Novidade para a sala LED, com regras e dicas de boa manutenção do espaço.
Voltar ao clube de robótica. Objectivo deste ano, ser exclusivo e não inclusivo. A lição dos anos anteriores ensinou-me que quando se quer abrir ao máximo mas as condições de tempo e as imposições de outras tarefas na escola se interpõem, deixa de haver condições para dar o acompanhamento potenciador que estes miúdos precisam
Outro regresso, formação de 3D. Enquanto reorganizava este moodle apercebi-me que não dava esta formação desde 2021. Muita coisa mudou, alguns essenciais mantém-se, e continua a ser aquela formação onde traumatizo professores de informática com Brunelleschi.
Podia usar slides... mas e porque não experimentar outras vertentes? Com ajuda da IA para programar, a criar recursos para as minhas aulas. Não são recursos para todos, fazem sentido para mim, para a minha forma de trabalhar os conteúdos da disciplina, seguem a minha linha de pensamento nas aulas. Sei que há soluções comerciais bem feitas, tal como os recursos criados por editoras, não é essa a questão, mas aprecio o lado artesanal digital de explorar a construção destes recursos. São os meus, refletem o meu método.
Dá imenso gosto explorar estas experiências em aula, dando com os inevitáveis bugs, corrigindo na hora, ou incorporando as sugestões dos alunos.
Hmm. Se calhar, consigo fazer alguma coisa com os alunos usando Arduino e Schematik.
Confesso, não resisti ao StackChan quando foi lançado - o meu veio diretamente dos primeiros lotes chineses (agora a Mauser vende-o por um preço bastante superior ao que paguei por este, incluindo os portes que custeei). Mas não consigo perceber bem para que pode servir. O lado de AI Agent é giro, dá um bom companheiro de secretária, mas a necessidade de ordens orais faz-me perder a paciência. Falador é coisa que não sou. Entretanto, a K10 também permite voos desses...
Eu tenho aquilo que mereço, a culpa é sempre minha. Estava com os alunos a explorar um jogo didático vibe coded, claro, e estava a estava a pedir-lhes uns pseudónimos para jogar o jogo. Uma vira-se, e diz "professor, porque não troll e net?" Comecei a pensar. Troll e net, um troll na trotinete. Não resisto a jogos de palavras, portanto tive o que mereci. Pedi ao gemini que me desenhasse exatamente isto, mas com um toque anos 70, só para contrariar os miúdos que me pediam anos 80, e saiu uma coisa como esta. Risada geral, mas depois deu para explorar vertentes inesperadas. Os miúdos foram rapidamente perceptivos, e disseram, "professor, isso não são os anos 70 como tinha pedido no prompt, porque os anos 70 em Portugal não foram assim".
Miudos perceptivos para quinto ano não são?
Portanto começamos a brincar com a ideia e veio a trollinete na Lisboa dos anos setenta, claro, com uma falsa Lisboa criada pelo gemini. Como sabemos, a IA não é fiável nestas coisas. Quando um dos miúdos me diz, "ó professor, eu sou açoriano, portanto não sei como é Lisboa", claro que fomos testar como é que seria nos Açores. Gáudio geral, risos e sorrisos. No fundo, é isto.
Dar aulas a usar IA para fazer aquilo que faria com apresentações, mas de forma mais divertida. E, também, o meu portátil das aulas é um excelente exemplo de "faz o que digo, não faças o que faço". No da escola, cuja melhor contribuição para a minha carreira foi avariar a meio do processo de gestão de provas e exames, por um triz (ou melhor, por uma política de backups regulares do trabalho no Eneb e Modeb) não perdi os dados de 600 alunos em prova, fiz pior: meti-lhe Ubuntu, e passou a funcionar decentemente. Autocolantes no portátil e ensinar TIC aos alunos sem usar windows. Se me apanham, ainda levo com um processo disciplinar.
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