domingo, 19 de junho de 2016

Instantes


Hoje, em ordem cronológica inversa.  Um teste aos cenários de aprendizagem de robótica produzidos pelos formandos das acções da ANPRI, no evento de encerramento do projecto de introdução à programação no 1CEB, ontem. You shall not pass!


O Anprino 0.1 pronto a ser revelado na sessão de encerramento da iniciativa programação no 1CEB. Robótica low cost para as escolas, com linhas guia, cenários de aplicação e... um robot modular baseado em arduino e impressão 3D.



A mascote das TIC em 3D contempla o seu primeiro exercício de arduino (com Scratch for Arduino). Soube a pouco. Mas como o nosso primeiro kit arduino será entregue na próxima segunda feira, em breve teremos mais...


E... move-se! O robot Anprino começa a dar os primeiros passos.


A preparar a Lisbon Maker Faire, imprimindo alguns dos melhores trabalhos de modelação 3D dos nossos alunos para exposição.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

TIC em 3D @ Lisbon Maker Faire 2016

Este projecto junta-se à longa lista de makers, fablabs, empresas inovadoras, instituições e escolas que estarão presentes na terceira Lisbon Maker Faire, que se realizará no espaço do Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva nos dias 25 e 26 de junho. A Maker Faire tem sido fundamental para o crescimento das TIC em 3D, com impactos directos nas actividades e aprendizagens dos alunos do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Por um lado, pelas ideias que de lá se trazem, em contacto com gigantes da efervescente cultura criativa digital, que abrem vertentes de implementação na escola. Por outro, pelo mostrar o que se faz e o que é possível dentro da escola pública fora dos espaços tradicionais da educação. O contacto, desafiante, com o público em geral tem sido uma das componentes mais enriquecedoras deste evento.

Desde a nossa primeira presença na surpreendente Lisbon Mini Maker Faire (que de mini só teve o nome) que temos participado e aprendido. Recordo que no primeiro ano este era um de dois projectos nascidos nas escolas (apropriadamente, o outro projecto também tinha nascido na sala de aula de Educação Visual e Tecnológica). No segundo ano mais escolas, e a ANPRI, representando ainda mais projectos, estiveram presentes. Este ano, tanto quanto sei, a presença de clubes de robótica e escolas será muito significativa. É bom estar acompanhado. Bem acompanhado.

Recordo também o final da primeira Maker Faire, quando um elemento de uma certa empresa de impressoras 3D, depois de apreciar o trabalho desenvolvido pelos nossos alunos no domínio da modelação 3D, me diz agora só falta imprimires os bonecos dos teus alunos numa BEETHEFIRST! Sorri, neste primeiro contacto com quem vim a saber posteriormente ser o Francisco Mendes, e pensei que era um belo sonho. Que dificilmente iria conseguir concretizar. Mal sabia eu as voltas que as TIC em 3D iriam dar, graças ao financiamento do prémio Inclusão e Literacia Digital. Dois anos depois, o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro já adquiriu a sua segunda impressora 3D, para projectos dentro da biblioteca escolar, onde queremos implementar um makerspace pioneiro. Ideias, projectos, envolvimentos que só se tornaram possíveis com o contacto com a criatividade fervilhante da Maker Faire, cuja cultura tenho o sonho de trazer para as escolas. A minha já está contaminada.


Já estamos a preparar o nosso espaço, que incluirá impressão 3D, objectos impressos, os drones do Code2Fly do projecto Go! do CCEMS, e Lego RCX do incipiente Clube de Programação e Robótica que iremos implementar no próximo ano. A novidade será a presença de alguns dos alunos no espaço das TIC em 3D. Não sendo este um clube formal, tenho seguido a política de não levar alunos para eventos e apresentações. Algo que tem de mudar, para mostrar o que se pode fazer e, especialmente, porque será uma oportunidade e experiência excelente para os alunos. Nada melhor do que começar pela Maker Faire. Os convites foram lançados através dos directores de turma, e a grande surpresa tem sido nas respostas. Já em férias, com o ano lectivo encerrado, e sem que eu possa assegurar transportes (terão que ser os pais dos alunos a trazê-los à Faire) as repostas têm sido na sua maioria sim!. Com pedidos de bilhetes para toda a família, porque já que os alunos lá estão, porque não os pais e os irmãos? Também contamos com a presença da Coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha, nossa parceira no Fab@rts, que se estreia nestas lides, depois de ter sido contaminada pelo bichinho da impressão 3D.


