quinta-feira, 25 de maio de 2017

Blocks Zero


Passámos a última semana a testar e experimentar uma impressora 3D Blocks Zero. Pelo preço e tamanho, pareceu-nos ser uma boa solução para aumentar o parque de impressoras e ter um equipamento fácil de transportar para workshops e sessões de divulgação. Não que as impressoras da Beeverycreative não sejam também fáceis de transportar, mas não nos cabem na mala do carro... pelo menos em pé, e nós somos muito cuidadosos com o seu transporte.

Este teste foi possibilitado pela ANPRI, que nos cedeu temporariamente esta impressora. Calhou-nos o seu unboxing.


A Blocks Zero é uma impressora de kit, mas a que experimentámos vinha já montada. Felizmente. Sem querer desvalorizar as impressoras de kit, como professores o que queremos é trabalhar competências de modelação 3D e explorar projectos. Do nosso ponto de vista, o tempo gasto em assemblar impressoras de kit é tempo perdido, que atrasa a implementação de projetos pedágógicos. É um ponto de vista, sublinhamos. A montagem de uma impressora 3D, com a aprendizagem rigorosa e experimental que requer, pode também ser um excelente projeto.


E, logo a seguir, imprimir? Não, não é bem assim. A Blocks Zero é uma impressora cartesiana normal, sem o nível de integração e usabilidade a que estamos habituados na Beeverycreative. Não há um software especializado que simplifica o processo de impressão, ou perfis específicos de filamento. A impressão faz-se através de um cartão SD (também nos pareceu ser possível com ligação USB ao computador, mas suspeitámos que esta impressora não tinha modo de impressão autónomo e não quisemos empatar o nosso computador numa impressão), com ficheiros Gcode gerados pelo Cura. Não estando tão simplificado como o Beesoft, o Cura pode parecer intimidante a quem se inicia na impressão 3D, mas tem algum cuidado em simplificar o processo para os menos conhecedores como um modo simples. Os mais conhecedores podem gerir, testar e modificar todos os parâmetros no modo avançado.

Imprimir para a Blocks Zero requer configurar o Cura com as dimensões da impressora, carregar os perfis de filamento generalistas disponíveis na página da Blockstec, importar os ficheiros STL, e gravar o Gcode para o cartão de memória. Depois, tudo o resto é passado na impressora. Utilizámos o Cura 2.4.

Ao contrário das Bees a que estamos habituados, o controlo da Zero é feito na própria impressora. É uma vantagem, parece-nos, acelera um pouco o processo de iniciar o dia (ou o trabalho) de impressão. As informações e comandos são acessíveis pela combinação de display LCD e botão. Um interface que se revelou estranho para os nossos alunos, cuja tentação, mal vêem um ecrã, é tocar nele.

Carregar e descarregar filamento é um processo simples, basta dar essas ordens à impressora e colocar o filamento na entrada do extrusor. A Zero não tem um extrusor direto, usa o sistema bowden, o que significa que o filamento é empurrado a alguma distância para o hotend.  O extrusor fica mais leve, o que nos pareceu ser bem aproveitado na rapidez de impressão, mas é algo apoquentador pensar o que poderá acontecer em caso de entupimento ou quebra do filamento após entrada no extrusor.

Inicialmente, o processo de carregamento pareceu-nos gastar demasiado filamento. Após o início da descarga, a impressora continuava a deitar filamento, e se não estivéssemos com atenção depressa ficaríamos com uma bola de plástico à volta do nozzle.. Contactámos a Blocks, e disseram-nos que a versão mais recente do firmware resolvia essas questões. Essa instalação obrigou-nos a reverter o Cura para uma versão anterior, a recomendada para atualização do firmware da Blocks Zero. Após atualização, verificámos que o processo de carregamento/descarregamento ficou optimizado, com menos filamento desperdiçado no carregamento, e um descarregamento totalmente automatizado.

Imprimir é um processo simples, basta selecionar o ficheiro gcode do modelo no interface da impressora. No entanto, aquele interface de botão giratório é capaz de complicar se tivermos mais do que dois ou três ficheiros no cartão SD.


Imprimindo apenas em resolução média, com os perfis genéricos de PLA da Blocks, a Zero deu-nos consistentemente bons resultados.






