Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Gestech
Atravessar um corredor da antiga FIL, agora centro de congressos de Lisboa, rodeado destes belos cartazes. Há verdade nesta publicidade, estas tecnologias são tendências que já se sentem hoje. O evento Gestech, onde estive presente na passada terça-feira, pretendia ser um encontro virado para diretores e gestores técnicos escolares, onde se exploraria os impactos, ferramentas e possibilidades destas tecnologias na gestão escolar.
Proposta sumarenta, mas como demasiadas vezes nestes tipo de eventos, a discussão ficou muito aquém do projetado.
Sim, é verdade, mas é banal repetir este tipo de chavões de forma acrítica, sem explicitar como é que essa coisa da transformação digital irá realmente melhorar aprendizagens.
Depois de lutar contra o sistema de transportes lisboeta (chegar à antiga FIL implicou um autocarro, metro e comboio), cheguei a tempo de assistir ao discurso de abertura da ministra da modernização administrativa. O âmbito deste encontro era o de discutir o papel das tendências tecnológicas na gestão educativa, mas como é habitual nestas coisas, a discussão fugiu para o domínio da pedagogia. É bastante doloroso ouvir responsáveis governamentais de áreas não educativas a falar das maravilhas das TIC na educação, de formas superficiais, mostrando deslumbre e uma certa visão inocente de potenciação de aprendizagem pela mera exposição ao digital. Dica importante, para todos os não especialistas que gostam de opinar sobre TIC e educação: usar a expressão nativos digitais é descrédito automático. Até Marc Prensky, o seu criador, a renegou. O discurso da ministra referiu-os muitas vezes. Sublinhe-se que ao falar do impacto da inteligência artificial, machine learning e big data na governabilidade e serviços públicos, mostrou que compreendia perfeitamente o potencial destas tecnologias.
Mas pronto, fala-se de tecnologia na educação, e em vez de se manterem no contexto específico do evento, todos decidem tornar-se treinadores de bancada. Pode sempre ser pior. Uma coisa para a qual já não tenho paciência, é ouvir comentários sobre a extraordinária proficiências das crianças de hoje para a tecnologia, baseada na experiência do comentador com o filho ou o sobrinho que mexe muito bem com o telemóvel. Sim, isso foi comentado nalguns dos painéis de discussão. Não, estas opiniões esparsas e pessoais não têm nada a ver com tecnologias bleeding edge aplicadas aos serviços públicos. É por estas que a minha confiança na validade destes eventos é muito baixa.
Fiquei especialmente irritado com a intervanção de um responsável da OCDE. A apresentação seria sobre TI e gestão educativa, mas resvalou para o digital na educação. Sublinhou o papel dos professores, desmistificou as estatísticas que mostram relações negativas entre uso do computador e desempenho escolar (o uso, disse-nos, é um conceito demasiado generalista e não se centra no uso pedagógico de tecnologias. No entanto, houve um pormenor que me tocou negativamente. É sempre cansativo ouvir responsáveis (da OCDE, neste caso) falar de TIC na educação como pesquisa, colaboração, laboratório virtual... e nunca como ferramenta de criação. Um enviesamento, que traduz uma visão do sistema de ensino que continua a ser de introdução de conhecimentos na cabeça dos alunos, apesar de todos os discursos de competências em ambientes high tech. Creio que quem o tem nem se apercebe disso. São gestores, economistas, analistas, académicos. Analisam estudos e tendências, processos e sistemas. Para eles, tecnologias de informação são em essência processamento de informação. Se lhes pedem para extrapolar para a educação, é isso que sentem ser importante, porque é o que para eles tem significado. Eu conheço o meu viés, qualquer tecnologia ou ferramenta digital que não possa usar para desenhar, pintar, modelar ou outras, o meu primeiro instinto é pensar isto é-me inútil. Mas obrigo-me sempre a perguntar e para os outros, os colegas e alunos? Não posso reduzir as tecnologias na educação apenas à área que me apaixona.
A manhã continuou com uma curiosa apresentação da CIO da cidade de Estocolmo, que falou da visão digital trazida pelo seu município, com implicações na educação, como informação em tempo real aos pais, programação e robótica nas escolas primárias, ou uso de inteligência artificil para detetar dificuldades de aprendizagem. Interessante, mas ficou a faltar o como, que ferramentas e estratégias foram utilizadas.
