Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
domingo, 21 de janeiro de 2018
Instantes
Com o semestre de TIC a chegar ao fim, os projetos dos alunos começa a ganhar forma final.
Finalmente, um protótipo para a Anprina Nana!
Receber os certificados pela passagem à segunda fase do concurso de ideias Ciência na Escola.
No clube de robótica, partilhar conhecimentos...
Experimentar e descobrir...
Afinar as técnicas...
Deixar que os mais experientes ensinem os colegas mais novos....
A prática ajuda-nos a melhorar.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Workshops APEVT - PAFC
No âmbito do projeto de autonomia e flexibilização curricular, a APEVT coloca à disposição dos docentes interessados um conjunto de workshops gratuitos, a desenvolver nas escolas. Estas sessões cobrem temáticas que vão da reflexão sobre projetos interdisciplinares a sessões práticas sobre técnicas de trabalho artístico na educação. Neste âmbito, o know-how das TIC em 3D sustenta o workshop 3D: Ferramentas e Metodologias, que visa introduzir docentes das áreas artísticas à modelação e impressão 3D com ferramentas simples, possíveis de utilizar nos contextos de sala de aula e projetos no ensino básico.
Newsletter CFAERC VI
O projeto TIC em 3D/Fab@rts está em destaque na edição mais recente da newsletter do Centro de Formação Associação de Escolas Rómulo de Carvalho (Mafra).
Nesta edição, são abordadas as valências do projeto ao nível das bibliotecas escolares, e ramificações do domínio da partilha de conhecimento e formação de professores.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Instantes
Com o semestre de TIC a terminar, os alunos avançam nos seus projetos finais. Estamos a utilizar o Sketchup Make para modelar sob temas definidos em projetos eTwinning.
Uma das turmas de TIC está num projeto diferente, inserido no Da Janela da Minha Escola e Mais Além. Projeto que foi apoiado pelo Ciência na Escola para desenvolvimento. Estes apoios são importantes e prestigiosos, mas não esperamos por eles para desenvolver o nosso trabalho. Curiosamente, a notícia da nomeação chegou-nos no dia em que começámos a imprimir em 3D os modelos criados pelos alunos neste projeto.
A grande novidade deste segundo período é o reforço do espaço Maker do Centro de Recursos. O clube de robótica anda agora a perceber como tirar melhor partido deste espaço renovado.
Projeto Paleo (II)
Se passarem pelo átrio da Escola Básica Venda do Pinheiro podem ficar a conhecer a exposição de artefatos líticos. Mistura artefatos originais, reproduções, digitalizações 3D de alguns objetos, e bibliografia sobre a temática. É a vertente mais tangível do projeto Paleo, mostrando o trabalho desenvolvido na disciplina de História e com Centro de Recursos.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Da janela da minha escola e mais além!
É o nosso mais recente desafio, em parceria entre as disciplinas de Ciências e TIC, com contributos de EV, Geografia e História. Concorremos com este projeto ao concurso de ideias Ciência na Escola da Fundação Ilídio Pinho, e fomos selecionados para passar à segunda fase do concurso, com apoio financeiro. No entanto, os nossos alunos já estão a trabalhar neste projeto desde novembro.
Curiosamente, no dia em que soubemos da seleção para o Ciência na Escola tínhamos começado a imprimir em 3D os primeiros modelos de satélites criados por um dos grupos de alunos que participa neste projeto.
Da janela da minha escola e mais além!
Nº de turmas envolvidas: 2Nº de alunos envolvidos: 60
Resumo do projeto:
Cruzando conhecimentos das áreas de Ciências, Educação Visual, Geografia, História e TIC, pretendemos neste projeto levar os alunos a conhecer, através da observação in-situ e da utilização de tecnologia por satélite, o contexto natural, social e cultural da região envolvente à escola - a paisagem natural da Venda do Pinheiro inserida no Complexo Vulcânico Mafra-Lisboa e na nascente da Bacia Hidrográfica do Rio Lizandro.Descrição do Projeto
1. Introdução/Objetivos:A escola encontra-se inserida no complexo vulcânico Mafra-Lisboa e na bacia hidrográfica do Rio Lizandro. Pretende-se que os alunos partam à descoberta desta região, percebendo como evoluiu ao longo do tempo, através de visitas de estudo, análise de cartas geológicas e de satélite, atividades laboratoriais e reconstituição da paleogeologia da região.
