terça-feira, 22 de outubro de 2019

Maker Faire Lisboa


A boa novidade é que a Maker Faire regressou, graças ao esforço do Fablab Benfica. A má, é que não pudemos estar presentes por colidir com as datas do Fórum Fantástico 2019. Mesmo assim, ainda deu para lá dar um saltinho, para visitar o evento (e dar uma mãozinha naqueles projetos com que colaboro). O Robot Anprino foi um desses casos.


Algo que adorei. Quando o André Rocha lançou o desafio aos makers de imprimir a mascote da Maker para dar a todos os miúdos que visitassem a Faire, explorei a ideia de fazer uma versão simplificada, tipo badge, para permitir imprimir em grande volume. A ideia pegou, e foi giro ver este meu trabalhinho (literalmente, dez minutos entre vetorizar a mascote Maker no inkscape e acertar espessuras e tamanhos no Tinkercad) nas mãos das crianças.


Claro que se colocou um Anprino a rabiscar (tinha-o programado no Barreiro alguns dias antes para funcionar com o sensor de ultrassons, mas faltavam as baias delimitadoras e tive de reprogramar on the fly, lá).



Podia falar mais sobre a Maker Faire Lisboa 2019, mas já o fiz. No Bit2Geek, destaco o evento no artigo Maker Faire Lisbon: Alguns Projetos A Conhecer. E espero que, para o ano, consiga estar lá presente, com o clube de robótica.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Maker Faire Rome 2019


Digamos que foi uma ideia de sanidade algo duvidosa. E porque não candidatar as TIC em 3D/Fab@rts à Maker Faire Rome? Diga-se que conseguir estar presente naquele que é o maior evento maker europeu, e dos maiores a nível mundial, é um velho sonho. Conseguir-se-ia? Uma escola de portuguesa de periferia conseguiria representar Portugal neste encontro de empresas, fablabs, centros de investigação, makers e universidades? Para grande surpresa nossa, sim. E por isso, infelizmente sem alunos, arrumámos as malas e de 17 a 20 de outubro rumámos à cidade eterna.


Não tínhamos, assumidamente, o espaço mais vistoso do evento, para gerir o espaço disponível em malas. Mas conseguimos levar robots, programas e modelos 3D criados pelos nossos alunos, alguns dos quais feitos de propósito para este evento por insistência dos elementos do clube de robótica. Mais do que a vitória de estar presente na Maker Faire, é esta coesão e sentimento dos nossos alunos, de se sentirem representados lá fora, o que aquece realmente o coração.



Projetos micro:bit, programação de jogos, programação de robots, impressão 3D, foi o que mostrámos aos visitantes.



E, claro, o nosso robot anprino a pintar, correndo o código desenvolvido no ano passado pelos nossos alunos do clube de robótica.


Numa feira tão intensa e cheia de projetos como a Maker Faire Rome, o nosso espaço não era daqueles que despertava mais atenções. Nem faria sentido que tal fosse. O nosso orgulho é o de ter levado um pouco daquilo que os nossos meninos e meninas fazem, a este evento de partilha. Mas não éramos invisíveis, e despertámos a curiosidade de bastantes visitantes, que ficaram a saber que, por Portugal, programação, robótica e 3D são ferramentas nas mãos das crianças.


Tínhamos poucos objetos, mas a presença complementava-se por cartazes que mostraram algumas das nossas áreas de atuação.


Este foi o momento mais tocante da nossa estada na Maker. O momento em que um menino autista fica de atenção desperta, e começa a brincar com o robot anprino. O pai senta-se no chão, protegendo-o com ternura. O anprino sobreviveu. Uma criança ficou com uma memória feliz. E nós, também.


É de observar que é um orgulho ver os miúdos romanos a descobrir os programas feitos pelos nossos alunos. Mesmo que sejam jogos algo surrealistas.


Não estivemos na Maker apenas para mostrar. Fomos para aprender e descobrir. Exploraremos o muito que por lá vimos noutros posts, mas não resistimos a mostrar estes dois: um kit iniciação do projeto Mission Control Lab, uma start-up de tecnologia educativa americano-holandesa, e os Varikabi, robots totalmente analógicos (só eletrónica, sem programação, como nos explicou um dos seus criadores). Suspeito que em breve o Varikabi que trouxemos de lá vai estar a mexer-se na biblioteca da escola....


Para terminar, um pouco de vandalismo. Adoraríamos ter trazido o banner que identificava a presença do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro na Maker Faire Rome, mas não cabia nas malas. Ficámos com este excerto, que já está no espaço Maker da biblioteca, recordação tangível de quatro dias extraordinários em Roma. Quatro, disseram, como, se a Faire teve três? Partimos um dia antes, para montar o espaço atempadamente, e mal se chega à gigante Fiera di Roma, com seis dos seus enormes pavilhões ocupados por projetos, começa a descoberta e aprendizagem.


Até que ponto é importante esta Faire? É visitada por dezenas de milhar de visitantes (não é um exagero). Em toda a cidade de Roma, encontra-se divulgação do evento. Em qualquer viagem de metro, era impossível não escapar à Maker.


