Com o arranque do novo ano lectivo o 3D Alpha prepara-se para recomeçar as actividades de exploração criativa das tecnologias digitais. Este ano, para além do habitual foco na criação em multimédia e 3D, esperamos conseguir trabalhar com realidade aumentada e Scratch. Na realidade aumentada o desafio é o criar um percurso narrativo que misture espaços reais e elementos 3D. Resta saber se o conseguimos atingir, mas o processo de exploração promete. Trocamos o Augment pelo Aurasma, que promete facilitar o trabalho de geolocalização. Quanto ao Scratch, é uma extensão lógica para um projecto que nasceu em Educação Visual e Tecnológica, teve fases interdisciplinares e agora estrutura abordagens à disciplina de TIC. Apesar do foco intenso no 3D, o principal objectivo é o de mostrar às crianças e jovens ferramentas avançadas e dar-lhes espaço para descoberta e criação de acordo com os interesses individuais. O potencial do Scratch é reconhecido e, no nosso caso específico, algo a incluir numa sequência de aprendizagens que se envolve dois anos curriculares permitindo alargar a panóplia de experiências dos alunos. Não faria sentido repetir técnicas e aplicações.
Se bem que muitos, ao regressarem, perguntaram logo se podiam continuar a usar o minecraft, a continuar projectos no Sketchup ("professor, eu durante as férias estive a expandir o meu trabalho, posso usá-lo como projecto final?") ou perguntaram se poderiam experimentar outras aplicações. Um chegou a sugerir o Endorphin. A ver vamos. A metodologia continua a mesma. Experimentar, criar e depois pegar no que se descobriu para produzir um produto multimédia final num qualquer suporte/tecnologia à escolha do aluno. Antes de mais, importa que cada um descubra qual o seu interesse individual, qual a vertente preferida, da vasta panóplia de ferramentas digitais quais as que lhe são mais significativas.
A boa notícia é a aceitação de apresentação deste projecto na sexta International Conference of Education, Research and Innovation. Mostra que o projecto tem pés para andar e sublinha que não seria possível sem o entusiasmo e criatividade dos alunos. Neste tempos difíceis que atravessamos, estas pequenas vitórias dão-nos ânimo para não desistir.
Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
domingo, 22 de setembro de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
3DAplha - TIC@Portugal
Tivemos oportunidade de participar no encontro TIC@Portugal promovido pelo centro de competências Educom. Este decorreu em várias cidades e a nossa participação decorreu em Setúbal. Para além de apresentar uma visão geral deste projecto fomos desafiados a dinamizar um pequeno workshop sobre tecnologias 3D.
Escolhemos o Doga L3 pela sua simplicidade, interface similar às aplicações 3D comuns e capacidade de introdução ao VRML.
Da demonstração depressa se passou à criação. O público era composto por docentes de diversas áreas, o que levanta um problema. Se para professores de áreas artística a resposta à questão o que fazer com isto não é difícil, para os de outras áreas já não é assim tão simples. Por isso, para além de experiências de modelação 3D ainda fizemos um périplo por outras aplicações, mundos virtuais e metodologias simples de criação com estas tecnologias. Aos participantes foi distribuído um conjunto abrangente de recursos e tutoriais que permitem uma iniciação à utilização pedagógica e criativa deste género de aplicações.
Projecto Final Multimédia - Sketchup (7.º Ano)
Para encerrar este ano lectivo, deixo um dos trabalhos cujo desenvolvimento foi mais interessante. Um projecto potencialmente interminável em Sketchup criado de forma quase obsessiva por um aluno de 7.º ano. Com muitos pormenores a descobrir.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
TIC em 3D
Apresentação no encontro TIC@Portugal 2013, Setúbal, Escola Superior de Educação.
Notas:
Slide 1: apresentação.
