sexta-feira, 23 de maio de 2014

Sneak Preview


O objectivo era participar na semana Sete Dias com os Media com um conjunto de vídeos curtos sobre segurança digital. Mas uma combinação danosa de feriados e provas impediu-nos de acabar o trabalho a tempo e horas. Diga-se que neste segundo semestre os alunos de oitavo não têm tido muita sorte com o tempo. Este vídeo é uma antevisão dos trabalhos, ainda a ser finalizados com muita criatividade pelos alunos. Nem todos estão aqui, mas já dá para uma pequena amostra da diversidade e do esforço.

Cada vídeo terá no máximo um minuto e meio, limitação de tempo que a princípio acharam ser demasiado curta mas que acabou por se revelar... longa. Quem é que tem paciência para estar cinco minutos a ver um vídeo monótono, perguntei-lhes. Ser curto, incisivo e apostar nos efeitos visuais é o princípio elementar deste trabalho. Como é natural, os resultados variam, entre os muito interessantes e aqueles que estão mais parecidos com uma tradicional apresentação, mas ainda estamos a tempo de corrigir erros e melhorar o que está feito.

Este trabalho tem como bónus o permitir aos alunos pesquisar e reflectir sobre temas contemplados nas metas curriculares de TIC, algo mais difícil de fazer nos projectos de trabalho em 3D. Mas para mim o mais interessante destes projectos são os processos de trabalho adoptados pelos alunos. Se é bom ter resultados esteticamente interessantes, valorizo mais o seu entusiasmo e concentração no processo de criação. Quem entrar na sala de aula nestes momentos surpreende-se com o aparente caos, com grupos ruidosos de alunos a gesticular junto ao computador. Mas se olhar com mais atenção vê o ecrã aberto no Vegas, as diferentes pistas audio e vídeo, que nalguns casos são de assinalável complexidade, os alunos a discutir que clip inserir, que pista de voz, que efeito, como montar, o que fica melhor. Não se dá pela passagem dos noventa minutos da aula.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Percepção visuo-espacial




Estes trabalhos andavam esquecidos nas pastas dos alunos, não por distracção minha mas por peculiaridades do Doga L3. Não, os alunos não são assim tão bons modeladores 3D que em poucas aulas tenham aprendido a criar de raiz modelos desta perfeição. Nem eu sou assim tão bom professor. Como já aqui referi muitas vezes, o Doga simplifica o processo de criação com peças pré-feitas. O desafio está na criatividade de assemblagem de modelos e no perceber que no espaço tridimensional as relações entre formas são mais complexas do que no bidimensional. Este ser capaz de pensar em 3D, aquilo a que se chama percepção visuo-espacial, é o elemento mais difícil de estimular neste género de trabalhos. Recordem-se que o estímulo ao 2D pelo desenho e outras expressões é massivo no sistema de ensino. 3D, quer digital quer físico, não é muito estimulado. É por isso que dou valor a estes veículos. Os alunos que os criaram apenas tiveram que escolher peças de um longo menu. O verdadeiro desafio foi visualizá-los mentalmente e perceber como posicionar os elementos para criar um objecto coerente. Ou pondo as coisas de outra forma: a perspectiva é traiçoeira. O que num ponto de vista parece perfeito pode estar desconjuntado mal se rode um bocadinho. Perceber isso, e perceber como resolver estes problemas, é o primeiro desafio de criar em 3D.

Posso fazer...?


Um pouco mais de Egipto, ou começar o dia a ajuda a analisar hieróglifos para esculpir no barro digital do Sketchup. As alunas que se atiraram a este projecto estão entusiasmadas. Uma delas, tendo já pronta a sua contribuição, começou a pesquisar outros elementos arquitectónicos egípcios. Queria fazer um arco do triunfo, disse-me, mas isso é romano. Posso fazer uma casa egípcia? Mas claro! (Esperemos é que as poucas aulas que restam cheguem para isso.)


Outro grupo começa a preocupar-se com o tempo. O nível de detalhes do seu trabalho é muito elevado e sentem que poderão não ter tempo para texturizar como querem. Vamos a isso, então. Cá por mim estou mesmo muito curioso sobre como esta casa irá ficar.