Mesmo nas peças que requerem muitos suportes, apesar da base dessas peças ter um mau acabamento. Isso tem mais a ver com os suportes em si do que com a impressora, claro. Aproveitámos e imprimimos alguns modelos criados em tablet no 3DC.io, que não tínhamos tempo de experimentar na escola. As nossas Bees estão com filas de impressão grandes, sempre com prioridade para os projetos dos alunos.

Teremos ficado convencidos pela Blocks Zero? Será uma boa alternativa à míriade de clones de Prusas que se encontra no mercado,  com qualidade de construção e preço acessível, bem como às impressoras mais pensadas para utilizadores menos experientes? Talvez, se se for um maker ou se quiser ter a impressora em casa para imprimir pequenos objetos (ou grandes, divididos em partes). Num contexto educacional, notámos algumas questões que dificultam a adopção desta impressora. Ressalvando, claro, que a Zero foi pensada para o mercado dos fãs de impressoras 3D e não da educação.

Para impressora de baixo custo, a Blocks Zero pareceu-nos robusta, consistente na qualidade da impressão. Mas a sua usabilidade requer algum à-vontade com a tecnologia de impressão 3D, e uma curva de aprendizagem maior do que a que tivemos com as impressoras da Beeverycreative. O maior problema que tivemos foi com o nivelamento da mesa de impressão. Um processo simples nas Bees, aqui um pesadelo de parafusos que não conseguimos afinar com a precisão a que estamos habituados. De acordo com os responsáveis da Blocks, a mesa de impressão fornecida em duplicado com a impressora é resistente, garante aderência e não é difícil de retirar as impressões. Depois de uma primeira experiência de impressão em que a peça se descolou da mesa sem dificuldades, por si só (warping e má aderência da camada de base à mesa, mas ainda não tínhamos tentado calibrar o nivelamento), constatámos o oposto. As peças agarram à mesa, e retirá-las sem danificar a mesa é um desafio. Optámos pela solução de usar uma fita protetora, para evitar danos à mesa de impressão.

Sendo pequena e leve, a Zero é muito portátil, apesar de não ter no seu design elementos pensados para transporte. Notámos no design um elemento surpreendente. A electrónica da impressora está situada na sua parte de baixo, protegida da zona de impressão, mas completamente aberta. Não há uma base que enclausure e proteja estes componentes. Parece-nos uma péssima ideia, tendo em conta a nossa experiência em zonas de trabalho que incluem salas de aula, bibliotecas, gabinetes ou demonstrações em zonas expostas aos elementos. Não ficaríamos tranquilos com uma máquina cujos componentes podem ser colocados em risco num ambiente educacional. Podemos pensar em acumulações de pó, mas qualquer professor sabe que num ambiente com alunos o imprevisível acontece. Algum que esteja a beber água e seja descuidado, outro que mexa na impressora e seja demasiado curioso, abanões e embates, apesar da solidez da impressora, esta parte de baixo aberta pareceu-nos deixar-lhe uma enorme vulnerabilidade. Isto, dentro de um contexto educativo do ensino básico, note-se. Clubes de robótica, alguns dos quais trabalham com Prusas completamente desprovidas de carenagens, ou ambientes mais restritos não seriam problema.

Há também alguns elementos de usabilidade que nos fizeram deitar as mãos à cabeça, pela sua inusabilidade. Parece ridículo, mas foram necessárias várias tentativas para inserir o cartão SD na impressora. Demorou-nos a perceber que havia uma ranhura lateral na carenagem da impressora que servia como slot do cartão. Um simples SD escrito nessa zona resolveria isso. Ou, ainda mais simples, um guia de início rápido da impressora. Quando abrimos a caixa, contendo a impressora montada, encontramos um guia de montagem da impressora. Excelente, pensámos, se a desmontarmos já sabemos como é que a voltamos a montar. Nada de guias de início rápido, apenas uma referência ao site da Blocks, cuja página dedicada à Zero contém apenas algumas informações de configuração do Cura, perfis de filamento e pouco mais. Para saber como nivelar a mesa de impressão ou inserir filamento, tivemos de pesquisar na web e encontrar tutoriais vídeo sobre como o fazer na Blocks One, ou em Prusas genéricas. Faz falta à Zero um guia de referência rápido que explique as funções acessíveis no display da impressora, opções de conectividade e manutenção elementar. O pormenor mais absurdo desta desatenção à usabilidade está no sítio da ligação USB. No interior da impressora. Muito dentro da impressora.

