terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Trabalhos Finais 8.º B - Vídeo


O trabalho que abre esta secção dedicada aos projectos finais dos alunos do 8.º B quase não ia acontecendo. O objectivo dos criadores era o de modelar e texturizar um modelo 3D. Como a finalização foi feita no Bryce, sugeri-lhes que experimentassem animação. E depois foi só o ensinar-lhes como posicionar a câmara, pontos de luz e trajectórias de movimento em linha de tempo. Ficou mais interessante do que uma imagem fixa.


Não posso, por razões que se prendem com a propriedade intelectual, colocar online os vídeos produzidos pelos alunos. Essencialmente escolheram remisturar a música que gostam ou criar listas dos filmes que mais os atraem. A maior parte dos trabalhos optou pela justaposição simples de imagem, vídeo e som em duas ou três pistas.




Este trabalho foi a excepção, denotando uma atenção incipiente mas importante à edição, ao transmitir de uma ideia através da justaposição de imagens. As alunas que criaram este projecto fizeram, de facto, uma reinvenção de um trailer de um filme que as interessou.


A maioria optou por recriar a iconografia dos seus produtos mediáticos favoritos da cultura musical popular. Algo de muito normal nesta faixa etária de adolescência profunda.

Trabalhos Finais 8.º B - Sketchup (e um pouco de minecraft)


A preferência dos alunos desta turma foi para programação em Scratch e edição vídeo, mas alguns insistiram no trabalho em 3D, numa linha de continuidade com as aprendizagens efectuadas no 7.º ano.


Este primeiro trabalho é o mais bem conseguido, criado por um aluno que se perde a criar pequenos modelos que vão crescendo em pormenor e complexidade.


Outros, debaixo de uma aparência simples, escondem um trabalho muito meticuloso de modelação de pormenores.


E, para não ser a única turma sem fãs do Minecraft, um aluno criou  um pequeno trabalho neste ambiente de jogo. 

8.º B - Trabalhos Finais: Scratch



Esta foi a  turma que mais aderiu à exploração desta linguagem de introdução à programação. Três grupos escolheram desenvolver o seu projecto final utilizando o Scratch e os trabalhos distinguem-se pelo empenho dos alunos em encontrar soluções para os problemas colocados pelo desenvolvimento dos trabalhos. Este é o trabalho mais complexo, que obrigou os alunos a um enorme esforço de pesquisa e desenvolvimento de competências na área da programação. A cada aula chegavam ao pé de mim com um novo problema a resolver, com uma nova melhoria ao seu projecto: criar níveis, melhorar pontuação, fazer desvanecer e reaparecer elementos de jogos... e em todas as aulas recebiam a mesma resposta: ultrapassaram os conhecimentos, assumidamente parcos, que eu tenho da linguagem, e as soluções que procuravam poderiam ser encontradas analisando e desmontando projectos similares disponíveis na internet. O resultado foi, do meu ponto de vista, excepcional. Não só pelo resultado final como pelo fascínio de ver o entusiasmo, e esforço colocados pelos alunos responsáveis por este projecto. Como me referiu uma das alunas, trabalho mais aqui (nas aulas de TIC) do que em Matemática. Sublinha o esforço mental que actividades ligadas à programação implicam. Com tanto esforço nos códigos acabaram por se esquecer de melhorar o cenário, mas enfim. Não se pode ter tudo. De qualquer forma, são mais do que merecedores da nota máxima.


Este foi outro projecto que deu muito gosto de observar. Sem o entusiasmo e a verve do grupo anterior, mas também um percurso implacável e um forte questionar dos limites da aprendizagem. Outro pormenor curioso é o de ter sido realizado por um grupo de raparigas. Discute-se bastante os desequilíbrios de género no acesso às CTEM, e é gratificante ver estas alunas a contrariar a tendência.


Para terminar, outro trabalho realizado por duas alunas cujo empenho e interesse foi muito elevado. Ah, ia-me esquecendo: o que mais me impressionou foi o entusiasmo delas. É um jogo simples, mas representa muito esforço, muito pensamento e empenho das alunas.