As tecnologias de manufatura aditiva, das quais a impressão 3D é uma das vertentes, são hoje um importante recurso económico, com utilizações que vão da prototipagem rápida a novos processos de manufatura. Pretendemos que os alunos trabalhem diretamente esta tecnologia como ferramenta de concepção e produção.
A observação da Terra a partir do espaço é um importante recurso com implicações científicas e económicas. As plataformas de sensores que perscrutam a superfície terrestre, a partir de diferentes órbitas, permitem conhecer a fundo o nosso planeta, com impacto em modelos científicos, económicos e ambientais.
Deste projeto resultará a criação de mapas tridimensionais do relevo da zona do Complexo vulcânico Mafra-Lisboa e Rio Lizandro, mostrando o seu desenvolvimento em diferentes épocas geológicas. Em paralelo, criaremos um modelo de satélite impresso em 3D, abordando esta tecnologia na vertente de observação da Terra. O resultado final será assemblado como diorama, conjugando a visão de satélite com mapas tridimensionais para retratar a evolução desta zona ao longo dos últimos 150 milhões de anos.
A escola encontra-se inserida no complexo vulcânico Mafra-Lisboa e na bacia hidrográfica do Rio Lizandro. Pretende-se que os alunos descubram a região e como evoluiu ao longo do tempo, através de visitas de estudo, análise de cartas geológicas e de satélite, atividades laboratoriais e reconstituição da paleogeologia da região. Pretendemos que os alunos trabalhem diretamente com tecnologias de manufatura aditiva como ferramenta de conceção e produção. Observar Terra a partir do espaço permite conhecer a fundo o nosso planeta, com impacto em modelos científicos, económicos e ambientais. Neste projeto irão ser modelados e impressos mapas 3D do relevo da zona, mostrando o seu desenvolvimento em diferentes épocas geológicas, e concebido um modelo de satélite impresso em 3D. O resultado final será assemblado como diorama, conjugando a visão de satélite com mapas 3D para retratar a evolução desta zona ao longo dos últimos 150 milhões de anos.
2. Processos/Procedimentos e Produtos:
Processos: Ciências Naturais: visitas de estudo; análise de cartas geológicas: 34B, 30C; 30D e 34B; atividades laboratoriais e atividades de investigação do tipo IBSE- Inquiry Based Science Education;TIC: Aprendizagem de conceitos elementares de modelação e impressão 3D; Modelação e impressão 3D de mapas geológicos e satélites; atividade ESA Teach With Space From The Ground and From The Sky.; História: Reconstituição de eventos históricos e culturais revelantes; Geografia: Análise da paisagem, relevo e clima da região; Educação Visual: Métodos de representação rigorosa; Bibliotecas Escolares: metodogias de pesquisa; pegada digital; partilha online e licenciamento de propriedade intelectual; espaços maker.
Procedimentos: Estudo de aspetos geológicos, geográficos e hídricos característicos do ecossistema da região de Mafra - Venda do Pinheiro (CN); Conceção gráfica dos elementos a recriar em 3D (TIC/EV); Modelação em 3D de satélite e mapas geológicos (TIC); Impressão 3D de satélite e mapas geológicos (TIC).
Produtos: mapas em relevo 3D zona do Complexo vulcânico Mafra-Lisboa e Rio Lizandro, em diferentes eras, partilhados com licenciamento Creative Commons em repositórios online; modelo de satélite impresso em 3D concebido pelos alunos; diorama "Complexo vulcânico Mafra-Lisboa e da Bacia Hidrográfica do Rio Lizandro ao longo de 150 milhões de anos".
3. Relevância Pedagógica:
Experimentar com tecnologias de impressão 3D;Definir metodologias de abordagem à impressão 3d integradas em conteúdos curriculares
Abordar a tangibilidade de conceitos complexos utilizando tecnologias de impressão 3D;
Aprofundar em trabalho de projeto interdisciplinar conteúdos específicos de ciências;
Estimular os alunos para áreas CTEM;
Reforçar intercâmbios no binómio escola-instituições.