 Em modo sneak preview, algo que será revelado nesta Maker Faire, num desafio da ANPRI. Ainda não digo nada sobre isto, esperemos que cause impacto na educação, e no âmbito específico deste post sublinha o quanto este evento permite aos participantes sonhar, aprender, intervir e desenvolver novas ideias. É esse o real poder das Maker Faire. Não é o mostrar robots, impressoras 3D e outras tecnologias, mas partilhar ideias, aprender, descobrir, perceber que se pode ir mais além.

TIC em 3D? We are GO! for Lisbon Maker Faire!

my.SketchUp


Sim, é Sketchup. E sim, está a correr num browser. Descobri muito por acaso que a Trimble desenvolveu uma versão web do Sketchup. Chama-se my.SketchUp e encontra-se em beta, acessível por convite que se pode solicitar no próprio site. Deste meu primeiro teste percebi que as ferramentas essenciais estão lá todas, a app é estável e correu bem no Firefox (mesmo crashando, o modelo ficou salvaguardado), e é possível exportar o ficheiro SketchUp para o computador e trabalhar nele com o programa, localmente. A versão web tem uma variante de interface no acesso às ferramentas, que requer alguma habituação, e só não ficou claro onde estão as funções a que acedemos através da barra de menus na aplicação clássica. De qualquer forma, pareceu-me prometedora. Passei uma longa reunião entretido a trabalhar com o my.SketchUp (hey, há que investigar para ensinar melhor).

É bom ver o SketchUp a chegar ao mundo das web apps. O Tinkercad vai continuar a ser a minha ferramenta de eleição para a impressão 3D (especialmente por se adequar muito aos meus alunos), o OnShape será um investimento lógico a fazer, mas saber que poderei explorar a modelação de superfícies do SketchUp numa web app com os alunos é-me interessante. As placas gráficas dos computadores de que dispomos na sala TIC já não aguentam a versão mais recente para desktop. Resta saber se após a fase beta continuará a ser gratuito.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

TIC em 3D @ Sci-Fi Lx 2016

O festival Sci-Fi Lx, ainda sem grandes pormenores nem programa definido, irá decorrer no Instituto Superior Técnico nos dias 16 e 17 de julho de 2016. As TIC em 3D estarão presentes, dinamizando workshops de modelação para impressão 3D e demonstrações de impressão 3D. Em breve serão divulgadas mais informações.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Desafios


É assim que as TIC em 3D constroem foguetões.Um processo de quatro horas condensado em quarenta segundos.

domingo, 12 de junho de 2016

Instantes


Quase daria um jogo de matraquilhos. Os óscares para os alunos finalistas de nono ano do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, em fase de secagem depois da aplicação de tinta de spray.


Óscares montados e prontos para entrega. Um projecto divertido, que obrigou a aprender um pouco mais sobre acabamento de peças impressas em 3D.



Nesta semana os alunos da EB1 da Venda do Pinheiro vieram à escola sede para ficar a conhecer as instalações. Boa oportunidade para voar drones e entregar ao aluno do 4º. D o robot impresso que foi modelado na sessão de introdução à programação a partir do melhor desenho da turma.



