na hora para um aluno merecedor. Até o nosso robot Lego ‪Mindstorms‬ de primeira geração teve direito a estar presente. Pensava que não tinha pilhas, mas a meio do dia uns miúdos conseguiram ligá-lo e puseram-se a fazer combates contra os robots impressos em 3D.


Divulgar e desmistificar a tecnologia é uma das vertentes das TIC em 3D. Sempre presente está a clássica frase de Arthur C. Clarke, uma das suas três leis, que nos recorda que any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic. Como educador, creio que não tem que ser assim, e que nos cabe o papel de abrir, mostrar, fazer ver como funciona. A tecnologia e o progresso apoiam-se no conhecimento. E quanto mais conhecemos e sabemos, mais combustível tem o cérebro para gerar novas ideias. Sem conhecimento não há criatividade. Quanto mais partilhamos mais aprendemos.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

B-Movie


Isto quase dava uma cena de filme de série B, daqueles com as criaturas fabulosas de Ray Harryhausen. Os modelos do Tinkerplay são divertidos, mas tenho dado prioridade nas impressões a projectos interdisciplinares. Isto, e o facto dos STL da aplicação serem uns gulosos de filamento. O robot foi impresso a 125% de escala (definida pela app) e fartou-se de comer filamento. Já o escorpião pareceu-me ter sido exportado pelo aluno a 50% da escala real. Aí os ficheiros começam a ter pormenores demasiado pequenos para a cabeça de impressão e o resultado fica muito irregular.

Digital Material


Visto desta forma percebe-se o impacto de um projecto como este. Estando na sala de aula a trabalhar com os alunos no Sketchup Make ou com o nariz enfiado na impressora a monitorizar o depósito contínuo e preciso de filamento, por vezes esquecemos o contexto mais abrangente. Sentimo-lo quando os alunos ficam com um ar de incredulidade ao segurarem nas suas mãos os objectos impressos que conceberam. E neste contexto ainda mais se sente. Na exposição de trabalhos do Departamento de Expressões os talheres impressos em 3D estão lado a lado com os prototipados por meios mais tradicionais. É o mesmo trabalho, em duas dimensões, mostrando as valências dos meios de expressão clássicos acompanhados dos digitais. A modernidade não tem se de traduzir no abandono dos meios tradicionais de criação.


Cá estão os últimos talheres impressos. Restam alguns ficheiros por processar, mas o ano lectivo aproxima-se do final e a carga de avaliações e exames vai roubar trabalho.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Ligações


A BeeVeryCreative lançou um alinhamento de novas impressoras e dispositivos. O beeconect, um Raspberri Pi com ecrã touch, está disponível para controlar as bee sem necessitar de computador (e lê Gcode produzido por outras aplicações de slicing que não o beesoft). Dividem as impressoras em quatro vertentes: a Beethefirst+, com novos extrusores para filamentos de material não PLA, a Bee Me, para makers (que, parece, é suposto ser desmontada e personalizada), a BeeInSchool (YES!), com maior fiabilidade e simplicidade para escolas (porque nós, professores, queremos concentrar-mo-nos nas actividades e não na manutenção da impressora). Todos produtos interessantes, mas o mais interessante é a Bee Prusa com o seu duplo extrusor, que permite aventuras mais interessantes na impressão 3D, como imprimir com duas cores. Ou, para evitar o polimento das peças complexas que ficam com restos de filamento por causa dos suportes, imprimir a peça com um filamento resistente e os suportes com filamento solúvel. É bom ver a Bee crescer


A Associação Nacional de Professores de Informática está a organizar o primeiro Congresso Nacional de Professores de Informática. Mais informações e prazos de submissão estão disponíveis na página do evento: I Congresso Nacional de Professores de Informática.


A Lisbon Maker Faire está de regresso, desta vez sem o Mini. Mantem-se no Ciência Viva, e em breve vão abrir a sua call for makers. Para sublinhar a importância deste tipo de eventos, para além das visitas e contacto com o público, a presença na Lisbon Mini Maker Faire foi um dos elementos fundamentais para as TIC em 3D entrarem definitivamente no campo da impressão 3D.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Matéria Digital: Construir Objetos com Modelação e Impressão 3D (Relatório Final)

(Tecnicamente este projecto ainda não terminou. Tenho ainda alguns modelos para imprimir, mas esta semana dedicada ao secretariado de exames e provas finais não permitiu tempo para dedicar à impressão. Formalmente está encerrado, e resta esperar pelos resultados finais do prémio, bem como preparar elementos para apresentação na exposição final.)

