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terça-feira, 8 de março de 2016

Curvas




Do papel para o computador, e daí para a impressora 3D. Alguns trabalhos de alunos de sétimo quase prontos em Inkscape, que irão brevemente ser impressos na beethefirst. Projectos desenhados, fotografados (para não se perder tempo com digitalizadores) e traçados com as ferramentas de curvas em desenho vectorial. Os caminhos resultantes são extrudíveis como forma no Tinkercad.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Sneak preview


E o que é que estamos a fazer? Digamos que tem a ver com literatura, ficção científica e steampunk. Também é um objecto útil e rápido de imprimir que ilustra o poder do Inkscape conjugado com o Tinkercad, permitindo uma dimensão extra em workshops.

sábado, 31 de outubro de 2015

Spooky Bookmarks


Quase a terminar este projecto, que misturou uma actividade já habitual na escola, o comemorar o halloween, com impressão 3D. O objectivo era recriar marcadores de livros utilizando desenho digital e modelação 3D, criando pequenos objectos temáticos com volumetria reduzida. As pequenas dimensões e espessura aceleram o tempo de impressão, permitindo imprimir um número razoável de trabalhos de alunos de três turmas (cerca de noventa, para ser mais específico) em tempo útil.


Os trabalhos produzidos, em cerca de três aulas, variam de acordo com as capacidades gráficas dos alunos. Alguns utilizaram criações suas, outros optaram por pesquisar imagens. Neste tipo de actividades os trabalhos pessoais são mais enriquecedores, mas o tempo reduzido, quer da calendarização quer das aulas, impede que se vá mais longe.


O factor tempo manifestou-se especialmente na finalização dos projectos. Era desejável que todos os alunos percorressem o caminho do desenho vectorial à exportação em STL. Alguns conseguiram-no, levando o seu trabalho da traçagem à importação de SVG no Tinkercad com controle de dimensões e exportação para impressão. Para que este processo fosse melhor consolidado na generalidade dos alunos seria preciso mais uma aula. Mas como não terminámos por aqui o uso do Tinkercad, haverá outras oportunidades para explorar melhor estes aspectos.


Algo que os alunos atingiram plenamente foi a capacidade de desenhar em 2D com ferramentas vectoriais. Curvas e nós passaram em pouco tempo de desconhecido a ferramenta habitual. 


As escalas dos objectos estavam limitadas a 1 mm no eixo Y e 100 mm no eixo horizontal maior (podendo ser o X ou o Z, dependendo do formato do desenho). Como os alunos trabalham habitualmente a pares, há que imprimir duas vezes o mesmo objecto. O número de computadores disponíveis na sala é inferior ao número de alunos por turma, o que obriga a gerir desta forma as aulas práticas.


Parte-se do desenho, enquadrado numa actividade mais abrangente. Depois de utilizados como base para o trabalho em TIC, foram entregues a Inglês para um concurso e exposição. 


Traçar, corrigir e unir/intersectar foram as operações necessárias para transformar as ideias em desenho digital.
 Apesar da especificidade das dimensões, alguns trabalhos exigiram um tratamento diferente de volumetria. Como o Tinkercad unifica as formas que lê num ficheiro SVG, o processo de trabalho passou pela produção de ficheiros que separavam os elementos a extrudir. Desta forma conseguiu-se controlar a espessura dos diferentes elementos, modificando o relevo do marcador de livro. Se estamos a trabalhar com impressão 3D podemos ir mais além do plano. Neste processo, os constrangimentos de tempo obrigaram a mais intervenção do professor.


Sendo objectos planos e leves, estes marcadores de livros não gastam muito filamento. São um bom projecto para introduzir a impressão 3D e aproveitar restos de filamento. Neste escolheu-se o halloween como tema. Qual será o do próximo semestre, cujas turmas de sétimo ano já irão beneficiar da experiência adquirida com esta actividade introdutória?

Em breve deixarei aqui uma contextualização da actividade, traçando a metodologia, objectivos e metas para que seja mais facilmente replicável. Este é um projecto simples e relativamente rápido, que motiva os alunos pela incredulidade inesperada de segurarem nas suas mãos algo que criaram digitalmente. Daqui espero consolidar estas aprendizagens noutros projectos práticos, com menor incidência na impressão 3D. O tempo disponível para TIC é reduzido e há que o aproveitar da melhor forma possível com uma diversidade razoável de vertentes de uso e experiências de aprendizagem que não incidem numa ferramenta ou utilização muito específica.

sábado, 24 de outubro de 2015

Scary Monsters and Super Creeps


O que é que eu andava a pensar quando achei que era possível ter impressões 3D a tempo do Halloween é uma ideia que me tem assombrado neste últimos dias. A gestão de tempo é muito importante quando se trabalha com uma tecnologia que não se compadece com tempos lectivos, e sendo que o objectivo é que os alunos a utilizem ainda há que contar com o tempo de aprendizagem de ferramentas. Algo difícil de gerir no arranque do ano lectivo e semestre de TIC.


