Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
sábado, 23 de outubro de 2021
EU Codeweek: Programação em Stop Motion
sábado, 2 de outubro de 2021
Programar um Taumatrópio
Programar um Taumatrópio
Atividade desenvolvida em parceria com a equipe do Plano Nacional de Cinema. Tem como objetivos articular a disciplina de TIC com as vertentes culturais do PNC, aproveitando a animação simples como forma de introdução à programação e pensamento computacional através do desenvolvimento de pequenos algoritmos.
Vamos Programar uma Animação?
Um desafio: vamos criar um programa que imite no telemóvel o tipo de animação do Taumatrópio?
Neste vídeo, descobres como usar o Pocket Code para criar uma pequena animação. Vais necessitar de:
- Ter instalado o Pocket Code no teu telemóvel ou tablet;
- Criar um cenário (no exemplo, em branco, mas podes usar as cores que quiseres);
- Criar uma personagem, quer seja desenhada por ti, ou importada da biblioteca do Pocket Code. Atenção: a personagem terá de ter pelo menos dois trajes.
Código da animação:
Aqui, podes visualizar os blocos que necessitas para criar esta animação.
O código é muito simples. Precisas de um ciclo Forever (Repete para Sempre), um bloco Próxima Aparência, e um bloco Aguarda ... Segundos.
Experimenta diferentes valores para o tempo, para que a tua animação corra mais depressa ou mais devagar.
O que é um Taumatrópio?

O que é um taumatrópio? Este antigo brinquedo óptico vem dos primórdios da animação e do cinema. Ao ser rodado, provoca no nosso olhar a impressão que duas figuras distintas se estão a mover.
Queres aprender a construir um Taumatrópio?
É muito fácil. Precisas de uma cartolina recortada num círculo, elásticos, materiais riscadores para desenhar e pintar personagens, e de um furador para criar orifícios para inserir os elásticos. É muito simples construir um dos mais antigos dispositivos de animação. Os professores de Educação Visual podem ajudar-te!
Neste vídeo, podes descobrir um pouco mais sobre este instrumento, e ver como o construir.
quinta-feira, 23 de setembro de 2021
Programação em Stop Motion
Em articulação com o Plano Nacional de Cinema do AE Venda do Pinheiro, os alunos de TIC, 5º ano vão aprender a programar pequenas animações no telemóvel. Em atividades de introdução à programação e pensamento computacional, vão criar pequenos algoritmos no ambiente de programação Pocket Code, animando e movimentando personagens. Em simultâneo, nas aulas de Educação Visual, os alunos irão aprender a construir taumatrópios. Com esta atividade, interligamos as artes com tecnologia digital, mostrando que com programação, podemos criar os efeitos óticos que estão na génese da magia do cinema.
sábado, 5 de maio de 2018
O Filme da Minha Vida
Querem adivinhar qual é? Damos uma dica: não tem alienígenas sentados em bicicletas a voar, mas tem monólitos na superfície lunar.
A professora Sara Inácio, coordenadora do Plano Nacional de Cinema na nossa escola, atreveu-se a colocar esta pergunta que não é de resposta muito fácil a todos os docentes. As respostas estão agora organizadas em exposição no átrio da escola. Ao descobrir as escolhas cinematográficas, e ler os seus porquês, ficamos todos, professores e alunos, a conhecer-nos um pouco melhor. Para saber mais, visitem a página do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
Entretanto, apanhámos a professora Sara Inácio na montagem da exposição- Está a segurar um objecto estranho, que aparenta ser... pela lente, um componente gigante de um smartphone? Não percebemos que coisa é aquela, nem como é que poderia caber dentro de um telemóvel.
Claro que sabemos que é uma câmara de filmar de 8mm. Faz também parte da exposição, mostrando como a tecnologia de captação de imagens evoluiu em pouco tempo. É um objeto com que os nossos alunos certamente nunca tomaram contato.
sábado, 10 de fevereiro de 2018
Instantes
A começar um novo semestre de TIC, vão-se imprimindo os projetos dos alunos do 1º semestre.
O progresso no clube de robótica mede-se pela progressiva autonomia dos alunos, cada vez mais exploradores dos robots, little bits e impressão 3D sem interferência dos professores. Como descobriram o Thingiverse, suspeito que o filamento se vá esgotar depressa. Até porque estão empenhados a criar bonecos articulados no Thingmaker Design.