Percebe-se o porquê disto, quem concebeu a Blocks Zero partiu do princípio que quem a utilizar já tem experiência prévia noutras impressoras, e já sabe como dar a volta a estas questões. Mas, no ambiente educativo em que desenvolvemos as atividades das TIC em 3D, quer as com alunos quer as de formação, sabemos que estes pormenores não são menores para os professores, e podem ser um fator de desmotivação. Imaginem que estão a meio de uma atividade, e tudo corre mal, porque precisam de nivelar a impressora, ou os vossos alunos não conseguem perceber o interface, houve entupimentos, entre outras coisas que podem correr mal (e aqui falamos por experiência própria). Se estas operações forem morosas, ou a curva de aprendizagem for muito elevada para os professores, o risco de desmotivação é enorme.

Isto leva-nos a refletir num passo essencial nesta tecnologia. O campo está muito pensado em função das necessidades dos makers, daqueles que gostam dos desafios inerentes à impressão 3D. Compreendemos esse fascínio, mas sentimos que para que esta tecnologia se desenvolva ela tem de ser simplificada ao nível de interfaces e usabilidade. Quando trabalhamos com professores, na divulgação do enorme potencial desta tecnologia, sentimos muito isso. Para que os professores a utilizem, têm de se sentir confortáveis com a tecnologia, têm de sentir que não é difícil, que não é coisa só para engenhocas e engenheiros. Esse passo, por cá, está a ser muito bem dado pela Beeverycreative, que colocou a tónica na usabilidade, qualidade e fiabilidade das suas impressoras. Algo que tem custos, elevados, mas que se diluem no tempo com a facilidade de utilização, o downtime mínimo das impressoras. Na educação, os custos medem-se em tempo, em ganho pedagógico para os alunos. Uma impressora bem concebida acelera a rapidez com que a utilizamos na sala de aula e concebemos atividades de impressão 3D, sabendo que podemos ter confiança a médio prazo, que as atividades previstas não serão interrompidas por uma descalibração ou outro problema.




Gostámos da Blocks Zero. Ficaria muito bem na biblioteca, para uso pessoal. Mas para uso educativo, é demasiado genérica, apesar de não ser das mais complexas. Não seria difícil de dominar por professores e alunos de áreas tecnológicas, mas os de outras áreas sentiriam dificuldades. O seu tamanho pequeno torna-a útil para transporte para formações e demonstrações, mas impede impressões 3D mais ambiciosas. O que nos deixou desiludidos foi a pouca atenção dada à sua usabilidade, percebendo-se que foi concebida para um público que já domina esta tecnologia. O baixo preço é um fator convidativo, e resta ficar a conhecer a fiabilidade da máquina a médio prazo, algo que com uns dias de teste é impossível de determinar.

domingo, 21 de maio de 2017

Workshop Fab@rts: Venda do Pinheiro


 Esta quarta feira foi dia de partilhar conhecimentos sobre 3D com os professores da nossa casa. Dentro do projeto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação, eu e a professora Jacqueline Duarte, bibliotecária do Agrupamento, dinamizámos uma sessão de introdução à impressão 3D.


Três impressoras a funcionar? As bees já são bem conhecidas pelos nossos colegas (afinal, a BEETHEFIRST está permanentemente a trabalhar no nosso Centro de Recursos). Trouxemos uma Blocks Zero da ANPRI, para mostrar outras variantes desta tecnologia.



Nesta sessão, abordámos os pormenores técnicos das impressoras, repositórios de modelos 3D, validação e correção de STL, modelação com aplicações móveis, potencialidades despertas pelos makerspaces na educação e novas literacias digitais.


Ao contrário de outras tecnologias, a impressão 3D ainda tem os seus componentes diretamente acessíveis. Fazemos sempre questão de abrir a impressora e mostrar o seu interior, explicando para que servem cada componente.