Neste final de aventura, cansados, mas orgulhosos por esta vitória, o trazer aquele projeto que já se desenvolve desde os velhos tempos de EVT à Maker Faire Rome. Para quem se está a habituar ao informalismo da nossa cultura maker, isto é todo um outro nível, onde empresas, fablabs (curiosamente, poucos), universidades pequenos negócios e escolas coexistem. Neste aspeto, confirmámos este ano que nós não estamos nada atrás, e fazemos nas escolas o que fazemos com meios e recursos vastamente inferiores ao que por aqui se faz. Mas é bom recordar que isto não se consegue sozinho, se conseguimos estar aqui, é graças a muita gente que nos rodeia e inspira. Aos alunos que nos aturam. Aos colegas que nos suportam, especialmente nos dias de stress. À diretora e equipe de direção de uma escola que está no coração, porque não só apoia, dentro do que é possível, como ainda pergunta e porque não. Tal como a inspiração da presidente e elementos da ANPRI, uma associação que tem revolucionado a computação na educação portuguesa, e é conhecida pelos seus olha, e que tal se... Aos professores, clubes e projetos que temos conhecido nestes anos, que mostram o que se pode fazer (e, que provavelmente, estariam muito mais apropriadamente na Maker Faire do que nós). No man is an island, standing on the shoulders of giants, etc.. Frases lugar-comum, mas que são verdades elementares. Obrigado a todos. Sem vós, não teria valido a pena levar Portugal e o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro ao maior evento Maker europeu.

Gostaríamos de regressar. Mas com alunos, para que eles descubram o fervilhar incrível de ciência, tecnologia e criatividade do ambiente deste evento.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Fórum Fantástico 2019 - Impressão 3D Para Jogos de Tabuleiro


Já é um hábito de longa data, participar neste evento que reúne fãs e criadores do fantástico nas artes portuguesas. E também se está a tornar uma tradição envolver a impressão 3D nas atividades do evento. Este ano, o desafio é o de fazer um workshop sobre impressão 3D para jogos de tabuleiro - essencialmente, mostrar aos fãs deste tipo de jogos como criar as suas próprias peças. Podem saber mais sobre todo o evento consultando o programa do Fórum Fantástico 2019, e, como não podia deixar de ser, o evento foi registado na EU Codeweek 2019.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Desafio Maker


Não podemos estar na Maker Faire Lisbon, mas não deixamos de dar o nosso contributo. Em resposta ao desafio do Fablab Benfica para imprimir bonecos Maker para dar às crianças, sugerimos que se fizessem em badge para poder imprimir mais em pouco tempo. Dez minutos entre o Inkscape e o Tinkercad foi o que chegou para criar uma versão simplificada, que imprime depressa. O desafio está aqui: Um Desafio Maker Faire Lisboa 2019.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Atividades Codeweek Leading Teacher


Este ano, ser um dos Leading Teacher portugueses foi mais um interessante desafio. E como estas coisas se levam a peito, a opção foi dinamizar um conjunto de atividades mais focadas no público em geral do que nos alunos. Deixo-as aqui listadas:

Reaching Out: Coding and Robotics in the Media: Esta é a mais longa proposta. Usando o espaço de colaboração no Bit2Geek, publicamos diversos artigos sobre programação, robótica e educação. O objetivo é o de divulgar estas atividades, o que se faz nas escolas, ao grande público. Os artigos estão arquivados sob a etiqueta EU Codeweek.

Impressão 3D para jogos de tabuleiro: No âmbito da programação do festival cultural Fórum Fantástico, será dinamizada uma sessão aberta sobre modelação e impressão 3D, para todos os interessados. Dentro do tema do festival, o ponto de partida são os jogos de tabuleiro.

Aprender a Programar com o Micro:Bit: Esta ainda vai acontecer, em novembro, e o objetivo é colocar professores de Mafra a experimentar programar esta placa fantástica. A fazer na biblioteca da escola, com parceria com o Centro de Recursos.

Codeweeks @AEVP: As semanas Codeweek para os meus alunos. Une o útil à efeméride, e coloco todos os meus alunos de TIC a fazer atividades de introdução à programação com Horas do Código e Micro:bit.

Oficinas OC TIC 1C T2: Outro dos desafios deste ano foi o lecionar a Oficina de Formação sobre Orientações Curricular para as TIC no 1.º Ciclo. Claro, o caminho foi do da programação (e não só, mas para saber mais, teriam de as frequentar). Esta, é a segunda turma.

3D em Dispositivos Móveis: Onshape: Saindo da programação, aproveitando os dispositivos móveis e um workshop no encerramento do 3Digital.

Pensamento Computacional @ Education 4.0: O desafio lançado para partilhar ideias numa formação interna de professores do Externato Cooperativo da Benedita, sobre pensamento computacional (que podem ler aqui).

TIC em 3D @ Maker Faire Rome 2019: Sem dúvida, aquele que para nós é um dos momentos  mais marcantes quer do ano, quer das TIC em 3D, quer a nível pessoal. Estar na Maker Faire Rome é um #lifegoal.

Stories of Tomorrow, Today: Coding, Robotics and 3D Printing for Space-Related STEAM Activities: O desafio partiu do Nuclio, falar de programação, robótica e 3D em contexto espacial. Hey, se mete foguetões...

Receção Aos Futuros Alunos: A despedida do Clube de Robótica no final do ano letivo foi receber de braços (e robots, e tablets, e impressora, e drones) abertos os nossos futuros alunos.