Entretanto vão-se afinando outros projectos, mais simples, mas não por isso menos importantes. Se é bom ver resultados visualmente ricos, como professor o que mais interessa é o processo de criação, onde as crianças exploram, testam ideias, aprofundam o domínio das ferramentas, se tornam mais exímias no uso do computador e vão adensando o nível de complexidade das suas criações. Porque esta capacidade de aprender a aprender, a não temer limites conceptuais e ser experimentalista é talvez a lição mais importante que lhes posso transmitir. Algo que não se faz com apresentações ou preleções.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Surpresas


É simpático começar o dia com trabalhos que se aproximam da recta final. Neste caso de sétimo ano, numa turma dividida entre a modelação e a animação. Começa-se por desafiar um dos grupos de trabalho. Afinal, os egípcios construíam mais do que pirâmides. Porque não mastabas ou obeliscos? Boa desculpa para pesquisar e descobrir, e boa desculpa para aprender mais alguns truques de modelação. Afinal, recriar os hieróglifos nas faces do obelisco não é assim tão difícil, e um telemóvel ligado à internet pode ser uma belíssima ajuda como segundo ecrã de pesquisa de imagens.


Depois há os grupos que não precisam de ideias, por fervilharem de criatividade. Não resisto a partilhar aqui uma antevisão em 3D de um desses trabalhos. Notem o elevado nível de pormenores que as alunas responsáveis por esta casa estão a modelar.


Todos os professores já passaram por isto: aquele aluno discreto, que mal se dá por ele, que nos surpreende com algo de fantástico. É o caso deste estádio, criado por um aluno que tem passado debaixo do radar por entre a variedade de projectos dos grupos e necessidade de apoio. Quando reparei no projecto fiquei maravilhado. Não é perfeito, mas está a ser desenvolvido de forma autónoma, com muita procura de soluções inventivas para os problemas de recriar uma visão pessoal em 3D. E foi inesperado. Uma bela surpresa para iniciar mais um dia.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sketching




A turma 7.º E é a que neste momento se encontra mais avançada nos projectos finais. Os alunos que escolheram Sketchup como ferramenta de trabalho estão a aprimorar projectos de assinalável complexidade. Vão de espaços que se vão expandindo de edifício em edifício ao puzzle mental de recriar em 3D monumentos conhecidos. É por isso que este post se inicia com uma coluna. Na versão anterior do projecto, a aluna responsável pensou em recriar um templo grego utilizando cilindros simples. Pesquisámos melhor e percebeu que as colunas de um templo eram formas mais complexas do que um cilindro. E como as recriar? Que tal uma roda de oleiro, disse-lhe. Roda de oleiro? Pois. É uma forma de perceber o conceito de modelação por revolução. Depois de aprender como criar superfícies por revolução no Sketchup, depressa começou a modelar uma coluna mais realista. Só falta criar o capitel.

sábado, 10 de maio de 2014

Incipiente


E que tal uma paisagem espacial?


Desta vez cabe o espaço aos alunos do 7.º A. Por questões de calendário só iniciaram esta semana os seus projectos finais, o que quer dizer que o que estou a mostrar aqui são versões muito incipientes do que vierá a ser criado. Note-se que não é só de animação o que vai sair desta turma. Estão previstos uns projectos ambiciosos de jogo em 3D, para além dos clássicos Minecraft e Sketchup.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

3D Scan


Alguns trabalhos estão a ser vítimas da sobrecarga de provas/exames e feriados neste arranque de terceiro período. Este é um deles. Foi criado para o concurso de metrologia a partir de digitalização 3D D3Mobile. Infelizmente não foi terminado a tempo para envio, mas fica aqui o registo do trabalho de duas alunas muito interessadas de 8.º Ano que realizaram uma belíssima captura 3D de um objecto decorativo.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Puxar pela cabeça


Terceira semana do terceiro período e ainda nada se parece passar por aqui? Bem pelo contrário. Nestes dias as turmas do segundo semestre estão a atarefar-se com os seus projectos finais. Mas este período é estranho, demasiado comprimido no tempo e cheio de interrupções entre feriados, provas de escola e provas finais e exames nacionais. O tempo é um bem raro nestes dias.