Slide 2: 3D como uma das vertentes possíveis de estimulação do uso criativo das TIC por crianças e jovens, aproveitando aprendizagens informais vindas da cultura mediática de jogos e filmes de animação, estimulando também uma atitude de capacidade de produção de conteúdos ao invés de simples consumo do disponibilizado pela cultura mediática online; olhamos também para alguns aspectos metacognitivos de aprendizagem de colaboração, processos de trabalho que envolvam fases de pesquisa, recriação e modelação, e o puzzle mental que é a modelação 3D que obriga a interiorizar visualização espacial na conceptualização mental das formas a recriar, estimulando o desenvolvimento destas capacidades nas crianças e jovens.
Slide 3: uma breve observação sobre a grande quantidade de aplicações utilizadas, salientando que foram escolhidas pela sua enorme simplicidade de utilização e facilidade de obter resultados em tempo real, sublinhando que ao trabalhar com este público é importante que o aluno obtenha resultados rápidos de boa qualidade que o estimulem a aprofundar a aprendizagem. A utilização do VRML como tecnologia base prende-se com questões de estabilidade da tecnologia e facilidade de acesso no ambiente económico das escolas.
Slide 4: Resumir o tipo de produtos criado pelos alunos, essencialmente objectos em 3D que são utilizados por si, em rendering gráfico, aplicados em mundos virtuais temáticos ou como elementos de animações simples.
Slide 5: Procura-se carácter inter e trans-disciplinar; ao longo do projecto tem-se trabalhado com crianças do 1.º Ciclo, que surpreendem pela aderência e capacidade de exploração; quer aqui quer no 2.º Ciclo a aposta está na interdisciplinaridade, integrando a aprendizagem e criação em 3D com processos de pesquisa e aprendizagem noutras áreas curriculares, nomeadamente no domínio das ciências.
Slide 6: exemplos de trabalho com crianças do 1.º ciclo combinando saberes de diversas áreas em produtos multimédia.
Slide 7: exemplos de projectos de simulação interdisciplinar que combinam aprendizagens de diferentes disciplinas num produto final.
Slide 8: A introdução da disciplina de TIC no 3º ciclo trouxe um novo desafio. Aqui, procuramos integrar o 3D com as metas curriculares, especificamente no domínio da produção multimédia, pesquisa e tratamento de informação, essencialmente desafiando os alunos a trabalhar em conjunto, estimulando a destreza na utilização do computador (se sobreviverem ao 3D, não há tarefa que lhes faça medo), e a aprender processos de criação que obriguem a interacção entre imaginação, pesquisa e construção.
Slide 9: Os processos de trabalho implicam a aprendizagem elementar das aplicações, e sua utilização em projectos "multimédia" à escolha dos alunos, utilizando as aplicações que lhes são favoritas. O objectivo deste projecto é iniciar os alunos de forma lúdica, abrindo horizontes e despertando interesses, e não um percurso formal de aprendizagem de 3D que não se justificaria nestas idades e nível de ensino.
Slide 10: Isto explica, entre outros detalhes, a utilização do jogo Minecraft como ferramenta de criação de conteúdo 3D, aproveitando o forte interesse dos alunos neste jogo, onde desenvolvem construções e espaços virtuais de complexidade assinalável.
Slide 11: mais valias deste género de trabalho, ao nível da descoberta do 3D com autonomia, trabalho em colaboração entre crianças, processos e disciplinas, e equilíbrio entre meios, privilegiando o 3D mas sem esquecer outras formas de expressão plástica ou outras vias de introdução às TIC, como as aplicações office, vídeo ou edição de imagem.
Slide 12: áreas de incidência - 3D e realidade aumentada móvel.
Slide 13: vídeo ilustrativo.
Slide 14: Convidamos à visita à página do 3D Alpha, à galeria no Sketchfab e ao Babel. Para encerrar, reflectimos sobre a citação de Mitchel Resnick, “children have many opportunities to interact with new technologies – in the form of video games, electronic storybooks, and “intelligent” stuffed animals. But rarely do children have the opportunity to create with new technologies”. Às crianças são dadas muitas possibilidades de interagir com o digital, mas poucas de criar com o digital, dando significado pessoal às suas aprendizagens. Marshall McLuhan apontava o computador como uma extensão da mente. Com o 3D Alpha, queremos que também seja uma extensão da mão criadora.
domingo, 7 de julho de 2013
iTEC: Geometria em 3D
Neste projecto alunos de 7.º ano utilizaram elementos gráficos geométricos criados em Educação Visual para integrar como textura para objectos em animação 3D. Aplicaram conhecimentos de geometria e tecnologias de informação e comunicação num projecto multimédia colaborativo. Como resultado final foi criado um vídeo constituído por diversas animações 3D criadas pelos alunos intervenientes.
