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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Bah, humbug!

Mundos virtuais em Second Life, disseram? Bah humbug! VRML rules!
 
No final da apresentação sobre introdução de impressão 3D na Conferência Online de Informática Educacional, colocaram-me uma questão à qual, em retrospectiva, percebi que tinha respondido mal. A pergunta tinha a ver com o Second Life e as suas possibilidades educativas. O Second Life ainda existe?, pensei, e respondi explicando as minhas razões para não gostar deste mundo virtual. O depender de clientes pesados, que geralmente entravam em conflito com as placas gráficas dos meus computadores, o peso da aplicação na largura de banda, o ser tecnologia proprietária, foram sempre factores que me afastaram dele. Mas não lhe sou alheio, e ainda passei bons pares de horas a divagar com um avatar pelos metaversos do SL. Encontrei por lá espaços fantásticos.

Quando este projecto começou fui direccionado para outras tecnologias que apesar de mais arcaicas permitiam mundos virtuais interactivos. Boa parte do trabalho registado nas TIC em 3D passou pela criação de mundos virtuais tridimensionais em VRML/X3D. Desenvolvemos o último destes projectos há cerca de ano e meio. O VRML trazia imensas vantagens de leveza de ficheiros, fácil importação de recursos externos e trabalho offline. Escrevo no passado não porque tenha abandonado este tipo de actividade, mas porque a tendência de desaparecimento e obsolescência do VRML é muito elevada. Tecnologias como o Unity permitem fazer o mesmo com vantagens em rendering e sistemas de iluminação integrados nos browsers contemporâneos. Curiosamente, o VRML sobrevive como formato de transferência em modelação e impressão 3D.

Espero ter deixado claro que se do meu ponto de vista o Second Life não tem grandes possibilidades na sala de aula, não quis com isso dizer que não tem utilidade pedagógica. Há muitas, e boas, experiências que mostram o seu potencial na educação. Só não se adequa às mais-valias que a minha intuição explora, e que estão na génese directa das TIC em 3D.

Um sentimento que era prevalente sempre que visitei o Second Life era o de que espaços fantásticos, como é que eles fazem isto, seguido de quero fazer isto. Apesar do Second Life permitir a criação colaborativa de conteúdo 3D, não era fácil, com uma curva de aprendizagem acentuada e com os problemas trazidos por ter de trabalhar com clientes pesados em sessões na web. Era-me muito mais fácil e gratificante criar localmente e partilhar em VRML, e consegui transmitir esse gosto e entusiasmo aos alunos. Mesmo sabendo que o Second Life permitia ser criador, nunca consegui passar do nível elementar de consumo estético. É isso, no fundo, o que me afastou dessa plataforma. É frustrante saber que se pode criar, mas por incapacidade de dominar as ferramentas sentir-se reduzido à mera fruição. Sentia, também, que não iria conseguir levar o gosto pela criação em 3D para a sala de aula com o Second Life.

Quando descobrimos que conseguimos fazer... abrem-se novos horizontes.

Curiosamente, voltei a ver o poder apelativo da criação em mundos virtuais ao observar o gosto que os meus alunos tinham pelo Minecraft. O que mais gostavam era criar e construir, e não o seguir de percursos narrativos que caracterizam a jogabilidade tradicional. Senti neles o mesmo impulso que me levou a aprender 3D, que me cativou mas afastou do Second Life: o gozo por transformar linhas e pixels em objectos tridimensionais virtuais.

Haverá teconlogias e aplicações com inerente superioridade educacional? Sinto que por vezes cometemos este erro, o de olhar para as vertentes em que somos mais confortáveis e destacá-las como as mais pertinentes em termos pedagógicos. Pessoalmente, tento não cair nesta armadilha conceptual e defender que o que conta é a diversidade de experiências de aprendizagem significativa que as diferentes tecnologias e aplicações podem oferecer aos nossos alunos. Quer sejam as bem conhecidas ferramentas Web 2.0, a programação em Scratch/Kodu, robótica, apps específicas, multimédia ou o tão querido 3D.