Ao longo da semana, os professores de TIC desenvolveram atividades alusivas ao Dia da Internet Segura. No dia 6, ao intervalo, os alunos no átrio da escola puderam experimentar os jogos da Seguranet. Dia 9 decorreu uma sessão do Plano Nacional de Cinema para nonos anos, com a projeção do documentário Lo and Behold de Werner Herzog.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Entre Espaços: a Escola e o Cinema
Uma visão diferente da Sala Félix Ribeiro, na Cinemateca. Estar lá não para ver filmes, apesar do dia ter terminado com uma sessão de cinema, mas a ouvir falar sobre cinema e educação. Foi a segunda conferência do Plano Nacional de Cinema, com o tema Entre Espaços: a Escola e o Cinema. Reunidos no espaço da Cinemateca estavam muitos dos professores que, nas escolas, desenvolvem actividades no âmbito deste projecto.
Ainda sinto como inquietante ver um representante do ministério da educação a falar a professores, e concordar com o que diz. Traumas dos últimos oito ou nove anos de dirigentes ministeriais. Registei o interesse reflectido nas palavras de João Costa no potencial das artes na educação, até agora tão desperdiçado e desconsiderado. Já o tinha registado em discursos similares que ouvi em encontros ligados às tecnologias na educação. Pessoalmente não tenho ilusões que, tão cedo, se consiga quebrar a pedagogia dos exames, com todas as consequências negativas que traz a um sistema de ensino que se foca nos resultados a curto prazo e deixa de ter tempo para pensar na formação alargada dos alunos. Pelo menos, o discurso oficial deixou de ser o da exigência e rigor de vista curta e está a abrir-se à diversidade de experiências, a uma visão integral da educação, e aos desafios da complexidade de preparar os alunos de hoje para um amanhã imprevisível.
A conferência de abertura foi um momento de prestígio, com Maria Emília Brederode e Guilherme d'Oliveira Martins a partilhar o seu amor pelo cinema, artes e educação. Ajudaram a mostrar a importância de alargar horizontes, de não reduzir a aprendizagem ao utilitarismo, mas, essencialmente, partilharam as suas paixões nestes domínios. É que realmente nos cativa.
No painel seguinte, os cineastas Luís Filipe Rocha, Margarida Cardoso e Pedro Serrazina, moderados por Jorge Leitão Ramos, discutiram a importância do Plano Nacional de Cinema na formação de novos públicos e estímulo à cultura. Preocupou-me o tom conservador do debate, muito centrado numa visão do que era o cinema e do que eram os alunos. Tom esse que, refira-se, já tinha sido aludido na sessão de abertura, com a directora do ICA, ao falar sobre o digital, a registar que devemos combater estes novos meios, porque o cinema deve ser visto em sala de cinema. Uma frase que me preocupou, dando a entender que os responsáveis pelos financiamentos e políticas culturais vêem os novos media como uma ameaça e não nova vertente de actuação. Fechar-se e combatê-los como ameaça não os fará desaparecer, mas pode colocar em causa o futuro das organizações que assim procederem.
Deste debate, saliento o tom questionador de Luís Filipe Rocha, que soube contrapor a um certo conservadorismo uma visão de mudança. Perante questões como o deficit de atenção dos alunos de hoje, a dispersão multi-plataformas, ou a promoção de públicos, falou da questão do interesse e do papel da escola na formação de gostos culturais. Sobre isto, algumas notas: a questão do défice de atenção parece-me demasiadas vezes ser levantada por saudosistas de bons velhos tempos em que as crianças podiam estar distraídas, mas mantinham-se num silencioso respeito interpretado como atenção. Se é que alguma vez isto foi assim. No que toca à formação de públicos, apontada no painel como desastrosa, pergunto-me exactamente que públicos pretendem. Tenho tido a experiência oposta, visitando festivais de cinema que esgotam as sessões, ou participando em festivais culturais que não só atraem público jovem como dependem em larga medida de núcleos culturais dinamizados por jovens. Talvez esta questão da formação de públicos tenha, de certa forma, com a formação de públicos para um certo tipo de cinema privilegiado pelos meios culturais portugueses, com a sua clássica rejeição de culturas de género ou produtos mediáticos que não se enquadrem numa visão erudita mas restrita. Poderia recordar o caso do cineasta António de Macedo, que se fizesse o tipo de filmes que caracterizou a obra de Manoel de Oliveira ainda hoje faria cinema, mas que por preferir temas desprezados pelos responsáveis pelos financiamentos estatais se viu forçado a deixar de filmar.