Houve ainda um painel com três responsáveis de serviços públicos que se desviou de tal forma do tema em debate que me pareceu ser uma versão funcionário público do sketch The People's Front of Judea do filme The Life of Brian dos Monty Python. Ou episódio de Yes, Minister, com atores e argumentistas alcoolizados. O tema tinha o pomposo nome de "Novos Modelos de Governance na Administração Pública", mas ninguém falou realmente disso.
A tarde prometia melhor. Selecionei a sala que me levaria a ouvir a palestra Big Data in Education e uma apresentação do projeto Escola 360. A palestra foi uma desilusão. Superficial, cheia de chavões, claramente um pitch que nem sequer foi adaptado ao público do evento. Só destaco um slide, desconsiderado pelo apresentador como demasiado técnico para vocês, mas que detalha as tecnologias que permitem extrair informação das quantidades massivas de dados que produzimos. É um tema interessante, mas falar dele com buzzwords e generalidades não nos leva a nada.
O Escola 360 promete agregar numa só base de dados a informação de todos os alunos do ensino básico. Percebi que surgiu como forma de resolver um problema de uma entidade do ministério, a MISI, que se dedica a dados estatísticos. Cansados de recolher informação a partir de diferentes bases de dados, de uma forma pouco fiável, optaram por avançar com uma aplicação que substitua todas as correntes aplicações de gestão de alunos. Poderiam ter criado uma API para sincronizar aplicações nas escolas, com os servidores locais a comunicar com os seus, e criar protocolos que uniformizassem os formatos de dados a transferir. Mas não, e o que está criado, tendo em conta a sua real utilidade, parece estranho na forma como se sobrepõe à gestão local das escolas, e armazena informação que parece excessiva. Qual é o objetivo de registar sumários de aulas em bases de dados centralizadas à escala nacional? No entanto, quer em termos de desenvolvimento da plataforma quer das suas reais capacidades, ela parece ter ainda muito caminho a percorrer antes de ser generalizável.
Como saldo final da Gestech, digamos que valeu pela experiência. O que realmente estaria em discussão não o foi, ou foi abordado de forma superficial. Pelo menos registo a preocupação dos responsáveis do sector público em tirar partido do potencial da IA/big data/machine learning.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Da Janela da Minha Escola: Mapa 3D
Stor, isto já parece uma aula de TD, confessa uma das alunas, às volta com cola e x-actos na aula de TIC.
Terminámos a impressão dos segmentos do mapa tridimensional do eixo Ericeira-Venda do Pinheiro. Os módulos foram montados sobre k-line, para destacar a volumetria do modelo 3D.
O mapa 3D está pronto, só falta identificar o projeto, as localidades e elementos geográficos.
Europeana Learning Diary III
Obligatory sharing of my boss fight badge of honour.
So, I've finnally had some time to dive in into module 2 of the course. An eerie accumulation of projects and events utterly ate into my time.
While reading the materials, quickly stumbled on this, about Europeana's offer of resources:
3D: virtual 3D representations of objects, architecture or placesEr... not really. Or my Europeana-fu is low. Avalability of 3D resources is low, in unusable and antiquated formats, as far as I could ascertain while diving into the library. It's kind of weird, considering how many european museums have Sketchfab accounts (a 3D online viewer, like YouTube, for 3D content) to offer 3D scans of it's materials, or make some of their heritage available for download on 3D printing repositories. MyMiniFactory's Scan The World is a stellar example of this, featuring thousands of 3D scans of artworks and architecture, wich anyone with a 3D printer can freely download and print. Europeana has a lot of catching up to do in offering 3D resources.
This might seem a harsh evaluation of Europeana, but bear in mind that my pedagogical and research interests are focused on 3D modeling, printing and using 3D resources in education. So far, Europeana is not a valuable source for any activity that I develop for my students.
For example, here is the resource that I've chosen for one of the modules activities:
Title of object: Modèle 3D de la restitution d'une sculpture romaine
Author: not available/3D scan/model by 3DIcons CNRS-MAP Modèles et simulations pour l'Architecture et le Patrimoine.
Type of license: atribution, non commercial, non derivative works CC BY-NC-ND . 3D model non-downloadable.