Outro factor muito importante para o sucesso dos alunos neste tipo de actividades é a paixão que o professor tem pela tecnologia que utiliza. Sinto isso sempre que em conferências assisto a apresentações de outros professores que mostram trabalhos bem sucedidos de introdução de tecnologia na sala de aula, por vez com aplicações tão específicas e arcanas cuja simples existência surpreende. Questiono-me sempre se o gosto que vejo nos alunos pelas actividades que lhes proponho não tem forte influência do entusiasmo que coloco em algo que adoro fazer. Mas isso seria tema para outro post.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Acreditar



Não é todos os dias que podemos escrever... eis os primeiros trabalhos concebidos e impressos de raiz por alunos de sétimo ano na sala de aula. Os primeiros de muitos, esperamos. Os sorrisos traem um misto de alegria com aquele ar nem acreditamos que estamos a segurar naquilo que construímos no computador!

domingo, 19 de outubro de 2014

Pedagogia e Tecnologia Criativa


Participámos no primeiro encontro ArdRobotic. Para ver as fotos do evento visitem a galeria no G+.


A Escola Secundária D. João II em Setúbal acolheu o ArdRobotic, evento organizado pela Anpri que permitiu reunir no mesmo espaço diversos projectos de utilização das tecnologias na educação e entidades que trabalham na vanguarda da inovação. Por entre os muitos projectos de robótica e open hardware com Arduino estava este As TIC em 3D, mostrando o trabalho realizado pelos alunos do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro nos campos da modelação 3D, animação 3D e mundos virtuais. Projectos que se sentem um pouco perdidos no meio de tanta robótica, electrónica e programação mas que mostram uma outra vertente do uso criativo das tecnologias.



No espaço das TIC em 3D mostravam-se modelos de Sketchup criados na área curricular de TIC, mundos virtuais de turmas de 2.º ciclo criados em projectos interdisciplinares, e vídeos de animação 3D, 3D Scanning e realidade aumentada que têm vindo a ser criados ao longo dos anos pelos alunos do Agrupamento.

Porque, desculpem-me a especulação, o evento estava pensado como uma mostra de tecnologia nas escolas mas foi de facto uma mostra de pedagogia nas tecnologias criativas. Os projectos participantes distinguem-se por usarem tecnologia como um meio e não um fim. Interessa desenvolver ideias, criar, e não aprender conceitos. É talvez por isso que sejam tão intrigantes e despertem o interesse para tecnologia vista não como elemento de consumo mas como ferramenta ao serviço do engenho criativo.


Estavam presentes algumas empresas. A Nautilus com os seus projectores que permitem transformar qualquer superfície em ecrã interactivo, a Artica com os robots Farrusco  e a Printoo com os seus circuitos modulares flexíveis. Estes intrigaram-me, pela demo com um dirigível criado com motores, circuitos printoo e balões a hélio (tenho um fascínio pouco saudável por zeppelins e similares), e por dinamizarem actividades de AEC com alunos do primeiro ciclo que incluem electrónica e modelação 3D.


Outros espaços da escola estavam abertos aos visitantes. Na biblioteca recordavam-se gerações anteriores da tecnologia digital com uma pequena mostra de scanners portáteis, equipamnto diverso e dois Spectrums com ar de muito uso e que quase me levaram a perguntar se ainda funcionariam. Não é impossível, e aqueles que se interessam por retro computing devem saber como.


Talvez o mais encantador dos presentes no encontro foi o Robot Zeca e o seu criador, José Carlos Fernandes. Não confundir com o autor da fabulosa bandadesenhada A Pior Banda do Mundo, mas igualmente genial e cativante. Ver o ZECA em acção, e em especial a interacção das crianças com a máquina, é algo que espanta. Não resisti a uma experiência com o 123D que agradou ao criador do robot.

