Duas variantes, uma inócua e outra não, a mesma praga. Segunda pela manhã, com a mioleira ainda zonza por falta de café, sou assaltado por um grupo de alunas muito preocupadas com as mensagens horríveis que andam a receber.
Façam uma captura de ecrã para eu ver, pedi-lhes. "Uma quê?" Screenshot. "Ah!", perceberam.
Quando me vieram mostrar, confirmei o que pensava. É uma modernização da velhinha carta em cadeia, que nos meus idos de infância e juventude nos caía dentro da caixa de correio - fisica, ameaçando -nos com as piores maldições se não a policopiassemos para meter num envelope e enviar a mais dez pessoas.
Olhem que naqueles tempos fotocópias, envelopes e selos não eram trocos.
O vírus mental mudou-se para o whatsapp, se bem que assinalo o texto deveras deselegante e atabalhoado. Dei os conselhos standard às alunas, bloquear remetentes desconhecidos, elogiei a capacidade de terem falado com um adulto, algo que os predadores digitais sabem bem explorar.
Durante a conversa, recebo a mensagem da imagem seguinte. Que nos deixa muito apoquentados, dado que o spoofing é perfeito, a mensagem fraudulenta engana o telemóvel que a inclui nas mensagens legítimas previamente enviadas pela organização. É o que os vossos pais recebem para os assustar, digo-lhes, e expliquei porque é que era falsa.
Não, não estou a inventar para embelezar o relato, foi um daqueles bons acasos fortuitos. Se bem que suspeito que a pergunta que se estão a fazer é porque diabos crianças de dez anos têm acesso ao whatsapp em modo totalmente aberto. A resposta a isso remeto para os respetivos pais.


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