segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Workshop de Introdução à Impressão 3D na ESGC, Alverca


Foi no passado dia 20 de janeiro que estivemos na Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, para mais um workshop de introdução à impressão 3D. Decorreu em três sessões de cerca de quarenta e cinco minutos cada, para os alunos das turmas de informática da escola. Não contámos, mas suspeitamos que cada sessão tenha sido para duas a três turmas. A sala estava sempre cheia.



A proximidade com a tecnologia é um dos elementos importantes destas iniciativas. Sabemos que ver a impressora 3D a trabalhar é o principal ponto de interesse, e é importante mostrar o como, mostrando o que vai debaixo das carenagens exteriores. Nestes momentos, a beethefirst fica sem a tampa superior, para os alunos participantes poderem tomar contacto com os mecanismos que possibilitam a impressão 3D. Mostrar como funciona, desmistificando a tecnologia. A portabilidade desta impressora ajuda muito a este tipo de actividades.


 Neste tipo de workshops gostamos de demonstrar a impressão 3D imprimindo algo que tenha a ver com o local ou instituição. Desta vez adaptámos o logótipo da ESGS, mostrando que uma das valências da impressão 3D como método de fabricação e prototipagem é a forma como podemos ser criativos na poupança de material.


Num workshop destes fala-se do lado técnico da impressão 3D, de como preparar e executar uma impressão, dos vários tipos de tecnologia de impressão 3D, e, essencialmente, para que nos serve esta tecnologia. Aqui a nossa postura não é a de seguir a habitual de revolução na fabricação que estará nas mãos de todos (embora acreditemos nesse potencial) mas sim na possibilidade de despertar da criatividade individual. Imprimir o que já existe é divertido, mas o melhor do potencial da impressão 3D liberta-se quando começamos nós próprios a criar o que iremos materializar. Aprender modelaçao 3D amplifica o potencial da impressão. No como fazer há que mostrar o lado prático e criativo. Escolhemos neste workshop falar da utilização do Tinkercad, mostrando aos participantes como modelar em 3D com rigor. Tínhamos planeado algo mais prático, dando aos alunos a oportunidade de modelar algo nesta aplicação, mas o tempo não chegou.


É sempre giro receber uma mensagem destas no rescaldo da sessão. É curioso que os colegas que nos convidaram referiram achar interessante que nas três sessões o discurso foi sempre diferente. É normal. Não preparamos estas intervenções ao milímetro. Estruturam-se os grandes temas - tecnologia de impressão 3D, ver debaixo do capot quer na impressão quer na modelação, demonstrar modelação 3D, falar dos seus impactos. O ritmo é determinado pela impressora. Com tempos de impressão que não se coadunam com sessões metrificadas, não seria interessante, por exemplo, falar de preparação de um modelo para impressão e do uso do Beesoft como slicer/controlador de a impressora estiver a meio de um trabalho de impressão.

Se estas acções são sempre interessantes, o que realmente é recompensador é o que se passa após as sessões, quando alguns alunos, de interesse desperto, nos enchem de comentários e questões. Aos grandes grupos é dada a possibilidade de tomar contacto com esta tecnologia, mas sabemos que para a maioria dos presentes o factor curiosidade fica satisfeito com a sessão. Aqueles cujo interesse ficou desperto mais além disto são aqueles que realmente nos dão a sensação de dever cumprido, por cansativo que seja responder a rajadas de perguntas no final das sessões.

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