Ignite 3D Printing/Coding/Robotics @ Feira Pedagógica do Barreiro: aproveitando a Feira Pedagógica do Barreiro, demonstrações sobre 3D.

Oficinas de formação OC1C - AEVP: A primeira turma das Oficinas de Formação para as TIC no 1.º ciclo.

Maker Spotlight


Cenas que me acontecem. Fui contatado pela organização da Maker Faire Rome para fazer uma pequena apresentação sobre mim e os meus projetos. Algo que devem ter feito com mais algumas centenas de makers, mas não deixa de se sentir uma ponta de orgulho em aparecer destacado na Make:.

Mais mais importante que o destaque, é reconhecer que se estou aqui (ou, mais específico, se estarei lá, em Roma, na maior Maker Faire europeia), devo-o a todos os que me rodeiam. O que faço é standing on the shoulders of giants. Não o conseguiria sem a minha companheira, que atura um workaholic andarilho. Sem os meus alunos, afinal, tudo o que faço é por pensar como é que consigo tornar as aulas menos secantes? Sem os meus colegas da escola, entre a direção que me apoia, os serviços administrativos que me acarinham, e os professores que ou me desencaminham, ou são desencaminhados por mim. Sem a Fernanda Ledesma e restante equipa da ANPRI, que me têm lançado tantos desafios divertidos e recompensadores. E, claro, o Luís Dourado, ele sim, que é o teimoso gerador do Anprino. O António Gonçalves e equipa do Lab Aberto, com quem tenho aprendido tanto sobre o mundo dos fablabs.

Tenho também dívidas intelectuais, nesta minha pretensão (esperemos que não seja pretensiosismo) de tentar abordar artes com tecnologias digitais. O cenário de aprendizagem Anprino Pintor deve muito ao trabalho dos algorists, com os quais descobri que a ideia de colocar máquinas a fazer desenhos não mecanizados data praticamente dos primeiros anos da computação, e ao trabalho marcante de Leonel Moura com os seus robots pintores (porque se vamos trabalhar artes com as crianças, porque não abordar a obra de um artista contemporâneo português? É uma pet peeve minha dos tempos em que dava EVT, tinha os meus colegas a discutir que nas aulas se deveriam abordar artistas como Matisse ou Picasso em projetos gráficos com os alunos, e eu perguntava, tipo, não se arranja algo mais recente, contemporâneo, que estes nomes são importantes mas já têm quase cem anos e entretanto muita coisa aconteceu no mundo artístico, o que geralmente causava olhares furiosos dos meus colegas), uma das inspirações para pegar no Anprino e colocá-lo a fazer algo diferente de seguir linhas ou desviar-se de obstáculos.

Entretanto, assumi o meu primeiro princípio pedagógico/de projeto: do it for the lols. As in, one of the cardinal rules of any project is that it should be fun.

Na Make: está o Maker Spotlight. Vale o que vale. O que vale mesmo é recordar que estas coisas não são possíveis sozinho, das dívidas intelectuais ao apoio dos que me rodeiam. E será que me atrevo a sonhar mais alto? Será que um dia conseguirei levar os meus alunos extraordinários do clube de robótica a Roma?

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

ACD Aprender A Programar com o Micro:bit


Dia 27, e porque não vir descobrir o que se pode fazer com esta divertida placa? O desafio está lançado. Mais informações na página do Centro de Formação Associação de Escolas Rómulo de Carvalho.

Designação da ACD: Aprender a Programar com o Micro:Bit
Duração: 3 horas
Destinatários: Docentes de todos os grupos de recrutamento.
Formador(a): Artur Coelho
Data: 27 de novembro de 2019
Horário: 16-19 horas

Local da formação: Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro - Centro de Recursos

Conteúdos:
Introdução à placa BBC Micro:Bit
Programar animações
Programar medições de temperatura

Objetivos:
Incentivar aprendizagem de programação;
Incentivar conceitos de pensamento computacional;
Partilha de experiências.

Observações:
Esta atividade insere-se no âmbito da EU Codeweek 2019, é desenvolvida em parceria com o Centro de Recursos Poeta José Fanha.
Será desenvolvida com equipamentos do AE Venda do Pinheiro. Sugere-se que os participantes tragam tablet.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Orientações Curriculares para as TIC no 1º CEB


Se à primeira correr bem... a segunda ainda correrá melhor. No âmbito do protocolo entre a ERTE-DGE e os Centros de Formação para promoção das orientações curriculares de TIC no 1.º Ciclo, vai arrancar a segunda turma da oficina de formação. Pegando nas bases do modelo global, vamos trabalhar com programação unplugged. programação em scratch e micro:bit, e outras atividades. O foco principal estará no criar, porque a computação como meio de expressão é o melhor do mundo digital. Mais informações e inscrições aqui: CFAERC.

sábado, 7 de setembro de 2019

Pensamento Computacional @ Educação 4.0

Testar apps de realidade aumentada no workshop da Filomena Miguel 

O desafio veio do Externato Cooperativo da Benedita, e era irresistível: partilhar algumas ideias sobre pensamento computacional num painel formativo, em conjunto Marco Neves, a falar de Inteligência Artificial, Filomena Miguel, a partilhar as suas experiências com realidade virtual e aumentada, e o sempre interessante trabalho de Manuel Moreira (Arte Transformer) no domínio das STEAM, com uma ponte excecional entre os mundos das artes e tecnologia. Estamos mais à vontade no domínio do 3D, mas o ser um desafio fora da zona de conforto foi uma sedução adicional. O resultado foi um excelente dia de partilha, entre o debate da manhã e um produtivo workshop de realidade aumentada depois de almoço, que me deu pistas do estado da arte desta tecnologia. Como é habitual, deixo aqui o registo da apresentação e respetivas notas.