Desenvolver atividades de investigação do tipo IBSE – Inquiry Based Science Education;
Potenciar o desenvolvimento de competências pessoais e sociais através de uma educação para a cidadania e preservação do ambiente;
Sensibilização para a importância das ciências na interpretação dos fenómenos do dia-a-dia;
Reconhecer os potenciais da tecnologia de investigação por satélite;
Reconhecer as consequências das ações humanas sobre os ecossistemas e como isso afeta a saúde pública das cidades;
Compreender as relações entre a paisagem natural e a história, a cultura e a economia locais.
4. Parcerias:
As parcerias externas possibilitam apoio na impressão 3D e acesso à rede nacional de FabLabs para divulgação do projeto e seus produtos.BEEVERYCREATIVE (apoio técnico na impressão 3D); LAB Aberto (divulgação na rede nacional de FabLabs); ESERO (recursos pedagógicos da Agência Espacial Europeia); Junta de Freguesia da Venda do Pinheiro (apoio técnico e bibliografia); Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (acompanhamento pedagógico); Departamento de Geologia da Universidade de Lisboa (acompanhamento científico).
5. Potencial de Execução:
Interno: recursos didáticos sobre a geologia do concelho de Mafra em 3D utilizáveis como reforço/simplificador de aprendizagem nas aulas de ciências naturais;Externo: disponibilização online com licenciamento creative commons dos ficheiros produzidos para impressão 3D por terceiros (outras escolas, etc).
Introdução à Impressão 3D - Benedita
Dia 26, no Externato Cooperativo da Benedita, vai decorrer uma formação de Introdução à Impressão 3D. Todos os docentes interessados podem participar, mediante inscrição. Basta trazer um computador portátil e vontade de aprender. Para mais informações e inscrições, visitem o site da ANPRI.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Projeto Paleo
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| Impressão 3D de biface |
E porque não, pensámos, digitalizar alguns destes artefactos? Não dispomos de scanners 3D, mas sabemos utilizar aplicações de fotogrametria. Não temos tido muitas oportunidades para usar esta tecnologia de digitalização, e este projeto pareceu-nos uma excelente forma de o fazer.
Projeto Paleo
Na sua forma final, este projeto incluiu:- digitalização 3D de artefatos líticos, com partilha online e ficheiros disponíveis para impressão 3D;
- impressão 3D de reproduções dos artefatos líticos;
- pesquisa no Centro de Recursos, em repositórios de conteúdo de 3D, de modelos relativos à pré-história;
- exposição no átrio da escola, reunindo artefatos originais, cópias impressas em 3D, impressões 3D de modelos pesquisados pelos alunos, bibliografia e monografias.
Finalizado o projeto e a atividade, a escola fica a dispor, no Centro de Recursos, de um acervo de reproduções rigorosas de artefatos líticos da zona de Elvas, Póvoa de Santo Andrião e Tróia, que podem ser utilizados pelos docentes de História nas suas aulas.
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| Malha poligonal texturizada, processada no ReMake |
Tecnologias Utilizadas
Fotogrametria é uma técnica de digitalização 3D que se baseia na trigonometria. É possível extrair informação espacial a partir de medições feitas sobre uma imagem - o princípio matemático que permite gerar informação rigorosa a partir de reconhecimento e levantamentos aéreos. O que os algoritmos de fotogrametria fazem é concatenar essa informação espacial a partir de sequências de fotografias, identificando pontos em comum e com isso gerar a malha poligonal de um modelo 3D. Normalmente, tira-se um mínimo de vinte fotos ao redor do objeto a capturar. Os melhores resultados requerem muito cuidado na toma de fotos, com máquinas fotográficas e software calibrado.
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| Captura 3D, em pré-processamento |
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| Artefatos para digitalizar, reproduções impressas em 3D, medição das dimensões globais dos artefatos nos eixos XYZ. |
Porquê em 3D?
Não é difícil ir a um repositório e encontrar modelos de artefatos líticos. Porque é que nos decidimos a fazer um projeto destes? A questão da autenticidade e proximidade parece-nos pertinente. Há uma diferença sentimental forte, de elo de ligação, entre trabalhar com modelos e exemplos vindos de outras realidades, ou tocar em objetos de realidades que nos são próximas. Saber que o artefacto milenar em que seguramos foi recolhido no nosso país, corresponde ao labor dos nossos longínquos antepassados, tem qualquer coisa de especial.