A possibilidade de criar jogos em Scratch veio despertar muito o interesse destes alunos. Pegaram pela possibilidade de poder fazer algo que gostam de consumir, dando um passo na compreensão do que está por detrás de algo que faz parte do seu quotidiano. Para além disto foram forçados, de forma descontraída, a um enorme esforço mental de pesquisa e resolução de problemas que abraçaram sorridentes porque os objectivos lhes eram significativos. Pessoalmente, fiquei convencido e rendido ao potencial pedagógico do Scratch, pelo lado de introdução à programação mas essencialmente pelo estímulo que faz à flexibilidade mental e aprendizagem autónoma.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Acham que quando faço isto estou a jogar...


É habitual invadirem-me a sala fora de horas. São alunos em busca de dois dedos de conversa, ou à procura de solução para um problema técnico. Outras vezes querem-me mostrar o que vão fazendo. Não me chateio com isso. Nos intervalos pode ser complicado, porque há outros afazeres, mas fora da aula faço questão que a sala que cooptei como gabinete de trabalho tenha sempre a porta aberta. Ficam sempre curiosos com a infra-estrutura de servidores e os racks de routers e switches. Um destes dias tenho de tirar um dos projectores de slides da prateleira para lhes mostrar como se projectavam imagens antes da ubiquidade dos videoprojectores. É das perguntas mais recorrentes.


Tudo isto para contextualizar uma agradibilíssima invasão que me fizeram hoje, enquanto andava atarefado no intervalo a verificar as finalizações dos projectos finais dos alunos. A ex-aluna que tem andado nos seus tempos livres a explorar por si o Sketchup veio mostrar mais uma iteração da sua casa meio indiana. Meteu o nariz num test render de um trabalho de animação em Bryce de um aluno de 7.º ano e comento lembro-me vagamente do professor me ter ensinado isso....e depois sai, regressa com uma pen e mostra-me como vai o seu projecto de estimação. Ainda não sei bem o que fazer com o resto das divisões, disse enquanto eu me espantava com o cuidado tido com os pormenores das zonas que já terminou. É particularmente notável porque ela modela tudo de raiz.


Fiquei apaixonada pelo Sketchup, referiu quando lhe perguntei se se interessava por arquitectura, e gosto muito de desenhar roupas, referindo também que está muito intrigada pelo Marvelous Design, uma aplicação de modelação específica para criar meshes de roupas. Mas acham que quando faço isto estou a jogar. No entanto, esta é uma área de interesse em que se empenha e tem muito gosto. Espero que não desista disto, porque o talento está lá e a vontade de o desenvolver também. Quantos adolescentes conhecem que no tempo livre se dedicam a modelar cozinhas com todos os pormenores? No visualizador inserido do Sketchfab podem ver melhor e em 3D como vai este belíssimo trabalho. E sim, desta vez não me fiquei pelos elogios. Critiquei a escadaria que de momento não faz ali sentido, a menos que o passo lógico de estender o projecto seja dado. Foi mais desafio que crítica, enfim.


Tenho andado numa troca de mensagens de email com um dos elementos do Sketchfab, o repositório de modelos 3D onde deixo os melhores trabalhos criados pelos alunos no âmbito do 3D Alpha. It's so nice to see that you're teaching 3D design to youngsters. It's a growing skill, and I think a really important one. I actually didn't realize your students were at this age range :), observou. Também partilho desta opinião. O que para mim começou como uma curiosidade estética tem hoje outras dimensões. Se olharmos para o movimento maker e as possibilidades trazidas pela progressiva massificação das impressoras 3D, bem como dos nichos económicos de criatividade em game design, animação e outras vertentes do mundo digital percebemos que fundamentos sólidos de trabalho com ferramentas digitais de design (do 3D ao video) e introdução à programação poderão ser uma mais valia para os alunos. Note-se que no contexto do ensino básico o objectivo não é nem poderá ser formar animadores 3D ou algo similar, mas sim mostrar possibilidades e abrir gavetinhas mentais no cérebro dos alunos que, mais tarde, lhes possam ajudar a decidir o que fazer nas suas vidas.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Projectos Finais - 8.º A (Minecraft I)