Slide 1 - Pensamento Computacional

Gostaria de começar a nossa conversa com esta imagem. Retirei-a de um livro elementar de introdução ao computador publicado em 1986. A estética anda mais pelo final dos anos 70, mas o interessante, para mim, nesta imagem é ver como na altura se antevia a vida digital, e o quanto é parecida com a nossa realidade contemporânea. Reparem. O homem aprende a tocar guitarra vendo vídeos no televisor - troquem pelo YouTube, e quem nunca foi lá procurar um tutorial em vídeo para aprender a fazer qualquer coisa? As crianças brincam com um brinquedo digital pedagógico. Bem, nos dias de hoje, será mais uma sessão de Fortnite ou partilhas em redes sociais. A mulher trabalha no seu terminal, ligada a um serviço de partilha de informação. A esta visão apenas falta a conectividade trazida pela internet, a mobilidade dos dispositivos móveis e, claro, os nossos estilos e modas contemporâneas.

O que considero mesmo interessante na imagem é o como nos mostra que as nossas preocupações, sonhos e visões sobre a forma como integramos a tecnologia nas nossas vidas, e como ela nos transforma como indivíduos e sociedade, segue uma longa linha de continuidade. Estas visões não são exclusivas do nosso tempo, e se os adereços e estéticas mudam, o essencial mantém-se.

Slide 2 - Pensamento Computacional

‘Computational Thinking  the thought processes involved in formulating a problem and expressing its solution(s) in such a way that a computer—human or machine—can effectively carry out.’

Esta é a primeira definição, dada por Jeanette Wing no seu seminal artigo de 2006. Mas o campo não se esgota nesta visão. Há outras, que complementam ou abrem novas áreas de exploração. Destaco a de Wing por ser sintética, apontando para a generalização e transposição como competências para a vida do uso de estruturas e formas de pensamento e análise trazidas das ciências da computação. Mas também a interligação entre o homem e a máquina, não no sentido de sujeição, mas da nossa compreensão profunda da computação, para melhor tirar partido dela.

Quando queremos definir pensamento computacional, preferimos começar pelo que ele não é. Não se trata de ensinar as crianças a pensar como computadores, ou rotinar mecanismos de utilização de ferramentas digitais. Trata-se de aproveitar as estruturas e conceitos das ciências da computação para resolver problemas, conceber sistemas e compreender comportamentos humanos. Resulta como atividade mental na formulação de problemas resolvidos com meios computacionais, por humanos, ou não.

O pensamento computacional utiliza conceitos de computação como estruturas abrangentes, de desenvolvimento de competências para a vida, que ultrapassam os limites das ciências da computação. Nesta visão, conceitos como pensar com recursividade, processamento paralelo, verificar código e dados, utilizar abstração e decomposição em tarefas complexas, pensar em prevenção/proteção/recuperação, desenvolver raciocínio heurístico para descobrir soluções, planear, aprender, planificar no meio de incerteza e tirar partido de dados para desenhar estratégias de atuação saem, decididamente, do campo abstrato da computação e entram na vida diária.

Slide 3 - Componentes essenciais:

Pensamento Lógico: compreender e aplicar conceitos de lógica.
Pensamento Algorítmico: compreender e saber usar estruturas algorítmicas, não necessariamente complexas..O seguir uma receita simples é um exemplo habitual.
Decomposição: identificar os elementos em que um problema complexo pode ser dividido, focando-se na resolução dos elementos e não na complexidade geral.
Generalização e Reconhecimento de Padrões: analisar problemas em busca de padrões, perceber o que é único e o que se repete, podendo ser automatizado.
Modelação: elaborar modelos mentais sobre sistemas, dependente da capacidade de Abstração.
Avaliação: analisar problemas situações, avaliar soluções, detetar erros, em processos cíclicos.

Estas são componentes que se intererrelacionam, trabalhados por si só não são eficazes. Dentro de projetos, desafios significativos, são competências mobilizadas para solucionar um problema. Por exemplo, conceber um jogo (até pode ser unplugged), requer uso de estruturas lógicas, decompor a tarefa nos seus elementos constituintes, analisar padrões e generalizar soluções, abstrair e modelar mentalmente o problema a resolver, avaliar em tempo real as soluções que encontra e despistar potenciais erros.

Slide 4 - Ramificações: 

Representação de dados, Pensamento Crítico, Ciências da Computação, Automação, Simulação/visualização. Estas são áreas específicas, que beneficiam do desenvolvimento do pensamento computacional, ou utilizam estratégias de atuação similares.

