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domingo, 26 de julho de 2026

Instantes

 

Os alunos estão de férias, eu nem por isso, entre reuniões, gestão técnica e secretariado de exames. Apesar da azáfama, encontra-se sempre tempo para experimentar e investigar. Em primeiro lugar, a tentar treinar arduino (sou uma nódoa), a pensar em atividades para os alunos de 5º ano.




O Schematik tem sido uma incrível descoberta, e tenho andado a fazer experiências com placas e gadgets que tenho acumulado ao longo dos anos, sem lhes ter dado realmente uso.



O LLM Amália também tem andado na mira das minhas experiências, e estou a gostar do que estou a ver.


Não resisti a comprar esta placa ESP32 com display touch, com ajuda do Schematik quero desenvolver uma joia digital.




Em arrumações, dei com este antigo Raspberry Pi com Sense Hat. Com ajuda do Schematik, deu para o meter a fazer arte digital.





Também graças ao Schematik, ando a experimentar grafismos generativos na Unihiker K10.

O corrente estado das coisas: grafismos nas K10, pixel art no Sense Hat e plasmas com Python no Raspi. Tudo graças ao Schematik.

sábado, 11 de novembro de 2017

Instantes


Segunda, os alunos do clube de robótica afinam as suas competências de design 3D. Só mexem na impressora quando estiverem bons na modelação.


Terça, programamos. 


E fazemos experiências para a equipe de Ensino Especial.


Enquanto os mais novos programam no Tynker, os mais avançados arriscam os primeiros passos na programação do Robot Anprino.



Quarta, continuamos a montar e afinar o Robot Anprino.


Que está quase pronto a andar.


Quinta, enquanto esperam pela hora do clube, os alunos divertem-se a jogar Microrobots.


Para em seguida afinarem raciocínio lógico e resolução de problemas com uma partida de Settlers of Catan. Pelo menos um já percebeu onde pode chegar com isto.


Nas aulas de TIC, um dos dias foi dedicado às atividades do Dia do Cinema, vendo e discutindo alguns excertos de filmes muito antigos.


Também em TIC, uma turma está a participar nos testes beta da futura plataforma educacional do 3DC.io. Esta app funciona melhor em tablet do que PC, mas o conceito de plataforma está bem conseguido.

sábado, 4 de novembro de 2017

Instantes






Primeira leva (a dos porta-chaves que não precisavam de correções) terminada. Mais de cem impressos em 3D e a ser entregues aos alunos.





Um teste de fluxo de trabalho. Redesenho da mascote das TIC em 3D no 3DC.io, exclusivamente no tablet, com trabalho posterior no OBJ utilizando o 3D Builder, e impressão 3D, claro.


Estes alunos do LCD ainda vão na segunda sessão de modelação 3D e já estão a dar cartas.


Estávamos a configurar o arduino no computador de trabalho do espaço maker na biblioteca para programar Anprinos, mas já que se estava com a mão na massa... um dos alunos começou a experimentar código arduino para meter o led a piscar em SOS.


Entretanto, os colegas mais novos experimentavam uma Hour of Code.


O que é que um jogo de tabuleiro está a fazer num clube de robótica? Há método na nossa loucura. Estamos a perceber que este tipo de jogos são uma excelente forma de estimular o pensamento computacional, ao mesmo tempo que criam laços sociais entre os participantes. O nosso plano a médio prazo é perceber a mecânica deste tipo de jogos, e desafiar os alunos do LCD a criar o seu jogo. Uma atividade que envolverá 3D, design, pensamento computacional e talvez programação.

sábado, 27 de maio de 2017

Workshops Arduino e Impressão 3D - Funchal



Dia 3, com a APEVT-Madeira, estão previstos dois workshops para docentes de EVT, EV e ET. Um será sobre introdução à modelação e impressão 3D, o outro sobre arduino e programação. A iniciativa é desenvolvida numa parceria com a ANPRI, aproveitando a deslocação à Madeira de formadores para II Encontro de Professores de Informática da RAM.