Os objectivos expressos desta experiência foram o estimular a utilização criativa das TIC; ir além do paradigma "pesquisa-produção de texto/apresentação"; estimular sinergia de aprendizagens efectuadas em múltiplas áreas. Iniciámos o projecto discutindo abertamente com os alunos participantes o que fazer para gerar um intercâmbio entre Educação Visual e TIC, respeitando as planificações originais das disciplinas. Foi decidido um trabalho de animação em 3D utilizando aplicação criativa de construções geométricas geométricas. Os alunos foram agrupados para criar a animação 3D em pequeno grupo. Esta utilizou formas geométricas assembladas de forma concreta ou abstracta para cujos mapas de textura foram utilizados desenhos digitalizados. Seguiu-se em TIC um processo de aprendizagem dos conceitos elementares de modelação e animação em 3D ao mesmo tempo que em Educação Visual os alunos aprendiam e aplicavam conceitos de geometria. Na finalização do trabalho cada grupo modelou, texturizou e animou os elementos para o seu pequeno filme. Os diversos clips foram por nós montados num pequeno vídeo. Calendarizações: 2 aulas para apresentação do projecto e estruturação das propostas dos alunos; 6 aulas para aprendizagem de modelação em 3D; 4 aulas para elaboração do projecto final. Cada aula teve duração média de 90 minuntos.
Nas tecnologias previstas no âmbito do iTEC foram utilizadas plataformas de publicação online (blogger e tumblr). Recorremos intensivamente a outras tecnologias: aplicações de modelação 3D - Bryce, Doga L3, Sketchup, BS Contact (VRML); edição vídeo: Vegas Movie Studio.
Lançamo-nos neste projecto tentando equilibrar as interessantes propostas do iTEC com um percurso investigativo na área da utilização de tecnologias 3D com crianças e jovens. Estudamos este género de aplicações focalizando no estímulo à criatividade, produção de conteúdos e aprendizagem de conceitos elementares para modelação, realidade virtual e 3d printing. O tempo de aula disponível não facilitou o trabalho. Aulas semanais de 90 minutos revelaram-se pouco adequadas a um tipo de trabalho que requer grande esforço de aprendizagem de aplicações específicas. O ritmo de trabalhodefinido na aula - aprender, aplicar, partilhar resultados nem sempre era concluído. O resultado final desvia-se dos objectivos especificados no iTEC. Assumimos este projecto como uma experiência de integração de 3D em contextos interdisciplinares que falhou na vertente de partilha e colaboração online, por questões de tempo e calendarização. O empenho dos alunos foi assinalável, traduzindo-se num entusiasmo generalizado pelas tarefas propostas, pela discussão de ideias, aprendizagem de técnicas específicas e soluções criativas encontradas para os projectos de grupo.
Na generalidade os alunos participaram com entusiasmo neste projecto. A possibilidade de partilha online interessou-os muito, o que nos levou a escolher a plataforma tumblr já usada pelos alunos em detrimento do blogger. Não nos foi possível tirar partido do TeamUp. A fase de aprendizagem de aplicações envolveu o domínio elementar de programas de modelação 3D com alguma complexidade, e neste desafio os alunos distinguiram-se pelo esforço colocado nesta vertente. No projecto final cada grupo desenvolveu soluções criativas para o seu segmento de vídeo, mas não foi possível avançar para registo audio e video das suas percepções. O elevado nível de envolvimento mostrado pelos alunos demonstrou o seu interesse por este género de actividades. A utilização do método histórias de aprendizagem revelou-se um potente instrumento para facilitar processos de planificação, discussão e organização do trabalho.
