Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
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segunda-feira, 14 de março de 2016
Encontro Nacional de Professores de EVT
O Encontro Nacional de Professores da APEVT, a realizar a 16 de Abril, sábado, no Grande Auditório da Escola Artística Soares dos Reis, Porto, irá ter como tema estruturante Pela Promoção da Educação Artística e Tecnológica na Educação Básica que vise a formação integral de todos.
Para participar neste encontro, inscrevam-se aqui: Inscrição Encontro Nacional de Professores (APEVT).
As TIC em 3D, que nasceram em EVT e exploram as suas metodologias com ferramentas digitais, estarão presentes.
sábado, 30 de janeiro de 2016
Criatividade crítica
Recordando que foi na sala de aula de Educação Visual e Tecnológica que nasceram as TIC em 3D. Foi aí que começaram as primeira experiências a colocar software de edição de imagem, desenho vectorial, modelação e animação 3D nas mãos dos alunos, como mais uma ferramenta ao serviço da sua criatividade. Percorreu-se daí um longo caminho, que passou pela criação de mundos virtuais tridimensionais online, envolveu uma tese de mestrado, levou alunos do primeiro ciclo a fazer filmes de animação 3D e mundos virtuais, desdobrou-se em inúmeros pequenos projectos entre sistemas solares virtuais e aplicações de realidade aumentada, expandiu-se para as Tecnologias de Informação e Comunicação, foi distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital, esteve presente nas edições da Lisbon Maker Faire, e está correntemente a dar os primeiros passos na introdução da impressão 3D na sala de aula.
Transversal a todo este trabalho está um espírito experimental que veio da formação e práticas da antiga área curricular de EVT. Durante anos, esta área foi um espaço especial nas escolas portuguesas. Uma área multidisciplinar, focada na criatividade, trabalho de projecto, centrada no aluno, dotando-o de aprendizagens estéticas e técnicas estudadas não como um fim em si mas como ferramentas aplicadas ao serviço de abordagens projectuais, resolução de problemas e exploração da expressão artística. Uma área que sempre privilegiou a cultura artística e sempre apontada como tendo os mais dinâmicos docentes nas escolas, das poucas que não colocava a tónica sobre a transmissão de conteúdos e se assumia como espaço de liberdade criativa, com uma enorme diversidade de abordagens tornadas possíveis pelo esforço dos seus professores.
Uma área que foi extinta por decreto governamental em 2012, cilindrando décadas de experiência e trabalho, aniquilando a carreira de docentes, boa parte dos quais foram forçados a abandonar o ensino após anos de dedicação e trabalho de excelência. A área curricular foi repartida, transformada num formalismo metrificado que, conjugado com a redução de tempo disponível, prejudicou a existência do dinamismo a que os docentes de EVT sempre mostraram nas escolas. Perdeu-se um espaço que permitia aos alunos respirar, experimentar outro tipo de trabalho e abordagens diferenciadas da formalidade medida por provas e exames.
Devo confessar que no meio desta derrocada, desencadeada por motivos economicistas, tive muita sorte. Deixei para trás a sala de aula de EVT e continuei nas TIC, com metas curriculares mais flexíveis na sua abordagem, a explorar o cerne das metodologias fundamentais de EVT: o trabalho de projecto, o foco na ferramenta como meio para uma finalidade, a multi-disciplinaridade do conhecimento, o uso do computador ao serviço da criatividade. Tem sido um desafio interessante que me tem levado a aprender imenso com outros professores das áreas da informática, descobrindo novas abordagens, vertentes de exploração e inquietações sobre o papel da tecnologia na aprendizagem. Olho para o futuro, vejo a importância crescente dos makerspaces e Fab Labs como pólos de cruzamento da criatividade e tecnologia, e sinto que os pressupostos que fizeram de EVT uma área curricular tão rica são os que sustentam o movimento Maker. Entendendo sempre a educação e aprendizagem como inclusivas, no cruzamento de diversas áreas de conhecimento. Algo que se torna tangível sempre que os meus alunos imprimem em 3D os seus projectos concebidos na aula de TIC.
Continuo a olhar para EVT como um marco, um espaço muito especial. Não pela nostalgia do que já foi, mas pelo que poderá voltar a ser, com esforço dos profissionais que nestes anos de diáspora e travessia de um deserto imposto não deixaram de a manter no coração. Lutemos por um regresso desta área tão especial, revertendo o retrocesso de décadas que transformou o ensino artístico na educação básica no que era há vinte ou trinta anos atrás, quando os desafios da modernidade que hoje se colocam não eram sequer concebíveis. Desafios esses que ao nível da formação, flexibilidade intelectual, e capacidade para trabalho colaborativo e de projecto EVT sempre esteve bem posicionada, com metodologias que contribuíam para a capacitação dos alunos de hoje para os desafios de amanhã.