Projeto «CIÊNCIA NA ESCOLA» - Fundação Ilídio Pinho

Relatório final - Parte I - Matéria Digital: Construir Objetos com Modelação e Impressão 3D

1. Descrição das atividades de desenvolvimento do projeto: 

Este projeto de utilização de impressão 3D em contexto educacional decorreu em duas vertentes: construção de bonecos articulados com uma turma de sexto ano de escolaridade e recriação de talheres para crianças com necessidades especiais com duas turmas de sétimo ano.

Na vertente Boneco Articulado, onde se pretendia recriar brinquedos tradicionais com meios digitais, seguiram-se as seguintes etapas de desenvolvimento: na área disciplinar de Educação Visual, pesquisa sobre brinquedos tradicionais, estudo das proporções do corpo humano; conceção de projetos de boneco articulado; traçagem sobre papel vegetal; construção de bonecos articulados em cartão. Com a colaboração de TIC: aprendizagem de técnicas elementares de modelação 3D em Sketchup Make (traçar, extrusão), digitalização dos projetos; traço e modelação dos elementos dos bonecos articulados; preparação dos ficheiros para impressão; impressão 3D. Passámos com este processo da conceção visual recorrendo à pesquisa e criação para a materialização impressa em plástico.

Na vertente Talheres Adaptados, onde se pretendia que os alunos concebessem soluções para utensílios adequados a crianças com necessidades especiais, foram desenvolvidas as seguintes etapas: Em Educação Visual e Tecnologia e Design (disciplina de oferta de escola): pesquisa de soluções já existentes; esboço de propostas gráficas; projeto seguindo métodos de representação rigorosa; estudos de cor; prototipagem por modelação em terracota. Em TIC: aprendizagem prévia de técnicas de modelação 3D utilizando o Sketchup Make; modelação rigorosa em 3D dos projetos de talher; preparação dos ficheiros para impressão; impressão 3D.

Destas, apenas a fase de preparação dos ficheiros para impressão não é desenvolvida em sala de aula por questões logísticas. O tempo de impressão 3D de um objeto é demorado e não se adequa à duração média de uma sessão de trabalho de 90 minutos. A preparação dos ficheiros passa pela conversão do modelo do Sketchup para estereolitografia e validação e, sempre que possível, foi efetuado com os alunos participantes.

Foram, e estão a ser, ainda desenvolvidas atividades de divulgação e demonstração da tecnologia de impressão 3D para turmas específicas, alunos de quarto ano e comunidade escolar, bem como ações específicas de divulgação junto de parceiros, redes sociais e eventos académicos. Consideramos pertinente a divulgação deste tipo de trabalho em diferentes contextos, uma vez que não existem ainda muitas experiências de trabalho com impressão 3D e crianças deste nível etário em contextos escolares.

2. Grau de experimentação do projeto: enumere as atividades experimentais, laboratoriais, ou de campo realizadas com os alunos: 

Atividade de campo: demonstrações de tecnologia e métodos de modelação e impressão 3D para alunos de 4.º ano e comunidade escolar.

3. Indique a relevância científico-pedagógica do projeto para os alunos e para a comunidade educativa: 

Com esta iniciativa trouxemos uma tecnologia de ponta para o contexto do ensino básico, integrando-a em projetos específicos, permitindo a alunos dos 6.º  e 7.º anos de escolaridade trabalhar diretamente com a impressão 3D. Abrimos também à comunidade, ainda de forma incipiente pela novidade da aquisição, mas inserida numa estratégia de médio prazo que passa pela divulgação e possibilidade de impressão de objetos por todos os interessados. Incidimos nas seguintes vertentes:

- integrar saberes de diferentes áreas (científicas, artísticas e tecnológicas) no desenvolvimento de projectos concretos;
- incentivar a utilização de meios digitais avançados como ferramenta criativa;
- introduzir a impressão 3D em actividades específicas com os alunos;
- abrir e divulgar à comunidade envolvente a tecnologia de impressão 3D;
- compreender as valências da impressão 3D;
- materializar fisicamente o trabalho digital dos alunos.