Vai-se trabalhando, furando entre as exigências formalistas com o aproveitar do tempo de forma criativa. Não se pode ir tão longe neste segundo semestre como no primeiro, para poder dar tempo aos alunos de criarem os seus trabalhos individuais. E estes vão de vento em poupa. Nesta amostra, de uma turma de sétimo ano, os alunos estão intrigados com a modelação em 3D arquitectónica. Uns espraiam-se no que começa por ser pequenas casas mas depressa se expande para verdadeiros bairros cheios de detalhes, outros puxam pela cabeça a dominar as ferramentas digitais para recriar monumentos.




São desafios, e esperemos que haja tempo para serem levados até ao fim.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Reiniciar


A 23 de Abril parámos para ler. Foi a actividade Aperitivo de Leitura, dinamizada pelo Centro de Recursos para comemorar o dia mundial do livro. Desligámos dos computadores e abrimos livros para ler durante a aula. Pronto, no meu caso liguei o tablet e dediquei-me às aventuras do meu querido Dylan Dog.


Terminada a actividade, que sabe sempre a pouco, discutimos os próximos passos do projecto de criação de um sistema solar. Definiram-se os grupos de trabalho para modelar os diferentes objectos necessários ao mundo virtual e planeou-se o caminho a seguir. A falar, porque se o computador é uma belíssima ferramenta de pouco nos serve se não reflectirmos sobre o que dela queremos.

Foi uma belíssima maneira de arrancar o terceiro período.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Toca a mexer


O desafio hoje para os alunos de 8.º ano foi criar vídeos... estando proibidos de utilizar imagens ou clips de vídeo. Como fazer? Utilizando apenas recursos do Vegas como generated media e efeitos especiais. Utilziar e manipular, alterando as variáveis e parâmetros ao longo das linhas de tempo de cada recurso ou experimentando com o pan & crop de cada elemento. Foi uma pequena introdução ao motion graphics com uma ferramenta algo rudimentar para o género, mas a criatividade dos alunos surpreende. Tiveram uma introdução à forma como os elementos gráficos animados são feitos e puderam meter a mão e experimentar criar os seus. Nada mau para primeira experiência, digo eu, com a falta de isenção de professor babado com alunos de turmas tidas como difíceis que durante a aula se concentram intensamente para aprender a criar.

3D Alpha @ Blender PT



Uma das mais interessantes experiências de partilha que tive foi na Conferência Blender PT, onde um público veterano do 3D avançado teve a oportunidade de ver trabalhos desenvolvidos com alunos de uma faixa etária muito diferente da habitual. Também aprendi imenso nessa conferência sobre os recursos avançados do Blender e as possibilidades de trabalho que desperta. Houve registos videográficos das conferências e descobri, muito por acaso, há pouco tempo que a minha também estava online. É recompensador poder mostrar o que os alunos fazem e falar um pouco sobre educação e tecnologia.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Planetary




Hoje foi dia de planetas. Ou antes, dia de criar planetas em 3D com animação em VRML. Primeiro tivemos que discutir que forma têm os planetas. Parece óbvio, mas disso depende o passo seguinte, perceber porque é que há imagens adequadas para aplicar como textura e outras não. Se um planeta pode ser representado como uma esfera, o seu mapa de texturas tem de ser capaz de se embrulhar à volta da esfera. Depois, há que animar os planetas. Fazê-los a mexer. Para já a translação não é necessária, até porque temos que pensar como é que se faz a rotação. Se temos um sistema de coordenadas com dois eixos horizontais, x e z, e um vertical, y, qual é o eixo em que o planeta tem de rodar? Isso mesmo, nesse. E os alunos também disseram que é o Y. Deu que pensar, mas percebeu-se. Depois há que aplicar um animation wizard do Vivaty que facilita a animação dos objectos. Basta definir os segundos que dura, se se repete em loop, se arranca sozinha. E depois dizer se se quer que o objecto rode, ande ou mude de tamanho nos eixos cartesianos. Grava-se, exporta-se para VRML, e voilá: os alunos encantam-se com os seus planetas que rodam sobre si próprios.