Os responsáveis por este modelo começaram por se inspirar numa mansão aristocrática britânica mas ficaram-se pela fachada. Foram trabalhando o interior do espaço e insistiram especialmente comigo para que prestasse atenção ao grande armazém que incluíram. No visualizador incorporado do Sketchfab podem visitar este trabalho cuidado.


Podia ter feito um melhor trabalho, confessou o autor deste castelo. Sentiu isso após ver um trabalho épico de minecraft desenvolvido por outros dois alunos que ficará para outro post.


Os outros dois alunos que escolheram o ambiente de jogo para trabalho final tiveram a infeliz ideia de fazer pequenas modificações a um mapa descarregado da internet. Foram descobertos mas redimiram-se com um pequeno trabalho. É pena que não se tenham empenhado mais nas suas criações pessoais.

O jogo Minecraft e as possibilidades que traz no domínio da expressão pessoal através da modelação 3D tornam-o uma das ferramentas mais populares entre os alunos. Pode estender o ambiente de jogo a outras plataformas com o Mineways permite-me utilizar os saberes e competências dos alunos aplicados em TIC. Para os alunos mais interessados neste jogo é uma oportunidade de misturar o lúdico com o trabalho em vertentes de utilização criativa das tecnologias digitais.

Projectos Finais 8.º A (Scratch)

Este foi o primeiro ano em que arrisquei trabalhar Scratch e fiquei surpreendido pelo seu potencial. O interesse que desperta nos alunos, a motivação que ganham, a absoluta concentração na resolução dos problemas e a flexibilidade mental que exige são algo fantástico de observar nos alunos.


O criar jogos foi um ponto de partida que despertou o interesse de alguns alunos. Este foi o mais elaborado, criado com muito esforço e empenho por uma aluna.


Duas alunas optaram por trabalhar um dos desafios iniciais de aprendizagem da linguagem.


Mas foi o poder criar jogos que capturou o interesse daqueles que escolheram Scratch para criar e apresentar os seus projectos finais.

Pequenos sucessos...


... pequenos encorajamentos. Como abrir a caixa de correio e encontrar uma palavra simpática do Sketchfab, o fantástico site que vou entupindo regularmente com os mais promissores modelos 3D criados pelos alunos.


Ou abrir o espaço no Scratch MIT e ver que não sou só eu que considero que o trabalho da minha aluna é interessante. São simpáticos reforços positivos, que dão ainda mais vontade de continuar.

Projectos Multimédia - 8.º A (3D).


Este castelinho foi a melhor surpresa nos trabalhos criados em Sketchup. As alunas responsáveis estavam sem ideias no início do trabalho mas acabaram por se entusiasmar e criar um modelo simples, coerente e encantador.


Este trabalho é aparentemente simples. Se o produto final parece pequeno, note-se que oculta diversos detalhes e um interessante sentido de espaço.


Um dos problemas do Sketchup é o fácil acesso às bibliotecas de componentes, modelos 3D de aplicação fácil. É algo que desencorajo, porque o objectivo é estimular os alunos a criar e o risco de inutilizar um projecto por excesso de aplicação de modelos externos é considerável. Além disso é demasiado fácil perderem-se a aplicar modelos pré-feitos e descurarem a exploração individual.


Confesso que este projecto me deixou um pouco desiludido. Esperava mais das alunas que o criaram. Não é um projecto fácil de concretizar, mas poderia ter sido levado mais longe.