Poderá EVT regressar à escola? Em muitos sentidos, nunca de lá saiu, quer pelas marcas que deixou, quer pelos profissionais que resistem, continuando o espírito pedagógico em ambientes adversos. Mas precisa de regressar formalmente, a bem das artes, da cultura, de uma educação integral, e essencialmente a bem do desenvolvimento dos alunos, apesar dos obstáculos económicos e políticos.
Junto a minha voz, como alguém que nasceu em EVT, a voz que o imenso esforço por detrás destas TIC em 3D me dá, apoiando os esforços da Associação de Professores de EVT para o regresso da Educação Visual e Tecnológica ao currículo do ensino básico. A educação precisa do contributo criativo e crítico de EVT para o futuro dos nossos alunos.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Do possível
Começo a sentir o 7.º ano como, para mim, um novo 5.º ano. Agruras da transição de Educação Visual e Tecnológica para TIC. Noto nos alunos de sétimo mais energia, garra e criatividade pura. Já nos de oitavo sente-se consolidação e um aprofundar da separação de interesses pessoais que se vão afirmando e construindo. Estes registos estão a ser criados por alunos de uma turma de 7.º ano e mostram um pouco da diversidade de projectos que estão a criar. A simplicidade e realismo do Sketchup são o que mais os atrai.
Criar avatares é uma boa forma de trabalhar a figura humana com meios digitais. Podemos ficar apenas pela modelação e animação, mas uma das alunas está a descobrir que pode ir mais longe editando o mapa de texturas do avatar. É muito bom ver aqueles sorriso de descobri algo novo quando os alunos se apercebem que podem ir ainda mais além do que julgavam possível.
Nota-se também uma crescente preocupação com a complexidade dos espaços a recriar, que conjugam formas necessariamente simples (estes programas são de fácil aprendizagem mas requerem persistência e tempo para o domínio progressivo) em espaços complexos.
E ainda temos surpresas como esta, que me deixou de queixo caído. Um cuidado e elaborado projecto criado por um aluno de treze anos.
domingo, 22 de setembro de 2013
3D Alpha 2013
Com o arranque do novo ano lectivo o 3D Alpha prepara-se para recomeçar as actividades de exploração criativa das tecnologias digitais. Este ano, para além do habitual foco na criação em multimédia e 3D, esperamos conseguir trabalhar com realidade aumentada e Scratch. Na realidade aumentada o desafio é o criar um percurso narrativo que misture espaços reais e elementos 3D. Resta saber se o conseguimos atingir, mas o processo de exploração promete. Trocamos o Augment pelo Aurasma, que promete facilitar o trabalho de geolocalização. Quanto ao Scratch, é uma extensão lógica para um projecto que nasceu em Educação Visual e Tecnológica, teve fases interdisciplinares e agora estrutura abordagens à disciplina de TIC. Apesar do foco intenso no 3D, o principal objectivo é o de mostrar às crianças e jovens ferramentas avançadas e dar-lhes espaço para descoberta e criação de acordo com os interesses individuais. O potencial do Scratch é reconhecido e, no nosso caso específico, algo a incluir numa sequência de aprendizagens que se envolve dois anos curriculares permitindo alargar a panóplia de experiências dos alunos. Não faria sentido repetir técnicas e aplicações.
Se bem que muitos, ao regressarem, perguntaram logo se podiam continuar a usar o minecraft, a continuar projectos no Sketchup ("professor, eu durante as férias estive a expandir o meu trabalho, posso usá-lo como projecto final?") ou perguntaram se poderiam experimentar outras aplicações. Um chegou a sugerir o Endorphin. A ver vamos. A metodologia continua a mesma. Experimentar, criar e depois pegar no que se descobriu para produzir um produto multimédia final num qualquer suporte/tecnologia à escolha do aluno. Antes de mais, importa que cada um descubra qual o seu interesse individual, qual a vertente preferida, da vasta panóplia de ferramentas digitais quais as que lhe são mais significativas.
A boa notícia é a aceitação de apresentação deste projecto na sexta International Conference of Education, Research and Innovation. Mostra que o projecto tem pés para andar e sublinha que não seria possível sem o entusiasmo e criatividade dos alunos. Neste tempos difíceis que atravessamos, estas pequenas vitórias dão-nos ânimo para não desistir.
Se bem que muitos, ao regressarem, perguntaram logo se podiam continuar a usar o minecraft, a continuar projectos no Sketchup ("professor, eu durante as férias estive a expandir o meu trabalho, posso usá-lo como projecto final?") ou perguntaram se poderiam experimentar outras aplicações. Um chegou a sugerir o Endorphin. A ver vamos. A metodologia continua a mesma. Experimentar, criar e depois pegar no que se descobriu para produzir um produto multimédia final num qualquer suporte/tecnologia à escolha do aluno. Antes de mais, importa que cada um descubra qual o seu interesse individual, qual a vertente preferida, da vasta panóplia de ferramentas digitais quais as que lhe são mais significativas.
