Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Instantes
A acelerar para atingir velocidade de cruzeiro neste ano letivo.
Em TIC, os alunos do primeiro semestre estão a ter a sua primeira experiência de modelação e impressão 3D, aprendendo a criar no Tinkercad.
A nova sala de TIC tem o gabinete de trabalho PTE mesmo ao lado. Agora é fácil integrar a impressora 3D nas aulas. Torna-se possível os alunos criarem um modelo 3D na sala de aula e ir imprimi-lo logo a seguir.
Entretanto, as atividades do Clube de Robótica estão a recomeçar. Reunimos os alunos participantes no ano passado para estruturar projetos e combinar horários. Agora abrimos a novos alunos.
Este ano, vamos apostar noutra dimensão: tabletop games. Talvez consigamos criar um jogo... com imaginação e impressão 3D.
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Fórum Fantástico 2017 - Workshops TIC em 3D
De 29 de setembro a 1 de outubro, estaremos na edição de 2017 do Fórum Fantástico, que irá decorrer no espaço da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras. Com um programa muito abrangente, conta com uma grande diversidade de atividades que irá mexer com todos os espaços da biblioteca. A edição deste ano de uma das mais antigas e persistentes convenções dedicadas à Ficção Científica e Fantástico traz muitas novidades e uma aposta decisiva de crescimento. Para além do tradicional programa de painéis e apresentações, conta com um extenso programa de atividades paralelas, com workshops destinados ao público infantil ou aos participantes do Fórum, feira do livro dinamizada pela Leituria, com presença da Saída de Emergência, Dr. Kartoon e Editorial Divergência. A Liga Steampunk de Lisboa associou-se à organização deste evento, sendo responsável pela quarta edição da EuroSteamCon portugal, integrada na programação do Fórum.
As TIC em 3D também estão envolvidas. Ficámos encarregues de produzir os Prémios Adamastor de carreira, este ano entregues aos escritores João Barreiros e Luís Filipe Silva. Um projeto que já tínhamos criado em Tinkercad para distinguir o realizador António de Macedo, agora impresso em duplicado para os recipientes do prémio neste ano. Utilizámos filamento PLA Traffic Red e uma impressora 3D BEEINSCHOOL.
No sábado, em conjunto com José Brito, especialista em modelação de kits e dioramas, vamos dinamizar uma sessão de Impressão 3D para Jogos de Tabuleiro
Neste workshop os formadores irão abordar técnicas de modelação e impressão 3D, e técnicas de preparação de peças para jogos de tabuleiro. Para quem quiser construir os seus próprios elementos de jogo, a modelação e impressão 3D são hoje um recurso a considerar. Conhecedores de técnicas de modelação 3D poderão criar e personalizar os seus próprios modelos. Para os que não dominem técnicas de modelação, as comunidades e repositórios online disponibilizam gratuitamente modelos de personagens, veículos, elementos arquitetónicos e outros que podem ser utilizados na construção de dioramas ou tabuleiros de jogo. Tocaremos nos seguintes tópicos: Demonstração de modelação 3D; Técnicas de impressão 3D; Pesquisa em repositórios; Técnicas de preparação e pintura de peças.
No domingo, o público-alvo são as crianças, com o workshop Vamos Imprimir um Robot?
E que tal aprender a criar um robot? Neste workshop, vais aprender a utilizar um programa simples de modelação 3D onde podes criar tudo o que a imaginação te ditar. Em seguida, vais utilizar uma impressora 3D para transformar o teu desenho num objeto que vais segurar nas tuas mãos!
O workshop Vamos Imprimir um Robot desafia os participantes a descobrir o mundo da impressão 3D. Propomos uma atividade simples, modelar um robot, como forma de aprender a modelar em 3D utilizando aplicações simples (Tinkercad). Em seguida, ressalvando-se algumas condicionantes de tempo, os modelos 3D criados serão impressos nas impressoras 3D do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, cedidas para esta atividade.