Para terminar, um daqueles trabalhos descrevíveis como "menor esforço possível". Nem sempre se chega a todos, há alguns alunos cujos horizontes são outros e que não conseguimos motivar. Isso é natural. Uma das características que nos distingue é a enorme diversidade de interesses e possibilidades. Mas há que sublinhar que o esforço para entregar um trabalho final, cumprindo o que foi pedido, foi conseguido. Esse é outro dos objectivos desta abordagem, que no fundo é um objectivo elementar em qualquer nível de ensino.

Projectos Multimédia - 8.º A - Vídeo


Nos trabalhos em vídeo criados por alunos desta turma o destaque vai para este rendering de motion design criado por um aluno em Endorphin. Quis aproveitar o projecto final para aprofundar os seus conhecimentos deste programa, que está a descobrir por interesse pessoal, e passou o tempo destinado à criação dos projectos a dominar o interface, perceber como posicionar os modelos ao longo da linha de tempo e afinar os movimentos. Não ficou satisfeito com o resultado final, afirmando que há muita coisa que tenho de melhorar. É natural que sinta isso. Quando aprendemos algo que estimula a criatividade cada trabalho é um passo num longo caminho e não um destino. Há sempre algo a melhorar, a aperfeiçoar, uma nova maneira de fazer. Espero francamente que este aluno, com as agruras do crescimento e da vida, não perca esta vontade de criar e descobrir.


Outro trabalho que me surpreendeu foi este fan film dedicado à sátira sobre videojogos. Não pelo tema, mas pela forma como foi montado.


Notem que o filme tem cerca de trinta segundos e a montagem tem um ritmo muito rápido, com uma justaposição contínua de imagens que espelha a cultura audiovisual contemporânea. Nada mau, particularmente para um aluno que no ano passado completou com muita dificuldade o seu projecto final. É bom assistir a este desabrochar de capacidades.


Outro trabalho significativo foi esta curta homenagem à selecção nacional de futebol. Sim, é muito simples, é uma sequência de imagens a ilustrar uma pista de som com o hino nacional, mas é significativo porque foi criado por um dos alunos com necessidades educativas especiais da turma. Decidimos que estes alunos, com currículos individualizados e dispensados da frequência curricular normal da maior parte das disciplinas, poderiam frequentar TIC. Não é um processo fácil, mas com ajuda de uma professora que lhes dá apoio estes alunos conseguiram criar projectos que espelham aprendizagens. Este caso ganha mais importância porque apesar de poder ter escolhido algo mais simples em aplicações comuns o aluno insistiu em trabalhar com o Vegas. Algo que por si não é simples teve aqui dificuldades triplicadas.


E não poderia faltar o remix de música pop criado por alunas adolescentes. Com mais um pouco de temo chegaria à estética mashup.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Geometria, que seca!


Quem é que aqui não gosta de matemática, perguntei aos alunos desta turma. Vá, sejam honestos, disse enquanto via os braços de quase todos no ar. Em seguida perguntei-lhes se também achavam a geometria irritante, com aquela coisa da diferença entre forma e figura ou as agruras dos traçados com régua, esquadro e compasso. A professora de Educação Visual (ex-EVT) que me desafiou para esta aventura olhava para mim com um olhar que oscilava entre o incrédulo e o furioso. E a seguir expliquei aos alunos que apesar de se estarem a divertir com a modelação 3D estavam na verdade a trabalhar  com matemática e geometria. Porque as formas das naves e dos carros e das casas e dos animais partem de pontos a partir dos quais criamos segmentos de recta que se unem em superfícies que geram formas. E consegui parar mesmo a tempo de descarrilar nas meshes. Porque para saber onde está algo no espaço temos de ter medições precisas e por isso necessitamos do valor das coordenadas cartesianas. E porque hoje íamos trabalhar com quadrados, círculos, segmentos de recta e arcos.


Alguns prestaram atenção, outros ignoraram-me alegremente enquanto modelavam veículos no Doga L3. Mas hoje foi dia de dar mais um passo e iniciar-se em Sketchup. Já habituados a um interface de janelas com múltiplos pontos de vista, as primeiras duvidas dos alunos ficaram pelo como é que vemos de cima/lado/frente. Mas foi coisa pouca. Poucos minutos foram precisos para que estivessem alegres a traçar linhas, extrudir superfícies e aplicar texturas.