Esta parceria, e a possibilidade de partilhar conhecimentos com docentes da APEVT sobre impressão 3D, é-nos muito gratificante. Colaboramos com a APEVT nas suas estruturas internas, e estiveram previstas duas ações de formação sobre modelação e impressão 3D no plano de formação da associação, que não se realizaram por falta de inscrições. Como ex-docentes de EVT que somos, é-nos muito gratificante partilhar as nossas experiências com o potencial criativo das tecnologias digitais com docentes da área que nos formou, e na qual iniciámos o trabalho que se viria a torna as TIC em 3D.

domingo, 16 de outubro de 2016

LCD_AEVP


Iniciamos no próximo dia 21. Finalmente. Se as TIC em 3D têm desenvolvido as suas actividades em contextos estritamente de sala de aula, já sentíamos há algum tempo a necessidade de um espaço e de um tempo que permitisse aos alunos mais interessados desenvolver as suas capacidades e conhecimentos para além dos níveis introdutórios possíveis na aula. Sendo mais específico, o desafio partiu de alunos que aproveitam tempos livres para estar connosco, a querer aprender mais. Estava mais do que na hora de responder a esta necessidade.

A fasquia parece alta, mas o objectivo é simples. Queremos colocar estes alunos a brincar com tecnologia, naquele sentido que Papert lhe deu. Sabemos que alguns alunos irão preferir drones e robots, outros pediram expressamente para trabalhar com impressão 3D. Arduino é o desafio para o professor, que ao longo deste anos de atividades nas TIC já descobriu que a melhor maneira de aprender algo é perder o medo, levando-o para os alunos mesmo que não se domine a tecnologia. Funcionou com a linguagem Scratch...

Para já arrancaremos com cerca de dez alunos, que esperamos que se tornem um núcleo de crescimento, bem como de apoio e monitorização ao projecto Fab@rts (que, por causa do uso do espaço do Centro de Recursos como sala de aula temporária até ao final das obras na escola, está a meio gás).

Não lhe queremos chamar clube. Preferimos a metáfora do atelier, porque tentamos intervir na fronteira entre tecnologia e criatividade. Talvez se consiga estabelecer as bases de um makerspace criativo e educativo. Este laboratório de criatividade digital é uma nova e estimulante aventura deste projeto.

domingo, 19 de junho de 2016

Robots Anprino: Nenhum aluno pode ser deixado para trás.

Hello World?

Estava eu afadigado a montar a primeira versão do robot Anprino, quando um dos elementos da ESE de Setúbal entra na sala da escola básica Vasco da Gama onde o Luís Dourado finalizava uma formação, enquanto decorria o evento de encerramento do Projecto de Introdução à Programação no 1CEB. Segurando a caixa de um mbot, olha para o caos de porcas, parafusos e peças, comentando onde é que vocês compraram isso? 

Não comprámos. Concebemos, projectámos, construímos. Este projecto, apresentando ontem no evento, visa resolver problemáticas de acesso à robótica educativa. Não faltam no mercado robots educativos de diferente níveis de complexidade, mas o problema que se coloca às escolas é de financiamento. O potencial da robótica educativa é enorme, mas adquirir mais do que um punhado de equipamento requer investimentos muito fortes. Os projectos bem sucedidos que, por cá, têm mostrado o que de melhor se pode fazer colocando estas tecnologias nas mãos das crianças, são trabalhos de anos a conseguir mais equipamentos. São, também, excepções num imenso panorama de escolas que gostaria de experimentar estes caminhos, mas não têm condições financeiras para o fazer.

Anprino 1 na mesa da sessão de partilha de boas práticas da sessão de encerramento do primeiro ano do projecto Introdução à Programação no 1CEB.

O desafio partiu da Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática. Envolve muito mais do que um simples robot. No evento de ontem foram reveladas todas as peças de um puzzle interessante, que sob o lema nenhum aluno pode ser deixado para trás, aposta na disseminação da robótica educativa a baixo custo.

Três vertentes de actuação para estimular a robótica aplicada à educação básica.
 Envolve linhas-guia propostas às entidades no Ministério da Educação responsáveis pela iniciativa Introdução à Programação no 1CEB, cenários práticos de aprendizagem interdisciplinar com robótica, e o kit Robot Anprino. É esta visão integradora que faz a diferença deste nos projectos de robótica educativa comercial ou open source disponíveis. Não é só o equipamento, nem a tecnologia, é também a visão e as metodologia específicas de abordagem e trabalho.