Nota biográfica do formador: Acometido por uma estranha epidemia, há alguns anos que Artur Coelho só consegue ver o mundo como conjuntos de formas, superfícies e vetores. Suspeita-se que seja efeito secundário do derretimento numericamente controlado de termoplásticos. Fica perplexo sempre que lhe recordam que vive no século XXI, mas não pode marcar férias na base lunar. Entretanto, leciona bits e átomos no AE Venda do Pinheiro, onde gere os sistemas digitais e coordena o projeto As TIC em 3D.
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Tutoriais 3D em vídeo
Aproveitando o mooc Disciplina TIC: Aprendizagens Essenciais da ANPRI, no âmbito do qual dinamizaremos a sessão sobre edição de imagem, vídeo e 3D, estamos a organizar um conjunto de tutoriais vídeo sobre aplicações de modelação 3D.
Para já, Tinkercad e 3DC.io são as abordadas, mas com algum tempo poderemos colocar vídeos sobre outras. Estes tutoriais, procedimentais, replicam a abordagem introdutória que fazemos ao 3D quer em sala de aula quer em sessões de trabalho e formação, quer demonstrando as aplicações quer mostrando o passo a passo de pequenos projetos introdutórios.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Recomeçar.
Recomeçar. Em aceleração com dois workshops de impressão 3D, para públicos distintos.
Domingo, dia 10, estivemos presentes na Spring It Con 2017. Este evento reuniu no espaço do Instituto Superior Técnico fãs de mangá, cosplay, tabletop games e cultura geek em geral. Quem nos conhece sabe o quanto estes ambientes nos inspiram, e um convite da organização era irrecusável.
O desafio era mostrar a impressão 3D como ferramenta para cosplay. Foi uma sessão concorrida, que ultrapassou o número de participantes inscritos (cerca de dezasseis). Não nos centrámos muito na questão de partida, acabámos por fazer uma sessão mais generalista. Deste evento partiram mais alguns desafios, que a seu tempo revelaremos.
Nem houve tempo para retirar a impressora do beepack. Dia 12 rumámos a Vila Franca de Xira, para participar nas V Jornadas Pedagógicas de Vila Franca de Xira. Novamente, sala cheia para uma manhã de partilha dentro da estrutura de trabalho do projeto Fab@rts.
Os objetivos passavam por mostrar o potencial pedagógico desta tecnologia, com especial incidência na modelação, e as suas vertentes de interligação com as Bibliotecas Escolares, foco principal do projeto Fab@rts. Esta sessão foi conjunta com a coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha, com o qual desenvolvemos este projeto.
Se um workshop de impressão 3D já é por si exigente e intensivo, este foi-o ainda mais e senti que os objetivos não foram atingidos, embora os formandos não o tivessem notado. Os comentários pós-sessão incluíram muitos temos que nos meter nisto da impressão 3D. Entre o lado técnico, a modelação 3D, os impactos da manufatura aditiva, potencial pedagógico, papel das bibliotecas escolares e novas literacias (como os espaços maker), as habituais três horas de sessão tornam-se demasiado curtas e o workshop transforma-se uma longa palestra. Tenho de encontrar uma melhor estratégia para este tipo de sessões.
Neste arranque de ano, o esforço recaiu sobre a impressora Beeinschool. Depois de um mês parada, voltou à carga em força, com estas sessões de formação, impressão de peças para os robots Anprino, e testes de preparação dos workshops do Fórum Fantástico. A fiabilidade do equipamento dá-nos a confiança de saber que estes desafios correm bem.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Concurso Kit Pedagógico Anprino
O projeto Robot Anprino divulgou a lista de escolas contempladas no âmbito do Kit Pedagógico Robot Anprino. Foram selecionadas cinquenta, de entre mais de duzentas escolas que se candidataram. A concurso estiveram projetos de clubes de robótica, e atividades no domínio das disciplinas de TIC e Informática.
Não foi uma escolha fácil. A grande maioria dos projetos que se candidatou a receber um robot Anprino é promissor, revelando um enorme dinamismo nas escolas. Muitos são de implementação de clubes de robótica, outro sinal positivo no sentido da acessibilidade equalitária da informática criativa. Garantir a maior acessibilidade possível das tecnologias digitais aos alunos é tarefa fundamental na escola pública, não pode ficar a cargo das empresas que se movem na área da aprendizagem da programação ou venda de equipamentos. É um esforço que tem de partir de todos nós, que trabalhamos diretamente nas comunidades. Se as entidades privadas são excelentes parceiras, pela sua natureza não garantem a abrangência desejável, a necessária igualdade de oportunidades para os alunos. Não é por acaso que o lema do projeto Anprino é que nenhuma criança fique para trás.
O Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro é uma das entidades parceiras deste projeto de robótica de baixo custo, baseado em Arduino e Impressão 3D, apoiado pela Fundação Gulbenkian, tendo participado no júri de seleção dos projetos apoiados neste concurso.
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Falhas no FormIt em Android 6.0
É sempre bom iniciar um novo ano letivo, cheio de desafios em 3D, descobrindo que deixámos de poder contar com uma das nossas principais ferramentas. A versão Android do Autodesk FormIt, uma das pouquíssimas apps de modelação 3D para tablets, tem um bug que a impede de funcionar devidamente. Após atualizar tablets para a versão 6.0 do sistema operativo, a app FormIt deixou de visualizar no seu interface linhas de grelha e arestas. Ao abrir projetos já elaborados, apenas vemos as formas em cor sólida, e tentar criar um novo projeto crasha o programa.
Coloquei esta questão nos fóruns da Autodesk, e para grande surpresa minha obtive resposta da empresa, que me informou que não tinham planos para atualizar a app Android. Não é uma boa notícia. O mundo da modelação 3D em Android é reduzidíssimo e perder mais uma app restringe o que se pode fazer. Os nossos alunos aderiram bem ao 3DC.io, mas a modelação por primitivos tem limites. O FormIt permitiria ir mais longe... se não tivesse deparado com este problema. Por enquanto, ficamos restritos ao 3DC.io para avançar o foco do projeto Fab@rts, que recorre aos tablets para estimular a modelação 3D.
Apesar destes percalços, ainda acreditamos que o futuro do 3D passa pelo mobile. A quantidade de apps de modelação disponível em iOS, as possibilidades da realidade virtual aumentada nas frameworks da Google mostram isso.
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
3D: Imprimir el Mundo
Em pleno centro de Madrid, na Gran Vía, o edifício Fundación Telefonica alberga uma exposição dedicada à impressão 3D, 3D: Imprimir el Mundo. Entra-se por um espaço de instalação, onde o conjunto de impressoras mostra vários momentos da impressão de um busto. Fiquei com a sensação que as impressoras deveriam estar a imprimir, mas por questões técnicas ou logísticas foram desligadas. É esse o elemento que faltou na exposição, impressoras em funcionamento.
Apesar de pequena, a exposição contou com a colaboração de entidades como a Airbus e a Bq (inevitável, em Espanha) ou académicos como Hod Lipson e Melba Kurman, aos quais é dedicada toda uma área relativa aos seus princípios de impressão 3D.
O grosso da exposição é composto por objetos demonstrativos das capacidades desta tecnologia. Há um pouco de tudo, para todas as áreas, e alguns objetos inesperados. O busto de Nefertiti é paragem obrigatória.
Robots e mecanismos exemplificam o potencial do 3D na educação.
Há também muitos exemplos de próteses médicas, entre substitutos de osso, mãos e outros membros artificiais.
Um exemplo de impressão 3D de tecidos vivos, junto com um extrusor adaptado para este uso.
Estudos de novas possibilidades de resistência e leveza dos materiais.
Um conceito intrigante: um robot-impressora 3D, capaz de se deslocar e imprimir. Percursor dos futuros robots construtores de colónias lunares?
Uma das peças mais interessantes em exposição elemento de turbina impressa em 3D pela Siemens, mostrando como já hoje esta tecnologia tem aplicações industriais.
Peças estruturais impressas em 3D para as aeronaves C295 e Airbus A400M. Mostram como conseguir leveza, mantendo a resistência, em aplicações críticas como a aviação.
Utilizações criativas da impressão 3D, com várias das vertentes desta tecnologia.