Alguns conseguiram mesmo cumprir o primeiro desafio, o de criar uma pequena casa. Nada mau para quarenta e cinco ruidosos minutos que voam no entusiasmo destas crianças por estas experiências de aprendizagem.

Mas não é um jogo?, disse surpreendido no final da sessão um aluno que me perguntou se, tal como no minecraft, se poderia construir no Sketchup com vários utilizadores num projecto. Quer dizer que isto é divertido e é a sério, li-lhe no olhar incrédulo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Persistências


O Minecraft é um jogo muito popular entre os alunos cuja vertente educacional tem já diversas vertentes de exploração. A mim interessa-me o seu uso como ferramenta de expressão criativa e incentivo os fãs do jogo a criar nele os seus projectos finais. Funciona com o lego, em versão digital, e é intrigante ver o esforço e atenção ao detalhe que os alunos colocam nas suas construções. Note-se que há aqui vários domínios conjugados. O lado lúdico da criatividade, experimentando e criando sem pressões; a percepção mental do espaço que tem de ser invocada quando se trabalha com modelos tridimensionais; o esboçar, construir, destruir, aperfeiçoar, no fundo parte do processo de design; e nos casos mais colaborativos o vencer dos desafios técnicos de criação e manutenção de servidores de jogo. Nada mau para o que aparenta ser apenas um jogo.


 O que é criado no minecraft fica no jogo, mas há formas de contornar esse problema. Pelo YouTube pululam vídeos que mostram périplos por mundos elaborados. O Sketchfab criou um add-on para o jogo que permite exportar directamente para este site de visualização de 3D em webGL. Para outros usos há diversas aplicações que extraem as meshes criadas para exportação em formatos comuns. Estes renders foram criados extraindo os objectos criados por dois alunos no seu mapa de jogo utilizando o Mineways, que exporta em obj para aplicações de modelação e animação 3D e VRML para impressão tridimensional no Shapeways.


Uma importação para o Bryce, alguns renders longos porque o algoritmo de renderização do Bryce é notoriamente ineficaz a gerir tempo e as texturas detalhadas obrigam os processadores a trabalhar no duro. Mas os resultados compensam.


Um pormenor interessante sobre este trabalho é a persistência dos dois alunos que o estão a criar. Para além da vila que estão a construir ainda inclui uma gigantesca catedral. Essa revelo-a amanhã. Mostraram-me as primeiras versões em outubro e suspeito que ainda não tenham terminado...

Minecrafting (editado)


Havia aqui um texto sobre o potencial educativo ilustrado por belos renders de um mapa do Minecraft mas quando o partilhei nas redes sociais um aluno meu, com olho para a coisa, informou-me que o que eu pensava ser um trabalho original era plagiado. Os alunos descarregaram um mapa disponível online, fizeram pequenas modificações e fizeram-no passar como original. Mas uma análise a este vídeo  e a confirmação com o download e comparação dos mapas no Mineways dispersaram as suspeitas. Pronto, lamento mas este trabalho fica como um exemplo do lado negro da sociedade digital, a facilidade acrítica do copiar-colar como forma de desenrascar tarefas. O que não deixa de ser uma experiência de aprendizagem válida, para os alunos e para o professor.


É parecido, não é? Fica aqui a reflexão também sobre o poder das redes sociais. Foi o acto de partilha e divulgação que possibilitou a descoberta. É, no fundo, esse o real poder da internet que tem alimentado uma explosão de criatividade ímpar na história humana pelo seu alcance e dimensão.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sketching




As boas surpresas que se encontram quando estamos a avaliar os processos de trabalho de alunos de uma turma de sétimo ano.

Iniciar


Pode não parecer muito, mas para quem está a começar é um grande passo.