Slide 5 - Raízes

Esta ideia do pensamento computacional, de usar a lógica da computação noutros tempos, parece-nos nova e muito recente, mas tem raízes profundas. Apontaria três:

McLuhan em 1967 e as suas ideias das tecnologias como extensões dos sentidos humanos, a sua intuição de que as ferramentas que construímos alteram a nossa forma de percecionar e agir sobre o mundo, essencialmente modificando-nos: "All media are extensions of some human faculty — psychic or physical".

McLuhan, M., Fiore, Q. (1967). The Medium is the Massage: An Inventory of Effects. Londres: Penguin Books. Disponível no Internet Archive: https://archive.org/details/pdfy-vNiFct6b-L5ucJEa/page/n23

Seymour Papert, 1980 e sua intuição de que nas mãos das crianças, o computador seria um potente meio de possibilitar aprendizagens profundas, muito para lá do simples manuesar de tecnologias, em vertentes  pedagógicas de base construtivista, assentes em colaboração, criação, construção orientada de conhecimento e experimentalismo criativo. Creio que sem o seu trabalho seminal, dificilmente estaríamos aqui a ter esta discussão.

Seymour Papert (1997). A Família em Rede. Lisboa: Relógio D'Água.

Jonassen em 1995, e a sua análise detalhada a diferentes aplicações informáticas, observando-as como ferramentas cognitivas, que exigem que os alunos pensem de forma significativa de modo a usarem a aplicação para representar o que sabem. Sublinhou que o ppel das ferramentas cognitivas na sociedade é o de envolver alunos em aprendizagens significativas, e auxiliar na aquisição de competências de pensamento superior.

Jonassen, D. (2007). Computadores, Ferramentas Cognitivas. Porto: Porto Editora.

Slide 6 - Estratégias: Programação

O pensamento computacional não tem obrigatoriamente que passar por atividades de programação e robótica, há outras dimensões que podem ser exploradas. No entanto, uma das grandes ferramentas de estímulo às competências de pensamento computacional está no uso de linguagens de programação visual, não só para aprender a programar, mas para desenvolver projetos.

Algo que se tornou possível com o surgir de ferramentas de programação para crianças. Ou, sendo mais rigoroso, ferramentas que permitem às crianças programar. Há um mundo de diferença entre ser para crianças, e apropriado pelas crianças.

Esta revolução começou com o Scratch. A sua abordagem low floor/high ceiling, visão construtivista e programação por blocos deram a faísca ao que se veio a tornar uma revolução educacional. Uma revolução que tem uma longa história, datando dos anos 60. De uma altura em que o computador não era tão omnipresente como hoje, e, no entanto, no MIT  Seymour Papert tinha a visão que estas máquinas poderiam ser poderosas ferramentas de aprendizagem, nas mãos das crianças, estimulando competências cognitivas profundas. Hoje, a programação por blocos é usada para despertar o interesse sobre programação e desenvolver competências de pensamento computacional.

Com estas linguagens, é fácil para os nossos alunos criarem jogos, narrativas digitais ou outras atividades que envolvam programação. Os comandos e estruturas das linguagens de programação, difíceis de memorizar, são visualmente codificadas como blocos arrastáveis que se ligam, simplificando o processo de programação.

Que ferramentas podem ser usadas? O Scratch é um excelente, e gratuito, ponto de arranque, suporta uma comunidade muito aberta  que encoraja todos os criadores a partilhar os seus projetos. Não por acaso, o seu interface e princípios de utilização são imitados por todas as outras apps de programação para iniciantes Há hoje muitas outras aplicações para dispositivos móveis ou baseadas na web que utilizam princípios similares. Algumas, como o MIT Appinventor ou o Thunkable, podem ser usadas para desenvolver aplicações mobile.

Slide 7 - Estratégias: Jogos e Narrativas Digitais

Como usar estas ferramentas de forma eficaz para promover o desenvolvimento de competências de pensamento computacional? O essencial é manter em mente que o programar não é o fim em si mesmo, que o que interessa não é aprender linguagens de programação, mas sim estimular as crianças a desenvolver o tipo de raciocínio algorítmico inerente à programação através de projetos abrangentes.

Jogos são uma forma divertida de desafiar os alunos, e tiram partido direto de um dos seus principais interesses. À procura de ideias? Pesquisem no site do Scratch , e divirtam-se com os projetos partilhados pela comunidade. Os jogos não têm de ser muito complexos. Basta uma ideia, alguns personagens, e alguns cenários. O resto consegue-se com programação simples, levando os alunos a aprender sobre ações, ciclos, condições, e variáveis para os pontos.

Outra excelente forma de usar linguagens de programação por blocos visuais é a criação de narrativas ou apresentações digitais. São projetos mais fáceis de implementar do que em vídeo, e.muito mais ricos que uma apresentação clássica do PowerPoint. Para conseguir desenvolver este tipo de atividades, os alunos terão que fazer pesquisas sobre o tema, selecionar o conteúdo multimédia apropriado, estruturar uma maneira de o apresentar (como uma história ou como uma apresentação seqüencial) e programá-lo. Em simultâneo, estão a aprender sobre os temas curriculares, e a desenvolver as suas capacidades de programação e pensamento computacional.