Para terminar a semana, as TIC em 3D estiveram na mostra tecnológica organizada pelo Lab Aberto no centro comercial Arena Shopping de Torres Vedras. O desafio era o de partilhar conhecimentos sobre Tinkercad. Com a logística complicada pelo feriado, baile de gala do Agrupamento e final de ano lectivo, optou-se por uma apresentação a reciclar materiais de outros eventos, como o E-Tech da semana passada e o encontro da disciplina TIC. Os bonecos impressos em 3D encantaram os visitantes. Fiquei sem alguns... mas dados a crianças que apareceram acompanhados pelos pais.

sábado, 11 de junho de 2016

Abrir e Aprender


Confesso que de todos os sítios onde já passei com as TIC em 3D em apresentações, partilhas e demonstrações, num destes nunca esperaria estar. A Feira Tecnológica do Lab Aberto está a decorrer no centro comercial Arena Shopping de Torres Vedras. Hoje, no dia dedicado à fabricação digital, fomos desafiados a dinamizar workshops de modelação 3D com Tinkercad. Na abertura, de manhã, António Gonçalves, coordenador do LAB Aberto, falou-nos dos conceitos de FabLab e como, num momento destes, que reuniu empresas, makers e outros dedicados a pesquisar vertentes criativas da tecnologia, se estava, de facto, a replicar o espírito fablab. 


Sem grande planeamento e a reciclar materiais de eventos anteriores. A impressora e os drones ficaram na escola. Entre o final de ano lectivo e o feriado, optei por uma presença reduzida. Mesmo assim, os nossos bonecos impressos em 3D fizeram as delícias de muitos visitantes.


Mais uma vez, entre gigantes. Representantes da 3D Systems, Portlaser e 3D Buddy, a Blocks, a outra empresa portuguesa de desenvolvimento de impressão 3D, e muitos makers. Nestes momentos aprende-se, escuta-se, observa-se. 


Confesso que tenho dificuldade em entender as canetas de impressão 3D como algo mais do que um gadget, apesar dos excelentes modelos no espaço da 3D Buddy. Nestas coisas tecnológicas,  a única certeza é que não há certezas, e poderei estar enganado nesta minha percepção.


Num nível muito acima do nosso, as entranhas de uma pequena impressora de resina da 3D Systems. É o lado profissional, altamente desenvolvido, da impressão 3D.


O nosso espaço TIC em 3D. Os foguetões são para um desafio que será revelado em breve...


Espero não ter massacrado os participantes com os saltos entre Tinkercad, Sketchup Make e Inkscape. E sim, também aprendi. Tive o privilégio de ter uma aula pessoal de introdução ao OnShape por Michel Memeteau. 


A tomar contacto com algo que conheço teoricamente, mas não na prática: impressão 3D em metal por sinterização.

Se a escolha de um centro comercial pode parecer estranha, faz todo o sentido. É onde estão as pessoas, que nas suas deslocações aos espaços comerciais foram surpreendidas pelo potencial da fabricação digital. Creio que é algo que temos de fazer para ajudar a fazer crescer estas iniciativas, e potenciar estas tecnologias. Sair dos espaços tradicionais onde nos movemos - ambientes ligados à educação, no meu caso, e mostrar o que se pode fazer. É sempre inesperado.

Só posso agradecer ao dinâmico coordenador do LAB Aberto o desafio. Espero ter correspondido.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

And The Oscar Goes To...


Este é o projecto que tem ocupado as nossas impressoras nos últimos dias. Um pedido das directoras de turma de nono ano, para os alunos finalistas deste ano. Não todos, ser-nos-ia impossível, mas para os que mais se distinguiram nas diferentes disciplinas. O tema do baile de gala de finalistas do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro são os óscares, e o trofeu tinha de ser a condizer.


Apesar da regra que as TIC em 3D têm no uso da impressora - só se imprime modelos criados por nós ou pelos alunos, nada descarregado da internet, também não vale a pena inventar o que já existe. Adaptámos um modelo de estatueta de óscar encontrada na Autodesk 123D. Curiosamente, é um modelo menos comum do que imaginava. A mesh era muito fina, com uma superfície muito lisa, e utilizámos o Meshlab para aplicar reduções de mesh e dar ao nosso óscar um ar mais digital.



