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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Encontro de Formadores LED - CCEMS

 

Dia 8 de fevereiro, por Leiria, em partilha de conhecimentos e projetos de impressão 3D. A pensar no desafio de implementar abordagens ao imenso material dos LED, o CCEMS organizou um encontro de formadores da zona oeste, para discutir metodologias e meter as mãos na massa. 


Coube-me partilhar o que sei sobre impressão 3D na educação, representando também o CFAERC neste encontro. Há alguma ironia nisto, dado que nos últimos anos os meus caminhos têm passado mais pela programação, robótica e IA, para mim o 3D normalizou-se. Mas há pormenores que vale sempre a pena sublinhar:

- Não vale a pena preocuparmo-nos com as afinações máximas dos softwares ou das impressoras, com as temperaturas exatas dos filamentos ou se afinar um dado pormenor vai garantir uma pequena melhoria nas impressões.  O verdadeiro objetivo não é fazer impressões de muito alta qualidade, mas sim ajudar o maior número possível de crianças e professores com pouca ou nenhuma experiência nisto a criar e imprimir. Há sempre uma tendência, especialmente se há docentes mais técnicos envolvidos, de se focar em detalhes complexos, mas isso é contraproducente. Numa das sessões, um participante, ao perceber que o Tinkercad não permitia operações elemates como fillets ou revolves, teve de compreender que é precisamente pela sua simplicidade que esta é das melhores plataformas de desenho 3D para educação. E a melhor impressora do mercado... é aquela que temos à mão, porque quer-se uma ferramenta para fazer coisas, e não ficar a sonhar com constantes melhorias.

- Manter as coisas simples é essencial. Para mim, é uma tortura ensinar formandos e alunos a modelar o clássico porta-chaves, aka a maldição dos makers. Mas para a maioria dos formandos, e para todos os alunos, conseguir em poucos minutos criar um projeto destes, passando do zero de conhecimentos a iniciar o domínio das ferramentas, é um enorme passo e uma vitória. E é esse o objetivo fundamental, não interessa, como professor, ir para uma aula ou formação dar espetáculo com as minhas fantásticas capacidades de modelador (não são tão boas quanto isso, mas percebem a metáfora, espero). Interessa que consiga passar aos meus alunos o conhecimento elementar para eles iniciarem os seus percursos. 

- As impressoras 3D por si só são inúteis (esta deixa sempre os formandos com ar surpreendido). Se ficamos deslumbrados pelo fulgor da máquina, ou se as usamos para imprimir modelos encontrados em repositórios online, estamos muito longe do foco educativo, que é estimular capacidades nos nossos alunos. Sacar da net e meter a imprimir não é uma capacidade. Aprender a modelar, e com isso todos os processos de abstração e conceptualização que lhe são inerentes, isso sim é capacitar. Nesta vertente, ao permitir tangibilizar os projetos das crianças, a impressão 3D torna-se mais valia. Mas não é o essencial.

- A IA está a trazer novas vertentes de exploração. A geração texto/imagem para 3D é uma interessante base de trabalho, e a NeRF/Guassian Splat uma tecnologia supreente que traz novas capacidades ao 3D.  







Um dia intenso, por Leiria.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Instantes

 


Testar as impressoras que ficarão ao dispor dos nossos alunos do 1º ciclo, nas bibliotecas escolares de cada escola.


Um pequeno workshop de construção de robots simples.



Ideias e projetos, em visita à sede da ANPRI.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Instantes

 


Semana de reuniões de avaliação, sem alunos, mas nem por isso deixou de haver um tempo para experiências e novidadades.


Experiências com a Dream Camera, uma app experimental para iOS que cruza depth2img com Stable Diffusion para gerar imagens mapeadas sobre o espaço.

Experiências muito, muito iniciais com circuitos em papel (a fita de cobre e os leds são baratíssimos).

Uma surpresa para as escolas do 1º ciclo, que só para a semana podemos experimentar...


@archizer0 Aprender para ensinar. #imagilabs #python #education ♬ Charms - Akira Gautama

 E, claro, estruturar uma abordagem à programação com os Charms da imagiLabs.

domingo, 13 de novembro de 2022

3D Additive Expo

Uma visita à Moldplás, se bem que na verdade o que me interessava era a 3D Additive Expo, que decorria em paralelo. Primeiro destaque: a portuguesa Xpim, com as suas soluções de impressão FFF de grande escala.


 Fiquei especialmente fascinado pela impressora colaborativa, onde múltiplos extrusores imprimem uma peça única de grande volume.

O meu outro destaque, o sistema de deteção de erros de fabricação desenvolvido por uma empresa de Leiria, que concilia visão computacional, inteligência artificial e hardware off the shelf.