Os discursos conservadores costumam encontrar terreno fértil em agregados de professores. Fale-se em catástrofes porque os jovens de hoje não têm a cultura de antigamente, ou que são desatentos e inquietos, e logo se vê um coro de cabeças a acenar em concordância. Pessoalmente, não creio que estas questões sejam assim tão lineares. Vejo o entusiasmo dos meus alunos com literatura ou filmes, ou os dos grupos de cosplayers e jovens criadores que enchem eventos. Não é um entusiasmo com o gosto cultural tido como desejável, mas é entusiasmo gerador de cultura. Por outro lado, dietas mediáticas exclusivas em culturas de género não são saudáveis. Perde-se a riqueza do confronto de perspectivas, gostos e visões. Duas questões concordo inteiramente: o papel da escola como espaço de formação de gostos, não por imposição mas por exposição, e a inevitabilidade da sala de cinema enquanto espaço privilegiado para se perceber o real impacto desta forma de arte. Hoje, podemos ver filmes em múltiplas plataformas, momentos e dispositivos. Ainda bem. Democratiza, permitindo o acesso a obras esquecidas, raras, ou com pouco interesse comercial. Mas o acto de ver cinema tem muito de social, de isolamento do real num espaço físico concebido para fruir desta arte. É algo que não escapa aos estúdios nestes dias de fragmentação. Suspeito que o ressurgir dos filmes de Ficção Científica, ou os de aventura, com a sua promessa de grande espectáculo só verdadeiramente perceptível em grande ecrã, se deva a isto. Vertentes que o Plano Nacional de Cinema incentiva nas suas acções.
À tarde, coordenadores do PNC de três escolas participantes partilharam as suas iniciativas e metodologias. Este foi o momento mais proveitoso, de um ponto de vista utilitário, do congresso, permitindo analisar como outros implementam o projecto nas suas escolas, como conseguem a adesão dos professores e alunos, apoio das direcções e entidades locais, o que fazem efectivamente. Saí desse momento com algumas ideias e, mais importante, as colegas que me acompanham nesta aventura, para a qual tenho muito pouco tempo, saíram cheias de ideias (temos um acordo de cavalheiros, motivado pela gestão de tempo: elas desenvolvem actividades, eu assino, dou a cara, mas nunca me esqueço de as creditar e reforçar que quaisquer actividades desenvolvidas são possíveis graças ao seu empenho).
Um congresso sobre educação e cinema só poderia terminar com uma sessão de cinema. Aproveitando a iniciativa da Cinemateca das double bill ao sábado à tarde, assistimos aos filmes La France de Serge Bozon, e o clássico Casablanca de Michael Curtiz. Por razões eminentemente g33k, sempre que me falavam em double bill só me apetecia cantar o Science Fiction Double Feature, que arranca o Rocky Horror Picture Show (esse filme que mostra tão bem o como o cinema é enriquecido pela experiência social). Terminar o encontro com o mergulho na magistral textura cinematográfica de Casablanca foi o melhor encerramento possível, um que faz sentir a real razão de todos os que estão envolvidos no Plano Nacional de Cinema se dedicarem a este projecto. A paixão, difícil de colocar por palavras, pela sétima arte.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Histórias para a História do Gato e da Lua
Este ano, no âmbito das actividades do Plano Nacional de Cinema, foi lançado um desafio aos nossos alunos. A partir da marcante curta metragem de animação de Pedro Serrazina, inspiraram-se e produziram textos admiráveis. Infelizmente, só podemos escolher um em cada categoria. Cá vão:
Na modalidade Carta do Gato à Lua ou da Lua para o Gato, a vencedora foi a aluna Íris, do sétimo ano, com este texto sentido:
Céu, 16 de fevereiro de 1955Na modalidade de Soneto, a vencedora foi a aluna Inês, do nono ano, com este poema:
Querido gato
Escrevo-te para te dissuadir dessa ideia maluca! Sabes bem que o nosso relacionamento é impossível.