Em seguida, o Sketchup entrou ao serviço para fazer a base. O lettering das disciplinas foi feito no Inkscape (com a opção text on path para curvar as palavras). Para o logótipo da escola reutilizámos um STL nosso. O Tinkercad foi a ferramenta escolhida para montar todo o modelo, concebendo suportes e encaixes para os elementos da peça..



Não ficámos contentes com a primeira versão impressa. Verde e laranja são as cores da escola, branco a que fazia mais justiça ao óscar. O resultado final não convenceu. O óscar precisava de algo mais elaborado. Uma razia às arrecadações de Educação Visual e Tecnológica deu-nos a resposta: tintas de de spray. O primeiro teste foi com spray prateado, e funcionou muito bem.


Com um pouco de polimento, daria para ter uma superfície mais lisa. O tamanho original, 70 mm, também não nos satisfez, e os finais foram impressos a 100 mm.



Com algum polimento e várias camadas de tinta prateada, o aspecto melhorou. De tal forma que na E-Tech perguntaram se tínhamos impresso o óscar prateado com filamento de metal.


Onze óscares (um por disciplina, incluindo, como não poderia deixar de ser, as TIC), onze bases, onze logótipos. As nossas impressoras não têm descanso. Cola de acrilatos junta todo o conjunto.

Este tipo de projectos são um mimo para a comunidade de professores e alunos que nos apoia. De que nos serve ter acesso a esta tecnologia se não pudermos fazer algo de inesperado? É também um bom desafio mental, melhorando as nossas técnicas de impressão e acabamento de peças. Quando nos iniciámos nestas andanças estávamos longe de pensar que lixas, limas, colas de acrilatos e tintas de spray iriam ser tão importantes.

Histórias para a História do Gato e da Lua


Este ano, no âmbito das actividades do Plano Nacional de Cinema, foi lançado um desafio aos nossos alunos. A partir da marcante curta metragem de animação de Pedro Serrazina, inspiraram-se e produziram textos admiráveis. Infelizmente, só podemos escolher um em cada categoria. Cá vão:

Na modalidade Carta do Gato à Lua ou da Lua para o Gato, a vencedora foi a aluna Íris, do sétimo ano, com este texto sentido:
Céu, 16 de fevereiro de 1955

Querido gato

Escrevo-te para te dissuadir dessa ideia maluca! Sabes bem que o nosso relacionamento é impossível.
Já olhaste para ti? És um gato e eu sou um astro.
Não me persiga smais, não tenho onde me esconder.
Deixa-me simplesmente estar sozinha...
Pensa que se eu por acaso tivesse algum interesse em ti (só por acaso), nunca poderia dar-te a pata, miar para ti, caçar contigo ou passar os dias contigo. Compreende que és um gato e que eu sou um astro!
Se não me queres ver sofrer, não me procures mais e deixa-me estar sozinha no meio do céu. Deixa-me ser a luz no meio da escuridão enquanto tu és a escuridão no meio da luz, deixa-me ser o silêncio no meio do ruído enquanto tu és o ruído no meio do silêncio... apenas, esquece que eu existo.
Só te peço que não me voltes a olhar com esses grandes e amorosos olhos. Deixa-me estar, simplesmente estando.
Como uma bola de luz branca.

Lua
Na modalidade de Soneto, a vencedora foi a aluna Inês, do nono ano, com este poema:

Soneto da Lua para o Gato

Fitei-te um dia, no escuro quieto
E assim, como num truque de magia,
Eu deixei o teu coração aberto
E roubei-te toda a harmonia.

Depois fitei-te à deriva, perdido
Vi-te enfrentar mares agitados
Vi-te apaixonado e desiludido
Esperançoso, correr por telhados.

Mas já cansado, mudaste de vida
Para que me pudesses alcançar,
Foste para outra casa e avenida.