Foi muito interessante poder conversar com o seu criador, que veio ter comigo para perceber um bocadinho do que é a modelação 3D. Só tenho a quarta classe, disse-me o construtor de CNCs, robots e que por andar a experimentar com o dar relevo a fotografias para criar baixo e alto relevo na CNC quis descobrir um pouco sobre a modelação 3D. Eu tenhou um pouco mais que isso como formação, mas note-se que naquilo que trabalho com os alunos e vim mostrar e demonstrar no ArdRobotic sou autodidacta. Há aqui uma lição a retirar, e não, não é de alguma suposta inutilidade do ensino formal. Antes, é o poder da curiosidade, do interesse despertado, da vontade de aprender quando algo nos toca no coração, apaixona a mente e dá ideias. Do experimentar, não ter medo de estragar, e assim aprender, evoluir e criar. Nunca cessa de me fascinar esta que é a mais elementar das competências artísticas - é, na sua essência, o acto de desenhar, aplicada ao mundo da tecnologia. Notável, o robot ZECA, pela máquina que é e pela postura de inquietude cognitiva do seu criador.



Os projectos pedagógicos presentes incluíam modding por Rui Cabral; a criatividade desenfreada do Clube de Robótica da Escola Profissional de Almada (quase com um momento whoviano com o seu orgão a laser a tocar samples passando a mão pelos sensores); o Clube de Robótica do AE de S. Gonçalo, daqui mesmo ao lado em Torres Vedras, com resultados de excelência nos festivais de robótica nacionais e internacionais; o dinâmico Robotis, clube de robótica da AE D. Dinis; a diversidade do Projecto de Arduino da AE Augusto Cabrita, e O Robot Ajuda, projecto de robótica educativa de Paulo Torcato na Escola Secundária da Portela.


Este robot futebolista de S. Gonçalo dá toda uma nova dimensão à angústia do guarda redes antes do penalty. Todos os projectos em exposição têm em comum o abordar a tecnologia através da apropriação criativa dos meios. É por isso que este primeiro ArdRobotic, mais do que um encontro sobre robótica e arduino (com 3D infiltrado) se tornou um encontro sobre tecnologia criativa.


Um aspirante a doutoramento pela Universidade de Gallifrey demonstra os princípios da aerodinâmica pré-TARDIS. Ou melhor, um momento do workshop ABC da Animação 3D. Neste, os participantes puderam ter uma iniciação rápida ao Sketchup, potente e intuitivo modelador 3D, e sofreram um percurso pelas técnicas de trabalho que utilizo para trabalhar com os alunos. No Sketchup mostrou-se a modelação simples e alguns truques mais avançados (a modelação por revolução surpreende sempre quem a está a descobrir). Para a animação 3D fez-se o percurso de criar um objecto no Doga, criar um cenário em Bryce, importar o objecto e criar a animação, sempre com referências à geometria, matemática, perspectiva, artes, trabalho interdisciplinar. Porque, como gosto sempre de assustar os alunos nas primeiras aulas, 3D é matemática. São coordenadas de pontos no espaço cartesiano. São pontos que traçam segmentos que formam superfícies e geram formas. São os pontos de vista, a perspectiva e os alçados. E o trabalho no digital vem de uma longa continuidade histórica e estética. O workshop em si permitiu afinar estratégias para os que serão dinamizados em Novembro e Dezembro no Museu das Comunicações.

Á conversa sobre 3D veio à mente a obra de Giotto. Porque me recordei das aulas de Geometria Descritiva no liceu com o velho professor Luís Gonçalves, adepto de usar um pau de vassoura e as paredes para demonstrar as projecções das retas nos quadrantes. Recordei o que ouvi, décadas atrás, sobre Giotto ter sido um dos precursores da geometrização do corpo e do espaço. Ou seja, um dos primeiros a tentar descrever o corpo humano attavés de formas geométricas, conceito radical e inovador que fazia parte da perspectiva, essa nova tecnologia transformativa que revolucionou as formas de ver e representar o mundo nos velhos tempos do renascimento, há quinhentos anos atrás. Há uma linha de continuidade entre a geometria no espaço da sistematização perspéctica e as magias virtuais do 3D, descendentes directas dos frescos de Giotto e da experiência de Brunelleschi no baptistério florentino. Foi algo que me passou pela mente durante o workshop ABC da Animação 3D, inserido num dia de partilhas de projectos e experiências.