4. Cite aspetos inovatórios, criativos ou de possível utilidade empresarial do projeto: 

A tecnologia de impressão 3D é hoje relativamente acessível. Dotando os utilizadores de meios de prototipagem ou de materialização de criações digitais, apresenta grande potencial criador e empreendedor. Com este projecto tentamos trazer esta tecnologia à sala de aula, colocando-a em contacto com os alunos, permitindo-lhes experimentar trabalhar directamente com técnicas ligadas à engenharia, arquitectura e design sob uma perspetiva integradora, e equipamentos de ponta que sendo já conhecidos não estão ao seu alcance. Dispondo de uma impressora 3D, procuramos formas de integração curricular desta tecnologia, quer em projetos interdisciplinares quer no currículo nacional. Preparar hoje os alunos para o seu futuro implica levá-los a tomar contacto com tecnologia de ponta, capacitando-os para tirar partido dela misturando saber e criatividade.

5. Se estabeleceu parcerias com instituições externas à escola indique o seu nome e descreva a contribuição dessas entidades para o projeto: 

BeeVeryCreative: aquisição de equipamento, suporte técnico e formação de base em impressão 3D.
Babel X3D (http://portal.babelx3d.net/): Divulgação externa/académica do projecto.

6. Avaliação final do projeto (resultados nas aprendizagens dos alunos, na comunidade educativa, e nas instituições com que estabeleceu parcerias): 

Conseguimos com este projeto mostrar possibilidades da tecnologia de impressão 3D aplicada no ensino básico, em contextos interdisciplinares. Os alunos participantes tomaram contato e puderam trabalhar com uma tecnologia que conhecem através dos meios de comunicação. Integraram saberes de diferentes áreas na consecução de projetos específicos recorrendo às artes, ciências e tecnologias de informação e comunicação. Tiveram a experiência de segurar nas suas mãos objetos por eles criados no ecrã do computador, algo que lhes parecia impensável.

7. Outras informações consideradas pertinentes: 

A aquisição da impressora 3D BeeTheFirst foi possível pela distinção do projeto As TIC em 3D no primeiro prémio Inclusão e Literacia Digital, promovido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia/Rede TIC e Sociedade.

ANEXOS AO RELATÓRIO

8. No quadro abaixo deve listar hiperligações de videos, artigos de jornais, etc. do projeto. 

Destaque dado pela BeeVeryCreative ao projecto: https://www.facebook.com/beeverycreative/posts/484438385053976 
As TIC em 3D - página do projecto-base desta iniciativa: http://3dalpha.blogspot.pt/
Destaques relativos à impressão 3D e projeto Ciência na Escola: http://3dalpha.blogspot.pt/search/label/3D%20Printing
Encontro Artenautas (Universidade Aberta/Centro de Investigação em Artes e Comunicação) - Apresentação O Software, A Liberdade de Criar em 2D e 3D:
http://3dalpha.blogspot.pt/2015/04/materializar-o-digital.html
Lista de vencedores do prémio Inclusão e Literacia Digital:
http://www.ticsociedade.pt/premiovencedores

Relatório final - Parte II - Elementos para publicação

1. Título e resumo do projeto: 

Matéria Digital: Construir Objetos com Modelação e Impressão 3D

A impressão 3D materializa o digital, sendo uma importante ferramenta de auxílio à criatividade e empreendedorismo. Possibilita formas inovadoras de conceber e produzir objetos. Este projeto usa estas tecnologias no ensino básico, estimulando alunos a conceber objetos materializados em 3D, procurando perceber como esta tecnologia poderá influenciar a comunidade em que vivemos, de modo criativo, sustentável e integrador.

2. Fotografias relevantes do desenvolvimento do projeto (Formato JPG):


Figura 1: Projeto e Prototipagem (talheres)


Figura 2: Processo de Modelação em 3D no Sketchup Make (talheres).
 

Figura 3: Impressão em sala de aula dos modelos criados.


Figura 4: Protótipos de boneco articulado.


Figura 5: protótipos de talheres adaptados.

3 - Lista nominal dos alunos participantes no projeto:

Alunos do 6.º A, 7.ºB e 7.ºE do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.