Nestas coisas, são os trabalhos mais simples mas menos criativos os primeiros a ficar prontos. Devo dizer que os alunos envolvidos, três turmas de sétimo ano, têm sido fantásticos. Em duas aulas passaram do desconhecimento completo do que era desenho vectorial e uso do Inkscape para verdadeiros ases das curvas de Bézier e nós. Tão ases que demonstram que estou muito enganado quando, nalguns casos, os aconselho a trabalhar desenhos mais simples porque penso que o que se propõem fazer é demasiado difícil para as suas aptidões.

O tempo é implacável, e já dei por mim a ficar nos intervalos a ajudar a finalizar alguns projectos para poder ir imprimindo ao longo da próxima semana. O tempo de impressão não é demorado, serão marcadores com espessura de 1 mm a 1,5mm e no máximo 100 mm no eixo mais comprido, que ficam prontos entre dez a trinta minutos. O que tem prolongado este projecto é a teimosia do professor, que insiste que a maioria dos alunos tenha tempo para dominar, em níveis introdutórios, o desenho 2D no Inkscape (sendo esses princípios transferíveis para Corel ou Illustrator, note-se). O professor já foi recompensado com uns adoro isto e já treinei em casa, mas anda algo preocupado com a aproximação do Halloween. Um destes dias faço um apanhado gráfico do que os alunos têm andado a fazer com o Inkscape. Surpreende. Resta encontrar forma de os introduzir no Tinkercad. Creio que precisava de mais uma semana para fazer isso de forma eficaz, deixando-os autónomos nestes processos.


A ideia central deste projecto é utilizar o Halloween como tema inspirador para criações em impressão 3D, introduzindo a tecnologia e técnicas de trabalho específicas. Estou a perceber que para ser verdadeiramente bem sucedido, precisava de ter destacado mais tempo previsto para aprendizagem dos alunos. Não é que não seja possível levar avante um desafio destes, mas quando se quer fazê-lo colocando as mãos dos alunos em todo o processo, duas aulas não chegam.

Mesmo com estes contratempos, arranja-se um minuto para fazer os alunos felizes. Pelo menos, foi esse o olhar que li no rosto das alunas responsáveis por este morcego que, note-se, não é o trabalho final delas mas sim um projecto de aprendizagem. Achei que precisava de concretizar algo, para dar aos alunos a noção exacta do que estão a trabalhar. Não é todos os dias que se chega a casa com algo que se fez e imprimiu na escola...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Sneak Preview


Eu sei, TIC e 3D, mas este projecto não vive isolado e colabora activamente noutras iniciativas. Esta é uma das que dá mais gosto em participar. Logotipo do Plano Nacional de Cinema no AE Venda do Pinheiro criado em Inkscape, claro.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Vector


Dá-se aos alunos de uma turma de sétimo ano uma aula de introdução ao desenho vectorial com Inkscape e no final saem-se com coisas destas.


 O objectivo da sessão era aprenderem a dominar as curvas de Bézier para traçar desenhos com rigor. Gravados como SVG, vão servir para criar modelos 3D no Tinkercad para imprimir a tempo (espero) do Halloween. Confesso que a rapidez com que a generalidade dos alunos apanharam o conceito e dominaram de forma elementar o trabalho com curvas me surpreendeu.


Falta limar algumas arestas, e treinar. Algo que não me apercebi quando propus o desafio é que tinha sido importante ensinar-lhes a decompor uma forma, olhando e tentando perceber em que formas elementares podem dividir uma forma complexa. Algo que só planeava abordar com a modelação por primitivos no Tinkercad ou no trabalho com o Sketchup, mas que aqui fez falta aos alunos. Lição que levo já para a próxima turma. Próximo passo? Vectorizar uma figura alusiva ao tema, desenho deles ou imagem pesquisada, para transformar em objecto no Tinkercad. Será o desafio da próxima aula.

domingo, 11 de outubro de 2015

Tutorial: Impressão 3D com Inkscape e Tinkercad




Novo tutorial: como criar objectos para Impressão 3D com Inkscape e Tinkercad. O objectivo é começar com um desenho no Inkscape e terminar com um objecto impresso. Imprimir em 3D obriga a saber modelar em 3D para criar objectos. Mas há uma técnica simples, que nos permite criar modelos 3D a partir de desenhos. Neste tutorial vamos aprender a criar um objecto para ser impresso em 3D, utilizando Inkscape para o desenho-base e Tinkercad para modelação 3D. Inkscape é um programa de desenho vectorial que nos permite criar desenhos rigorosos e escaláveis em 2D. Tinkercad é uma aplicação web para modelação 3D com formas primitivas, que reconhece o formato SVG (Scalable Vector Graphics) com que o Inkscape trabalha. Disponível também na nossa página de Recursos e Tutoriais.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Desenho Vectorial + 3D = 3D printing!