Só posso agradecer à Anpri o convite para estar presente neste evento de partilha. Num sábado, em Setúbal, nas instalações de uma escola, mas que mesmo assim teve muitos visitantes. Pela presença, pela oportunidade de partilha. Fez sentir um pouco menos sozinho. Tenho a consciência que o 3D é zona de nicho, entre as Artes, cujos professores olham mais naturalmente para os media tradicionais, vídeo e fotografia, e a Tecnologia, cujos professores entendem numa via mais... tecnológica, falhando-me agora le mot juste. Quando um grupo de alunos visitou o espaço das TIC em 3D e depois de uma discussão sobre técnicas, programas e ideias me deu os parabéns pelo trabalho dos meus alunos, ganhei emocionalmente o dia. Porque é isso. É o trabalho dos alunos, as suas aprendizagens espelhadas nas suas criações, o cerne deste projecto.


Em exposição estava este dispositivo de resposta electrónica, talvez um avô dos clickers de resposta tão admirados pela vertente mais instrutivista da tecnologia na escola, adepta de quadros interactivos, vídeos e aplicações de aprendizagem estruturada. São úteis, e importantes para alguns aspectos do acto de aprender, mas pode e deve-se ir mais longe,

Aprende e ensinar com tecnologia, hoje, já vai muito mais longe do que o aprender processos de trabalho em aplicações específicas. É isto o que o ArdRobotic sublinha. As tecnologias não são um fim pedagógico, são um instrumento potenciador da criatividade. Os projectos partilhados mostraram o poder dessa dimensão criativa, de tinkering, making, empreendedorismo, o que lhe quiserem chamar: o ter ideias, ir aprender mais, pegar nas ferramentas e experimentar, um processo evolutivo onde cada novo passo não nos aproxima do fim mas mostra outros caminhos a desbravar. Um evento deste mostra o que já hoje se faz nas nossas escolas, apesar das dificuldades do momento.


Termino com esta imagem, que mostra o poder da vontade de aprender, da criatividade e do conhecimento tecnológico aplicado. Agradeço ao Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro a abertura e apoio neste projeto das TIC em 3D, e à Anpri pela presença num evento que espero que se repita e ganhe maior dimensão. A organização está de parabéns por ter proporcionado este momento de partilha que pôs em contacto criadores e professores que apostam na criatividade tecnológica para potenciar os seus alunos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sistema Solar Virtual


Arrumar a casa antes da pausa estival. Faltava encerrar este projecto de criação de mundo virtual temático com uma turma de 5.º ano. Ficou pronto a tempo dos orgulhosos alunos o mostrarem aos seus pais no dia das matrículas, mas ainda faltava alojá-lo no Babel X3D.


O balanço que retiro deste trabalho é o que talvez seja o mais importante. O sorriso dos alunos que participaram. O orgulho daqueles encarregues das criações mais complexas ao ver o resultado do seu trabalho. Ver, mexer e interagira virtualmente. Os gritos quase histéricos de uma das alunas, responsável por elementos complexos, ao visualizar o mundo em diferentes modos de apresentação, a repetir isto é matemática! isto é geometria!


E também foi um bocadinho de ciências, um bocadinho de educação visual, um bocadinho de tic, um bocadinho de pesquisa, um bocadinho de criatividade. Um bocadinho de Sketchup, um bocadinho de Doga, um bocadinho de Bryce, um bocadinho de Vivaty Studio, um bocadinho de Word e Powerpoint, um bocadinho de Gimp. Peças que se encaixam como legos, tendo o VRML como agente aglomerador.


O mundo virtual pode ser visitado aqui: Sistema Solar 5.º A. Requer o BS Contact para ser visualizado.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Projecto Final Multimédia - 7.º C (VRML)



Para terminar os trabalhos desta turma, dois projectos de mundos virtuais em VRML. A imagem é estática e não consegue mostrar a animação dos veículos.



Apesar da aparência simples, estes trabalhos são dos que mais esforços requerem por obrigar à utilização de diferentes programas para criar os modelos necessários aos projectos.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Projectos Finais de TIC - 7.º E (VRML)


Uma corrida de carros...


Uma afirmação de individualidade...


Uma experiência de espaços...


Uma pista, sem carros...


E  um cruzamento complicado. Pequenos mundos virtuais criados em VRML a partir da montagem de diferentes elementos criados nas diversas aplicações abordadas neste sétimo ano.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Módulo/Padrão, ou a simplicidade do complexo.