terça-feira, 25 de março de 2014

Pôr a mexer




Já começo a perceber que turma desafiar para criar animações 3D. Neste 7.º C a curiosidade sobre como se criam animações está a surgir naturalmente. Os alunos que estão a investir mais no Bryce vão me pedindo que lhes explique como usar o programa para criar filmes. Quando querem algo mais complexo é preciso entrar em processos de trabalho avançados, que quando são abordados por necessidade são de mais fácil compreensão. É interessante notar esta necessidade de aumentar o nível de interacção com os objectos digitais.


Mas não só de animação vivem as aprendizagens dos alunos. O interesse pelo trabalho em Sketchup é sempre elevado, pela facilidade com que lhes permite criar com elevados níveis de detalhe. E nesta turma ainda temos um grupo que é fã ferrenho da construção de veículos que já se começa a aperceber que os pode pôr a mexer. Vamos ver no que isto dá. Mas nota-se que a vontade é a de, como reza um clássico do blues, you gotta move.

Passos inseguros



Depois de aprender tem de haver momentos para explorar e digerir a informação. Esta semana está a ser dedicada a isso. Não há um objectivo definido à partida, excepto o de cada aluno escolher a aplicação em que mais gosta de trabalhar e aprofundar livremente as suas aprendizagens. Há um pouco de tudo, passos ainda inseguros mas decididos na criação em 3D. A grande preferência vai para o Sketchup, mas neste semestre noto que tenho muitos alunos interessados em animação 3D. Isso dá ideias para projectos finais...


sexta-feira, 21 de março de 2014

Shake that cosmic thing




São oito e meia da manhã, a melhor hora para entrar em modo cósmico e aprender a criar efeitos visuais transcendentais em 3D. Na verdade já estou farto de demonstrar como é que se criam paisagens no Bryce, apesar dos alunos ficarem transfixados com as ferramentas que possibilitam a criação personalizada de terrenos e árvores. Ando a apostar em spacescapes, e é interessante ver a curiosidade desperta nos alunos que me perguntam onde é que se podem ir buscar mapas de texturas em alta resolução que se embrulhem à volta de esferas. As sementes vão-se plantando, e agora vamos ver para que lado crescem. Será que nesta turma consigo desafiar os alunos a fazer um filme em 3D?

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aos copos


Hoje foi dia de... copos. Ao longo deste projecto os alunos envolvidos já experimentaram utilizar diversas aplicações de modelação 3D, mas está a chegar a hora de assentar as ideias e avançar para a fase final do projecto. Isso implica começar a conhecer a aplicação de modelação e integração em que os vários elementos serão montados num ambiente virtual coerente.


O Vivaty Studio não é uma aplicação simpática para quem está habituado aos interfaces do Bryce, Sketchup e Doga, mas interessa-nos pelo leque de coisas que possibilita. Para começar, demonstramos como criar planetas a partir de primitivos, texturas e animação. Mesmo depois de tantas experiências que estes alunos já tiveram ainda se surpreenderam quando viram o modelo final a fazer rotações automáticas em VRML/X3D.


Mas ver é uma coisa, fazer outra. O foco destas actividades está sempre no estimular os alunos a experimentar e fazer, por muito que o programa pareça intimidar. Introduzir esta aplicação de nível profissional com alunos da idade dos participantes neste projecto requer algum cuidado, por isso... fizemos copos. Ou antes, depois de perceberem um pouquinho do potencial do programa foram desafiados a criar objectos modelados por revolução em torno de um eixo. Nada mau para crianças de quinto ano. Na próxima sessão serão desafiados a criar planetas realistas que rodem sobre si próprios. Não é difícil, basta ter texturas apropriadas.

terça-feira, 18 de março de 2014

Ciclos





Novo semestre, novos desafios. Um novo grupo de alunos iniciou as aprendizagens pelo 3D e multimédia neste segundo semestre de TIC no Agrupamento. Como sempre o ritmo de introdução é muito rápido, para que se possa dar espaço aos projectos finais, mas mesmo assim os alunos vão surpreendendo com trabalhos muito interessantes e que têm o mérito de serem criados, em muitos casos, como primeiras experiências de trabalho nestas tecnologias. Os ciclos renovam as ideias.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Posso fazer umas experiências?


