Aqueles suspiros de surpresa quando o algoritmo corre pela primeira vez são sempre impressionantes. O primeiro desafio de programação dos alunos de 5º ano, também atividade EU Codeweek, superado!
Espaço dos projetos TIC em 3D, Fab@rts - O 3D nas mãos da Educação!, Laboratório de Criatividade Digital - Clube de Robótica AEVP e outros projetos digitais desenvolvidos no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.
Aqueles suspiros de surpresa quando o algoritmo corre pela primeira vez são sempre impressionantes. O primeiro desafio de programação dos alunos de 5º ano, também atividade EU Codeweek, superado!
Foi uma honra ter podido partilhar algumas ideias sobre o desenvolvimento do pensamento computacional cruzando tecnologia e artes, aprendidas nesse laboratório de experimentação que são as aulas de TIC, neste webinar da Future Classroom Lab. Nestas coisas, leva-se mais do que se traz, registo a implementação do pensamento computacional nos currículos, a experiência israelita de introduzir inteligência artificial nas salas de aula, e o trabalho fenomenal de Eva Toth na construção de comunidades entanto promove competências de programação.
Vai ser o tema da participação no webinar Fostering Students’ Creative and Computational Thinking, organizado pelo Future Classroom Lab. Esta sessão contará com especialistas ligados ao estudo dos impactos dos programas de literacia computacional, e partilhas de docentes que, no terreno, desenvolvem este tipo de projetos. Da minha parte, levo as experiências que vou fazendo tentando cruzar a expressão plástica e artística com o pensamento computacional, nas vertentes de programação, 3D e inteligência artificial.
Bem, posso ficar tranquilo, ainda sou humano ao fim destes anos todos a mergulhar em bits e bytes. Piadas à parte, foi uma honra o desafio para participar nesta sessão para o Bootcamp MOOC da Codeweek. Uma hora de partilha de ideias, que contou com a experiência em contextos eTwinning e Scientix de Stefania Altieri, o dinamismo das atividades inseridas na comunidade de Éva Tóth, e, da minha parte, com partilhas sobre as pontes entre expressão plástica e programação no contexto do ensino básico. Destas coisas, leva-se sempre mais do que trazemos, e o espírito de comunidade grassroots da Codeweek é das coisas que mais me fascina.
E porque não usar a programação para criar experiências artísticas? Será esse o desafio da atividade Funny Shapes, cruzar programação e matemática para criar desenhos. Esta atividade está a ser desenvolvida em parceria com outras quatro escolas, com o objetivo final de criar uma exposição virtual de arte criada com programação pelos alunos destas escolas.
Cada escola usará o ambiente de programação e técnica que entender. Com os nossos alunos, o desafio será utilizar dispositivos móveis e a app Tynker, um ambiente de programação similar ao Scratch, para experimentar criar padrões visuais espiralados. Uma ideia que se inspira no seminal 20 Things To Do With a Computer de Papert e Solomon.
Desbloquear os conceitos de programação com ambientes visuais para os docentes de matemática, é o desafio destas duas sessões. O objetivo é aprender a programar visualmente, para cruzar o pensamento computacional e a matemática. Restrito a docentes do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Inscrições no plano de formação do CFAERC.
Dia 21 de janeiro, o desafio é descobrir os algoritmos de geração de imagem por inteligência artificial. Inscrições no plano de formação do CFAERC.
Dia 26 de novembro, será dinamizada uma sessão de curta duração sobre programação de pequenas narrativas digitais, focada no desenvolvimento de estratégias de pensamento computacional. Inscrições no plano de formação do CFAERC.
Estou a divertir-me, mais do que esperaria, com a nova função Procura Visual do iOS 16. É uma das novidades da atualização do iOS, e é muito surpreendente. Com um toque de dedo, podemos selecionar um elemento de uma fotografia, e os algoritmos de ML incorporados fazem o seu recorte. Podemos depois copiar e colar noutras apps, ou partilhar. Permite remover fundo a imagens, ou criar stickers personalizados, ou... criar colagens estilo 1990 (para já, usando as Stories do Instagram como "editor" de imagem, mas suspeito que em breve apps mais pensadas para trabalho gráfico vão tirar partido desta função).