O que é que um professor vai fazer a uma exposição dedicada a profissionais das indústrias? Aprender, perceber o que é que está para além da escola, quais os mundos para os quais temos de capacitar alunos. Deu para perceber que a automação e a robótica são hoje essenciais à produção industrial em larga escala. Boa parte dos expositores na Moldplás eram grandes empresas de hardware de robótica industrial, ou os seus revendedores ibéricos. 

Já no lado da impressão 3D, senti que tudo o que sei sobre esta tecnologia, e o que vejo a comunidade maker fazer, está ultrapassado em termos industriais. Já foram dados saltos muito mais à frente, no sentido da sofisticação das máquinas de impressão e materiais. Fiquei especialmente surpreendido pela quase banalidade da impressão 3D em metal, que há poucos anos era experimental e de usos restritos, mas hoje está ao alcance das PMEs. 

Resumindo, aquilo que digo aos meus alunos, ou em workshops, que poderá vir a ser possível com impressão 3D, ou já é possível em contextos experimentais? Tenho de rever o discurso, e mostrar que já se tornaram tecnologias comercialmente viáveis. É essa a grande aprendizagem que trago da 3D Additive Expo,

E quanto à digitalização 3D, é melhor nem falar disso. A diversidade de equipamentos de gama alta, capazes de digitalizações de alta qualidade, para engenharia reversa, metrologia, topologia e outras utilizações, era enorme. Tudo máquinas com valores a anos-luz do que uma escola (ou pequeno fablab) consegue aceder, claro.



sábado, 2 de julho de 2022

Workshop 3D @ FTE Lab

 

O desafio partiu do Professor João Piedade, dinamizar uma sessão sobre 3D para os alunos da pós-graduação em Programação e Robótica no Ensino Básico. Um curso de que também já fui aluno, e me permitiu dar o salto para áreas criativas com algoritmos e robots. Uma aula mista, com um grupo presencial e outros online, dispersos por Portugal e Angola. Isto hoje já é banal, mas não cesso de me maravilhar com esta capacidade que a internet tem de derrubar barreiras temporais e geográficas.

Numa sessão de três horas, falou-se e experimentou-se sobre modelação e impressão 3D, truques de impressão, algumas técnicas mais avançadas, o potencial da fotogrametria, e a ligação entre criar em 3d e pensamento computacional. Sempre, espero, com o foco no potencial pedagógico, nas suas múltiplas possibilidades em sala de aula.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

ACD Impressão 3D

 


Online, para Sines, em duas partes. Uma ACD sobre impressão 3D na educação, que contou com duas sessões.


Primeiro, sobre modelação 3D e repositórios, tocando nas várias formas de criar ou encontrar conteúdos 3D. 

A segunda parte tocou no lado do hardware, pistas e dicas de impressão. Algo difícil de fazer à distância, para este tipo de experiências o físico permite compreender melhor. Mas é sempre gratificante falar e mostrar o que se gosta a colegas de profissão interessados em descobrir ideias novas.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

ACD Impressão 3D

 


Num desafio do Centro de Formação da Associação de Escolas do Alentejo Litoral, uma ACD online dividida em duas partes: introdução à modelação 3D, e introdução à impressão 3D. Inscrições aqui: CFAEAL.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Workshop Introdução à Modelação e Impressão 3D

Por desafio do Paulo Torcato, rumámos à Escola Secundária de Sacavém para dinamizar um workshop de 3D para alunos e docentes em Erasmus. Um grupo que incluía alunos turcos, croatas, portugueses e estónios, o que deu o prazer adicional de colocar a trabalhar com a 3DC.io, desenvolvida na Estónia.





Não sendo a melhor solução para modelação 3D complexa, o 3DC.io tem a enorme vantagem de funcionar em dispositivos móveis, tornando a criatividade digital muito acessível.


A sessão concluiu com a impressão 3D de algumas das peças modeladas. Foi necessário fazer alguns ajustes à impressora 3D da escola que nos acolheu, que devido à pandemia, tem estado parada. Nada que umas afinações não resolvessem.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Impressão 3D à Distância


Um dos efeitos secundários da pandemia foi a impossibilidade de eventos presenciais. Na falta disso, improvisa-se. Usando os meios que de dispomos, conseguimos finalizar a formação ArdRobótica 3D com uma sessão hands on virtual sobre impressoras 3D. Como trabalhar com elas, cuidados, truques e dicas. Não substitui uma desejável sessão presencial, mas mitiga os efeitos do momento contemporâneo.