Professor, posso fazer umas experiências? Queria ver se conseguia fazer como naquelas que o professor fez, em que se vê a sala em 3D assim toda aos bocados... Foi o pedido de uma das alunas de 8.º ano que desafiei para experimentar a captura do real aliada à metrologia do concurso D3Mobile. Após três iterações da captura necessária para o segundo desafio, o grupo dedicou-se às experiências e saíram resultados curiosos. O algoritmo do 123DCatch procura padrões de semelhança em sequências de imagem, o que o torna incapaz de extrapolar informação 3D de espaços côncavos, e gera estes fiapos de realidade que se dobram e mesclam pontos de vista como os cubistas sonharam e ensaiaram no plano pictórico há cem anos atrás. Nestas coisas diria que a percepção mediada pela tecnologia está hoje a alcançar as novas formas de ver intuídas pelo cubismo, futurismo e dadaísmo nas primeiras décadas do século XX. Ao rodar o modelo nos eixos cartesianos, percepcionado o seu volume em contraste com os fiapos de realidade mesclados numa malha poligonal criada a partir da colisão de múltiplos pontos de vista, é impossível não pensar que esta é a visão com que Duchamp, Braque ou Gris tentaram fixar na tela estática em fluídas tintas de óleo no dealbar do século XX.

As alunas experimentaram, afinaram as técnicas de captura 3D, e perceberam a vertente mais simples de utilizar o 123D Catch. Ah, afinal é só importar as fotos e ele faz o resto? Pois. Mas a seguir vem um trabalho de limpeza da mesh que requer alguma sabedoria. Tenho que as introduzir ao Meshlab, está visto. Já eu fiquei com o impulso estranho de limpar a mesh e pegar na criatura para lhe fazer coisas simpáticas. Como aprender a fazer rigging e criar uma animação com a criatura em movimento.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Por aqui...


Por aqui anima-se em 3D.


Por aqui afinam-se técnicas de trabalho.


E por aqui vai-se expandindo um primeiro projecto.

Pelos outros computadores foi mais ou menos o mesmo. Hoje a sessão foi não-estruturada, podendo cada aluno brincar com a aplicação 3D que mais gosta. Note-se que quando escrevo "brincar", faço-o muito a sério. É importante ter momentos de exploração livre, pouco estruturados, neste género de projectos. Funcionam como pausas dos momentos de aprendizagem, ajudam os alunos a perceber e investir no que mais gostam, e estimulam a autonomia de trabalho. Faço questão de nestes momentos ignorar os pedidos de ajuda dos alunos, para os obrigar a encontrar as soluções para os problemas que encontram. É o necessário toque de desenrascanço no uso das tecnologias, ou se quiserem a coisa de forma mais elegante, de se desembaraçar por si. Ou, de forma mais técnica, hacking. Claro que se estiverem mesmo num beco sem saída intervenho. Mas é habitual que eles se safem muito bem por si.

Hoje o dia serviu para consolidar, experimentar e mostrar algumas coisas novas. Os alunos saíram avisados da sessão que para a próxima será bem mais difícil. Vão aprender a utilizar uma ferramenta mais complexa e experimentar a geração de superfícies por revolução em torno de um eixo. Se bem que os que já viram como se faz perceberam que afinal não é tão complicado como soa. É a magia do 3D.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Chroma



Nem só de 3D vive o 3DAlpha. Hoje com os alunos de oitavo ano foi dia de aprender algumas técnicas de edição de vídeo multipistas, com animação de pistas, manipulação de foco e tamanho, e experiências com transparências chroma. São trabalhos incipientes, mas auguram-se coisas giras muito em breve. A criatividade ficou desperta...