4 - Inscrição professores colaboradores:

Nome do professor responsável pelo projecto: Artur Manuel Rodrigues Coelho
Professor Colaborador : Sara Maria Gaspar Inácio (Educação Visual e Tecnológica); Sandra Carla Fernandes António (Educação Tecnológica)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Matéria Digital (II)


Iniciámos, finalmente, a impressão dos projectos criados pelos alunos do sexto ano que também participam no Matéria Digital. Com este grupo de alunos partiu-se do conceito de brinquedo tradicional revisto na era digital, para criar bonecos articulados.


Não temos registos dos primeiros passos dados na aula de Educação Visual. Aqui, os alunos aprenderam conhecimentos sobre as proporções do corpo humano que aplicaram em projectos para figuras articuladas. Para facilitar o processo de passagem ao digital traçaram a vermelho sobre papel vegetal.


Na sala de TIC experimentaram a modelação 3D de uma forma simples. Importaram as imagens digitalizadas dos seus projectos e, utilizando as ferramentas de traçagem, desenharam as superfícies correspondentes aos elementos do boneco articulado.


Aqui, um detalhe do processo de traçagem a partir de fotos. Em seguida passaram à extrusão para 3D, sempre com os dedos cruzados para o Sketchup Make indicar o resultado como grupo sólido, condição essencial para uma boa impressão.


Restou-nos o trabalho de resolução de eventuais problemas de mesh, correcção e preparação dos ficheiros STL. Esta é a fase mais técnica que, por questões de tempo, não podemos fazer com os alunos. Digamos que tivemos que roubar aulas a outras disciplinas para, dentro dos horários apertados da turma, da sala TIC, da professora de Educação Visual e meus, conseguir levar a cabo a fase digital deste projecto.

Iniciámos hoje a impressão, felizmente dentro da sala de aula apinhada de alunos de 7.º  e 8.º ano, alguns muito revoltados porque se os mais novos trabalham com a impressora 3D, porque é que eles não? Lá iremos. Este tipo de actividades é muito experimental, e um dos nossos objectivos é procurar e testar ideias de aplicação concreta.

Já devem ter notado que para bonecos articulados estes mexem-se pouco. Estas são as versões de teste, em que imprimimos o resultado do trabalho inicial. Depois, iremos seleccionar alguns para impressão em partes a articular. Esse trabalho já está feito pelos alunos, é só escolher e imprimir. Nesta primeira versão alguns dos detalhes estão abaixo do limite de 1mm da bee, tendo ficado com imperfeições.

Este filamento azul é lindíssimo, mas muito oleoso e tem tendência a provocar bloqueios no extrusor. Da primeira vez que o usei, numa demonstração da impressão 3D na semana de departamento de Matemáticas e Ciências Experimentais para alunos de 4.º  ano (e, ao intervalo, para toda a escola), o extrusor entupiu. Hoje aconteceu-nos o mesmo, felizmente após seis impressões. Vai custar a limpar. Desisti ao fim de uma hora de várias tentativas falhadas. A ver vamos se não é desta que lhe mudo a ponta. Para a semana, ocupada com o secretariado das provas finais de 4.º  e 6.º ano (professor que percebe desta coisa dos computadores não se escapa destas e doutras) não haverá muito tempo para poder meter a Beethefirst a fazer aquilo que faz tão bem: materializar o digital.

Entretanto, este projecto já traz consequências. Uma das professoras participantes está entusiasmadíssima e quer, para o ano, renovar os chaveiros das salas de aula imprimindo em 3D novos porta-chaves. A semente está plantada, diria, das potencialidades de trabalho interdisciplinar trazidas pelas impressoras 3D. Em breve vou tratar de encomendar mais filamento. E limpar a cabeça do extrusor. O que é doloroso. Aquelas agulhas picam...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Materializar o Virtual


Um projecto simples, que não esperarava que tivesse tão bons resultados, tão rapidamente. É uma das vertentes do Matéria Digital e envolve recriar talheres para uso por crianças com necessidades especiais. Alguns olham para a ergonomia, outros para o aspecto lúdico.


A primeira fase decorreu em Educação Visual, onde os alunos pesquisaram soluções prévias, esboçaram as suas ideias e passaram a projecto seguindo as normas de representação rigorosa.


Passaram em seguida à prototipagem utilizando terracota para modelar os seus projectos.