Já olhaste para ti? És um gato e eu sou um astro.
Não me persiga smais, não tenho onde me esconder.
Deixa-me simplesmente estar sozinha...
Pensa que se eu por acaso tivesse algum interesse em ti (só por acaso), nunca poderia dar-te a pata, miar para ti, caçar contigo ou passar os dias contigo. Compreende que és um gato e que eu sou um astro!
Se não me queres ver sofrer, não me procures mais e deixa-me estar sozinha no meio do céu. Deixa-me ser a luz no meio da escuridão enquanto tu és a escuridão no meio da luz, deixa-me ser o silêncio no meio do ruído enquanto tu és o ruído no meio do silêncio... apenas, esquece que eu existo.
Só te peço que não me voltes a olhar com esses grandes e amorosos olhos. Deixa-me estar, simplesmente estando.
Como uma bola de luz branca.
Lua
Soneto da Lua para o GatoOs vencedores receberam um cheque FNAC. Estão de parabéns todos os participantes!
Fitei-te um dia, no escuro quieto
E assim, como num truque de magia,
Eu deixei o teu coração aberto
E roubei-te toda a harmonia.
Depois fitei-te à deriva, perdido
Vi-te enfrentar mares agitados
Vi-te apaixonado e desiludido
Esperançoso, correr por telhados.
Mas já cansado, mudaste de vida
Para que me pudesses alcançar,
Foste para outra casa e avenida.
Neguei, e observei-te no terraço,
Estamos longe e apaixonados
Para sempre apenas juntos num só abraço.
sábado, 30 de janeiro de 2016
Concurso Literário: A estória do Gato e da Lua está na tua mão!
Aproveitando o Dia de S. Valentim, a equipe do Plano Nacional de Cinema no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro celebra o cinema português de animação com este concurso literário. Está previsto que os alunos de todas as turmas vejam e explorem um pouco, com ajuda dos guiões de exploração, este extraordinário filme de Pedro Serrazina. Esperemos que se inspirem com esta história de um gato que se apaixonou pela lua.
Regulamento
Modalidades:
Carta do Gato à Lua ou da Lua para o Gato (limites: 140 a 200 palavras).
Soneto do Gato para a Lua ou da Lua para o Gato.
Prazos: Os trabalhos deverão ser entregues no Centro de Recursos Poeta José Fanha até ao dia 27 de fevereiro (inclusive).
Apresentação dos trabalhos a concurso: Cada aluno só pode concorrer com um texto de cada modalidade (podendo assim, apresentar a concurso uma carta e um soneto); os textos deverão ser impressos.
Identificação dos autores: Os trabalhos devem ter a identificação do aluno (nome, número e turma).
Critérios de seleção:.cumprimento das normas do regulamento;
.adequação do texto à “estória” do filme;
.respeito pelas tipologias a concurso (carta /soneto);
.criatividade;
.correção linguística.
Constituição do júri:.representante da direção do agrupamento;
.coordenadora do departamento de línguas;
.coordenador da equipa do Plano Nacional de Cinema.
Prémios:Será atribuído um prémio ao melhor trabalho de cada modalidade.
Divulgação dos premiados:Os alunos premiados serão contactados pela equipa do PNC e os resultados serão divulgados no sítio do agrupamento.
Omissões: Qualquer outra situação não prevista neste regulamento será resolvida pela equipa do PNC.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Magia do Cinema
Daqueles momentos que não estão previstos nem é possível planear. Eu estava pelo gabinete dos servidores às voltas com impressões 3D, as professoras de história a dar aula de substituição sem plano de aula e com um pequeno problema no computador da sala de aula. E que tal, perguntei, se aproveitássemos que hoje é o nosso Dia do Cinema e eles não têm actividades? Foi assim, de forma imprevista e improvisada, que uma turma de quinto ano pode assistir aos primeiros filmes da história do cinema, contextualizados dentro da História e aprendendo algo sobre como se faz cinema. O que nos deliciou foi ver estas crianças de hoje, crianças do futuro, deliciadas a sorrir e rir com os velhinhos Gertie The Dinosaur de Winsor McKay e Steamboat Willie de Walt Disney, afugentados com a expressão do Fantasma da Ópera na visão de Lon Chaney, o homem das mil faces, ou a perceber que aquele gesto que fazem ao tentar agarrar as partículas no ar quando vão ao cinema ver um filme em 3D estereoscópico é a mesma atitude daqueles que, há mais de cem anos atrás, se inquietaram com a visão da locomotiva que os irmãos Lumiére filmaram a entrar na gare de La Ciotat.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Dia do Cinema AEVP
Sequência de filmes projectados no átrio da escola E.B. 2,3 da Venda do Pinheiro para comemorar o arranque das actividades do Plano Nacional de Cinema no Agrupamento. A escolha das obras pretende reflectir, de forma simplificada, a evolução narrativa do cinema desde os quadros pictográficos do quotidiano às histórias que nos encantam, mostrando um pouco dos primeiros anos do cinema experimental, de comédia, drama, terror, ficção científica e animação.
