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domingo, 26 de julho de 2026

Instantes

 

Os alunos estão de férias, eu nem por isso, entre reuniões, gestão técnica e secretariado de exames. Apesar da azáfama, encontra-se sempre tempo para experimentar e investigar. Em primeiro lugar, a tentar treinar arduino (sou uma nódoa), a pensar em atividades para os alunos de 5º ano.




O Schematik tem sido uma incrível descoberta, e tenho andado a fazer experiências com placas e gadgets que tenho acumulado ao longo dos anos, sem lhes ter dado realmente uso.



O LLM Amália também tem andado na mira das minhas experiências, e estou a gostar do que estou a ver.


Não resisti a comprar esta placa ESP32 com display touch, com ajuda do Schematik quero desenvolver uma joia digital.




Em arrumações, dei com este antigo Raspberry Pi com Sense Hat. Com ajuda do Schematik, deu para o meter a fazer arte digital.





Também graças ao Schematik, ando a experimentar grafismos generativos na Unihiker K10.

O corrente estado das coisas: grafismos nas K10, pixel art no Sense Hat e plasmas com Python no Raspi. Tudo graças ao Schematik.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Experiências

 

Uma experiência onde as cores e padrões dos leds reagem às distâncias.

Manipular a câmara da Unihiker.

Experimentar um robot mecânico.


Não, não é uma avaria, é intencional.

Aprender à moda antiga.

Curvas matemáticas.

Não sei bem como, mas funciona.

Fractais a sobrecarregar um M5Core.

Mais curvas coloridas.

Dar vida a um Wio Terminal.

E, claro, não poderia deixar de testar o llm português Amalia.

Sem alunos, de volta de tarefas administrativas, mas a inventar tempo para experiências. Para além de mergulhar nas bases de Arduino, a pensar em projetos para o próximo ano, estou a experimentar o Schematik, um serviço de vibe coding pensado para hardware, que me está a permitir explorar ideias com placas e dispositivos. Entretanto, com o lançamento do Amalia, e porque não testar o llm português em modo local?


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Lisbon Loras Adobe


Em modo de reflexão. Aqui no nosso mundo da educação, debate-se imenso a IA, entre o deslumbre com ferramentas generativas, temores da alienação no conhecimento delegado ao chatbot, e a proliferação de imagens feias geradas para ilustração de conteúdos ou cartazes (não se se prestaram atenção às imagens da MoDA de inglês de hoje, vi algumas de relance e eram típico ai slop). Fala-se, discute-se, mas o pouco que se usa é de uma forma muito linear, o que é natural, andamos todos a perceber para que tipo de pregos o martelo da IA serve. 

Sair da educação e ver o que se passa noutros campos ajuda a perceber melhor os reais impactos desta tecnologia, olhando para criadores que acima de tudo, praticam e aplicam. Os encontros Lisbon Loras têm sido interessantes na forma como criadores mostram não como integraram a IA, mas sim como esta se tornou uma ferramenta elementar nos seus processos de trabalho. 

Não se trata, ao contrário do que tanto se fala por ai, de clicar no botão para a IA fazer todo o trabalho. Estes criadores olham para a automação inteligente de processos rotineiros, cruzam técnicas tradicionais com IA, e têm todos em comum um esforço consciente de ir além da geração, condicionando e trabalhando a imagem e o vídeo para ultrapassar as condicionantes da IA generativa. 

Não são criadores de topo, conhecidos fora dos seus nichos de mercado, culturalmente relevantes (no sentido clássico da ideia). São, de certa forma, os proletários das indústrias culturais, os que concebem campanhas e iconografiaa para o que se vende nas lojas, logótipos para os pequenos negócios, imagens de marca para aquelas marcas que não são de luxo. Em suma, são os trabalhadores que produzem aquelas imagens que nos enchem o dia a dia, desde as partilhas fugazes nas redes sociais aos cartazes publicitários nas ruas. 

Sim, perceberam. Enquanto na educação (e sociedade em geral) discutimos os temores éticos da IA, o ambiente ao nosso redor já é caracterizado por imagética generativa, bem trabalhada para não ser  mero AI slop.

Há também que referir que as pizzas encomendadas pelas Loras são deliciosas. Caem mesmo bem com uma cervejinha depois de ouvir as intrigantes partilhas dos criadoras. 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Inteligência Aliciana

@archizer0 #ticem3d ♬ original sound - teeharpo

Final de atividades, em modo de IA criativa, usando a sala led para exposição interativa de projetos de programação descontraída dos alunos de quinto ano, no âmbito  da semana cultural do AEVP. Os trabalhos dos alunos podem ser experimentados aqui: Utopias no País das Maravilhas.








À volta da Alice no País das Maravilhas, há jogos, instrumentos musicais virtuais, webcams criativas e experiências interativas para explorar. O que dá mais gosto? Ver os miúdos mais velhos a divertirem-se com as criações dos mais novos. 






Projetos que fizeram as delícias dos visitantes, que também aproveitavam para brincar com um gerador experimental (a ideia era simular a integração touchdesigner e stable diffusion, porque não houve tempo para the real thing). Sem se levar a sério, o slop é divertido.

Agora a sala led fecha - passamos das Utopias alicianas às distopias de provas digitais, mas sábado mostra-se um pouco disto na festa da criança em Mafra. 

sábado, 25 de abril de 2026

Workshop Programação Descontraída - Moita

@archizer0 Suspeito que este tenha sido dos primeiros workshops destes feitos por cá na educação. #ticem3d ♬ FUNDO DE VIDEO - SATX

Dia 24, os caminhos levaram à escola da Moita, com um desafio novo: colocar alunos a programar com ajuda da IA.



Utilizando o Gemini, os participantes puderam experimentar a capacidade de criar pequenos jogos e aplicações. Descobrir que se consegue fazer coisas acima do que se pensava possível, mas também a importância de perceber que para ir mais longe, para compreender, a IA não chega, é preciso refletir e descobrir, estudar e aprender.


Foi o meu primeiro workshop destes (exceto, claro, o que se faz nas aulas de TIC com os meus alunos). E suspeito que terá sido o primeiro workshop de programação descontraída (vibe coding) para crianças por cá.