quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Iniciar


Iniciámos, finalmente, as actividades de introdução à programação no 1.º Ciclo do ensino básico que nos irão levar todas as semanas às escolas básicas do Agrupamento. O projecto não pode ser desenvolvido com um número alargado de turmas, mas tentamos abranger pelo menos uma por estabelecimento. Demorou a arrancar. No final do ano lectivo anterior, quando nos juntámos a este projecto, muitos docentes titulares ainda não sabiam que turmas iriam ter neste ano. A partir de setembro foram lançados os desafios às coordenadoras de estabelecimento, analisadas as condições das salas de informática, e só faltou organizar o tempo para as deslocações. Antes de arrancar, era preciso assegurar que na escola-sede as agruras de arranque de ano estavam ultrapassadas, o backoffice estabilizado e as aulas curriculares de TIC a decorrer a bom ritmo. 


Hoje iniciámos nas escolas básicas de S. Miguel do Milharado e João Dias Agudo - Póvoa da Galega. Os primeiros passos são lúdicos, com os desafios Hour of Code  a intrigar e colocar os neurónios a funcionar. A jogar aprende-se, e muito, como demonstra o sucesso destes jogos sequenciais que ajudam a perceber conceitos fundamentais de programação.


Apetecia escrever e como somos As TIC em 3D não pudemos deixar de trazer a beethefirst para as escolas do primeiro ciclo. Mas estaríamos a mentir. Foi obra do acaso. No dia anterior dinamizámos um workshop de impressão 3D para alunos de cursos profissionais de uma escola secundária em Loures e como a impressora e os filamentos estavam no carro... porque não aproveitar? No Milharado, os alunos que chegaram à sala de informática depararam-se com esta surpresa. E eu com outra, quando um dos alunos me conta que tinha no dia anterior estado a mostrar a impressora e os objectos à irmã mais velha, aluna da escola de Loures onde estivemos... e que já tinha sido minha aluna em TIC. Professor, o professor deu à minha irmã aquilo que está na mão do robot, mas não é desta cor... 

Como não podia deixar de ser, os melhores alunos nas actividades ganharam uma prenda especial, impressa no momento. 


No espaço encantador da biblioteca Mil Folhas da escola básica João Dias Agudo, Póvoa da Galega, um grupo de alunos de terceiro ano percebeu qual é o elemento mais fixe e fantástico do computador: a criatividade de quem o usa. Sentados frente à impressora, que os fascinou, aprenderam que o computador é uma máquina de uso geral, que tanto serve para nos divertir com jogos, aprender com pesquisa, ou criar com texto, imagem, 3D e... programação. Mas não com estas palavras, claro. Uma das coisas que professores habituados a alunos mais velhos depressa percebem é que têm de adaptar muito a linguagem com os mais novos.


Daquelas pequenas recompensas que enchem o coração: ver alunos a expressar o pensamento activo enquanto superam desafios, e ver o seu sorriso encantado ao terminar a sessão e receberem um pequeno objecto impresso em 3D como prémio pelo seu desempenho. Não é todos os dias que isto lhes acontece. Tentamos ter a impressora ao serviço dos alunos. E imaginamos o entusiasmo deste ao chegar a casa e mostrar o obejcto, dizendo hoje... aprendi a programar um computador e ganhei uma coisa feita numa impressora 3D. Experimentar, divulgar, incentivar o tomar contacto. São elementos importantes no estímulo à aprendizagem.

Arrancou hoje. Finalmente. Agora seguir-se-ão uns meses de actividades divertidas que vão recorrer ao Scratch para apresentações multimédia e jogos, outras actividades Hour of Code (a sequência baseada em Minecraft está excelente e mal esteja completamente traduzida é de experimentar), e programação de drones com o projecto Code2Fly. E, como somos as TIC em 3D, claro que iremos desafiar os alunos do terceiro e quarto ano a criar para imprimir em 3D.

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