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| Pesquisa orientada de recursos em repositórios de modelos 3D. |
Normalmente abordamos o património de outros países, porque temos poucos exemplos recolhidos e partilhados do nosso próprio património. Foi por isso que nos atirámos a este projeto, e disponibilizamos os modelos para visualização online e download para impressão 3D. Qualquer interessado pode fazer uso dos modelos que criámos nestes projetos, em qualquer contexto. Se tiverem uma enorme vontade de imprimir bifaces e machados pré-históricos, estes modelos estão ao vosso dispor. Se quiserem mostrar na sala de aula, permitindo que os alunos toquem nestes objetos, sintam a sua volumetria e textura, utilizem livremente o resultado deste trabalho. Não garantimos a total fiabilidade das capturas 3D, mas o seu processamento tentou ao máximo manter fidelidade ao modelo original.
Este projeto é mais uma contribuição para a partilha de conhecimento, de elementos que facilitem aprendizagens. Foi criado no âmbito das atividades do departamento de Ciências Sociais e Humanas do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, proposto pelo Prof. Vítor Miranda. As fases de pesquisa foram coordenadas pela Prof.ª Jacqueline Duarte, coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha, no âmbito do projeto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação. A captura e processamento 3D dos artefatos líticos foi feita pelo Prof. Artur Coelho, coordenador PTE e dinamizador dos projetos TIC em 3D/Fab@rts. A impressão dos modelos foi feita em impressoras BEEVERYCREATIVE no espaço maker do Centro de Recursos Poeta José Fanha e zona de trabalho PTE do Agrupamento.
sábado, 23 de dezembro de 2017
Boas Festas!
Não temam o conhecimento. Divirtam-se com a criatividade. Descubram coisas novas, reinventem o que já conhecem. Concretizem muitos projetos e abram-se aos novos desafios. Experimentem. Desmontem. Façam e refaçam. Modifiquem superfícies e extrudam volumes. Soldem componentes. Programem, construam, desenhem, modelem em 3D, tirem partido de todo o potencial criativo da tecnologia digital. E em 2018, derretam filamento termoplástico!
As TIC em 3D/Fab@rts estão em pausa até janeiro, mas deixam estes votos a toda a comunidade que nos acompanha. Boas Festas!
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Instantes
Processar modelos 3D...
... imprimir modelos 3D. O projeto Paleo segue a bom ritmo.
Mas às vezes as impressões também nos correm mal. A base aqui era demasiado pequena.
Aprender a digitalizar em 3D com fotografia foi o desafio LCD desta semana. Testámos o Scann3D para android.
Continua a afinação do nosso Anprino.
Diferentes vertentes do 3D, da modelação à captura, formas diferentes de ver o real.
Robots DOC, drones, jogos Cody&Roby.
Esta semana, uma turma de quinto ano veio à sala TIC experimentar uma Hora do Código.
Semana também da visita de estudo História-TIC aos museus de Arqueologia e Berardo. Este Anúbis na secção egípcia do Museu de Arqueologia nunca deixa de pregar grandes sustos aos visitantes.
No museu Berardo, o desafio é o de entrar as obras de arte.
As atividades letivas do primeiro período terminaram. Hora de fazer balanços e descansar um pouco. Regressamos em janeiro.
Zona Proximal
Mesmo num museu de arte contemporânea , não tenho fuga possível às TIC. Não é algo em si surpreendente, uma vez que boa parte da arte contemporânea faz uso de, e reflete muito sobre o impacto, dos meios tecnológicos digitais, mas no dia 14 o choque foi imediato. A primeira peça explorada no espaço do Museu Berardo foi Broken Jug de Frank Stella, onde este artista marcante da arte do século XX explode os limites da pintura e invade o espaço com um híbrido biomórfico de escultura e arquitectura tornado possível pelo design digital em CAD. Uma sensação impressionante, entrar dentro de um espaço quase alienígena, como um Voronoi retorcido.
Um dos projetos anuais que mais me dá prazer colaborar é na visita de estudo partilhada entre História e TIC para o sétimo ano. Com História, os alunos visitam o museu de Arqueologia em Belém. Connosco, o desafio é ficar a conhecer a coleção Berardo. Uma atividade que parece estranha no domínio das TIC, mas que quem conhece este projeto e a sua origem compreende. Uma sólida cultura tecnológica não se faz apenas com bits e electrões, é preciso conhecimento variado, diversidade cultural e experiências estéticas para estimular a criatividade. O contrário também é válido, cultura e estética sem conhecimento técnico, hoje, não responde aos desafios da contemporaneidade. Continuar a acreditar no isolamento tradicional das artes é um misto de fuga em
direção a um passado que já se esfumou e aposta na obsolescência.