Neguei, e observei-te no terraço,
Estamos longe e apaixonados
Para sempre apenas juntos num só abraço.
Os vencedores receberam um cheque FNAC. Estão de parabéns todos os participantes!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Espaço Freguesias da RCM


Em entrevista à rádio do concelho de Mafra, o director do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro fez uma menção especial e carinhosa a alguns dos nossos projectos e distinções, nomeadamente ao Fab@rts, drones e à atribuição do prémio Inclusão e Literacia Digital, referindo o investimento e dinamismo que temos colocado na utilização de novas tecnologias ao serviço da aprendizagem dos alunos. Sublinha o apoio que este projecto tem tido, desde sempre, da parte das estruturas da escola.

Refiro muitas vezes em público o quanto o que conseguimos advém destes apoios. Sem alunos dinâmicos e motivados, sem todo o esforço que os nossos colegas de outras áreas e ciclos colocam na boa preparação dos nossos alunos, sem a vontade de ir mais além, projectando uma boa imagem do Agrupamento e estimular inovação nas aprendizagens, não teríamos o projecto que temos, com este crescimento vertiginoso que nos surpreende, estimula e desafia.

Podem ouvir aqui o registo da entrevista do Prof. António Felgueiras à RCM.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Convite Lab Aberto

 
Convite a empresários da região de Torres Vedras, vindo do Lab Aberto: 
"O LAB Aberto, em parceria com o ARENA Shopping e diversas empresas de Fabricação Digital, convidam-no a participar num encontro que vai decorrer no ARENA Shopping, dia 11 de junho, entre as 9h45 e as 13h30.

Neste encontro, de participação gratuita, irá assistir a apresentações de inventores/fazedores/fabbers/makers com larga experiência na área e a demonstrações das potencialidades destas tecnologias, nomeadamente, impressoras 3D com diferentes níveis de precisão, máquinas de corte a laser e fresadoras.

Agradecíamos que confirmasse a sua participação para António Gonçalves, responsável do Lab Aberto, através do email/telemóvel: lababerto@gmail.com/919952334."

As TIC em 3D colaboram nesta iniciativa, dinamizando workshops de Tinkercad! Para mais informações, visitem a página da Feira da Tecnologia no Arena Shopping, consultem o programa da Feira da Tecnologia, e descubram as propostas fantásticas do pequeno mas muito dinâmico LAB Aberto.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

XVI Encontro das TIC na Educação


Nos dias 7 e 8 de julho, o Centro de Competências Entre Mar e Serra promove mais uma edição do seu encontro de professores ligados à implementação de projectos TIC na Educação.


As TIC em 3D participam deste evento, dinamizando um workshop sobre impressão 3D e demonstrando ao longo dos dois dias o que se pode fazer com esta tecnologia na educação. Para mais informações e inscrições, visitem o site do XVI Encontro das TIC na Educação.

domingo, 5 de junho de 2016

E-Tech Portugal 2016


No segundo dia desta conferência, mostra tecnológica e encontro de clubes de robótica, pediram-nos uma breve apresentação do projecto TIC em 3D. Sem apresentação preparada, muito de rompante, colocamos um dos nossos drones a voar na sala. Perante os sorrisos e olhos arregalados da audiência, desmontámos a inutilidade e irrelevância da tecnologia. Drones, impressoras 3D, robots, arduinos, programação: tudo coisas inúteis, se estivermos meramente fascinados por elas. Mas se as entendermos como tecnologias criativas, como meios de potenciar aprendizagens que partindo da técnica elementar despertam a imaginação e fazem os nossos alunos ir mais além. É esse o nosso foco, não a tecnologia enquanto gadget ou brinquedo que se esgota após algumas utilizações, mas como meio de expressão criativa aliada à técnica. Uma faísca que cremos ser comum a todos os presentes neste evento.


Organizado pela ANPRI  e pela E-Code, no âmbito da Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital, o E-Tech Portugal 2016 reuniu no espaço da Escola Secundária D. João II entidades, empresas e clubes de programação e robótica. O ponto comum está na tecnologia ao serviço da educação, mostrando o que se faz, divulgando novas possibilidades tecnológicas, e reflectindo sobre a pedagogia e aprendizagens mediadas e potenciadas pela tecnologia.