Anprino 1. Agora, precisa de roupagens...

O kit Robot Anprino baseia-se em arduino para a electrónica e programação, e modelação e impressão 3D para as peças. Em estudo, a integração com linguagens de programação por blocos, para simplificar e integrar em actividades de introdução à programação. A modelação 3D contempla a modularidade, para que os elementos sejam intercambiáveis e permitam múltiplas combinações. Neste primeiro Anprino, a escolha recaiu sobre um robot bípede, mas outras combinações depressa se seguirão.

Os kits incluirão instruções de montagem, ficheiros STL para impressão 3D das peças, e metodologias de trabalho. Escolas que disponham de impressoras 3D (são cada vez mais) só precisam de adquirir placas arduino e outros componentes necessários aos robots anprino (motores com caixa de velocidade, servos, sensores). Materiais que são de aquisição fácil e de baixo custo, especialmente se comparados com os kits de robótica mais convencionais da Lego. Tudo se interliga com porcas e parafusos. Mas há mais. O convite à comunidade não se fica pela utilização, e o desafio está aberto a todos os que queiram contribuir. Remixagens, variantes, novos cenários. Uma vez que a modelação 3D está a ser feita em Tinkercad, até a base física dos Anprinos pode ser reinventada.

Equipe Anprino: Luís Dourado, Artur Coelho, e na foto falta a Fernanda Ledesma, presidente da ANPRI.

O Anprino 1, acabadinho de ser montado, nas mãos de dois dos seus criadores: Luís Dourado, formador da ANPRI e professor na Escola Secundária Augusto Cabrita no Barreiro, responsável pela concepção geral e programação do robot, e eu, humanóide por detrás das TIC em 3D, professor no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, responsável pela modelação e impressão 3D. O aspecto final deste primeiro Anprino não abona muito em relação às minhas capacidades de design criativo, mas lá chegaremos. Agora o foco esteve nas entranhas, na modularidade de peças que encaixam todas com ajuda de muitas porcas e parafusos. Podia-se pensar em modelos mais integrados, mas o grande objectivo deste projecto é o ser modular, permitindo múltiplas combinações.

Anprino, a começar a mexer...

Nesta primeira versão, descobrimos que fomos excessivamente ambiciosos. Há uma razão para que a maior parte dos projectos de robótica sejam com veículos, simplifica o equilíbrio da máquina. Um robot bípede... digamos que é complicado aguentar-se em pé. Mas funciona, embora precise de muitos afinamentos. Afinal, isto é um work in progress, desafiante, que mistura design com programação, electrónica e educação.

O desafio mais próximo, agora, é preparar uma segunda versão, mais convencional, para apresentar na Lisbon Maker Faire. O grande desafio será pegar naqueles olhares sorridentes, encantados, dos professores de informática e responsáveis por projectos que viram ontem o Anprino no evento de encerramento, e desafiá-los a imprimir em 3D, montar e programar os seus Anprinos. Para que os seus alunos não sejam deixados para trás.

Instantes


Hoje, em ordem cronológica inversa.  Um teste aos cenários de aprendizagem de robótica produzidos pelos formandos das acções da ANPRI, no evento de encerramento do projecto de introdução à programação no 1CEB, ontem. You shall not pass!


O Anprino 0.1 pronto a ser revelado na sessão de encerramento da iniciativa programação no 1CEB. Robótica low cost para as escolas, com linhas guia, cenários de aplicação e... um robot modular baseado em arduino e impressão 3D.



A mascote das TIC em 3D contempla o seu primeiro exercício de arduino (com Scratch for Arduino). Soube a pouco. Mas como o nosso primeiro kit arduino será entregue na próxima segunda feira, em breve teremos mais...


E... move-se! O robot Anprino começa a dar os primeiros passos.


A preparar a Lisbon Maker Faire, imprimindo alguns dos melhores trabalhos de modelação 3D dos nossos alunos para exposição.