sábado, 4 de novembro de 2017

Instantes






Primeira leva (a dos porta-chaves que não precisavam de correções) terminada. Mais de cem impressos em 3D e a ser entregues aos alunos.





Um teste de fluxo de trabalho. Redesenho da mascote das TIC em 3D no 3DC.io, exclusivamente no tablet, com trabalho posterior no OBJ utilizando o 3D Builder, e impressão 3D, claro.


Estes alunos do LCD ainda vão na segunda sessão de modelação 3D e já estão a dar cartas.


Estávamos a configurar o arduino no computador de trabalho do espaço maker na biblioteca para programar Anprinos, mas já que se estava com a mão na massa... um dos alunos começou a experimentar código arduino para meter o led a piscar em SOS.


Entretanto, os colegas mais novos experimentavam uma Hour of Code.


O que é que um jogo de tabuleiro está a fazer num clube de robótica? Há método na nossa loucura. Estamos a perceber que este tipo de jogos são uma excelente forma de estimular o pensamento computacional, ao mesmo tempo que criam laços sociais entre os participantes. O nosso plano a médio prazo é perceber a mecânica deste tipo de jogos, e desafiar os alunos do LCD a criar o seu jogo. Uma atividade que envolverá 3D, design, pensamento computacional e talvez programação.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Tanta matemática!


Durante estas aventuras na impressão 3D tenho conhecido pessoas extraordinárias. A Melinda é uma delas. Com a carreira de investigadora em pausa, entre outros afazeres voluntaria o seu tempo num centro de estudos, onde dá asas a uma das suas paixões: estimular a aprendizagem de programação e levar as crianças a descobrir, desde cedo, o potencial criativo das tecnologias digitais. Inspira-se no modelo inglês dos coding clubs para desafiar alunos de um centro de estudos em Algés a expandir os seus horizontes nestas áreas. Fá-lo por gosto, sem compensação, de forma voluntária, afastada dos projetos oficiais e tendências educativas na área da programação e robótica, que me confessou desconhecer, ficando muito contente por saber que um pouco por todo o país, há nas escolas professores que se dedicam as estas áreas. A sua experiência ao tentar propor atividades destas em escolas locais traduziu-se sempre pelo desprezo dos docentes face as estas áreas , e mesmo em centros de estudo não foi melhor. Ficou-me na mente a frase que lhe foi dita por uma coordenadora de um centro, observando sobre aprender a programar que os alunos vêm para cá para estudar e ter melhores notas na escola, essas coisas não interessam. Ainda um dia haveremos de ter coragem para enfrentar os danos que esta visão da escola centrada unicamente em testes e resultados provoca na educação e formação dos alunos.


Conheci-a na Spring It Con 2017, onde me grelhou com inúmeras questões sobre impressão 3D na educação, e me desafiou para ir partilhar esta tecnologia com os seus meninos do centro. Gostei especialmente da clareza da visão, nada deslumbrada com a impressão 3D: o importante é eles perceberem o como modelar. Para quem, como ela, está a construir uma delta, uma cartesiana clássica não tem muito para surpreender.... (esta, têm de perceber mesmo de impressão 3D para compreender).


Hoje houve tempo para essa sessão. Gostaria que tivesse sido mais cedo, mas entre arranque de ano letivo, outras sessões e workshop na ESA, não me foi possível. Há que dosear bem os desafios para conservar energia...

Nesta sessão, os participantes ficaram a conhecer bem as impressoras 3D e o como imprimir. Não é por acaso que nestes momentos as tampas da BEEINSCHOOL saltam fora, é para poderem ver e perceber o que está por detrás desta tecnologia. Tanta matemática, desabafa a meio um dos alunos. Descobriram o Sketchup Make, com aquela expressão de surpresa quando vêem uma revolução com o follow me, aprenderam a modelar em Tinkercad e descobriram que no telemóvel ou num tablet podem criar com o 3DC.io. Entre exemplos de peças impressas em 3D levámos o nosso Anprino Arthur, que deliciou estes jovens que tiveram uma tarde diferente no centro de estudos.

Esperemos que a Melinda não baixe os braços. Merece todo o apoio. Se queremos inovar na educação, não é por decreto-lei ou vontade ministerial que as coisas acontecem. É na soma dos esforços grassroots de professores ou outros agentes que a inovação mais enriquecedora acontece. As instituições, ministérios, associações de professores, têm o importante papel de apoiar, estimular e disseminar informação, para que os esforços de quem está no terreno contaminem progressivamente a educação.