Link to the object:
https://www.europeana.eu/portal/pt/record/2048708/FSJ_modele_3D_sculpture.html?q=TYPE%3A3D
(link to the actual 3D resource, viewer, non-downloadable: http://3dicons.gamsau.archi.fr/europeana/index.php?VARdr=FSJ_modele-3D-sculpture_3D_1)
Neither Europeana nor the original page have the model available for download. Europeana offers a jpeg of the object. Compare this to any search on Sketchfab, and you see my point. There's a lot of work to be done.
This is a very useful framework. Lots of food for thought here: Framework for 21st Century Learning.
domingo, 13 de maio de 2018
E-Tech Portugal 2018
A melhor recordação que trazemos da E-Tech Portugal este ano é o primeiro lugar obtido por um aluno do nosso clube de robótica no concurso de drones Parrot Drone-Tech Challenge. Uma fantástica vitória, que lhe garantiu o primeiro prémio, um drone mambo FPV, para além do drone de oferta como participante na corrida. Um prémio duplo, e um gosto, ver este aluno a ser o melhor piloto de drones da sua categoria.
Não reclamamos louros ou mérito pela vitória do nosso aluno. É totalmente dele. Não passámos horas no clube a treinar voo de drones para garantir vitórias. O nosso único mérito é conseguirmos criar e manter um espaço e um tempo que permita aos alunos da nossa escola descobrir, interagir e criar com estas tecnologias, bem como criar oportunidade de participação nestes eventos. Dito isto, digamos que na parte do Challenge que envolvia programação, o nosso aluno tinha já aprendizagem prévia... feita livremente, como membro do clube de robótica.
A E-Tech Portugal, maior feira tecnológica a sul do Tejo, é marcação obrigatória na agenda do nosso projeto. Não esquecemos que estamos presentes desde a primeira edição deste evento, e que foi de lá que saiu um desafio que nos tem trazido muitas alegrias: envolver os alunos nestes eventos, trazê-los, ao invés de simplesmente representar os seus projetos. O nosso grande objetivo, na nossa escola, é o de dar aos alunos a oportunidade de descobrir, interagir e trabalhar com tecnologias digitais e fabricação digital, e a sua presença neste tipo de eventos é mais uma forma de descobrir novas ideias e projetos.
Para cada dia do evento, desafiámos três alunos do clube de robótica para representar o Agrupamento e os seus projetos na área da educação digital.
3D é, como sempre, a nossa área de interesse, mas no nosso espaço estavam representados projetos de TIC, clube de robótica, voo de drones, Pixel Art em Python, e as incipientes experiências com robótica.
Uma das razões pelas quais gostamos de trazer alunos à E-Tech é que esta é mais do que uma mostra de projetos, cheia de atividades para estes experimentarem. Inevitavelmente, o espaço de gaming foi o favorito.
Como colaboradores do Robot Anprino, ficámos encantados com estas experiências, que levam o projeto onde sempre quisemos que fosse. Este robot não tem de se ficar pelo carro segue-linhas/desvia obstáculos, é uma plataforma configurável para qualquer tipo de robot. Apelidámos estes, construídos pelo Luís Dourado, o outro pai do Anprino, de robots feéricos, que se movem como poemas, ativados pelo som ou pelo movimento. Será que lhes poderemos chamar Anprino Zen?
No segundo dia da E-Tech, mais três alunos do clube a representar o que fazemos na escola.
Sempre que necessário, explicavam aos visitantes o que fazem no clube. Como parte da participação no evento, estávamos incluídos no concurso Robotech, uma competição amigável entre as escolas participantes. De sublinhar que tirando os nossos vizinhos do lado, o fantástico projeto Melodrone Educativo da escola básica de Aranguez, os restantes participantes são cursos e clubes de escolas secundárias. Os nossos meninos, um grupo interessado que faz uso de um pouco do seu tempo livre para aprender e descobrir impressão 3D e programação no makerspace do Centro de Recursos Poeta José Fanha, são pesos-pluma no meio dos pesos pesados de alunos mais velhos, experientes e a frequentar cursos específicos na área da informática.