Uma mistura de professores de línguas, matemática e ciências, arte e ensino especial a dar o primeiro (e talvez único) passo na modelação 3D. O objetivo aqui não era incentivá-los a modelar em 3D (sabemos que para isso é preciso gostar de desenhar e ser criativo nestas áreas), mas levá-los a compreender o desafio mental que representa o criar formas complexas em 3D, a partir do agrupar e corte de formas primitivas, bem como o incentivo a competências ativas de visualização espacial, necessárias para se conseguir desenhar no espaço tridimensional.

sábado, 20 de maio de 2017

Instantes


Numa sessão mais calma do LCD, os alunos aprenderam que nem todos os ecrãs são sensíveis ao toque ao colocar Blocks Zero que estamos a testar a imprimir.






Também no LCD, hora de aprofundar as técnicas de modelação 3D utilizando modelação por primitivos.


Nas aulas de TIC, sétimo ano, o desafio tem sido abordar o 3DC.io. Desafio para todos. Para os alunos, pela descoberta, para o professor, para perceber quais as melhores estratégias de abordagem e temas desafiantes.


Depois de uma aula de introdução, a segunda aula tem um tema. Nesta turma, desafiamos os alunos a modelar animais e plantas.





Para afinar a aula de introdução, pensámos numa atividade simples que permite aos alunos descobrir as ferramentas do 3DC.io e perceber as principais técnicas de modelação por primitivos: modelar uma caneca. É simples, permite abordar o interface da aplicação, leva a desenvolver técnicas de modelação e a perceber as operações booleanas de corte e união.





Já só faltam... bastantes. Um desafio para o baile de gala, este ano.





As casas impressas em 3D do projeto Rainbow Village regressaram às exposições. Desta vez, integradas na semana do departamento de Expressões, junto dos desenhos originais que serviram de base a este trabalho, desenvolvidos em Educação Visual.


O nosso micro-fablab em modo de fábrica de porta-chaves/Girls in ICT, enquanto o professor actualiza o firmware da Blocks Zero. Uma impressora simpática, mas um pouco difícil de utilizar, comparando com a usabilidade das impressoras da Beeverycreative.





Um momento privilegiado: Jorge Horta, que fotografou a cores o 25 de Abril, fala aos alunos da sua experiência. Jorge Horta trabalhou durante anos na Autodesk, foi um dos primeiros a introduzir software de CAD 3D na indústria, adquirindo o primeiro sistema da Lisnave para auxílio à construção naval. Ficou bem impressionado com o nosso trabalho de desenvolvimento de competências 3D, especialmente ao saber que as ferramentas gratuitas da Autodesk são fundamentais para o que fazemos.


Primeiro, os protótipos.


Quando se percebe qual a melhor configuração, finaliza-se. Modelo da Ponte 25 de abril sobre mapa de elevações, criado pelos alunos no âmbito do projeto A Terra Treme, a nossa participação este ano no Ciência na Escola.
 






Quarta foi dia de formação 3D na nossa escola. Apesar de para professores de áreas não artísticas ou tecnológicas o mundo dos repositórios ser mais importante e pertinente, quisemos que experimentassem a modelação 3D. Assim, perceberam a complexidade mental do 3D, o jogo mental a que obriga, na busca da forma de conjugar formas para representar objetos, a necessidade de ter perceção do espaço e compreender a globalidade da forma em diferentes pontos de vista.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ignição 3D


Fim de missão no Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento. Depois de um conjunto de workshops onde partilhámos com os professores desta escola técnicas de impressão e modelação 3D, finalizámos com uma sessão de ignição para os alunos, numa ante-estreia do espaço sala de aula do futuro da escola. Numa sessão curta mas intensiva, para uma turma de décimo ano de informática, levamos os alunos a tomar contato com as impressoras 3D, a descobrir e experimentar modelação em Tinkercad, 3DC.io, FormIt e Sketchup. Havia alguns experts de Blender e Cinema 4D entre eles, o que foi excelente, permitindo ir mais longe na exploração da validação e qualidade dos modelos para impressão. Aproveitámos e levámos alguns robots Anprino, para mostrar que a robótica e impressão 3D são aliados naturais.


Agora está nas mãos dos docentes e alunos. Como o professor Arnaldo, com o seu calmo dinamismo, lhes explicou no início da sessão, o objetivo é que estes se tornem, mais do que utentes do espaço, alunos capazes de ensinar todos os que passem pela SAF do AECE. Esperemos que este dinâmico grupo de professores consiga os seus objetivos!