Slide 8 - Programação Unplugged

Para mim, uma das vertentes mais interessantes que junta introdução à programação, pensamento computacional e outras atividades é o da programação unplugged, sem computador. Em essência, são atividades práticas que recorrem onde se pode utilizar elementos de computação, mas aplicados a contextos físicos. Pode passar por jogos corporais, jogos de cartas, ou outras explorações offline de conceitos. Mostra que o pensamento computacional não precisa de ser trabalhado recorrendo unicamente a meios digitais.

Como fazer? Repositórios como o CS Unplugged ou o Barefoot Computing têm uma grande quantidade de projetos planificados que abordam computação sem computadores. O jogo de cartas Cody & Roby é um excelente recurso para trabalhar sequências, estruturas lógicas, e por arrasto competências sociais.

Slide 9 - Robótica

A diversidade de soluções de robótica disponíveis hoje no mercado é crescente. Dificilmente, nos nossos contextos educativos, teremos financiamento que nos permita trabalhar com sistema de topo com o Não; mesmo as soluções da Lego, bastante populares entre nós, têm esse problema. Resta o crescente mundo das soluções baseadas em arduino e outras tecnologias low cost e open source, onde há um pouco de tudo, desde produtos especificamente desenvolvidos a plataformas abertas de partilha, onde qualquer um pode contribuir, modificar e recriar.

Qualquer que seja a solução de robótica disponível, há um princípio a ter em mente. As boas soluções de robótica na sala de aula têm de incorporar o princípio que possibilitou o sucesso das abordagens à programação na educação, o princípio low floor/high ceiling. Ser simples e fácil de compreender, mas com amplitude para desenvolver projetos avançados

Slide 10 - Cenários de Aprendizagem

Apesar de ser excelente para aprender conceitos de programação, mecânica, a robótica aprofunda pensamento computacional de forma mais eficaz se não se ficar pelo construir e programar robots. É aqui que o criar cenários de aprendizagem mostra o seu potencial. O cenário, a história, o objetivo, é a faísca que será traduzida em construções tangíveis, mobilizando conhecimento de diferentes áreas, utilizando estruturas de pensamento computacional.

Um cenário de aprendizagem é uma abordagem integrada que mistura conteúdos de diferentes áreas curriculares. Tapetes de atividades são um dos métodos mais comuns, quer com quadrados modulares ou mapas. O desafio é programar a deslocação dos robots em percursos específicos, sequencialmente, seguindo linhas, desviando de obstáculos.

Slide 11 - 3D (abordagens STEAM)

E porque não trabalhar áreas de pensamento computacional usando outros meios de expressão? Explorar conceitos de algoritmos, decomposição, resolução de problemas a partir da criação de um desenho, ou de um objeto? Destaco aqui o 3D. Poderia fazer com outras aplicações na área da imagem digital e multimédia. Espero não estar a cometer o erro de sobregeneralização, de achar que tudo pode ser pensamento computacional. Mas, quando estamos a criar, estamos simultaneamente a mobilizar os algoritmos das técnicas de expressão, quer seja desenho, pintura, modelação 3D, edição de vídeo; a decompor o que queremos criar ou recriar nos seus elementos, priorizando e decidindo como avançar no trabalho criativo; procurando soluções para os problemas que surgem no ato de criação; procurando padrões que simplifiquem o trabalho, abstraindo as formas no processo mental de as recriar.

Este tipo de ferramentas traz ainda a vantagem adicional de permitir que os alunos se tornem criadores, expressando ideias através de ferramentas digitais. E isso tem repercussões. Especificamente na área do 3D, se desde cedo lhes mostrarmos como usar ferramentas 3D e CAD, e potencialmente imprimindo em 3D as suas criações, em projetos significativos, mostrando-lhes que estas tecnologias lhes estão próximas e podem ser apropriadas, do que é que serão capazes, futuramente?

Slide 12 - Aplicações 3D

Quais as melhores portas de entrada para o mundo do 3D? Deixo aqui três sugestões, gratuitas e simples, embora permitam criações complexas. Um elemento comum é respeitarem o princípio low floor/high ceiling. E uma delas funciona em dispositivos móveis. Porquê esta sugestão? Recordem, qual é o objeto que todos os vossos alunos têm no bolso, e provoca o caos se lhes for retirado? Exato, dispositivos móveis. Então, porque não arriscar tirar partido deles em contexto educativo?

3DC.io: Pessoalmente, adoro esta app. Não é complexa, e na verdade é bastante limitada, quando comparada a outros softwares 3D. E, no entanto, é extremamente simples de usar num dispositivo móvel. Podemos criar modelos bastante complexos com os dedos num tablet ou smartphone.

Onshape: CAD na ponta dos dedos? Sim, é possível. Baseado na web, o Onshape permite fazer modelação 3D avançada em qualquer dispositivo, tablet, smartphone ou computador. Só é necessário ter instalada a aplicação móvel, ou um navegador, e uma ligação à Internet.

Tinkercad: Concebido para crianças, esta aplicação utiliza técnicas de modelação por primitivos. É uma ferramenta poderosa, mas muito simples de utilizar. Os modelos 3D podem ser criados com medidas rigorosas, combinando formas primitivas em operações booleanas de corte e união.

Sketchup: Versão online do popular e intuitivo software de modelação 3D. Mistura CAD com subdivisão de superfícies. Literalmente, permite desenhar em 3D.