Inevitavelmente, os nossos projetos de impressão 3D despertam a curiosidade dos visitantes. Este ano a área da fabricação digital esteve muito ausente do certamente. Apenas o nosso clube e a BEEVERYCREATIVE, de entre o grande número de participantes, esteve a mostrar o potencial destas tecnologias. Não nos surpreende. A impressão 3D deslumbrava, há pouco tempo atrás, e agora perdeu o encanto do primeiro impacto. É um momento pelo qual já esperávamos, o momento em que quem se iniciou nesta tecnologia apenas pelo deslumbre inicial desiste, e aqueles que procuram ativamente vertentes de exploração vão desenvolvendo projetos de continuidade. Nisto, estamos a pensar a longo prazo. Para nós, as impressoras não são objetos decorativos para atrair o olhar dos alunos, são uma ferramenta de expressão plástica que queremos colocar ao serviço da criatividade.
Porque os velhos jogos também despertam a atenção.
Despedimo-nos da E-Tech com um firme até para o ano. Quer com alunos do clube de robótica, quer representando-os (lutamos por manter o espaço do clube, mas não podemos garantir a priori horários disponíveis e verbas para deslocações), as TIC em 3D/Fab@rts farão sempre questão de estar presentes na E-Tech, uma feira que todos os anos cresce, e leva mais pessoas a descobrir o que se faz cá com tecnologias na escola, indústria e sociedade.
sábado, 12 de maio de 2018
Literatura com Volume
Dez de maio foi dia de rumar à Lourinhã. No âmbito do festival literário Livros a Oeste, foi-nos dado o desafio de dinamizar uma sessão de introdução à impressão 3D... com literatura. A cultura, a geração de ideias a partir de conhecimento adquirido com leituras, cinema, viagens, tudo o que nos abre horizontes, foi o ponto de partida para a sessão. Tecnologias são ferramentas, é a nossa criatividade que nos permite tirar partido delas, e a criatividade alimenta-se de cultura. Este evento assinala a nossa participação na European Maker Week.
A sessão em si, para uma turma de sétimo ano da escola básica da Lourinhã, seguiu o processo de introdução a esta tecnologia, ao seu potencial e como se pode trabalhar com ela.
O site da Câmara Municipal da Lourinhã registou a sessão, no artigo Alunos assistiram a introdução à impressão 3D. Foi um prazer ter participado neste festival literário que mexe com a vila, e registe-se a simpatia com que fomos recebidos na Biblioteca Municipal da Lourinhã.
segunda-feira, 7 de maio de 2018
eTwinning 3D Heritage Exchange
É sempre simpático aceder ao Instagram e deparar com consequências dos nossos projetos. Se do nosso lado a parceria eTwinning Heritage Exchange terminou, os nossos cokegas turcos estão agora a imprimir os seus projetos. E, pelos, vistos, a mostrá-los em exposições. Excelente trabalho!
Dentro dos limites temporais da disciplina de TIC não é muito fácil estabelecer este tipo de projetos, mas quando se consegue, é uma sensação excelente!
sábado, 5 de maio de 2018
O Filme da Minha Vida
Querem adivinhar qual é? Damos uma dica: não tem alienígenas sentados em bicicletas a voar, mas tem monólitos na superfície lunar.
A professora Sara Inácio, coordenadora do Plano Nacional de Cinema na nossa escola, atreveu-se a colocar esta pergunta que não é de resposta muito fácil a todos os docentes. As respostas estão agora organizadas em exposição no átrio da escola. Ao descobrir as escolhas cinematográficas, e ler os seus porquês, ficamos todos, professores e alunos, a conhecer-nos um pouco melhor. Para saber mais, visitem a página do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
Entretanto, apanhámos a professora Sara Inácio na montagem da exposição- Está a segurar um objecto estranho, que aparenta ser... pela lente, um componente gigante de um smartphone? Não percebemos que coisa é aquela, nem como é que poderia caber dentro de um telemóvel.
Claro que sabemos que é uma câmara de filmar de 8mm. Faz também parte da exposição, mostrando como a tecnologia de captação de imagens evoluiu em pouco tempo. É um objeto com que os nossos alunos certamente nunca tomaram contato.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Europeana Learning Diary II
Survived the level 1 boss fight.
So, what is cultural heritage? My answer:
Loved this cool, concise definitions of cultural heritage.