Este processo é em muito facilitado pelo excelente desempenho do serviço educativo do Museu. Em vez de visitas exaustivas, difíceis de contextualizar, os monitores guiam os alunos na descoberta de elementos da arte moderna e contemporânea com atividades de exploração e questionamento crítico. É um trabalho fundamental para suavizar a violência do impacto da estética da arte moderna e contemporânea nos olhos dos nossos alunos.
É um pouco paradoxal, esta sensação de violência estética sobre o olhar das crianças. Vivemos num mundo cultural intensamente visual. Os olhares dos alunos dividem-se nas iconografias dos ecrãs, entre estéticas de jogo, informação ou partilha social. Isto sem esquecer a omnipresença da imagem televisiva, saturação iconográfica do espaço urbano e os contextos visuais das culturas pop da adolescência . Na escola, são desafiados a criar, dentro dos limites de culturas visuais essencialmente formalistas. Algo que em parte se explica pelo seu nível etário, e pela necessidade de gerir programas letivos e salas de aula. Os alunos são desafiados a aprender a produzir, mas a estética em si não os desafia, repete estereótipos de beleza e temática, raramente ultrapassa o nível do confortavelmente "bonito". Contactar com obras de arte que não estão pensadas primordialmente em função de agradabilidade estética é, para muitos, um choque, que se chega a traduzir numa recusa imediata em aceitar o objeto artístico como arte. O papel destes mediadores é, por isso, fundamental para suavizar o impacto, despertar o questionar, contextualizar e consciencializar.
A maior recompensa desta atividade é, após ter decorrido, questionar alunos e professores, recebendo em resposta comentários que mostram não ter sido em vão. Que apreciaram a visita aos espaços de arte moderna, ou que passaram a vê-la com outros olhos. Ajudar a abrir horizontes, é esse o nosso objectivo. Há um certo aceleracionismo nas atividades TIC em 3D, quer as estritamente dentro das TIC, quer as de interconexão com outras áreas. Trabalhar no limite do expectável, na fronteira de estádios de desenvolvimento (para os vygotskyanos, nos limiares da zona proximal) é acelerar o desenvolvimento natural .Sempre que possível, gostamos de trabalhar para lá do horizonte.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Hora do Código AEVP 2017
Uma Hora do Código que decorreu depois da hora original, por questões de agenda. Para além de desenvolver a atividade, queríamos que decorresse com o envolvimento de todos os docentes de TIC do Agrupamento. Dia 13 foi o dia possível, já depois das datas da Hora do Código portuguesa, mas hey, hora do código é em qualquer hora que se queira.
O plano original previa que alunos de uma turma de 5º ano viessem conhecer a sala TIC para descobrir a programação com uma atividade clássica da Code.org. As restrições de largura de banda no acesso à Internet impediram o desenvolvimento deste plano. Há uma certa ironia, para não dizer incoerência, num ministério que afirma querer estimular competências digitais nos alunos e professores, e depois estrangula ativamente a largura de banda disponível ás escolas durante as horas em que o acesso é mais necessário. Restrições que, no domínio das TIC, são ainda mais incompreensíveis dada a pertinência dos meios de comunicação digital, redes e perfis online nas metas curriculares. Estas restrições não afetam apenas atividades pontuais, tocam na escola toda, da sala de aula aos serviços administrativos. No nosso caso, os projetos finais em 3D de alguns alunos estão a ser prejudicados pela impossibilidade de aceder ao Tinkercad.
Se o plano A não funcionar, há sempre um B. O que planeávamos ser uma demonstração, acabou por ser a atividade principal. A diversidade de experiências possíveis na abordagem introdutória à programação já há muito que se deixou de ficar pelo ecrã. Entre robots, artefactos programáveis e programação unplugged, há muito que se pode fazer sem recorrer a ecrãs e internet.
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| Foto: Prof.ª Sandra Neves |
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| Foto: Prof.ª Sandra Neves |
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| Foto: Prof.ª Sandra Neves |
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| Foto: Prof.ª Sandra Neves |
Terminamos com um agradecimento especial à Prof.ª Sandra Neves, pela disponibilidade em participar neste desafio, e pelas fotos.
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