Pessoalmente faço uma avaliação negativa desta minha experiência, não devido ao projecto em si ou ao empenho dos alunos mas pelas más surpresas trazidas pelo reduzido tempo disponível e questões de organização. A integração de 3D com este género de projecto é possível mas requer uma melhor estruturação temporal com atenção à adequação das actividades com a sua distribuição temporal., que o início destas actividades no terceiro período não nos permitiu. Como pontos fortes sublinhamos a aprendizagem de tecnologias multimedia pelos alunos, o estímulo ao trabalho colaborativo e interdisciplinar e aderência e entusiasmo dos participantes.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Projectos Finais Multimédia - 7.º ano (Sketchup)
Um dos trabalhos que mais gosto deu a acompanhar, com um nível muito elevado de criatividade e detalhes.
Trabalhos em Sketchup.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Projecto Multimédia Final TIC 8.º Ano (Mundo Virtual)
Por vezes o tempo é inclemente. O objectivo do aluno que criou estes trabalhos era desenvolver um pequeno mundo virtual com vários robots em movimento. O esforço foi muito, mas o tempo disponível não permitiu concluir o trabalho dentro dos objectivos previstos.
E foi pena. Foi mesmo por muito pouco que o mundo virtual em VRML não ficou montado.
Projecto Multimédia Final de TIC - Vídeo (8.º Ano)
Mais alguns trabalhos de vídeo criados por alunos de 8.º ano. São maioritariamente fan videos sobre bandas contemporâneas, ou utilizam músicas conhecidas o que entra em colisão com os algoritmos de propriedade intelectual dos sites de alojamento de vídeo. Por isso não nos é possível mostrar os trabalhos finalizados.
As capturas de ecrã do processo de edição demonstram o esforço dos alunos na edição, montagem e aplicação de efeitos. Nada mal para iniciação à edição não linear.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Projecto Multimédia Final de TIC - Minecraft (8.º Ano) I
Dois trabalhos muito interessantes de alunos da turma D do oitavo ano. O Minecraft como ambiente de jogo aberto onde as crianças e jovens podem criar livremente as mais mirabolantes construções nunca cessa de me surpreender. O computador é a tela e o jogo o pincel que permite criar.
Os modelos em 3D, exportados para VRML pelo Mineways, podem ser visualizados no Sketchfab num browser que suporte WebGL.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Trabalhos Finais - Projecto Multimédia (9.º Ano) IV
Um dos percursos de aprendizagem mais encantador que assisti foi o da aluna responsável por estes trabalhos de edição de imagem. Fascinada pelas possibilidades da colagem digital e edição de imagem utilizando o Gimp, aproveitou o tempo destinado aos projectos multimédia para uma jornada pessoal de descoberta que está espelhada nas muitas variantes das suas recriações.
Ao longo deste ano lectivo tentámos incidir nas aulas de TIC num largo espectro de aplicações que permitisse dar aos alunos uma visão abrangente da produção multimédia. O 3D foi a principal vertente de abordagem, mas a edição vídeo e de imagem não foram esquecidas. Tal como o programa original de introdução a aplicações office, abordado em ritmo rápido nas primeiras aulas para possibilitar tempo de exploração de outras vertentes das TIC. De fora, porque este tipo de abordagem foi experimental e também serviu para aferir pontos fortes e fracos, ficaram a programação em Scratch e o trabalho em audio.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Trabalhos Finais - Projectos Multimédia (9.º Ano) III
Combinando o Minecraft com o Mineways, programa para exportar recursos do jogo para impressão em 3D, consegue-se dar aos alunos a possibilidade de criar um projecto utilizando um jogo muito interessante para criar elaboradas construções para aplicação em projecto multimédia - rendering 3D, mundo virtual em VRML e, talvez um dia, impressão em 3D das criações, dando fisicalidade aos objectos virtuais.
Pequeno mundo minecraft criado por uma aluna.
Para visualizar em 3D os mundos minecraft cliquem nos modelso alojados no Sketchfab.
Pequeno mundo minecraft criado por uma aluna.
Para visualizar em 3D os mundos minecraft cliquem nos modelso alojados no Sketchfab.