Nota: para proteger a sua privacidade, o rosto dos participantes foi anonimizado. É pena, perderam-se as expressões de curiosidade pura que vi nos seus rostos.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Instantes


Esta semana em TIC foi hora de arrancar projetos eTwinning e aprender a modelar em 3D com o Sketchup Make. 


Entretanto, a impressora BEEINSCHOOL vai avançando na tarefa longa de imprimir as placas identificadoras que os alunos modelaram em Tinkercad.


No LCD decidimos estruturar as atividades por temas. Segunda é dia de 3D, da modelação à impressão. A aposta é no 3DC.io.


Terça é o dia dedicado à programação. Começamos com jogos unplugged. O CodyRoby encanta sempre.


Quinta treinamos voo de drones, com desafios de voo rigoroso. O drone sofre um pouco, mas os pilotos estão a melhorar.


Quarta é  o dia dedicado a montar e programar o robot Anprino. Não é um projeto fácil para alunos de quinto ano, mas peça a peça e parafuso e parafuso, o robot vai ganhando forma.

Codeweek 2017


No computador, tablet ou telemóvel, os nossos alunos participaram na Codeweek EU 2017 com a realização de uma Hour of  Code nas aulas de TIC. As datas deste evento, muito próximas do início do ano letivo, não ajudam a planear atividades mais abrangentes que despertem a atenção da comunidade educativa para a importância do pensamento computacional.



Nas turmas de sétimo, após uma exploração de conceitos elementares em modo unplugged, o desafio foi chegar ao final de uma Hour of Code. Se o computador foi o meio principal, os telemóveis e tablets foram ecrãs alternativos para os participantes.


As turmas de oitavo ano também participaram, com orientação da Prof.ª Sandra Neves. 







Pelas imagens, o entusiasmo foi grande, e os desafios foram além da Hour of Code clássica.


As atividades Codeweek EU decorreram de 16 a 20 de outubro, envolvendo cerca de 300 alunos do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. No dia 21, as atividades do clube de robótica estiveram representadas na mostra de projetos do evento Codeweek, organizado em parceria pela ERTE-DGE e ANPRI, na Escola Secundária Eça de Queirós, Lisboa. Um ponto final a condizer para mais uma edição da Codeweek. Para o ano, contem novamente connosco!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Nós e os Robots


Entre o evento Codeweek, tive de roubar um tempo para uma visita fugaz à exposição integrada na conferência sobre ética na robótica e padrões de segurança, que decorreu no passado fim de semana no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. Essencialmente, um mostruário de projetos de investigação universitária e militar que exploram robótica avançada em Portugal. 






Robots sociais, drones de vigilância, mãos robóticas e programação dos versáteis NAO foram os mecanismos inteligentes expostos. Não consigo deixar de me perguntar se os alunos que hoje participam nas atividades de robótica, futuramente se dediquem a avançara este campo de investigação e desenvolvimento.

domingo, 22 de outubro de 2017

Codeweek 2017


Sábado, 21 de outubro, foi dia de participar no evento Codeweek 2017, organizado pela Equipe de Recursos e Tecnologias Educativas da DGE em conjunto com a ANPRI na Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa.  Este evento reuniu professores ligados aos diferentes projetos de ensino das TIC, entre clubes de robótica e programação e docentes de TIC. Da parte da manhã foram discutidas no auditório questões ligadas ao estímulo pedagógico de tecnologias e mostrados alguns dos projetos de robótica que têm tido mais impacto nacional e internacional. Foi uma parte do evento que perdemos, entre a montagem do espaço do Laboratório de Criatividade Digital e um pulo rápido ao Pavilhão do Conhecimento, aproveitando a ida a Lisboa para visitar a pequena exposição Nós e os Robots, os Robots e Nós, inserida na conferência internacional ICRESS-2017: International Conference on Robot Ethics and Safety Standards. Evento que tinha entrada gratuita e um programa aliciante, mas a nossa prioridade era participar na partilha de experiências de tecnologias na educação. Regressámos ao evento Codeweek a tempo de ficar a conhecer os projetos desenvolvidos no âmbito do Cansat e a partilha de experiência de Jaime Rei, coordenador do mais bem sucedido clube de robótica português, da escola de S. Gonçalo em Torres Vedras, uma referência nacional e internacional, pelos prémios que os seus alunos conquistam, mas essencialmente pela resiliência e preparação que lhes dá.


