quarta-feira, 13 de novembro de 2013

TIC 8: Scratch(ing)




Para os alunos de 8.º ano chegou a altura de (finalmente) experimentarem o Scratch. Algo que me deixa um pouco nervoso, uma vez que o meu domínio desta vertente das TIC oscila entre nulo e inexistente. Estou muito mais confortável com as imaginação à solta do 3D, manipulação de imagem e edição vídeo, mas estaria a prestar um mau serviço aos alunos se centrasse um currículo bi-semestral apenas num grupo restrito de ferramentas. Os meus objectivos passam por estimular o uso das TIC no desenvolvimento de competências do século XXI como design e criatividade e nestas coisas os gostos individuais contam muito. Alunos que se dêem bem com 3D poderão diminuir o nível de interesse noutras tecnologias, e vice versa, por isso quanto mais abrangente for o leque de tecnologias a experimentar maiores são a diversidade de experiências de aprendizagem e possibilidades de encontrar os pontos de interesse individuais. É por isso que o semestre termina num projecto final individual ou grupal não vinculativo à tecnologia a utilizar. Primeiro, aprender rudimentos que possibilitam domínio elementar e depois aplicar  o que se sabe num projecto com significância pessoal .

Nestas primeiras experiências, noto a facilidade com que os alunos ficam imersos no trabalho, encarando a tarefa como um problema a resolver. Quase se ouvem os mecanismos cerebrais a ranger enquanto o olhar concentrado mistura o intrigado com a resolução de problemas. O tempo voa e nem se dá pelo final das aulas.

Estas capturas de ecrã mostram algumas das primeiras experiências. São os primeiros passos de um longo caminho. Custa assumir que se está a ensinar algo que não se conhece bem, mas que se sabe ser pertinente e concebido para ser soltado entre os alunos.  Para alguém habituado a pensar em termos de design e concepção de produto final, quer seja desenho, modelo 3D ou qualquer outro produto do acto criativo, a abertura do ambiente Scratch é desafiante e um pouco enervante, apesar de sublinhar o melhor do processo criativo: o rabiscar, testar, aprimorar, corrigir, verificar, processo cíclico não linear subjacente ao acto de criação. Pegar numa ferramenta 3D ou multimédia dá à partida uma ideia de objecto final. No Scratch... o leque de possibilidades abre-se. E nestas sessões de Scratch não sei quem é que está a aprender mais: se o professor se os alunos. Estamos todos a dar pequenos passos decisivos. Mas não pensem que o 3D fica de parte. O Scratch é mais uma arma no arsenal de tecnologias criativas.

Sem comentários:

Publicar um comentário