Yay! Estou a regressar aos tempos do recorte de imagens de revistas e collage! Ou aos primeiros passos com o Photoshop, nos longos idos anos finais de 90. Mas não interpretem mal esta observação. É incrível que os algoritmos ML incorporados pela Apple no iOS 16 permitam fazer com um único toque aquilo que demorava um tempo tedioso com as ferramentas de seleção dos softwares de edição de imagem. A ferramenta não é perfeita (limita-nos a figuras destacadas em primeiro plano), mas reparem o quão incrível é realizar com um simples toque no ecrã de um telemóvel o que costuma ser uma metódica operação de recorte.
Hora de boas vindas aos novos alunos de 5º ano. E, para o fazer, nada como tirar a poeira ao Espantador de Crianças (e Adultos Também), uma brincadeira tecnológica com microbits e leds. Um dia, deixo aqui as instruções de como o fazer.
@archizer0 Primeira aula de TIC? É para espantar, recorrendo à ajuda do Espantador de Crianças (e Adultos Também). #microbit #coding #proftok #teachertok ♬ There Is a Light That Never Goes Out (2017 Master) - The Smiths
O gadget em si não é complexo, trata-se de uma placa microbit ligada a uma expansion board da bitmaker, que permite ligar componentes com fichas grove. Liguei-lhe um sensor de ultrassons, uma led ring da Adafruit, e um ecrã de dígitos. A programação é simples, com base nos dados do sensor de ultrassons, o ecrã mostra a distância em centímetros, e as cores do led ring mudam conforme as distâncias.
Começar o novo ano com um regresso aos desafios anteriores. No âmbito do VIII Encontro do CFAERC, dinamizámos um painel dedicado à capacitação digital. O painel "Ações de Capacitação Digital: partilha de práticas com tecnologias criativas", permitiu-nos dar voz aos formandos das formações que dinamizámos no CFAER (a de capacitação digital nível 3, e a muito divertida, pelo menos do meu ponto de vista, Tecnologias Criativas). Este momento de partilha iniciou-se com o diretor do centro de formação, Carlos Manique, e Marília Peres, a apresentar o livro digital sobre o impacto das ações de capacitação digital desenvolvidas em Mafra.
Para começar o painel, espaço à minha colega de longa data, Carla Farinha, que mostrou aos participantes uma experiência de uso de inteligência artificial na aula de Português. Desafiou os alunos a criar, usando a GauGAN da Nvidia, fotos de paisagens que nunca existiram, para em seguida construírem pequenos textos descritivos a partir dessas imagens. No rescaldo dessa partilha, permitiu mostrar o quanto a tecnologia de geração de imagens por inteligência artificial evoluiu, mostrando-se algoritmos como o DALL-E ou Stable Diffusion.
Seguiu-se a Maria João Marques, docente da secundária de Mafra, que partilhou uma experiência de animação com programação em ambientes visuais desenvolvida na formação Tecnologias Criativas. Um pequeno exercício de storytelling com programação tornou-se uma animação complexa.
O foco principal está no telemóvel, pela sua portabilidade. No caso do iPhone, pelas capacidades dos sensores Lidar, e no caso dos Android, pelas várias apps que permitem fazer fotogrametria com facilidade (por pura sorte, a Polycam disponibilizou o seu modo fotogrametria alguns dias antes desta sessão). Levei telemóveis para se poder experimentar, mas optei por não o fazer, porque queria dar o máximo de espaço à última intervenção do painel.
"Tenho aqui uma coisa que ia colocar na reciclagem eletrónica, mas quis mostrar-te, talvez tenha interesse...", disse-me aqui há dias uma colega, que logo a seguir tira um portátil antigo da sacola. Normalmente torço o nariz a doações bem intencionadas de material obsoleto para a escola, mas olhei com atenção. Isto é excelente para o eventual futuro museu da tecnologia aqui na escola, disse-lhe. Ao longo dos anos tenho vindo a agregar exemplares de tecnologias antigas, obsoletas ou caídas em desuso que vão chegando, entre doações e coisas esquecidas no fundo dos armários. Alguns ainda a funcionar. Talvez um dia consiga encontrar forma de os mostrar.