Olha... é a minha estação espacial! E as janelas também fui eu que fiz, disse numa voz espantada e olhar encantado a aluna que esteve encarregue de modelar os elementos exteriores da estação quando arranquei a primeira versão do sistema solar virtual. As alunas que criaram a imagem de fundo também estavam estupefactas. Não tinham acreditado quando na semana anterior lhes tinha dito que ia fazer magia e transformar a imagem criadas por elas numa esfera. A técnica é antiga, chama-se skybox e baseia-se em renderizar imagens de acordo com as projecções interiores de um cubo.


Este projecto está a chegar ao fim e agora resta o trabalho de aglomerar o que foi criado pelos alunos num mundo virtual coerente. Não é tão complicado quanto parece. O problema foi decomposto em segmentos e cada um teve a seu cargo criar um dos elementos do trabalho - planetas, naves espaciais, cenário, elementos decorativos e informações.


Agora resta montar. Comecei pela estação espacial, criada pela Clara e pela Carolina, duas alunas que se distinguiram pela capacidade de modelar em 3D no Sketchup. Novamente, a lógica de trabalho é a de decompor a forma global nas suas partes constituintes e trabalhar os elementos nucleares. Traduzindo: se prestarem atenção a estação é descrita por algumas formas simples - cilindros, cones truncados, paralelepípedos e esferas transformadas em cúpulas. Basta trabalhar com cuidado um dos elementos e depois utilizar uma aproximação modular. Com os elementos certos e operações de duplicação/referência podemos criar intricadas estruturas complexas com muito pouco trabalho de modelação. Ou, mudando das TIC para as matemáticas, pavimentando. Ou, mudando para as artes visuais, utilizar o princípio elementar de repetição do módulo-padrão.

Escrevi duplicação/referência porque são duas técnicas diferentes. A primeira duplica a mesh, com aumento do tamanho final do ficheiro, a segunda é mais elegante e muito utilizada no trabalho em VRML. Gera uma referência que indica que na coordenada definida é renderizado um objecto igual ao escolhido. Permite tornar mais complexo o modelo sem gerar meshes adicionais.


Os módulos do exterior foram modelados pela Clara, os do interior pela Carolina, que se concentrou muito a recriar elementos de um painel de controlo mas não conseguiu dominar a tempo a técnica de modelação por revolução no Sketchup para criar objectos mais ogivados. Ah, então é assim que o follow me funciona, disse quando percebeu como utilizar um círculo e uma linha de contorno para gerar uma forma por revolução.


O que falta fazer? Os planetas estão texturizados e animados na rotação. É preciso inseri-los e animar a translação à volta do sol. Depois, pegar nos Bilhetes de Identidade dos planetas e transformar em imagem para aplicar como textura nos ecrãs dos computadores modelados por dois alunos que nos vão dar informações sobre o sistema solar. Aqui talvez opte por gifs animados, para diminuir o número de objectos. Espalhar uns asteróides, mas ainda vou perguntar aos alunos se querem que andem em rotas de colisão planetária. E deixar a reprodução do Sputnik criada por outro aluno. Acho que ainda haverá um vai-vem espacial, mas será a última coisa a colocar no mundo virtual.

(Se calhar já estava na hora de trocar a expressão "bilhete de identidade" por cartão do cidadão... mas não soa ao mesmo.) (Este stor é mesmo g33k. Com tanta coisa por onde começar pega logo pela estação espacial. Nunca mais aprende. Nem aprenderá.)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Planetary