No espaço dedicado ao nosso clube mostrámos as vertentes que exploramos, ou tentamos explorar, nas atividades do LCD. Trouxemos um pouco de tudo: programação de drones com Tynker em tablets, eletrónica modular com LittleBits, o Anprino Arthur que usamos em demonstrações (os alunos estão a construir o nosso segundo robot anprino, onde iremos explorar todos os aspectos deste projeto em que estamos envolvidos).


 Não esquecemos a programação unplugged e os jogos tabletop para estímulo de competências analítcas.


O destaque, claro, foi para a impressão 3D, área em que somos especialistas. Por razões de saúde nossas, tivemos de deixar a impressora 3D BEEINSCHOOL que trazemos para estes eventos na escola. Em exposição ficou uma amostra dos projetos desenvolvidos, entre os livres dos alunos, os interdisciplinares e os testes a conceitos.




E estreámos as nossas atividades space teacher. Apesar deste kit da ESA fazer mais sentido para os docentes de ciências, algumas das suas propostas estão a ser exploradas no clube de robótica.


Ficamos já com trabalho a curto prazo: redesenhar as pelas do Anprino para o modelo Nana, construído à volta de uma placa arduino Nano. Vai ser o quarto modelo do robot anprino, suspeito...


Se a nossa impressora 3D ficou na escola, não foi por isso que não deixámos de imprimir. Ao nosso lado estava a banca da ANPRI, e ficámos responsáveis pela impressão 3D.

Não temos fuga possível à impressão 3D.


Partilhámos o espaço com outros clubes de robótica e empresas, que vieram mostrar os seus projetos. Destes, os mais enriquecedores vieram de Torres Vedras (é espantoso, e traça um claro objetivo para o nosso clube em termos de preparação, falar com os alunos do Clube de Robótica da Escola de S. Gonçalo), Rio Maior, com a sua aposta contínua na inovação e no lado experimental, ES Eduardo Gageiro, com a sua tónica em programação tangível e IoT, e ES Augusto Cabrita do Barreiro, com os seus projetos criativos e de sanidade duvidosa, como a prancha com motores e gps que planeiam lançar ao mar para localizar as suas posições. Destacamos estes sem prejuízo para os restantes, mas   são estas as referências que trazemos para o LCD,  que nos mostram caminhos e ajudam a traçar objetivos para os nossos alunos.

Entre as empresas presentes, cruzámo-nos com os suspeitos do costume, a Bot'n'Roll, que tem sido um fornecedor preferencial de material para clubes e iniciativas, desenvolveu um robot educativo para alunos do secundário, e co-organiza a Roboparty, e a Parrot, com a sua gama de drones. Inesperada foi a CODI, que está a representar por cá a Makerbot.

O evento foi acompanhado pelos alunos dos cursos profissionais da Eça de Queirós, responsáveis pelo simpático acolhimento aos visitantes, e registo em reportagem.


A parte da tarde trouxe a visita ao espaço de exposição, que contou para nós com muitos momentos recompensadores de partilha com colegas que conhecemos das redes digitais, mas que raramente podemos conversar pessoalmente. Seguiu-se a entrega de prémios aos clubes cujos projetos mais se distinguem, aos presentes neste evento (recebemos um kit completo de soldadura, que nos irá ser útil mais à frente no prosseguimento de atividades), e às escolas selecionadas no âmbito do concurso Robot Anprino.


A finalizar o dia, workshop com Luís Dourado sobre como configurar e programa o robot Anprino. Como colaboradores neste projeto, é fantástico ver o seu impacto, ver grupos de professores debruçados sobre os anprinos, aprendendo a programá-los e percebendo que com um pouco de 3D podem levar este projeto mais longe.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Instantes


Em TIC - 7º Ano, esta semana foi dedicada à Codeweek EU. Todos os alunos experimentaram programação, através de uma Hour of Code.

No telemóvel, tablet, computador...


ou até em pessoa...


Os alunos de TIC tiveram uma introdução prática à programação, abrindo caminho a novos desafios.


As atividades do clube de robótica começam a aquecer. Os novos alunos já estão a aprender a utilizar a impressora 3D.


E a montar o nosso segundo robot Anprino.


Para finalizar a semana, vamos investir no voo de drones. Com obstáculos, para se tornar mais complicado.