An activity for the European Year of Cultural Heritage:
So, what is cultural heritage? My answer:
In this rapidly changing world, cultural heritage keeps us grounded in the amazing stream of ideas that characterizes humanity since it began to record its culture. Locally, it reminds us of our roots and the complext tapestry of values, history, literature, architecture, painting, music, society and landscape that shapes who we are. Globally, it's a bridge to interconnect cultures and people. Preserve the local, enjoy the global, and keep in mind that a truly healthy cultural heritage isn't static, keeps evolving, shapes and is shaped by the unending stream of time.
Loved this cool, concise definitions of cultural heritage.
An activity for the European Year of Cultural Heritage:
Well, I love 3D modeling and printing, and teach that to my pupils. Architecture is an amazing 3d modeling theme, and a very cool way to explore that area of cultural heritage. Going beyond, eTwinning can be used as a platform to share knowledges and designs. This year I've attempted that, with a 3D printing project with a turkish school: https://twinspace.etwinning.net/42501.Now, time to work on some ideas for themes and projects with Europeana.
terça-feira, 1 de maio de 2018
Europeana Learning Diary I
Oh look, such a handsome thing! I mean the 3D printer, not me.
I'm an Arts and ICT teacher at a school near Lisbon, where I've been teaching for the past 12 years. I have a master's degree in Educational Science - ICT in Education, and a very strong interest in 3D modeling and printing, wich translated into the TIC em 3D (ICT in 3D) project, wich since 2007 is enabling students to express their visions using 3D technologies (modeling, printing, animation, virtual worlds). I'm also involved with teacher training and volunteer at Lab Aberto, a FabLab in Torres Vedras. In my free time I read like a maniac and blog about it, with a side gig as a comics critic for a portuguese website. The weirdest thing that happened to me was co-creating the Anprino Educational Robot. When I dreamed of going into art school decades ago, fathering a robot was something that I definetely did not see coming.
Having the opportunity to be a part of this community and pilot project is very exciting, exchanging views and experience with such a diverse group. While I'm very focused in 3D modeling, I see it as a tool for expression rather than an end in itself, and I'm always looking into themes and projects to integrate these technologies. Europeana seems to be a huge treasure trove of searchable content, visual inspiration for my pupils projects. Beyond the project's goals, I'll be also looking to on how to adapt its contents and methodologies to my own research and educational practices in the specific area of ICT in wich I specialize. It's, well, a thing. I never miss any excuses to melt filament.
You may have noticed that I'm using plain old blogger as a journal, instead of the suggested tools. For me, apps such as padlet, sutori, glogster and it's like are very useful for those of us who feel intimidated by the technical aspects of maintaining a web presence. However, I've been on the web long enough to see a lot of apps and web services come and go, either failing in their business models or being subsumed by larger corporations. In most cases, all the work we users put into our personal spaces whithin those servicer was lost. Blogger has been a constant for years, and shows no signs of folding, so it gives us assurances of continuity. Also, it's free and easier to maintain than a personal website. I'll be using the Europeana tag to annotate relevant content for this mooc and the DSI-3 project.
(No âmbito do projeto Europeana DSI-3 estamos a participar no mooc Europeana In Your Classroom. A primeira tarefa do mooc é iniciar um diário de registo de aprendizagens.)
APEVT - Cessação de Colaboração
Quando comecei a colaborar com a APEVT, fi-lo para partilhar o meu conhecimento e experiências numa área quase esmagada e varrida pela combinação entre a ideologia do ministro Crato e o economicismo da Troika. Apesar de fora da área, quis colaborar para ajudar à sua revitalização, e especificamente no domínio da formação. Dei por mim envolvido noutras vertentes, entre gestão web e corpos da associação. Percebi que tinha um enorme ponto de dissenção com o presidente da associação, no que toca ao domínio das TIC. Uma dissenção que se tem mantido em discussões. No entanto, a publicação nas redes sociais de uma posição assumida em nome da associação relativa às matrizes curriculares que entrarão em vigor revela uma posição radical e alicerçada em preconceitos. Uma opinião que me recuso a defender ou sequer a reconhecer fazer parte de um grupo que assume. Cessei de imediato toda a colaboração com a APEVT.
Sempre quis colaborar para ajudar a revitalizar a área, não para engrandecimento pessoal ou vontade de participar em intrigas educativas e políticas. Tentei manter a minha isenção e posição pessoal, olhando a médio prazo. Mas face a esta posição pública, deixei de ter condições para poder representar e defender a associação. Se estiverem interessados, leiam a posição sobre matrizes curriculares que motiva a minha cessação de colaboração e as notas que sustentam a minha demissão.
