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sábado, 12 de fevereiro de 2022

Semanas da Internet Segura

 


Dia 7 de fevereiro comemorou-se o Dia da Internet Segura, e não quisemos deixar de assinalar esta data. Criámos uma sequência de atividades para os nossos alunos, que não termina no final da semana de 7 de fevereiro - a partir das dicas, discussões, recursos e aprendizagens, os alunos terão de criar um pequeno trabalho de pesquisa, editado em aplicações colaborativas.


Iniciámos com a exploração da app Pisca Mega Quizz, que permitiu aos alunos testar os seus conhecimentos sobre comportamentos seguros online, bem como aprender com as respostas incorretas. Também explorámos dicas sobre comportamentos seguros online e com dispositivos. Atividade desenvolvida na semana anterior à do dia da Internet Segura, registada na Seguranet como Pisca Mega Quizz.



Na semana da Internet Segura, os desafios foram múltiplos: aprender a fazer deepfakes, jogar com colegas de outros países, definir regras de segurança e jogar jogos educativos. 
@archizer0 Experiências em sala de aula. Perceber o que é possível, para despertar o sentido crítico. #saferinternetday2022 ♬ Kawaii - Yusei

Os alunos conhecem apps que permitem criar imagens de paisagens não existentes (AI Sketch), e com isso já perceberam que é hoje muito fácil criar imagens falsas utilizando Inteligência Artificial. Ou seja, sabem que não podem confiar em tudo o que veem na internet. Nesta atividade, foi dado um passo mais à frente: mostrar o que são vídeos deepfake. Para isso, usámos a app Fakerface para criar na aula um vídeo falso, a partir da foto de uma personalidade famosa escolhida pelos alunos e um vídeo criado por nós (por questões de privacidade e respeito pelos alunos, optámos por não usar imagens deles). Usando uma implementação de tecnologia deepfake, a app aprende as características do vídeo e gera um novo vídeo a partir da imagem dada. Com isso, gera uma ilusão convincente, os olhos dos alunos brilham de surpresa quando o processamento termina e surge um vídeo com a imagem da personalidade que escolheram a falar. Parte-se daí para o vídeo online, especialmente no TikTok, e para a dificuldade de identificar este tipo de conteúdos, se criados com algoritmos avançados. A demonstração de deepfakes foi feita para que os alunos percebam como estes vídeos são criados, mas de forma ética - a app utilizada gera resultados realistas, mas sendo visível a falsidade do vídeo (baixa resolução, artefactos gráficos, desacertos) e incluindo marcas de água. Não é uma aplicação avançada de criação de vídeos falsos.  Esta app permite gerar fake videos a partir de fotos e vídeos criados por nós, o que desperta o seu interesse. Esta atividade foi registada na Seguranet, Como Criar Deepfakes: Podemos Confiar nas Imagens e Vídeos?


Para terminar a aula, porque não jogar? O jogo Interland é divertido e incentiva a refletir sobre as problemáticas de ética e segurança na Internet. Suspeitamos que toda a aula poderia ser passada neste registo...



Mas nem só de Deepfakes e jogos foram estas atividades. Somos participantes no projeto Erasmus A Future for All, e os nossos parceiros gregos criaram duas atividades, desafiando os restantes a participar: um Answergarden sobre regras de segurança online, e um quizz sobre segurança online.


Para o Answergarden, cada aluno contribuiu com a sua frase ou regra de segurança. 


Já o quizz, por estar em inglês, foi feito em grupo (embora alguns alunos tivessem entrado no link e participado individualmente). Com entusiasmo e discussão, as nossas turmas chegaram ao pódio.

A partir daqui, o desafio é mais formal - pegar no que se aprendeu e desenvolver um pequeno texto, usando as ferramentas colaborativas de edição.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Piscas 3D


As TIC em 3D/AE Venda do Pinheiro, vão estar no espaço da Direcção Geral da Educação na Futurália e no Qualifica, a demonstrar as valências da impressão 3D. Deram-nos como desafio imprimir em 3D o Piscas, mascote da Seguranet. É um desafio mais difícil do que parece.

Para impressão 3D, porque sei que o resultado final não erros de mesh nem vai gerar problemas de impressão, tenho privilegiado o uso do Tinkercad. O problema é que a modelação por primitivos não se ajusta bem ao tipo de formas mais orgânicas desta mascote. Parte das formas do Piscas são possíveis de modelar com combinações booleanas de sólidos, outras, nem por isso (ou talvez o sejam, em processos mais complexos e demorados).


 Como resolver? O Sketchup Make dá uma ajuda. Utilizando perfis e revoluções com a ferramenta follow me, modelei os elementos mais complicados de criar no Tinkercad, e alguns dos fáceis, só porque era rápido e estava com a mão na massa. Então, porque não usar o Sketchup para modelar todo o Piscas? Sei, de acordo com a minha experiência quer pessoal quer nas aulas de TIC, que se o Sketchup é fácil e poderoso tem alguns inconvenientes no que toca à impressão 3D. Tem que se fazer uma modelação cuidada, mantendo os grupos sólidos (ou seja, como malhas poligonais estanques). Basta uma aresta mais rebelde, ou uma superfície que se intersecta de maneiras inesperadas, para complicar o processo. Aliás, parte das peças que compõem o Piscas não são sólidas.

O truque final está no Tinkercad. O serviço permite importar ficheiros SVG e STL externos. Exportei cada elemento modelado no Sketchup através da extensão SketchUP STL (que faz exactamente isso, apenas exporta, não valida nem corrige problemas), e o Tinkercad fez magia, limpando quaisquer geometrias interiores e traduzindo o objecto numa casca exterior oca. Já tinha feito experiências com trabalhos de alunos, com bons resultados. Depois de unificar todos os elementos numa peça única, o STL do Tinkercad não revelou problemas analisado pelo netfabb, e só vai demorar cerca de seis horas a imprimir numa Beethefirst + (a impressora cedida para estes eventos da DGE).

É uma experiência que mostra que quanto mais soubermos de diferentes programas de 3D, melhor damos resposta a desafios aparentemente difíceis. Fez-se uma coisa gira, e estruturou-se uma técnica de trabalho que será útil nas actividades com alunos.


Já ando a namorar Blender há muito tempo, mas as agruras daquele interface têm-se revelado um obstáculo demasiado difícil. Aproveitei o STL do Piscas para fazer umas experiências de visualização, para tentar suavizar a mesh (é óbvio que não consegui) e fazer um render. Não era suposto ter ficado em cor de rosa. Isso significa que tenho ainda muito que aprender na gestão de luz e materiais. Será que é desta que começo a dominar esta ferramenta de alto nível (e totalmente open source), o que me obrigaria a aprender modelação poligonal, algo que me falta desenvolver no domínio do 3D. Poderia (e queria) fazer um daqueles cursos livres de introdução ao Blender da Universidade Nova de Lisboa, mas nunca me oriento com o calendário...