Hoje foi dia de planetas. Ou antes, dia de criar planetas em 3D com animação em VRML. Primeiro tivemos que discutir que forma têm os planetas. Parece óbvio, mas disso depende o passo seguinte, perceber porque é que há imagens adequadas para aplicar como textura e outras não. Se um planeta pode ser representado como uma esfera, o seu mapa de texturas tem de ser capaz de se embrulhar à volta da esfera. Depois, há que animar os planetas. Fazê-los a mexer. Para já a translação não é necessária, até porque temos que pensar como é que se faz a rotação. Se temos um sistema de coordenadas com dois eixos horizontais, x e z, e um vertical, y, qual é o eixo em que o planeta tem de rodar? Isso mesmo, nesse. E os alunos também disseram que é o Y. Deu que pensar, mas percebeu-se. Depois há que aplicar um animation wizard do Vivaty que facilita a animação dos objectos. Basta definir os segundos que dura, se se repete em loop, se arranca sozinha. E depois dizer se se quer que o objecto rode, ande ou mude de tamanho nos eixos cartesianos. Grava-se, exporta-se para VRML, e voilá: os alunos encantam-se com os seus planetas que rodam sobre si próprios.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aos copos


Hoje foi dia de... copos. Ao longo deste projecto os alunos envolvidos já experimentaram utilizar diversas aplicações de modelação 3D, mas está a chegar a hora de assentar as ideias e avançar para a fase final do projecto. Isso implica começar a conhecer a aplicação de modelação e integração em que os vários elementos serão montados num ambiente virtual coerente.


O Vivaty Studio não é uma aplicação simpática para quem está habituado aos interfaces do Bryce, Sketchup e Doga, mas interessa-nos pelo leque de coisas que possibilita. Para começar, demonstramos como criar planetas a partir de primitivos, texturas e animação. Mesmo depois de tantas experiências que estes alunos já tiveram ainda se surpreenderam quando viram o modelo final a fazer rotações automáticas em VRML/X3D.


Mas ver é uma coisa, fazer outra. O foco destas actividades está sempre no estimular os alunos a experimentar e fazer, por muito que o programa pareça intimidar. Introduzir esta aplicação de nível profissional com alunos da idade dos participantes neste projecto requer algum cuidado, por isso... fizemos copos. Ou antes, depois de perceberem um pouquinho do potencial do programa foram desafiados a criar objectos modelados por revolução em torno de um eixo. Nada mau para crianças de quinto ano. Na próxima sessão serão desafiados a criar planetas realistas que rodem sobre si próprios. Não é difícil, basta ter texturas apropriadas.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

TIC AEVP 1.º Semestre - Projecto Final Multimédia.


Deixo aqui as ligações para os diferentes trabalhos criados como projecto final pelos alunos do primeiro semestre do ano lectivo de 2013/2014. A diversidade de trabalhos é grande e os alunos destacaram-se pelo empenho e esforço colocado nos seus projectos.

7.º B:
Projectos em 3D; Animações em 3D; Mundos virtuais em 3D.

7.º D
Projectos em Sketchup; Mundo virtual tridimensional colectivo.

8.º A
Mundo Virtual em 3d; Projectos em Minecraft; Programas em Scratch; Projectos em 3D; Vídeo (motion design).

8.º B
Projectos Scratch; Sketchup e 3D; Edição de Vídeo.

Os recursos 3D e multimédia podem ser visualizados directamente no browser (vídeo via YouTube, Scratch através do MIT e 3D no Sketchfab). Os mundos virtuais são visualizados apenas com o Internet Explore (qualquer versão) e o plugin para VRML/X3D BS Contact.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

TIC 7.º D - Projectos Finais (Mundo Virtual)


Fantasmas que assombram estas paisagens virtuais?




Temos... habitantes, pirâmides, ruínas, parques de campismo e muita arquitectura à deriva no espaço. Este mundo virtual reúne os trabalhos em Sketchup, Doga, Bryce, Minecraft e Avatar Studio criados individualmente ou em grupo pelos alunos do 7.º D. Para visitar acedam à AbNet/Babel X3D com o Internet Explorer e BS Contact para visualizar VRML: megaWorld7D.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

TIC 8.º A - Projectos Finais (Mundo Virtual)


A entrar na reta final de publicação dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos neste semestre de Tecnologias de Informação e Comunicação. Termino esta turma com um pequeno mundo virtual, criado por um aluno. Para o fazer teve de conjugar edifícios criados em Sketchup, veículos em Doga, modelos humanos no Avatar Studio e um céu no Bryce.

(Ufa. Acho que não me esqueci de nenhum programa.)