Quanto ao bichinho da impressão 3D, está lá firmemente implementado. Durante a sessão, uma das professoras do Agrupamento, que tem estado a explorar intensamente esta tecnologia, mostrou-nos o seu trabalho, e diga-se, está a fazer coisas fantásticas com a função pausa/mudança de filamento do Beesoft. É muito recompensador, sentir que o gosto pela modelação e impressão 3D está a alastrar.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Criatix


No passado sábado estivemos presentes no Criatix - Raiz da Criatividade, na Escola Básica de S. Vicente em Telheiras. Organizado pela CAF deste estabelecimento, contou com atividades e workshops para as crianças e visitantes, e um espaço de expositores que juntou a Beeverycreative, Nerdbeads, Ardozia, Polícia de Segurança Pública e ANPRI - Associação Nacional de Professores de Informática. Foi neste âmbito que estivemos presentes, representando os projetos de impressão 3D e programação de drones do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro dentro do espaço da ANPRI. Neste espaço também se demonstrou o Robot Anprino, do qual somos co-criadores.



O nosso habitual espaço de exposição, com objetos impressos e a impressora a funcionar, despertando a curiosidade dos visitantes.


Também íamos mostrando como se modela em 3D ou programa drones. Aproveitamos e exploramos o como ensinar a modelar em tablets como o 3DC.io.


Pura coincidência. A nossa impressora, junto das impressoras da ANPRI e da BEEVERYCREATIVE, todas a imprimir em 3D. Até parece combinado, mas não foi...

Não tendo sido um evento intenso, o que até agradecemos, porque nas últimas semanas temos tido desafios exigentes, contou com a presença de grupos de crianças muito curiosos, que quiseram experimentar tudo (alguns quase que desfaziam os robots Anprino, a brincar com eles) e aprender de tudo. Foi também uma boa oportunidade de partilha de ideias com alguns dos elementos presentes, quer da equipa da ANPRI, quer da BEEVERYCREATIVE. E, sem querer, descobrimos uma nova vertente para o Robot Anprino. Em breve, novidades...

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Instantes


A finalizar o projeto A Terra Treme, a testar a impressão em várias escalas do modelo da Ponte 25 de Abril sobre o mapa de elevações do vale do Tejo. Já vamos em dois protótipos, cada um a apontar melhorias a fazer.







Noutra vertente do projeto, imprimimos os modelos do interior da Terra pesquisados no Thingiverse pelos alunos.


Em TIC, um desafio: quem modelar a melhor taça utilizando o follow me em Sketchup leva-a consigo, impressa em 3D.


O problema: e agora,  qual é a melhorr?


Também em TIC, a experimentar os tablets como ferramenta de modelação 3D, como 3DC.io. Primeira aula, a correr em modo if you fail, next time fail better. Estamos tão habituados ao PC que se torna estranho utilizar tecnologias móveis de forma abrangente.


A terminar a semana, um projeto secreto. Quando chegar a altura, revelamos o porquê desta Eagle.

Workshop Introdução à Impressão 3D - Funchal



Vamos dinamizar um workshop de Introdução à Modelação e Impressão 3D no âmbito das atividades do II Encontro de Professores de Informática da Região Autónoma da Madeira. Dia 2 de junho, a partir das 14 horas, partilharemos a nossa aprendizagem contínua nestes domínios, com uma sessão de formação onde os participantes poderão experimentar impressoras 3D, aprender a modelar com aplicações simples, descobrir aplicações de modelação para computador e tablet, aprender a validar modelos para impressão 3D, e refletir sobre aplicações pedagógicas da impressão 3D. Para mais informações e inscrições, visitem a página da ANPRI.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Tutoriais 3DC.io: Texto 3D e Extrusão Simples


Dois tutoriais rápidos sobre ferramentas do 3DC.io: criar texto em 3D, e criar formas 3D por extrusão de desenhos 2D.


Criar Texto 3D


Extrusão de Desenhos

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Tutoriais 3DC.io





Com o 3DC.io, podemos criar modelos 3D no nosso tablet ou telemóvel. Esta aplicação de modelação por primitivos, não tendo a complexidade de um modelador 3D tradicional nem o alcance do Tinkercad, permite trazer para o domínio móvel a modelação 3D. A pensar no que se pode fazer com esta app, estamos a preparar alguns tutoriais e desafios de modelação para uso com os nossos alunos. Aqui ficam os primeiros.