Da mostra de empresas e instituições, muito haveria a destacar, desde as experiências em 3D com os HP Sprout e os Oculus Rift, espaço Sala de Aula do Futuro - Ambientes Educativos Inovadores, e diversas empresas ligadas à tecnologia educativa. Destacamos o Nostalgica - Museu dos Jogos, com o seu espaço de retrogaming que esteve sempre cheio de visitantes a descobrir e redescobrir a história dos jogos de computador, através de equipamentos e títulos icónicos.


Outro destaque vai para a Bot 'n' Roll, empresa de Guimarães que dinamiza a Robot Party e que se notabiliza pela vasta gama de tecnologias acessíveis que coloca à disposição de escolas e utilizadores finais. Não se fica só pelos seus icónicos robots. Saímos de lá com a vontade de aplicar verbas dos Clubes de Programação e Robótica em kits arduino. Será um próximo passo para as TIC em 3D.


O espaço das TIC em 3D, visto pelos nossos drones


O humanóide TIC em 3D com o seu quê de retro cyberpunk, a testar um sistema clássico de realidade virtual numa Playstation. A sentir-se de regresso aos anos 90.


Não é suposto que este seja o contexto de utilização dos drones Code2Fly. O conceito é programar o voo, mas durante o evento é mais fácil voar livremente. Estes alunos de um projecto de integração de crianças de bairros carenciados apaixonaram-se pelos nossos drones e objectos impressos em 3D.


 São estes sorrisos, este olhar a brilhar, que nos motiva. É este o primeiro passo, o despertar do interesse, o mostrar que se pode, o fascínio inicial. E daqui continuar, mostrar que se pode ir mais além, discutir o potencial pedagógico, analisar estas tecnologias no contexto das diferentes disciplinas.


Ao nosso lado estava o espaço dos alunos simpáticos e brilhantes da Escola Secundária de Sá da Bandeira, em Santarém. Trouxeram uma 3D Systems Cube, modelo que sabemos estar descontinuado. Discutimos com eles e com os seus professores a usabilidade, custos e problemáticas destas impressoras. Ao comparar desempenhos, ficamos ainda mais convictos da escolha certeira que fizemos ao investir em impressoras 3D Beethefirst. Os visitantes que já se iniciaram na impressão 3D que trocaram impressões connosco ficaram surpreendidos com a falta de necessidade de calibração constante, raridade de entupimentos do nozzle do extrusor, usabilidade do beesoft, fiabilidade da impressora e qualidade do filamento. Na imagem, uma comparação do mesmo modelo 3D impresso pela nossa Beethefirst e na Cube. As excrescências cor de rosa são estruturas de suporte que parecem impossíveis de remover.


No segundo dia, a impressora ficou em casa. Ficámos só com os objectos impressos, drones, kits Cody & Roby e o nosso clássico robot Lego RCX.


 É sempre fascinante ver o que se faz com os robots Lego NXT.


Vamos brincar? Dedicámos o segundo dia a voar drones... talvez tenhamos que lhes montar uns lasers, para simular combates robóticos.


Outros projectos interessantes: as Blocks One, outra aposta portuguesa no domínio da impressão 3D, claramente ainda não no nível da Beeverycreative mas a mostrar um enorme potencial.


Uma experiência gira da Bot 'n' Roll: um avatar num robot controlado por comandos de voz. By Your Command, diriam os Cylons?


Haveria muito a destacar sobre os clubes de robótica presentes (a começar por nós, as TIC em 3D, estarmos entre gigantes!). Poderíamos destacar o entusiasmo vindo de Rio Maior, a assertividade da D. Dinis, ou a excelência e dinamismo de S. Gonçalo. Admiramos o espírito dos professores e alunos da Augusto Cabrita: nós queremos é lixo. Reciclar, reutilizar, utilizar o saber técnico e a imaginação, construindo os projectos mais mirabolantes.