No dia 5 de novembro de 2015 comemorámos um Dia do Cinema, mostrando aos alunos artefactos cinematográficos das primeiras décadas e projectando o filme Adeus, Pai em sessão para pais e encarregados de educação no Centro de Recursos Poeta José Fanha. É um primeiro passo num conjunto de actividades ao longo do ano lectivo que visa divulgar e despertar consciências para a arte cinematográfica.
L'Arrivée d'un train en gare de La Ciotat (1895)
Filmado pelos irmãos Lumiére, esta vinheta foi um dos primeiros filmes a ser apresentados ao público em 1896. Consta que na primeira projecção os espectadores saltaram apavorados das cadeiras, assustados com o inesperado impacto das imagens em movimento.
Primeiros Filmes Portugueses (1896)
Aurélio Paz dos Reis foi o pioneiro do cinema em Portugal, trazendo para o nosso pais no final do século XIX a tecnologias cinematográfica e realizando os primeiros filmes em solo nacional. Estes curtos filmes faziam parte do Kinetógrafo Português, primeiro espectáculo de cinema a ser exibido no Porto.
L'homme à la tête de caoutchouc (1901)
Méliès distinguiu-se pelos filmes fantásticos que realizou, tirando partido das possibilidades dos efeitos especiais ópticos numa época em que estes meios técnicos eram rudimentares segundo os nossos padrões contemporâneos. A sua carreira como ilusionista inspirou-o a utilizar os recursos técnicos do cinema, então uma arte nascente, para deslumbrar os espectadores com assombrosos truques cinematográficos.
Le Voyage dans la Lune (1902)
George Méliès foi pioneiro em muitas vertentes do cinema. Criou o Star Films, o primeiro estúdio de cinema em 1896, e fez uso dos primeiros efeitos especiais em cinema. Os seus filmes feéricos encantaram os seus contemporâneos. La Voyage dans la Lune, livremente baseada nos livros de Júlio Verne e H. G. Wells, é um dos primeiros filmes que há registo no domínio da ficção científica.
The Great Train Robbery (1903)
Os estúdios Edison, situados nos laboratórios do inventor Thomas Edison em New Jersey, foram o primeiro grande estúdio de cinema americano, precursor de Hollywood. Não se distinguiram pela qualidade dos filmes realizados, mas pela visão estritamente comercial do cinema. Este filme de Edwin S. Porter ficou para a história por ser um dos primeiros Westerns, com importantes inovações técnicas de filmagem ao ar livre e edição, mas mais especialmente pela cena, na altura chocante, de um pistoleiro que disparava encarando a audiência. Essa cena funcionava como chamariz, trazendo espectadores às projecções pelo seu carácter de novidade inesperada.
The Unchanging Sea (1910)
O cinema é indissociável das grandes estrelas, os actores e actrizes que apaixonam e fazem sonhar o grande público. Desde cedo que o cinema soube trazer às luzes da ribalta personalidades imortalizadas no celulóide. A canadiana Mary Pickford, uma das primeiras grandes estrelas do cinema mudo, foi uma das fundadoras dos estúdios United Artists e da Academia de Artes Cinematográficas americana, que distingue anualmente os melhores filmes com o prémio Óscar. O filme The Unchanging Sea foi realizado por D. W. Griffith, um dos primeiros grandes realizadores da história do cinema.
Métamorpohoses (1912)
Quando o cinema se começou a afirmar como meio de expressão e nova forma de contar histórias, houve realizadores que seguiram as pegadas de Méliès na procura do fantástico no cinema. O realizado franco-espanhol Segundo de Chomón também se distinguiu pelo seu pioneirismo no uso de efeitos especiais no cinema.