Em primeiro lugar, ficar a conhecer o interface do 3DC.io.





Em seguida, aprender a modelar com um desafio: criar um avião. Com o desafio de modelar um avião, exploramos o interface do 3DC.io, e aprendemos as operações necessárias para criar modelos em 3D nesta aplicação: inserir formas, rodar, reposicionar, deformar, aplicar cor, subtrair e unir. Combinando estas operações e ferramentas, conseguimos criar modelos complexos a partir de formas simples.

sábado, 6 de maio de 2017

E-Tech Portugal 2017


O Laboratório de Criatividade Digital, clube de robótica do AE Venda do Pinheiro, juntou-se aos clubes que estiveram presentes na segunda edição da feira tecnológica E-Tech Portugal 2017. Organizada pela Associação Nacional de Professores de Informática e pela ECode, com apoio do município de Setúbal e da Aiset, juntou no espaço do Porto de Setúbal mais de cinquenta expositores ligados às tecnologias digitais nas suas diferentes vertentes, com especial destaque para a educação. Também participaram doze escolas de todo o país, mostrando os seus projetos de inovação no âmbito disciplinar ou de clubes de robótica.


Seis dos nossos alunos estiveram presentes, divididos pelos dois dias do evento. Não fomos de Tardis, mas o Sr. Isidoro, que nos levou e foi buscar a Setúbal, também é bigger on the inside.


O 3D é a nossa área forte, e foi essa experiência que levámos à E-Tech, com um pouquinho de drones em voo livre ou programado.


No nosso stand, às voltas com o Tinkercad.


Modelação e impressão 3D, com a impressora e alguns dos projectos, formam o cerne do nosso espaço.


Sem esquecer os drones.


Sublinhando a nossa especialização.


A curiosidade, desperta. Durante o evento imprimimos uma peça grande, e fascinou-nos a curiosidade imparável desta aluna de um clube de robótica de Setúbal, o Melodrone Educativo (mistura programação com voo de drones e expressão musical).


O  Vysor é a nossa nova paixão. Aqui, a mostrar a uma formadora da ECode como projetar do seu tablet utilizando um computador e esta app.


O nosso clube a atrair as lentes das câmaras.


O que é que irá sair daqui?


O Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, entre as escolas mais representativas no domínio da inovação tecnológica.


E também elemento fundamental do projeto Robot Anprino. Foi o arriscar nas tecnologias de impressão 3D que nos deu o know-how que permitiu este projeto de robótica educativa, cujo impacto supera todos os dias o esperado.


The evil empire is a bit yellow... a responder a pedidos dos visitantes. Porque não? Se despertarmos um sorriso em quem nos visita, o dia sabe melhor.


Um desafio vindo da RobôOeste, onde ficámos a conhecer esta dinâmicas escola profissional. Será que os engenheiros do CINEL se renderão à impressão 3D?


Já os nossos alunos adoraram aprender a soldar com os alunos do CINEL.


Hora do professor dar um workshop sobre impressão 3D na educação. Contámos com a presença da fantástica Aurora Baptista, da BEEVERYCREATIVE, que acedeu ao nosso convite. Foi muito bom ter a intervenção de alguém que trabalha directamente com esta tecnologia, ajudando-nos a ser mais rigorosos na forma como a abordamos. Apesar de difícil, pois as condições do espaço não eram as melhores, este workshop permitiu-nos tentar algo novo, com uma live demo de modelação 3D com  3DC.io e FormIt em tablets Android. Pois. É por isso que estamos a adorar a app Vysor.


Os Bot 'n' Roll One, que ainda não estão ao nosso alcance.


Como co-criadores dos Anprinos, ficamos sempre contentes quando os vemos nas mãos de utilizadores. Aqui, os Anprinos do lendário Clube de Robótica da escola de S. Gonçalo, em Torres Vedras.


Há um ano atrás, imaginavas que ia dar nisto?, perguntou-nos o Luís Dourado, um dos pais do Anprino, responsável pelo conceito, programação e adaptação do Blockly para português. Não, não imaginávamos. Quando a Fernanda Ledesma nos fez o desafio, pensámos que teria impacto pela diferença e lado do it yourself, mas não imaginávamos que chegasse tão longe, em crescimento rápido e contínuo. O lema continua o mesmo: arduino, programação e impressão 3D, para que nenhum aluno fique para trás.