Dois dias num evento inovador, aberto à comunidade, um excelente exemplo que como se pode promover as TIC na educação de forma abrangente, indo além dos professores, envolvendo empresas e cidadãos. E, também, um momento para nos cruzarmos com amigos e pessoas cujo trabalho nos inspira, com os quais aprendemos e nos dão vontade de ir mais além. Esperamos ter deixado expressa a nossa mensagem, entre as artes e as TIC, bem como representado condignamente o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro e todos aqueles alunos que nos desafiam, todos os dias, a querer ir sempre mais além.

Ah, não resistimos: a imagem fantástica que ilustra a notícia do evento na imprensa regional setubalense. Adoramos os sorrisos. E reparámos no pormenor de salientar a impressão e modelação 3D. É bom sentir que há impactos positivos do nosso esforço, mesmo que a lente só se foque no lado mais de espectáculo da tecnologia.

Instantes


A preparar a presença no E-Tech Portugal 2016.


Não, não estão a ver a dobrar. Testámos a segunda Beethefirst do Agrupamento.






Depois do teste, a versão final. Terça os alunos do 4D vêm visitar a escola, e queremos dar-lhes esta mascote.


No primeiro dia da conferência E-Tech 2016, com drones e impressão 3D.


Não resistimos a meter os nossos drones em combate com os robots Lego NXT dos nossos vizinhos.

sábado, 4 de junho de 2016

Programação 1CEB 2016-2017


Estamos num daqueles pontinhos no mapa. A iniciativa Introdução à Programação no 1CEB vai, com assinalável sucesso, para o seu segundo ano de implementação. As TIC em 3D não deixam de estar presentes, mantendo o compromisso assumido no primeiro ano de dinamizar estas actividades com turmas de 4º. ano das quatro escolas de primeiro ciclo do Agrupamento.

Mais do que um regresso, é uma oportunidade de reforçar e melhorar esta experiência. Apesar do gosto demonstrado por alunos, professores e encarregados de educação, o balanço que fazemos deste primeiro ano não é positivo. Apesar de se ter partido para o terreno com um projeto definido, houve muitas falhas na implementação. Quem participou pode não se ter apercebido, mas quem o dinamizou percebeu, e anotou, erros e problemáticas.

A gestão de tempo é o elemento essencial. A estratégia de sessões quinzenais rentabilizava bem o tempo, mas impedia o desenvolvimento de projectos consistentes a longo prazo. A metodologia utilizada não foi das melhores. Não fomos consistentes no fornecer de uma curva de aprendizagem que permitisse à globalidade dos alunos experimentar e consolidar conhecimento. Com pouco tempo disponível, falhou também a integração com os projectos das turmas. Finalmente, têm que se assinalar condicionantes técnicas com o hardware disponível nas escolas. Estas são pertinentes, mas não decisivas. Com melhor metodologia, os problemas técnicos são ultrapassáveis.

Aprendemos com os erros, anotámos as falhas. Para este segundo ano, reforçamos a visão inicial: permitir aos alunos envolvidos o contacto com estas tecnologias, estimular o desenvolvimento de pensamento computacional, propiciar condições para concepção de trabalho projectual significativo. Alteramos a metodologia para uma sequência mais formal de exploração introdutória de elementos de ferramentas específicas que dote os alunos de conhecimento que poderão expandir em fase de projecto. Queremos envolver mais professores, mas não os titulares de turma. Sabemos que a carga de trabalho sobre os docentes de primeiro ciclo é muito elevada, e não os queremos sobrecarregar com mais uma actividade. O nosso desafio vai partir para os professores bibliotecários, permitindo reforçar  o número de alunos envolvido. Neste segundo ano, vamos libertar o nosso arsenal de tecnologias de apoio à aprendizagem (Scratch, jogos de programação sem computador, drones Code2Fly) com o que esperamos ser uma metodologia adequada.

É importante falhar. As experiências negativas da primeira edição permitiu-nos reflectir e aprender para melhorar. O foco continua o mesmo: ampliar os horizontes dos nossos alunos.