quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Workshop Criação com IA: construção de recursos pedagógicos colaborativos

O desafio de hoje: explorar as possibilidades democráticas da criatividade assistida por IA com programação descontraída (vibe coding). Workshop integrado no XII Encontro do CFAERC. 







Menti aos formandos, não lhes disse (deliberadamente) que iam para uma sessão sobre programação com IA, o nome da sessão era muito menos assustador. Graças a isso, um grupo de professores que ia deste educadores de infância a matemática e ciências do secundário experimentou programar pequenos recursos para a sua atividade, usando o Gemini. Em poucos minutos, apareceram coisas tão díspares como o jogo da cidadania ateniense,  super mario versão gramática, ou o jogo do acolhimento para o pré-escolar. É isto que me interessa no vibe coding, e IA em geral - a capacidade de nos permitir ir além de bases técnicas e criar as nossas soluções personalizadas. Sem pretender que sejam melhores que as profissionais, mas são as nossas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

ACD IA e 3D

 


Para iniciar bem o ano de 2026-2027, um momento de partilha sobre 3D e IA.

Experimentar o Hunyuan foi o grande tema da sessão, mas ainda deu para falar de gaussian splatting, lidar scanning, fotogrametria e a importância da preservação do património. Sessão concorrida, com mais de cinquenta participantes. 

sábado, 8 de agosto de 2026

COSPAR 2026


Foi um privilégio muito especial, o ter passado a primeira semana de agosto a participar no COSPAR 2026, graças aos esforços do NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia para integrar professores  e alunos num congresso internacional dedicado às ciências do espaço. Foi uma semana intensa, passada entre partilhas e workshops, a discutir, experimentar e refletir sobre educação, ciência e espaço (se vos parecer estranha esta combinação comigo, explica-se por o painel onde estava integrado ter como tema a educação na era da IA). 






Ciência espacial na sala de aula, projetos desafiadores de astronautas análogos, papel criativo da ficção científica, importância da inclusividade e diversidade, o A das STEAM, olhar para o humanismo e o nosso lugar no vasto universo. 

No rescaldo destes dias, há novas ideias que vieram comigo, a espantosa (e inesperada) experiência de trabalhar com professores de origens tão diversas como Filipinas, Irão, Líbano, Quénia ou Argélia. Só por este intercâmbio informal, já valeu a pena. Apesar da diversidade de origens, é interessante perceber que somos fundamentalmente iguais, temos os mesmos problemas e queixamo-nos das mesmas coisas. Mesmo que hajam variantes regionais, como colegas iranianos ou libaneses a sorrir ao falar-nos das bombas que interrompem as suas aulas (e perante, nem me atrevo a mencionar o descalabro do nosso sistema de exames, esse caos empalidece bastante quando ouço "where I was ten minutes ago became a crater").

Para além disto, estando integrados no COSPAR, podíamos assistir aos painéis científicos (de very, very hard science) e interagir com os cientistas nas pausas para café, embora na verdade esses momentos fossem mais passados a explorar os expositores da área expositiva, com instituições e empresas ligadas ao espaço. Especial destaque para o stand da ESA, que todos os dias tinha coisinhas novas e giras para nos oferecer (nem sei bem como é que me deixaram entrar no avião com o carregamento de posters).









Não vou mentir e afirmar que tive uma assiduidade total. Decorrendo em Florença, foi uma boa oportunidade para revisitar a cidade, rever a incrível riqueza do seu património artístico. Nalguns fins de tarde, tinha mesmo de me esquivar para rever Boticelli, mergulhar nos frescos de Giotto, visitar David e refugiar-me dos 40 graus da vaga de calor que assola Itália nas Feltrinelli e Libbracio (talvez tenha sido milagre que tenha tudo cabido na mala). 







Um enorme agradecimento à indomitável Rosa Doran, mulher para quem o conceito de "impossível" não existe, bem como restante equipa do Nuclio, entre os desafios da Priscilla Doran e os anúncios do Gustavo Rojas. Obrigado pela oportunidade que estão a criar dentro do COSPAR para trazer professores e alunos de todo mundo a um evento que, por ser puramente científico, está a ganhar espaço para recordar que todos os brilhantes cientistas e investigadores que participam nestes encontros, já foram um dia crianças que se maravilharam nas salas de aula graças ao trabalho dos seus professores.

Agora, hora de pausa estival. Alla prossima! 


domingo, 26 de julho de 2026

Instantes

 

Os alunos estão de férias, eu nem por isso, entre reuniões, gestão técnica e secretariado de exames. Apesar da azáfama, encontra-se sempre tempo para experimentar e investigar. Em primeiro lugar, a tentar treinar arduino (sou uma nódoa), a pensar em atividades para os alunos de 5º ano.




O Schematik tem sido uma incrível descoberta, e tenho andado a fazer experiências com placas e gadgets que tenho acumulado ao longo dos anos, sem lhes ter dado realmente uso.



O LLM Amália também tem andado na mira das minhas experiências, e estou a gostar do que estou a ver.


Não resisti a comprar esta placa ESP32 com display touch, com ajuda do Schematik quero desenvolver uma joia digital.




Em arrumações, dei com este antigo Raspberry Pi com Sense Hat. Com ajuda do Schematik, deu para o meter a fazer arte digital.





Também graças ao Schematik, ando a experimentar grafismos generativos na Unihiker K10.

O corrente estado das coisas: grafismos nas K10, pixel art no Sense Hat e plasmas com Python no Raspi. Tudo graças ao Schematik.