Apesar de compacta, a exposição dá um bom panorama sobre a Impressão 3D, os seus potenciais e impactos. Uma boa surpresa, numa visita a Madrid em modo de detox de 3D printing. Não que precise, mas três grandes museus madrilenos são excelentes para carregar a mente de ideias. E, pelos vistos, o vírus da impressão 3D é tão inescapável que até no meio da rua mais movimentada de Madrid nos deparamos com ele.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
II CNPI: Submissões e Formação.
O II Congresso Nacional de Professores de Informática vai decorrer nos dias 6 e 7 de outubro, na Maia, e já estão a ser apresentados alguns elementos do programa. Estão abertas as submissões de comunicações, posters e boas práticas, com os critérios e datas importantes disponíveis aqui: Convite à submissão de Comunicações, Posters e Projetos.
Estão prevista no âmbito do congresso ações de formação de curta duração sobre robótica com o robot Anprino, game design, drones e realidade virtual. A lista de sessões, em atualização, está disponível aqui: Ações de curta duração.
Neste congresso irão ser entregues 50 kits pedagógicos Robot Anprino aos projetos selecionados no âmbito do concurso de atribuição destes kits. Pelo que sabemos, sem revelar demasiado, o processo de escolha vai ser complicado, dada a elevada adesão a esta iniciativa.
Infelizmente, não estaremos presentes neste momento de aprendizagem e partilha sobre o lado mais dinâmico das TIC na Educação. As suas datas colidiram com a nossa participação no Teacher's Workshop da ESA. No mês de setembro planeamos usar as nossas impressoras 3D para ajudar o projeto dos Kits Robot Anprino. Para quem puder estar na Maia nestes dias, recomenda-se vivamente o evento!
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Last Hurrah
Tínhamos prometido que o Sci-Fi Lx marcaria o encerramento das atividades TIC em 3D/Fab@rts neste ano letivo de 2016-2017. Hora de dar descanso às impressoras, e permitir uma merecida pausa ao humanóide. Mas não conseguimos resistir a desafios, e fomos convidados para mais duas sessões antes da pausa estival. Para gerir melhor o tempo, optámos por duas no mesmo dia.
Primeiro, rumámos a Lisboa, onde alunos do curso profissional de Informática da Escola Comércio de Lisboa tiveram uma sessão de introdução à modelação e impressão 3D. Apesar de não estar nos nossos planos, a sessão acabou por ir para à modelação no Tinkercad. Já temos muitos porta-chaves em 3D na caixa de correio, resultantes desta sessão.
Terminada a sessão, atravessámos a Ponte Vasco da Gama e rumámos a Setúbal. O desafio era levar os projetos de Impressão 3D ao espaço E-tech Portugal na Feira de Santiago.
Não nos estávamos a sentir muito pedagógicos, por isso optámos por imprimir Daleks.
Lado a lado, a nossa impressora BEEINSCHOOL, ao lado de uma BEETHEFIRST cedida à E-tech. Do nosso lado, os visitantes a surpreenderem-se com o que se pode fazer hoje, nas escolas, com esta tecnologia. O geoide terrestre fascinou os visitantes. Diga-se que a nossa impressora portou-se à altura. Sai do carro para impressão contínua na Escola Comercial de Lisboa, regressa ao carro para chegar a Setúbal e fazer mais cinco horas de impressão. No dia seguinte, está de volta à escola a imprimir peças para os robots Anprino. Sem perder calibração, parafusos ou outras peças. Digamos que esta impressora começa a estar muito viajada.
O espaço E-tech reúne empresas ligadas a material educativo, escolas de código e a Associação de Professores de Informática, no âmbito da qual estivemos a mostrar a Impressão 3D na educação. Também estão lá kits pedagógicos Anprino, muito experimentados pelos visitantes, e diga-se que foi um mimo ver esta criança a brincar com um robot que se desvia de obstáculos. Made my day, diz o humanóide das TIC em 3D, co-criador deste projeto fantástico.