A boa notícia é a aceitação de apresentação deste projecto na sexta International Conference of Education, Research and Innovation. Mostra que o projecto tem pés para andar e sublinha que não seria possível sem o entusiasmo e criatividade dos alunos. Neste tempos difíceis que atravessamos, estas pequenas vitórias dão-nos ânimo para não desistir.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Ferramentas Digitais no Mundo Visual
José Alberto Rodrigues está de parabéns por mais esta iniciativa, um recurso online que reúne uma vasta lista de aplicações digitais nas várias vertentes de expressão plástica categorizadas de acordo com as metas curriculares de Educação Visual (que veio substituir a saudosa Educação Visual e Tecnológica). O trabalho do EVT Digital tem sido muito abrangente, contando já com uma listagem enorme de recursos e aplicações com sugestões de trabalho pedagógico reunidas num web site, uma distro linux personalizada (EVTux) e agora esta aplicação web. Para saber mais visitem o EVT Digital e experimentem a aplicação Ferramentas Digitais no Mundo Visual. Um desafio: busquem as de 3D, integradas em diversas temáticas programáticas, que vão além do que se pode encontrar aqui no 3D Alpha que é mais direccionado para VRML/X3D.
Este trabalho tem vindo a ser desenvolvido desde há alguns anos pelo seu autor com o auxílio de uma enorme lista de colaboradores (confesso uns toquezinhos no que diz respeito a algumas aplicações de 3D). Como professor de EVT desterrado nas TIC que sou, observo que a utilidade desta aplicação não se esgota na Educação Visual de 5.º e 6.º ano.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Minecraft e VRML
Um número considerável dos meus alunos é viciado no Minecraft, jogo onde se deliciam a criar construções complexas e bizantinas. Do meu lado, ensino-os a trabalhar com aplicações 3D genéricas e em VRML/X3D. Perante o entusiasmo deles com o Minecraft, perguntei-me se havia forma de combinar estes dois mundos. E há. Os wikis sobre o jogo indicaram alguns conversores que convertem mapas em objectos 3D. O mais promissor parece-me ser o Mineways, criado para converter elementos do Minecraft em modelos 3D para impressão em impressoras 3D.
O programa carrega mapas e converte em formatos como o STL, OBJ e VRML, o que para mim é uma excelente notícia. Pedi a alguns alunos jogos salvos e em poucos minutos estava a visualizar elementos do Minecraft em VRML que importados para o Vivaty Studio possibilitam criar mundos virtuais com pouco esforço. Com o Mineways, posso adicionar o Minecraft à lista de aplicações de criação 3D que possibilitam criar conteúdo web3D.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Cinema de animação em EVT
Duas curtas colaborativas, saídas da imaginação e esforço do professor Fernando Ferreira, meu par pedagógico em EVT. O objectivo da actividade era levar os alunos a experimentar a realização de animações em stop motion.
Como fazer? Confesso que esta foi daquelas actividades em que aprendi tanto como os alunos. Tenho explorado mais a vertente digital e este trabalho incidia sobre técnicas clássicas de animação. O processo de criação divide-se em várias fases:
- Descoberta: visualização de filmes criados com diferentes técnicas de animação.
- Esboço: criação de diversos desenhos. Desses cada aluno escolhe um para ser animado.
- Duplicação: cada aluno cria dois desenhos iguais do elemento escolhido, em folhas de papel A5.
- Guionização: cada aluno entrega a cópia do seu desenho a outro colega. O desafio é o de criar uma animação de metamorfose, em que o seu desenho se transforme gradualmente no outro em pelo menos 24 passos (correspondentes a fotogramas). Um pequeno guião ajuda os alunos a perceber como o podem fazer.
- Animação: é a fase mais prolongada. Utilizando um dossier que permite o acumular de várias folhas os alunos vão desenhado cada um dos fotogramas a animar. Para facilitar fazem-no sobrepondo os desenhos por ordem inversa enquanto desenham.
- Fotografia: utiliza-se um tripé, máquina fotográfica digital e um suporte que permita colocar os desenhos perpendiculares à lente da máquina.
- Montagem: utiliza-se um programa como o MonkeyJam ou o Moviemaker para importar as fotografias produzidas na fase anterior e montar em vídeo. Em tempos idos utilizei o Corel R.A.V.E. para este processo.
Cada aluno cria uma sequência de animação que vai do seu desenho ao desenho de outro aluno. Ao terminar isso pode ser evidenciado pela montagem do vídeo final em que as sequências se interligam pela ordem dos elementos animados.
Para além deste projecto o professor Fernando Ferreira está com outra turma a realizar uma curta metragem de animação de sombras em multiplano. Podem ver aqui alguns apontamentos do processo de criação com os alunos: Stop Motion.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Canto de Cisne
Em modo canto de cisne, a finalizar os trabalhos numa disciplina que vive os seus últimos dias. Em memória das explosões de cor, traço, pixel e criatividade que se viveram este ano na sala de aula. Image dump muito longo ao clicar no link: trabalhos de alunos EVT. E fica o comentário. Por detrás do mais espantoso gráfico ou aplicação digital está um lápis que riscou sobre o papel e registou os primeiros esboços.
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