O computador dela deu entrada na colecção. Parece estranho, mas estamos sempre tão deslumbrados com as novidades tecnológicas, que nos esquecemos da importância da memorialização. Quer como curiosidade, quer como recordação da história das tecnologias que usámos, que nos permitiram fazer coisas interessantes e diferentes, ou explorar diferentes formas de ensinar.
Aposto que algures, nalgumas bibliotecas universitárias, estão esquecidos alguns artigos e teses a analisar o impacto do uso do gravador de fita magnética na aprendizagem, ou a elencar estratégias inovadoras para o seu uso.
O obsoleto de hoje já foi o inovador do passado, e há que saber valorizar essa memória histórica e tecnológica. Para não se cair no desvalorizar de passos fundamentais para se chegar onde chegaremos amanhã. Para contextualizar as inovações de hoje (não por acaso, nas formações de capacitação digital nível 3 que dou, incluo um texto de Quintiliano nas leituras sugeridas). E, também, porque recordar esta evolução ajuda a distinguir o trigo do joio nas correntes discussões e hypes sobre as tecnologias educativas.
Verão é altura de pausa e descanso, mas também época para aproveitar e explorar aquilo que não temos tempo noutras alturas do ano. Este verão, aproveitei para explorar um pouco mais a digitalização 3D, cruzando o gosto pela viagem, pelo património, pela visita a espaços, com o treino e melhoria das minhas capacidades de captura.
As digitalizações foram feitas com um telemóvel iPhone 13 Pro Max, tirando partido do seu sensor de Lidar. Alternei entre as aplicações Scaniverse e Polycam. As capturas são interessantes, mas revelam as limitações da plataforma, os modelos visualmente são interessantes, mas uma análise mais profunda mostra que a malha poligonal não é tão detalhada quanto parece. Estas apps trabalham muito bem com a texturização, e é isso que nos dá a sensação de fidelidade na captura. É natural que assim seja, o Lidar no iPhone não foi concebido para digitalização. Mas usar um telemóvel para este tipo de capturas é muito mais acessível do que equipamentos dedicados.
Não posso encarar isto como digitalização de alto nível, para isso teria de enveredar pela fotogrametria pura ou usar scanners laser ou lidar (e para isso, não há orçamento...) dedicados. O scan 3D por telemóvel é um passo intermédio entre fotografia e 3D, permite captar o momento, a memória, de uma forma volumétrica. E, só por isso, já é interessante e abre caminhos estéticos.
Gruta da Pena by Artur Coelho on Sketchfab
De visita ao parque e palácio Biester, captura da gruta decorativa nos jardins.
Sacristia by Artur Coelho on Sketchfab
A basílica de S. Francisco el Grande foi uma inesperada surpresa do esplendor barroco. Era proibido recolher imagens no seu interior, mas não resisti a fazer algumas capturas à socapa. Aqui, uma das salas da sacristia da Basílica.
Trajes de Ópera Chinesa by Artur Coelho on Sketchfab
Não posso dizer que esta é uma boa captura, estava com distância, e condições de baixa luminosidade, através de vidros reflexivos. Mas deu um resultado esteticamente interessante. Museu do Oriente, exposição dedicada aos trajes da Ópera Chinesa.
Sem Casa, Sem Pão, 1919 by Artur Coelho on Sketchfab
O Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha tem uma assinalável coleção de arte figurativa portuguesa, do final do século XIX aos meados do século XX. Capturei lá esta escultura de José Rato, de 1019.
S Miguel Arcanjo (MASMO) by Artur Coelho on Sketchfab
Há que admirar o ar feliz do arcanjo ao esmagar a cabeça à serpente. Estátua quinhetista, no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas.
Ponte Romana da Catribana by Artur Coelho on Sketchfab
Perto de uma das praias que frequento, a da Samarra, encontra-se a aldeia da Catribana, onde está preservada uma ponte romana e parte de estrada. Um scan ambicioso, a puxar os limites do que o iPhone consegue fazer em termos de distâncias.
Sala do Palácio de Queluz by Artur Coelho on Sketchfab
O scan 3D é uma boa forma de dar a noção do interior dos espaços. Aqui, uma sala dedicada à azulejaria no Palácio Nacional de Queluz.