Deixámos a nossa marca em Setúbal. E agora, hora de uma pausa para carregar baterias. Setembro é um mês que promete ser desafiante.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Sem Clicar no Rato
Um pequeno teste às capacidades dos tablets enquanto instrumentos de trabalho em 3D. Aproveitei o desbloqueio de tempo nestes dias antes da pausa estival para, finalmente, dar seguimento a um projeto que tem estado esquecido por falta de tempo. Não vou entrar em spoilers, se for em frente depois explico. Até porque o objetivo deste post é mostrar como utilizar 3D para concept design sem me sentar numa secretária ou me aproximar, sequer, de um rato. Numa tarde soalheira de domingo, o sofá é mais convidativo do que a secretária.
O desafio aqui foi usar apenas o tablet. Alguns elementos foram modelados no 3DC.io, são simples de criar utilizando primitivos, a base maior com os seus elementos foi modelada com as ferramentas de subdivisão do FormIt. Os problemas começam na integração de modelos entre as duas apps. Algo que no computador é tão corriqueiro que nem pensamos no processo, num tablet obriga a uma ginástica complexa. Nenhuma das apps exporta OBJ ou STL localmente, dependem de serviços web. A FormIt restringe-nos à A360 Drive, a 3DC.io é mais abrangente e reconhece as opções de partilha usuais em Android. Como fazer, então? Optei pelo FormIt para assemblagem dos elementos. O processo de transferência entre o 3DC.io e esta é algo bizantino, mas funcionou. Tive de exportar em OBJ do 3DC.io para uma pasta na minha Dropbox. Em seguida, da app Dropbox, descarregar o ficheiro para o tablet. Utilizando o browser do tablet, fazer upload do ficheiro para a A360. Para terminar, dentro do FormIt, importar o OBJ a partir da A360.
Bizantino, não é? Mostra que os tablets têm os seus interfaces pensados essencialmente para consumo de media. O saltitar entre apps é normal quando se está a ler, jogar, ver vídeos ou a navegar nas apps sociais. O transferir informação entre aplicações, algo fundamental à produtividade digital, está restrito a texto, não há processos de utilizar informação entre apps que vá para além do importar imagens das galerias. Ou seja, todo um tipo de metodologia e interface ainda a ter de ser desenvolvido.
Outras condicionantes neste processo advém das necessidades computacionais da modelação 3D. Quanto mais complexo é o modelo, mais exige do processador e ram do dispositivo. Trabalho com um tablet Lenovo de gama média, com processador razoável e 2GB de ram, algo que ainda não é muito usual encontrar nos tablets android (1GB de ram é o normal). O 3DC.io tem um modo baixa resolução que torna a experiência de trabalho mais fluída, o FormIt não, apesar de permitir modos de visualização menos intensivos. Quando a complexidade do modelo aumenta, o FormIt tem tendência a travar. Para tornar a experiência mais irritante, junte-se a isso uma das peculiaridades desta app, a forma como foi concebida a operação de mover elementos. Supostamente é fácil, na prática é torturante. Boa parte do tempo passado nesta experiência foi a tentar posicionar com rigor os elementos no Formit.
Será o tablet uma alternativa viável para este tipo de trabalho? Ainda não. Foi necessária muita persistência e alguma paciência para ter conseguido este resultado. É possível utilizá-lo, mas os processos de transferência de ficheiros entre apps não são fluídos. As aplicações têm peculiaridades de interface que requerem habituação. As capacidades dos dispositivos esgotam-se com as necessidades computacionais da modelação 3D. É complicado modelar com medidas rigorosas. No 3DC.io não há elementos visuais que nos dêem a noção das medidas, o FormIt permite maior rigor neste aspeto, mas faltam referências visuais que facilitem a perceção do tamanho da peça. Para este tipo de projetos, usar o tablet como ferramenta principal de trabalho é prematuro. Pessoalmente, creio que a tendência é no sentido da evolução dos interfaces e capacidades destes dispositivos para melhorar a sua usabilidade e fluidez como ferramentas de trabalho, mas o caminho a fazer até se ter num tablet a usabilidade de um computador ainda é longo.
No entanto, posso chegar ao final desta experiência e dizer que nenhum rato foi molestado para a fazer.
sábado, 22 de julho de 2017
Release the Daleks!
Mais umas horas de reunião e o LAB Aberto encher-se ia de Daleks. Aliás, se o nozzle de uma das impressoras do espaço não tivesse entupido, isto seria a duplicar.