Slide 13 - Projetos 3D

Nos projetos 3D, tal como nos de programação e robótica, o importante não é usar a tecnologia por si só, aprendendo metodologias técnicas. Estas são importantes, são elementares, mas o que permite o desabrochar de criatividade, o aprofundar criativo, é a sua integração em projetos significativos. Quer dentro de trabalhos disciplinares, interdisciplinares, DAC ou outro tipo de projetos. E através disto, plantar sementes de curiosidade, ciência, tecnologia e criatividade.

Como é que estes projetos se relacionam com o estímulo ao pensamento computacional? Recriar um objeto em 3D obriga quem está a criar a gerar um modelo mental do que se quer modelar. Tem de se identificar padrões, elementos que se repitam e cuja modularização simplifique o trabalho efetivo a desenvolver. É preciso estruturar uma abordagem ao projeto, saber por onde começar e que esquema geral seguir. E o ato de modelar em si depende do uso de técnicas específicas, essencialmente algoritmos com passos e sequências de ações.

Slide 14: Pensamento Computacional, Porquê?

Porque é que é importante o desenvolvimento do pensamento computacional? Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic, escreveu Arthur C. Clarke em 1973. Não creio que nos possamos dar ao luxo que a nossa relação com a tecnologia seja feita desta forma. Temos de a compreender, e isso implica perceber quais as suas bases conceptuais. O importante não é o aprender a programar, a construir computadores. É perceber o potencial da tecnologia, a não ter medo dela , ou não a aceitar passivamente e de forma acrítica. Atrevo-me a dizer que hoje, as competências digitais deixaram de ser meramente técnicas, passaram a ser competências sociais. Numa sociedade onde a economia se automatiza, entre a robótica e inteligência artificial ; onde a cultura, a informação, é mediada por ecrãs, por detrás dos quais estão algoritmos que condicionam o que vemos, precisamos de ter uma visão profunda sobre as tecnologias que a sustentam para perceber potenciais e perigos, formas de defesa, e apropriação.

A economia e sociedade dependem cada vez mais de tecnologias avançadas que requerem pessoas bem preparadas para tirar partido delas. Como é que estamos a preparar as crianças, hoje, para fazer face aos desafios futuros?  Estas são questões complexas, que não têm uma solução única. Dependem da conjugação de tendências e modos de intervenção. É uma ideia que se tornou um lugar comum, especialmente nos meios ligados à inovação e educação. Sabemos que as crianças que estão hoje nas escolas vão enfrentar futuros insondáveis, dos quais apenas conseguimos antever tendências. Analistas, futurólogos e cientistas sociais apontam para alguns padrões. As tecnologias emergentes nos domínios da robótica, automação e inteligência artificial vão ser a base da indústria e trabalho no futuro próximo, e já influenciam a economia global nos dias de hoje.

Sabemos que vivemos numa sociedade de fluxos tecnológicos. As transformações geradas pela aplicação de novas tecnologias em constante e rápida evolução seguem ciclos cada vez mais acelerados. São assinalados e sentidos, atualmente, impactos éticos, económicos, laborais, sociais e industriais das tecnologias digitais A educação não tem estado alheia a estas tendências. Mas a visão que dela temos não abona muito a seu favor. Os sistemas e modelos educativos, das técnicas pedagógicas à organização de salas de aula, são apontados como profundamente enraizados nos pressupostos sociais e técnicos do século XX. Sente-se que o modelo de transmissão e memorização de conhecimento, medido por exames, não desenvolve nas crianças e jovens o tipo de competências que se suspeita virem a ser essenciais para o seu futuro. A diferença começa logo aí, pela necessidade expressa de evoluir da aquisição de conhecimento para desenvolvimento de competências.

É de notar que competência depende de conhecimento, mas implica encontrar formas de o colocar em ação. Hoje, sabemos que saber, por si só, não chega, é o que fazemos com o conhecimento que nos dá vantagens competitivas, permite ser criador, compreender e tirar partido do impacto da tecnologia. Sabendo que a robótica e automação irão transformar irremediavelmente o mundo laboral, esta questão não é meramente académica. Torna-se uma condição de sobrevivência.

Perante os inúmeros desafios trazidos pelas tendências que estão a moldar o nosso futuro, robótica, automação, inteligência artificial , desafios sociais e ambientais, compreender profundamente a computação . é mais do que uma competência, técnica, é uma competência social para cidadania ativa.

Reparem nisto: os exploradores do amanhã, os futuros criadores de aplicações inovadoras, os designers das futuras tecnologias, são nossos alunos, hoje.

The explorers of tomorrow, the creators of killer apps, the designers of future space technologies, are our students, today.

Slide 15: Recursos.