Gertie the Dinosaur (1914)
Winsor McKay marcou a história da banda desenhada como criador de Little Nemo in Slumberland, uma da mais influentes séries dos primeiros tempos do género. Também trouxe as suas personagens ao cinema, tornando-se precursor do cinema de animação com um espectáculo de vaudeville, posteriormente de cinema, em que misturava imagem real com animação. Gertie foi animado para aparentemente responder às indicações verbais de Mckay.
L'Uomo Mecanico (1921)
Desde cedo que o cinema se afirmou como um meio global, trazendo aos públicos a magia das imagens projectadas. Depressa se adaptou, passando das vinhetas do dia a dia para o desenvolver do contar de histórias num novo meio que desenvolveu uma nova linguagem. Comédias, drama, aventura, histórias que encantavam e cativavam audiências. A aventura foi global, e a Europa dos anos 20 fervilhava com cinema. De Itália chega-nos esta mistura de sátira e futurismo com homens mecânicos, um dos primeiros filmes a abordar a temática dos robots.
The Haunted House (1921)
A par com Charlie Chaplin, Buster Keaton é um dos maiores nomes da comédia do filme mudo, considerado um dos maiores actores e realizadores da história do cinema.
Safety Last (1923)
O cinema americano depressa se afirmou pelo seu lado comercial. Os estúdios procurava constantemente formas de assegurar sucessos de bilheteira e garantir lucros. As comédias depressa se tornaram um dos géneros de maior sucesso, legando-nos figuras icónicas como Charlie Chaplin, Buster Keaton, Laurel & Hardy, Keystone Cops ou Harold Lloyd, exímios praticantes da arte de arrancar gargalhadas nas situações mais delirantes. Harold Lloyd protagonizou cerca de duzentos filmes cómicos, legando para a historia do cinema a cena em que o seu personagem se segura num relógio no filme Safety Last.
The Phantom of the Opera (1925)
O cinema tornou-se uma excelente forma de causar arrepios. Lon Chaney ficou conhecido como o homem dos mil rostos, pela forma como retratava os seres mais arrepiantes no cinema. Esta cena do filme Fantasma da Ópera, primeira adaptação cinematográfica do romance de Gaston Leroux, arrepiou os espectadores da época.
The Lost World (1925)
Os efeitos especiais de hoje são resultado do talento combinado de animadores 3D, peritos em efeitos, criadores de maquetes, maquilhadores e muitos outros que nos dão os efeitos espectaculares ou tão discretos que nem damos por eles dos filmes de hoje. Uma das técnicas clássicas de animação para efeitos especiaiais é o stop motion, muito desenvolvido pelo influente Willis O'Brien como forma de dar vida ao imaginário em celulóide. O filme Mundo Perdido, adaptado do romance homónimo de Arthur Conan Doyle, deslumbra com as suas fantásticas cenas de dinossauros animados em stop-motion.
Steamboat Willie (1928)
O filme que gerou um império. Hoje os estúdios Disney são uma referência cinematográfica. Walt Disney lançou aquele que se iria tornar o seu personagem mais querido do grande público, o rato Mickey, neste filme que também é o primeiro filme de animação com som sincronizado.
Silly Symphonies (1929)
Os Estúdios Disney tornaram-se uma referência na animação, estatuto que ainda hoje mantém. Durante os anos trinta aproveitaram a inovação tecnológica dos filmes sonoros para atrair o público aos seus filmes. As Silly Symphonies são animações pensadas de acordo com o ritmo musical, e notabilizaram-se por introduzir inovações técnicas ao nível do som, filmagem multiplanar e uso da cor. Foi nesta série que outro dos grandes personagens da Disney, o pato Donald, se estreou no cinema.
Chelovek s kinoapparatom (1929)
Se nos primeiros filmes o cinema ainda não conhecia a sua linguagem, os realizadores depressa começaram a explorar as possibilidades trazidas por este novo meio de comunicação. Dziga Vertov marcou o cinema pela forma arrojada como conjugou a câmara, os pontos de vista e as técnicas de montagem para conferir dinamismos inautidos à imagem em movimento.






