Lamento deixar um grupo de pessoas fantástico, com as quais estava a conseguir desenvolver projetos interessantes.
Sempre quis colaborar para ajudar a revitalizar a área, não para engrandecimento pessoal ou vontade de participar em intrigas educativas e políticas. Tentei manter a minha isenção e posição pessoal, olhando a médio prazo. Mas face a esta posição pública, deixei de ter condições para poder representar e defender a associação. Se estiverem interessados, leiam a posição sobre matrizes curriculares que motiva a minha cessação de colaboração e as notas que sustentam a minha demissão.
Lamento deixar um grupo de pessoas fantástico, com as quais estava a conseguir desenvolver projetos interessantes.
domingo, 29 de abril de 2018
Festival Nacional de Robótica 2018
Decorreu de 25 a 29 de abril em Torres Vedras a edição de 2018 do Festival Nacional de Robótica, prova portuguesa da Robocup. A escola de S. Gonçalo, com o seu clube de robótica, foi a anfitriã da prova, este ano, numa organização que contou com o apoio da ANPRI, Câmara Municipal de Torres Vedras e Direção Geral de Educação. Estes organizadores focaram-se em ir além do modelo tradicional deste festival, complementando as competições oficiais com provas pensadas para os mais jovens, como a RobôOeste, um extenso programa de quarenta workshops organizados pela ANPRI, presença de empresas e associações, e mostra de projetos de escolas. O Lab Aberto, com o qual colaboramos, esteve presente. Este ano optámos por não entrar na competição RobôOeste, e estivemos presentes durante os dois dias da mostra de projetos de Clubes de Programação e Robótica.
A nossa presença no Festival iniciou-se dia 26, com dois workshops de introdução à modelação e impressão 3D. O pedido original era para realizarmos um, mas a grande adesão dos visitantes a todas as sessões obrigou a desdobramento. No nosso caso, foram duas sessões, uma com mais de trinta participantes, e outra com dezasseis.
Dia 27 chegámos como clube de robótica. Em mostra e demonstração, as nossas valências de impressão 3D, modelação 3D, pixel art com SenseHat para Rasperry Pi, eletrónica com Little Bits, robots Anprino e drones.
Mais importante do que estarem presentes no espaço da escola, era os nossos alunos visitarem o festival e descobrirem o que se faz neste tipo de robótica. As competições de futebol robótico deixaram-nos especialmente curiosos.
Demos uma pequena ajuda aos workshops do Lab Aberto, e foi uma excelente surpresa ver os nossos alunos completamente à vontade a mostrar como se modela em 3D em tablets e computadores aos participantes.
Como somos as TIC em 3D, tínhamos de dar outra dimensão ao logotipo do festival. Onshape foi a ferramenta escolhida para transformar a mascote do FNR2018 em 3D.
Também fizemos variante mais plana, que se esgotou depressa. Mal terminava a impressão, ia logo parar às mãos dos visitantes.
No terceiro dia de presença do evento, estiveram presentes nove alunos do clube, com ajuda de alguns encarregados de educação. Desafiámos os mais novos, para lhes dar a primeira experiência neste tipo de momentos. Chegaram ao final do dia com os olhos a brilhar.
A manhã de sábado foi calma na zona do festival.
Este segundo grupo visitou o espaço do Lab Aberto. Ficaram encantados com as experiências com foguetões, electricidade e física.
À tarde o festival encheu-se de visitantes, e os nossos alunos mostraram o que valem. Foi um daqueles momentos que aquecem o coração. O nosso clube de robótica não é muito formal, e não costumamos treinar os alunos para estes eventos. Falem do que mais gostam de fazer no clube, partilhem o que vos apaixona, são as únicas instruções que lhes damos. Fazem-no, e aguentam-se a explicar o que se faz nas atividades que não costumam experimentar. É animador ver os de 3D a mostrar o que se faz com o SenseHat para Raspberry Pi, drones ou Littlebits. Não saem explicações perfeitas, mas mostram o enorme gosto que têm em desenvolver atividades num clube que funciona na biblioteca da escola, à hora de almoço, sem obrigações de frequência e onde se tenta que cada um explore o que mais lhe interessa. Temos ainda muito caminho que trilhar enquanto clube, mas sentimos que a ideia de trabalhar como atelier/makerspace funciona.