Trabalhou imenso, com particular cuidado no trabalho de modelação arquitectónica. A igreja está um mimo, cheia de detalhes a pedir ainda mais pormenores. Podem visualizar este modelo na nossa página do Sketchab. Do meu ponto de vista é um trabalho fantástico, desenvolvido com enorme esforço e empenho que ultrapassou as horas de aula por um prometedor e talentoso aluno de catorze anos.

Ele, tal como outros alunos, costuma vir visitar-me nos intervalos à sala que alberga a infraestrutura de servidores que acabei por eleger como gabinete de trabalho. Tenho a porta sempre aberta quando por lá estou e já perdi a conta às vezes que expliquei, pacientemente, para que serve cada um dos equipamentos que atravanca a sala. Até dos projectores de slide esquecidos na prateleira mais próxima do tecto.

Hoje confessou-me que do que tinha gostado mais em TIC era construir aqueles mundos. E ainda bem, disse-lhe. Daí não vem mal ao mundo. Enquanto uns gostam de modelação arquitectónica ou criar ambientes em 3D outros preferem a linguagem do vídeo ou a programação. É uma manifestação da diversidade do espírito humano e, modéstia à parte, o reconhecimento desta diversidade é um dos princípios da abordagem que faço ao currículo.

Não, não me esqueci. Claro que deixar a hiperligação para o mundo virtual. Caveat lector: para visualizar e interagir em 3D só funciona com o Internet Explorer e requer a instalação do plugin BS Contact. Eu sei, que trabalheira, mas a tecnologia de base destes mundos virtuais partilhados já é antiga, baseada em VRML/X3D a correr em servidores de chat 3D multi-utilizador Blaxxun/AbNet. Um dia, talvez mais cedo do que espero, poderemos mostrar estes trabalhos em WebGL nativo no browser mantendo a interactividade. Se se atreverem, visitem o mundo tf8AJEstudante. Só pela igreja vale a pena a visita.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

TIC 7.º B - Projectos Finais: Mundos Virtuais


Alguns grupos escolheram criar pequenos mundos virtuais, um trabalho complexo que obriga a misturar diversos programas num fluxo de trabalho com um objectivo definido. Nesta turma um grupo de alunas dividiu entre si as tarefas de modelar edifícios, criar avatares e gerar o cenário de skybox para conseguir este resultado simples mas simpático. Podem visitar o mundo virtual neste endereço: TF8BDMA. Requer um plugin para visualização VRML e o browser internet explorer. Deste trabalho vou recordar o olhar surpreendido da aluna que criou o cenário quando lhe mostrei como renderizar em perspectivas cúbicas e viu o resultado assemblado em VRML.


Já mostrei aqui este trabalho em Minecraft mas queria transformá-lo em mundo virtual, para que se possa visitar os interiores. O Mineways converte, e o modelo pode ser visitado em TF8BJG.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Projectos Finais - 7.º D (3D)


O 7.º B foi uma turma pequenina mas eclética, com alunos muito promissores e empenhados na manipulação. Inevitavelmente um aluno escolheu desenvolver o seu projecto final criando um modelo em Minecraft. A exportação pelo mineways não lhe faz justiça, uma vez que o mais interessante do seu projecto está na manipulação dos elementos dinâmicos do jogo.


Outros escolheram combinar aplicações para criar imagens e animações em Bryce. É o caso deste trabalho, um dragão criado em Doga L3 e texturizado em Bryce por um aluno dedicado.


Aqui fica um render do trabalho de Minecraft para aqueles que não conseguem visualizar em 3D no Sketchfab.


Para terminar, um aparentemente simples trabalho de um grupo de três alunas: um espaço virtual em 3D. Parece simples, mas requer um processo de trabalho dividido entre diferentes aplicações. Trabalharam na casa e nos espaços circundantes, recriaram avatares para povoar o espaço e criaram e renderizaram as imagens que geram a skybox ambiental. Esta técnica requer algumas distorções de ponto de vista e as alunas não estavam a acreditar que seis imagens quadradas gerassem uma ilusão de esfericidade. Tão cedo não vou esquecer o sorriso da aluna que trabalho no cenário quando viu que o que eram imagens se tinha metamorfoseado num ambiente esférico. Magia? Não, tecnologia e engenho.