Como a ideia até funcionou - não perfeitamente, mas foi a primeira vez que fizemos isto, ajudou-se um colega numa escola que está agora a iniciar-se na impressão 3D a dar os primeiros passos, à distância. Tudo graças ao uso judicioso de videoconferência.ancia

segunda-feira, 15 de junho de 2020

OSOS Journal Vol. 3


O projeto Trash@School, misturando ambiente, impressão 3D e intervenção social, faz parte dos projetos OSOS destacados na publicação oficial do projeto. Podem lê-lo aqui: Open Schools Journal Volume 3.

E, diretamente, o poster OSOS: Trash@School.

domingo, 5 de abril de 2020

Espírito de Comunidade


É talvez o objeto mais importante que saiu das nossas impressoras. Nestes tempos de crise pandémica, como não podia deixar de ser, colaboramos no esforço Maker para ajudar os profissionais que estão na linha da frente do combate à Covid-19. Não necessariamente os médicos. Podem ser enfermeiros, técnicos e pessoal de apoio dos lares, ou os funcionários das pequenas lojas que se mantém abertas para servir a população. Juntando os nossos esforços aos do Lab Aberto, estamos a produzir viseiras, uma proteção adicional para complementar as formas essenciais de proteção. E, infelizmente, em muitos casos a única proteção.

Chegar lá não foi fácil, foi preciosa a ajuda do Ricardo José Pereira do Movimento Maker para termos acesso a um modelo de viseira que coubesse dentro do volume de impressão das impressoras BEEINSCHOOL. Poderíamos ter adaptado alguns dos ficheiros criados pelo Movimento Maker, mas não quisemos arriscar criar modelos que não fossem utilizáveis. E, também, na educação o estado de emergência gerou dificuldades adicionais, com uma súbita necessidade de implementar canais de comunicação e estratégias de ensino remoto de emergência, literalmente de um dia para o outro. Tempo, foi coisa que se desvaneceu nestes dias.


Mas não podíamos deixar de contribuir. Trouxemos impressoras e filamento da escola, e mal foi possível, iniciámos a impressão de suportes. Conseguimos produzir cerca de seis por dia, imprimindo a 0.2. Poderiam ser mais, se imprimissemos a 0.3, mas preferimos garantir alguma resistência e longevidade aos suportes.

Se as escolas estão cada vez mais a equipar-se com impressoras 3D, no âmbito dos mais variados projetos (TIC, clubes de robótica, Bibliotecas Escolares, espaços Maker, combate ao insucesso), porque não desafiar os colegas que têm acesso a impressoras mais pequenas a colaborar neste esforço? A rede de escolas que se juntou aos Makers para produzir viseiras está a crescer, de norte a sul. Sublinha que o papel da Educação também é social, educar pelo exemplo de ativismo que se dá, e não só pela transmissão de conhecimentos.


Até agora, conseguimos em cerca de uma semana imprimir e entregar cerca de 40 viseiras, respondendo a pedidos que vieram da Santa Casa da Misericórdia da Venda do Pinheiro, enfermeiros do serviço de pediatria de Santa Maria, ou pedidos diretos de pessoal médico ou que tem de manter contacto com público. Parece muito, mas não é. É uma gotinha de água no meio dos pedidos que chegam ao Lab Aberto, que tem coordenado o esforço de entreajuda entre Leiria, Caldas, Torres Vedras e Mafra. Por vezes, com pedidos que chegam ao milhar de máscaras, algo só possível de responder com o empenho de entidades como da Dholetec.

Entretanto, apercebemo-nos de um padrão no nosso esforço. Sabemos que apenas podemos dar uma pequena ajuda, mas há materiais que não temos. E, na impossibilidade de os comprar, porque as lojas estão fechadas e é um risco sair à rua, apelámos à comunidade local. A resposta foi surpreendente. As nossas colegas começaram a vasculhar escritórios em busca de caixas de acetato. As assistentes administrativas imediatamente disponibilizaram elástico e potentes furadores para montar as viseiras. Pais de alunos fazem-nos chegar material, ou oferecem-se para fazer donativos financeiros (nós não aceitamos, mas o Lab Aberto sim). E com isso percebemos que, este nosso esforço de impressão 3D, foi uma forma de capacitar a comunidade em que estamos inseridos. Porque para muitos de nós, a sensação de impotência face à pandemia é enorme. Poder contribuir, ajudar com qualquer coisa, combate essa sensação. Faz sentir que se consegue, afinal de contas, fazer algo.

Espírito comunitário é uma das essências de projetos de fablab. Inesperadament, estamos a ter essa experiência. Por isso, nunca referimos as viseiras que doamos como das TIC em 3D ou em nome pessoal. São o resultado dos esforços conjugados da comunidade do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Uma gota de água que se juntou a um imenso oceano de makers, empresas, escolas e instituições que, neste momento de crise, não baixou os braços e procura soluções.