Hoje foi dia de reunião no espaço da associação Lab Aberto, com a qual colaboramos. Nos últimos tempos não nos tem sido possível ajudar muito no seu plano de atividades, mas isso é também um dos aspetos deste espaço maker: cada elemento contribui com o que pode, é no todo que está a força do espaço. E, também, na dinâmica figura do António Gonçalves, coordenador e mentor deste espaço, figura inspiradora e incansável lutador quer pela cultura maker quer por formas diferentes de abordar a educação. Daquelas que, infelizmente, o corrente hype sobre pedagogias diferenciadas e currículo para o século XXI consegue judiciosamente evitar.
Primeiro, ajudar a organizar o novo espaço no Torres Vedras Lab Center. Digamos que com estes ajustes o Lab Aberto ficou com uma montra mais apelativa.
Peças impressas em 3D é coisa que não falta no espaço, mas faltam peças vistosas, que encham o olho. Bem, vamos tentar mudar isso.
À tarde, reunião dos associados. A discutir estratégias, sustentabilidade, mas essencialmente projetos. São muitos, todos interessantes, alguns simples, outros ambiciosos. Em comum têm a ideia de comunidade reunida à volta do experimentar, partilhar e aprender. Fiquem atentos ao LAB Aberto para ficarem a saber quais as aventuras que estamos a preparar para o próximo ano.
sexta-feira, 21 de julho de 2017
@ LAB Center
Ontem estivemos no LAB Center, espaço incubador de novas tecnologias em Torres Vedras. O desafio partiu do António Gonçalves, coordenador da Associação LAB Aberto, à qual pertencemos: ajudar a dinamizar uma feira de ciências e demonstrações das valências do Lab Center, por ocasião da visita do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. A visita ao LAB Center foi efetuada no contexto da assinatura de protocolos entre o Instituto Politécnico de Leiria e o município de Torres Vedras, para abertura de cursos técnicos especializados.
Apesar de impressoras 3D ser coisa que não falta no LAB Aberto, trouxemos uma das nossas, mostrando que é possível, já, utilizar esta tecnologias em contextos que não os da comunidade maker ou pessoais, como ferramenta de trabalho em sala de aula. Estes momentos são boas oportunidades de mostrar o que se faz no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, no domínio da disciplina de TIC, em clube de robótica e na biblioteca escolar.
O átrio do LAB Center transformou-se durante esta tarde em feira de ciências, com demonstrações das mais variadas experiências, desafios de aprendizagem nas ciências. Aviões de papel, foguetões de ar, eletricidade produzida por vegetais, insectos, drones e areonaves, e, claro, a sempre atrativa impressão 3D. Mais do que os objetos, interessam as colaborações, e o mérito do Lab Center é ser um espaço que permite juntar criadores das mais diversas áreas.
Uma pequena visão do espaço, ainda antes de encher. Nota-se em primeiro plano o robot para crianças do Clube de Robótica de S. Gonçalo, com um tapete de atividades-percurso.
Fomos apanhados a mostrar como se faz, e não perdemos tempo: mostramos a estas crianças como podem usar os seus tablets e telemóveis para criar em 3D. Se as aplicações móveis não são tão potentes quanto as de desktop, são acessíveis e permitem responder ao eterno problema da falta de equipamentos.
Como explicar o 3D a uma jovem invisual? Um momento intrigante, respeitando o esforço da monitora da criança, e relembrando-nos que a impressão 3D pode ter um papel a desempenhar no campo das tecnologias assistivas.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Artefactos (II)
Um artefacto da história da computação gráfica: o primeiro modelo 3D de figura humana, conhecido por Boeing Man por ter sido desenvolvido por William Fetter, director de arte na empresa aeroespacial.
Este modelo em wireframe foi criado para análise ergonómica do cockpit do Boeing 737, em 1964. Para desenho e cálculo da animação foi usada num computador IBM 7094. Foi tornado possível pela conceção de algoritmos de conversão de dados em imagens, tendo sido uma das primeiras formas visuais digitais obtidas por estes processos.
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