A sincronicidade é fascinante. Guardei entre os meus feeds rss este link para o Inkscape Tutorials que ensina a fazer naves espaciais com o editor vectorial open source publicado na semana passada. Neste fim de semana na Maker Faire, Francisco Mendes da Beeverycreative falou-me do Tinkercad e como era fácil criar lá modelos 3D a partir de desenhos em svg. Infelizmente, tendo de assegurar o espaço das TIC em 3D, não pude ir ao workshop que deu sobre o Tinkercad. Mas fez-se clique no cérebro: svg? Scalable Vector Graphics? Isso é o formato do Inkscape. 

Testei logo, recuperando um desenho do Inkscape para fazer a base do modelo do Tinkerkad. Bastou importar, adicionar um primitivo para dar mais formas ao objecto, agrupar (tornou o modelo sólido) e exportar como STL. O netfabb acusou um modelo óptimo que a bee imprimiu. Devo ter demorado uns vinte minutos, entre alterar o desenho para ficar apenas com uma forma contínua sem preenchimento (algo que talvez não seja necessário) e orientar-me no interface do Tinkercad.


 Sabem o que isto quer dizer, não sabem? Que se encontrou outra forma rápida de modelar para impressão 3D na sala de aula. Ainda sem adensar muito, talvez uma forma de iniciar os alunos na impressão e de imprimirem os primeiros objectos. Ao contrário do Sketchup, não obriga a infindas operações de conversão e correcção, e ainda tem a vantagem de permitir trabalhar o desenho digital 2D com alguns conteúdos ligados a Educação Visual, nomeadamente na linha e na forma. Pensando um pouco mais à frente, como sei que os meus colegas de Artes desafiam os seus alunos a manter diários gráficos, parece-me um projecto exequível que fotografem alguns desenhos, importem para o Inkscape para traçagem e line art, exportando os ficheiros SVG para o Tinkercad e daí passarem à modelação e impressão 3D. Ideias anotadas. Vamos trabalhar nelas.

Implementar esta ideia por completo parece-me mais exequível no segundo semestre. Terei tempo para recuperar as estratégias de abordagem ao desenho vectorial (2007 já foi há algum tempo...) e aprender a utilizar o Tinkercad. Talvez até de fazer aqueles tutoriais que faço com tanto carinho e que os meus alunos nunca usam (mas são utilizados por outros para, por exemplo, utilizar o Sketchup para produzir recursos para mundos 3d em Unity).

Isto é um pouco óbvio para quem usa intensivamente o Tinkercad, mas os traumas dos tempos em que o acesso à internet nas escolas era de baixa fiabilidade deixam-me sempre reticente na adopção de apliações web em vez de programas instalados. Mas vejo aqui uma vantagem adicional em relação ao Sketchup. O ciclo de gestão dos computadores da minha sala de aula não coincide com o de actualização do Sketchup, e tornou-se habitual que os alunos mais interessados tivessem problemas porque em casa instalam as versões mais recentes do programa e ao chegar à aula não conseguem abrir os seus projectos. Com uma aplicação web esse problema deixa de se colocar.

O Inkscape é uma ferramenta fabulosa que descobri nos primórdios longínquos das TIC em 3D ao explorar a distro Alinex dos portáteis do projecto Portáteis nas Escolas. Sim, já foi há assim tanto tempo (os professores percebem esta) e sim, ainda temos alguns a funcionar. Com o Inkscape percebi que podia trazer para a sala de aula o desenho vectorial que tinha aprendido no Corel Draw sem preocupações de instalação de software de preço elevado. E gostei tanto do Inkscape que acabei por abandonar os programas de desenho pagos e até hoje não voltei para trás. Já quanto à escola, na altura os alunos fizeram trabalhos de desenho muito interessantes que publicámos na página que mantínhamos no Deviant Art (pois, foi há mesmo muito tempo), mas a exploração do 3D acabou por deixar de lado o desenho vectorial. Ainda tentei introduzir nas TIC, mas sem uma noção clara do que poderia ser feito. Agora ganhará outro fôlego.

Hora de ir aprender para ensinar.