Trabalhos Finais - Projecto Multimédia (9.º Ano) II
Os trabalhos em Sketchup têm uma aparência exterior simples, que oculta um extraordinário olho para detalhes e pormenores por parte dos alunos que escolheram esta aplicação de modelação 3D como projecto final.
As capturas de ecrã não fazem justiça à complexidade deste trabalho, onde tudo foi meticulosamente modelado no programa.
O sketchup é uma aplicação popular entre os alunos porque simplifica o processo de criação em 3D e possibilita resultados imediatos. Pessoalmente, fico sempre surpreendido ao observar os elevados níveis de concentração dos alunos que escolhem esta aplicação para os seus projectos finais.
Trabalhos Finais - Projecto Multimédia (9.º Ano) I
Para finalizar o ano de trabalho e aprendizagem experimental em TIC os alunos individualmente ou em grupo realizaram um projecto multimédia em que teriam de utilizar algumas das tecnologias que abordaram ao longo do ano lectivo. Uma das mais populares entre os alunos foi a edição de vídeo não linear, o que se reflectiu nos projectos finais. Foram criados muitos fan videos de bandas populares, exprimindo aquela alegria adolescente no gosto pelos ídolos da cultura popular. Outros optaram por listas de best of. E alguns, muito criativos, criaram pequenas e divertidas curtas metragens que não posso divulgar publicamente por questões de privacidade das crianças.
O mais divertido e criativo projecto final. Mini-filme sobre um desejado atentado terrorista que rebentará a escola. O professor, vai-me ensinar a explodir a escola era uma running joke com um dos alunos responsáveis por este trabalho enganadoramente simples.
Outro dos projectos destacou-se por recorrer a um jogo para contar uma história... tipicamente adolescente. Digamos que é um machinima com as hormonas aos saltos.
As capturas de ecrã mostram o nível de complexidade a que chegaram alguns trabalhos. Para abordar a edição de vídeo escolhemos o Vegas Movie Studio, que equilibra opções avançadas com simplicidade no processo de trabalho. O objectivo era explorar com os alunos os recursos mais avançados da edição não linear, como montagem multi-pistas, conjugação de clips, animações, efeitos e recursos multimédia. Cabia aos alunos escolher a melhor solução de montagem para os seus projectos. Alguns optaram pela linearidade, outros trabalharam muito bem com a sobreposição de pistas de audio e vídeo.
Os dois vídeos mostrados são representativos dos trabalhos dos alunos, mas não representam todos os trabalhos. A publicação de fan videos com música de bandas contemporâneas entra em conflito com os algoritmos de vigilância dos direitos de autor do YouTube. Na generalidade, os alunos surpreenderam pelo empenho e criatividade dos seus projectos.
O mais divertido e criativo projecto final. Mini-filme sobre um desejado atentado terrorista que rebentará a escola. O professor, vai-me ensinar a explodir a escola era uma running joke com um dos alunos responsáveis por este trabalho enganadoramente simples.
Outro dos projectos destacou-se por recorrer a um jogo para contar uma história... tipicamente adolescente. Digamos que é um machinima com as hormonas aos saltos.
As capturas de ecrã mostram o nível de complexidade a que chegaram alguns trabalhos. Para abordar a edição de vídeo escolhemos o Vegas Movie Studio, que equilibra opções avançadas com simplicidade no processo de trabalho. O objectivo era explorar com os alunos os recursos mais avançados da edição não linear, como montagem multi-pistas, conjugação de clips, animações, efeitos e recursos multimédia. Cabia aos alunos escolher a melhor solução de montagem para os seus projectos. Alguns optaram pela linearidade, outros trabalharam muito bem com a sobreposição de pistas de audio e vídeo.