Depois destes três dias estimulantes, vamos começar a pensar no próximo desafio. Entre o Festival Nacional de Robótica e a Feira das Ciências de Mafra, conseguimos que a maioria dos alunos do Clube de Robótica tivesse a sua primeira experiência de eventos públicos, com interação com visitantes. Surpreenderam-nos pela positiva, pela atitude que mostraram a falar do que fazem, mesmo quando não é a sua área de interesse. Mostraram que apesar da informalidade do clube, estão atentos ao que fazem, empenhados, e a aprender muito mais do que nós julgávamos que lhes estávamos a ensinar. Segunda feira, na próxima sessão do clube, vamos lançar um novo desafio. O próximo evento é a feira tecnológica eTech, em Setúbal. Agora que os nossos alunos já mostraram que se aguentam em público, será que conseguimos criar uma presença mais interativa neste eventos? Vamos lançar-lhes o desafio, à sua criatividade e entusiasmo.
Está a valer mesmo a pena aposta nestes alunos.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
URL
College-level math exploration in 3D at JMU 3SPACE: Impressão 3D como forma de tangibilizar a abstração matemática, num trabalho de alunos universitários que usam ferramentas de modelação 3D (tinkercad e OpenSCAD) para compreender melhor conceitos matemáticos, modelando-os para imprimir em 3D.
Pós-processamento de impressões 3D: um bom guia de como melhorar o aspeto final de peças impressas em 3D com polimento e pintura.
Retraction: Just say "No" to oozing: Uma das coisas boas de trabalhar com impressoras da BEEVERYCREATIVE é que não temos que nos preocupar com estas questões, eles afinam constantemente os perfis de impressão no slicer para que o utilizador obtenha bons resultados. Mas se quisermos compreender a impressão 3D, temos de pelo menos conhecer as características das impressoras e especificações técnicas inerentes aos materiais. Este artigo do MatterHackers explica muito bem o que é a retração, e como a optimizar.
Teach kids creativity. Ultimately, machines will be better at coding: uma provocação, que nos faz refletir sobre o que realmente pretendemos com o corrente movimento de estimular a aprendizagem de programação o mais cedo possível. O foco não pode ser na programação e algoritmia, mas sim na criatividade, o real fator distintivo que diferencia o potencial humano num mundo onde tudo o que for rotineiro ou mecanicista será dominado pela algoritmia, automação e IA: " It’s not even clear that it’s worth teaching kids how to code. Deep machine learning will likely automate the writing of code relatively quickly. While it’s useful to know what comprises languages or algorithms, I suspect most of the latter will be written by machine against a specific human (or eventually machine) query. Creativity is going to be far more important in a future where software can code better than we can". Nós, professores que nos dedicamos à programação, robótica, impressão 3D e outras vertentes da criatividade digital, sabemos isso. Por isso é que falamos de Pensamento Computacional em vez de programação (ou robótica, ou 3D) pura.
domingo, 22 de abril de 2018
LCD_AEVP na Feira das Ciências de Mafra
No dia 20 de abril, o clube de robótica esteve presente na feira das ciências no âmbito das jornadas das ciências. Estas reuniram no pavilhão desportivo de Mafra as escolas do concelho, entidades públicas e empresas, sob o tema ser cientista por um dia. Os docentes de ciências do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro organizaram um espaço experimental, e os alunos do clube de robótica dinamizaram atividades de robótica, programação e impressão 3D.
Estiveram envolvidos dez alunos, do 5º ao 9º ano, muito à altura do desafio. Dinamizaram o espaço, interagiram com os visitantes, explicaram o que fazem e, mais importante, como fazem, e divertiram-se. Pessoalmente, estamos muito orgulhosos desta equipa, estreante neste tipo de eventos.
Anprinos e Doc mostraram aos participantes como programar robots.
Jogos de programação simples e pixel art no Sense Hat do Raspberry Pi.
Projetos de impressão 3D em exposição.
Os visitantes, bem entregues aos dez alunos do clube de robótica, que estiveram envolvidos neste desafio.
Como se programa um robot simples? As nossas alunas explicam.
Há sempre tempo para criar algo em 3D.
Os visitantes a descobrir a impressão 3D.
Os irresistíveis desafios dos kits LittleBits.
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