Entretanto, na sala de TIC utilizaram ferramentas digitais para modelar os seus projectos. Escolhemos o Sketchup Make pela facilidade e rigor de uso. Sendo um trabalho de alunos de sétimo ano, estes já tinham abordado a modelação 3D nas aulas de TIC, o que facilitou esta fase do trabalho. Apesar de fácil de trabalhar o Sketchup tem as suas peculiaridades na modelação para impressão 3D, sendo preciso algum cuidado para que o modelo resultante fique sólido.


Antes da impressão há uma fase de trabalho que por questões de organização não pode ser feita durante as sessões com os alunos. Trata-se de converter do Sketchup Make, que exporta ficheiros Collada, para STL com o Meshlab, e executar correcção automática e validação no netfabb. É um processo rápido. Exportar do Sketchup, importar e converter no Meshlab, abrir no netfabb, aplicar correcção e gravar o ficheiro corrigido. Nalguns casos convém, no netfabb, fazer operações de escalagem para que o modelo caiba na mesa de impressão. Resta trazê-lo para o Beesoft e dar início ao processo de impressão.

Esta primeira fase está quase terminada. Restam alguns alunos que ainda não fizeram a modelação 3D. Os testes de impressão têm encantado alunos, que ficam maravilhados por segurarem nas suas mãos um objecto por eles criado digitalmente, e professores. Para finalizar iremos seleccionar alguns projectos para impressão em média e alta resolução.

domingo, 10 de maio de 2015

Aprender 3D


Terminou ontem o curso de formação Introdução à Modelaão 3D: Projectos Pedagógicos com Sketchup Make. Foi um interessante grupo de onze formandos que misturou professores de Informática, TIC, Educação Visual e Artes Visuais. Partiram do zero. Partilhei com eles o que sei de Sketchup, nesta minha infinda descoberta de autodidacta. Pela intensidade com que trabalharam e desenvolveram competências de modelação 3D em Sketchup diria que fui bem sucedido em instilar o gostinho pelo 3D. Senti isso quando vi um professor de Informática sorridente à guerra com as extrusões por revolução para recriar um elemento do aqueduto das águas livres ou uma docente de Educação Visual a recriar no Sketchup aqueles exercícios de métodos de projecção e isometrias que tantos fiz quando aluno de liceu (e com linhas de cota! fantástico!), entre outros momentos gratificantes. Agora vem a parte das avaliações, de olhar muito bem para os ficheiros produzidos. Optei por uma formação leve nos conteúdos para dar espaço a mexer e explorar o programa, com exercícios direccionados e finalizando com um projecto criativo individual. Não vou ainda mostrar aqui algo do que foi feito. Depois de uma semana intensa, com sessões extra de modelação e impressão 3D com alunos, dois grandes desafios (Livros a Oeste e falar de FC a crianças) e uma dolorosa perda muito pessoal, a encerrar com espantosas vozes vindas da profundidade da antiguidade clássica, estou a precisar de descansar um pouco.

Um grande muito obrigado à ANPRI pelo desafio que permitiu concretizar algo que, há cinco anos atrás (sensivelmente quando arranquei a sério com estas andanças) nunca imaginei ser possível.

Yep, também já perceberam. O robot impresso na beethefirst tornou-se mascote oficial. Agora vai precisar de um nome...

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Visitas


Hoje tivemos uma visita muito especial. Os alunos de 4.º ano da EB 1 da Venda do Pinheiro vieram visitar a escola que irão frequentar no próximo ano lectivo. De visita aos vários espaços passaram pela sala dos servidores, onde a impressora 3D beethefirst se atarefava a imprimir peças de um modelo criado no Tinkerplay. Desta vez não houve oportunidade de colocar a impressora acessível a todos. Os visitantes tiveram de se dividir em pequenos grupos para visitar o exíguo gabinete que é o centro nevrálgico digital da escola e onde a bee imprime naqueles dias em que não está na sala de aula. Deliciaram-se com a impressora e com as impressões dos objectos criados por alunos pouco mais velhos do que eles.

Mais à tarde foi a vez dos alunos do 6.º A virem visitar a zona de impressão. Estão a trabalhar no Sketchup, a modelar os seus bonecos articulados, e aproveitou-se o decorrer de um trabalho de impressão para, em pequenos grupos, virem ver a máquina ao vivo e perceber como é que será materializado o trabalho que estão a desenvolver numa parceria entre TIC e Educação Visual. Fizeram imensas perguntas. Quiseram saber tudo sobre tempos de impressão, como é que o filamento se transforma num objecto, como é que se move a cabeça e mesa de impressão, quais as cores que podiam usar. Para a semana contamos começar a imprimir os objectos por eles criados.