Os dois vídeos mostrados são representativos dos trabalhos dos alunos, mas não representam todos os trabalhos. A publicação de fan videos com música de bandas contemporâneas entra em conflito com os algoritmos de vigilância dos direitos de autor do YouTube. Na generalidade, os alunos surpreenderam pelo empenho e criatividade dos seus projectos.
sábado, 1 de junho de 2013
3D Alpha vs ITEC
Os alunos do 7.º D estão a terminar os trabalhos de segundo semestre. Estão a ter oportunidade de participar no projecto iTEC, o que não tem sido tarefa fácil. Os noventa minutos semanais de TIC mal chegam para aprender a mexer nas tecnologias, criar trabalhos introdutórios e fazer a partilha online. Integrar o iTEC com o 3DAlpha revelou-se mais difícil do que o esperado. Mesmo assim, apesar de não cumprir todos os requisitos do iTEC os alunos experimentaram tecnologias de criação em 3D (a vertente deste nosso projecto), criaram espaços de partilha online que começam a utilizar autonomamente e, pegando em conceitos matemáticos, estão a afadigar-se a criar um trabalho híbrido que mistura matemática, educação visual e TIC.
E o que pretendem os alunos fazer? Em Educação Visual exploraram conceitos matemáticos de geometria aplicados em desenho que após digitalização serão utilizados como mapas de textura para objectos virtuais tridimensionais. TIC serviu para aprender a trabalhar com diferentes aplicações e estruturar o processo de trabalho. Partiram do sonhar - imaginar como integrar diferentes saberes num projecto; passaram pelo explorar - aprendendo e aplicando os diversos conceitos de matemática e ferramentas digitais; pelo mapear - estruturando um esquema de trabalho para levarem a bom porto as suas ideias; e encontram-se agora firmemente imersos no fazer criando projectos colaborativos. Estas são fase previstas no projecto que se revelaram úteis para estruturar os processos criativos. Depois... como poderão ver em seguida, as ideias dos grupos de trabalho são muitas e envolvem todas a criação de vídeos de animação 3D.
O objectivo deste grupo é, como disseram os elementos, criar um museu ao ar livre onde os nossos trabalhos aparecem mapeados em formas geométricas.
Uma ilha, uma casa e um personagem que se irá mover no espaço da ilha. Suspeito que os desenhos dos alunos em educação visual serão as texturas do personagem.
Este projecto é ambicioso. A ideia do grupo é criar uma cidade e animar em 3D de forma a que os trabalhos que fizeram em educação visual surjam projectados em televisores nos prédios. Parece complexo, e é-o. Obriga a pensar em três frentes: criação de objectos 3D em Sketchup, composição, texturização e rendering em Bryce, e edição não linear de vídeo para criar o efeito de vídeos sobrepostos (um trabalho judicioso com layers em Vegas resolve o problema). Este professor, g33k confesso, visualizou imediatamente um cenário ao estilo Blade Runner mas deixou-se ficar caladinho. Estas ideias estão a surgir da mente dos alunos, talvez algo pervertida por alguma influência a puxar para o lado tridimensional, mas refira-se que eles estão a pegar nas sugestões e a levar muito mais longe do que eu imaginaria. É uma boa sensação e indica que um dos mais importantes objectivos destes projectos está a ser atingido: que os alunos percebam que os recursos digitais podem ser utilizados como ferramentas criativas e que o limite para os projectos está na imaginação.
Nesta imagem evocativa de esoterismos irão surgir os trabalhos gráficos das alunas responsáveis. A animação vai envolver um asteróide... porquê? Não me perguntem, sou meramente o professor.
Este é o projecto mais tradicional. O conceito é simples: criar um museu virtual, aplicar os desenhos como mapa de textura em sólidos, e criar um percurso de câmara que simule uma visita.
Sobre este estou confessamente curioso. Sei que envolve mechas. Mais que isso os alunos não se descosem.
Estas flores não estão trabalhadas em temos de textura porque, de acordo com as alunas responsáveis, os seus trabalhos estarão no centro das pétalas. E o aspecto de parada militar é intencional. O objectivo será o de fazer um travelling com a câmara ao longo da série de flores. Porque quatro? É o número de elementos do grupo.
Estes são alguns dos trabalhos que irão servir de mapa de texturas para os projectos dos alunos. Representam a exploração gráfica de conceitos de geometria plana, traçados e construções geométricas. Resta finalizar a composição de cena, aplicar texturas e animar.
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