Esfinge by Artur Coelho on Sketchfab
Nos jardins do Palácio de Queluz, uma esfinge com um simpático ar entre o barroco e o neoclássico.
Capela de S. Martinho, Óbidos by Artur Coelho on Sketchfab
Outra captura interior, com um pouco de exterior. A capela de S. Martinho, em Óbidos.
S. Miguel Arcanjo by Artur Coelho on Sketchfab
Também em Óbidos, na Igreja de S. Pedro, um belíssimo arcanjo barroco.
Asterix, Obelix e Ideafix by Artur Coelho on Sketchfab
Aproveitei uma estadia em Madrid para visitar a exposição Cómic: Sueños e Historia na CaixaForum (digamos que foi uma das razões para ir à capital espanhola). Uma das secções mais instagramáveis da exposição incluía estes modelos de Astérix e Óbelix.
Entre os dias 14 e 17 de julho decorreu no Lab Aberto, Torres Vedras, o Boot Camp 2022. Um ponto de encontro de makers, fablabs, empresas e professores, sob o tema competências para a sociedade 5.0. Os participantes puderam interagir com um vasto leque de destacados makers e académicos europeus e americanos, sempre em ambientes informais de partilha aberta.
Da garrafa ao filamento, um projeto de reciclagem de plástico PET para produção de filamento para impressão 3D.
Scanners 3D profissionais da Isicom.
Estátua colaborativa de Nelson Mandela em construção.
Projetos do fablab Oficinas d'Almada.
Algoritmo de inteligência artificial do Open Bot em pleno treino.
Um Open Bot original.
Fazer, reciclar, criar.
João Simões e Ricardo Pereira, a afinar a máquina de produção de filamento.
Um computador portátil criado a partir de um Raspberry Pi, à venda na Mauser.
Introdução à Modelação 3D e pensamento computacional. Aquele workshop de sempre...
Costuras e circuitos no workshop weaRables de Núria Miguélez, do FabLab Leon.
Um Mandela quase pronto.
Scanners melhores que iPhone, e também mais caros.
Um Open Bot especial.
A montagem da estátua impressa em 3D de Nelson Mandela. Um trabalho colaborativo entre fablabs, makers e escolas que imprimiram as peças necessárias, coordenado por Nuno Gomes (XYZ Labs) e que contou com a ajuda adicional do fablab italiano WeDo na montagem final.
António Gonçalves e João Simões, os líderes do Lab Aberto, e organizadores deste Bootcamp 2022. Já a prepararem-se para 2024.
É, certamente, a imagem mais emblemática deste encontro, representando criatividade, espírito colaborativo, sentimento comunitário, e alguma sanidade duvidosa.
É sempre um prazer regressar a Leiria, e ao encontro do Centro de Competências Entre Mar e Serra, sempre um dos mais dinâmicos e vanguardistas. Este ano, o desafio passava por dinamizar uma sessão sobre 3D. Infelizmente, porque o calendário deste encontro se sobrepunha ao Bootcamp do Lab Aberto, a visita foi mesmo de fugida.
O grupo de formandos era pequeno, e ainda bem. Em vez de uma longa e cansativa preleção sobre 3D, foi uma conversa intimista, cheia de curiosidades, e algum toque experimental. Apesar da informalidade, deu para falar sobre 3D, aplicações pedagógica, a importância cognitiva da modelação e a sua ligação ao pensamento computacional, e alguns truques para sobreviver ao filamento derretido.
O desafio partiu do Professor João Piedade, dinamizar uma sessão sobre 3D para os alunos da pós-graduação em Programação e Robótica no Ensino Básico. Um curso de que também já fui aluno, e me permitiu dar o salto para áreas criativas com algoritmos e robots. Uma aula mista, com um grupo presencial e outros online, dispersos por Portugal e Angola. Isto hoje já é banal, mas não cesso de me maravilhar com esta capacidade que a internet tem de derrubar barreiras temporais e geográficas.
Numa sessão de três horas, falou-se e experimentou-se sobre modelação e impressão 3D, truques de impressão, algumas técnicas mais avançadas, o potencial da fotogrametria, e a ligação entre criar em 3d e pensamento computacional. Sempre, espero, com o foco no potencial pedagógico, nas suas múltiplas possibilidades em sala de aula.