Os alunos do 5.º H aceitaram o desafio e agora estão no longo mas divertido processo de aprendizagem do domínio elementar de aplicações de modelação 3D. Mais lá para a frente iremos recriar um sistema solar. Até lá vamos aprender a criar modelos no computador.


Quando há dúvidas... pergunta-se, partilha-se o que se aprendeu ou descobriu.


Criar em 3D obriga a treinar os mecanismos de percepção, habituados à constante estimulação da expressão plástica em suportes planos. Mas recompensa ao ver a alegria destes alunos, que passam a hora de formação cívica a aprender que podem ir mais além do que esperavam.

Finalizando


Com o final do semestre a aproximar-se os alunos começam a finalizar os seus projectos finais. E há um pouco de tudo. Uma animação criada no Endorphin, aplicação de coreografia de movimentos para cenas de acção, que o aluno criador tem estado a afinar meticulosamente.


Também temos jogos em Scratch. E não poderia faltar a modelação 3D.


Mais coisas? Mas claro que sim. Alguns grupos estão a finalizar clips de video onde remisturam filmes e música. E há um grupo de trabalhos em Minecraft que vai merecer um post à parte.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Trabalhamos mais aqui...


Ai, stor, esta é a aula em que sou obrigada a pensar mais, diz uma das alunas responsáveis por este projecto scratch. O colega que está a co-criar este trabalho final concordou. O dilema deles era encontrar soluções para os problemas que se tinha colocado ao afinar o seu jogo. Querem animações de final de nível. E a forma de contagem de pontos está-lhes a dar a volta à cabeça. Como o professor é um confesso ignorante de scratch (3d é a paixão, recordam-se) incentivou-os a procurar soluções desmontando e analisando projectos já criados e disponíveis na internet. Trabalhos mais aqui do que até em matemática, confessaram.


A malta do 3D também se atarefa. Neste caso é admirável a atenção ao detalhe deste projecto em desenvolvimento. E, a julgar pelas imagens escolhidas, o assumir das pulsões da adolescência por parte do criador deste trabalho, aluno que promete muito no campo dos grafismos digitais e tradicionais.

Hibridização



Hibridizações. Ou como um trabalho complexo não se esgota numa única aplicação. Estes dois exemplos são trabalhos em progresso de alunos de 7.º ano. Um quer criar uma série de imagens realistas em bryce com veículos que criou em Doga e Sketchup. Outra está a criar avatares para um pequeno mundo. Ambos estão a começar a perceber que cada programa não é um fim em si mas um meio para melhor exprimir as ideias. Mas diga-se que o aluno é que está a ter a lição mais dolorosa. É que se o Bryce em teoria aceita o collada como formato de transferência, na prática transferir um trabalho do Sketchup dá muito mais trabalho.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Do possível


Começo a sentir o 7.º ano como, para mim, um novo 5.º ano. Agruras da transição de Educação Visual e Tecnológica para TIC. Noto nos alunos de sétimo mais energia, garra e criatividade pura. Já nos de oitavo sente-se consolidação e um aprofundar da separação de interesses pessoais que se vão afirmando e construindo. Estes registos estão a ser criados por alunos de uma turma de 7.º ano e mostram um pouco da diversidade de projectos que estão a criar. A simplicidade e realismo do Sketchup são o que mais os atrai.


Criar avatares é uma boa forma de trabalhar a figura humana com meios digitais. Podemos ficar apenas pela modelação e animação, mas uma das alunas está a descobrir que pode ir mais longe editando o mapa de texturas do avatar. É muito bom ver aqueles sorriso de descobri algo novo quando os alunos se apercebem que podem ir ainda mais além do que julgavam possível.


Nota-se também uma crescente preocupação com a complexidade dos espaços a recriar, que conjugam formas necessariamente simples (estes programas são de fácil aprendizagem mas requerem persistência e tempo para o domínio progressivo) em espaços complexos.


E ainda temos surpresas como esta, que me deixou de queixo caído. Um cuidado e elaborado projecto criado por um aluno de treze anos.