Aproveitou-se o dia para terminar a impressão de um dos modelos criados no Tinkerplay pelos alunos do 7.º C, Demorou a concluir e ficou bem grande. Foi sendo impresso nos intervalos da impressão dos talheres modelados pelos alunos do 7.º E. Este não é um tipo de trabalho poupado no filamento. Nos próximos modelos a ser impressos terei de ter mais atenção à escala das peças e ao infill, para rentabilizar melhor os rolos de filamento. Foi impresso tal e qual os ficheiros STL enviados pelo aluno (com uma correcção pelo netfabb para garantir que tudo iria correr bem na impressão final).


Cá está o modelo do Tinkerplay. Optei por manter uma cor única para todo os elementos. Por enquanto vou mantendo as sessões de impressão monocromáticas.

O é que é mais fascinante neste processo? Ver o sorriso de curiosidade desperta estampado no rosto dos alunos, e o deslumbre daqueles que pegam nos objectos impressos. É despertando a curiosidade que se desbrava a aprendizagem. Alunos curiosos irão crescer como adultos criativos.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

El Patrimonio escultórico en el aula. Actividades con tecnologías de Modelado e Impresión 3D y Gamificación.


Meier, C., Pérez, J., Cantero, J., Díaz, D. (2015). El Patrimonio escultórico en el aula. Actividades con tecnologías de Modelado e Impresión 3D y Gamificación. La Laguna: Universidad La Laguna. Obtido a 28 de abril do url https://www.academia.edu/11954206/El_Patrimonio_escult%C3%B3rico_en_el_aula._Actividades_con_tecnolog%C3%ADas_de_Modelado_e_Impresi%C3%B3n_3D_y_Gamificaci%C3%B3n.

Um guia de actividades muito interessante, saído da Universidade de La Laguna, Ilhas Canárias. Procura integrar captura, modelação e impressão 3D com as artes, com estratégias integradas que abordam o património escultórico mas podem-se aplicar a outras áreas. Dentro da vertente escolhida mostra como integrar 3D de baixo custo para criar, recriar ou analisar obras escultóricas. Entre as actividades estruturadas encontramos captura com 123D Catch, modelação com Sketchup, digitalização com sensores 3D para tablets, visualização 3D em dispositivos móveis para desenho à vista, mescla de malhas com o Meshmixer, impressão 3D, fatiamento para CNC aplicado à escultura em cartão com o 123D Make, ou actividades tácteis com escultura.

As propostas são muito práticas e desenrolam-se em passo a passo, ajudando os interessados a perceber como trabalhar em 3D, que funcionalidades das aplicações são mais eficazes no uso criativo. Olha também com muita atenção para o enquadramento pedagógico, com um pé no desenvolvimento de competências digitais e um grande peso de conteúdos de ensino artístico. Aqui, as competências definidas passam pelo esperado: aprender elementos das ferramentas digitais, património, perspectiva, estimular a criatividade, adquirir consciência crítica relativa a processos de trabalho, entre outras pertinentes para a educação artística. Há duas que destaco, que sublinham a relação que intuo entre percepção visuo-espacial e trabalho com ferramentas 3D: mejorar las habilidades espaciales mediante el uso de herramientas di-gitales y programas de reconstrucción fotográfica (p. 20) e mejorar las habilidades espaciales mediante la visualización de objetos 3D digitales (p. 25). Sublinho este foco expresso no estímulo que utilizar, especialmente de forma criativa, ferramentas 3D para desenvolver competências de visualização espacial.

Ressalva-se uma dependência excessiva no conjunto de aplicações da Autodesk, um uso demasiado elementar do Sketchup Make, que permite ir muito mais longe na modelação do que o apontado neste guia, e uma exclusividade do uso do iPad como plataforma móvel ou da Makerbor para impressão 3D. Sendo recente, poderia já incluir algo sobre o Tinkerplay, e nota-se que no que toca ao 123D Catch a informação está desactualizada. Mas não deixa de ser um excelente guia, que alia rigor pedagógico a ideias válidas de trabalho.

Texto descoberto nas categorias do Academia.edu relativas à impressão 3D.