Computer Science Unplugged: https://csunplugged.org/en/
Barefoot Computing: https://www.barefootcomputing.org/
Cody & Roby: http://codeweek.it/cody-roby-en/
Scratch: https://scratch.mit.edu
Code.org: https://code.org/
Tynker: https://www.tynker.com/
OpenRoberta: https://lab.open-roberta.org/
Micro:Bit: https://makecode.microbit.org/#editor
Cenários de Aprendizagem FTELab: http://ftelab.ie.ulisboa.pt/tel/gbook/exemplos-de-cenarios-de-aprendizagem/
Cenários Teach With Europeana: https://teachwitheuropeana.eun.org/learning-scenarios/
Cenários Hour of Code: https://hourofcode.com/pt/pt/learn
Da Robótica ao Pensamento Computacional: Educação para o Século XXI: https://bit2geek.com/2018/11/05/da-robotica-ao-pensamento-computacional-educacao-para-o-seculo-xxi-299183904/
Seis Livros Para Descobrir a Inteligência Artificial: https://bit2geek.com/2019/02/14/seis-livros-para-descobrir-a-inteligencia-artificial-99684386874/

Beecher, K. (2017). Computational Thinking: A Beginner's Guide to Problem Solving and Programming. Swindon: BCS Learning.
BRIDLE, J. (2018). New Dark Age: Technology and the End of the Future. Londres: Verso
RAMOS, J., ESPADEIRO, R. (2014). Os futuros professores e os professores do futuro. Os desafios da introdução ao pensamento computacional na escola, no currículo e na aprendizagem. http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/462/208
WING, J. (2006) Computational Thinking. In Communications of the ACM. Volume 49, n.º 3, março de 2006. https://www.cs.cmu.edu/~15110-s13/Wing06-ct.pdf

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Encontro de Professores 3Digital


Dia 28 de setembro, o espaço da escola secundária Avelar Brotero acolhe o primeiro Encontro de Professores 3Digital. Mais do que cerimónia de entrega de prémios desta primeira edição do concurso que colocou as escolas portuguesas a mexer em 3D, o encontro é uma oportunidade para ouvir elementos do júri partilhar ideias sobre mundos virtuais e educação, e, também, aprender nos workshops do evento. Da nossa parte, contribuímos com um dedicado ao 3D em dispositivos móveis com Onshape. Mais informações e programa aqui: Anpri - Encontro de Professores 3Digital. Inscrições aqui: Encontro de Professores 3Digital.

Sneak Preview


Amanhã, pela Benedita, vai ser um pouco assim, no encontro Educação 4.0. E, também, evento Codeweek.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

The Gothic and Romanesque, in plastic (LS-PT-119)


E, para começar bem o novo ano letivo, algo criado no ano passado. O cenário The Gothic and Romanesque, in plastic (LS-PT-119), desenvolvido no âmbito do projeto Europeana DSI-IV, já está publicado no blog Teach with Europeana. Um projeto que une o património cultural europeu à impressão 3D.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

TIC em 3D @ Maker Faire Rome 2019



Mais um dos nossos eventos EU Codeweek 2019: representar Portugal com o nosso projeto educativo na Maker Faire Rome 2019. Como leading teachers, a nossa aposta vai para o exemplo e divulgação pública do que se faz com 3D, robótica e programação. Um enorme gosto, e será também um incrível momento de aprendizagem! Evento aqui: TIC em 3D@Maker Faire Rome 2019.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

We The Makers: Nefertiti


E está concluída a escultura gigante de Neferititi, organizada pelos We Are The Makers para a conferência Fab 15, que decorreu no Cairo. Como último projeto TIC em 3D/Fab@rts deste ano letivo, demos uma pequena contribuição para esta iniciativa. E tivemos sorte: calhou-nos uma peça facilmente reconhecível. A parte cinzenta do olho saiu das impressoras da nossa escola.


Aqui, vê-se melhor, ainda na fase de assemblagem.

Foi um gosto ter podido colaborar neste esforço conjunto que, usando a impressão 3D, deovlveu ao Egito um dos seus grandes tesouros artísticos.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Maker Faire Rome 2019


E, para terminar em cheio um excelente ano letivo, cheio de desafios com alunos, projetos, formação e novas aprendizens, isto. O projeto TIC em 3D irá está na Maker Faire Rome 2019, que irá decorrer em outubro. Não é exatamente da forma como gostaríamos mesmo de lá estar. O nosso desejo era levar um núcleo de alunos do clube de robótica a estar presente neste evento. Mas ainda temos que perceber como organizar isso. De qualquer forma, estamos contentes: através deste projeto, iremos representar o Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro na maior Maker Faire europeia. Depois do FabLab do AE do Freixo, seremos, tanto quanto sabemos, a segunda escola portuguesa neste evento. Em evidência, levaremos elementos representativos das atividades de TIC e Clube de Robótica do AEVP. E, claro, um robot Anprino pintor.

Até Para o Ano, LCD!


Este foi um ano mais morno no Clube de Robótica. O nosso foco este ano esteve  no reaprender a trabalhar TIC, com novos desafios e projetos, e sobrou pouco tempo para o clube. Não que isso tivesse desmotivado os alunos, mas findo o ano, sente-se que se poderia ter ido mais longe. Bem, há sempre o próximo ano para voltar a ganhar força!

Em jeito de balanço, deixamos aqui algumas fotos de atividades do Clube.

Receção aos Alunos de 4.º Ano: demonstrações de robótica e 3D para os futuros alunos da escola-sede.




Partilha de Projetos na Feira Pedagógica do Barreiro



Participação na E-Tech Portugal 2019




Participação na Feira das Ciências de Mafra




Participação na Incode 2030




Alguns momentos do dia a dia do Clube











Desenvolvimento do Cenário de Aprendizagem Robot Anprino Pintor